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SIMULADO3 - Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o texto para responder à questão.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
• mais de três décadas o Brasil não registrava um caso de poliomielite.
• O Brasil chegou ser incluído no inglório rol de nações com alto risco de retorno da moléstia viral.
• O alarme com relação à doença é devido cobertura vacinal insuficiente.
• Epidemiologistas preconizam que 95% do público-alvo precisa ser imunizado para o impedimento circulação da pólio.
a) À … à … à … à
b) Há … à … a … a
c) A … a … a … à
d) À … a … à … a
e) Há … a … à … à

Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, o uso da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) À época da entrevista, o repórter trabalhava na extinta revista Manchete.
b) O autor foi convocado à realizar uma entrevista com um importante escritor.
c) Por fim, o escritor não concedeu entrevista à nenhum repórter após a posse.
d) Costumam ser muito badaladas às cerimônias na Academia Brasileira de Letras.
e) Os eventos na Academia Brasileira de Letras são abertos à toda a imprensa.

O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) Um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km e foi à um supermercado em Buffalo, no estado americano de Nova York.
b) Os Estados Unidos convive com a permissividade da legislação do país, o que torna mais difícil a restrição à obtenção de armas.
c) As iniciativas para limitar à circulação de armas acabam barradas num Congresso em que o lobby armamentista tem grande peso.
d) Gendron chegou à ser submetido a uma avaliação mental e, ainda assim, conseguiu comprar legalmente um rifle de altíssima letalidade.
e) Suspeita-se que Payton Gendron tenha cometido o massacre devido à motivações decorrentes das teorias racistas conspiratórias.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Os ecossistemas de informações estão suscetíveis disseminação de informações falsas, o que é prejudicial democracia social. Portanto, o combate falsificações oportunistas cabe todos os cidadãos desejosos justiça e paz social.
a) à ... à ... à ... a ... por
b) a ... à ... à ... à ... por
c) da ... a ... a ... a ... a
d) da ... a ... às ... à ... de
e) à ... à ... às ... a ... de

A alternativa cuja frase escrita a partir do texto apresenta o uso do acento indicativo da crase de acordo com a norma-padrão é:
a) Mulheres se põem à falar sem o devido cuidado.
b) Pessoas do sexo feminino são mais afeitas à alguns hábitos verbais.
c) Pessoas que se dirigem à públicos diversos precisam ter cuidado com o que falam.
d) Tara Mohr refere-se à muletas linguísticas em seu livro.
e) A impressão que dá às pessoas que ouvem certas expressões é que há insegurança.

Assinale a alternativa em que, na frase que completa o enunciado a seguir, o emprego da crase está em conformidade com a norma-padrão de da língua.
a) àqueles que buscam inserção nessa nova realidade.
b) à qualquer pessoa em formação para o trabalho.
c) à todos os que buscam preparação para o trabalho.
d) à uma grande quantidade de estabelecimentos de ensino.
e) à quem pretender se manter relevante profissionalmente.

Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Merece atenção à descoberta dos pesquisadores sobre os efeitos da insônia.
b) A pesquisa dedicou-se à provar a associação entre sono e problemas cognitivos.
c) Há vários hábitos nocivos à saúde que prejudicam o sono das pessoas.
d) Algumas condições de saúde podem ser associadas à uma insônia duradoura.
e) A insônia afeta à indivíduos de todas as idades e de vários países do mundo.

A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta seletiva para toda a cidade.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.
a) As … as … as
b) Há … às … as
c) Há … as … às
d) Às … as … às
e) As … hás … as

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com
a) à ... à ... a
b) a ... à ... a
c) a ... a ... a
d) à ... à ... à
e) a ... à ... à

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:
a) A esposa disse que desejava vir mais vezes à lugares refinados como aquele.
b) Ao entrarem no recinto, o maître perguntou à eles se queriam uma mesa para dois.
c) O pai e os demais convidados já estavam à espera do casal há algum tempo.
d) Os outros clientes continuaram à conversar em voz baixa.
e) O pai, à quem André ajudava no posto, levantou-se para recebê-los.

Assinale a alternativa em que o emprego da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) Ainda há muita resistência à algumas interações por meio de redes sociais.
b) A internet brinda à todos com a possibilidade de se relacionar a distância.
c) Nas conversas via redes sociais, todo contato é elevado à categoria de amigo.
d) É exagerado referir-se aos contatos on-line como se nos dirigíssemos à um amigo.
e) Com sua criação, o Facebook se propôs à elevar a autoestima de milhares de pessoas.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
a) fazer-lo … eram … são … às … à … a
b) fazê-lo … eram … são … às … a … à
c) fazer-lhe … era … é … as … à … a
d) fazer-lo … eram … é … as … a … à
e) fazê-lo … era … é … às … à … à

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
A as ... às ... a ... a
B às ... às ... à ... à
C as ... às ... à ... à
D às ... as ... a ... a
E as ... as ... à ... à

Assinale a alternativa que dá outra redação à fala dos quadrinhos, seguindo a norma-padrão de regência, conjugação de verbos e emprego do sinal indicativo de crase.
a) Se você não se dispor em ajudar à fazer a lição de casa, vou processar você.
b) Caso você não me acuda quando eu fizer a lição de casa, apelarei à justiça.
c) Espero que você nomeie à alguém que trata disso melhor do que seu advogado.
d) Pergunto à você onde está seu advogado; não creio que ele resolva ao caso.
e) Vou acionar à polícia se você não vir me ajudar com à lição de casa.

Não nos sujeitamos_____corrupção; tampouco cederemos espaço ______nenhuma ação que se proponha____prejudicar nossas instituições.
a) à … à … à
b) a … à … à
c) à … a … a
d) à … à … a
e) a … a … à

No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-se a aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) aos … à … a … a
b) aos … a … à … a
c) a … a … a … a
d) a … a … à … à
e) à … à … à … à

A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até 2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento indicativo da crase.
a) Os catadores andam à pé e coletam lixo reciclável pelas ruas da cidade.
b) O lixo reciclável é destinado à aterros sanitários em municípios vizinhos.
c) Os especialistas estão à procura de soluções para o tratamento do lixo.
d) A prefeitura tem muito à fazer antes de implantar a coleta seletiva do lixo.
e) A notícia do lixo em São Paulo chegou à Vossa Excelência pelo jornal.

Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes – um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C.
Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, uma frase do texto.
a) Fatores externos não conduzem para à verdadeira felicidade.
b) A verdadeira felicidade não se reduz as coisas efêmeras.
c) Os atenienses não vislumbram à verdadeira felicidade.
d) Os sábios almejam e alcançam a verdadeira felicidade.
e) O luxo, o poder político não constroem à verdadeira felicidade.

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Questões resolvidas

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Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
• mais de três décadas o Brasil não registrava um caso de poliomielite.
• O Brasil chegou ser incluído no inglório rol de nações com alto risco de retorno da moléstia viral.
• O alarme com relação à doença é devido cobertura vacinal insuficiente.
• Epidemiologistas preconizam que 95% do público-alvo precisa ser imunizado para o impedimento circulação da pólio.
a) À … à … à … à
b) Há … à … a … a
c) A … a … a … à
d) À … a … à … a
e) Há … a … à … à

Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, o uso da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) À época da entrevista, o repórter trabalhava na extinta revista Manchete.
b) O autor foi convocado à realizar uma entrevista com um importante escritor.
c) Por fim, o escritor não concedeu entrevista à nenhum repórter após a posse.
d) Costumam ser muito badaladas às cerimônias na Academia Brasileira de Letras.
e) Os eventos na Academia Brasileira de Letras são abertos à toda a imprensa.

O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) Um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km e foi à um supermercado em Buffalo, no estado americano de Nova York.
b) Os Estados Unidos convive com a permissividade da legislação do país, o que torna mais difícil a restrição à obtenção de armas.
c) As iniciativas para limitar à circulação de armas acabam barradas num Congresso em que o lobby armamentista tem grande peso.
d) Gendron chegou à ser submetido a uma avaliação mental e, ainda assim, conseguiu comprar legalmente um rifle de altíssima letalidade.
e) Suspeita-se que Payton Gendron tenha cometido o massacre devido à motivações decorrentes das teorias racistas conspiratórias.

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Os ecossistemas de informações estão suscetíveis disseminação de informações falsas, o que é prejudicial democracia social. Portanto, o combate falsificações oportunistas cabe todos os cidadãos desejosos justiça e paz social.
a) à ... à ... à ... a ... por
b) a ... à ... à ... à ... por
c) da ... a ... a ... a ... a
d) da ... a ... às ... à ... de
e) à ... à ... às ... a ... de

A alternativa cuja frase escrita a partir do texto apresenta o uso do acento indicativo da crase de acordo com a norma-padrão é:
a) Mulheres se põem à falar sem o devido cuidado.
b) Pessoas do sexo feminino são mais afeitas à alguns hábitos verbais.
c) Pessoas que se dirigem à públicos diversos precisam ter cuidado com o que falam.
d) Tara Mohr refere-se à muletas linguísticas em seu livro.
e) A impressão que dá às pessoas que ouvem certas expressões é que há insegurança.

Assinale a alternativa em que, na frase que completa o enunciado a seguir, o emprego da crase está em conformidade com a norma-padrão de da língua.
a) àqueles que buscam inserção nessa nova realidade.
b) à qualquer pessoa em formação para o trabalho.
c) à todos os que buscam preparação para o trabalho.
d) à uma grande quantidade de estabelecimentos de ensino.
e) à quem pretender se manter relevante profissionalmente.

Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Merece atenção à descoberta dos pesquisadores sobre os efeitos da insônia.
b) A pesquisa dedicou-se à provar a associação entre sono e problemas cognitivos.
c) Há vários hábitos nocivos à saúde que prejudicam o sono das pessoas.
d) Algumas condições de saúde podem ser associadas à uma insônia duradoura.
e) A insônia afeta à indivíduos de todas as idades e de vários países do mundo.

A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta seletiva para toda a cidade.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.
a) As … as … as
b) Há … às … as
c) Há … as … às
d) Às … as … às
e) As … hás … as

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com
a) à ... à ... a
b) a ... à ... a
c) a ... a ... a
d) à ... à ... à
e) a ... à ... à

O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:
a) A esposa disse que desejava vir mais vezes à lugares refinados como aquele.
b) Ao entrarem no recinto, o maître perguntou à eles se queriam uma mesa para dois.
c) O pai e os demais convidados já estavam à espera do casal há algum tempo.
d) Os outros clientes continuaram à conversar em voz baixa.
e) O pai, à quem André ajudava no posto, levantou-se para recebê-los.

Assinale a alternativa em que o emprego da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) Ainda há muita resistência à algumas interações por meio de redes sociais.
b) A internet brinda à todos com a possibilidade de se relacionar a distância.
c) Nas conversas via redes sociais, todo contato é elevado à categoria de amigo.
d) É exagerado referir-se aos contatos on-line como se nos dirigíssemos à um amigo.
e) Com sua criação, o Facebook se propôs à elevar a autoestima de milhares de pessoas.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
a) fazer-lo … eram … são … às … à … a
b) fazê-lo … eram … são … às … a … à
c) fazer-lhe … era … é … as … à … a
d) fazer-lo … eram … é … as … a … à
e) fazê-lo … era … é … às … à … à

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
A as ... às ... a ... a
B às ... às ... à ... à
C as ... às ... à ... à
D às ... as ... a ... a
E as ... as ... à ... à

Assinale a alternativa que dá outra redação à fala dos quadrinhos, seguindo a norma-padrão de regência, conjugação de verbos e emprego do sinal indicativo de crase.
a) Se você não se dispor em ajudar à fazer a lição de casa, vou processar você.
b) Caso você não me acuda quando eu fizer a lição de casa, apelarei à justiça.
c) Espero que você nomeie à alguém que trata disso melhor do que seu advogado.
d) Pergunto à você onde está seu advogado; não creio que ele resolva ao caso.
e) Vou acionar à polícia se você não vir me ajudar com à lição de casa.

Não nos sujeitamos_____corrupção; tampouco cederemos espaço ______nenhuma ação que se proponha____prejudicar nossas instituições.
a) à … à … à
b) a … à … à
c) à … a … a
d) à … à … a
e) a … a … à

No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-se a aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) aos … à … a … a
b) aos … a … à … a
c) a … a … a … a
d) a … a … à … à
e) à … à … à … à

A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até 2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento indicativo da crase.
a) Os catadores andam à pé e coletam lixo reciclável pelas ruas da cidade.
b) O lixo reciclável é destinado à aterros sanitários em municípios vizinhos.
c) Os especialistas estão à procura de soluções para o tratamento do lixo.
d) A prefeitura tem muito à fazer antes de implantar a coleta seletiva do lixo.
e) A notícia do lixo em São Paulo chegou à Vossa Excelência pelo jornal.

Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes – um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C.
Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, uma frase do texto.
a) Fatores externos não conduzem para à verdadeira felicidade.
b) A verdadeira felicidade não se reduz as coisas efêmeras.
c) Os atenienses não vislumbram à verdadeira felicidade.
d) Os sábios almejam e alcançam a verdadeira felicidade.
e) O luxo, o poder político não constroem à verdadeira felicidade.

Prévia do material em texto

601) 
602) 
Língua Portuguesa para Escrevente Técnico Judiciário (TJ SP) 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/2207498
VUNESP - AgSP (Pres Prudente)/Pref Pres Prudente/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
Depois de mais de três décadas sem registrar um caso de poliomielite, o Brasil convive, em pleno século
21, com a perspectiva desoladora do ressurgimento da doença.
 
O país foi incluído pela Organização Pan- Americana de Saúde, ao lado de Bolívia, Equador, Guatemala,
Haiti, Paraguai, Suriname e Venezuela, no inglório rol de nações do continente com alto risco de retorno
da moléstia viral.
 
O alarme com relação à doença, que em suas formas mais graves compromete o sistema nervoso,
causando paralisia permanente dos membros, decorre da cobertura vacinal insuficiente.
 
Como regra, epidemiologistas preconizam que 95% do público-alvo – de bebês de 2 meses até crianças
de 5 anos – precisa ser imunizado para impedir a circulação da pólio. Desde 2015, no entanto, há piora
por aqui.
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 14.12.2021. Adaptado)
 
Considere as frases:
 
• mais de três décadas o Brasil não registrava um caso de poliomielite.
• O Brasil chegou ser incluído no inglório rol de nações com alto risco de retorno da moléstia
viral.
• O alarme com relação à doença é devido cobertura vacinal insuficiente.
• Epidemiologistas preconizam que 95% do público-alvo precisa ser imunizado para o impedimento 
 circulação da pólio.
 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) À … à … à … à
b) Há … à … a … a
c) A … a … a … à
d) À … a … à … a
e) Há … a … à … à
www.tecconcursos.com.br/questoes/2313767
VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Entrevista que não houve
 
Em novembro de 1967, eu estava telefonando para Guimarães Rosa em nome da revista Manchete, onde
trabalhava, pedindo uma entrevista. Naquela semana, Rosa finalmente tomaria posse de sua cadeira na
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3gkcX
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2207498
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313767
603) 
Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito por unanimidade em 1963. Ainda não a assumira
porque, médico e cardíaco, temia não sobreviver à cerimônia. Mas agora era a hora.
 
Nunca entendi por que Justino Martins, diretor da Manchete, incumbiu-me da tarefa. A revista estava
cheia de repórteres experientes – dois deles os poetas Lêdo Ivo e Homero Homem, certamente amigos
de Rosa. Eu tinha, se tanto, seis meses de profissão e acabara de chegar à Revista. Mas foi assim.
Justino convocou-me à sua mesa, deu-me o número do telefone de Rosa e só me recomendou que
chamasse o homem de embaixador – o que Rosa também era.
 
Naquele mesmo dia, telefonei. O próprio Rosa atendeu e, muito amável, desculpou-se, alegando que
estava escrevendo seu discurso de posse e não podia parar para dar entrevistas, mesmo que fosse para
Manchete. Eu insisti, “Mas, embaixador…”. E ele, firme – neca. Mas, talvez tocado pela evidente
juventude do repórter, sugeriu que eu telefonasse no dia seguinte – quem sabe já teria terminado o
discurso. Fiz isto, mas, não, ele não havia terminado. Como consolação, disse que, se eu fosse à
cerimônia, me daria uma cópia do texto.
 
Rosa tomou posse na quinta-feira, 16. Ao fim do discurso e sob a chuva de aplausos, saiu pelo salão
apertando mãos, como se levitasse a um metro do chão. Parecia encantado, não via ninguém – só a mim
cumprimentou duas vezes, sem saber quem eu era. E o coração resistiu bem, não o traiu.
 
Deixou para traí-lo três dias depois, na noite de domingo, 19, no seu apartamento, em Copacabana. E eu
me esquecera de pedir-lhe o discurso.
 
(Ruy Castro. A arte de querer bem – Crônicas. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Excerto adaptado)
 
Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, o uso da crase está em conformidade
com a norma-padrão da língua.
a) À época da entrevista, o repórter trabalhava na extinta revista Manchete.
b) O autor foi convocado à realizar uma entrevista com um importante escritor.
c) Por fim, o escritor não concedeu entrevista à nenhum repórter após a posse.
d) Costumam ser muito badaladas às cerimônias na Academia Brasileira de Letras.
e) Os eventos na Academia Brasileira de Letras são abertos à toda a imprensa.
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VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Mais um massacre
 
No sábado (14.05), um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km até um supermercado
localizado em Buffalo, no estado americano de Nova York. Com um rifle semiautomático nas mãos, abriu
fogo contra pessoas que estavam dentro e fora do estabelecimento, matando dez e ferindo três.
 
Embora as motivações do massacre ainda estejam sob investigação, suspeita-se que Payton Gendron
tenha sido estimulado, em seu ato insano e abominável, por teorias racistas conspiratórias que têm
deixado as franjas do extremismo para ganhar cada vez mais adeptos nos Estados Unidos.
 
Se o ominoso extremismo de direita aparece como provável motivação do atentado em Buffalo, é o
acesso praticamente irrestrito a armas, inclusive às de uso militar, que torna morticínios do tipo tão
comuns nos EUA. O tiroteio de sábado foi o 198o, somente neste ano, no qual ao menos quatro pessoas
foram mortas ou feridas, segundo a ONG Gun Violence Archive.
 
O fato de Gendron ter sido submetido a uma avaliação mental há pouco menos de um ano, em razão de
uma ameaça de ataque suicida feita quando era estudante, e ainda assim conseguir comprar legalmente
um rifle de altíssima letalidade, exemplifica bem a permissividade da legislação do país.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2313915
604) 
 
Calcula-se que existam em solo americano cerca de 120 armas para cada 100 habitantes, fazendo dos
EUA, de longe, o líder mundial em número per capita.
 
Apesar do firme compromisso do presidente Joe Biden com a reforma das leis sobre o tema, as principais
iniciativas para tornar mais restrito o acesso acabam barradas num Congresso em que o lobby
armamentista tem grande peso.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 17.05.2022. Adaptado)
 
O uso do acento indicativo da crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) Um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km e foi à um supermercado em Buffalo,
no estado americano de Nova York.
b) Os Estados Unidos convive com a permissividade da legislação do país, o que torna mais difícil a
restrição à obtenção de armas.
c) As iniciativas para limitar à circulação de armas acabam barradas num Congresso em que o lobby
armamentista tem grande peso.
d) Gendron chegou à ser submetido a uma avaliação mental e, ainda assim, conseguiu comprar
legalmente um rifle de altíssima letalidade.
e) Suspeita-se que Payton Gendron tenha cometido o massacre devido à motivações decorrentes das
teorias racistas conspiratórias.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2327609
VUNESP - ACom (C Limpo Pta)/CM Campo Limpo Pta/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
 
Musk promete robô humanoide para breve
 
Depois de dominar o mercado de veículos elétricos e de se lançar na multimilionária corrida espacial,
Elon Musk, o dono da Tesla, anunciou o último marco que pretende alcançar: robôs humanoides. O
empresário disse que terá um protótipo inicial do “Tesla Bot” em breve.
 
Baseado na mesma tecnologia dos veículos semiautônomos da empresa, o robô seria capaz de realizar
tarefas básicas repetitivas com o intuito de eliminar trabalhos perigosos ou “chatos” para as pessoas,
comentou Musk, em um evento on-line sobre os avanços de sua empresa em inteligência artificial.
 
“A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semissensíveis sobre
rodas, portanto, faz algum sentido colocar isso naforma humanoide”, disse.
 
Esse movimento chega no momento em que o sistema de direção autônoma dos carros da empresa está
sob forte investigação, após uma série de acidentes. A controvérsia sobre o Autopilot não foi discutida na
conferência on-line e nenhuma pergunta foi feita sobre esse tema por parte do público.
 
No entanto, Musk garantiu que seu futuro robô seria benigno. Ele disse que o Tesla Bot, que terá mãos
com cinco dedos e virá em preto e branco, será “amigável” e construído de forma que, em qualquer
caso, “você poderá fugir dele ou desligá-lo”. “Espero que isso nunca aconteça, mas quem sabe”, brincou.
 
(https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,elon-musk-anunciarobos- humanoides-para-substituir-
pessoas-em-trabalhoschatos, 70003816499. Adaptado)
 
O sinal indicativo de crase está corretamente empregado em:
a) Musk confirmou que está disposto à lançar o primeiro robô humanoide.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2327609
605) 
b) O Tesla Bot, à quem o empresário atribui perfil benigno, será fabricado em duas cores.
c) Para a construção dos robôs, ele prevê à aplicação da mesma tecnologia dos veículos elétricos.
d) Graças à saltos tecnológicos, os robôs poderão executar maior leque de tarefas classificadas como
repetitivas e perigosas.
e) Consagrando à inteligência artificial poderes sem limite, empresas como a Tesla tencionam mudar
nossa concepção dos robôs.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2332445
VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Texto
 
Redes sem lei
 
A esta altura estão mapeados os dissabores trazidos pelas redes sociais ao cotidiano social e político das
nações. Se a dominância dessas plataformas digitais impulsionou e adensou as interações entre as
pessoas em escala planetária, de outro lado acarretou oligopolização, manipulação dos fatos, fraudes e
assédio também em profusão.
 
Testemunha e vítima dessa faceta ameaçadora das mídias sociais, perseguida pelo governo autoritário de
Rodrigo Duterte nas Filipinas, a jornalista Maria Ressa, Nobel da Paz de 2021, descreveu-as em
entrevista à Folha como “uma bomba atômica que explodiu em nosso ecossistema de informação”.
 
O mecanismo de reiterações labirínticas empregado pelos algoritmos, ao premiar os discursos ofensivos e
as elucubrações fantásticas e mentirosas, estaria minando as bases da própria democracia, como os
sistemas de pesos e contrapesos, de acordo com Ressa.
 
Ilegalidades que não se praticavam na mesma extensão e profundidade antes da hegemonia das redes
sociais tornaram-se lugar-comum. As autoridades incumbidas de fazer cumprir a lei onde quer que seja
ainda comem poeira quando se trata dessas plataformas.
 
Corresponsabilizá-las pelos crimes cometidos por meio dos seus serviços é providência básica para limpar
o terreno bárbaro. Também é elementar evitar que seu enorme poderio de mercado seja usado para
esterilizar a competição, pela qual poderão florescer opções de melhor qualidade informativa.
 
Não há dúvida de que o combate ao turbilhão de falsificações oportunistas que jorra nas redes passa
pelo exercício do jornalismo profissional, que questiona os poderosos com base na apuração e na
publicação de fatos objetivamente verificáveis e se exerce em praça pública, não nos escaninhos
ensimesmados das aldeias digitais.
 
A sociedade aos poucos vai percebendo que não se substitui jornalista por influencer sem dano ao
patrimônio comum da civilização.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 25.06.2022. Adaptado)
 
Os ecossistemas de informações estão suscetíveis disseminação de informações falsas, o que é
prejudicial democracia social. Portanto, o combate falsificações oportunistas cabe 
todos os cidadãos desejosos justiça e paz social.
 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) à ... à ... à ... a ... por
b) a ... à ... à ... à ... por
c) da ... a ... a ... a ... a
d) da ... a ... às ... à ... de
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332445
606) 
e) à ... à ... às ... a ... de
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VUNESP - Prof (Bebedouro)/Pref Bebedouro/Educação Infantil I - 0 a 3 anos/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Texto
 
Cuidado com o que fala – e escreve
 
Você já se ouviu falando em público? Ou numa reunião de trabalho?
 
Como é o seu desempenho? Transmite segurança ou acelera as palavras, embola pensamentos e
interrompe o raciocínio com digressões?
 
Coach em liderança feminina, a americana Tara Mohr listou muletas linguísticas que costumam nos
sabotar. E descobriu que mulheres podem ser mais afetadas por hábitos verbais que transmitem
hesitação, insegurança ou autodesvalorização. Em geral ao tentarem, consciente ou inconscientemente,
parecer “boazinhas”, flexíveis, conciliatórias e calmas.
 
“Mulheres com mensagens importantes e ideias brilhantes se diminuem por meio de suas palavras –
geralmente sem perceber”, resume a autora no livro Ouse Crescer: Encontre Sua Voz e Deixe Sua Marca
no Mundo (Editora Sextante).
 
Quer um exemplo? Frases que começam com desculpe. Muitas mulheres têm o hábito de,
inconscientemente, desculpar- se por assumir posição, dizer algo ou fazer perguntas.
 
Na verdade é outro clássico. Na verdade, acho que... Na verdade, discordo... Dá impressão ao
interlocutor de que quem fala está surpresa por discordar.
 
Quando não se sente à vontade para expressar ideias ou ênfase, há muletas como Talvez, quem sabe,
Só. (Só fico pensando se..., Só preciso que...).
 
Ressalvas também são comuns: Não sou especialista, mas... É só uma ideia, mas...
 
Muitas mulheres terminam frases com Isso faz sentido? Ou algo similar. Para a autora, quem recorre a
essa tentativa de se aproximar do público, verificar reações e confirmar se foi compreendida é vista como
menos influente e com menos conhecimento do tema.
 
Mas por que tantas muletas, desculpas e ressalvas na linguagem feminina?
 
Tara explica que, em parte, por contágio. Ouvimos e reproduzimos. Mas há também o “duplo vínculo”,
fenômeno que mulheres são vistas como competentes ou afáveis, mas não as duas coisas ao mesmo
tempo.
 
E qual a saída? Segundo a autora, não se trata de adotar um estilo de comunicação autoritário. Nem de
deixar de ser gentil, sociável e humana nas relações, mas sim de descartar padrões autodepreciativos
decorrentes do medo de conquistar espaço e assumir poder. Afeto sim, mas sem muletas na hora de se
posicionar.
 
Ah, esse alerta vale também para comunicação escrita. Que tal então revisar as mensagens que você vai
mandar hoje?
 
(Luciana Garbin. O Estado de S.Paulo, 14 de abril de 2022. Adaptado)
 
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607) 
A alternativa cuja frase escrita a partir do texto apresenta o uso do acento indicativo da crase de acordo
com a norma-padrão é:
a) Mulheres se põem à falar sem o devido cuidado.
b) Pessoas do sexo feminino são mais afeitas à alguns hábitos verbais.
c) Pessoas que se dirigem à públicos diversos precisam ter cuidado com o que falam.
d) Tara Mohr refere-se à muletas linguísticas em seu livro.
e) A impressão que dá às pessoas que ouvem certas expressões é que há insegurança.
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VUNESP - Ag (CM Olímpia)/CM Olímpia/Legislativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Nossa má educação cria um abismo entre os brasileiros e as profissões do futuro
 
De tempos em tempos, vemos estudos e listas sobre as chamadas “profissões do futuro”. Elas nos
enchem os olhos, com atividades incríveis e inspiradoras. Infelizmente a maior parte das pessoas jamais
exercerá qualquer uma dessas carreiras, pois não tem elementos básicos em sua formação para
desempenhar suas tarefas. Nosso sistema de ensino e nossa cultura não são organizados para oferecer a
crianças, jovens e adultos as habilidades necessárias para isso.
 
Para as profissões que debutam com grande pompa e muitas novidades, naturalmente não existe
formação específica. A escola precisade um tempo para a criação de cursos, e isso só acontece depois
que um novo ofício está consolidado. Portanto, se se almeja qualquer um desses incríveis trabalhos, a
habilidade mais desejada é o amor pelo aprendizado. Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos
cursos específicos, para combinar seus conteúdos e construir o arcabouço intelectual necessário.
 
As “profissões do futuro” são tão incríveis porque elas saem do óbvio. Desafiam os indivíduos a pensar e
a fazer diferentemente o que já existe ou criar algo completamente novo, que trará um grande benefício
à sociedade.
 
A digitalização já afetou todas as profissões e esse é um movimento que cresce exponencialmente. Não
há como resistir à mudança. Pelo contrário, qualquer que seja a área do ofício, o domínio de habilidades
normalmente associadas às Exatas, como raciocínio lógico, análise de dados, entendimento de sistemas
ou estatística ficam mais e mais importantes. Da mesma forma, habilidade de Humanas, como
comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e empatia também se tornam essenciais para
trabalhadores de todas as áreas, e não apenas nas Humanidades.
 
Portanto as profissões que nascem são mais analíticas e inovadoras, e as que morrem são as mais
operacionais e repetitivas. É por isso que nossas escolas precisam formar profissionais para o primeiro
grupo, e não para o segundo. A discussão do futuro do trabalho deve passar necessariamente pela do
futuro da educação.
 
(Paulo Silvestre. https://brasil.estadao.com.br/. 01.02.2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que, na frase que completa o enunciado a seguir, o emprego da crase está em
conformidade com a norma-padrão de da língua.
 
As profissões do futuro trazem novas exigências...
a) àqueles que buscam inserção nessa nova realidade.
b) à qualquer pessoa em formação para o trabalho.
c) à todos os que buscam preparação para o trabalho.
d) à uma grande quantidade de estabelecimentos de ensino.
e) à quem pretender se manter relevante profissionalmente.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342286
608) 
609) 
610) 
611) 
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VUNESP - GCM (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Masculino e Feminino/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto.
 
A exposição excessiva _______ telas e ________ internet durante ________ infância não é saudável. Ao
mesmo tempo, ________ presença do ambiente digital na vida cotidiana é inevitável, e banir o uso de
dispositivos como celulares, tablets, computadores e TVs é praticamente impossível.
 
(Cesar Gaglioni. https://www.nexojornal.com.br/ expresso/2022/09/08/O-que-é-uso-saudável-de-
telas na-infância-segundo-estudos?posicao=8. 13.09.2022)
 
Assinale a alternativa que preenche correta e respectiva mente as lacunas.
a) a … à … à … à
b) à … à … a … à
c) a … à … a … a
d) à … a … a … a
e) a … a … à … a
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VUNESP - Moto (Fernandópolis)/CM Fernandópolis/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado conforme a norma-
padrão da língua portuguesa.
a) Merece atenção à descoberta dos pesquisadores sobre os efeitos da insônia.
b) A pesquisa dedicou-se à provar a associação entre sono e problemas cognitivos.
c) Há vários hábitos nocivos à saúde que prejudicam o sono das pessoas.
d) Algumas condições de saúde podem ser associadas à uma insônia duradoura.
e) A insônia afeta à indivíduos de todas as idades e de vários países do mundo.
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VUNESP - AHM (DAE Bauru)/DAE Bauru/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho a seguir.
 
“Algumas anotações de Da Vinci remontam ano de 1489, quando ele começa 
trabalhar para a corte de Milão, e tratam de temas que vão da matemática música”.
a) no ... a... a
b) no ... à... a
c) ao ... a... à
d) ao ... à... a 
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VUNESP - Bibl (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder a questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2343697
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2344625
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348007
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Começou com Alice
 
O objeto veio embrulhado num papel verde estampado com motivos infantis. Muito justo. Era um
presente de aniversário para uma criança que fazia cinco anos.
 
O objeto era um livro. O garoto o desembrulhou e contemplou aquele volume.
 
O título, na capa, ele leu com facilidade: Alice no país das maravilhas. Sentou-se, cruzou as pernas e
abriu o livro na página 11, onde começava a história – e nunca mais foi o mesmo.
 
Já se passaram mais de cinquenta anos, mas posso manusear, folhear e até reler esse livro. Para dizer a
verdade, ele está à minha frente nesse momento.
 
Sim, antes dos cinco anos, eu já conseguia ler. Aprendera meio sozinho, sentado diariamente no colo de
minha mãe enquanto, rindo muito, ela lia para si mesma – mas em voz alta a meu pedido. De tanto ouvir
o som e o significado daqueles símbolos impressos no jornal enquanto olhava para eles, descobri com
naturalidade como funcionavam – as letras formavam sílabas, as sílabas formavam palavras, as palavras
formavam ideias. A partir dali, passei a aplicar o processo às outras letras impressas que via pela frente –
em cartazes de cinema, anúncios no bonde, tampa de lata de marmelada – e saí lendo tudo que podia. E
escrevendo também, porque era fácil copiar os símbolos, criando minhas próprias palavras. Dias depois,
descobri a máquina de escrever do meu pai. E, com isso, aprendi a ler, a escrever e a escrever à
maquina quase ao mesmo tempo, antes dos cinco anos.
 
A vida não é mais a mesma depois que se penetra no reino das palavras. Na verdade, não me recordo de
nenhum dia em que não estivesse cercado por elas. Meus pais não liam livros, mas eram grandes
consumidores de jornais. Detalhe: depois de lidos, jornais e revistas raramente iam para o lixo. As pilhas
se acumulavam e atravessavam os anos. Os exemplares com as catástrofes históricas eram guardados
para sempre. Não se jogavam fora as palavras.
 
Em pouco tempo, decidi que, no futuro, seria jornalista – que viveria das e entre as palavras. Ao
contrário de outros garotos de minha geração, nunca pensei em ser médico, engenheiro ou advogado,
nem mesmo astronauta. O importante eram as palavras.
 
Bem, aconteceu que, em tempo hábil, me tornei jornalista, e as palavras têm me sustentado até hoje.
 
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur. Prólogo. São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto
adaptado)
 
Considere o seguinte trecho redigido a partir das ideias presentes no texto:
 
Após o primeiro contato com os livros, em pouco tempo, o narrador, além de ler, aprendera também
a escrever. Dali alguns meses, já estava totalmente decidido em relação profissão que
viria a desempenhar futuramente, que não correspondia carreira de médico ou de engenheiro,
como era bastante comum época.
 
De acordo com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) a … à … a … à
b) à … a … à … à
c) a … à … a … a
d) à … à … a … a
e) a … à … à … à
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VUNESP - Fisc (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Meio Ambiente/2022
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366004
612) 
613) 
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia um trecho do conto “Jantar em família”, de Marçal Aquino, para responder à questão.
 
Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para
a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
 
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me
trazer num lugar desses de vez em quando.”.
 
“Você não vai começar, né, Helô?”
 
“Mas é verdade”,ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente
nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas
fuleiras lá do bairro.”
 
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
 
“Boa noite. Mesa para dois?”
 
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a
cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
 
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais
conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
 
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
 
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
 
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos
penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela
ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
 
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à
moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
 
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
 
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
 
O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa:
a) A esposa disse que desejava vir mais vezes à lugares refinados como aquele.
b) Ao entrarem no recinto, o maître perguntou à eles se queriam uma mesa para dois.
c) O pai e os demais convidados já estavam à espera do casal há algum tempo.
d) Os outros clientes continuaram à conversar em voz baixa.
e) O pai, à quem André ajudava no posto, levantou-se para recebê-los.
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VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir:
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2430808
614) 
Apesar de serem propensos uma rotina intensa de uso de internet e superexposição
nas redes sociais, os jovens têm conseguido acesso livre plataformas digitais.
a) a ... à ... às
b) à ... à ... à
c) à ... a ... a
d) a ... à ... as
e) à ... a ... as
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VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto, para responder a questão.
 
Gargalos do ensino
 
Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a
enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.
 
A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram
fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e
9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso
em língua portuguesa e matemática.
 
Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas
foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.
 
Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo
modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em
prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.
 
No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que
complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido
atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.
 
Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019
eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.
 
Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema
paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a
mesma das escolas regulares.
 
Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes*
não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos
apresentados soam genéricos e superficiais.
 
Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em
propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.
 
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)
 
* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
 
Assinale a alternativa em que, na frase que completa o enunciado a seguir, o uso do acento indicativo da
crase está em conformidade com a norma-padrão da língua. As propostas dos candidatos ao governo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2431040
615) 
direcionam-se
a) à uma parcela significativa das discussões sobre educação.
b) à atender os anseios dos especialistas da área da educação.
c) à alguns dos pontos frágeis que ainda persistem na educação.
d) à resolução dos principais problemas existentes na educação.
e) à quase todas as preocupações da população com a educação.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Texto
 
O amor de estranhos
 
Miguel Flores é um meteorologista célebre em Buenos Aires, que nunca errou uma única previsão em 20
anos de carreira e acaba de ganhar um programa de tevê só seu, em horário nobre. Mas justo na estreia,
quando ele comunica que aquela noite será de céu limpo e temperatura amena, desaba uma tempestade
de granizo sobre a capital argentina, destruindo carros, ferindo pessoas, matando cães. É o suficiente
para o meteorologista ir do céu ao inferno. Passa a ser ofendido por vizinhos e vê seguidores sumirem
das redes, assim como o prestígio.
 
Este é um breve resumo de “Granizo”, filme meio cômico, meio absurdo, que me fez refletir sobre nossa
dependência da aceitação dos outros. No início dos anos 2000, o estudante Mark Zuckerberg fundou uma
rede social chamada Facebook e elevou a autoestima de milhões de carentes no mundo. Qualquer ex-
colega do jardim de infância passou a ser chamado de “amigo”. A plataforma substituiu as valiosas
relações interpessoais, mas deixou essa esmolinha: “Olha só quanta gente adora você”.
 
Somos seres intrinsicamente solitários em busca de uma razão para existir, e essa razão pode estar no
trabalho, na família, na política e até no isolamento – desde que o sumiço não seja radical. Não
precisamos de uma multidão, bastam algumas pessoas com quem possamos estabelecer, ao vivo, a troca
essencial de respeito, escuta e afeto. O problema é que manter laços profundos com um pequeno grupo
exige sabedoria e humildade, e já nem todo mundo tem a prática. Sabedoria não se baixa num aplicativo
e humildade está em desuso. É mais fácil atrair um milhão de amigos virtuais e se deixar enganar pela
falsa popularidade.
 
E assim vamos substituindo relacionamentos por “contatos”. A cada postagem, estimulamos fantasias a
nosso respeito e viramos presas fáceis da bajulação. Até que essa ilusão se esfarela, é só dar uma
opinião enviesada ou frustrar uma expectativa. Que golpe para o nosso narcisismo: sermos cancelados
por amigos que nunca vimos. Vou trocar a ironia fina por uma frase de para-choque de caminhão: quem
não nos conhece, não nos adora. Simpatiza conosco à medida que entregamos o prometido, o previsto,
mas no primeiro desapontamento, adeus, amor. Vida que segue.
 
(Martha Medeiros. https://www.nsctotal.com.br/colunistas/. 06.05.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o emprego da crase está em conformidade com a norma-padrão da língua.
a) Ainda há muita resistência à algumas interações por meio de redes sociais.
b) A internetbrinda à todos com a possibilidade de se relacionar a distância.
c) Nas conversas via redes sociais, todo contato é elevado à categoria de amigo.
d) É exagerado referir-se aos contatos on-line como se nos dirigíssemos à um amigo.
e) Com sua criação, o Facebook se propôs à elevar a autoestima de milhares de pessoas.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2539729
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533854
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2539729
616) 
617) 
618) 
VUNESP - Aux (PRODESAN)/PRODESAN/Administrativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia a tirinha.
(O melhor de Calvin Bill Watterson. O Estado de S.Paulo, 28 de maio de 2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.
a) fazer-lo … eram … são … às … à … a
b) fazê-lo … eram … são … às … a … à
c) fazer-lhe … era … é … as … à … a
d) fazer-lo … eram … é … as … a … à
e) fazê-lo … era … é … às … à … à
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VUNESP - Art Edu (P Prudente)/Pref Pres Prudente/2022
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Não se pode associar os comportamentos suicidas redes sociais, visto que as pesquisas 
 quais tivemos acesso são contraditórias esse respeito.
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase.
a) as … as … a
b) à … às … à
c) às … às … a
d) a … as … à
e) às … as … a
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder a questão abaixo.
Amor é para gastar
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2564239
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766504
619) 
620) 
Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para
gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.
 
Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho
dramático, de quem sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.
 
Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito,
desbocadamente. Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.
 
Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela,
não admite suaves prestações. Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco.
Amor é hoje, aqui, agora... Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.
 
(Xico Sá, “Amor é para gastar”. Em: http://www.itatiaia.com.br)
No trecho do 3º parágrafo – Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde. –, a crase mantém-se se a
expressão destacada for substituída por:
a) todos que o escondem.
b) pessoa que o esconde.
c) quem o esconde.
d) pessoas que o escondem.
e) qualquer pessoa que o esconda.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Motivação é a energia que nos leva agir – e não sou a única pessoa que acha difícil encontrar
essa motivação. Alguns de nós sofreram um burnout total depois de mais de um ano de perdas, dor e
problemas relacionados pandemia. Outros se sentem mais como estou me sentindo – nada
está terrivelmente errado, mas não conseguimos encontrar inspiração. Seja qual for a situação em que
nos encontramos, um exame mais profundo da motivação pode nos dar mais incentivo para avançar, não
só no dia dia, mas num futuro incerto.
 
(Cameron Walker, The New York Times.
Em: https://economia.estadao.com.br. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas,
respectivamente, com
a) à ... à ... a
b) a ... à ... a
c) a ... a ... a
d) à ... à ... à
e) a ... à ... à
www.tecconcursos.com.br/questoes/603108
VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
 
Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê. Todos os seus desejos de
estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esverdeada que perturba ______ linhas.
Ele está sentado diante da janela, a porta fechada ______ costas. Página 48. Ele não tem coragem de
http://www.itatiaia.com.br/
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766523
https://economia.estadao.com.br/
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603108
621) 
contar as horas passadas para chegar ______ essa quadragésima oitava página. O livro tem exatamente
quatrocentas e quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao menos tivesse uns diálogos, vai. Mas
não! Páginas completamente cheias de linhas apertadas entre margens minúsculas, negros parágrafos
comprimidos uns sobre os outros e, aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um
oásis, que indica que um personagem fala ______ outro personagem. Mas o outro não responde. E
segue-se um bloco de doze páginas! Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que falta de ar! Ele
xinga. Muitas desculpas, mas ele xinga. Página quarenta e oito... Se ao menos conseguisse lembrar do
conteúdo dessas primeiras quarenta e oito páginas!
 
(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)
 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) as ... às ... à ... à
b) às ... as ... a ... a
c) as ... as ... à ... à
d) as ... às ... a ... a
e) às ... às ... à ... à
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto dos quadrinhos, para responder à questão.
 
 
(Charles M. Schulz. Snoopy- Feliz dia dos namorados!)
 
Assinale a alternativa que dá outra redação à fala dos quadrinhos, seguindo a norma-padrão de regência,
conjugação de verbos e emprego do sinal indicativo de crase.
a) Se você não se dispor em ajudar à fazer a lição de casa, vou processar você.
b) Caso você não me acuda quando eu fizer a lição de casa, apelarei à justiça.
c) Espero que você nomeie à alguém que trata disso melhor do que seu advogado.
d) Pergunto à você onde está seu advogado; não creio que ele resolva ao caso.
e) Vou acionar à polícia se você não vir me ajudar com à lição de casa.
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622) 
623) 
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto, para responder à questão.
O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver
sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –, ele não poderá
prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos
indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta; seus princípios mais importantes tiveram
de enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham; todo e qualquer direito, seja o direito de um
povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. O direito
não é uma simples ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança com que
pesa o direito, enquanto na outra segura a espada por meio da qual o defende. A espada sem a balança
é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito. Uma completa a outra, e o verdadeiro
estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com
que manipula a balança.
O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder Público, mas de toda a população. A vida do
direito nos oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de um esforço e de uma luta incessante,
como o despendido na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa que se veja na contingência de
ter de sustentar seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui para a realização da
ideia do direito.
É verdade que nem todos enfrentam o mesmo desafio.A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se
tranquilamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo direito. Se lhes disséssemos que o
direito é a luta, não nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de paz e de ordem.
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
 
O sinal indicativo de crase está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) Todos os documentos serão encaminhados às partes à partir da próxima semana.
b) Todos tiveram de comparecer perante à autoridade, prestando contas à ela.
c) Recusa-se à entregar às certidões antes do final do expediente.
d) Encaminhamos à V.Exª os documentos à que se refere o Edital.
e) O caso exige tratamento igual às partes, sem fazer exceção à ré.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
 
Em meio a insatisfações com a situação econômica, o principal alvo do movimento de milhares de
manifestantes na China é a garantia de plenas liberdades, em observação aos princípios que presidiram a
passagem de Hong Kong para a esfera desse país, em 1997.
 
O acordo de transição criou a fórmula “um país, dois sistemas”. A submissão da economia ao Estado e a
centralização da ditadura chinesa não seriam implantadas na região administrativa especial da ex-colônia
por 50 anos, período em que se manteriam o arcabouço democrático e a livre-iniciativa.
 
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O compromisso foi quebrado por recente decisão que afeta as eleições marcadas para 2017: o governo
central arrogou-se o direito de aprovar previamente os candidatos que poderão participar do pleito.
 
A medida foi vista como um indício de que a China estaria disposta a intervir e ampliar seu controle sobre
Hong Kong, uma importante praça financeira internacional.
 
(Folha de S.Paulo, 01.10.2014. Adaptado)
 
 quebra do compromisso entre Hong Kong e China, que atinge eleições marcadas para 2017,
seguiram-se manifestações, pois, com o controle da cidade, haveria ameaça garantia de plenas
liberdades.
 
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) À ... as ... à
b) A ... as ... à
c) A ... às ... à
d) À ... às ... à
e) A ... às ... a
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a seguir, empregando o sinal indicativo de
crase de acordo com a norma-padrão.
Não nos sujeitamos_____corrupção; tampouco cederemos espaço ______nenhuma ação que se
proponha____prejudicar nossas instituições.
a) à … à … à
b) a … à … à
c) à … a … a
d) à … à … a
e) a … a … à
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Crase
No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-se aspectos jurídicos ou policiais. É
como se suas únicas consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais.
Raro ler respeito envolvendo questões de saúde pública como programas de esclarecimento e
prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração desses vida. Quantos de nós
sabemos o nome de um médico ou clínica quem tentar encaminhar um drogado da nossa própria
família?
 
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 17.09.2012. Adaptado)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) aos … à … a … a
b) aos … a … à … a
c) a … a … a … a
d) a … a … à … à
e) à … à … à … à
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.
 situações insustentáveis do lixo na capital. Esse problema chega autoridades que deverão
tomar providências cabíveis.
a) As … as … as
b) Há … às … as
c) Há … as … às
d) Às … as … às
e) As … hás … as
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78786
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Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto ao uso do acento indicativo da crase.
a) Os catadores andam à pé e coletam lixo reciclável pelas ruas da cidade.
b) O lixo reciclável é destinado à aterros sanitários em municípios vizinhos.
c) Os especialistas estão à procura de soluções para o tratamento do lixo.
d) A prefeitura tem muito à fazerantes de implantar a coleta seletiva do lixo.
e) A notícia do lixo em São Paulo chegou à Vossa Excelência pelo jornal.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Na questão, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases
dadas.
A Fúria se rende vuvuzelas.
Caim é o último livro de José Saramago, que morreu uma semana.
Sujeito crises de humor, ele não vive em paz.
As vizinhas do andar de cima? Não vejo faz tempo.
a) às … há … às … as
b) as … há … as … às
c) às … a … as … às
d) às … a … às … as
e) as … há … às … as
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de uma tenda do mercado em que estavam expostas
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diversas mercadorias. Depois de algum tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas o ateniense precisa
para viver." Naturalmente ele queria dizer com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo.
Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes
– um discípulo de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a verdadeira felicidade não
depende de fatores externos, como o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira
felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras. E justamente porque a felicidade não
estava nessas coisas, ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não podia mais ser
perdida.
 
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995)
Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, uma frase do texto.
a) Fatores externos não conduzem para à verdadeira felicidade.
b) A verdadeira felicidade não se reduz as coisas efêmeras.
c) Os atenienses não vislumbram à verdadeira felicidade.
d) Os sábios almejam e alcançam a verdadeira felicidade.
e) O luxo, o poder político não constroem à verdadeira felicidade.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das frases, quanto ao
sinal indicativo da crase.
Para fazer vatapá, tutu ___ mineira e todas as comidas favoritas dos brasileiros.
O papa quer interagir com a multidão, mas o risco será analisado caso ___ caso.
Ajudar empresas ___ transformar seu ambiente de trabalho.
a) a … a … a
b) à … à … a
c) à … a … a
d) a … à … à
e) à …à … à
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Crase
A questão refere-se ao texto.
A mídia é sempre aquela. Mas...
Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? 
vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o
jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício
desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder quer que se manifeste.
(...)
 avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78862
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a rota é diversa daquela percorrida em outros países, em decorrência do nosso atraso, a nos manter em
um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade.
 
(www.cartacapital.com.br/2007/06/a-midia-e-sempre-aquela-mas/view)
Assinale a alternativa correta quanto à crase.
a) No Brasil, a rota não se parece com nada à que se viu percorrer em outros países.
b) No Brasil, a rota não equivale à nenhuma daquelas percorridas em outros países.
c) No Brasil, a rota não tem à ver com aquela percorrida em outros países.
d) No Brasil, a rota não se assemelha à nenhum caso percorrido em outros países.
e) No Brasil, a rota não é igual àquela percorrida em outros países.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Crase
A questão refere-se ao texto.
O empobrecimento da nossa sociedade provocou uma diminuição crônica dos investimentos em
educação em nosso país e, por causa disso, houve nítida piora da qualidade do ensino público. Essa
queda se acentuou nos últimos 30 anos, e a educação pré-universitária foi, com certeza, a mais
prejudicada.
É consenso que o acesso ao conhecimento é fator fundamental para inclusão e transformação social.
Assim, mais do que nunca, todos os brasileiros devem ter acesso à educação, desde a mais tenra idade
até a profissionalização, seja esta de que nível for.
No caso brasileiro, contudo, é preciso ir além desse consenso. Tendo em vista os graves problemas
sociais que vivenciamos atualmente, não basta apenas educar até o estágio profissionalizante. É
necessário discutir que tipo de profissionalização devemos promover. São tantas as carências, que a
formação profissionalizante deve ir além da capacitação técnica.
 
(Marcos Boulos, Folha de S.Paulo, 21.08.2006)
Assinale a alternativa correta quanto à crase.
a) É consenso que o acesso à muitas informações é fator fundamental para inclusão e transformação
social.
b) É consenso que o acesso às informações é fator fundamental para inclusão e transformação social.
c) É consenso que o acesso a todas às informações é fator fundamental para inclusão e
transformação social.
d) É consenso que o acesso à uma grande quantidade de informações é fator fundamental para
inclusão e transformação social.
e) É consenso que o acesso à todo tipo de informações é fator fundamental para inclusão e
transformação social.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Crase
Leia o texto para responder à questão.
 
Policiais paulistanos
 
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Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para
quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios
como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há
algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos
humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns...
puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado
do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras.
Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
– Vou lançar um policial! – contou-me.
Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais
escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de
Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as
religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da
Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os
freqüentadores do terreiro.
 
(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)
Assinale a frase correta quanto ao uso do sinal indicativo da crase.
a) Reginaldo associou seus conhecimentos sobre as religiões afras à imaginação.
b) Tão logo o livro foi publicado, chegou à mim.
c) Pouco à pouco, o delegado Tiago Paixão descobriu suspeitos entre os freqüentadores do terreiro.
d) Não acreditei que Reginaldo se dedicasse à um livro policial.
e) À vida passa rápido, já conheço Reginaldo há uns trinta anos.
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Língua Portuguesa (Português) - Crase
Quem chegasse São Paulo após os ataques do PCC, veria o povo intimidado, e com
medo.
Segundo a norma culta, os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com
a) à … confuso
b) em … confuzo
c) à … confuzo
d) a … confuzo
e) a … confuso
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VUNESP - Aux TE (Pref SP)/Pref SP/2024
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Você deixa tudo para depois?
 
É difícil encontrar alguém que nunca tenha adiado uma tarefa essencial. Geralmente, esse adiamento é
para realizar atividades irrelevantes como verificar o que há de novo nas redes sociais, conferir
mensagens ou promoções. Quem nunca fez isso?
 
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636) 
Nessa entrega, muitas vezes esperamos que a motivação reapareça para conseguir terminar aquela
atividade essencial que deixamos de lado para procrastinar. O nome pode parecer esquisito, mas
procrastinar nada mais é do que deixar para depois, adiar para amanhã o que você deveria ou poderia
terminar de fazer agora.
 
A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso. Ela afirma que sempre deixa a finalização das
tarefas para a última hora. “Eu nunca atrasei o prazo de nenhum trabalho, mas levo até o último
segundo. Isso é muito doloroso, porque gera uma ansiedade muito grande, afetando outras áreas da
minha vida”, conta a tradutora.
 
“A procrastinação não é um transtorno mental em si, mas, quando exagerada, pode sinalizar outros
problemas de saúde mental”, explica a neurocientista Karina Abrahão, professora da Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp).
 
Para o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, “Muitas vezes encaramos a
procrastinação como algo negativo, mas não necessariamente é. Há casos em que a pessoa está muito
cansada, estressada, o que leva a uma inflexibilidade cognitiva, uma limitação da criatividade. Se ela
adiar aquela determinada tarefa, o resultado será melhor, mais produtivo. Nesse caso, a procrastinação
não foi um ato ruim”, explica.
 
Segundo Kanomata, apesar dos estudos comportamentais a respeito do tema, do ponto de vista
neurobiológico ainda não se pode afirmar que exista algum tipo de alteração estrutural ou de
funcionamento do cérebro que leve ao ato de procrastinar.
 
De acordo com Abrahão, a procrastinação normalmente está relacionada com o nível de exigência e
cansaço que as pessoas vivem atualmente. “Nosso organismo foi criado originalmente para procurar
comida e cuidar da prole. Mas hoje temos uma vida urbana, com muitas tarefas, compromissos e
preocupações. O excesso de tarefas nos faz procrastinar por cansaço”, avalia a neurocientista.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento. No entanto, se ela trouxer disfuncionalidade e sofrimento mental, é aconselhável buscar
a ajuda de um psicólogo para avaliar a situação. Somente quando a procrastinação atingir um nível
significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver a necessidade de intervenção
farmacológica.
 
(Fernanda Bassette. Agência Einstein https://www.estadao.com.br/saude/
voce-deixa-tudo-para-depois-saiba-quando-procrastinar-pode-ser-um-
problema/. Adaptado)
 
Analisando o emprego dos verbos, assinale a alternativa elaborada com base na variedade culta da
língua escrita.
a) Adiamos tarefas para verificar as novidades que existe nas redes sociais, como as promoções.
b) No passado, as tarefas para as quais nosso organismo foi criado se resumia em procurar comida e
cuidar da prole.
c) Para B. Damacena, a finalização do que ela tem agendado ficam sempre para as últimas horas.
d) A procrastinação tem a ver com as exigências e o cansaço que impactam atualmente a sociedade.
e) Retardamos as obrigações à espera de que voltem a motivação e consigamos nos concentrar
novamente.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2024
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
O chá, os fantasmas, os ventos encanados
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637) 
 
Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a gente dizia estar com
enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos, mas só para essas
senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via aquilo, ficava a pensar
sozinho comigo (menino, naquele tempo, não dava opinião) por que é que elas não usavam, para cúmulo
da elegância, um laçarote azul no dedo...
 
Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos que eu lia.
Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham
tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com histórias de assombração.
Nunca me apareceu nenhuma.
 
Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser através
d’O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que o menor mal
de tudo seja a morte!”
 
Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação com este e com o outro mundo.
 
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)
 
A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
a) O tico-tico e a poesia de Camões foram os caminhos encontrados para minha comunicação.
b) Dentre as pessoas que se diziam acometida pelas enxaquecas não estava as criadas.
c) Nunca me apareceu as assombrações, por mais que as criadas me assustassem bastante.
d) As enxaquecas eram comum às senhoras, mas as criadas não podia perder tempo com isso.
e) Havia bastante anúncios farmacêuticos que se destinavam às moléstias das senhoras.
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VUNESP - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2024
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
No Brasil, o aumento de turistas em períodos de férias engarrafamentos, blecautes, falta
ou encarecimento de insumos e poluição. Porto de Galinhas (PE), Pipa (RN) e outras cidades do litoral
paulista, como Santos, Praia Grande e Ilhabela também sofrem. 
 
“A infraestrutura desses lugares não foi projetada para suportar a quantidade de pessoas
que ”, diz Lúcia Silveira Santos, doutoranda em Turismo. 
 
Em 2022, mais de 3,6 milhões de turistas internacionais que visitaram o Brasil. A Ilha de
Fernando de Noronha (PE), um dos destinos mais procurados, restringiu o número de visitantes: são no
máximo 132 mil por ano e 11 mil por mês. Também em Pernambuco, o número de passageiros para
Porto de Galinhas um aumento de 19% em relação a 2022.
 
(Julia Estanislau. Cidades sofrem com o “overtourism” e turistas enfrentam retaliação de residentes e governos
locais. https://jornal.usp.br, 22.09.2023. Adaptado)
 
Quanto à concordância, as lacunas do texto são, correta e respectivamente, completadas por:
a) gera … o visita … houveram … tiveram
b) gera … os visitam … houve … teve
c) geram … os visita … houveram … teve
d) geram … o visitam … houve … tiveram
e) geram … os visitam … houve … teve
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638) 
639) 
640) 
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VUNESP - Ag Info (SPTrans)/SPTrans/2024
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão.
 
Conforme as temperaturas aumentam, alguns grupos de pessoas a riscos. Idosos, por
exemplo, são particularmente sensíveis calor extremo; contudo, temperaturas mais altas
podem começar a afetar jovens e pessoas saudáveis.
 
(https://super.abril.com.br. Adaptado)
 
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devemser preenchidas, respectivamente, com:
a) são expostos … ao
b) é exposta … com o
c) são exposto … no
d) é exposto … pelo
e) são expostas … do
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VUNESP - Ag (Pref Jaguariúna)/Pref Jaguariúna/Mobilidade/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está de acordo com a norma-padrão de concordância da
língua portuguesa.
a) As crianças se assustaram quando viu que o livro era enorme.
b) Carregar livros pesados pode não ser algo bom para a coluna.
c) Pais de outras gerações são menos modernas que as de hoje.
d) Os subversivos criam agitações vistas como algo desnecessárias.
e) Rastreou-se as compras do cidadão por meio do uso do cartão.
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VUNESP - Ass Adm (Jundiaí)/Pref Jundiaí/Área da Saúde/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
O golpe está aí
 
Os celulares multiplicaram a chance de golpes. São de todo tipo: falsas pirâmides, oferecimento de
serviços, falsos sequestros de familiares e assim por diante. Nossos sentimentos são sempre os mesmos:
quando analisamos o golpe em setores que nunca nos enganariam, ficamos desolados com a
ingenuidade alheia; quando se trata de algo que já fizemos, somos compreensivos. Nossa empatia é
narcísica*, em geral.
 
Critiquei meu pai que quase caiu, lá por 2008, em um golpe de falso sequestro meu. “Como, pai, você,
advogado, acostumado a analisar estelionatos, pode ter acreditado em uma história tão estapafúrdia?”
 
Ele argumentou comigo que o risco a um filho cegava quaisquer prudências e acionava um modo
automático de defesa. O suposto grito de um filho apagava o título de advogado, e o risco à minha
integridade o fragilizava. O amor tem razões alheias à razão em si, advertia Pascal.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2338057
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342861
641) 
Pensando nas muitas chances de golpe, acho importante que todos tenhamos presentes as zonas
desprotegidas da mente. Risco aos filhos? Inquietudes financeiras? Sabendo onde estão nossos fios
desencapados, fica mais fácil identificar risco de choque grave. Como posso agir então?
 
Devo programar meu cérebro. A voz gritando da minha filha me desestabiliza? Vou treinar e insistir
muitas vezes que, em caso de ter o alarme acionado por uma ligação repentina, tomarei duas atitudes:
ligarei para ela e para uma terceira pessoa (de preferência sem o mesmo envolvimento emocional) e
seguirei a crise com a orientação alheia. Devo repetir, treinar, repetir e formar meu cérebro a essa
reação. Reitero comigo todos os dias: “Se minha filha estiver em risco, envolverei meu cunhado e ligarei
para ela”. Treinar a reação não impede a cegueira das prudências, mas cria um botão emergencial. Ao
vivo e em segredo, a família pode treinar uma palavra-passe de emergência. O nome da avó ou o nome
de um animal de estimação conhecido de todos. A palavra- -passe não deve estar no celular, pois ele
pode ser clonado.
 
Todos possuímos fragilidades. O golpe está aí: cairemos todos. Os que se prepararem internamente
possuirão maior esperança de evitar trambiqueiros.
(Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo, 16 de nov. 2022. Adaptado)
 
*narcísica: relacionada ao mito de Narciso, que significa amor excessivo à própria imagem, que é voltado para si
mesmo.
 
Considere as frases formuladas a partir do texto e assinale a alternativa que apresenta a frase correta, de
acordo com a norma-padrão de concordância verbal.
a) A chance de golpes foram multiplicados com a expansão dos celulares.
b) O golpe em setores que nunca nos enganariam nos deixam desolados.
c) As fragilidades que nos tira do sério devem ser julgadas.
d) A cegueira das prudências é acionada pelo risco a um filho.
e) Antes do celular já haviam outros tipos de golpes.
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VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Marília/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
Repetir histórias
 
Se você convive com alguém há algum tempo, sabe que ouvirá, pelo menos algumas vezes, narrativas
repetidas. Casar ou ter amigos de anos implica a consequência necessária da duplicidade. Aceite que dói
menos.
 
Ninguém leva uma vida sendo sempre original. Não existe humorista profissional que consiga, todas as
noites no palco, contar coisas engraçadas 100% novas.
 
Viajou, houve um perrengue que visto a distância ficou divertido? Perfeito: fará parte do seu repertório.
Um conservador senhor de meia-idade que foi comigo ao Japão em um grupo contou-me que, ao abrir
sua mala em busca de blazers escuros e calças tradicionais com meias pretas, encontrou farto sortimento
de calcinhas de renda delicada. Ele abriu a mala (não deu detalhes de como isso ocorreu com uma que
não lhe pertencia) e, estupefato, viu emergir aquele festival de intimidades de uma mulher (ou de outro
homem) ... A mala trocada foi trazida no dia seguinte. O ocorrido foi contado ao grupo no café da manhã
e a sisudez do nosso companheiro tradicionalista tornava tudo muito mais saboroso. Mais de uma alma
zombeteira deve ter imaginado se ele teria tocado o conteúdo, quiçá inclusive experimentado algo...
Bem, deixemos a picardia* de lado.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345521
642) 
Histórias de viagens são boas. Claro, não são novas sempre... Pode ser que, em alguma festa, o público
seja novo e o fato cômico seja recebido com receptividade alegre. O provável, também, é que sua
esposa olhe para cima resignada diante da sua tentativa de stand-up*. Sim, foi dito o sim ao amor “na
saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” no altar; ninguém falou “na repetição incessante e tediosa
de tudo”.
 
Darei uma pista boa de psicanálise. Alguém que ouve um paciente nunca deve dizer: “Você já contou
esta”. Se uma pessoa insiste na mesma narrativa, provavelmente, tem algum motivo para isso. Mais
importante: a cada nova recitação um detalhe muda e se torna, em si, uma pista do que está ocorrendo
naquele momento. Ouvir de novo deveria aguçar seu ouvido para sutilezas e fornecer novas inspirações
para conhecer alguém. Lute, com esperança, pelo seu casamento. Amar também é ouvir.
 
(Leandro Karnal. O Estado de S. Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado)
 
picardia: ato próprio de quem faz caçoada, zombaria.
 
stand-up: ficar de pé, tentativa de fazer graça, obter sucesso com o fato cômico contado.
 
Assinale a alternativa em que, nas frases construídas a partir do texto, a concordância verbal está de
acordo com a norma-padrão.
a) Se faz muitos anos que você convive com outra pessoa, ouviu histórias repetidas.
b) Na viagem, houveram muitos perrengues que, vistos a distância, ficaram divertidos.
c) Um festival de intimidades de uma mulher ocorreram com a troca das malas.
d) Algumas almas zombeteiras deve ter imaginado muitas coisas com picardia.
e) A repetição incessante e tediosa de histórias sempre têm alguma causa.
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VUNESP - Ag Adm (CAMPREV)/CAMPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto, para responder à questão.
 
Performance aplicada
 
Um mercado em ascensão. Assim é o marketing. Afinal, lidar com leads, prospectos e clientes, dando a
atenção necessária para, finalmente, gerar crescimento do negócio, é uma tarefa árdua para o
empreendedor. Por isso, cada vez mais empresas terceirizam o serviço, para catapultar os números e
conquistar ainda mais espaço.
 
Atualmente, segundo a NTT Data e MIT Technology Review, os gastos em marketing digital
correspondem a 60% de todo o gasto em marketing de uma empresa. A expectativa é de que nos
próximos cinco anos essa fatia deve aumentar 85%. Neste ano, o marketing digital continua em alta nos
planos de investimentos de diferentes empresas.
 
(Tatiana Pires, Diário da Região, 29.01.2023.)
 
Assinale a alternativa em que passagem do texto, reescrita, apresentaconcordância verbal de acordo
com a norma-padrão.
a) Lidar com leads, prospectos e clientes, dando a atenção necessária, representam dificuldade para
muitas empresas.
b) É certo que, dos gastos da empresa, 60% se destina a marketing.
c) Esperam-se, nos próximos cinco anos, aumentos de custos com marketing em torno de 85%.
d) A terceirização das atividades de marketing pelas empresas proporcionam mais espaço no
mercado.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348871
643) 
644) 
e) Empresas investem em marketing digital; tratam-se de medidas que garantem retorno a curto
prazo.
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VUNESP - GM (Pref Palmas)/Pref Palmas/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A rota dos falsários
 
O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de
distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de
1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do
Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros
dos navios procedentes de Portugal.
 
Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores.
E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande,
evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro.
 
Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de
vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos
passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem
descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente.
 
Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o
resto do Brasil.
 
Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram
revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao
porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem
fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos.
 
Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo,
possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em
voga nos dias de hoje.
 
(Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
 
Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal.
a) A autoridade do Rio Grande do Sul foi avisado para vigiar as cargas e os passageiros chegados no
Brasil.
b) A autoridade se sentia meia desmoralizada porque não achava as cédulas falsas no navio.
c) Quem era trapaceiro teve bem protegido do público sua identidade, como costuma acontecer.
d) Foi expedida a ordem judicial, e as cargas passaram por minuciosa revista das autoridades.
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VUNESP - AFarm (SAME FM)/SAME FM/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância
da língua portuguesa.
a) Antigamente era popular instituições psiquiátricas que se valiam de tratamentos controversos.
b) Muitas poucas pessoas saíam de um hospício curadas dos problemas que supostamente tinham.
c) Hoje observa-se tratamentos humanizados de pessoas que necessitam de ajuda psiquiátrica.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2391796
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2392674
645) 
646) 
647) 
d) Foi reformulado pelo conhecido psiquiatra Franco da Rocha a assistência aos doentes mentais.
e) Os métodos clínicos mudaram bastante com o aprofundamento dos estudos sobre a mente.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto.
 
Exercícios
 
Há senhores, graves senhores, que leem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram
sozinhos filosofar, considerando as suas ideias que eles julgam próprias. Isto em geral os leva à
redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada... Porque estou me lembrando agora é dos tempos em
que havia cadeiras na calçada e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à
conversa da gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos
mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha
que acabava pondo um ovo luminoso: a lua.
 
E esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas ideias, isto é, os
de vossas nuvens interiores.
 
(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.)
 
Colocando-se a palavra “Talvez” no início das passagens – “Há senhores, graves senhores, que leem
graves estudos de filosofia” e “a preocupação dos pequenos, alheios à conversa da gente grande, era
observar a forma das nuvens” –, a flexão correta dos verbos destacados será:
a) haja ... fosse
b) haverá ... foi
c) houvesse ... fora
d) houvera ... seria
e) havia ... será
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VUNESP - Ag (Piracicaba)/Pref Piracicaba/Zoonose/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância
da língua portuguesa.
a) Os filhos quiseram estar perto dos pais, os quais tentavam mostrar-lhe gratidão.
b) Quando finalmente as férias da moça chegou, ela teve que rever sua programação.
c) Ter parentes médicos podem ser essenciais para entender uma questão de saúde.
d) Cirurgia de última hora pode ser algo difícil de se conseguir sob certas condições.
e) Após ter passada uma noite na UTI, o paciente já mostrava sinais de recuperação.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de
concordância nominal, as lacunas do texto a seguir:
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393367
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393372
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393388
648) 
649) 
Foi rapidamente uma verificação das ocorrências envolvendo menores, para que fosse 
 providência imediata, antes do meio-dia e . As conclusões da averiguação
seguem ao relatório final do setor.
a) feita ... tomada ... meio ... anexo
b) feito ... tomado ... meia ... anexas
c) feito ... tomada ... meio ... anexo
d) feito ... tomado... meio ... anexas
e) feita ... tomada ... meia ... anexas
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VUNESP - Cd Soc (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está redigida conforme a norma-padrão de concordância da
língua portuguesa.
a) Os animais também são afetados por problemas de ordem emocionais.
b) O fato de alguns animais serem pouco atraentes não significam que sejam inúteis.
c) As pessoas não querem ter rugas e estão dispostas a gastar para retardá-las.
d) Busca-se meios de se obter a cura para o câncer, bem como para outras doenças.
e) Ninhadas do rato-toupeira-pelado pode ser encontrado em buracos no solo
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VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
 Leia o texto para responder à questão.
 
 
Basta de desperdiçar comida
 
Quando se fala em insegurança alimentar no Brasil, frequentemente se aponta o paradoxo de um país
que é considerado o “celeiro do mundo”onde milhões de pessoas passam fome. A rigor, não há
contradição: se tantos brasileiros fustigados por um desempenho medíocre da economia nacional não
têm emprego e renda para pagar pelos alimentos produzidos, então outras pessoas ao redor do mundo
pagarão.
 
Tão ou mais chocante é o contraste entre a quantidade de pessoas que passam fome e a quantidade de
comida jogada no lixo. Não só no Brasil, mas no mundo. Segundo a ONU, até 828 milhões de pessoas,
quase 10% da população mundial, passam fome. Ao mesmo tempo, cerca de um terço de todo alimento
produzido no mundo é perdido ou desperdiçado – o suficiente para alimentar 1 bilhão de pessoas.
 
Reduzir as perdas e desperdícios implicaria ganhos como o aumento da produtividade e do crescimento
econômico; mais segurança alimentar e nutrição; e mitigação de impactos ambientais, em particular a
redução da pressão sobre o uso de recursos naturais (terras e águas) e dos gases de efeito estufa
emitidos pela comida em decomposição. Calcula- se que o desperdício de alimentos seja responsável por
8% a 10% das emissões globais, pelo menos o dobro das emissões da aviação.
 
De um modo geral, falta uma maior cooperação entre o poder público e a iniciativa privada, seja na
formulação de dados e indicadores sobre a perda e desperdício, seja nas estratégias de redução, seja nas
estratégias de resgate e reutilização, seja, por fim, na infraestrutura de compostagem e reciclagem (para
os alimentos inaptos ao consumo humano).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2394874
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411625
650) 
Se tantos brasileiros passam fome, não é por falta de comida. O Brasil produz abundantemente. O que
falta é renda. Além disso, entre produtores, vendedores e consumidores há um imenso desperdício.
Neste caso, estão faltando inteligência, vontade e cooperação.
 
(https://opiniao.estadao.com.br/, 06.11.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão.
a) Uma contradição do Brasil é que se produz muito, porém ainda existe muitas pessoas que passam
fome.
b) O poder público e a iniciativa privada deveria estabelecer uma maior cooperação para tratar o
assunto.
c) 10% da população mundial passa fome, e situações assim choca tanto por conta do desperdício.
d) Inteligência, vontade e cooperação é algo que estão faltando para evitar o imenso desperdício.
e) Cabem ao poder público e à iniciativa privada ações que visem evitar o desperdício de alimentos.
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VUNESP - ASB (Pref Sorocaba)/Pref Sorocaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo Scherer, localizada no município de Venâncio
Aires, a 160 km de Porto Alegre (RS), tornou-se modelo para outras instituições de ensino no Brasil
quando o assunto é sustentabilidade. Isso porque há mais de um ano, funcionários do colégio coletam as
sobras da merenda dos alunos e colocam em um biodigestor, um equipamento utilizado para o
tratamento de efluentes residenciais. O dispositivo acelera o processo de decomposição da matéria
orgânica por meio da ausência de oxigênio e tem a função de transformar os restos de alimentos em gás
de cozinha e biofertilizante. A estrutura do equipamento pode ser usada, ainda, para tratar o esgoto em
escolas que não possuem saneamento básico.
 
O gás é usado nas dependências do colégio para esquentar as refeições dos alunos e funcionários,
diminuindo, assim, os gastos com a compra de outros botijões GLP. Já o chorume, também conhecido
por líquido percolado, oriundo da decomposição do lixo orgânico, permite a fabricação de um excelente
adubo natural que serve como fertilizante para plantas e hortas.
 
(Luciano Nagel. Em: https://www.uol.com.br/ecoa, 12.11.2022. Adaptado)
 
A concordância nominal está em conformidade com a norma-padrão em:
a) Na Escola Alfredo Scherer, os restos de alimentos são transformado em gás de cozinha e
biofertilizante.
b) As refeições estudantil são aquecidas com o gás obtido pelo biodigestor. As dos funcionários
também.
c) O biodigestor permite que sejam produzidos muitos gás e biofertilizante, o que é bom para a
comunidade escolar.
d) A Escola do Rio Grande do Sul mostra que mau utilização dos restos de comida não cabe mais nos
dias de hoje.
e) Na Escola de Venâncio Aires, o gás e o biofertilizante resultantes de matéria orgânica são de
grande utilidade.
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VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2411630
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419635
651) 
652) 
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e
nominal.
a) Não é possível que hajam tantos jovens hoje em dia que não têm nem um amigo.
b) Imersos constantemente no mundo digital, o jovem de hoje não tem mais tantas experiências
presenciais.
c) Trata-se de pessoas que se sentem afastadas daqueles que deveriam ser sua rede de apoio na
vida real.
d) Pesquisam-se o comportamento dos jovens para compreender os efeitos da internet na vida
social.
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VUNESP - Ag (Pref Peruíbe)/Pref Peruíbe/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Fiscais de barriga
 
Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se
concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida
urbana. É o fiscal de barriga.
 
Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele
abre um sorriso até as orelhas e tasca:
 
– Engordou, hein?!
 
Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os
gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador
implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles
objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente.
 
Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria:
 
– Balança de farmácia não presta!!
 
E sai à procura de outra.
 
O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a
silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos
argutos2:
 
– Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro.
 
– Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me.
 
– Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito.
 
Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um
inquisidor, dá a estocada final:
 
– Só falo porque sou seu amigo.
 
Que ninguém acredite na expressão de solidariedade.
 
Torturar o próximo, eis seu maior prazer.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2427176
653) 
654) 
 
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado)
 
1 fel: amargura, azedume.
 
2 argutos: muito atentos.
 
Assinale a alternativa cuja frase segue a norma-padrão de concordância verbal.
a) Alguns se desesperam quando vê a balança apontando aumento de peso.
b) O autor admite que engordou e que está na barriga os quilos a mais.
c) Sempre existirá fiscais de barriga para atormentar as pessoas.
d) Aqueles que vestem casaco o tiram esperançosos antes de subir na balança.
e) Os 5 ou 10 quilos apontados na balança constitui um motivo de desconfiança.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
Em noite de chuva, o Coldplay deu início à maratona de 11 shows que fará no Brasil com uma
apresentação exuberante em São Paulo nesta sexta-feira. A banda preencheu o estádio do Morumbi não
só de música, mas também com feixes de luz,cores, fogos de artifício e muita gritaria.
 
A turnê “Music of the Spheres Tour”, que celebra o último disco da banda, resgata também seus maiores
hits e músicas favoritas dos fãs. Após cerca de 15 minutos de atraso, os músicos subiram ao palco com
“Higher Power” e a plateia assistiu sob uma chuva de fitas coloridas e bolas gigantes. É uma introdução
apoteótica.
 
A grande surpresa do show foi a presença de Seu Jorge no palco com o Coldplay. O brasileiro cantou
sozinho o clássico do samba “Amiga da Minha Mulher” enquanto Chris Martin e os outros integrantes
tocavam os instrumentos.
 
(Folha de S. Paulo, 10.03.2023. Adaptado)
 
A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
a) Foi 15 minutos de atraso até os músicos subirem ao palco, onde se resgatou os maiores hits da
banda e as músicas preferidas dos fãs, entusiasmados com o show.
b) No Brasil, haverão 11 shows na maratona do Coldplay, e o de São Paulo deu início a ela com uma
exuberante apresentação, muito bem recebido pelos fãs da banda.
c) Em uma introdução apoteótica, apresentaram-se em São Paulo Coldplay e Seu Jorge, para
celebrar o último disco da admirada banda que está em maratona pelo Brasil.
d) A plateia acompanharam uma introdução apoteótica, pois uma chuva de fitas coloridas e bolas
gigantes tinham caído no local, deixando todos eletrizados.
e) Ouvia-se os instrumentos sendo tocado pelos integrantes da banda Coldplay, enquanto Seu Jorge
cantava o clássico do samba “Amiga da Minha Mulher”.
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VUNESP - PAA (UNICAMP)/UNICAMP/Técnico em Administração/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Copa inspira a busca de consensos
 
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655) 
A Copa do Mundo do Catar foi rica em lições. A competição pacífica entre países com diferentes regimes
políticos e econômicos registrou manifestações, opiniões e posicionamentos fortes ao longo do torneio. O
evento demonstrou, à perfeição, que a natureza está talhada para a convivência entre os diferentes a fim
de construir pilares civilizatórios.
 
Assim como se queria a vitória da própria seleção, também se protestou a favor da diversidade e dos
direitos humanos, o que incluiu a participação direta de algumas seleções.
 
Em meio à emoção que o futebol desperta, o congraçamento espontâneo entre os povos nos ensina que
a métrica da evolução tem três dimensões: conviver, compartilhar e convergir.
 
O clima é de festa e inclusão. Entre as bandeiras presentes, prevalecem as que trazem mensagens de
paz e fraternidade.
 
Trabalhos acadêmicos mostram que competições de magnitude universal, assim como os Jogos
Olímpicos, contribuem para reduzir tensões e elevar sentimentos de pertencimento e orgulho nas
populações. A hora do jogo é também o que define o sentimento patriótico, aquela união que não se
explica, se sente. Começa na infância, segue no colégio e avança para a vida adulta. Divergências são
deixadas de lado em nome do ideal maior da vitória ou solidariedade na derrota pertencente a todos. As
equipes representam esse conjunto, buscam o mesmo objetivo e despertam, sem exceções, orgulho e
admiração pelas cores da sua bandeira e pelo canto do hino nacional.
 
A paz e a democracia devem ser a essência do patriotismo. A seleção brasileira de futebol é uma das
melhores do mundo. Para estender a excelência das seleções campeãs para a economia, podemos
replicar alguns princípios. Um deles diz que a vitória é resultado da dedicação de um time inteiro, não de
um único jogador.
 
(Luiz Carlos Trabuco Cappi. O Estado de S.Paulo, 5 de dezembro de 2022. Adaptado)
 
A frase construída a partir do texto está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal
na seguinte alternativa:
a) A competição entre vários times de futebol despertam nas pessoas sentimentos fortes de
verdadeiro patriotismo.
b) A manifestação do congraçamento entre os povos e o patriotismo nos mostra que a Copa do
Mundo valeu a pena.
c) As equipes de futebol, que representam o povo, possui o poder de despertar o sentimento de
fraternidade entre as nações.
d) Em nome do ideal de vitória, o orgulho e o respeito pelas cores da bandeira supera as possíveis
divergências.
e) O clima de festa e inclusão que aconteceu durante os jogos perdurará nos torcedores, o que
constitui uma lição positiva.
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância.
a) Animais domésticos correm risco de serem comidos por animais selvagens.
b) Muitos indígenas hoje não sabem mais a língua que falava seus ancestrais.
c) Há povos originários que preferem estar só para não perder suas tradições.
d) Ainda hoje, povos nativos precisam entrarem em confronto por terras.
e) Muitas poucas pessoas já visitaram uma tribo indígena para aprender sobre elas.
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656) 
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Choque elétrico
 
A União Europeia (UE) engatou marcha acelerada para eletrificar sua frota de veículos: em 2035, deixará
de fabricar carros movidos a combustíveis fósseis. A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050,
as emissões de carbono. Com 27%, a fatia de vendas na China é mais que o dobro da média mundial de
13%. Lá, 6,2 milhões de veículos eletrificados chegaram às ruas em 2022 – entre os totalmente elétricos
com baterias (BEV, na abreviação em inglês) e os híbridos que podem ser ligados na tomada (plug-ins,
ou PHEV).
 
As vendas chinesas no setor cresceram 82% em 2022, enquanto o mercado automotivo geral encolhia
5,3%. No mundo, o avanço verde foi de 55%, ante retração de 0,5% nas vendas totais de veículos,
segundo a base de dados EVvolumes.
 
Do ângulo da crise climática, pouco adiantará eletrificar a frota se a energia das baterias provier de
fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. A matriz
elétrica precisa ser toda renovável para fazer diferença contra o aquecimento global.
 
Nesse quesito, o Brasil ocupa posição ímpar, com 82,9% da eletricidade oriunda de fontes renováveis
(hidráulica, eólica, solar e biomassa), contra 28,6% na média do planeta. Some-se a isso a alta produção
de etanol e tem-se um enorme potencial para BEVs e PHEVs.
 
Os números são ínfimos, contudo. Circulam aqui apenas 135,3 mil elétricos e híbridos, menos de 0,1%
da frota de veículos leves. As vendas têm aumentado, é fato, com 49,2 mil emplacamentos em 2022,
incremento de 41% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
 
A maioria dos carros elétricos e híbridos disponíveis no mercado nacional é de modelos pouco acessíveis
– e poderão ficar ainda mais caros, se o governo federal ouvir o pleito apresentado em fevereiro pela
Anfavea de revogar a isenção do imposto de importação, com retorno da alíquota de 35%.
 
Ou seja, as montadoras querem garantir uma reserva de mercado. Enquanto a Europa acelera, no Brasil
ameaçam puxar o freio de mão.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
a) Cresceram as vendas chinesas de carros elétricos e híbridos: tratam-se de 82% de aumento em
2022, enquanto o mercado automotivo geral encolhia 5,3%.
b) As fontes renováveis e a alta produção de etanol faz com que o Brasil tenha um enorme potencial
para BEVs e PHEVs.
c) Os carros elétricos e híbridos disponíveis no mercado nacional vem contando com a isenção do
imposto de importação, que a Anfavea quer ver revogado.
d) No que diz respeito à matriz elétrica, o Brasil ocupa posição ímpar, pois dispõem de 82,9% da
eletricidadeoriunda de fontes renováveis.
e) As vendas de carros elétricos e híbridos aumentaram no Brasil, mas os preços desses veículos
ainda mantêm poucos deles em circulação nas ruas do país.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
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657) 
658) 
Leia o texto para responder à questão.
 
José Dias tratava-me com extremos de mãe e atenções de servo. A primeira cousa que consegui, logo
que comecei a andar fora, foi dispensar-me o pajem; fez-se pajem, ia comigo à rua. Cuidava dos meus
arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosódia. Aos oito
anos os meus plurais careciam, alguma vez, da desinência exata, ele a corrigia, meio sério para dar
autoridade à lição, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras
letras. Mais tarde, quando o Padre Cabral me ensinava latim, doutrina e história sagrada, ele assistia às
lições, fazia reflexões eclesiásticas, e, no fim, perguntava ao padre: “Não é verdade que o nosso jovem
amigo caminha depressa?” Chamava- me “um prodígio”; dizia a minha mãe ter conhecido outrora
meninos muito inteligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha idade,
possuía já certo número de qualidades morais sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro
elogio, gostava do elogio; era um elogio.
 
(Machado de Assis, Dom Casmurro)
 
De acordo com o narrador, os seus plurais “careciam, alguma vez, da desinência exata” e eram, então,
corrigidos por José Dias, que também corrigiria o plural em:
a) Havia no olhar das pessoas muitas interrogações sobre a organização das feiras e eventos.
b) Na sala, havia umas pessoas desconhecidas e, sobre a mesa, livros e revistas amareladas.
c) Eles haviam permanecido calados durante a aula, depois de bastantes broncas recebidas.
d) Os maiores problemas com as leis que já havia ocorrido eram corrigidos rápido por ele.
e) Ali na sala estavam muitos livros de literatura brasileira, e muitos deles eu já havia lido.
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VUNESP - Aux Ed (Pref SBC)/Pref SBC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Jamain mora em uma casa de paredes de madeira e telhado de palha com sua mulher, Pakao, e
seu filho bebê. Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes,(a) que lhe dão uma aparência
peculiar.
 
Jamain não nasceu naquela aldeia, mas em outra, a três dias de caminhada. Foi viver ali depois que se
casou com Pakao, filha de Moroxin, que lhe fora prometida no dia de seu nascimento. Jamain era então
um menino de 12 anos e estava na aldeia de visita. Assim que Pakao nasceu, vieram lhe chamar na casa
dos homens, onde ele dormia. Deram-lhe uma lâmina afiada de bambu e pediram que cortasse o cordão
umbilical. Em seguida, colocaram o bebê em seu colo. Ele ainda se lembra da horrível sensação daquela
coisa melada e vermelha em seus braços, se mexendo e fazendo caretas. Ficou de cabeça baixa, olhando
para o chão, esperando que lhe pedissem o bebê de volta. Rindo, disseram: “ela é tua esposa!”.
 
Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene.(b) Eram o seu futuro sogro com
dois de seus irmãos e Tokorom, irmão de Pakao. O futuro sogro, depois de um tempo em silêncio, disse
aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa(c) e trazê-la para viver com ele.
 
Foi um rebuliço na casa! Jamain dizia que não se casaria, que era novo ainda. Saiu pela porta e foi se
esconder na casa de um primo, mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro.(d)
 
Muito amuado, Jamain pegou um pequeno cesto e pendurou sua alça no peito, deixando-o descer pelas
costas. Já na outra aldeia, foi a vez de Pakao dizer que não partiria com aquele rapaz de jeito nenhum.
Sua mãe a pegou pelas orelhas e a levou até ele. Assim que tomaram o caminho, ela diminuiu o passo
até sair da vista do marido e correu de volta.
 
Dando-lhe uma bronca, a mãe arrastou-a novamente pelas orelhas até o marido. Depois de várias
tentativas, Jamain acabou voltando para sua aldeia sem a noiva, aliviado por não tê-la trazido. Uma
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2491204
659) 
660) 
semana depois, no entanto, viu chegarem a sua casa os futuros sogro e sogra, trazendo a menina com
seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal.(e)
 
(Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. Todavia, 2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o vocábulo entre parênteses pode substituir o vocábulo destacado
mantendo a norma-padrão da língua portuguesa:
a) Tem 26 anos, rosto largo, com maxilares protuberantes… (Têm)
b) Doze anos depois, quatro homens chegaram a sua aldeia com ar solene. (solenes)
c) … disse aos pais de Jamain que o rapaz devia ir até lá buscar a esposa… (buscarem)
d) … mas seu pai o encontrou e o trouxe de volta, para falar com o sogro. (encontro)
e) … trazendo a menina com seu cesto de roupas e assim começou sua vida de casal. (começaram)
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VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo
com a norma- -padrão de concordância.
 
Com algumas medidas simples, cair em golpes: se informações importantes, dados
pessoais, é melhor não compartilhá -las com uma pessoa que as com má-fé.
a) evitam-se .... houverem ... tal como .... utilize
b) evitam-se ... houverem ... tais como ... utilizem
c) evitam-se ... houver ... tal como ... utilize
d) evita-se ... houver ... tais como ... utilize
e) evita-se ... houverem ... tal como ... utilizem
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VUNESP - Aux Adm (CIOESTE)/CIOESTE/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
SP define limites pera barulho de obras
 
A Prefeitura de São Paulo estabeleceu limites para emissão de ruídos por obras de construção civil na
cidade. Anteriormente, o que havia na capital eram apenas normas que estabeleciam limites para a
emissão de ruído em determinadas partes da cidade, variando de acordo com o zoneamento e a hora.
Agora, decreto assinado pelo prefeito trata especialmente dos ruídos de obras, com horários decibéis
permitidos na construção civil Obras públicas estão excluídas das novas regras.
 
Pela nova regra, será aceita a emissão de sons e ruídos que chegue até 85 decibéis (dB), entre 7h e 19;
e de 59dB, 19h até as 7 h, durante dias úteis. Aos sábados, entre 8h e 14h,o limite é de B5dB, das 14h
até as 8h, baixa para 59 dB, nível que deve ser respeitado também nos domingos a feriados.
 
Há uma ressalva: caso a obra tenha o objetivo de evitar um colapso da infraestrutura municipal ou risco
à saúde, à vida e à integridade física da população,não há limites de emissão de ruído,
independentemente do local ou horário. Além das obras públicas, ficaram fora das novas regras impostas
pelo decreto trabalhos relativos à fase de movimentação de terra, fundação, demolição e estrutura,
realizadas entre The 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados; bem como as atividades de
carga e descarga, desde que realizadas no per iodo compreendido entre 21 h e meia-noite, de segunda a
sexta-feira, exceto nos fins de semana e feriados.
 
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2525193
661) 
A fiscalização da poluição sonora será feita pelos agentes do Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Na
primeira infração, a multa é de R$10 mil. Caso, no prazo de um ano. a mesma obra desrespeite o
decreto, a multa dobra de valor. Na terceira vez. o infrator deve pagar R$ 30 mil e paralisar a construção.
 
O som de duas obras embalou boa parte da quarentena da jornalista Rafaela Martuscelli. Ela reclamados
ruídos das furadeiras e da quebra dos pisos. Por causa do trabalho remoto, Rafaela passa grande parte
do dia em reuniões. Mas com a barulheira, ela passou a ficar mais silenciosa. Costuma falar só o básico e
responder ao que lhe perguntam. Agora. com as obras, optou por estudar apenas à noite. pois pode se
concentrar melhor.
 
(O Estado de S.Paulo, 29 de setembro de 2021. Adaptado).
 
Assinale a alternativa que apresenta a frase com a concordância de acordo com a norma-padrão.
a) Será aceito sons e ruídos que cheguem até 85 decibéis.
b) Aos sábados, o nível de decibéis deverão ser respeitados.
c) Foi estabelecido pela Prefeitura limites de emissão de ruído.
d) Existem casos em que não haverá limites de emissão de sons.
e) Deverão haver exceções quanto à emissão de ruídos.
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VUNESP - Ass (Araçatuba)/Pref Araçatuba/Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Respeito ao outro e boas histórias
 
A cultura do cancelamento está instalada. Faz estragos na sociedade. Também no nosso ofício
informativo. Precisamos, todos, reinvestir no jornalismo factual de qualidade.
 
Menos adjetivo e mais substantivo.
 
A crise do jornalismo não pode ser explicada exclusivamente pelo fenômeno da disrupção digital. Sua raiz
mais profunda está em equívocos na condução do noticiário e das coberturas. O problema,
frequentemente, está no conteúdo.
 
Pesquisas, inúmeras, dão uma pista precisa: as pessoas estão cansadas do olhar cinzento da imprensa.
Ler jornal deixou de ser prazeroso. O negativismo permanente é uma forma de falsear a verdade. A vida,
como os quadros, é composta de luzes e sombras. Precisamos denunciar com responsabilidade. Mas
devemos, ao mesmo tempo, mostrar o lado positivo da vida.
 
(Carlos Alberto Di Franco. “Respeito ao outro e boas histórias”.
Em: https://www.estadao.com.br/opiniao.12.12.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão.
a) A condução do noticiário e das coberturas contém equívocos que compromete o conteúdo do
jornalismo.
b) Constata-se estragos na sociedade com a cultura do cancelamento que nela se instalou nos
tempos contemporâneos.
c) É preciso que hajam reinvestimentos no jornalismo factual de qualidade, com menos adjetivo e
mais substantivo.
d) Luzes e sombras compõem a vida das pessoas, da mesma forma como também estão presentes
nos quadros.
e) O nosso ofício informativo, da mesma forma que a sociedade, também foram afetados pela
cultura do cancelamento.
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662) 
663) 
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VUNESP - AEsc (Araçatuba)/Pref Araçatuba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A comadre Beth Carvalho
 
O jogador de futebol Alcir Portella deixou a quadra do Cacique de Ramos, achou um orelhão, que por
sorte estava funcionando e ligou para Beth Carvalho: “Tudo bem, comadre? Queria que você desse um
pulo aqui na rua Uranos para conhecer um negócio. Ninguém vai pedir para você cantar nada. Tem uma
comida de que você vai gostar. Vamos jogar um buraco...”.
 
Alcir queria que Beth conferisse uma reunião informal, sempre às quartas-feiras, uma pelada entre
amigos, uma galinhada com cerveja e depois uma roda de samba intimista, com o pessoal tocando
banjo, tantã e repique de mão, cantando e improvisando versos debaixo de uma enorme tamarineira.
 
Ali nasceu, em meados dos anos 1970, o que mais tarde o mercado fonográfico batizaria de “pagode
carioca”, tendo à frente o grupo Fundo de Quintal e os compositores e cantores Zeca Pagodinho, Arlindo
Cruz, Jorge Aragão, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Jovelina Pérola Negra. Mas era muito mais do que
isso, verdadeira revolução no gênero.
 
O historiador e sambista Nei Lopes afirma: “O movimento que surgiu no Cacique de Ramos tem o mesmo
peso da revolução da bossa nova. E vai além, porque inovou reverenciando a tradição, trazendo para os
holofotes a arte e a inteligência do partido alto”.
 
Beth não saiu mais do Cacique, a ponto de Bira, o presidente do clube e do bloco de embalo, sugerir a
construção na quadra de um banheiro feminino, que se chamaria Beth Carvalho. A cantora,
educadamente, recusou a homenagem.
 
Mas levou aquela vitalidade sonora para seu disco de 1978, “De Pé no Chão”, cuja história acaba de ser
contada em um livro recém-lançado do jornalista Leonardo Bruno.
 
(Alvaro Costa e Silva, A comadre Beth Carvalho. https://www.folha.uol.com.br, 09.12.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão.
a) Comadre Beth, venha na quadra do Cacique de Ramos. Aqui existe bastante coisas de que você
vai gostar.
b) Às quartas-feiras, ocorriam reuniões na quadra do Cacique de Ramos, onde havia comida, bebida
e samba.
c) A arte e a inteligência do partido alto foram trazidos para os holofotes, reverenciando a tradição.
d) Os anos 70 vivenciou o surgimento daquilo que o mercado fonográfico batizaria de pagode
carioca.
e) Juntava-se muitas pessoas na quadra, mas Alcir garantiu à Beth que elas não lhe pediriam para
cantar nada.
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VUNESP - AAE (Pref Sto André)/Pref Santo André/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Frases retiradas da obra citada, e alteradas, apresentam concordância de acordo com a norma-
padrão em:
a) William James, o grande filósofo e psicólogo americano, ensina que os seres humanos tem
necessidade de ser apreciados.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2552472
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665) 
b) Todas as pesquisas que acompanho há décadas são unânime em apontar essas qualidades de
caráter como essencial para a liderança.
c) ... observo muitos gerentes preocupados em causar boa impressão ao chefe, em vez de se
empenhar em fazerem as coisas certa...
d) Liderar significa conquistar as pessoas, envolvê-las de forma que coloquem o coração a serviço de
um objetivo.
e) Glorificado em capas de revistas, executivos são tratados como grandes visionários, estrategistas
refinados...
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VUNESP - Ag (Pref Itapevi)/Pref Itapevi/Administração Pública/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A concordância e/ou a regência estão corretas na seguinte frase:
a) O transporte de animais a matadouros envergonham- nos pela crueldade que os homens agem.
b) Líderes judeus, incluindo o Museu do Holocausto americano, indignava-se da analogia.
c) Houveram escritores sobreviventes do Holocausto que resgataram textos porque tinham a
percepção que seriam elucidativos.
d) Existe muitos alimentos que contém ferro e estamos ciente que nosso organismo precisa dele.
e) Passou a ser usada, nas campanhas, a analogia feita dos nazistas com os abusadores de animais.
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VUNESP - Ag Adm (CM SBO)/CM SBO/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia a tira.
 
(André Dahmer. Chamam de internet. www.geekfail.net. 04.03.2015)
 
Assinale a alternativa em que se interpreta corretamente a tira e que está de acordo com a norma-
padrão de concordância da língua portuguesa.
a) As pessoas não podem ser consideradas réus, pois nunca houve leis na internet.
b) Por estarem na internet, as pessoas julgam poderem fazerem o que bem entendem.
c) Internautas acreditam que a internet os isentam de culpa e que estão livres para julgar.
d) O julgamento emitido na internet é prática corriqueira, mas não se assumem culpas.
e) A existência de um lugar com juízes e sem réus desconcertam até os que já foram julgados.
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VUNESP - Ag Admin (Campinas)/Pref Campinas/2023
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666) 
667) 
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)Assinale a alternativa em que a frase está em conformidade com a norma-padrão de concordância
verbal e nominal.
a) Ocorreram avanços nas obras municipais, o que conferiram mais conforto ao povo.
b) Torcemos para que muitos mais crianças tenham a oportunidade de usar o parquinho.
c) Devia haver mais parques na cidade que tivessem diversão para adultos e crianças.
d) Fomos nós que mandamos instalar o brinquedo, mas nós mesmo não os vimos ainda.
e) Passamos esta manhã pela praça e pudemos acompanhar como está as reformas.
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VUNESP - ETJ (TJM SP)/TJM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Contrato de Namoro
 
Diferentemente do que muitos pensam, a Lei no 9.278, que regulamenta a união estável, não possui
nenhuma regra que determine morar na mesma residência ou mesmo um prazo mínimo de convivência
para enquadrar uma relação amorosa como união estável.
 
Segundo o Código Civil, para que uma relação seja considerada união estável, é preciso que seja
duradoura, pública, contínua e com objetivo de constituir família.
 
Em razão da existência de casais que decidiram morar juntos, porém mantendo uma relação de namoro,
é evidente que a Justiça enfrenta dificuldades em diferenciar namoro de união estável.
 
Portanto, embora o namoro seja duradouro, público, dotado de intimidades, isso não resulta que as
partes vivam como se casadas fossem, ainda que dividam o mesmo teto.
 
Por mais sólido que seja um namoro, o casal pode não querer constituir família.
 
Assim, visando estancar as obrigações jurídicas derivadas do término do relacionamento, muitos
escolhem formular um Contrato de Namoro, que poderá ser feito no cartório, com duas testemunhas, e
apresentar tanto cláusulas comuns como outras adicionadas pelo casal.
 
Nas cláusulas comuns, os contratantes farão a declaração de que possuem um namoro, sem qualquer
tipo de vínculo matrimonial; a declaração de independência econômica, ou seja, de que são autônomos
financeiramente; e a declaração de que, em eventual dissolução do namoro, o outro não terá direito à
pensão alimentícia nem direito de sucessão e herança. Por fim, os contratantes devem atestar que não
têm interesse em ter filhos juntos e, em caso de gravidez, que não haverá conversão do namoro em
união estável, todavia os direitos da criança serão resguardados.
 
O respectivo contrato resulta das constantes mudanças nas relações da sociedade, e o Direito tem por
finalidade regular essas relações, reformulando leis, pois é essencial trazer segurança jurídica para os
indivíduos.
 
(Samira de Mendonça Tanus Madeira. https://www.estadao.com.br/politica/ blog-do-fausto-macedo/
para-que-serve-um-contrato-de-namoro-e-quaissao- os-reflexos-juridicos/?utm_source=estadao:
mail&utm_medium=link Texto publicado em 04.07.2023. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
a) A rigor, deve pensar em fazer um contrato dessa natureza aqueles que têm um relacionamento
amoroso consistente.
b) Seja qual forem as circunstâncias que determinem a separação de um casal, os direitos da criança
estarão protegidos.
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668) 
669) 
c) É ideal que haja, em um Contrato de Namoro, cláusulas que beneficiem igualmente os dois
parceiros.
d) Para a autora do texto, pouca gente está de fato inteirado a respeito do que regulamenta a Lei no
9.278.
e) Existe um conjunto de condições em que se baseiam o Código Civil para definir uma união como
estável.
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VUNESP - Aux Vet (Pref SJRP)/Pref SJRP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância.
a) Houveram muitas demandas da sociedade para a criação de novas formas de sepultamento.
b) É importante que outros tipos de enterros estejam disponível para diversas camadas sociais.
c) Sepulta-se as pessoas sem uma preocupação real com o impacto causado no meio ambiente.
d) Cabe a todas as pessoas zelar pelo meio ambiente, preservando-o para as novas gerações.
e) É necessário a conscientização de todas as pessoas a respeito dos impactos ambientais das
nossas práticas.
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VUNESP - AFS (Pref Mirassol)/Pref Mirassol/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
O selvagem
 
Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe desca belados. Dormia até tarde. Apareceu com uma
tatuagem no braço.
 
– O que é, meu filho? – gemeu a mãe.
 
– Tribal.
 
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um
apartamento vazio para ouvir música. O porteiro dedurou. Foram expulsos. A tia comentou:
 
– Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
 
Apareceu uma candidata. Tinha piercing nas sobrance lhas e na língua. A mãe tentou se conformar com
a escolha.
 
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
 
– O que vai ser desse rapaz?
 
Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Dali a alguns meses, anunciou:
 
– Arrumei trabalho! É voluntário, em uma ONG para proteger meninos de rua.
 
– Pode ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo, eu só pensava em comprar um carro
novo! – esbravejou o pai.
 
Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta. O psicólogo o recebeu em uma sala
aconchegante.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2626107
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2632521
670) 
– Por que veio aqui?
 
– Meu pai me mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade. Eles não me entendem.
 
– Quem sabe você possa me dizer por quê?
 
– Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando para ter coisas. Quem sabe
mais tarde vou morar numa praia... e trabalhar com alguma coisa de que eu goste.
 
O terapeuta observou as tatuagens, o brinco ousado, a camiseta torta, os cabelos espetados. Atrás da
aparência selvagem, reconheceu seu passado. Em sua época, a juven tude também fora assim. Com
projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal... a juventude continuava sendo... a
juventude.
 
– O que eu mais quero é dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado. Eu queria ter uma
relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Quem sabe até ter um filho, mais tarde.
 
Despediu-se do terapeuta com um abraço.
 
– Qual o problema do meu filho?
 
– quis saber o pai.
 
– O problema é nosso, que esquecemos como fomos.
 
Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?
 
(Walcyr Carrasco. Veja SP, 08.06.2005. Adaptado
Assinale a alternativa cuja frase atende à norma-padrão de concordância verbal.
a) As expectativas de morar numa praia e de não viver apenas para o trabalho faz parte dos projetos
que o rapaz tem para o futuro.
b) Durante o bate-papo com o rapaz, voltaram à mente do terapeuta lembranças da própria
juventude.
c) Lamentavelmente, muitas vezes não interessa a alguns pais os sonhos e as aspirações dos filhos.
d) O pai estava aflito ao telefone, pois queria saber se existia de fato problemas com o filho.
e) Bastou alguns minutos conversando com o jovem para uma sensação de alegria invadir o
terapeuta.
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VUNESP - Prof (Guararapes)/Pref Guararapes/Desenvolvimento Infantil/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
a) Montanhas, trilhas e cachoeiras, tudo isso atraem a atenção de muitas pessoas.
b) Sempre existirá pessoas que desejam se aventurar por lugares inexplorados.
c) Buscam-se, o tempo todo, montanhas, trilhas e cachoeiras pelo Brasil afora.
d) Houveram confirmações de mortes recentes por febre maculosa no Brasil.
e) Os cursos básicos de montanhismo que o Clube Alpino Brasileiro oferece é gratuitos.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2648636
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2717771
671) 
672) 
Está redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância a frase:
a) No porão da casa haviam muitos tesouros escondidos, esperando serem descobertos.
b) Trata-se de um cômodo da casa pouco frequentado no cotidiano das famílias.
c) Falta às casas brasileiras porões que possam servir de espaço para guardar objetos.
d) Fundamental para as crianças, os porões são também espaços valiosos para os adultos.
e) A construção de casas com porões demandam uma certa atenção dos arquitetos.
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VUNESP - TJ TRF3/TRF 3/Administrativa/Agente da Policia Judicial/2023
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Inteligência artificial: a era do “deus” máquina
 
No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasse, um ator interpretando uma
divindade descia ao palco pendurado num guindaste, resolvia o problema e, assim, acabava a peça. Era
o Deus ex-machina – o deus surgido da máquina. Com o avanço sem precedentes da inteligência artificial
(IA), é justo pensar que, no mundo contemporâneo, a máquina é a própria deidade.
 
Para ela, nada parece impossível. Da confecção de discursos em segundos à criação de obras de arte; da
identificação de medicamentos promissores ao diagnóstico preciso de doenças, tudo é resolvido pelo
“deus algoritmo”. E, ao observar sua invenção “surgindo do guindaste”, o homem pode se perguntar qual
lugar ocupará neste enredo. Segundo especialistas, porém, o perigo não está na criatura e, sim, no uso
que o criador faz dela.
 
A inteligência artificial faz parte da rotina, ainda que não se perceba. O GPS que indica o percurso, a
atendente virtual, o internet banking são exemplos de seu uso no dia a dia. Só que, até agora, ninguém
temia os mecanismos de busca dos navegadores, os sistemas de reconhecimento facial dos condomínios
ou a sugestão de filmes apresentadas pelosaplicativos de streaming.
 
Então, as máquinas começaram a gerar imagens perfeitas de pessoas inexistentes, escrever reportagens
com acurácia, resolver enigmas matemáticos em frações de segundos, dirigir e voar sozinhas, elaborar
defesas jurídicas e até “ler” pensamentos em experimentos científicos. A ponto de, em um editorial da
revista Science, um grupo de cientistas pedir a moratória de pesquisas até alguma regulamentação ética
da IA.
 
A discussão sobre riscos e avanços da IA ultrapassa o campo da ciência da computação; é também
filosófica. Já na Grécia Antiga, filósofos questionavam a essência da inteligência e se ela era um atributo
somente humano.
 
Hoje, esse é um dos centros da discussão sobre IA: sistemas programados e alimentados por seres
humanos poderão ultrapassar em astúcia seus criadores? Não, garante um dos maiores especialistas no
tema, o cientista da computação francês Jean-Gabriel Ganascia, da Universidade de Sorbonne que, já em
1980, obteve mestrado em inteligência artificial em Paris.
 
(Paloma Oliveto, Inteligência artificial: a era do
‘deus’ máquina. https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal, de emprego de pronome e de
colocação pronominal.
a) No teatro grego antigo, quando surgia os impasses, um ator interpretando uma divindade descia
ao palco pendurado num guindaste e resolvia-os.
b) De acordo com especialistas, porém, o perigo não está nas criaturas que vem sendo criadas e,
sim, na forma como os criadores usam-as.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2771943
673) 
674) 
c) Ainda que não se perceba, há vários exemplos do dia a dia que mostra como a inteligência
artificial vem influenciando-o bastante.
d) Um grupo de cientistas pediram a moratória de pesquisas até alguma regulamentação ética da IA,
talvez porque a IA lhes inquietou.
e) Um dos que não acredita que a Inteligência Artificial ultrapassará o homem em astúcia é
Ganascia, que a estuda há vários anos em Paris.
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VUNESP - Tec Leg (CMSJC)/CM SJC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão.
 
Livros já venderam mais em 2021 do que em todo o ano passado, mostra pesquisa
 
A venda de livros em 2021 já superou todo o acumulado do ano passado em apenas dez meses,
mostrando que o mercado editorial vive um momento promissor. Foram vendidos 43,9 milhões de livros
este ano, quando em todo o ano de 2020 se comercializaram 41 ,9 milhões de exemplares: o
crescimento foi de 33% em quantidade de livros e de 31 % em faturamento.
 
Vale lembrar que, se o início da quarentena representou um baque forte para o mercado editorial, ele se
recuperou em poucos meses e terminou o ano passado com um resultado favorável. Editores têm
apontado que a pandemia estimulou a leitura, restando como uma possibilidade de lazer ainda acessível
durante o período de quarentena.
 
A política de descontos agressiva das plataformas online também ajudou a aumentar as vendas. Quem
ainda sofre são as livrarias físicas, ameaçadas pela competição com gigantes virtuais que são capazes de
praticar preços mais baixos. O setor tem, por motivos como esse, voltado a se aglutinar em torno da
ideia de uma lei que estabeleça preço fixo para livros recém-lançados.
 
(Walter Porto. htlps:l/www1.folha. uol.com.br/ilustrada/2021 /12/ livros-ja-venderam-mais-em-2021 -do-que-em-
todo-o-anopassado- mostra -pesqu isa.shtml. 06.12.2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que reescreve trecho do último parágrafo em conformidade com a norma-padrão
de concordância verbal e nominal.
a) As plataformas de vendas online costuma praticar uma política de preços muito agressiva.
b) Os descontos agressivos oferecido pelas plataformas online resultaram em aumento das vendas.
c) O comércio de livros praticado pelas gigantes virtuais impõem dificuldades às livrarias físicas.
d) As grandes empresas de comércio online conseguem oferecer ao cliente condições muito mais
atraentes.
e) As editoras estão se unindo pela defesa da adoção de preços fixos a todo livro recém-lançados.
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VUNESP - GCM (Osasco)/Pref Osasco/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto, para responder à questão.
 
A perda da privacidade
Um dos problemas do nosso tempo, uma obsessão mais ou menos generalizada, é a privacidade. Para
dizer de maneira muito, mas muito simples, significa que cada um tem o direito de tratar da própria vida
sem que todos fiquem sabendo. Por isso, é preocupante que, através dos nossos cartões de crédito,
alguém possa ficar sabendo o que compramos, em que hotel ficamos e onde jantamos.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1860519
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1937899
675) 
Parece, portanto, que a privacidade é um bem que todos querem defender a qualquer custo.
Mas a pergunta é: as pessoas realmente se importam tanto com a privacidade? Antes, a ameaça à
privacidade era a fofoca, e o que temíamos na fofoca era o atentado à nossa reputação pública. No
entanto, talvez por causa da chamada sociedade líquida, na qual todos estão em crise de identidade e de
valores e não sabem onde buscar os pontos de referência para definir-se, o único modo de adquirir
reconhecimento social é “mostrar-se” – a qualquer custo.
E assim, os cônjuges que antigamente escondiam zelosamente suas divergências participam de
programas de gosto duvidoso para interpretar tanto o papel do adúltero quanto o do traído, para delírio
do público.
Foi publicado recentemente um artigo de Zygmunt Bauman revelando que as redes sociais, que
representam um instrumento de vigilância de pensamentos e emoções alheios, são realmente usadas
pelos vários poderes com funções de controle, graças também à contribuição entusiástica de seus
usuários. Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoriade
prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social”. Em outras
palavras, pela primeira vez na
história da humanidade, os espionados colaboram com os espiões, facilitando o trabalho destes últimos,
e esta rendição é para eles um motivo de satisfação porque afinal são vistos por alguém enquanto levam
a vida – e não importa se às vezes vivam como criminosos ou como imbecis.
A verdade também é que, já que todos podem saber tudo de todos, o excesso de informação não pode
produzir nada além de confusão, rumor e silêncio. Mas, para os espionados, parece ótimo que eles
mesmos e seus segredos mais íntimos sejam conhecidos pelo menos pelos amigos, vizinhos, e
possivelmente até pelos inimigos, pois este é o único modo de sentirem-se vivos, parte ativa do corpo
social.
(Umberto Eco. Pape satàn aleppe: Crônicas de uma sociedade líquida.
Editora Record, Rio de Janeiro: 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto atende à norma-padrão de concordância
verbal e nominal.
a) Bastante difundido, a ideia de privacidade acabou se configurando em uma verdadeira obsessão.
b) As empresas são capazes de traçar perfis de consumo por meio das compras realizada no cartão
de crédito.
c) O internauta, ao expor a vida nas redes sociais, fornecem espontaneamente os dados que as
empresas buscam.
d) Alvo de inúmeros debates, o hábito de expor a rotina pessoal tornou-se um fenômeno com as
redes sociais.
e) A internet constituiu-se um instrumento de vigilância perfeitamente ajustados aos propósitos
comerciais atuais.
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VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Selvageria esportiva
 
Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma
antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e
agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2023963
676) 
Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais
agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.
 
Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em
diferentes localidades.
 
Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança
pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de
estupidez agressiva.
 
O mais exasperante é que depois de experiências bem- -sucedidas na Europa, em especial no Reino
Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.
 
Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a
diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.
 
Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização
do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de
truculência fosse parte de uma realidade imutável.
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
a) De acordo com o Estatuto do Torcedor, punições severas deveria ser aplicado nos casos de
violência no esporte.
b) Aconteceu experiências bem-sucedidas de combate à violência esportiva na Europa, em especial
no Reino Unido.
c) As situações de violência no esporte são muito preocupante, pois vem se acumulando ao longo
deste ano.
d) Não se admitem que países como Brasil e Reino Unido, onde o futebol é paixão nacional, ignore a
violência esportiva.
e) Os torneios de estupidez agressiva vivenciados devem deixar de ser vistos como uma realidade
imutável.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
É um fato, basta escutar. A cada dia, os sentimentos de vergonha, de decepção, de falta de pudor,
de educação e revolta se fazem Ao mesmo tempo, baratas zunem e rinocerontes vociferam para
impor uma outra realidade. Há uma mutação em curso, antes pela literatura. A passagem do
humano ao inseto foi por Kafka. O cargo de primeiro-ministro ocupado por uma barata foi
tornado possível com Ian McEwan. O encantamento, o consentimento e o fascínio pela transformação em
rinoceronte ao teatro por Eugène Ionesco.
 
(Manuel Mendes Dias, “Os seres vociferantes estão entre nós”. www.folha.uol.com.br. Adaptado)
 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) presente ... anunciado ... contado ... foi levado
b) presentes ... anunciado ... contada ... foram levados
c) presente ... anunciada ... contado ... foram levado
d) presentes ... anunciado ... contada ... foi levado
e) presentes ... anunciada ... contada ... foram levados
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2039733
677) 
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VUNESP - TPrev (PERUÍBEPREV)/PERUÍBEPREV/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia os textos I e II para responder à questão.
 
Texto I
 
Um grupo de investigadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, encontrou um novo tipo de
célula, responsável pela defesa do organismo contra ameaças desconhecidas, como vírus e bactérias –
que poderá atacar e destruir a grande maioria dos tipos de câncer.
 
Os cientistas encontraram uma célula no sangue que pode avaliar se existe uma ameaça a ser eliminada.
Essa nova célula imune serve de apoio a um receptor que age como um gancho, que se agarra à maioria
dos cânceres ao mesmo tempo que ignora as células saudáveis.
 
Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é altamente incomum encontrar uma célula com
potencialidades terapêuticas assim tão vastas no combate ao câncer e que a descoberta aumenta a
perspectiva de criar uma “terapia universal”.
 
“A nossa descoberta aumenta a perspectiva para os tratamentos contra o câncer. Esse tipo de célula
pode ser capaz de destruir muitos tipos diferentes da doença. Antes, ninguém achava que isso fosse
possível. Essa foi uma descoberta acidental porque ninguém sabia que essa célula existia”, contou
Sewell.
 
A equipe de investigadores descobriu que o novo tipo de célula T pode encontrar e matar grande
diversidade de células cancerígenas, incluindo as presentes no câncer de pulmão, pele, sangue, mama,
osso, próstata, ovário, rim e colo do útero.
 
(Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer. http://agenciabrasil.ebc.com.br,
21.01.2020. Adaptado)
 
Texto II
 
Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, porém ele também ataca
células cancerosas.
 
Uma equipe de cientistas da Universidade de Cardiff estava em busca de maneiras novas e não
convencionais de fazer com que o sistema imunológico atacasse naturalmente tumores. Eles encontraram
um tipo de célula T com um receptor que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis.
 
A diferença nessa célula imunológica é que ela pode escanear o corpo em busca de ameaças que devem
ser eliminadas e atacar uma ampla variedade de cânceres.
 
Esse receptor da célula T, em particular, interage com uma molécula chamada MR1, responsável por
sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional em curso dentro de uma célula cancerosa.
 
Terapias com células T já existem e o desenvolvimento de imunoterapias contra o câncer tem sido um
dos avanços mais empolgantes nesse campo. O mais famoso exemplo é o chamado CAR-T, uma droga
viva produzida por meio de engenharia genética em células T para procurar e destruir o câncer.
 
Lucia Mori e Gennaro De Libero, da Universidade de Basileia, na Suíça, afirmam que essa pesquisa tem
um “enorme potencial”,mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de
câncer.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2125000
678) 
679) 
(A descoberta sobre o sistema imunológico que pode ajudar a combater todos os tipos de câncer. www.bbc.com,
21.01.2020. Adaptado)
 
Está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal ou nominal a frase:
a) Diversas técnicas tem contribuído na luta contra o câncer e uma delas é a engenharia genética.
b) Da inovação científica depende os pacientes que aguardam uma cura para suas doenças.
c) Lucia Mori afirma que ela mesmo reconhece a importância da pesquisa, mas tem ressalvas.
d) Benefícios poderiam ser obtidos se a indústria farmacêutica e os pesquisadores se unissem.
e) Pesquisas precisam ser mais divulgadas na televisão, de modo a torná-las mais acessível.
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VUNESP - Tec Enf (Campinas)/Pref Campinas/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está redigida em conformidade com a norma-padrão de
concordância e colocação pronominal da língua portuguesa.
a) Os japoneses já não lembram-se de como era suas vidas antes das catástrofes.
b) Nem todos se consideram preparado para falar sobre o vírus e como se propagam.
c) Usamos máscara, mas quem estão próximo de nós devem também valerem-se de uma.
d) Foi muitas as consequências trágicas que se revelaram com a pandemia de coronavírus.
e) Países do Oriente, mais próximos da China, prepararam- se às pressas para conter o vírus.
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VUNESP - AAE (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia a crônica de Ivan Angelo para responder à questão.
 
Cão reencontrado
 
Era muitas vezes com lágrimas nos olhos que se aprendia a dar valor à amizade, ao caráter e ao amor.
Exemplos melodramáticos não faltavam e talvez por isso se tenham tornado marcantes.
 
Nunca pude me esquecer de um longo poema lido em aula pela professora, no segundo ano primário.
Falava de um cão, feio mas dedicado, de que o dono procura se desfazer, afogando-o no mar. Lembro-
me da forte emoção com que acompanhamos a leitura, e da minha atenção ao copiá-lo depois. Decorei-o
inteiro, e declamava-o para os outros meninos, provavelmente quando havia por perto algum bolo de
aniversário. Ao terminar a narrativa da tragédia de Veludo, havia olhos úmidos na pequena plateia. Esse
era o nome do cão: Veludo. Magro, asqueroso, revoltante, imundo – dizia o poema.
 
Passaram-se os anos e deles restaram em minha memória os seis primeiros versos e uma lição de moral.
Nem sabia quem era o autor. Então, numa conversa com um amigo amante de livros, ouvi dele a
promessa: “Vou te mandar o poema”. Mandou mais do que isso: a cópia da folha de rosto do volume
onde o poema, de Luiz Guimarães, aparecera na edição de 1886.
 
Começava assim: Eu tive um cão. Chamava-se Veludo: / Magro, asqueroso, revoltante, imundo; / Para
dizer numa palavra tudo / Foi o mais feio cão que houve no mundo. (Alguém se lembra?) Recebi-o das
mãos de um camarada / Na hora da partida. Exatamente aí terminavam as minhas lembranças.
 
Prossegue a história o narrador dizendo que o amigo tinha lágrimas nos olhos ao se separar do cão. E ao
se despedir deseja que o cão console o novo dono.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2125632
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127613
680) 
Mas aquele cão incomodava o novo dono. Deu-o à mulher de um carvoeiro. Respirou aliviado por não ter
mais de dar ossos diariamente ao animal. Porém à noite alguém bateu à porta: Era Veludo, que entrou
lambendo as mãos do narrador e farejando a casa satisfeito.
 
Para se livrar do cão, resolveu jogá-lo ao mar. Longe da costa, dentro do barco, ergueu o cão nos braços
e o atirou às ondas.
 
Doloroso que fosse, o narrador deixou-o lá, voltou à terra, entrou em casa e notou que havia perdido, na
operação, o cordão de prata com o retrato da mãe, uma relíquia que prezava tanto. Concluiu, com
rancor, que a culpa era do cão.
 
Nesse momento, ouviu uivos à porta. Era Veludo! (Arrepiado, leitor?) O cão arfava e, antes de morrer,
entendeu-se a seus pés e deixou cair da boca a medalha suspensa na corrente.
 
Aprendíamos dramaticamente os valores da vida.
 
(Coleção Melhores Crônicas – Ivan Angelo. Seleção de Humberto Werneck. Adaptado)
 
A concordância verbal e nominal segue a norma-padrão da língua portuguesa na alternativa:
a) O poema, publicado no livro “Sonetos e rimas”, citam algumas características de Veludo: magro,
asqueroso, imundo.
b) Quando se terminava a leitura dos versos sobre a trajetória de Veludo, vinha lágrimas aos olhos
dos ouvintes.
c) Aborrecido com as preocupações que lhe davam o cão, o novo dono resolveu dá-lo à mulher do
carvoeiro.
d) O antigo dono, embora triste pela separação, deseja que o cão seja bom companhia e consolo
para o novo dono.
e) Trágicos, os acontecimentos da vida de Veludo permaneceram na memória do cronista, que os
ouviu quando ainda era um menino.
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VUNESP - SEsc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Todos os retratos que tenho de minha mãe não me dão nunca a verdadeira fisionomia que eu guardo
dela – a doce fisionomia daquele rosto, daquela melancólica beleza do seu olhar. Ela passava o dia inteiro
comigo. Era pequena e tinha os cabelos pretos. Junto dela eu não sentia necessidade dos meus
brinquedos. Dona Clarisse, como lhe chamavam os criados, parecia mesmo uma figura de estampa.
Falava para todos com um tom de voz de quem pedisse um favor, mansa e terna como uma menina de
internato. À noite ela fazia-me dormir. Adormecer nos seus braços, ouvindo a surdina daquela voz, era o
meu requinte de criança.
 
Ela enchia-me de carícias. E quando o meu pai chegava, nas suas crises, exasperado como um pé-de-
vento, eu via-a chorar e pronta a esquecer todas as intemperanças verbais do seu marido. Os criados
amavam-na. Ela também os tratava com uma bondade que não conhecia mau humor.
 
Horas inteiras eu fico a pintar o retrato dessa mãe angélica, com as cores que tiro da imaginação, e vejo-
a assim, ainda tomando conta de mim, dando-me banhos e vestindo-me. A minha memória ainda guarda
detalhes bem vivos que o tempo não conseguiu destruir.
 
(José Lins do Rego. Menino de engenho. 94a ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. Excerto adaptado)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2127901
681) 
Assinale a alternativa em que a redação está em conformidade com a norma-padrão de concordância
verbal e nominal da língua portuguesa.
a) Todos os retratos que tenho de minha mãe pouco acrescenta àquilo que me lembro de sua
fisionomia.
b) A doce fisionomia daquele rosto e a melancólica beleza daquele olhar são ainda hoje difícil de
definir.
c) Todas as pessoas que conviviam com a minha mãe tinha-lhe verdadeira admiração, quase
devoção.
d) A todos a minha mãe tratava com afeição, razão pela qual os empregados a amavam
devotadamente.
e) As intemperanças do marido sempre acabava perdoadas pela mulher, que não lhe guardava
rancor.
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VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Camiseta com causa
 
Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para
levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso,
sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a
expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca.
 
Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá
para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas
trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas58 mil camisetas.
 
A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como
escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas.
 
Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase
feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos
estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos
passando”, afirma Érica.
 
O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas
trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1, mas é feito
por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para
esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da
cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”.
 
A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com
as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2, a Piticas tem destaque na
Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk
tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do
personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendo a pose
do Hulk. Elas se sentem representadas.”
 
(Fernando Victorino e Nathalia Molina. https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado)
 
1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela.
 
2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2130930
682) 
683) 
 
Em conformidade com a regência verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão e com o sentido do
texto, pode-se reescrever o trecho do parágrafo do seguinte modo:
a) Quando estou vinculado com isso, tenho consciência ao que quero expressar pelas camisetas...
b) Quando me sinto alheio a isso, descubro o que quero expressar pelas camisetas...
c) Quando há identidade por isso, estou ciente com o que quero expressar pelas camisetas...
d) Quando sinto afinidade com isso, percebo o que quero expressar pelas camisetas...
e) Quando estou ligado a isso, retifico o que quero expressar pelas camisetas...
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VUNESP - Almo (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Considere o texto.
 
Convidamos todos os frequentadores do Shopping A, especialmente os clientes que mostrando
fidelidade à nossa marca, para a inauguração de mais uma loja para 10 de março.
 
 meses que estamos preparando esse novo espaço para que o público se sinta bem acolhido.
 
Contamos com sua presença!
 
Atendendo à concordância verbal e nominal estabelecida pela norma-padrão, as lacunas desse texto
devem ser preenchidas, respectivamente, por:
a) vem ... marcado ... Fazem
b) vem ... marcada ... Faz
c) vêm ... marcada ... Faz
d) vêm ... marcado ... Fazem
e) vêm ... marcada ... Fazem
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VUNESP - ACA (Pref Campinas)/Pref Campinas/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Protagonismo Verde
 
Sociedade organizada, cientistas, setor privado e governo. Em nenhuma dessas esferas, a questão
ambiental pode ser tratada como coadjuvante. O jogo mudou. Os últimos anos escancararam a
importância de o meio ambiente ser colocado, ao menos, no mesmo patamar das questões políticas,
econômicas e sociais.
 
Seja na gestão dos resíduos sólidos, na manutenção das florestas e da biodiversidade de uma forma
geral, o desrespeito com as atuais e futuras gerações não pode ser mais ignorado. Os sinais são nítidos.
Seja a pandemia (e outras doenças infecciosas que surgiram por causa do desmatamento) ou as
tragédias mais recentes em Petrópolis ou no Recife. Não existe mais outra saída.
 
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, ao mesmo tempo que os problemas
crônicos do Brasil precisam ser realçados e debatidos, também é necessário apontar caminhos e
soluções. Conceitos como os da economia circular, carbono zero ou restauração florestal serão cada vez
mais decisivos e não devem mais ser empurrados para baixo do tapete.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131001
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2131135
684) 
(Estadão Blue Studio, 05 de junho de 2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa cuja frase reescrita está redigida em conformidade com a norma-padrão de
concordância verbal e nominal.
a) Tornou-se nítidos os sinais de desrespeito com as atuais e futuras gerações.
b) No Dia Mundial do Meio Ambiente, deverão ser apontados caminhos e soluções.
c) Cientistas, setor privado e governo deve tratar a questão ambiental com seriedade.
d) As futuras gerações haverá de ser mais respeitosa com o meio ambiente.
e) Existe doenças infecciosa que foram causada pelo desmatamento atual.
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VUNESP - GCM (Sertãozinho)/Pref Sertãozinho/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Pela primeira vez, cientistas conseguiram cultivar sementes em solo lunar, em amostras trazidas
pela Nasa em missões em 1969 e 1972, um feito que alimenta a expectativa de usar plantas terrestres
para sustentar postos humanos em outros planetas.
 
Os pesquisadores afirmaram que plantaram sementes de uma erva daninha chamada “Arabidopsis
thaliana” em 12 pequenos recipientes do tamanho de um dedal, cada um com uma pequena quantidade
de solo lunar, e observaram-nas brotar e crescer. A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de
material orgânico, é muito diferente do solo terrestre, então não se sabia se as sementes germinariam.
 
“Quando vimos pela primeira vez aquela abundância de brotos verdes em todas as amostras, ficamos
maravilhados”, disse a professora de ciências hortícolas, Anna-Lisa Paul, da Universidade da Flórida. “As
plantas podem crescer em solo lunar. Essa simples declaração é extraordinária e abre portas para futuras
explorações usando recursos existentes na lua e provavelmente em Marte”, disse Paul.
 
Todas as sementes germinaram e não houve diferenças externas nos primeiros estágios de crescimento
em relação a sementes plantadas em cinzas vulcânicas da Terra com composições e tamanho de
partícula semelhantes.
 
Plantas terrestres podem ajudar as pessoas a estabelecerem postos em locais como a lua e Marte, como
mostrado no filme “Perdido em Marte” de 2015, quando um astronauta cultiva batatas no Planeta
Vermelho.
 
(Tyles Jones. Forbes. 13/05/2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o trecho foi reescrito de acordo com a norma-padrão de concordância
verbal e nominal.
a) A conquista dos cientistas, que usaram amostras trazidas pela Nasa em 1969 e 1972, alimenta a
expectativa de usar plantas terrestres para sustentar postos humanos em outros planetas.
b) As sementes de erva daninha, conhecida como Arabidopsis thaliana, foi plantada em 12 pequenos
recipientes, cada um com uma grama de solo lunar.
c) A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de material orgânico, difere do solo terrestre,
então houveram dúvidas se as sementes germinariam.
d) Foi feito pela cientista uma declaração extraordinária, que possibilita futuras explorações usando
recursos existentes na lua e provavelmente em Marte.
e) Usada para ajudar as pessoas a se estabelecerem na lua, plantas terrestres já apareciam no filme
“Perdido em Marte” de 2015.
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VUNESP - GCM (Pref GRU)/Pref GRU/2022
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2142678
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2173783
685) 
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal eNominal)
Leia o texto, para responder à questão.
 
A era da dispersão
 
Leio que nós, brasileiros, gastamos três horas e 42 minutos todos os dias nas redes sociais. Pouco mais
de dez horas na internet, sendo metade disso em um telefone celular.
 
Há quem diga que não vê nenhum problema nisso. A sobrecarga de informação é um fato do nosso
tempo e é natural que percamos um pouco do dia separando o joio do trigo. Há quem vá mais longe e
diga que a dispersão no mundo digital pode ser mesmo um modo de vida.
 
Sou dos que desconfiam que há um problema bastante grave aí, que em geral costumamos empurrar
para debaixo do tapete.
 
Talvez eu ache isso porque sou professor. Percebo o efeito destruidor sobre a atenção dos alunos pela
simples presença de um celular em sala de aula. Uma pesquisa mostra que levamos até 23 minutos para
retomar a atenção quando somos interrompidos. Se fossem dez ou quinze minutos, isso não faria lá
grande diferença. Esse não é o ponto central.
 
O ponto é que andamos em meio a uma guerra. Quem faz o alerta é um ex-estrategista do Google,
James Williams, que trabalhava na empresa exatamente na área de “programação persuasiva”. Era pago
para criar estratégias de “captura” da atenção das pessoas. Em um dado momento, percebeu que ele
mesmo havia perdido o controle. A partir daí, deu um tempo. Foi estudar em Oxford e tentar decifrar o
problema.
 
Ele diz que vivemos uma epidemia. Que há uma indústria inteira focada em capturar aquilo que cada um
de nós tem de mais importante: nosso tempo e nossa atenção. Captura voluntária, feita com técnicas
sofisticadas de inteligência artificial. O tempo de atenção de cada indivíduo passou a ser
milimetricamente monitorado. Tornou-se, ele mesmo, o produto. Há um velho conceito de “liberdade
como autodomínio” em jogo aí, e é precisamente isso, a retomada do controle sobre nossa própria
atenção, que Williams enxerga como o “grande desafio da nossa época”.
 
A informação foi, no passado, um bem escasso. No filme “Relatos do Mundo”, Tom Hanks faz o papel de
um veterano que ganha a vida lendo notícias de jornal em teatros e igrejas nas pequenas cidades do
Velho Oeste. A atenção, à época, era abundante, diante da informação rarefeita. A coisa hoje se inverteu.
A informação se tornou abundante e a atenção, um recurso escasso. Acessamos muito mais informação
do que precisamos. Ela vem de maneira caótica, em boa parte mesquinha, feita de qualquer besteira
capaz de capturar nossa atenção.
 
(Fernando Schüler. https://veja.abril.com.br/coluna/fernando-schuler/a-era-da-dispersao/. 22.01.22. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto está em conformidade com a norma-
padrão de concordância verbal e nominal.
a) Já são em grande número os brasileiros que dispõe de telefones com acesso à internet.
b) É comum atribuir às informações disponibilizada na internet o caráter de futilidade.
c) As distrações com a internet resultam em prejuízos especialmente para o ensino escolar.
d) O uso excessivo da internet pode tornar dispersivos as pessoas de diferentes idades.
e) As informações publicadas em jornais e revistas disputa espaço com o conteúdo da internet.
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VUNESP - Ass Prev (IPSM SJC)/IPSM SJC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2174599
686) Leia o texto para responder à questão.
 
Vocês, queridas leitoras e estimados leitores, apresentam sangue quente, como este articulista. Quem
registra ancestrais na Calábria ou Andaluzia costuma se orgulhar de ter o fluido vermelho alguns graus
acima da média. Talvez seja apenas lenda.
 
Nossos filhotes precisam ser amamentados. Em quantidades e locais distintos, temos pelos. Nosso
coração é dividido em quatro cavidades. Se você se lembra do Ensino Fundamental, algumas dessas
características nos classificam como mamíferos.
 
Somos também capazes de elaborar narrativas com nossos cérebros desenvolvidos. A chamada
Revolução Cognitiva foi fundamental para a ascensão da nossa espécie no planeta. Criamos códigos
morais como o interdito do assassinato de outro ser humano.
 
A identidade com os mamíferos é muito grande para você e para mim. Há mais gente criando cachorros
e gatos do que cobras ou lagartos. O carinho escasseia ainda mais se tratamos de insetos.
 
A Espanha aprovou lei que proíbe venda, em lojas, de animais de estimação. Você conhece alguma
norma jurídica, ou condenação moral, contra empresas que eliminam ratos?
 
Desratização é palavra consagrada e parece contar com certo apoio social. Um restaurante pode ser
multado se não exterminar ratos. Ratos perto das mesas espantam clientes. Permitir cachorros entre os
comensais é gesto simpático.
 
Ratos, cachorros e felinos são mamíferos de sangue quente, inteligentes, amamentam filhotes e estão
presentes em muitas casas.
 
Em 2012, em Cambridge, um grupo de cientistas lançou um documento que expunha: “O peso das
evidências indica que os humanos não são os únicos a possuírem os substratos neurológicos que geram
a consciência. Animais não humanos também possuem esses substratos”.
 
Temos evidências científicas de que muitos animais sofrem e possuem elevada consciência disso. O
relatório de Cambridge é sólido.
 
Os animais nunca deveriam sofrer. Vivemos dias em que temos de dizer isso de humanos também.
Apenas indiquei nossas ambiguidades, não para diminuir a proteção e a sensibilidade em relação a
alguns seres vivos, mas para ampliá-las. O casal se separa e pode levar a juízo a posse do cachorro. Os
ratos da casa dos divorciados? Eles (os camundongos) que lutem.
 
(Leandro Karnal. Disponível em https://cultura.estadao.com.br/ noticias/geral,a-dignidade-dos-
mamiferos,70004084877. Acesso em 19.06.2022. Adaptado)
 
A alternativa em que o trecho reescrito está de acordo com a norma-padrão de concordância verbal é:
a) Costuma se orgulhar de ter o fluido vermelho alguns graus acima da média aqueles que registram
ancestrais na Calábria ou Andaluzia.
b) Se você se lembra do Ensino Fundamental, uma parte dessas características nos classifica como
mamíferos.
c) Existem em nós a capacidade de elaborar narrativas com nossos cérebros desenvolvidos.
d) Apenas foi indicada nossas ambiguidades, não para diminuir a proteção e a sensibilidade dada a
alguns seres vivos...
e) Existe evidências científicas de que muitos animais sofrem e possuem elevada consciência disso.
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VUNESP - AFisc (Pref Sorocaba/Pref Sorocaba/2022
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2182852
687) 
688) 
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Como era a vida antes da internet?
 
Pamela Paul, uma norte-americana de 50 anos e editora-chefa da seção de livros do The New York
Times, acaba de publicar um livro para tentar entender o que nós perdemos com a internet. O livro fala
sobre sensações perdidas como a atenção que damos às coisas, sentimentos como o tédio, virtudes
como a paciência, ou ainda objetos que saíram do nosso cotidiano, como a enciclopédia, o telefone na
cozinha, o porta-cartões de visitas ou os cartões de aniversário.
 
O livro não foi escrito para lamentar um mundo que desapareceu. “Sou nostálgica, sentimental e
pessimista, mas também tenho consciência de que alguns desses desdobramentos são bons”, explica. A
intenção da autora é nos levar a fazer uma pausa para que nos perguntemos como chegamos aqui.
 
Sobre as férias, por exemplo, Paul diz: “Quando você saía de férias há 20 anos, ao voltar tinha algumas
cartas na caixa do correio, alguns recados na secretária eletrônica, no trabalho havia alguma coisa sobre
a mesa, e isso era tudo. Agora é como ter uma multidão esperando na porta, perguntando: “você viu
aquela mensagem?”, “você curte ou não essa foto?”. Você tem 36 notificações e muitas pessoas
querendo se conectar com você”, explica.
 
Em vez de ler o jornal no sábado de manhã, agora passamos a consultar uma rede social na qual
milhares de desconhecidos ou meio conhecidosgritam seus pensamentos. Paul acredita que nossos
corpos não se adaptaram às reações que o mundo de hoje nos pede. Por exemplo, quando você
descobre que alguém não muito próximo morreu, mas aí logo esquece: “Muitas vezes eu percebo que
esqueci completamente que o tio de tal pessoa tinha morrido porque aconteceu há seis horas e depois
disso 30 outras coisas ocorreram. É uma chicotada constante de atenção emocional. É esgotante.
 
Temos tantas reações emocionais porque há tanto a que reagir que é difícil a gente se recuperar no final
do dia”, afirma.
 
(Jordi Pérez Colomé. El País, 27 de novembro de 2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a frase do texto foi reescrita de acordo com a norma-padrão de
concordância verbal e nominal.
a) Antigamente haviam muitos objetos, como a “enciclopédia”, o “telefone na cozinha”, “o porta-
cartões de visitas” ou os “cartões de aniversário”, que hoje não existem mais.
b) O livro fala sobre sensações, sentimentos ou mesmo virtudes que, com o advento da internet, foi
perdido para sempre.
c) Sobre as férias, Pamela Paul afirma que ela ocorria sem que tivéssemos que responder a dezenas
de mensagens todo o tempo.
d) Hoje em dia, ouve-se milhares de desconhecidos ou meio conhecidos gritando seus pensamentos
nas redes sociais.
e) É uma coisa ruim quando você descobre que uma pessoa meio próxima morreu, mas aí logo
esquece.
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VUNESP - AgSP (Pres Prudente)/Pref Pres Prudente/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Fobias
 
As pessoas que defendem o pastoral e a volta ao primitivo nunca se lembram, nas suas defesas à vida
rústica, dos insetos. Sempre que ouço alguém descrever, extasiado, as delícias de um acampamento –
ah, dormir no chão, fazer fogo com gravetos e ir ao banheiro atrás do arbusto – me espanto um pouco
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2207492
689) 
mais com a variedade humana. Somos todos da mesma espécie, mas o que encanta uns horroriza
outros. Sou dos horrorizados com a privação deliberada. Muitas gerações contribuíram com seu sacrifício
e seu engenho para que eu não precisasse fazer mais nada atrás do arbusto. Me sentiria um ingrato
fazendo. E a verdade é que, mesmo para quem não tem os meus preconceitos, as delícias do primitivo
nunca são exatamente como as descrevem. Aquela legendária casa à beira de uma praia escondida onde
a civilização ainda não chegou, ou chegou mas foi corrida pelo vento, e onde tudo é bom e puro, não
existe. E, se existe, nunca é bem assim.
 
– Um paraíso! Não há nem um armazém por perto.
 
(Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se Ler na Escola. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que se atende à norma-padrão de concordância.
a) O sacrifício e o engenho de muitas gerações contribuiu para que as pessoas não precisem fazer
mais nada atrás do arbusto.
b) É comum que muitas pessoas se sintam bem com a volta ao primitivo, embora nunca se lembrem
dos insetos existentes.
c) As pessoas que não tem os mesmos preconceitos do narrador com a vida rústica pode descrever
com falhas as delicias dela.
d) A variedade humana mostra que as delícias de um acampamento encanta muitas pessoas e
horroriza outras.
e) Fazer fogos com gravetos espantam algumas pessoas, defensoras das gerações que contribuíram
com seus sacrifícios.
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VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Mais um massacre
 
No sábado (14.05), um jovem de 18 anos dirigiu seu carro por cerca de 300 km até um supermercado
localizado em Buffalo, no estado americano de Nova York. Com um rifle semiautomático nas mãos, abriu
fogo contra pessoas que estavam dentro e fora do estabelecimento, matando dez e ferindo três.
 
Embora as motivações do massacre ainda estejam sob investigação, suspeita-se que Payton Gendron
tenha sido estimulado, em seu ato insano e abominável, por teorias racistas conspiratórias que têm
deixado as franjas do extremismo para ganhar cada vez mais adeptos nos Estados Unidos.
 
Se o ominoso extremismo de direita aparece como provável motivação do atentado em Buffalo, é o
acesso praticamente irrestrito a armas, inclusive às de uso militar, que torna morticínios do tipo tão
comuns nos EUA. O tiroteio de sábado foi o 198o, somente neste ano, no qual ao menos quatro pessoas
foram mortas ou feridas, segundo a ONG Gun Violence Archive.
 
O fato de Gendron ter sido submetido a uma avaliação mental há pouco menos de um ano, em razão de
uma ameaça de ataque suicida feita quando era estudante, e ainda assim conseguir comprar legalmente
um rifle de altíssima letalidade, exemplifica bem a permissividade da legislação do país.
 
Calcula-se que existam em solo americano cerca de 120 armas para cada 100 habitantes, fazendo dos
EUA, de longe, o líder mundial em número per capita.
 
Apesar do firme compromisso do presidente Joe Biden com a reforma das leis sobre o tema, as principais
iniciativas para tornar mais restrito o acesso acabam barradas num Congresso em que o lobby
armamentista tem grande peso.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 17.05.2022. Adaptado)
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690) 
691) 
 
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal.
a) Faziam poucos meses que Gendron havia sido submetido a uma avaliação mental e, ainda assim,
ele comprou legalmente uma arma.
b) No massacre praticado por um jovem de 18 anos, ocorrido no supermercado localizado em
Buffalo, morreu dez pessoas e três ficaram feridas.
c) Ainda se investiga as motivações do massacre, mas suspeita-se que Payton Gendron tenha sido
estimulado por teorias racistas conspiratórias.
d) Embora haja o compromisso do presidente com a reforma das leis, existem iniciativas para coibir o
acesso às armas que acabam barradas no Congresso.
e) Somente em 2022, aconteceu, segundo a ONG Gun Violence Archive, 198 massacres nos EUA,
com ao menos quatro pessoas mortas ou feridas.
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VUNESP - ACom (C Limpo Pta)/CM Campo Limpo Pta/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Considere o trecho adaptado de trabalho apresentado no VII Congresso Brasileiro de Geógrafos.
 
O objetivo deste trabalho é procurar entender se, na contemporaneidade, a feira livre de cidades
interioranas do Nordeste brasileiro se em uma expressão da cultura popular e, como tal,
representa um espaço de resistência ou de subalternidade à ideologia dominante. A hipótese levantada é
a de que as feiras livres das cidades interioranas são espaços dinâmicos que se modificado
ao longo do tempo e tanto as relações de dominação e subalternidade como as relações de
resistência, as contradições e conflitos de uma sociedade de classes. Para a realização do
estudo, como recorte espacial empírico a feira livre do município de Guarabira, situado na
Mesorregião do Agreste Paraibano.
 
(http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404426677_ ARQUIVO_
FEIRALIVREECULTURAPOPULARESPACODE RESISTENCIAOUDESUBALTERNIDADE.pdf. Adaptado) 
 
Atendendo à norma-padrão de concordância verbal, as lacunas desse trecho devem ser preenchidas,
respectivamente, por:
a) constitui ... tem ... reflete ... tomou-se
b) constitui ... tem ... refletem ... tomaram-se
c) constitui ... têm ... refletem ... tomou-se
d) constituem ... têm ... reflete ... tomou-se
e) constituem ... tem ... refletem ... tomaram-se
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VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar.
 
Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome,
enquanto a seca durasse.
 
Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha...
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2327596
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332418692) 
Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher
o plano de partida.
 
Ela ouvia chorando, enxugando, na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas.
 
Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes
enriquecidos no Norte.
 
A voz lenta e cansada vibrava, erguia-se, parecia outra, abarcando projetos e ambições. E a imaginação
esperançosa aplanava as estradas difíceis, esquecia saudades, fome e angústias, penetrava na sombra
verde do Amazonas, vencia a natureza bruta, dominava as feras e as visagens, fazia dele rico e vencedor.
 
Cordulina ouvia, e abria o coração àquela esperança; mas correndo os olhos pelas paredes de taipa, pelo
canto onde na redinha remendada o filho pequenino dormia, novamente sentiu um aperto de saudade, e
lastimou-se:
 
— Mas, Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha! Onde é que a gente vai viver, por esse
mundão de meu Deus?
 
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
 
Assinale a alternativa em que o enunciado está em conformidade com a norma-padrão de concordância
nominal.
a) A mau iluminação da camarinha fechada do casal acontecia por causa da lamparina moribunda
que estava sendo usada.
b) Era de taipa a casa de Chico Bento, portanto vedada com barro, sem o uso do cimento e do cal,
como nas casas da cidade.
c) Ao saber dos planos de Chico Bento, Cordulina sentiu um aperto de saudade e teve muita dó de
deixar sua barraquinha.
d) Os ouvidos e o coração de Cordulina estavam abertos às palavras do marido, mas os olhos dela
estavam ligados à casa singela.
e) Talvez, ao ouvir Chico Bento falar do Amazonas, Cordulina também se visse lá na mesma
condição, rico e vencedor.
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VUNESP - IAl (Pref Bebedouro)/Pref Bebedouro/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
Redes sem lei
 
A esta altura estão mapeados os dissabores trazidos pelas redes sociais ao cotidiano social e político das
nações. Se a dominância dessas plataformas digitais impulsionou e adensou as interações entre as
pessoas em escala planetária, de outro lado acarretou oligopolização, manipulação dos fatos, fraudes e
assédio também em profusão.
 
Testemunha e vítima dessa faceta ameaçadora das mídias sociais, perseguida pelo governo autoritário de
Rodrigo Duterte nas Filipinas, a jornalista Maria Ressa, Nobel da Paz de 2021, descreveu-as em
entrevista à Folha como “uma bomba atômica que explodiu em nosso ecossistema de informação”.
 
O mecanismo de reiterações labirínticas empregado pelos algoritmos, ao premiar os discursos ofensivos e
as elucubrações fantásticas e mentirosas, estaria minando as bases da própria democracia, como os
sistemas de pesos e contrapesos, de acordo com Ressa.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332441
693) 
694) 
Ilegalidades que não se praticavam na mesma extensão e profundidade antes da hegemonia das redes
sociais tornaram-se lugar-comum. As autoridades incumbidas de fazer cumprir a lei onde quer que seja
ainda comem poeira quando se trata dessas plataformas.
 
Corresponsabilizá-las pelos crimes cometidos por meio dos seus serviços é providência básica para limpar
o terreno bárbaro. Também é elementar evitar que seu enorme poderio de mercado seja usado para
esterilizar a competição, pela qual poderão florescer opções de melhor qualidade informativa.
 
Não há dúvida de que o combate ao turbilhão de falsificações oportunistas que jorra nas redes passa
pelo exercício do jornalismo profissional, que questiona os poderosos com base na apuração e na
publicação de fatos objetivamente verificáveis e se exerce em praça pública, não nos escaninhos
ensimesmados das aldeias digitais.
 
A sociedade aos poucos vai percebendo que não se substitui jornalista por influencer sem dano ao
patrimônio comum da civilização.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 25.06.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão quanto à concordância verbal.
a) Cabe às autoridades governamentais as ações que visem combater o turbilhão de falsificações
oportunistas.
b) Para que haja opções de melhor qualidade informativa é elementar evitar o poderio de mercado
das plataformas digitais.
c) Oligopolização, manipulação dos fatos, fraudes e assédio também em profusão decorre da
dominância das redes sociais.
d) Intensificou-se ilegalidades que não eram praticadas na mesma extensão e profundidade antes da
hegemonia das redes sociais.
e) As plataformas digitais dispõe de enorme poderio de mercado e isso pode ser utilizado para
esterilizar a competição.
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VUNESP - Prof (Bebedouro)/Pref Bebedouro/Educação Infantil I - 0 a 3 anos/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Para responder à questão, considere os trechos retirados de O Estado de S.Paulo, de 02 de
setembro de 2022, alterados.
 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão.
a) Atriz [...] conta que, se houvessem redes sociais para se defender em sua época, “teria
denunciado muito”.
b) As mulheres tem de denunciar qualquer tipo de violência.
c) As autoridades do Irã se preocupa há anos com a possibilidade de...
d) Disputa entre mulheres marca comédia com tabu e final inesperado.
e) De uma visita[...] ao zoológico[...] não falta espaços educativos e divertidos para levar a garotada.
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VUNESP - Ag (CM Olímpia)/CM Olímpia/Legislativo/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Nossa má educação cria um abismo entre os brasileiros e as profissões do futuro
 
De tempos em tempos, vemos estudos e listas sobre as chamadas “profissões do futuro”. Elas nos
enchem os olhos, com atividades incríveis e inspiradoras. Infelizmente a maior parte das pessoas jamais
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2332528
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342348
695) 
exercerá qualquer uma dessas carreiras, pois não tem elementos básicos em sua formação para
desempenhar suas tarefas. Nosso sistema de ensino e nossa cultura não são organizados para oferecer a
crianças, jovens e adultos as habilidades necessárias para isso.
 
Para as profissões que debutam com grande pompa e muitas novidades, naturalmente não existe
formação específica. A escola precisa de um tempo para a criação de cursos, e isso só acontece depois
que um novo ofício está consolidado. Portanto, se se almeja qualquer um desses incríveis trabalhos, a
habilidade mais desejada é o amor pelo aprendizado. Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos
cursos específicos, para combinar seus conteúdos e construir o arcabouço intelectual necessário.
 
As “profissões do futuro” são tão incríveis porque elas saem do óbvio. Desafiam os indivíduos a pensar e
a fazer diferentemente o que já existe ou criar algo completamente novo, que trará um grande benefício
à sociedade.
 
A digitalização já afetou todas as profissões e esse é um movimento que cresce exponencialmente. Não
há como resistir à mudança. Pelo contrário, qualquer que seja a área do ofício, o domínio de habilidades
normalmente associadas às Exatas, como raciocínio lógico, análise de dados, entendimento de sistemas
ou estatística ficam mais e mais importantes. Da mesma forma, habilidade de Humanas, como
comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e empatia também se tornam essenciais para
trabalhadores de todas as áreas, e não apenas nas Humanidades.
 
Portanto as profissões que nascem são mais analíticas e inovadoras, e as que morrem são as mais
operacionais e repetitivas. É por isso que nossas escolas precisam formar profissionais para o primeiro
grupo, e não para o segundo. A discussão do futuro do trabalho deve passar necessariamente pela do
futuro da educação.
 
(Paulo Silvestre. https://brasil.estadao.com.br/. 01.02.2021. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a redação está em conformidade com a norma-padrão de concordância
verbal e nominalda língua portuguesa.
a) Dão-se o nome de “profissões do futuro” àquelas que envolvem análise de dados e pensamento
crítico.
b) Ainda muito aquém do ideal, a educação brasileira passa por lenta transformação em face dos
novos desafios.
c) Necessária ao novo mundo do trabalho, habilidades como capacidade analítica são pouco
trabalhadas na escola.
d) A consolidação de novos campos de atividades demandam a criação de cursos atualizados pelas
universidades.
e) Fundamental para algumas profissões, raciocínio lógico e pensamento crítico são essenciais
também à aprendizagem.
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VUNESP - GCM (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Masculino e Feminino/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa que está de acordo com a norma- -padrão no que se refere à concordância
verbal.
a) A degradação das florestas influenciam as condições climáticas do planeta.
b) A manutenção da diversidade da fauna e da flora devem ser defendidas.
c) Existe diferentes formas de viver e ocupar os espa ços do planeta.
d) Reconhecem-se nos dias atuais a importância das florestas existentes.
e) Sempre haverá pessoas incapazes de agir com responsabilidade ambiental.
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696) 
697) 
698) 
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VUNESP - AHM (DAE Bauru)/DAE Bauru/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa em que a frase está de acordo com a norma-padrão de concordância.
a) Fazem séculos que Leonardo Da Vinci produziu suas anotações e, mesmo assim, muitas das
páginas puderam ser recuperadas.
b) Foi feito uma análise das páginas escritas por Leonardo, o que nos permitiu conhecer um pouco
mais da vida do inventor.
c) São muito interessantes o modo como Leonardo trabalhava em suas pesquisas e em seus
quadros.
d) Dezenas de desenhos e estudos de anatomia foram encontrados nos álbuns reunidos pelos
sucessores de Da Vinci.
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VUNESP - Ate (DAE Bauru)/DAE Bauru/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Inteligência artificial pode tornar-se autoconsciente?
 
Blake Lemoine, o engenheiro da Google que acreditou que um robô da empresa se tornara consciente,
viajou na maionese. Nós claramente ainda não temos tecnologia para fabricar máquinas autoconscientes.
 
O robô com o qual Lemoine interagiu para chegar à sua precipitada conclusão é uma inteligência artificial
que mergulha em trilhões de páginas de conversas humanas e, a partir dessa formidável amostra, tenta
produzir diálogos convincentes. É imitação e não pensamento reflexivo. Lemoine, porém, levanta uma
questão interessantíssima. Um dia veremos inteligências artificiais com consciência?
 
(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 18.06.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a frase escrita a partir do texto atende à norma-padrão de concordância
verbal e nominal.
a) É ilusório a afirmação do engenheiro da Google sobre um robô se tornar consciente.
b) Ainda não há tecnologia suficientemente desenvolvida para produzir máquinas inteligentes.
c) Especialistas avaliam que existe riscos em investir na produção de máquinas inteligentes.
d) O desenvolvimento de inteligências artificiais suscitam questões de ordem moral e filosófica.
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VUNESP - Bibl (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão.
 
O chato
 
Outro dia conversava com uma senhora que me falava sobre seu filho de 25 anos. Ela me disse que o
filho adora ler. Que lê poesia desde menino. Que conhece a obra e a biografia de grande parte dos
escritores gaúchos. Que não errou uma única questão na prova de literatura, quando fez vestibular. Que
não consegue pegar no sono sem antes ler ao menos algumas linhas. E aí ela me alertou: “Mas não é
chato!”.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348003
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2348200
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2353406
699) 
E continuou justificando: disse que o filho adorava sair à noite, escutava rock, viajava bastante e tinha a
cabeça super boa. Não era chato. Tive que rir. Por que ele seria?
 
A gente se apega aos estereótipos e não repara no quanto eles podem ser equivocados. Coloque um
livro na mão de um rapaz e logo o imaginamos dentro de uma camisa trancafiada até o último botão,
óculos fundo de garrafa e o ombro meio curvado. Provavelmente é antissocial, só escuta música barroca
e vive citando Platão. Não parece mesmo muito divertido.
 
Quem é viciado em leitura também pode gostar muito de fazer musculação, ouvir U2, viajar, saltar de
paraquedas, trabalhar com fotografia, todas essas coisas empolgantes que parece que só os não chatos
têm acesso.
 
O pecado do chato é a oratória. Ele fala muito. Fala sobre assuntos que não nos interessam em nada. Ou
até nos interessam, mas não naquela hora. O chato não tem timing*.
 
Uma pessoa pode adorar culinária e ser extremamente agradável ao falar dos pratos exóticos que
experimentou em Cingapura, mas vai ser um chato se ficar dissertando sobre as propriedades malignas
de um hambúrguer. E uma pessoa pode detestar ler e ainda assim ser extremamente agradável
dançando, conversando sobre informática, contando suas experiências com a yoga.
 
Livro nos dá conhecimento, uma visão mais aberta da vida e nos ensina a escrever melhor. Não nos torna
chatos nem nos salva de sê-los.
 
(Martha Medeiros. Montanha russa: crônicas – Porto Alegre, RS: L&PM, 2016. Excerto adaptado)
 
*Timing: habilidade para fazer certas coisas, para adotar determinadas medidas, no momento mais adequado ou
oportuno.
 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal da frase escrita a partir do texto está de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Parcela significativa dos escritores gaúchos era bastante apreciados pelo jovem leitor.
b) A senhora mostrava-se orgulhosa da relação do filho com as obras literárias brasileiras.
c) O gosto pela leitura não é por si só razão para que se considere uma pessoa chato.
d) Jovens habituados a citar filósofos como Platão não são necessariamente desagradável.
e) Mesmo devotado à leitura, alguns jovens entregam- se também a outras atividades.
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VUNESP - ASa (Guaratinguetá)/Pref Guaratinguetá/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão.
 
Árvores clonadas em Brumadinho
 
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para
recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos
maiores desastres ambientais do País.
 
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por
cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
 
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelo minério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo
árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison
Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2361032
700) 
crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez
anos para florescer, florescem em um ano.”
 
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado
depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores
e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”,
explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”.
Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
 
Atéo momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de
aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente
atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
 
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras
áreas destruídas em diferentes biomas.
 
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-
raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa correta, quanto à norma-padrão de concordância verbal.
a) Na área em torno da barragem, existia espécies que poderiam desaparecer, como o jacarandá e o
ipê.
b) Os estudiosos colhem os exemplares que, atingidos pelo minério, não sobreviveria por muito
tempo.
c) No espaço equivalente a 27 campos de futebol, hoje se desenvolvem aproximadamente 70 mil
mudas.
d) A tecnologia e o controle do processo está a cargo de pesquisadores da Universidade de Viçosa.
e) Para que floresçam rapidamente, as plantas selecionadas depende de reguladores de crescimento.
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VUNESP - Fisc (F.co Morato)/Pref F.co Morato/Meio Ambiente/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia um trecho do conto “Jantar em família”, de Marçal Aquino, para responder à questão.
 
Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para
a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
 
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me
trazer num lugar desses de vez em quando.”.
 
“Você não vai começar, né, Helô?”
 
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente
nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas
fuleiras lá do bairro.”
 
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
 
“Boa noite. Mesa para dois?”
 
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a
cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2366006
701) 
702) 
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais
conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
 
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
 
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
 
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos
penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela
ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
 
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à
moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
 
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
 
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
 
Assinale a alternativa que está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
a) Quando viu os novos clientes, o funcionário do restaurante abriu a porta para que entrasse.
b) André esperava que as reclamações da esposa não começasse naquele momento.
c) Ouviam-se melodias vindas de um piano que pairavam suavemente no ar.
d) No restaurante, existia velas sobre as mesas, o que tornava o local romântico.
e) O irmão e a cunhada, que estavam sentados à mesa, já havia sido apresentados à Cibele.
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VUNESP - Aux Nec (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Foi redigida de acordo com a norma-padrão de concordância e regência a alternativa
a) O perigo das redes sociais estão ligados ao vício que cria nas pessoas, interferindo a outras áreas
da vida.
b) O sistema de rolagem infinita é operada por algoritmos, criados perante competentes cientistas da
computação.
c) As novas tecnologias são aclamadas por alguns entusiastas, que preferem ficar atualizados a se
afastarem das novidades.
d) Há muitas situações em que uma geração não entendem a outra, tachando-a injustamente em
“geração perdida”.
e) Postar conteúdos engraçados na internet viraram uma febre, já que há um público que aprecia
com esse tipo de conteúdo.
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VUNESP - Aux Per (PC RR)/PC RR/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto, para responder a questão.
 
Gargalos do ensino
 
Aquele que triunfar na eleição para o governo do estado de São Paulo terá desafios consideráveis a
enfrentar no campo da educação, parte deles agravados pela pandemia.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2430803
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2431035
703) 
A questão mais urgente é recuperar o aprendizado perdido no período em que as escolas ficaram
fechadas. Como mostrou o último Saresp (sistema de avaliação do rendimento), os estudantes dos 5º e
9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio da rede estadual apresentaram retrocesso
em língua portuguesa e matemática.
 
Os dados mais preocupantes vieram dos concluintes do ensino médio, cujas notas nas duas disciplinas
foram as menores desde que o exame foi implementado, em 2010.
 
Outra questão concernente à última etapa da educação básica diz respeito à implementação de seu novo
modelo, que aumenta a carga horária e permite ao aluno escolher parte das disciplinas. Colocada em
prática neste ano, a reforma vem conhecendo algumas dificuldades em São Paulo.
 
No primeiro bimestre, por exemplo, cerca de um quinto das aulas dos itinerários formativos (que
complementam o currículo comum) do segundo ano do ensino médio da rede estadual não tinham sido
atribuídas a nenhum professor – usaram-se aulas gravadas.
 
Por fim, é fundamental seguir ampliando o número de escolas em tempo integral. Estas, que em 2019
eram 364, hoje somam 2.050, abarcando 24% dos alunos.
 
Contudo, à diferença do modelo implementado em Pernambuco, que se tornou um paradigma, o sistema
paulista não ampliou, no tempo extra, a carga básica de português e matemática, que permanece a
mesma das escolas regulares.
 
Ao menos quanto a esse tópico, os programas de governo dos principais candidatos ao Bandeirantes*
não parecem à altura do tema. Se todos se mostram favoráveis à expansão do ensino integral, os planos
apresentados soam genéricos e superficiais.
 
Espera-se que, com o começo da campanha, tais ideias venham a ser aprimoradas e resultem em
propostas que, de fato, possam contribuir para o ensino público.
 
(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/08/gargalos-do-ensino.shtml. 22.08.2022. Adaptado)
 
* Bandeirantes: Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo.
 
Assinale a alternativa em que a reescrita da frase do 5o parágrafo “... usaram-se aulas gravadas.” está
em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
a) ... foram usada aulas gravadas.
b) ... foram usadas aulas gravadas.
c) ... foi usado aulas gravadas.
d) ... foram usado aulas gravadas.
e) ... foram feito uso de aulas gravadas.
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VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia os quadrinhos para responder à questão.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507335
704) 
705) 
(https://www.uol.com.br/splash. Adaptado)
 
O enunciado que atende à norma-padrão de concordância nominal é:
a) Será que Horácio está triste porque acha que a floresta pode ser meia perigosa?
b) Será que a acusação e o convite que foram feitas a Horácio foram justas com ele?
c) Será que a aldeia era um lugarcom menas possibilidades de risco a Horácio?
d) Será que a tristeza e a solidão imensas podem acabar com a simpatia de Horácio?
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VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia a tira para responder à questão.
 
(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 28.10.2021. Adaptado)
 
A concordância verbal e o emprego de pronomes estão de acordo com a norma-padrão em:
a) Hoje são 9 de janeiro. Vou encontrar o Klaus, pois faz tempo que não vejo ele.
b) Hoje é 9 de janeiro. Vou encontrar o Klaus, pois faz tempo que não lhe vejo.
c) Hoje são 9 de janeiro. Vou encontrar o Klaus, pois faz tempo que não o vejo.
d) Hoje é 9 de janeiro. Vou encontrar o Klaus, pois faz tempo que não te vejo.
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VUNESP - Sarg (PM SP)/PM SP/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia a tira.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507361
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2507370
706) 
(M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 30.10.2021)
 
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do 2o e do 3o quadrinhos devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) Chama-se ... ver
b) Se chama ... vê
c) Se chama ... verá
d) Chama-se ... vir
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VUNESP - Ag (Pref Pinda)/Pref Pindamonhangaba/Comunitário de Saúde/2022
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Texto
 
Como o mundo funciona
 
“How the World Really Works” (Como o mundo realmente funciona, em tradução livre), de Vaclav Smil,
pode ser descrito como um destruidor de mitos. Valendo-se da boa e velha aritmética e de valiosos
esclarecimentos sobre como suprimos nossas necessidades básicas, o autor traça um panorama realista
dos desafios que temos pela frente.
 
Mudança climática, poluição e superexploração de recursos naturais são problemas graves, que cobram
ações de todos nós, mas é precipitado afirmar que o fim do planeta ou da civilização esteja próximo. Não
há risco, por exemplo, de o oxigênio da Terra acabar, como já foi sugerido. Já água e comida são uma
preocupação, mas não em relação à produção e sim à distribuição. Temos esses dois recursos em
quantidades suficientes, mas os gerenciamos muito mal. Um terço dos alimentos produzidos estraga sem
ser consumido.
 
O aquecimento global é uma realidade e vai ser difícil limitá-lo aos 2 ºC. O problema é que somos uma
civilização de combustíveis fósseis e livrar-nos deles é uma tarefa de séculos, não de anos nem de
décadas. Nós provavelmente avançaremos de forma rápida para tecnologias sustentáveis na produção de
eletricidade e transportes, mas isso é só parte da conta.
 
Os fertilizantes, indispensáveis para alimentar os 8 bilhões de humanos que habitam o planeta, e aço,
cimento e plásticos, que dão a base material para nossa civilização, encapsulam enormes quantidades de
carbono. E, se quisermos ser minimamente justos, isto é, estender aos bilhões de terrestres que ainda
vivem na pobreza níveis de conforto semelhantes aos experimentados pelos habitantes de países ricos,
então precisaremos produzir muito mais. Ao contrário da eletricidade, não há à vista nenhuma tecnologia
sustentável para substituí-los.
 
E, como lembra Smil, contrapondo-se aos defensores de soluções mirabolantes, é da Terra que
precisamos cuidar; nenhuma das pessoas que está lendo estas linhas vai se mudar para Marte.
 
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. 11.06.2022. Adaptado)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2533842
707) 
708) 
Assinale a alternativa em que a concordância das palavras está em conformidade com a norma-padrão
da língua.
a) O autor é bastante realista em relação aos desafios que serão enfrentado por nós no futuro.
b) Há, contudo, diversas mudanças no planeta que ainda precisam ser melhor esclarecidos.
c) Apesar da situação de desabastecimento, parte dos alimentos produzidos ainda é descartada.
d) Já fazem décadas que a civilização se tornou profundamente dependente dos combustíveis
fósseis.
e) O uso de fertilizantes continua sendo essenciais para se garantir a alimentação da gigantesca
população.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão abaixo.
Amor é para gastar
 
Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para
gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.
 
Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho
dramático, de quem sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.
 
Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito,
desbocadamente. Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.
 
Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela,
não admite suaves prestações. Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco.
Amor é hoje, aqui, agora... Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.
 
(Xico Sá, “Amor é para gastar”. Em: http://www.itatiaia.com.br)
De acordo com a norma-padrão, a reescrita de informações do texto está correta quanto à concordância
verbal em:
a) Existe sentimentos, como o amor, que são escândalos e que não se abafa.
b) Tristes daqueles que sente e esconde, que sente e fica no joguinho dramático.
c) Acontece que, quando há suaves prestações, o amor está sendo poupado.
d) Joguinhos dramáticos expõe o perfil daquela pessoa que sente e esconde.
e) Quando se usa sete chaves para guardar o amor, ele vai da boca para fora.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2021
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A inflação brasileira está fora do jogo. Para começar, a última projeção do mercado, de 7,11% em
2021, supera de longe a meta (3,75%) e até o limite de tolerância (5,25%) pelo Conselho
Monetário Nacional. Em segundo lugar, a alta de preços no mercado para o próximo ano,
de 3,93%, está bem acima do centro da meta (3,50%). Se as previsões estiverem , os
preços continuarão subindo rapidamente, enquanto o crescimento econômico será igual ou até inferior a
2% – abaixo do medíocre, portanto.
 
(https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766503
http://www.itatiaia.com.br/
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766518
https://opiniao.estadao.com.br/
709) 
710) 
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente,
com:
a) fixada ... estimados ... certo
b) fixado ... estimadas ... certas
c) fixados ... estimada ... certas
d) fixadas ... estimado ... certo
e) fixado ... estimados ... certa
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VUNESP - Tec (Pref M Cruzes)/Pref Mogi Cruzes/Agrimensor/2021
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder a questão.
 
Qual foi o império mais poderoso da Antiguidade?
 
Sem dúvidas, o Império Romano é o mais famoso da História. Sua estrutura militar e administrativa
possibilitou não apenas que ele fosse um dos impérios mais expansivos do mundo, mas também o fez o
mais duradouro, sobrevivendo incríveis 10 séculos.
 
“À medida que Roma expandia sua influência sobre cada vez mais áreas, suas instituições políticas se
mostraram resilientes e adaptáveis, permitindo incorporar populações diversas. Embora o sistema de
votação possa parecer uma estratégia deliberada para capacitar os ricos, na verdade era um reflexo da
estrutura militar romana”, explica Steven Schroeder no artigo “The Roman Republic”, para a plataforma
Khan Academy.
 
“Roma se tornou o estado mais poderoso do mundo no primeiro século a.C. por meio de uma
combinação de podermilitar, flexibilidade política, expansão econômica e mais do que um pouco de boa
sorte. Essa expansão mudou o mundo mediterrâneo e também a própria Roma”.
 
Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa. No entanto, ela não foi a capital com maior poder na
Antiguidade, podendo ser considerada apenas a cidade-estado que mais influenciou o Ocidente.
 
(https://aventurasnahistoria.uol.com.br. Adaptado)
 
Assinale a alternativa correta quanto à concordância e à flexão do substantivo, de acordo com a norma-
padrão.
a) Houveram cidades-estado que influenciaram o Ocidente, no entanto nenhuma viveu o prestígio
igual ao de Roma.
b) Muitas cidade-estados influenciou o Ocidente, todavia nenhuma alcançou o prestígio de Roma
nesse campo.
c) Conheceu-se cidade-estado que influenciaram o Ocidente, no entanto nenhuma teve o prestígio
que Roma alcançou.
d) Existiram cidades-estados que influenciaram o Ocidente, mas nenhuma atingiu o prestígio
alcançado por Roma.
e) Sabem-se de cidades-estados que influenciou o Ocidente, mas nenhuma se consagrou com o
prestígio alcançado por Roma.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2126994
VUNESP - Prof S (Piracicaba)/Pref Piracicaba/Educação Ensino Fundamental/2021
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Estorvo escolar
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2118879
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2126994
711) 
 
A interrupção das aulas presenciais por quase um ano já se firmou como uma das consequências mais
deletérias da pandemia. Milhões de estudantes, sobretudo os das camadas mais pobres, sofrem um
verdadeiro trauma em sua formação ao ficarem por meses sem estudar ou serem submetidos a aulas a
distância improvisadas.
 
Diante disso, como já se defendeu diversas vezes neste espaço, a reabertura das escolas deve ser uma
prioridade de estados e municípios – algo que vem ocorrendo, é verdade, embora de forma mais tímida e
paulatina que o desejável.
 
Entretanto o recrudescimento ora observado da Covid-19, somado ao fato de ainda não haver vacina
disponível, traz o risco de interrupção ou retrocesso desse movimento, o que não permite descartar a
necessidade do ensino não presencial nos próximos meses.
 
Foi o que ocorreu, por exemplo, em partes dos EUA e da Europa, onde autoridades se viram obrigadas a
novamente cerrar escolas em meio à recente onda de contaminações.
 
No Brasil, instituições como a Unicamp postergaram a volta às aulas como medida de precaução.
 
Nesse contexto, a resolução do Conselho Nacional de Educação estendeu a possibilidade de aulas
remotas, a expirar no final deste ano, até o fim de 2021. O texto foi aprovado por unanimidade, incluindo
a anuência das entidades que representam as secretarias estaduais e municipais.
 
A resolução, válida para os ensinos básico e superior, seja da rede pública ou privada, visa a permitir,
caso necessário, que atividades a distância sejam computadas no próximo ano como carga horária, a
exemplo do que ocorre hoje.
 
Busca-se, por essa via, possibilitar a convivência entre o ensino presencial e não presencial, inclusive em
processos de recuperação escolar, de maneira a atender às diferentes demandas e dificuldades de um
sistema educacional fortemente heterogêneo.
 
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.11.2020. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão.
a) Devem conviver o ensino presencial e o não presencial, inclusive em processos de recuperação
escolar, para atender às diferentes demandas.
b) Existe milhões de estudantes que sofrem um verdadeiro trauma em sua formação ao ficarem por
meses sem estudar.
c) O recrudescimento da Covid-19 e a indisponibilidade da vacina no Brasil traz o risco de interrupção
da reabertura das escolas.
d) Em partes dos EUA e da Europa, houveram escolas cerradas pelas autoridades em meio à recente
onda de contaminações pela Covid-19.
e) Foi interrompido, por quase um ano, as aulas presenciais, e isso já se firmou como uma das
consequências mais deletérias da pandemia.
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VUNESP - CVU (Pref GRU)/Pref GRU/2021
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Enfrentamento ao racismo une trajetórias de pensadores do Brasil e dos EUA
 
Com formação histórica marcada pelo sequestro e tráfico de pessoas africanas e um longo processo de
escravidão, Brasil e Estados Unidos possuem sociedades estruturadas pelo racismo. Nem sempre as
expressões da discriminação racial são semelhantes em ambos os países, mas as formas de superação
por vezes são convergentes.
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712) 
 
Um livro lançado na última semana lança luz sobre esses processos de estruturação do racismo e
tentativas de superações nestas nações, por meio da trajetória de dois intelectuais negros que tiveram a
relevância intelectual e ativista apagada ao longo da história. Em Travessias no Atlântico Negro: reflexões
sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino, a autora Sabrina Gledhill apresenta as táticas destas
duas figuras emblemáticas no combate antirracista na virada do século XIX.
 
Nascido em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano, em 1851, Manuel Querino foi um
abolicionista, jornalista, líder operário, político, pintor e professor de desenho industrial. Ele é
considerado o fundador da história da arte baiana e dos estudos da culinária popular da Bahia. Booker T.
Washington, nascido escravo na Virginia (EUA), em 1856, após a alforria, trabalhou como zelador para
custear seus estudos no Instituto Hampton, depois fundou o Instituto Normal e Industrial Tuskegee.
Washington se dedicou aos ex-escravizados que enfrentavam o grande desafio do analfabetismo, já que
as leis escravistas os proibiam de ler ou escrever. Como foco comum, os dois apostaram na educação e
na divulgação de imagens positivas de pessoas negras.
 
Para a autora, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a visão dominante sobre o negro no século XIX
e no início do século XX era de uma massa de escravos ou recém-libertos, marginalizada, analfabeta e
avessa ao trabalho. A existência de intelectuais, artistas e cientistas negros neste período nega este
estereótipo. Por isso, Manuel R. Querino e Booker T.
 
Washington ajudaram a divulgar biografias de pessoas negras.
 
Eles tinham consciência da importância de se contar essas histórias para quebrar estereótipos.
 
(André Santana, Uol, 07 de novembro de 2020. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que está de acordo com a norma- -padrão de concordância verbal.
a) Ler ou escrever eram proibidos por leis escravagistas, que era combatido por Booker T.
Washington.
b) Para Manuel R. Querino e Booker T. Washington, não bastavam escrever biografias de pessoas
negras, era preciso divulgá-las.
c) Havia intelectuais, artistas e cientistas negros neste período que negavam este estereótipo.
d) Na tentativa de combater o racismo, imagens positivas sobre a população negra era divulgada
pelos dois intelectuais.
e) O livro de Gledhill, lançado na semana passada, tratam de tentativas de superações do racismo no
Brasil e nos Estados Unidos.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo
masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em
uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a
Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e
assim dei à voz de Deus a frase:
 
– Ó universo, eu sou-te,
 
em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603096
713) 
Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de
que certa senhora tinhaum tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e
justissimamente a lei fundamental da concordância.
 
A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.
 
A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.
 
(Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que, ao contrário da construção “aquela rapaz”, segue-se a lei fundamental da
concordância, de acordo com a norma-padrão.
a) Quando entraram na casa abandonada, uma cobra estava escondido ali. Assustaram-se, pois era
um bicho perigoso.
b) Quando o despacho chegou, a primeira coisa que o advogado fez foi conferir os documentos
anexos.
c) As crianças brincavam no jardim, colhendo flores colorida e presenteando-se num gesto
emocionante.
d) Era um dia ensolarado, e não se sabe como foi atropelado aquela mulher em uma avenida
tranquila.
e) Parece-me que este ano está chovendo muito, mas ainda assim há menas chuvas do que em anos
anteriores.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2018
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Ei-lo agora, adolescente recluso em seu quarto, diante de um livro que não lê. Todos os seus desejos de
estar longe erguem, entre ele e as páginas abertas, uma tela esverdeada que perturba as linhas. Ele está
sentado diante da janela, a porta fechada às costas. Página 48. Ele não tem coragem de contar as horas
passadas para chegar à essa quadragésima oitava página. O livro tem exatamente quatrocentas e
quarenta e seis. Pode-se dizer 500 páginas! Se ao menos tivesse uns diálogos, vai. Mas não! Páginas
completamente cheias de linhas apertadas entre margens minúsculas, negros parágrafos comprimidos
uns sobre os outros e, aqui e acolá, a caridade de um diálogo – um travessão, como um oásis, que indica
que um personagem fala à outro personagem. Mas o outro não responde. E segue-se um bloco de doze
páginas! Doze páginas de tinta preta! Falta de ar! Ufa, que falta de ar! Ele xinga. Muitas desculpas, mas
ele xinga. Página quarenta e oito... Se ao menos conseguisse lembrar do conteúdo dessas primeiras
quarenta e oito páginas!
 
(Daniel Pennac. Como um romance, 1993. Adaptado)
 
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal, de acordo com a norma-padrão.
a) O bloco de doze páginas provoca os xingamentos do adolescente, e logo são proferidas as
desculpas.
b) Ao encontrar um diálogo, o adolescente espera que hajam longas conversas entre as
personagens.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/603113
714) 
c) O adolescente está no quarto, sentado diante da janela. Passou as horas, e ele não tem coragem
de contá-las.
d) A página do livro cheia de linhas apertadas e negros parágrafos deixam o adolescente com falta
de ar.
e) O livro tem exatamente 486 páginas. É quase 500 páginas de leitura, e praticamente não existe
diálogos.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito –
ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se
conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido
um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam
insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa
para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo.
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados
Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas
e portas.
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas
graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos –
fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem
sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não
aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para
casa”, diz ele.
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o
exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco.
A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações
podem desviar nosso foco por até 20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga
ambiental e de design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a nova redação dada ao seguinte trecho do primeiro parágrafo apresenta
concordância de acordo com a norma-padrão:
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito.
a) O que muitos executivos fizeram, transferindo suas equipes para escritórios abertos, também foi
feito por Chris Nagele, faz cerca de quatro anos.
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715) 
b) Devem fazer uns quatro anos que Chris Nagele transferiu sua equipe para escritórios abertos, tais
como foi transferido por muitos executivos.
c) Muitos executivos já havia transferido suas equipes para o chamado escritório aberto, como feito
por Chris Nagele.
d) Faz exatamente quatro anos que Chris Nagele fez o que já tinham sido feitos por outros
executivos do setor.
e) Mais de um executivo já tinham transferido suas equipes para escritórios abertos, o que só
aconteceu com Chris Nagele fazem mais de quatro anos.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2017
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda, anda, anda e nunca chega a
Ipanema”. Se tomarmos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando “Ipanema”
como um símbolo, no entanto, como um exemplo de alívio, promessa de alegria em meio à vida dura da
cidade, a frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São Paulo é que você anda, anda, anda
e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros
perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes batidas e os Corcovados de concreto armado.
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe
concedam dois metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas abertas aos pedestres, nos fins
de semana: basta liberarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinadores, maracatus, big
bands, corredores evangélicos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barraquinhas
de yakissoba e barris de cerveja artesanal.
Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade porque, depois de cinco anos vivendo na
Granja Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria em volta de um lago,
desviando de patos e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou Minhocão e, durante
a semana, venho testando diferentes percursos. Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da
Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encostas do Sumaré, até que, na última terça, sem
querer, descobri um insuspeito parque noturno com bastante gente, quase nenhumcarro e propício a
todo tipo de atividades: o estacionamento do estádio do Pacaembu.
(Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toalha.
Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em: 13.04.2017.
Adaptado)
 
Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem –
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe
concedam dois metros quadrados de chão. – atendendo à norma-padrão de concordância.
a) Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitar em cima, caso lhes
deem dois metros quadrados de chão.
b) Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível que seja estendida, para que possam
deitar-se sobre ela, caso lhes sejam dados dois metros quadrados de chão.
c) A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de jogarem a toalha – acha preferível elas serem
estendidas e deitar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros de chão.
d) Mais de um paulistano não são de jogar a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitarem em
cima, caso se dê a eles dois metros de chão.
e) Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha – acha preferível estendê-la para que se deite
sobre elas, caso seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/278629
716) 
717) 
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto, para responder à questão.
Ser gentil é um ato de rebeldia. Você sai às ruas e insiste, briga, luta para se manter gentil. O motorista
quase te mata de susto buzinando e te xingando porque você usou a faixa de pedestres quando o sinal
estava fechado para ele. Você posta um pensamento gentil nas redes sociais apesar de ler dezenas de
comentários xenofóbicos, homofóbicos, irônicos e maldosos sobre tudo e todos. Inclusive você. Afinal,
você é obviamente um idiota gentil.
 
Há teorias evolucionistas que defendem que as sociedades com maior número de pessoas altruístas
sobreviveram por mais tempo por serem mais capazes de manter a coesão. Pesquisadores da atualidade
dizem, baseados em estudos, que gestos de gentileza liberam substâncias que proporcionam prazer e
felicidade.
 
Mas gentileza virou fraqueza. É preciso ser macho pacas para ser gentil nos dias de hoje. Só consigo
associar a aversão à gentileza à profunda necessidade de ser – ou parecer ser – invencível e bem-
sucedido. Nossas fragilidades seriam uma vergonha social. Um empecilho à carreira, ao acúmulo de
dinheiro.
Não ter tempo para gentilezas é bonito. É justificável diante da eterna ambivalência humana: queremos
ser bons, mas temos medo. Não dizer bom-dia significa que você é muito importante. Ou muito ocupado.
Humilhar os que não concordam com suas ideias é coisa de gente forte. E que está do lado certo. Como
se houvesse um lado errado. Porque, se nenhum de nós abrir a boca, ninguém vai reparar que no nosso
modelo de felicidade tem alguém chorando ali no canto. Porque ser gentil abala sua autonomia. Enfim,
ser gentil está fora de moda. Estou sempre fora de moda. Querendo falar de gentileza, imaginem vocês!
Pura rebeldia. Sair por aí exibindo minhas vulnerabilidades e, em ato de pura desobediência civil, esperar
alguma cumplicidade. Deve ser a idade.
 
(Ana Paula Padrão, Gentileza virou fraqueza. Disponível em: <http://www.istoe.com.br>. Acesso em: 27 jan 2015.
Adaptado)
 
Para responder à questão, considere a seguinte passagem:
 
Há teorias evolucionistas que defendem que as sociedades com maior número de pessoas altruístas
sobreviveram por mais tempo por serem mais capazes de manter a coesão.
No trecho – Há teorias evolucionistas… –, a substituição do verbo destacado está de acordo com a
norma-padrão de concordância em:
a) Deve existir.
b) Vão haver.
c) Podem haver.
d) Existem.
e) Podem existirem.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2015
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do enunciado a seguir,
observando a concordância nominal e verbal de acordo com a norma-padrão.
Mais de um conhecido meu não __________ gentilezas, infelizmente. Para alguns, certos gestos
__________ coisa de idiota, de gente __________ fora de moda. Com esses, é __________
paciência.
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718) 
719) 
a) praticam … constituem … meia … necessária
b) pratica … constitui … meia … necessário
c) pratica … constitui … meio … necessária
d) praticam … constitui … meio … necessário
e) pratica … constituem … meio … necessário
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar
uma universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de tudo, os cotistas estão só
um pouco atrás. Segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos
convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67
pontos. A diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou educadores e todos
disseram que essa distância é mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão
concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em
colégios privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então é justo supor que a
diferença mínima pode, perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da
disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas do
País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre as notas de ingresso de
cotistas e não cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ.
“Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”.
 
(www.istoe.com.br)
 
Os dados do Sistema de Seleção Unificada comprovam que a diferença de percentual entre os candidatos
à medicina egressos tanto de escolas particulares quanto de escola públicas foi quase , pois
eles tiveram desempenho .
 
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas devem ser preenchidas,
respectivamente, com:
a) nulo … bastante semelhantes
b) nula … bastante semelhantes
c) nula … bastantes semelhantes
d) nula … bastante semelhante
e) nulo … bastante semelhante
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2014
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Pato manco. O termo da política norte-americana é usado para classificar executivos eleitos cuja
aprovação popular e minoria no Legislativo os incapacitados de alterar significativamente a vida
dos governados. Se tudo correr como as pesquisas de intenção de voto, as eleições de novembro
nos EUA, com renovação completa da Casa dos Representantes e um terço do Senado, o
presidente Barack Obama refém de um Congresso dominado pela oposição.
 
(www.cartacapital.com.br, 06.10.2014. Adaptado)
 
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser
preenchidas, respectivamente, com:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241698
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/241726
720) 
721) 
a) deixam … indicam … deixará
b) deixam … indicam … deixarão
c) deixa … indicam … deixarão
d) deixam … indica … deixarão
e) deixa … indica … deixará
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2013
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto, para responder à questão.
Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceitoestá ligado a uma nova concepção de
textualidade, na qual a informação é disposta em um ambiente no qual pode ser acessada de forma não
linear. Isso acarreta uma textualidade que funciona por associação, e não mais por sequências fixas
previamente estabelecidas.
Quando o cientista Vannevar Bush, na década de 40, concebeu a ideia de hipertexto, pensava, na
verdade, na necessidade de substituir os métodos existentes de disponibilização e recuperação de
informações ligadas especialmente à pesquisa acadêmica, que eram lineares, por sistemas de indexação
e arquivamento que funcionassem por associação de ideias, seguindo o modelo de funcionamento da
mente humana. O cientista, ao que parece, importava-se com a criação de um sistema que fosse como
uma “máquina poética”, algo que funcionasse por analogia e associação, máquinas que capturassem o
brilhantismo anárquico da imaginação humana.
Parece não ser obra do acaso que a ideia inicial de Bush tenha sido conceituada como hipertexto 20 anos
depois de seu artigo fundador, exatamente ligada à concepção de um grande sistema de textos que
pudessem estar disponíveis em rede. Na década de 60, o cientista Theodor Nelson sonhava com um
sistema capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias, com a possibilidade de
interconexão entre elas. Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar toda a literatura do
mundo, numa rede de publicação hipertextual universal e instantânea. Funcionando como um imenso
sistema de informação e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual.
 
(Disponível em: http://www.pucsp.br/~cimid/4lit/longhi/hipertexto.htm .Acesso em: 05 fev 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa contendo frase com redação de acordo com a norma-padrão de concordância.
a) Pensava na necessidade de ser substituído de imediato os métodos existentes.
b) Substitui-se os métodos de recuperação de informações que se ligava especialmente à pesquisa
acadêmica.
c) No hipertexto, a textualidade funciona por sequências fixas que se estabeleceram previamente.
d) O inventor pensava em textos que já deveria estar disponíveis em rede.
e) Era procurado por ele máquinas com as quais pudesse capturar o brilhantismo anárquico da
imaginação humana.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
SÃO PAULO – Se você leu Cândido, de Voltaire, e achou o dr. Pangloss um sujeito muito otimista, é
porque não abriu Abundance, de Peter Diamandis e Steven Kotler.
Os autores, um milionário com formação em engenharia espacial, genética e medicina e um jornalista
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722) 
723) 
científico, dizem com todas as letras que a humanidade está para entrar numa era de superabundância,
na qual tecnologias tornarão itens essenciais tão baratos que todos os habitantes da Terra terão acesso a
bens e serviços até há pouco ao alcance apenas dos muito ricos. E tudo isso no horizonte de uma
geração.
Os autores têm até explicação para o fato de não acreditarmos muito nessas promessas. Como fomos
programados para ver o mundo como um lugar ameaçador, nutrimos um inescapável pessimismo global,
que não nos deixa perceber as revoluções silenciosas de que participamos.
Talvez sim, talvez não. Abundance é definitivamente um livro ousado, e mesmo que lhe apliquemos um
deságio cético de, vá lá, 80%, ainda coisas surpreendentes.
(Hélio Schwartsman, Abundância e otimismo. Folha de S.Paulo, 16.09.2012. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna da última frase do texto pode ser
preenchida indiferentemente com
a) sobra ou tem
b) existe ou há
c) sobram ou há
d) existe ou têm
e) sobram ou se vê
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2012
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
 dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode realmente
chegar uma política baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a água e
(na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
água em si diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos,
40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar adequadamente os
insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre a segunda
opção.
 
(CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas,
correta e respectivamente, com:
a) Restam … faça … será
b) Resta … faz … será
c) Resta … fazem … será
d) Restam … façam … serão
e) Restam … faz … serão
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
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WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império.Folha de S.Paulo. Adaptado)
Leia o que segue.
 
I. Há bastante motivos para se preocupar com o vazamento de informações.
II. O assessor de Karzai trouxe anexo as encomendas solicitadas.
III. A embaixadora americana apresentou um relatório aos diplomatas e ela mesmo criticou o
príncipe Edward.
IV. Winston Churchill e outros líderes que marcaram seus nomes na história venceram bastantes
batalhas.
De acordo com a norma padrão da língua, está correto apenas o contido em
a) I.
b) II.
c) III.
724) 
d) IV.
e) II e IV.
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
WikiLeaks contra o Império
A diplomacia americana levará tempo para se recuperar da pancada que levou da WikiLeaks. Tudo indica
que 250 mil documentos secretos foram copiados por um jovem soldado em um CD enquanto fingia
ouvir Lady Gaga. Um vexame para um país que gasta US$ 75 bilhões anuais com sistema de segurança
que agrupa repartições e emprega mais de 1 milhão de pessoas, das quais 854 mil têm acesso a
informações sigilosas.
A WikiLeaks não obteve documentos que circulam nas camadas mais secretas da máquina, mas produziu
aquilo que o historiador e jornalista Timothy Garton Ash considerou "sonho dos pesquisadores, pesadelo
para os diplomatas". As mensagens mostram que mesmo coisas conhecidas têm aspectos escandalosos.
A conexão corrupta e narcotraficante do governo do Afeganistão já é antiga, mas ninguém imaginaria
que o presidente Karzai chegasse a Washington com um assessor carregando US$ 52 milhões na
bagagem. A falta de modos dos homens da Casa de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward
dizendo bobagens para estranhos no Quirguistão incomodou a embaixadora americana.
O trabalho da WikiLeaks teve virtudes. Expôs a dimensão do perigo representado pelos estoques de
urânio enriquecido nas mãos de governos e governantes instáveis. Se aos 68 anos o líbio Muammar
Gaddafi faz-se escoltar por uma "voluptuosa" ucraniana, parabéns. O perigo está na quantidade de
material nuclear que ele guarda consigo. Os telegramas relacionados com o Brasil revelaram a boa
qualidade dos relatórios dos diplomatas americanos. O embaixador Clifford Sobel narrou a inconfidência
do ministro Nelson Jobim a respeito de um tumor na cabeça do presidente boliviano Evo Morales. Seu
papel era comunicar. O de Jobim era não contar.
A vergonha americana pede que se relembre o trabalho de 10 mil ingleses, entre eles alguns dos maiores
matemáticos do século, que trabalharam em Bletchley Park durante a Segunda Guerra, quebrando os
códigos alemães. O serviço dessa turma influenciou a ocasião do desembarque na Normandia e permitiu
o êxito dos soviéticos na batalha de Kursk.
Terminada a guerra, Winston Churchill mandou apagar todos os vestígios da operação, mantendo o
episódio sob um manto de segredo. Ele só foi quebrado, oficialmente, nos anos 70. Com a palavra
Catherine Caughey, que tinha 20 anos quando trabalhou em Bletchley Park: "Minha grande tristeza foi
ver que meu amado marido morreu em 1975 sem saber o que eu fiz durante a guerra". Alan Turing, um
dos matemáticos do parque, matou-se em 1954. Mesmo condenado pela Justiça por conta de sua
homossexualidade, nunca falou do caso. (Ele comeu uma maçã envenenada. Conta a lenda que, em sua
homenagem, esse é o símbolo da Apple.)
 
(Elio Gaspari, WikiLeaks contra o Império. Folha de S.Paulo. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
a) Começaram as investigações pelas ações do jovem soldado.
b) Um jovem soldado e a WikiLeaks divulgou informações secretas.
c) Mais de um relatório diplomático vazaram na internet.
d) Repartições, investimentos, pessoas, nada impediram o jovem soldado.
e) Os telegramas relacionados com o Brasil foi, para o ministro Jobim, muito negativos.
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725) 
726) 
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2011
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do trecho.
 103 toneladas de lixo reciclável diariamente.
 16 centrais de triagem em São Paulo...
a) Coleta-se … Têm-se
b) Coleta-se … Hoje tem
c) Coletam-se … Existe
d) Coleta-se … São
e) Coletam-se … Hoje existem
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
São Paulo recicla menos de 1% do lixo doméstico, e questão chega à Justiça
 
Com seus dois principais aterros esgotados ou próximos do esgotamento completo, São Paulo exporta,
hoje, para cidades vizinhas, a maior parte das 15 mil toneladas de lixo doméstico produzidas diariamente
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78788
727) 
na capital. Desse total, menos de 1% é devidamente reciclado.
Segundo especialistas, a taxa de reciclagem poderia chegar a 30%. Mas, como resultado dessa
discrepância, aterros sanitários comuns estão recebendo diariamente toneladas de material que poderia
ser reutilizado e que nem chega a ser triado nas insuficientes estações que preparam o material
destinado à reciclagem. Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem o tratamento e a
destinação corretos, 35% do lixo reciclável separado em casas e condomínios é despejado em aterros.
A situação insustentável do lixo da capital chegou à Justiça. No início do ano, uma decisão de primeira
instância determinou que a Prefeitura de São Paulo implante, no prazo máximo de um ano, coleta
seletiva para toda a cidade. Além disso, também exige que a administração pública fomente a formação
de cooperativas de catadores.
A prefeitura resolveu contra-atacar recorrendo da decisão e afirmando que a implantação se dará até
2012. As concessionárias que fazem a coleta pedem prazo até 2015 para ampliar o serviço.
Segundo a prefeitura, 103 toneladas de lixo reciclável são coletadas diariamente. Há hoje 16 centrais de
triagem em São Paulo, mas seriam precisos 31 centros para cobrir toda a cidade.
 
(Cadernos Sesc de Cidadania. Dia Mundial do Meio Ambiente. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
a) Haviam cooperativas de catadoresna cidade de São Paulo.
b) O lixo de casas e condomínios vão para aterros.
c) O tratamento e a destinação corretos do lixo evitaria que 35% deles fosse despejado em aterros.
d) Fazem dois anos que a prefeitura adia a questão do lixo.
e) Somos nós quem paga a conta pelo descaso com a coleta de lixo.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78691
728) 
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
O trecho – ... era produto de um trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas
vezes. O craque não é o que pensa mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa
da partida. – está correto quanto ao plural das formas em:
a) ... eram produtos de trabalho mentais, conscientes, forjados em tentativa e erro, repetidas vezes.
Os craques não são os que pensa mais rápido e, assim, aplicam o que fazem com a bola dentro da
narrativa da partida.
b) ... eram produtos de trabalhos mentais, conscientes, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes.
O craque não são os que pensam mais rápido e, assim, aplica o que fazem com a bola dentro da
narrativa da partida.
c) ... eram produtos de trabalhos mentais, conscientes, forjados em tentativa e erro, repetidas vezes.
Os craques não são os que pensam mais rápido e, assim, aplicam o que fazem com a bola dentro da
narrativa da partida.
d) ... eram produtos de trabalhos mentais, conscientes, forjados em tentativa e erro, repetidas vezes.
Os craques não é o que pensam mais rápidos e, assim, aplicam o que faz com a bola dentro da
narrativa da partida.
e) ... eram produtos de trabalho mentais, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O
craque não são o que pensam mais rápidos e, assim, aplicam o que faz com a bola dentro da
narrativa da partida.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2010
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Quando algumas pessoas que só acompanham meu trabalho como jornalista cultural sabem que admiro,
pratico e comento futebol, isso sem falar de quando declaro o time para o qual torço, soltam frases como
"Isso não é importante", "Que perda de tempo" ou "Todo mundo tem seu lado irracional". São frases
engraçadamente preconceituosas. Sugerem que os livros e as artes são sempre importantes, nunca
desperdiçam nosso tempo e agem como veículos da nossa razão. E está claro que não é assim... E
sugerem, por outro lado, que do futebol nada se aprende. Bem, muitos intelectuais aprenderam dele,
como de outros esportes, e eu digo sempre que o futebol me ensinou mais sobre o Brasil do que muitos
livros de história. Também me ensinou sobre a natureza humana.
Concordo que o futebol não é "importante"; mais ainda, que as pessoas lhe dão muita importância,
desde o torcedor que briga com a mulher ou com o vizinho porque o time perdeu até o professor que
decide defender a tese de que um time de 11 marmanjos de calções serve como modelo para o que uma
nação deve fazer com sua economia, educação, etc. Mas o futebol tem importância por mexer com
outras dimensões da nossa natureza, como o instinto de competição física e a inclinação para o ritual
simbólico. Como ao ler as lendas da mitologia ou os romances de aventura, projetamos no futebol um
gosto pela façanha, uma curiosidade sobre o limite. Viver é mover.
Se 2 bilhões de pessoas param para ver uma final de Copa do Mundo, um observador cultural não pode
ficar indiferente a isso. Logo, ver algo que me dá prazer como simulação de nossas possibilidades
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78692
729) 
motoras e lúdicas, não precisa ser perda de tempo. (...)
Sobre o lado irracional, uma das coisas que o futebol mostra é que racionalidade e irracionalidade não
são duas instâncias lado a lado, mas que se mesclam e muitas vezes com resultados positivos. O que
Pelé fazia em campo podia partir de uma memória corporal vinda desde as brincadeiras de infância – e
quantos prazeres da vida não têm a mesma relação com o jogo? – e, no entanto, era produto de um
trabalho mental, consciente, forjado em tentativa e erro, repetidas vezes. O craque não é o que pensa
mais rápido e, assim, aplica o que faz com a bola dentro da narrativa da partida. Como nas artes, na
política ou na paquera, o grande segredo mora no "timing". É preciso ensaiar para não fazer em campo
apenas as jogadas ensaiadas.
 
(Daniel Piza, O Estado de S.Paulo, 13.06.2010. Adaptado)
Assinale a alternativa correta, quanto à concordância verbal, na alteração da frase: O craque não é o que
faz isso ou aquilo.
a) Não se tratam de craques que fazem isso ou aquilo.
b) Isso ou aquilo não são coisas que deve ser feitas pelo craque.
c) Isso ou aquilo não são o que deve fazer craques.
d) O craque talvez não seja o que faz isso ou aquilo.
e) Não podem existir craque que façam isso ou aquilo.
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Diploma e monopólio
 
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso
verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a
concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é
bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem
monopóliosespúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica
rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do
que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do
ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB
são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova
um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da
Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros
ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para
determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas
trata-se aí de uma questão secundária. (...)
 
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as frases: Faz quase dois séculos que
foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram
resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras.
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730) 
a) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso
verificar que ainda não se resolveu os enguiços entre diplomas e carreiras.
b) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso
verificar que ainda não se resolveram os enguiços entre diplomas e carreiras.
c) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso
verificar que ainda não se resolveu os enguiços entre diplomas e carreiras.
d) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso
verificar que ainda não se resolvera os enguiços entre diplomas e carreiras.
e) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medicina no Brasil. / É embaraçoso
verificar que ainda não se resolveram os enguiços entre diplomas e carreiras.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Diploma e monopólio
 
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso
verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a
concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é
bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem
monopólios espúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica
rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do
que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do
ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB
são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova
um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da
Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros
ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para
determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas
trata-se aí de uma questão secundária. (...)
 
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
 
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de acordo com a norma culta, as frases:
O monopólio só é bom para aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam, e
apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sempre ____________.
a) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na política e no mundo dos
negócios
b) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na política e no mundo dos
negócios
c) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na política e no mundo dos
negócios
d) o retêm / obtém sucesso / se apropriaram de postos de destaque na política e no mundo dos
negócios
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78840
731) 
732) 
e) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na política e no mundo dos
negócios
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
Diploma e monopólio
 
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medicina no Brasil. É embaraçoso
verificar que ainda não foram resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a
concorrência (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o monopólio só é
bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como explicar a avalanche de leis que protegem
monopólios espúrios para o exercício profissional?
Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
Nos dias de hoje, nem 20% advogam.
Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é um curso no qual se exercita lógica
rigorosa, se lê e se escreve bastante. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do
que se não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragilidade do
ensino básico do que das faculdades. Diante dessa polivalência do curso de direito, os exames da OAB
são uma solução brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar nessa prova
um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são também úteis para quem não fez o exame da
Ordem ou não foi bem sucedido na prova, abrir ou fechar cursos de "formação geral" é assunto do MEC,
não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista e ilegal em outros
ramos da economia. Questionamos também se uma corporação profissional deve ter carta-branca para
determinar a dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concorrência – mas
trata-se aí de uma questão secundária. (...)
 
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto no singular como no plural como
em: A maioria dos advogados ocupam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
a) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional.
b) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de administração em nível de bacharelado.
c) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação.
d) As melhores universidades do país abastecem o mercado de trabalho com bons profissionais.
e) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Passe o pronome você do trecho parao plural, faça todas as adequações lingüísticas decorrentes
dessa alteração e assinale a alternativa correta.
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78860
733) 
 
a) Bem-vindos. Enfim vocês chegaram. Respirem fundo. Sorriam. Deixem suas preocupações de lado.
Recebam o melhor que esse mundo tem a lhes oferecer, afinal de contas, vocês merecem. Entrem e
sintam-se em casa!
b) Bem-vindo. Enfim vocês chegaram. Respirem fundo. Sorriem. Deixem suas preocupações de lado.
Recebam o melhor que esse mundo tem a lhes oferecer, afinal de contas, vocês merecem. Entram e
sintam-se em casa!
c) Bem-vindos. Enfim vocês chegaram. Respire fundo. Sorriam. Deixam suas preocupações de lado.
Recebam o melhor que esse mundo tem a lhes oferecer, afinal de contas, vocês merecem. Entre e
sinta-se em casa!
d) Bem-vindos. Enfim vocês chegaram. Respire fundo. Sorriam. Deixam suas preocupações de lado.
Recebam o melhor que esse mundo tem a lhe oferecer, afinal de contas, você merece. Entrem e
sinta-se em casa!
e) Bem-vindo. Enfim vocês chegaram. Respirem fundo. Sorriam. Deixem suas preocupações de lado.
Recebem o melhor que esse mundo tem a lhes oferecer, afinal de contas, vocês merecem. Entram e
sintam-se em casa!
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A tira é base para responder à questão.
 
Transpondo a fala do último quadrinho para a primeira pessoa do plural, obtém-se:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78930
734) 
735) 
a) Olha aqui, pessoal! Se nós não se esforçar para mudarmos o mundo, depois é o mundo que nos
vai mudar.
b) Olha aqui, pessoal! Se nós não nos esforçarmos para mudar o mundo, depois é o mundo que nos
vai mudar.
c) Olha aqui, pessoal! Se nós não nos esforçar para mudarmos o mundo, depois é o mundo que vai
mudar a gente.
d) Olha aqui, pessoal! Se nós não se esforçarmos para mudar o mundo, depois é o mundo que vai
mudar nós.
e) Olha aqui, pessoal! Se nós não nos esforçar para mudar o mundo, depois é o mundo que vai
mudar nós.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
A questão refere-se ao texto.
A mídia é sempre aquela. Mas...
Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? 
vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o
jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício
desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder quer que se manifeste.
(...)
 avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil,
a rota é diversa daquela percorrida em outros países, em decorrência do nosso atraso, a nos manter em
um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade.
 
(www.cartacapital.com.br/2007/06/a-midia-e-sempre-aquela-mas/view)
Os espaços do texto devem ser preenchidos, respectivamente, com
a) Justifica-se ... aonde ... Faz décadas que
b) Justifica-se ... onde ... Fazem décadas que
c) Justificam-se ... aonde ... São décadas que
d) Justificam-se ... onde ... Há décadas
e) Justificam-se ... aonde ... Fazem décadas que
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
As facções de traficantes do Rio de Janeiro os planos de Segurança Pública de
sucessivos governadores . Desde o início desse processo, na década de 80, não se via uma ação
policial com índice de aprovação semelhante ao da realizada no Complexo do Alemão 
da abertura do Pan.
 
(www.terra.com.br/istoe, 05.07.2007)
Os espaços do texto devem ser preenchidos, respectivamente, com
a) explodiram ... fluminense ... megaoperação ... há poucos dias
b) esplodiram ... fluminense ... megoperação ... há poucos dias
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78939
736) 
737) 
c) explodirão ... fluminenses ... mega-operação ... a poucos dias
d) explodiram ... fluminenses ... megaoperação ... a poucos dias
e) esplodiram ... fluminense ... megaoperação ... há poucos dias
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Para responder à questão, leia o texto.
De acordo com o relatório de 2005 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
(FAO), 17% dos habitantes dos países em desenvolvimento sofrem de nutrição. Os números
são preocupantes a baixa no número da população atingida, cerca de 3% entre 1992 e 2002,
foi anulada pelo aumento natural da população. A redução da média de vítimas de fome para 2005 ainda
é um objetivo ilusório. No Brasil, os famintos somam 14 milhões.
 
(Galileu, julho de 2006)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância.
a) Cerca de 3% da população mundial sofre com o problema da fome, segundo dados da ONU.
b) Calculam-se que 14 milhões de pessoas no Brasil sofram com a fome, apesar da baixa na
população por ela atingida.
c) Não se mantém os índices de desenvolvimento de um país se nele ainda persiste a fome.
d) O relatório da ONU e a quantidade de famintos no Brasil mostra um quadro de desolação.
e) Houve baixa no número de famintos, mas com o aumento natural da população vê-se que ainda
existe muitos deles.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o texto para responder à questão.
 
Policiais paulistanos
 
Sempre fui fã de romances policiais. Conheço pessoas para quem a leitura só pode ser séria, para
quebrar a cabeça. Penso o contrário. Um bom livro também ajuda a relaxar. Até agora fãs de mistérios
como eu eram obrigados a deglutir penhascos ingleses ou correrias por Los Angeles e Nova York. Há
algum tempo surgiu uma safra de romances policiais cujo cenário é São Paulo, com seus bairros e tipos
humanos. O último é Morte nos Búzios, de Reginaldo Prandi. Não nego. Conheço o Reginaldo há uns...
puxa, trinta anos! (É nessas horas que vejo como o tempo passa.) Para mim, sempre foi o tipo acabado
do intelectual. Professor titular de sociologia da USP, passou anos estudando as religiões afrobrasileiras.
Fez teses. Há uns meses, encontrei-me com ele em um evento literário.
– Vou lançar um policial! – contou-me.
Estranhei. Intelectuais em geral não confessam sequer que lêem histórias de detetives. Quanto mais
escrever! Assim que saiu, enviou para minha casa. Não nego, sou exigente. Adolescente, já era fã de
Sherlock Holmes. Mas adorei Morte nos Búzios. Reginaldo misturou seus conhecimentos sobre as
religiões afras com a imaginação. Os crimes acontecem a partir das previsões de uma mãe-de-santo da
Freguesia do Ó. Aos poucos, o delegado Tiago Paixão começa a descobrir suspeitos entre os
freqüentadores do terreiro.
 
(Walcir Carrasco. Veja São Paulo, 20.09.2006)
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738) 
739) 
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
a) Há algum tempo surgiu vários romances policiais cujo cenário é São Paulo.
b) Já fazem uns trinta anos que conheço o Reginaldo!
c) É nessas horas que vejo com que rapidez passa os dias.
d) Até agora, obrigavam-se fãs de mistérios a deglutir penhascos ingleses.
e) Conheço pessoas para quem a leitura têm de ser séria.
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Para responder à questão, leia a frase de Luciano Pavarotti, publicada na revista Veja, de
20.09.2006:
Não quero mais me ouvir. Se você me convidar para jantar e tocar uma de minhas gravaçõespara me
agradar, juro que vou embora. Se que eu , coloque um disco de Placido Domingo.
Analise as frases.
 
I. Se tu me convidares para jantar e tocares uma de minhas canções para me agradar, juro que vou
embora.
II. Se Vossa Excelência me convidais para jantar e tocais uma de minhas canções para me
agradares, juro que vou embora.
III. Se Sua Senhoria me convidardes para jantar e tocardes uma de minhas canções para me
agradardes, juro que vou embora.
Quanto à forma de tratamento e a flexão verbal, está(ão) correta(s) apenas
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
Leia o trecho a seguir, para responder à questão.
O retrato, às oito e meia da noite daquela segunda-feira fatídica, era desolador. São Paulo, quarta maior
metrópole do mundo, 20 milhões de moradores, estava vazia. Traumatizada. Acuada sob um toque de
recolher informal. Debaixo das ordens do chamado Primeiro Comando da Capital, o PCC, que controla os
presídios e estende seu poder sobre o tráfico de drogas, de armas e o contrabando, nada menos que 36
policiais foram assassinados nas ruas da cidade durante o final de semana. Trinta ônibus arderam em
chamas.
 
(Istoé Online, 24.05.2006)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal.
a) As pessoas estavam acuada, sob toques de recolher informal.
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740) 
741) 
b) As ordens do PCC eram firme e os moradores de São Paulo ficaram alertas.
c) O PCC agiu com violência em São Paulo, sem meias palavras.
d) A cidade de São Paulo ficou meio desorientado após os ataques do PCC.
e) Ruas e avenidas vazios eram o cenário de São Paulo após os ataques do PCC.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
O texto a seguir é uma das muitas piadas que circulam pela Internet. Leia-o para responder à
questão.
A filha entra no escritório do pai, com o marido a tiracolo, e indaga sem rodeios:
— Papai, por que você não coloca meu marido no lugar do seu sócio que acaba de falecer?
E o pai responde de pronto:
— Olhe, filha, converse com o pessoal da funerária! Por mim, tudo bem...
Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal e verbal, de acordo com a norma culta.
a) Quando entrou no escritório do pai, a filha estava meia nervosa.
b) Filha e pai eram tal qual dois inimigos conversando ironicamente.
c) A ansiosa filha entrou no escritório do irônico pai para fazer-lhe um pedido.
d) Pessoas nervosas e bastantes ansiosas põe o semelhante em situações embaraçosa.
e) Interesseiras filha e marido entraram no escritório do pai para fazer-lhe um pedido.
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2006
Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
O texto a seguir é base para a questão.
Como a tão malbaratada palavra "ética", muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas
falsas. "Ética" designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse
comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários,
e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão.
Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a
começar pela família – onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados,
que passam a fazer parte de nós.
 
(Lya Luft. Veja, 30.11.2005)
Sobre a oração – Vivia-se a ética – é correto afirmar que
a) seu verbo vai para o plural se o termo ética for flexionado no plural.
b) o sujeito da oração é inexistente.
c) o termo ética é complemento verbal (objeto indireto) do verbo viver.
d) o pronome se é considerado índice de indeterminação do sujeito.
e) o verbo pode tanto ir para o plural como ficar no singular, caso o termo ética seja flexionado no
plural.
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742) 
743) 
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Língua Portuguesa (Português) - Concordância (Verbal e Nominal)
O trecho a seguir é a introdução de um texto de Jô Soares. Leia-o para responder à questão.
 
A verdade é que não se escreve mais como antigamente, pois naquele tempo não havia computadores e,
por incrível que pareça, nem mesmo canetas esferográficas. Porém, se fôssemos registrar em papel
todos os absurdos do ser humano, não sobraria sequer uma resma para os cartões de Natal.
 
(Jô Soares. Veja, 01.05.1996)
Assinale a frase correta quanto à concordância verbal.
a) Naquele tempo, não existiam computadores.
b) Naquele tempo, as pessoas não tinha computadores.
c) Naquele tempo, não se encontrava facilmente computadores.
d) Naquele tempo, nem haviam os computadores.
e) Naquele tempo, nem se ouviam falar dos computadores.
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VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022
Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Leia o texto para responder à questão.
 
Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece
rachada e assusta japoneses
 
A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos
querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado
(05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do
nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá,
teoria sustentada pela mitologia local.
 
Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de
uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e
usou artifícios para deixá-lo doente.
 
Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito
na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se
aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou
homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu.
 
Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava.
Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não
consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o
objeto real da lenda.
 
Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos
acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.
 
(https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado)
 
Na voz passiva, a ênfase do enunciado recai no alvo da ação e não em quem a pratica. Isso pode ser
comprovado com o seguinte enunciado do texto:
a) ... a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda. (4º parágrafo)
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744) 
b) ... mulher que participou de uma conspiração para matar Toba... (2º parágrafo)
c) ... visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços... (1º parágrafo)
d) ... mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu. (3º parágrafo)
e) ... a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. (4º parágrafo)
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2022
Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Para responder à questão, leia a crônica “A bela e a fera”, de Paulo Mendes Campos, publicada
originalmente em 1981.
 
Quando eu era soldado, o terror do quartel era o vice-comandante, o Major Eufrásio. Era um homemde
meia-altura, atarracado, braços curtos, cara quadrada, de nariz e óculos enormes. Não sorria nunca. Mais
que isso, estava sempre de cara amarrada, como se temesse punhalada pelas costas. Não perdoava
nada, vivia vasculhando as nossas faltas, mandava prender os subordinados por causa de um botão na
túnica ou de uma perneira mal engraxada. Nós lhe votávamos todos um santo ódio, sobretudo porque o
próprio comandante era a mais civil das criaturas e poderia dirigir sem irrisão um colégio de meninas. O
contraste entre os dois chefes supremos serviria para levar-nos ao eterno pensamento sobre a
diversidade dos seres humanos — mas não pensávamos naquela época. Reagíamos, condicionados
pouco a pouco, ao estímulo de ordinário marche, à esquerda, à direita, alto, fórmulas que nos poupam o
incômodo exercício do pensamento. E cultivávamos o medo e a raiva: sobretudo quando o Major
Eufrásio, de cima de um cavalo, virava o próprio monumento equestre do inimigo da humanidade. [...]
 
Agora o leitor faça transcorrer vinte anos. Estou na companhia de amigos em um bar na cidade quando
sinto, não propriamente medo, mas uma vaga sensação de mal-estar, ao ver na mesa ao lado o terrível
do Eufrásio. Tinha cabelos escassos e brancos, mas era o mesmo homem robusto, feio e atarracado. O
major bebia sozinho o seu uísque. Estava entre nós alguém que o conhecia dos tempos da Escola Militar:
palavra vai, palavra vem, o antigo colega e eu fomos convidados para beber um rápido com o major. A
situação me empolgava. Afinal, vinte anos depois ia eu conhecer de perto o fero e intransponível major.
O ódio antigo se transformou instantaneamente em curiosidade humana: como seria a fera por dentro? A
ideia de que o major fosse a favor da bomba atômica causou-me alvoroço. Seria um fim de carreira em
harmonia com o princípio.
 
Contou-me que se reformara há pouco tempo no posto de general e gozava o ócio depois de tantos anos
de trabalho. Puxando a conversa para onde me interessava, disse-lhe do terror que ele me inspirava no
meu tempo de soldado. O general pôs-se a sorrir e me falou que, no fundo, sempre fora um sentimental.
 
Cinco minutos depois, estava a narrar-nos uma história de amor. Ainda o coronel, pouco antes de
reformar-se, tivera em Porto Alegre a grande paixão de sua existência. Era a mulher mais bela do
mundo, de incomparáveis olhos azuis e francesa. E que voz suave! que delicadeza de gestos! que
educação! que finura!
 
Era casada e muito bem casada. Não, jamais pudéssemos pensar que ele fosse perturbar a felicidade do
casal. Frequentou-lhes a casa durante quatro anos em devoção ardente mas coberta pela máscara
serena de uma vontade de ferro. Nunca deixou transparecer o que lhe ia no coração! Nunca! A não ser
uma vez. Foi quando o casal lhe ofereceu uma grande festa de despedida. Os olhos da fera estavam
umedecidos. Ela estava mais deslumbrante do que nunca. Ele, o homenageado, à véspera da partida, às
vezes tinha de esconder-se pelos cantos para enxugar com o lenço a emoção. Foi uma coisa indescritível,
que só não o levou ao desespero porque de há muito decidira pela resignação.
 
Houve só um momento de fraqueza. Um só! Foi quando os dois se encontraram sozinhos na sacada, sob
um céu maravilhosamente estrelado. Ela confessou a saudade que ele deixava.
 
– Aí, meu caro amigo, este velho coração não suportou mais. Segurei de leve as mãos dela e disse, em
francês: Madame, je vous aime.1
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745) 
 
O general tirou o lenço, levantou os óculos, limpou os olhos.
 
– Ela me apertou a mão com força e me disse... Que coisa linda ela me disse! que simplicidade! que
dignidade!... Ela me disse: Merci, mon colonel! 2
 
1 Madame, je vous aime.: Senhora, eu a amo.
2 Merci, mon colonel!: Obrigada, meu coronel!
 
(Paulo Mendes Campos. Balé do pato, 2012.)
 
Na transposição da frase “E cultivávamos o medo e a raiva” (1o parágrafo) para a voz passiva, a forma
verbal resultante será:
a) seriam cultivados.
b) teriam sido cultivados.
c) foram cultivados.
d) tinham sido cultivados.
e) eram cultivados.
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Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Para responder a questão, leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os
sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada
por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada
apenas em 1902.
 
Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia
de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta,
anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos,
icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a
aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta,
sobranceando a vegetação franzina.
 
O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos,
face volvida para os céus — um soldado descansava.
 
Descansava... havia três meses.
 
Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné
jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário
possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma
escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a
vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos,
os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma
concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses –
braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para
as estrelas fulgurantes...
 
E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a
ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore
benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos.
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746) 
Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um
aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.
 
(Os sertões, 2016.)
 
1 canhoneio: descarga de canhões.
2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.
3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior
vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.
4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
 
Observa-se o emprego de voz passiva no trecho
a) “Descansava... havia três meses.” (3º parágrafo)
b) “Caíra, certo, derreando-se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara
preta.” (4º parágrafo)
c) “Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos.” (5º
parágrafo)
d) “Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível.” (5º
parágrafo)
e) “E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido.” (4ºparágrafo)
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Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Para responder à questão, leia o artigo “Pó de pirlimpimpim”, do neurocientista brasileiro Sidarta
Ribeiro.
 
Alcançar o aprendizado instantâneo é um desejo poderoso, pois o cérebro sem informação é pouco mais
que estofo de macela1. Emília, a sabida boneca de Monteiro Lobato, aprendeu a falar copiosamente após
engolir uma pílula, adquirindo de supetão todo o vocabulário dos sereshumanos ao seu redor. No filme
Matrix (1999), a ingestão de uma pílula colorida faz o personagem Neo descobrir que todo o mundo em
que sempre viveu não passa de uma simulação chamada Matriz, dentro da qual é possível programar
qualquer coisa. Poucos instantes depois de se conectar a um computador, Neo desperta e profere
estupefato: “I know kung fu”.
 
Entretanto, na matriz cerebral das pessoas de carne e osso, vale o dito popular: “Urubu, pra cantar,
demora.” O aprendizado de comportamentos complexos é difícil e demorado, pois requer a alteração
massiva de conexões neuronais. Há consenso hoje em dia de que o conteúdo dos nossos pensamentos
deriva dos padrões de ativação de vastas redes neuronais, impossibilitando a aquisição instantânea de
memórias intrincadas.
 
Mas nem sempre foi assim. Há meio século, experimentos realizados na Universidade de Michigan
pareciam indicar que as planárias, vermes aquáticos passíveis de condicionamento clássico, eram
capazes de adquirir, mesmo sem treinamento, associações estímulo-resposta por ingestão de um extrato
de planárias já condicionadas. O resultado, aparentemente revolucionário, sugeria que os substratos
materiais da memória são moléculas. Contudo, estudos posteriores demonstraram que a ingestão de
planárias não condicionadas também acelerava o aprendizado, revelando um efeito hormonal genérico,
independente do conteúdo das memórias presentes nas planárias ingeridas.
 
A ingestão de memórias é impossível porque elas são estados complexos de redes neuronais, não um
quantum de significado como a pílula da Emília. Por outro lado, é sim possível acelerar a consolidação
das memórias por meio da otimização de variáveis fisiológicas envolvidas no processo. Uma linha de
pesquisa importante diz respeito ao sono, cujo benefício à consolidação de memórias já foi comprovado.
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747) 
Em 2006, pesquisadores alemães publicaram um estudo sobre os efeitos mnemônicos da estimulação
cerebral com ondas lentas (0,75 Hz) aplicadas durante o sono por meio de um estimulador elétrico. Os
resultados mostraram que a estimulação de baixa frequência é suficiente para melhorar o aprendizado de
diferentes tarefas. Ao que parece, as oscilações lentas do sono são puro pó de pirlimpimpim.
 
(Sidarta Ribeiro. Limiar: ciência e vida contemporânea, 2020.)
 
1 macela: planta herbácea cujas flores costumam ser usadas pela população como estofo de travesseiros.
 
Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho do artigo:
a) “Há consenso hoje em dia de que o conteúdo dos nossos pensamentos deriva dos padrões de
ativação de vastas redes neuronais” (2º parágrafo).
b) “Uma linha de pesquisa importante diz respeito ao sono” (4º parágrafo).
c) “A ingestão de memórias é impossível porque elas são estados complexos de redes neuronais” (4º
parágrafo).
d) “Em 2006, pesquisadores alemães publicaram um estudo sobre os efeitos mnemônicos da
estimulação cerebral” (4º parágrafo).
e) “Alcançar o aprendizado instantâneo é um desejo poderoso” (1º parágrafo).
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VUNESP - Vest (FICSAE)/FICSAE/2021
Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Leia o texto da orelha do livro Mutações: o futuro não é mais o que era para responder à questão.
 
Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade, visões
de causas e sinais que já existem. Assim, as indicações do porvir seriam realizadas no momento
presente. Mas o que esse presente tem nos revelado diante de tantas transformações produzidas pela
revolução tecnocientífica? Quando Paul Valéry declarou “o futuro não é mais o que era”, ele afirmava a
dificuldade de reconstruir o passado, construir o futuro e estava intrigado com o tempo presente. Em um
mundo acelerado, com tempo escasso para reflexões, o presente é substituído pelo imediato, pelo
provisório, pelo fim das grandes narrativas e da ideia de estilo nas artes. Assim, inspirado na célebre
frase de Paul Valéry, Adauto Novaes conclui que não se pode pensar o futuro da mesma maneira como
ele era imaginado até há pouco.
 
De que maneira a ideia de futuro é traduzida hoje no mundo dominado pela técnica? O que se conserva
ainda hoje nos fatos e nas ideias propostas no passado? Qual imagem temos do futuro? Essas e outras
questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações. A convite de Adauto Novaes, vinte e dois
ensaístas discorrem sobre o futuro, o tempo, a política, tendo como base as perspectivas histórica, social
e cultural: a ideia de futuro como uma construção imaginária que limita as potencialidades do presente;
a novidade que rapidamente se transforma em rotina; reflexões filosóficas e científicas sobre o tempo; a
intersecção entre passado e acontecimento; a responsabilidade dos atos de hoje sobre as catástrofes
futuras; as mudanças profundas que vivemos cotidianamente.
 
O futuro, então, já não existe como abertura e promessa. Ele é incessantemente reinventado pelo
presente. Assim, observando nosso presente e analisando as consequências sociais da recusa em
entender/resgatar o passado, esta obra pretende, ainda, chamar a atenção para a crença na ciência
“infalível” que preside a era da técnica.
 
(Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era, 2013.)
 
Observa-se o emprego de voz passiva no seguinte trecho:
a) “Em Confissões, Santo Agostinho revela que os fatos vislumbrados para o futuro são, na verdade,
visões de causas e sinais que já existem.” (1º parágrafo)
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748) 
749) 
b) “Qual imagem temos do futuro?” (2º parágrafo)
c) “Essas e outras questões permeiam este que é o sexto livro da série Mutações.” (2º parágrafo)
d) “O futuro, então, já não existe como abertura e promessa.” (3º parágrafo)
e) “Ele é incessantemente reinventado pelo presente.” (3º parágrafo)
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VUNESP - Esc (TJ SP)/TJ SP/2007
Língua Portuguesa (Português) - Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Leia o trecho para responder à questão.
Da ambição se pode dizer que é uma força que, ao contrário da liberdade, não termina onde a do outro
começa. O ambicioso não enxerga o cume nem quando o atinge. O céu para ele não é o limite. Não é
por outra razão que os maiores desastres humanos foram gestados pela ambição sem limites. Em
contrapartida, os mais espetaculares saltos intelectuais, científicos e políticos trazem a assinatura de
homens e mulheres ambiciosos.
 
(Veja, 01.03.2006)
Assinale a alternativa que altera a voz verbal e mantém a relação agente/paciente da frase: … os maiores
desastres humanos foram gestados pela ambição sem limites.
a) Foram gestados pela ambição sem limites os maiores desastres humanos.
b) Pela ambição sem limites foram gestados os maiores desastres humanos.
c) Os maiores desastres humanos gestaram a ambição sem limites.
d) A ambição sem limites gestou os maiores desastres humanos.
e) A ambição sem limites é gestada pelos maiores desastres humanos.
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VUNESP - Aux TE (Pref SP)/Pref SP/2024
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
Você deixa tudo para depois?
 
É difícil encontrar alguém que nunca tenha adiado uma tarefa essencial. Geralmente, esse adiamento é
para realizar atividades irrelevantes como verificar o que há de novo nas redes sociais, conferir
mensagens ou promoções. Quem nunca fez isso?
 
Nessa entrega, muitas vezes esperamos que a motivação reapareça para conseguir terminar aquela
atividade essencial que deixamos de lado para procrastinar. O nome pode parecer esquisito, mas
procrastinar nada mais é do que deixar para depois, adiar para amanhã o que você deveria ou poderia
terminar de fazer agora.
 
A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso. Ela afirma que sempre deixa a finalização das
tarefas para a última hora. “Eu nunca atrasei o prazo de nenhumtrabalho, mas levo até o último
segundo. Isso é muito doloroso, porque gera uma ansiedade muito grande, afetando outras áreas da
minha vida”, conta a tradutora.
 
“A procrastinação não é um transtorno mental em si, mas, quando exagerada, pode sinalizar outros
problemas de saúde mental”, explica a neurocientista Karina Abrahão, professora da Universidade Federal
de São Paulo (Unifesp).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/78864
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2758606
750) 
Para o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, “Muitas vezes encaramos a
procrastinação como algo negativo, mas não necessariamente é. Há casos em que a pessoa está muito
cansada, estressada, o que leva a uma inflexibilidade cognitiva, uma limitação da criatividade. Se ela
adiar aquela determinada tarefa, o resultado será melhor, mais produtivo. Nesse caso, a procrastinação
não foi um ato ruim”, explica.
 
Segundo Kanomata, apesar dos estudos comportamentais a respeito do tema, do ponto de vista
neurobiológico ainda não se pode afirmar que exista algum tipo de alteração estrutural ou de
funcionamento do cérebro que leve ao ato de procrastinar.
 
De acordo com Abrahão, a procrastinação normalmente está relacionada com o nível de exigência e
cansaço que as pessoas vivem atualmente. “Nosso organismo foi criado originalmente para procurar
comida e cuidar da prole. Mas hoje temos uma vida urbana, com muitas tarefas, compromissos e
preocupações. O excesso de tarefas nos faz procrastinar por cansaço”, avalia a neurocientista.
 
Como a procrastinação não é uma doença, não existe tratamento farmacológico para esse
comportamento. No entanto, se ela trouxer disfuncionalidade e sofrimento mental, é aconselhável buscar
a ajuda de um psicólogo para avaliar a situação. Somente quando a procrastinação atingir um nível
significativo que leve ao diagnóstico de transtorno mental, pode haver a necessidade de intervenção
farmacológica.
 
(Fernanda Bassette. Agência Einstein https://www.estadao.com.br/saude/
voce-deixa-tudo-para-depois-saiba-quando-procrastinar-pode-ser-um-
problema/. Adaptado)
 
No terceiro parágrafo, a afirmação de que “A tradutora B. Damacena, 38 anos, sabe bem o que é isso”
relaciona-se ao fato de a tradutora
a) priorizar a solução dos problemas que comprometem sua vida familiar.
b) ser negligente quanto às advertências que recebe dos clientes.
c) necessitar de apoio médico para diminuir sua angústia.
d) não ser organizada nem pontual em relação aos trabalhos acordados.
e) chegar à data-limite para finalizar os compromissos profissionais.
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VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Dialética erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isso
per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos). De fato, é possível ter razão objetivamente no que diz
respeito à coisa mesma, e não tê-la aos olhos dos presentes e inclusive aos próprios olhos.
 
Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isso é tomado como uma
refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a
situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter razão, ainda que
objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma
proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes. A esta última é que a dialética se
refere.
 
Donde provém isso? Da perversidade natural do gênero humano. Se esta não existisse, se no nosso
fundo fôssemos honestos, em todo debate tentaríamos fazer a verdade aparecer, sem nos preocupar
com que ela estivesse conforme à opinião que sustentávamos no começo ou com a do outro; isso seria
indiferente ou, em todo caso, de importância muito secundária. No entanto, é isso o que se torna o
principal.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345430
751) 
Nossa vaidade congênita, especialmente suscetível em tudo o que diz respeito à capacidade intelectual,
não quer aceitar que aquilo que num primeiro momento sustentávamos como verdadeiro se mostre falso,
e verdadeiro aquilo que o adversário sustentava. Portanto, cada um deveria preocupar-se unicamente em
formular juízos verdadeiros. Para isso, deveria pensar primeiro e falar depois. Mas, na maioria das
pessoas, à vaidade inata associa-se a verborragia e uma inata deslealdade. Falam antes de ter pensado
e, quando, depois, se dão conta de que sua afirmativa era falsa e não tinham razão, pretendem que
pareça como se fosse ao contrário. O interesse pela verdade, que na maior parte dos casos deveria ser o
único motivo para sustentar o que foi afirmado como verdade, cede por completo o passo ao interesse
da vaidade.
 
O verdadeiro tem de parecer falso e o falso, verdadeiro.
 
(Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão)
 
Assinale a alternativa que identifica, correta e respectivamente, as relações coesivas estabelecidas entre
os enunciados pelas expressões destacadas no parágrafo.
a) Apresentação de nova ideia; oposição; conclusão.
b) Reconsideração de afirmação anterior; condição; explicação.
c) Seleção de trecho mencionado; contestação; dedução.
d) Retomada de ideia anterior; concessão; consequência.
e) Antecipação de informação; discordância; inferência.
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VUNESP - ATCE (TCM SP)/TCM SP/Suporte Administrativo/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Mudança bem notável produz no homem a passagem do estado natural ao civil, substituindo em
seu proceder a justiça ao instinto, e dando às suas ações a moralidade de que antes careciam; é só
então que a voz do dever sucede ao impulso físico, e o direito, ao apetite; o homem que, até ali, só
pusera em si mesmo os olhos vê-se impelido a obrar segundo outros princípios, e a consultar a razão
antes que os afetos. Embora se prive nesse estado de muitas vantagens, que a natureza lhe dera, outras
obtém ainda maiores; suas faculdades se exercem e se desenvolvem; suas ideias se ampliam, seus
sentimentos se enobrecem, sua alma toda inteira a tal ponto se eleva que, se os abusos desta nova
condição não o degradassem muitas vezes a uma condição inferior à primeira, deveria
abençoar continuamente o instante feliz que para sempre o arrancou do estado de natureza, e fez de um
animal estúpido e limitado um ser inteligente, um homem.
 
(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a passagem – Mudança bem notável produz no homem a passagem do
estado natural ao civil, substituindo em seu proceder a justiça ao instinto, e dando às suas ações a
moralidade de que antes careciam. – está reescrita com mais clareza, com coesão e coerência, segundo
princípios de organização sintática e pontuação.
a) Mudança bem notável no homem produz a passagem do estado natural ao civil, substituindo, a
justiça em seu proceder, o instinto, para dar às suas ações, antes, a moralidade de que careciam.
b) Bem notável mudança produz a passagem do estado natural ao civil, no homem; substitui a
justiça para o instinto em seu proceder, também dando a moralidade às suas ações de que antes
careciam.
c) No homem, mudança bem notável a passagem do estado natural ao civil produz, e substitui ao
instinto, a justiça em seu proceder, além de dar, antes, a moralidade às suas ações de que careciam.
d) Mudança no homem bem notável produz a passagem do estado natural ao civil, em seu proceder
substituindo a justiça ao instinto e dando a moralidade às suas ações de que antes careciam.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2345493
752) 
753) 
e) A passagem do estado natural ao civil produz, no homem, mudança bem notável; em seu
proceder, a justiça substitui o instinto e dá às suas ações amoralidade de que careciam antes.
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VUNESP - Sold (PM SP)/PM SP/2ª Classe/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto.
 
Sinais de quem sofre bullying
 
Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, o bullying segue sendo um tema que merece a
nossa atenção. Uma pesquisa realizada pela Microsoft, em 2020, em 32 países, incluindo o Brasil, aponta
que 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet, conhecido como
cyberbullying.
 
Por sua vez, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística com 188 mil estudantes com idades entre 13 e 17 anos, aponta que um em cada 10
adolescentes já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Além disso,
23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying em ambiente escolar. Os motivos? Aparência
do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%).
 
Além de seguir com as campanhas de conscientização e de abordar o assunto com as crianças e os
adolescentes, entendo que é importante que pais e responsáveis estejam 100% atentos ao
comportamento dos seus filhos. A forma como estes agem pode nos dizer muitas coisas, entre elas,
demonstrar se eles estão sendo autores ou vítimas de bullying. Esse é um dos melhores meios para
identificar se uma criança sofre com zombarias, ridicularizações, humilhações e outro tipo de
violência emocional.
 
O assunto precisa ser tratado com seriedade pelos pais e responsáveis. É interessante que encarem as
situações juntos, sem pressionar os filhos a reagir ou minimizar a situação, fazendo com que eles se
sintam pior.
 
Nesse momento, é relevante pedir discrição para lidar com o assunto, pois expor o menor não irá ajudar.
Ao contrário, apenas irá incentivar os colegas a aumentar a prática. Em paralelo, vale buscar a ajuda de
um profissional experiente na área.
 
(Sueli Bravi Conte, Revista Bem-Estar, 05.06.2022. Adaptado)
 
As expressões em destaque no 3o e no 4o parágrafos expressam, correta e respectivamente, as
noções de
a) modo e condição.
b) meio e lugar.
c) causa e modo.
d) restrição e tempo.
e) companhia e estado.
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VUNESP - Esc (Piracicaba)/Pref Piracicaba/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2393380
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2419634
754) 
 
A intimidade artificial virou o mal do século
 
Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é
que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos
com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre
dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante.
Nesse contexto não é possível intimidade real.
 
As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas.
Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos,
conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos
para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano.
 
Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25%
dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais,
mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de
9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias
sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as
amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a
sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana.
(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado)
 
Considere o trecho a seguir.
 
Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando
nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes.
 
As duas frases podem ser unidas, mantendo o sentido original do argumento, pela expressão:
a) visto que.
b) embora.
c) ainda que.
d) à medida que.
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VUNESP - Sec (CM Bady Bassit)/CM Bady Bassit/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto, para responder à questão.
Golpes virtuais e fake news
fazem vítimas em todo o mundo
 
Com o avanço da tecnologia cresce também o número de cibercriminosos. São golpistas que se
aproveitam da vulnerabilidade das vítimas – com perfis e histórias falsas para pedir dinheiro, com fake
news e deepfakes. A internet está na mira de estelionatários, que enviam links desconhecidos, invadem e
clonam as redes sociais, ou roubam dados bancários, entre outros crimes. Proteger as informações ao
navegar pela internet e saber reconhecer indícios de fraude contribuem para não cair em golpe. A melhor
defesa é a conscientização.
 
De acordo com o especialista em marketing digital e gerenciamento de redes sociais, Eduardo Thomaello,
a principal recomendação para evitar golpes virtuais é implementar ações de prevenção e defensivas à
rotina on-line. Entre as precauções, é fundamental ter cuidado com os dispositivos de acesso à internet,
como celular e notebook, mantendo-os sempre atualizados e com um bom antivírus instalado, além de
não entregá-los a pessoas ou profissionais que não são de confiança.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2503950
755) 
 
(Luciana Vinha, Revista BE Bem-Estar, 13.01.2022. Adaptado)
 
Assinale a alternativa em que a expressão entre colchetes reescreve o trecho destacado, empregando o
pronome de acordo com a norma-padrão.
a) Quanto às redes sociais, pessoas invadem as redes sociais. [invadem-nas]
b) Cuidado com informações ao navegar pela internet; é bom proteger as informações. [proteger
elas]
c) Dados bancários são sensíveis, e frequentemente fraudadores roubam dados bancários.
[roubam-os]
d) Indícios de fraude existem e é bom saber reconhecer indícios de fraude. [reconhecer-lhes]
e) Estelionatários atuam usando links desconhecidos e enviam links desconhecidos. [lhes
enviam]
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VUNESP - Asst EPCC (EPC)/EPC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
China, Índia e a nova ordem social
 
Há séculos a China é o país mais populoso do planeta. Na última década se tornou também o maior
produtor industrial, maior exportador, com as maiores reservas internacionais e, em poder de compra, a
maior economia. Mas, no dia 15, o governo anunciou o primeiro declínio populacional desde os anos 60.
Naquela época foi algo episódico – consequência da fome –, mas agora será contínuo: em 2050, a
população deverá ser 8% menor. A ONU projeta que a população da Índia ultrapassará a da China em
abril, e crescerá até um pico, em 2064, de 1,7 bilhão, 50% maior que a da China. Isso não significa que
a Índia conquistará as outras primazias da China. Mas tentará. E essa competição moldará o século 21.
 
A redução demográfica chinesa foi fabricada. Após a fome causada pelo “Grande Salto Adiante” maoísta,
o Partido Comunista ativou suas políticas de controle, com a campanha “mais tarde, mais longo, menos”
– adiar casamentos, ampliar o intervalo entre os filhos e ter menos filhos. Em 1980, implementou a
política “um filho”, envolvendo esterilizaçõese abortos forçados. O milagre econômico chinês resultou em
parte da alteração abrupta na proporção entre adultos em idade de trabalho e crianças. Mas, agora que a
população está envelhecendo, o peso dos idosos cobrará seu preço. A força de trabalho encolhe há anos,
retesando a economia, e o sistema de seguridade está mal equipado. A mais ambiciosa política
populacional da história foi não só um crime, mas está se provando um tiro no pé. O Partido reverteu sua
política de natalidade, oferecendo dinheiro por mais filhos, acesso à fertilização in vitro e restringindo o
aborto – mas sem sucesso.
 
No passado, a Índia também implementou controles draconianos, incluindo esterilizações em massa. Mas
seu insucesso lhe dá agora vantagens comparativas. Sua população não só está crescendo, como é
significativamente mais jovem que a da China. Metade tem menos de 30 anos. Com esse bônus
demográfico – mais trabalhadores do que dependentes –, a Índia é uma das economias que cresceram
mais rápido nos últimos anos, ultrapassou a do Reino Unido como a quinta maior, e até 2030 deve se
tornar a terceira maior.
 
(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 24.01.2023. Adaptado)
 
No trecho do primeiro parágrafo – Isso não significa que a Índia conquistará as outras primazias da
China. –, as expressões destacadas têm como referências, correta e respectivamente, as
informações:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2504067
756) 
757) 
a) a expectativa de controle da população da Índia; a vantagem econômica da Índia.
b) a diminuição da população da China; a China ter a maior população do planeta.
c) o anúncio do governo sobre a população chinesa; a vitimização da China pela fome.
d) o crescimento da população da Índia; o potencial econômico da China.
e) o declínio população da China e da Índia; a competição econômica entre China e Índia.
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VUNESP - Alun Of (PM SP)/PM SP/2023
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia um trecho do “Sermão do bom ladrão”, de Antônio Vieira, para responder à questão.
 
Suponho, finalmente, que os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza
de sua fortuna condenou a este gênero de vida, porque a mesma sua miséria ou escusa ou alivia o seu
pecado. O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno: os que não só vão, mas levam, de
que eu trato, são os ladrões de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e
do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não são só ladrões, diz o santo, os que
cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria
e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o
governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e
despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros
furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados, estes
furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma
grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: “Lá
vão os ladrões grandes enforcar os pequenos.” Ditosa Grécia, que tinha tal pregador! E mais ditosas as
outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a
enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, ou
ditador, por ter roubado uma província! E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões
triunfantes? De um chamado Seronato, disse com discreta contraposição Sidônio Apolinar: “Seronato
está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer.” Isto não era zelo de justiça,
senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só.
 
(Antônio Vieira. Essencial Padre Antônio Vieira, 2011. Adaptado.)
 
A coesão textual se dá pela omissão de um substantivo que pode ser facilmente subentendido no
seguinte trecho:
a) “O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao Inferno”.
b) “os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título”.
c) “Os outros ladrões roubam um homem”.
d) “Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos”.
e) “Seronato está sempre ocupado em duas coisas”.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1860517
VUNESP - Tec Leg (CMSJC)/CM SJC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
Livros já venderam mais em 2021 do que em todo o ano passado, mostra pesquisa
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2709074
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1860517
758) 
A venda de livros em 2021 já superou todo o acumulado do ano passado em apenas dez meses,
mostrando que o mercado editorial vive um momento promissor. Foram vendidos 43,9 milhões de livros
este ano, quando em todo o ano de 2020 se comercializaram 41 ,9 milhões de exemplares: o
crescimento foi de 33% em quantidade de livros e de 31 % em faturamento.
 
Vale lembrar que, se o início da quarentena representou um baque forte para o mercado editorial, ele se
recuperou em poucos meses e terminou o ano passado com um resultado favorável. Editores têm
apontado que a pandemia estimulou a leitura, restando como uma possibilidade de lazer ainda acessível
durante o período de quarentena.
 
A política de descontos agressiva das plataformas online também ajudou a aumentar as vendas. Quem
ainda sofre são as livrarias físicas, ameaçadas pela competição com gigantes virtuais que são capazes de
praticar preços mais baixos. O setor tem, por motivos como esse, voltado a se aglutinar em torno da
ideia de uma lei que estabeleça preço fixo para livros recém-lançados.
 
(Walter Porto. htlps:l/www1.folha. uol.com.br/ilustrada/2021 /12/ livros-ja-venderam-mais-em-2021 -do-que-em-
todo-o-anopassado- mostra -pesqu isa.shtml. 06.12.2021. Adaptado)
 
O termo destacado na frase do 22 parágrafo - ... ele se recuperou em poucos meses e terminou o ano
passado com um resultado favorável. - tem sentido compatível com o do termo destacado em:
a) A venda de livros em 2021 já superou todo o acumulado do ano passado ... (1ºparágrafo)
b) ... mostrando que o mercado editorial vive um momento promissor. (1º parágrafo)
c) ... o crescimento foi de 33% em quantidade de livros e de 31% em faturamento. (1º parágrafo)
d) ... uma possibilidade de lazer ainda acessível durante o período de quarentena. (2º parágrafo)
e) A política de descontos agressiva das plataformas online também ajudou a aumentar as vendas.
(3º parágrafo)
www.tecconcursos.com.br/questoes/1912832
VUNESP - AsAdm (Pref Jundiaí)/Pref Jundiaí/2022
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
O desafio
 
Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação
de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a
palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da
realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do
mamiífero seja de uma espada por tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu
abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba.
(...) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro
bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar
Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (...) emita sua sagrada
opinião, agora com certo embasamento.Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo
drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e
se recusam a fazê-lo.
 
(Leandro Karnal. O desafio. Jomal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado)
 
Considere as frases retiradas do texto:
Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1912832
759) 
Encontro bem menos leitores.
 
Assinale a alternativa que apresenta a união dessas frases sem prejuízo ao sentido atribuído pelo autor.
a) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense, visto que encontro
bem menos leitores.
b) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense, por isso encontro
bem menos leitores.
c) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense, mesmo que
encontre bem menos leitores.
d) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense, porque encontro
bem menos leitores.
e) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense, no entanto
encontro bem menos leitores.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2023962
VUNESP - Tec Leg (ALESP)/ALESP/"Sem Área"/2022
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
Selvageria esportiva
 
Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma
antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e
agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.
 
Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais
agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.
 
Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em
diferentes localidades.
 
Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança
pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de
estupidez agressiva.
 
O mais exasperante é que depois de experiências bem- -sucedidas na Europa, em especial no Reino
Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.
 
Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a
diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.
 
Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização
do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de
truculência fosse parte de uma realidade imutável.
 
(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)
 
Na passagem – Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus. (6º parágrafo)
–, o pronome destacado tem função coesiva, referindo-se à
a) ausência de leis para punir a violência esportiva.
b) aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2023962
760) 
761) 
c) criação de um estatuto para conter a violência esportiva.
d) falta de aplicação de punições severas no esporte.
e) agilidade na aplicação de punições no esporte.
www.tecconcursos.com.br/questoes/2029147
VUNESP - Ass Adm (Docas PB)/Docas PB/2022
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
 
O que existe de comum entre os Beatles e Ary Barroso?
 
Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Sempre lembrado pela
Aquarela do Brasil, ouvida e executada em escala planetária, e também por Bahia, o nome que o mundo
deu à Na Baixa do Sapateiro, Ary deixou como legado um vastíssimo songbook que atravessa o tempo
com sua indiscutível qualidade.
 
Ary Barroso morreu cedo. Tinha somente 60 anos e estava hospitalizado na fase final da cirrose hepática
provocada pelo alcoolismo. Sua morte ocorreu num domingo de carnaval, no momento em que as
escolas de samba desfilavam no centro do Rio de Janeiro. A notícia enlutou os foliões.
 
Já os Beatles nasceram para o mundo quando conquistaram os Estados Unidos. Antes disso, haviam
conquistado o Reino Unido e começavam a fazer sucesso em vários países da Europa.
 
Os rapazes estavam em Paris quando receberam a notícia: I Wanna Hold Your Hand estava em primeiro
lugar nas paradas dos Estados Unidos. Os Beatles foram a Nova York e se apresentaram no programa de
Ed Sullivan. Foram vistos, naquela noite, por uma audiência de mais de 70 milhões de pessoas.
 
E o que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? Uma data. O domingo nove de fevereiro de 1964.
Na noite daquele domingo de carnaval, enquanto morria Ary Barroso, os Beatles nasciam para o mundo.
 
(Sílvio Osias, “O que há de comum entre os Beatles e Ary Barroso? O colunista revela”. Em:
https://jornaldaparaiba.com.br/cultura, 09.02.2022. Adaptado)
 
Na passagem do segundo parágrafo – Ary Barroso morreu cedo. Tinha somente 60 anos... –, o termo
destacado é empregado com o objetivo de
a) contrapô-lo à informação de que Ary Barroso morreu cedo.
b) questionar a informação de que Ary Barroso morreu cedo.
c) confirmar a informação de que Ary Barroso morreu cedo.
d) relativizar a informação de que Ary Barroso morreu cedo.
e) amenizar a informação de que Ary Barroso morreu cedo.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Camiseta com causa
 
Feminismo, negritude, super-heróis, literatura: há sempre uma camiseta para estampar e alguém para
levá-la como bandeira. “Eu gosto de cultura brasileira, de literatura. Quando estou conectado com isso,
sei do que quero falar por meio das camisetas, e a gente espera que a Chico Rei seja um caminho para a
expressão dos nossos clientes”, afirma Bruno I., criador da marca.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2029147
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2130925
762) 
 
Como a venda para lojas físicas não deu certo, a inadimplência empurrou a marca para a internet. “De lá
para cá, a Chico Rei saiu do meu quarto para virar uma empresa com pouco mais de 100 pessoas
trabalhando.” Contando apenas agosto de 2020, foram vendidas 58 mil camisetas.
 
A empresa nasceu sob o signo da liberdade conquistada pelo príncipe do Congo, trazido ao Brasil como
escravo no século 18. A lenda de sua luta pela liberdade inspirou a marca e as primeiras estampas.
 
Da marca El Cabriton, de Érica A. e Leandro D., um dos sucessos de público é o modelo com a frase
feminista “sabe oq cairia bem hj? o patriarcado”. Graças aos artistas colaboradores, “conseguimos
estampas que comunicam bem o sentimento das pessoas nessa situação doida por que estamos
passando”, afirma Érica.
 
O segmento de camisetas no Brasil nunca saiu de moda e virou um bom negócio com marcas
trabalhando de modo artesanal ou em escala industrial. “O processo ainda é de serigrafia1, mas é feito
por uma máquina que roda 700 camisetas por hora, em até 24 cores, o que é uma coisa bizarra para
esse mercado”, afirma Felipe R., da Piticas. Ele e o irmão Vinicius passaram a adolescência nos EUA e da
cultura americana trouxeram para o Brasil a paixão por “comics”.
 
A dupla viu o universo pop como um nicho no mercado brasileiro, mas teve dificuldade em negociar com
as licenciadoras devido à pirataria de personagens no país. Referência geek2, a Piticas tem destaque na
Comic Con, a maior feira brasileira de cultura pop. A empresa produz 22 mil camisetas por dia, e o Hulk
tem emprestado sua força incrível aos negócios: mais de 200 mil unidades com a estampa do
personagem já foram vendidas. “A gente é muito marcado no Instagram com as pessoas fazendoa pose
do Hulk. Elas se sentem representadas.”
 
(Fernando Victorino e Nathalia Molina. https://pme.estadao.com.br. Publicado em 12.09.2020. Adaptado)
 
1. serigrafia: técnica de impressão de desenhos de cores planas através de um caixilho com tela.
 
2. geek: pessoa muito interessada por tecnologia, computadores e internet.
 
 o segmento de camisetas nunca tenha saído de moda, diferentes marcas há tempos
continuam produzindo mais peças, hoje esse nicho do mercado tornou-se bastante lucrativo.
 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e com o sentido do texto, as lacunas dessa frase
devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
a) Conforme … sem que
b) Visto que … mesmo que
c) Caso … de forma que
d) Ainda que … porém
e) Embora … tanto que
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
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Leia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos
(1636-1696), para responder a questão.
 
A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
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763) 
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
 
Em cada porta um bem frequente olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.
 
Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres¹,
Posta nas palmas toda a picardia,
 
Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.
 
(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)
 
1 Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com
esperteza os verdadeiros “homens nobres”.
 
No soneto, o pronome “o” refere-se a
a) “mundo”.
b) “terreiro”.
c) “conselheiro”.
d) “olheiro”.
e) “vizinho”.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Nossa má educação cria um abismo entre os brasileiros e as profissões do futuro
 
De tempos em tempos, vemos estudos e listas sobre as chamadas “profissões do futuro”. Elas nos
enchem os olhos, com atividades incríveis e inspiradoras. Infelizmente a maior parte das pessoas jamais
exercerá qualquer uma dessas carreiras, pois não tem elementos básicos em sua formação para
desempenhar suas tarefas. Nosso sistema de ensino e nossa cultura não são organizados para oferecer a
crianças, jovens e adultos as habilidades necessárias para isso.
 
Para as profissões que debutam com grande pompa e muitas novidades, naturalmente não existe
formação específica. A escola precisa de um tempo para a criação de cursos, e isso só acontece depois
que um novo ofício está consolidado. Portanto, se se almeja qualquer um desses incríveis trabalhos, a
habilidade mais desejada é o amor pelo aprendizado. Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos
cursos específicos, para combinar seus conteúdos e construir o arcabouço intelectual necessário.
 
As “profissões do futuro” são tão incríveis porque elas saem do óbvio. Desafiam os indivíduos a pensar e
a fazer diferentemente o que já existe ou criar algo completamente novo, que trará um grande benefício
à sociedade.
 
A digitalização já afetou todas as profissões e esse é um movimento que cresce exponencialmente. Não
há como resistir à mudança. Pelo contrário, qualquer que seja a área do ofício, o domínio de habilidades
normalmente associadas às Exatas, como raciocínio lógico, análise de dados, entendimento de sistemas
ou estatística ficam mais e mais importantes. Da mesma forma, habilidade de Humanas, como
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2342314
764) 
comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e empatia também se tornam essenciais para
trabalhadores de todas as áreas, e não apenas nas Humanidades.
 
Portanto as profissões que nascem são mais analíticas e inovadoras, e as que morrem são as mais
operacionais e repetitivas. É por isso que nossas escolas precisam formar profissionais para o primeiro
grupo, e não para o segundo. A discussão do futuro do trabalho deve passar necessariamente pela do
futuro da educação.
 
(Paulo Silvestre. https://brasil.estadao.com.br/. 01.02.2021. Adaptado)
 
Na frase do parágrafo “Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos cursos específicos”, o termo
destacado se refere à seguinte informação que o antecede:
a) a grande pompa atribuída às novas profissões.
b) a consolidação de novas carreiras profissionais.
c) a ânsia de se conhecerem novas profissões.
d) a criação de cursos nas escolas.
e) a habilidade de devotar-se ao aprendizado.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Para responder a questão, leia um trecho do prefácio “O recado da mata”, do antropólogo Eduardo
Viveiros de Castro, para o livro A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, de Davi Kopenawa e
Bruce Albert.
 
A queda do céu é um acontecimento científico incontestável, que levará, suspeito, alguns anos para ser
devidamente assimilado pela comunidade antropológica. Mas espero que todos os seus leitores saibam
identificar de imediato o acontecimento político e espiritual muito mais amplo, e de muito grave
significação, que ele representa. Chegou a hora, em suma; temos a obrigação de levar absolutamente a
sério o que dizem os índios pela voz de Davi Kopenawa — os índios e todos os demais povos “menores”
do planeta, as minorias extranacionais que ainda resistem à total dissolução pelo liquidificador
modernizante do Ocidente. Para os brasileiros, como para as outras nacionalidades do Novo Mundo
criadas às custas do genocídio americano e da escravidão africana, tal obrigação se impõe com força
redobrada. Pois passamos tempo demais com o espírito voltado para nós mesmos, embrutecidos pelos
mesmos velhos sonhos de cobiça e conquista e império vindos nas caravelas, com a cabeça cada vez
mais “cheia de esquecimento”, imersa em um tenebroso vazio existencial, só de raro em raro iluminado,
ao longo de nossa pouco gloriosa história, por lampejos de lucidez política e poética. Davi Kopenawa
ajuda-nos a pôr no devido lugar as famosas “ideias fora do lugar”, porque o seu é um discurso sobre o
lugar, e porque seu enunciador sabe qual é, onde é, o que é o seu lugar. Hora, então, de nos
confrontarmos com as ideias desse lugar que tomamos a ferro e a fogo dos indígenas, e declaramos
“nosso” sem o menor pudor [...].
 
(A queda do céu: palavras de um xamã yanomami, 2015.)
 
O autor recorre à elipse de um substantivo no trecho:
a) “Pois passamos tempo demais com o espírito voltado para nós mesmos”.
b) “porque o seu é um discurso sobre o lugar”.
c) “temos a obrigação de levar absolutamente a sério o que dizem os índios”.
d) “tal obrigação se impõe com força redobrada”.
e) “Hora, então, de nos confrontarmos com as ideias desse lugar”.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
Árvores clonadas em Brumadinho
 
Cientistas estão clonando árvores ameaçadas de extinção e acelerando o seu florescimento para
recuperar a área atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), considerado um dos
maiores desastres ambientais do País.
 
A técnica, em que o DNA das plantas destruídas é recuperado para clonagem, foi desenvolvida por
cientistas da Universidade de Viçosa, em Minas.
 
“Resgatamos aquele exemplar que foi afetado pelominério, que ia morrer em poucos meses, sobretudo
árvores em risco de extinção, como ipê, jequitibá, jacarandá, pequi”, afirma o pesquisador Gleison
Augusto dos Santos, um dos responsáveis pela tecnologia. “Depois, aplicamos nas mudas reguladores de
crescimento para que possam florescer precocemente. Um ipê, um jequitibá, que levariam de sete a dez
anos para florescer, florescem em um ano.”
 
A aceleração do florescimento é importante, pois o ecossistema só é considerado inteiramente restaurado
depois que as plantas florescem e frutificam. Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores
e dispersores de sementes. “São as árvores, ao florescer, que trazem a biodiversidade para o local”,
explica Santos. Como resultado, “todo o processo de recuperação ambiental da área é acelerado”.
Segundo o professor, não há risco ambiental no processo, pois ele “é todo à base de produtos naturais”.
 
Até o momento, estão em processo de recuperação ambiental cerca de 27 hectares com o plantio de
aproximadamente 70 mil mudas. Essa área equivale a 27 campos de futebol e inclui áreas diretamente
atingidas pelo rompimento, além de reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP).
 
Outro ganho é que essa tecnologia inédita poderá ser, futuramente, usada na recuperação de outras
áreas destruídas em diferentes biomas.
 
(Roberta Jansen. https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/ geral,cientistas-clonam-arvores-de-especies-
raras-em-brumadinho-para- -acelerar-florescimento,70004135850 Publicado em 23.08.2022. Adaptado)
 
Na frase do quarto parágrafo – Isso atrai animais, entre eles, aqueles que são polinizadores e
dispersores de sementes. –, o pronome Isso refere-se
a) à área de cerca de 27 mil hectares plantados.
b) à seleção de árvores em processo de extinção.
c) à utilização de uma técnica ainda sem resultados precisos.
d) ao aumento do número de animais na região.
e) ao processo de florescimento e frutificação das árvores.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Texto
 
O museu e a história
 
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767) 
No dia 7 de setembro, o Museu do Ipiranga abriu, simbolicamente, para os operários que trabalharam na
obra de restauro e para 200 alunos de escolas públicas.
 
Infelizmente, parcelas da população dita instruída não gostam de visitar nossos museus e só o fazem em
viagens internacionais. Não consideram um programa interessante levar seus filhos para que conheçam
nossas obras de arte e registros históricos; essa seria uma tarefa da escola, não um momento de lazer
da família. Como tampouco seria lazer ler bons livros e comentá-los com as crianças.
 
Com isso, certa repugnância pela cultura vem passando de geração em geração. Mas isso vem mudando:
os ingressos do novo espaço cultural já estão esgotados e há anos a visitação dos museus vem
aumentando.
 
No entanto, neste momento, devemos não só celebrar, mas também refletir sobre uma historiografia
oficial que desconsidera equívocos e até crimes que cometemos, como o tráfico e a escravização de
africanos.
 
Em vez de fugir desses temas, os museus, como os bons livros de história, nos interrogam sobre o
passado, sobre o que pode ter movido quem nos precedeu, sobre erros — ou até crimes — e nos levam
a buscar evitar sua repetição. Mas, para isso, é importante que os museus, assim como livros que
revisitam nossa história, nos forneçam chaves para uma releitura profícua.
 
Afinal, os museus não são meros depósitos de objetos valiosos, eles nos permitem exercer uma
habilidade profundamente humana, a de refletir sobre nossa trajetória no planeta, admirando obras de
arte ou por elas sentindo-nos instigados, pensando também em quem nossa história oficial excluiu, em
suma, exercendo o pensamento crítico, tão em falta nos tempos em que vivemos.
 
(Claudia Costin. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2022/09/o-museu-e-a-historia.shtml
Publicado em 08.09.2022. Adaptado)
 
A expressão “com isso”, empregada no terceiro parágrafo, refere-se
a) à abertura simbólica do museu para alunos e colaboradores.
b) ao equívoco de não se considerar agradável a visita a museus.
c) aos brasileiros que viajam ao exterior especialmente para conhecer museus.
d) ao volume de obras de arte que existem nos museus do país.
e) às crianças que não apreciam a leitura.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia um trecho do conto “Jantar em família”, de Marçal Aquino, para responder à questão.
 
Começou errado. Quando André parou o carro, atendendo ao aceno do manobrista, a mulher olhou para
a fachada do restaurante e comentou: “Chique, hein?”.
 
André saiu do carro, recebeu o tíquete do manobrista e uma espetada dela: “Você bem que podia me
trazer num lugar desses de vez em quando.”.
 
“Você não vai começar, né, Helô?”
 
“Mas é verdade”, ela disse, no momento em que a porta do restaurante foi aberta para os dois. “A gente
nunca sai. E quando sai é sempre pra comer nos mesmos lugares. Eu estou cansada daquelas cantinas
fuleiras lá do bairro.”
 
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768) 
Ele preferiu ficar quieto, para evitar uma discussão na frente do maître*.
 
“Boa noite. Mesa para dois?”
 
No ambiente à meia-luz, André conseguiu localizar o pai em uma das mesas. E viu que o irmão e a
cunhada já haviam chegado. Ele indicou a mesa ao maître, que sorriu e disse para ficarem à vontade.
 
Enquanto caminhavam, André notou que Helô estava deslumbrada com o lugar: velas nas mesas, casais
conversando em voz baixa, um piano que parecia sussurrar.
 
“Não gosto de restaurante escuro. Fazem isso para você não enxergar o que está comendo.”
 
“Você está por fora, isso sim. Este lugar é super-romântico.”
 
O pai se levantou da mesa para recebê-los. André percebeu que o velho estava com os cabelos grisalhos
penteados com capricho e usava um paletó que ele nunca tinha visto. Na certa comprado para aquela
ocasião. Vestido daquele jeito, parecia ter remoçado.
 
“Este é o meu filho mais velho, o André. É ele que me ajuda lá no posto”, o pai disse, dirigindo-se à
moça que ficara em pé ao seu lado. “André e Helô: esta é a Cibele.”
 
(Marçal Aquino. O amor e outros objetos pontiagudos. Geração Editorial. Adaptado)
 
*maître: pessoa responsável pelos garçons de um restaurante.
 
Pelas informações contidas no texto, pode-se atribuir, correta e respectivamente, às personagens André,
Helô, o pai e Cibele, as seguintes características:
a) discreto; contestadora; vestido com esmero; jovem.
b) desconfiado; romântica; rico; simpática.
c) esbanjador; curiosa; inseguro; elegante.
d) trabalhador; afável; de meia-idade; bela.
e) grosseiro; chique; vaidoso; interesseira.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o trecho do livro O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, do neurocientista
português António Rosa Damásio, para responder à questão.
 
O principal enfoque em O erro de Descartes é a relação entre emoção e razão. Baseado em meu estudo
de pacientes neurológicos que apresentavam deficiências na tomada de decisão e distúrbios da emoção,
construí a hipótese de que a emoção era parte integrante do processo de raciocínio e poderia auxiliar
esse processo ao invés de, como se costumava supor, necessariamente perturbá-lo. Hoje em dia essa
ideia já não causa espécie, mas na época em que a apresentei muita gente estranhou, e mesmo a
recebeu com certo ceticismo. Tudo sopesado, a ideia, em grandemedida, foi aceita e até, em certos
casos, acolhida com tanta sofreguidão que acabou deturpada. Por exemplo, nunca afirmei que a emoção
era um substituto para a razão, mas em algumas versões superficiais depreendia-se que minha ideia era
que se você seguisse o coração em vez da razão tudo daria certo.
 
Na verdade, em certas ocasiões a emoção pode ser um substituto para a razão. O programa de ação
emocional que denominamos medo pode afastar rapidamente do perigo a maioria dos seres humanos
com pouca ou nenhuma ajuda da razão. Um esquilo ou um pássaro não pensa para reagir a uma
ameaça, e o mesmo pode acontecer a um humano. Aí é que está a beleza no modo como a emoção tem
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769) 
funcionado no decorrer da evolução: ela abre a possibilidade de levar seres vivos a agir de maneira
inteligente sem precisar pensar com inteligência. Acontece que, nos humanos, essa história tornou-se
mais complexa, para o bem e para o mal. O raciocínio faz o que fazem as emoções, mas alcança o
resultado conscientemente. O raciocínio nos dá a opção de pensar com inteligência antes de agir de
maneira inteligente, e isso é bom: descobrimos que muitos dos problemas que encontramos em nosso
complexo ambiente podem ser resolvidos apenas com emoções, porém não todos, e nestas ocasiões as
soluções que a emoção oferece são, na realidade, contraproducentes.
 
Mas como evoluiu nas espécies complexas o sistema de raciocínio inteligente? A proposta inovadora em
O erro de Descartes é que o sistema de raciocínio evoluiu como uma extensão do sistema emocional
automático, com a emoção desempenhando vários papéis no processo de raciocínio.
 
(O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano, 2012. Adaptado.)
 
“Hoje em dia essa ideia já não causa espécie, mas na época em que a apresentei muita gente estranhou,
e mesmo a recebeu com certo ceticismo.” (1º parágrafo)
 
No contexto em que se insere, o termo sublinhado indica
a) inclusão.
b) concessão.
c) condição.
d) comparação.
e) finalidade.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto, para responder a questão.
 
Nos anos 30, milhões de americanos foram atingidos pelos efeitos calamitosos da Grande Depressão — e
não foi diferente com Napoleon Hill (1883-1970). Empreendedor que saltava de galho em galho, e
naquela altura tentava a sorte como escritor, ele sobrevivia do socorro financeiro da família da esposa —
isso, até o divórcio arrastá-lo ao fundo do poço. Mas Hill encontrou uma forma de dar a volta por cima:
se ele não podia lutar contra a ruína econômica, por que não lucrar com ela? Com base em seu próprio
desalento, escreveu o que viria a ser seu maior sucesso, Quem Pensa Enriquece (1937). Hoje com 120
milhões de cópias vendidas, a obra foi pioneira em explorar uma premissa básica do aconselhamento
motivacional: com determinação e pensamentos positivos, qualquer um pode vencer na vida.
 
Que a literatura de Hill tenha conservado seu apelo ao longo das décadas não chega a ser surpresa. Ele
foi, afinal, um dos inventores da autoajuda moderna. Não deixa de ser uma ironia, contudo, seu súbito
empoderamento no Brasil da pandemia, da crise econômica e da polarização tóxica. Mais Esperto que o
Diabo, livro que o americano fez em 1938 e ganhou edição no Brasil em 2014, atropelou o mercado
editorial no ano passado. Isso mesmo: a obra de autoajuda dos anos 30 foi o livro mais vendido do país
em 2020, com 234 000 cópias comercializadas.
 
A ascensão do título coroou um movimento que se delineava desde 2019, quando o líder do ranking foi
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas (1936), de Dale Carnegie (1888-1955) — outro autor que fez
fama à sombra da Grande Depressão. “Vivemos um período de medo, o que aumentou a busca por livros
de superação”, diz o editor Marcial Conte Jr. Inebriado pela obra de Hill, Conte Jr. largou o ramo
farmacêutico para se dedicar ao editorial e, junto de outros empresários, criou a Citadel, casa de Mais
Esperto que o Diabo.
 
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770) 
Hill escreveu a obra em 1938, na esteira de Quem Pensa Enriquece. O livro, contudo, foi engavetado por
veto de dona Annie Lou, última das cinco esposas do autor, por questões religiosas. Além da menção ao
dito-cujo no título, o manual é todo construído em torno de uma fictícia entrevista entre o autor e o
diabo – que exige ser chamado de “Sua Majestade”. Hill usa a metáfora demoníaca para denunciar os
pensamentos negativos como fonte insidiosa de toda infelicidade. Essa pérola só seria publicada pela
primeira vez nos Estados Unidos em 2011.
 
(Raquel Carneiro, O pai da autoajuda. Veja, 27-01-2021)
 
Na passagem do primeiro parágrafo – … naquela altura tentava a sorte como escritor –, a expressão
destacada faz referência
a) ao momento da opção por ser escritor.
b) ao período em que se divorciou.
c) ao salto de galho em galho.
d) ao período da Grande Depressão.
e) à época de seu nascimento.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Para responder a questão, leia o trecho do conto- prefácio “Hipotrélico”, que integra o livro
Tutameia, de João Guimarães Rosa.
 
Há o hipotrélico. O termo é novo, de impesquisada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em
todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se
hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou, talvez, vice-dito: indivíduo pedante,
importuno agudo, falto de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra
inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele
por se negar nominalmente a própria existência.
 
Somos todos, neste ponto, um tento ou cento hipotrélicos? Salvo o excepto, um neologismo contunde,
confunde, quase ofende. Perspica-nos a inércia que soneja em cada canto do espírito, e que se refestela
com os bons hábitos estadados. Se é que um não se assuste: saia todo-o-mundo a empinar vocábulos
seus, e aonde é que se vai dar com a língua tida e herdada? Assenta-nos bem à modéstia achar que o
novo não valerá o velho; ajusta-se à melhor prudência relegar o progresso no passado. [...]
 
Já outro, contudo, respeitável, é o caso — enfim — de “hipotrélico”, motivo e base desta fábula diversa, e
que vem do bom português. O bom português, homem-de-bem e muitíssimo inteligente, mas que,
quando ou quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas.
 
Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano, terceiro, ausente:
 
— E ele é muito hiputrélico...
 
Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:
 
— Olhe, meu amigo, essa palavra não existe.
 
Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:
 
— Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?
 
— É. Mas não existe.
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771) 
772) 
 
Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no tom já feliz de descoberta, e apontando para o
outro, peremptório:
 
— O senhor também é hiputrélico...
 
E ficou havendo.
 
(Tutameia, 1979.)
 
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
a) “Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:” (6º parágrafo)
b) “— O senhor também é hiputrélico...” (12º parágrafo)
c) “Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer:” (1º parágrafo)
d) “— Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?” (9º parágrafo)
e) “Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:” (8º parágrafo)
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o poema “Ausência”,de Carlos Drummond de Andrade, para responder a questão.
 
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus 
[braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
 
(Corpo, 2015.)
 
Os três pronomes “a” do poema referem-se, respectivamente, a
a) ausência, falta, ausência.
b) ausência, ausência, falta.
c) falta, falta, ausência.
d) falta, ausência, ausência.
e) falta, ausência, falta.
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Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o trecho do ensaio “As mutações do poder e os limites do humano”, de Newton Bignotto, para
responder a questão.
 
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773) 
A modernidade se construiu a partir do Renascimento à luz da famosa asserção do filósofo italiano Pico
della Mirandola em seu Discurso sobre a dignidade do homem (1486), segundo o qual fomos criados
livres e com o poder de escolher o que desejamos ser. Diferentemente dos outros seres, o homem pode
constituir a própria face e transitar pelos caminhos mais elevados, ou degenerar até o nível inferior das
bestas.
 
Para Pico della Mirandola, o homem é um ser autoconstruído, e, por isso, não podemos atribuir a forças
transcendentes nem os sucessos nem os fracassos. A liberdade para forjar sua própria natureza é um
dom que implica riscos. Se com frequência preferimos olhar apenas para a força de uma vontade, que
decidiu explorar o mundo com as ferramentas da razão, desde a era do Barroco sabemos que o real
comporta um lado escuro, que não pode ser simplesmente esquecido. Ao lado do racionalismo triunfante,
sempre houve um grito de alerta quanto às trevas que rondavam as sociedades modernas.
 
O século XX viu essas trevas ocuparem o centro da cena mundial e enterrou para sempre a ideia de que
o progresso da civilização iria nos livrar de nossas fraquezas e defeitos. O século da técnica e dos
avanços espetaculares da ciência foi também o século dos massacres e do aparecimento da morte em
escala industrial. Tudo se passa como se a partir de agora não pudéssemos mais esquecer da besta, que
Pico della Mirandola via como uma das possibilidades de nossa natureza. O monstro, que rondava a
razão, e que por tanto tempo pareceu poder ser por ela derrotado, aproveitou-se de muitas de suas
conquistas para criar uma nova identidade, que nos obriga a conviver com a barbárie no seio mesmo de
sociedades que tanto contribuíram para criar a imagem iluminada do Ocidente.
 
(Adauto Novaes (org.). Mutações, 2008. Adaptado.)
 
Dêiticos: expressões linguísticas cuja interpretação depende da pessoa, do lugar e do momento em que
são enunciadas. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Expressões como “aqui”, “hoje”
devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui”
e “hoje”.
 
(Ernani Terra. Leitura do texto literário, 2014. Adaptado.)
 
Verifica-se a ocorrência de dêitico no seguinte trecho:
a) “O século da técnica e dos avanços espetaculares da ciência foi também o século dos massacres e
do aparecimento da morte em escala industrial.” (3º parágrafo)
b) “Diferentemente dos outros seres, o homem pode constituir a própria face e transitar pelos
caminhos mais elevados, ou degenerar até o nível inferior das bestas.” (1º parágrafo)
c) “A liberdade para forjar sua própria natureza é um dom que implica riscos.” (2º parágrafo)
d) “Ao lado do racionalismo triunfante, sempre houve um grito de alerta quanto às trevas que
rondavam as sociedades modernas.” (2º parágrafo)
e) “Tudo se passa como se a partir de agora não pudéssemos mais esquecer da besta, que Pico della
Mirandola via como uma das possibilidades de nossa natureza.” (3º parágrafo)
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VUNESP - AG (Pref V Paulista)/Pref V Paulista/Assistente Administrativo/2021
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Fake news na mira
 
Controversa, a expressão fake news é amplamente usada. Mas, se não é fácil definir o que é fake news,
imagine combatê-la de forma eficiente. Esse nome tem sido recorrentemente atribuído a postagens que
desagradam, erros em matérias, títulos descalibrados e até a colunas de opinião, embora não o sejam.
Fake news são conteúdo falso. É uma mentira com aparência de verdade que mimetiza a forma da
notícia. Para isso, lança mão da linguagem jornalística e busca popularidade nas redes sociais.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1729137
774) 
Um aspecto crucial é saber diferenciá-la dos erros cometidos pela imprensa.
 
Diferentemente da notícia, as fake news são produzidas anonimamente e buscam induzir a erro para
obter vantagem econômica ou política. Uma Redação profissional é alvo da cobrança do público e pode
ser responsabilizada. Quem são os autores de fake news? Não se sabe e, portanto, deles nada pode ser
cobrado.
 
O fato é que a imprensa não tem o monopólio da verdade.
 
Ela erra e desinforma. A questão é que, quando isso acontece, a sociedade tem meios para cobrar as
correções.
 
No caso de conteúdo fraudulento, não há espaço para contestação dos acusados nem correção de erro –
mesmo porque o erro é proposital.
 
(Flávia Lima. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-lima
ombudsman/ 2019/11/fake-news-na-mira.shtml. 24.11.2019. Adaptado)
 
O termo isso, em destaque, refere-se à
a) disseminação do uso da expressão fake news.
b) dificuldade em se definir o que de fato é fake news.
c) forma eficiente como as notícias falsas são combatidas.
d) urgência pela coibição de erros em matérias jornalísticas.
e) ação de disfarçar as fake news de notícias verdadeiras.
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Vida ao natural
 
Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira. E quando ela percebeu que, além do frio, chovia nas
árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aquilo que ela nem
sequer sabia que precisava como numa fome. Chovia, chovia. O fogo aceso pisca para ela e para o
homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece; ele atiça o fogo na lareira, o que
não lhe é senão dever de nascimento. E ela – que é sempre inquieta, fazedora de coisas e
experimentadora de curiosidades – pois ela nem lembra sequer de atiçar o fogo; não é seu papel, pois se
tem o seu homem para isso. Não sendo donzela, que o homem então cumpra a sua missão. O mais que
ela faz é às vezes instigá-lo: “aquela acha*”, diz-lhe, “aquela ainda não pegou”. E ele, um instante antes
que ela acabe a frase que o esclareceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já
está atiçando a acha. Não a comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se
lhe desse ordem. A outra mão dele, a livre, está ao alcance dela. Ela sabe, e não a toma. Quer a mão
dele, sabe que quer, e não a toma. Tem exatamente o que precisa: pode ter.
 
Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo,
refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar.
Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que
sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde,
flameja.
(Clarice Lispector, Os melhores contos
[seleção Walnice Nogueira Galvão], 1996)* pequeno pedaço de madeira usado para lenha 11.
 
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775) 
Em uma passagem do texto, o pronome é seguido do seu referente para evitar uma interpretação
equivocada. Isso ocorre em:
a) Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece...
b) ... ele atiça o fogo na lareira, o que não lhe é senão dever de nascimento.
c) ... ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é...
d) Ela sabe, e não a toma. Quer a mão dele, sabe que quer...
e) ... e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto, para responder a questão.
 
Em 16 de setembro de 1620, o Mayflower zarpou da Inglaterra com destino ao Novo Mundo,
transportando 102 peregrinos e inaugurando a colonização do país que viria a ser os Estados Unidos.
Quatrocentos anos depois, no mesmo dia e no mesmo porto britânico de Plymouth, de onde a antiga
embarcação se lançou ao Atlântico, um novo Mayflower, completamente diferente daquele, foi
oficialmente batizado. Dessa vez, porém, a missão desbravadora é outra: nos próximos dias, a nau
inaugurará uma nova era nas navegações, sem passageiros nem tripulação, viajando de forma
completamente autônoma.
 
O Mayflower do século XXI é efetivamente guiado pela tecnologia, e não por pessoas — mais
especificamente por um software que analisa informações vindas de radares, satélites e outros
equipamentos que ajustam seu percurso e velocidade, evitando colisão com outras embarcações. O
sistema tem como objetivo principal comprovar a viabilidade de navios sem assistência humana.
 
Ao refazer a jornada histórica, o reluzente Mayflower não só provará sua capacidade de navegação
autônoma, como também coletará informações da vida marinha, monitorando constantemente a
temperatura e os níveis de sal e oxigênio das águas, além de verificar a existência de microplásticos
poluentes no mar. Outro dispositivo especial são os microfones, que captarão sons emitidos por baleias
encontradas pelo caminho.
 
Apesar de toda a tecnologia e cuidados, o grau de aventura do projeto é inequívoco — sujeito,
evidentemente, a contratempos, chuvas e trovoadas. Poucos dias depois da primeira partida do porto de
Plymouth, em 15 de junho, com 10% do percurso já concluído, um problema no gerador a diesel forçou
o retorno da embarcação à Inglaterra para reparo e, até 29 de junho, o barco aguardava sinal verde para
zarpar novamente.
 
Embora os percalços existam, a empolgação com o Mayflower e com outros barcos do tipo não
arrefeceu. Com os últimos avanços, a tecnologia já tornou semiautônomos alguns processos de carga e
descarga nos portos mais avançados. Até agora, depois de alguns anos de testes, existem dificuldades
técnicas e legais a superar antes de pôr para rodar os aguardados carros autônomos. Imagine o tamanho
do problema quando se trata de cargueiros e petroleiros de 10 000 toneladas. Para chegar lá, as
esperanças estão depositadas no sucesso de embarcações como o moderno Mayflower. Assim como a
sua versão histórica, ele pode ficar marcado como o navio pioneiro de uma grande mudança.
 
(Sabrina Brito. Águas remotas. Veja, 07.07.2021. Adaptado)
Confidencial até o momento da aplicação.
 
Na passagem do último parágrafo – Para chegar lá, as esperanças estão depositadas no sucesso de
embarcações como o moderno Mayflower. –, o advérbio destacado faz referência
a) à melhoria das condições de viagem dos tripulantes do Mayflower.
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776) 
b) ao aperfeiçoamento de processos para operações autônomas de navegação.
c) aos portos de carga e descarga ainda semiautônomos.
d) aos testes necessários para legalizar o tráfego de carros sem motorista.
e) às embarcações com mais de 10 000 toneladas, como o Mayflower.
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Para responder à questão abaixo, leia o trecho do drama Macário, de Álvares de Azevedo.
 
MACÁRIO (chega à janela): Ó mulher da casa! olá! ó de casa!
 
UMA VOZ (de fora): Senhor!
 
MACÁRIO: Desate a mala de meu burro e tragam-ma aqui...
 
A VOZ: O burro?
 
MACÁRIO: A mala, burro!
 
A VOZ: A mala com o burro?
 
MACÁRIO: Amarra a mala nas tuas costas e amarra o burro na cerca.
 
A VOZ: O senhor é o moço que chegou primeiro?
 
MACÁRIO: Sim. Mas vai ver o burro.
 
A VOZ: Um moço que parece estudante?
 
MACÁRIO: Sim. Mas anda com a mala.
 
A VOZ: Mas como hei de ir buscar a mala? Quer que vá a pé?
 
MACÁRIO: Esse diabo é doido! Vai a pé, ou monta numa vassoura como tua mãe!
 
A VOZ: Descanse, moço. O burro há de aparecer. Quando madrugar iremos procurar.
 
OUTRA VOZ: Havia de ir pelo caminho do Nhô Quito. Eu conheço o burro...
 
MACÁRIO: E minha mala?
 
A VOZ: Não vê? Está chovendo a potes!...
 
MACÁRIO (fecha a janela): Malditos! (atira com uma cadeira no chão)
 
O DESCONHECIDO: Que tendes, companheiro?
 
MACÁRIO: Não vedes? O burro fugiu...
 
O DESCONHECIDO: Não será quebrando cadeiras que o chamareis...
 
MACÁRIO: Porém a raiva...
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1924444
[...]
 
O DESCONHECIDO: A mala não pareceu-me muito cheia. Senti alguma coisa sacolejar dentro. Alguma
garrafa de vinho?
 
MACÁRIO: Não! não! mil vezes não! Não concebeis, uma perda imensa, irreparável... era o meu
cachimbo...
 
O DESCONHECIDO: Fumais?
 
MACÁRIO: Perguntai de que serve o tinteiro sem tinta, a viola sem cordas, o copo sem vinho, a noite
sem mulher – não me pergunteis se fumo!
 
O DESCONHECIDO (dá-lhe um cachimbo): Eis aí um cachimbo primoroso.
 
[...]
 
MACÁRIO: E vós?
 
O DESCONHECIDO: Não vos importeis comigo. (tira outro cachimbo e fuma)
 
MACÁRIO: Sois um perfeito companheiro de viagem. Vosso nome?
 
O DESCONHECIDO: Perguntei-vos o vosso?
 
MACÁRIO: O caso é que é preciso que eu pergunte primeiro. Pois eu sou um estudante. Vadio ou
estudioso, talentoso ou estúpido, pouco importa. Duas palavras só: amo o fumo e odeio o Direito
Romano. Amo as mulheres e odeio o romantismo.
 
O DESCONHECIDO: Tocai! Sois um digno rapaz. (apertam a mão)
 
MACÁRIO: Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema, mais de um beijo que do soneto mais
harmonioso. Quanto ao canto dos passarinhos, ao luar sonolento, às noites límpidas, acho isso
sumamente insípido. Os passarinhos sabem só uma cantiga. O luar é sempre o mesmo. Esse mundo é
monótono a fazer morrer de sono.
 
O DESCONHECIDO: E a poesia?
 
MACÁRIO: Enquanto era a moeda de ouro que corria só pela mão do rico, ia muito bem. Hoje trocou-se
em moeda de cobre; não há mendigo, nem caixeiro de taverna que não tenha esse vintém azinhavrado1.
Entendeis-me?
 
O DESCONHECIDO: Entendo. A poesia, de popular tornou- se vulgar e comum. Antigamente faziam-na
para o povo; hoje o povo fá-la... para ninguém...
 
(Álvares de Azevedo. Macário/Noite na taverna, 2002.)
 
1 azinhavrado: coberto de azinhavre (camada de cor verde que se forma na superfície dos objetos de cobre ou
latão, resultante da corrosão destes quando expostos ao ar úmido).
 
Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:
a) “O DESCONHECIDO: Perguntei-vos o vosso?”
b) “O DESCONHECIDO: Não será quebrando cadeiras que o chamareis…”
c) “A VOZ: Não vê? Está chovendo a potes!…”
d) “A VOZ: Mas como hei de ir buscar a mala? Quer que vá a pé?”
e) “MACÁRIO: Esse mundo é monótono a fazer morrer de sono.”
777) 
778) 
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
Qual foi o império mais poderoso da Antiguidade?
 
Sem dúvidas, o Império Romano é o mais famoso da História.Sua estrutura militar e administrativa
possibilitou não apenas que ele fosse um dos impérios mais expansivos do mundo, mas também o fez o
mais duradouro, sobrevivendo incríveis 10 séculos.
 
“À medida que Roma expandia sua influência sobre cada vez mais áreas, suas instituições políticas se
mostraram resilientes e adaptáveis, permitindo incorporar populações diversas. Embora o sistema de
votação possa parecer uma estratégia deliberada para capacitar os ricos, na verdade era um reflexo da
estrutura militar romana”, explica Steven Schroeder no artigo “The Roman Republic”, para a plataforma
Khan Academy.
 
“Roma se tornou o estado mais poderoso do mundo no primeiro século a.C. por meio de uma
combinação de poder militar, flexibilidade política, expansão econômica e mais do que um pouco de boa
sorte. Essa expansão mudou o mundo mediterrâneo e também a própria Roma”.
 
Roma, indubitavelmente, foi muito poderosa. No entanto, ela não foi a capital com maior poder na
Antiguidade, podendo ser considerada apenas a cidade-estado que mais influenciou o Ocidente.
 
(https://aventurasnahistoria.uol.com.br. Adaptado)
 
De acordo com a norma-padrão, um enunciado coerente com o sentido do texto é:
a) A estrutura militar de Roma ampliou-lhe o potencial bélico, tornando-a uma cidade-estado
poderosíssima.
b) A estrutura militar de Roma transformou-a no potencial bélico, tornando ela numa cidade-estado
poderosérrima.
c) A estrutura militar de Roma reduziu-a o potencial bélico, tornando-lhe uma cidade-estado
poderosíssima.
d) A estrutura militar de Roma ajudou-na no potencial bélico, tornando-na uma cidade-estado
poderosona.
e) A estrutura militar de Roma coibiu-lhe o potencial bélico, tornando ela uma cidade-estado
poderosérrima.
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VUNESP - SEsc (Pref S Roque)/Pref São Roque/2020
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto, para responder a questão abaixo.
 
Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa
cidade do Rio de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei a olhar pela janela e não via
mais que nuvens, e feias. Na verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas pobres,
pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me dominando, até que uma senhora nervosa ao meu
lado disse que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado a São Paulo, mas estava fazendo
sua ronda dentro de um nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei acalmar a senhora.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2118880
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1100820
779) 
 
Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava com uma revista. Tentei convencê-la de que não
devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela precisava fazer alguma coisa, e a
única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se abanar. Ofereci-
lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo
mais vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
 
Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora. Notando que uma sua amiga estava em outra
poltrona, ofereci- -me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente que recolhesse as
pernas para que eu pudesse sair de meu lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo
estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado. Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro:
senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião não ousava cair.
 
(Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos
brasileiros do século.)
 
Nas passagens do segundo e do terceiro parágrafos, as expressões destacadas (“o fizesse” e “Isto”)
referem-se, correta e respectivamente, às informações textuais
a) “convencê-la” e “confessando”.
b) “se abanava com uma revista” e “o senhor”.
c) “fizesse frio” e “sair de meu lugar junto à janela”.
d) “não devia se abanar” e “orgulho de cavalheiro”.
e) “se abanar” e “ter um homem– ‘o senhor’ – ao lado”.
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VUNESP - SEsc (Pref S Roque)/Pref São Roque/2020
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Assinale a alternativa que preenche as lacunas com as expressões que, de acordo com a norma-
padrão, são adequadas ao seguinte texto:
 
Os candidatos ______ inscrições com isenção de taxa estão pendentes devem procurar a Secretaria para
entregar documentos ______ possam comprovar endereço e renda familiar. O deferimento ______
inscrições só ocorrerá após a entrega.
 
a) cujas ... com os quais ... dessas
b) que as ... que ... nestas
c) cujos as ... os quais ... destas
d) as quais ... nos quais ... a essas
e) de que ... os que ... para estas
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VUNESP - Prof S (Piracicaba)/Pref Piracicaba/Educação Infantil/2020
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1100830
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1105986
780) 
781) 
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Escola inclusiva
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros concordam que há melhora nas escolas quando
se incluem alunos com deficiência.
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e
assumiu o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal perspectiva
generosa. Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes no tecido social.
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até para o mais básico, como o
ensino de ciências; o que dizer então de alunos com gama tão variada de dificuldades.
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o enfrentado por cadeirantes, a problemas de
aprendizado criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais.
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto, para minorar preconceitos. A maioria dos
entrevistados (59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam aprender só na companhia
de colegas na mesma condição.
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar com pessoal capacitado, em cada
estabelecimento, para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2
milhão de alunos assim categorizados. Embora tenha triplicado o número de professores com alguma
formação em educação especial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. Não se
concebe que possa haver um especialista em cada sala de aula.
 
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma estrutura para o atendimento inclusivo, as
salas de recursos. Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno e sua família
para definir atividades e de auxiliar os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete ao Estado disseminar essas iniciativas
exitosas por seus estabelecimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas
especiais os estudantes com deficiência – que não se confunde com incapacidade, como felizmente já
vamos aprendendo.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 16.10.2019. Adaptado)
No último parágrafo do texto, a frase “... como felizmente já vamos aprendendo.” refere-se à informação
de que
a) são muitos os casos exemplares de inclusão verificados na rede oficial de ensino.
b) compete ao Estado disseminar as iniciativas exitosas por seus estabelecimentos.
c) se combate a segregação de estudantes com disseminação de iniciativas exitosas.
d) a tendência em segregar em salas especiais alunos com deficiência foi superada.
e) a deficiência apresentada por estudantes não é sinônimo de que sejam incapazes.www.tecconcursos.com.br/questoes/1239273
VUNESP - AGPP (CMBP)/CM BP/Gestão Administrativa/2020
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Emergentes à frente
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1239273
782) 
As tecnologias de segurança digital por meio de biometria estão evoluindo para coibir roubos e fraudes,
seja nas contas bancárias, seja nas eleições. Isso acontece principalmente em países emergentes, que,
nesse quesito, estão à frente de nações desenvolvidas. Grandes democracias, como o Brasil e a Índia,
estão utilizando a tecnologia para trazer mais segurança aos pleitos. Por aqui, 67% do eleitorado já
cadastrou as impressões digitais para se identificar na hora do voto, segundo dados do Tribunal Superior
Eleitoral. Não é por acaso, portanto, que uma pesquisa realizada pela empresa francesa Idemia, que
ouviu 2 800 pessoas em 11 países, apontou que 89% dos brasileiros utilizaram a biometria digital em
algum momento da vida. Trata-se do maior índice do mundo – a proporção cai para 48% nos Estados
Unidos. No reconhecimento de voz e íris, a Índia lidera. Os bancos também têm adotado a biometria
como mais uma ferramenta de segurança. Isso faz com que as populações emergentes confiem mais
nesse tipo de tecnologia.
(Exame, 12.06.2019)
 
Na última frase do texto – Isso faz com que as populações emergentes confiem mais nesse tipo de
tecnologia. – o pronome destacado refere-se a
a) cair a proporção.
b) adotar a biometria.
c) reconhecer voz e íris.
d) cadastrar as digitais.
e) evoluir a tecnologia.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1253294
VUNESP - Aux Adm (FITO)/FITO/Apoio Administrativo/2020
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- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
Nobel de Economia vai para trio que pesquisa formas de reduzir a pobreza
 
Neste ano, o comitê do Prêmio Nobel de Economia concedeu a honraria a três pesquisadores da área:
Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer.
 
Segundo os organizadores, os especialistas têm como mérito terem encontrado maneiras eficazes de
combater a pobreza no mundo. Eles fizeram isso, cada um à sua maneira, dividindo um problema global
em questões menores, o que facilita o gerenciamento.
 
Em meados dos anos 1990, o norte-americano Michael Kremer foi a campo testar intervenções que
poderiam melhorar o desempenho escolar de crianças no oeste do Quênia. A francesa Esther Duflo e o
indiano Abhijit Banerjee (que são casados) realizaram estudos semelhantes em outros países. Na Índia,
por exemplo, mais de 5 milhões de crianças se beneficiaram de programas de reforço em salas de aula. A
saúde também está no trabalho dos laureados. Seus estudos mostraram como populações mais pobres
são sensíveis a elevações de preços nos gastos com saúde preventiva.
 
Dentre o trio de laureados, vale destacar Esther Duflo: ela é a segunda mulher e a pessoa mais jovem a
receber o Prêmio Nobel de Economia.
 
(https://revistagalileu.globo.com, 14.10.2019. Adaptado)
 
 
Duas palavras usadas no texto para se referir aos pesquisadores que ganharam o Prêmio Nobel de
Economia são:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1253294
783) 
a) comitê (1º parágrafo) e organizadores (2º parágrafo).
b) comitê (1º parágrafo) e especialistas (2º parágrafo).
c) organizadores (2º parágrafo) e especialistas (2º parágrafo).
d) organizadores (2º parágrafo) e laureados (3º e 4º parágrafos).
e) especialistas (2º parágrafo) e laureados (3º e 4º parágrafos).
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VUNESP - Esc (AVAREPREV)/AVAREPREV/2020
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder à questão.
Os resistentes
Não sucumbi ao telefone celular. Não tenho e nunca terei um telefone celular. Quando preciso usar um,
uso o da minha mulher. Mas segurando-o como se fosse um grande inseto(A), possivelmente venenoso,
desconhecido da minha tribo.
Sei que alguns celulares ronronam e vibram discretamente, em vez de desandarem a chamar seus donos
com música. Infelizmente, os donos nem sempre mostram a mesma discrição(B). Não é raro você ser
obrigado a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade(C) ou dos furúnculos da tia Djalmira a
céu aberto, por assim dizer.
Não dá para negar que o celular é útil, mas no caso a própria utilidade é angustiante. O celular reduziu
as pessoas a apenas extremos opostos de uma conexão, pontos soltos no ar, sem contato com o chão.
Onde você se encontra se tornou irrelevante, o que significa que, em breve, ninguém mais vai se
encontrar.(D)
Não tenho a menor ideia de como funciona o besouro maldito. E chega um momento em que cada nova
perplexidade com ele se torna uma ofensa pessoal, ainda mais para quem ainda não entendeu bem
como funciona uma torneira.
Ouvi dizer que o celular destrói o cérebro aos poucos. Vejo a nós – os que não sucumbiram, os últimos
resistentes(E) – como os únicos sãos num mundo imbecilizado pelo micro-ondas de ouvido, com o qual
as pessoas trocarão grunhidos pré-históricos, incapazes de um raciocínio ou de uma frase completa, mas
ainda conectadas. Seremos poucos, mas nos manteremos unidos, e trocaremos informações. Usando
sinais de fumaça.
(Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel Falcão], “Os resistentes”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado.)
A correta análise do pronome destacado se faz em:
a) Mas segurando-o como se fosse um grande inseto... → o pronome refere-se à expressão “o da
minha mulher”.
b) ... os donos nem sempre mostram a mesma discrição. → o pronome expressa sentido de
reciprocidade.
c) ... a ouvir alguém tratando de detalhes da sua intimidade... → o pronome estabelece a interação
com o leitor.
d) ... o que significa que em breve ninguém mais vai se encontrar. → o pronome expressa sentido
de possessividade.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1254163
784) 
e) ... os que não sucumbiram, os últimos resistentes... → o pronome refere-se aos incapazes de um
raciocínio.
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VUNESP - Tec (EBSERH HC-UFU)/EBSERH HC-UFU/Análises Clínicas/2020
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
O galã
 
Um belo dia, naquela pacata e honesta capital da província de segunda ordem, apareceram, pregados
nas esquinas, enormes cartazes anunciando a próxima estreia de uma excelente companhia dramática,
vinda do Rio de Janeiro.
 
Há muito tempo o velho teatro não abria as portas ao público, e este, enfarado 1 de peloticas 2 e
cavalinhos, andava sequioso de drama e comédia.
 
Havia, portanto, na cidade uma animação e rebuliço desusados.
 
Falara-se na vinda da companhia, mas ninguém tinha absoluta certeza de que ela viesse, porque o
empresário receava não fazer para as despesas. Agora, os cartazes, impressos em letras garrafais,
confirmavam a auspiciosa notícia, provocando um entusiasmo indizível. Muita gente saía de casa só para
os ver, certificando-se, pelos próprios olhos, de tão grata novidade.
 
A companhia anunciada era, efetivamente, a melhor, talvez, de quantas até então se tinham aventurado
às incertezas de uma temporada naquela cidade tranquila.
 
Quando a companhia chegou, foi uma verdadeira festa. Grande massa de povo aguardava-a no cais de
desembarque; houve música, foguetes e aclamações.
 
(Arthur Azevedo, “O galã”. Seleção de Contos, 2014. Adaptado)
 
1 entediado
2 artes de iludir com truques
 
 
Nas passagens “Muita gente saía de casa só para os ver” (4º parágrafo) e “Grande massa de povo
aguardava- a no cais de desembarque” (último parágrafo), os pronomes destacados referem-se, correta
e respectivamente, às expressões:
a) animação e rebuliço; festa.
b) cartazes; companhia.
c) peloticas e cavalinhos; companhia.
d) enormes cartazes; festa.e) empresário e cartazes; cidade tranquila.
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VUNESP - GCM (F Vasconcelos)/Pref F Vasconcelos/2020
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785) 
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Universidade pública paga?
 
Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira quer educação gratuita
para todos, da creche à universidade.
 
Educação deve ser pública e gratuita, da primeira infância ao ensino médio. Por exemplo, uma menina
que passar por esse ciclo gerará um retorno social maior que o privado: a produtividade da economia
aumenta com trabalhadores qualificados.
 
Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas(A). No processo educacional,
funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem livres(B) e
agentes, não dependentes e passivos.
 
No ensino superior, o retorno privado é maior do que o social. Por exemplo, mais médicos e
administradores graduados geram ganhos sociais, mas os salários desses profissionais indicam que os
ganhos privados são substantivos: não seria razoável oferecer-lhes educação superior gratuita.(C)
 
Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de
fazê-lo(D). O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados
desigualmente. E há dois fundamentos filosóficos para tal posição.
 
O primeiro advém do conceito de progressividade de impostos e gastos públicos. Logo na graduação,
economistas aprendem um princípio de justiça: de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um
de acordo com sua necessidade. O segundo é derivado da visão do filósofo John Ralws: por vezes, é
mais justo tratar desiguais de forma desigual.
 
Logo, seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino
superior que possam pagar por este o façam.(E)
 
(Marcos Fernandes G. da Silva.
https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2020/08/universidade-publica-paga.shtml. 31.08.2020. Adaptado)
O termo ou expressão a que se refere o pronome destacado está corretamente identificado entre
parênteses em:
a) Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas. (justificativa moral)
b) ... funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem
livres... (indivíduos)
c) ... os salários desses profissionais indicam que os ganhos privados são substantivos: não seria
razoável oferecer-lhes educação superior gratuita. (ganhos privados)
d) Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem
condições de fazê-lo. (justificariam)
e) ... seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino
superior que possam pagar por este o façam. (mais razoável)
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VUNESP - Insp Alu (Peruíbe)/Pref Peruíbe/2019
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/912480
786) 
787) 
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Pelo fim das fronteiras
 
Imigração é um fenômeno estranho. Do ponto de vista puramente racional, ela é a solução para vários
problemas globais. Mas, como o mundo é um lugar menos racional do que deveria, pessoas que buscam
refúgio em outros países costumam ser recebidas com desconfiança quando não com violência, o que
diminui o valor da imigração como remédio multiuso.
 
No plano econômico, a plena mobilidade da mão de obra seria muito bem-vinda. Segundo algumas
estimativas, ela faria o PIB mundial aumentar em até 50%. Mesmo que esses cálculos estejam inflados,
só uma fração de 10% já significaria um incremento da ordem de US$ 10 trilhões (uns cinco Brasis).
 
Uma das principais razões para o mundo ser mais pobre do que poderia é que enormes contingentes de
humanos vivem sob sistemas que os impedem de ser produtivos. Um estudo de 2016 de Clemens,
Montenegro e Pritchett estimou que só tirar um trabalhador macho sem qualificação de seu país pobre
de origem e transportá-lo para os EUA elevaria sua renda anual em US$ 14 mil.
 
A imigração se torna ainda mais tentadora quando se considera que é a resposta perfeita para países
desenvolvidos que enfrentam o problema do envelhecimento populacional.
 
Não obstante tantas virtudes, imigrantes podem ser maltratados e até perseguidos quando cruzam a
fronteira, especialmente se vêm em grandes números. Isso está acontecendo até no Brasil, que não
tinha histórico de xenofobia. Desconfio de que estão em operação aqui vieses da Idade da Pedra, tempo
em que membros de outras tribos eram muito mais uma ameaça do que uma solução.
 
De todo modo, caberia às autoridades incentivar a imigração, tomando cuidado para evitar que a
chegada dos estrangeiros dê pretexto para cenas de barbárie. Isso exigiria recebê-los com inteligência,
minimizando choques culturais e distribuindo as famílias por regiões e cidades em que podem ser mais
úteis. É tudo o que não estamos fazendo.
 
(Hélio Schwartsman. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/.28.08.2018. Adaptado)
 
 
O termo destacado na frase – Isso está acontecendo até no Brasil... – refere-se à seguinte informação
do texto:
a) o problema de envelhecimento populacional no país.
b) a desqualificação da mão de obra dos imigrantes.
c) o aumento exponencial da imigração em solo brasileiro.
d) os episódios de violência contra imigrantes.
e) a oportunidade de moradia e emprego aos refugiados.
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VUNESP - Sec Esc (Peruíbe)/Pref Peruíbe/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Problemas de comportamento na escola podem ser indícios de TOD
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913281
788) 
Crianças são naturalmente agitadas. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e
fazer com que sejam respeitadas. Mas, quando pais e educadores não conseguem controlar excessos no
comportamento de algumas crianças, é preciso auxílio profissional; o problema pode ser o Transtorno
Opositivo Desafiador (TOD), que tem se tornado cada vez mais comum no ambiente escolar.
 
De acordo com o neuropediatra Clay Brites, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber, o TOD é o
excesso de um traço de comportamento inadequado e resulta da união de fatores genéticos com fatores
ambientais desajustados. “É uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na
criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir
regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades”, explica. Ele ressalta que o
transtorno costuma aparecer nos primeiros sete anos de vida e a incidência é maior em meninos.
 
O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar composta por pais, escola e profissionais.
A terapia é fundamental tanto para a criança com TOD, quanto para a família, que precisa aprender o
manejo comportamental ideal para seus filhos e também necessita de equilíbrio para lidar com a
situação. Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da
família e da escola, os números são animadores: características do TOD desaparecem em 65% das
crianças e adolescentes que recebem o tratamento adequado. Porém, quando o problema não tem a
devida atenção, pode evoluir para outros quadros, como baixo rendimento escolar e problemas de
aprendizagem.
 
(Lilian Martins. Gazeta do Povo. 02.03.2018.
www.gazetadopovo.com.br. Adaptado)
 
 
Considere as relações de sentido estabelecidas pelo vocábulo por nas seguintes passagens do texto:
 
• ... leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na criança e no adolescente acessos de
raiva exagerados, sentimentosde vingança e dificuldade em seguir regras e conselhos de outras
pessoas... (2º parágrafo)
• O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar... (3º parágrafo)
 
O vocábulo por exprime, em cada ocorrência, respectivamente, ideia de
a) causa e meio.
b) consequência e modo.
c) finalidade e condição.
d) modo e causa.
e) condição e finalidade.
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VUNESP - Sec Esc (Peruíbe)/Pref Peruíbe/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Problemas de comportamento na escola podem ser indícios de TOD
 
Crianças são naturalmente agitadas. Cabe à família estabelecer limites e regras, e à escola reforçá-las e
fazer com que sejam respeitadas. Mas, quando pais e educadores não conseguem controlar excessos no
comportamento de algumas crianças, é preciso auxílio profissional; o problema pode ser o Transtorno
Opositivo Desafiador (TOD), que tem se tornado cada vez mais comum no ambiente escolar.
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913285
789) 
De acordo com o neuropediatra Clay Brites, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber, o TOD é o
excesso de um traço de comportamento inadequado e resulta da união de fatores genéticos com fatores
ambientais desajustados. “É uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos por gerar na
criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança e dificuldade em seguir
regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades”, explica. Ele ressalta que o
transtorno costuma aparecer nos primeiros sete anos de vida e a incidência é maior em meninos.
 
O tratamento para o TOD é feito por uma rede multidisciplinar composta por pais, escola e profissionais.
A terapia é fundamental tanto para a criança com TOD, quanto para a família, que precisa aprender o
manejo comportamental ideal para seus filhos e também necessita de equilíbrio para lidar com a
situação. Embora não seja um problema simples, pois o tratamento é longo e requer persistência da
família e da escola, os números são animadores: características do TOD desaparecem em 65% das
crianças e adolescentes que recebem o tratamento adequado. Porém, quando o problema não tem a
devida atenção, pode evoluir para outros quadros, como baixo rendimento escolar e problemas de
aprendizagem.
 
(Lilian Martins. Gazeta do Povo. 02.03.2018.
www.gazetadopovo.com.br. Adaptado)
 
 
Em – ... condição que leva a comportamentos altamente restritivos... (2º parágrafo) –, a expressão
destacada estará corretamente substituída, quanto à regência verbal de acordo com a norma-padrão da
língua, por:
a) se converte de
b) resulta em
c) reverte de
d) acarreta em
e) induz por
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VUNESP - Sec Esc (Peruíbe)/Pref Peruíbe/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Nada de importante
 
Quem não tem seus apegos, certo? Eles até podem não ser lá muito saudáveis, mas são inevitáveis.
Assim, sugiro fazermos as melhores escolhas possíveis ao nos apegarmos a quem ou ao que seja.
 
Sou apegada a certos livros, certas mágoas, certos prazeres, certas bebidas: café, sempre. A certas
pessoas, certos sonhos. Adoro como estes vão se encaixando na realidade, trazendo outras nuances,
algumas que nem eu imaginei para eles. Há certa ironia em como os sonhos nos mostram que sua
realização vive na realidade. No caso das pessoas, há sempre o risco de a saudade tomar conta. Para ser
apegada às pessoas, sem que isso faça mais mal do que bem, repito a mim mesma que aquela pessoa
não me pertence, que ela não nasceu para atender aos meus desejos ou necessidades. Então,
compreendendo que posso esperar do outro somente o que ele quer e pode me oferecer, acabo
aproveitando o melhor desse apego.
 
(Carla Dias. 07.11.2018. www.cronicadodia.com.br. Adaptado)
 
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913296
790) 
791) 
A palavra que sinaliza que a narradora do texto é do gênero feminino está destacada no seguinte trecho
do segundo parágrafo:
a) ... sugiro fazermos as melhores escolhas possíveis...
b) ... trazendo outras nuances, algumas que nem eu imaginei para eles.
c) ... os sonhos nos mostram que sua realização vive na realidade.
d) ... repito a mim mesma que aquela pessoa não me pertence...
e) ... ela não nasceu para atender aos meus desejos ou necessidades.
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VUNESP - Aux Adm (Pref Arujá)/Pref Arujá/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia os quadrinhos para responder à questão.
 
 
(Fernando Gonsales. Níquel Náusea. Folha de S. Paulo. 27.12.2018. www.folha.uol.com.br)
 
No contexto dos quadrinhos, os conteúdos expressos nas frases “Comi uma feijoada” e “Queimação no
estômago” estabelecem entre si uma relação de
a) alternância.
b) concomitância.
c) equivalência.
d) causa e efeito.
e) modo e finalidade.
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VUNESP - Aux Escr (IPREMM)/IPREMM/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Durante a Guerra do Golfo, as televisões do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte
impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianças prematuras
kwaitianas mortas; outra, pássaros sujos de petróleo por uma maré negra provocada também pelos
iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A maré negra era real,
mas tinha acontecido a milhares de quilômetros dos “cruéis” iraquianos.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/913448
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/935111
792) 
Como nos defender de tudo isso? Simplesmente obtendo informações em outras fontes. Quantos livros
você leu no ano que passou? Informativos e formativos? E literatura? Quando falo em literatura, não
estou me referindo aos best-sellers, mas aos clássicos. Você já leu Shakespeare, Thomas Mann, Goethe,
Machado de Assis? Parece uma tarefa difícil, mas não é. Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, é uma
peça de teatro que se lê em dois dias! E quanta coisa se aprende sobre a alma humana!
(Antônio Suárez Abreu. A arte de argumentar. São Paulo, Ateliê Editorial, 2009. Adaptado)
 
No contexto, o pronome isso, em destaque no segundo parágrafo, faz referência
a) à disputa por poder que explica o surgimento dos conflitos.
b) à manipulação de informações efetuada pela mídia.
c) ao impacto ambiental que é deixado pelas guerras.
d) ao pouco incentivo ao desenvolvimento de hábitos de leitura.
e) ao fato de os clássicos da literatura serem desvalorizados.
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VUNESP - AT SUS (Pref GRU)/Pref GRU/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia a charge para responder a questão.
 
(Chargista Duke. https://www.otempo.com.br)
 
Na fala do segundo mosquito, a expressão Pois é indica uma
a) conclusão, com a qual ele sintetiza a ideia de que as condições para o surgimento de doenças
estão precárias.
b) contestação, utilizada para negar a ideia de que uma nova doença pode ser transmitida pelos
mosquitos.
c) confirmação, por meio da qual ele reconhece que agora os da sua espécie têm mais uma
atribuição.
d) ressalva, que corrige a informação da fala do primeiro mosquito quanto à transmissão do vírus
mayaro.
e) afirmação, que explora a ideia de que os mosquitos se sentem incomodados em transmitir o vírus
mayaro.
www.tecconcursos.com.br/questoes/1012644
VUNESP - ACS (Pref Cerquilho)/Pref Cerquilho/2019
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/991041
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1012644
793) 
794) 
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos,Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
 
O ambicioso plano de quase 400 anos para
ir à Lua em uma carroça voadora
 
Quando Galileu olhou pela primeira vez para a Lua através de seu telescópio em janeiro de 1610, ficou
surpreso ao descobrir que parecia ser um “mundo”. Em um contexto de grandes invenções, como os
relógios mecânicos, a pólvora e a bússola magnética, além dos telescópios, a imaginação dos pensadores
europeus fervilhava, e muitos se perguntavam se a Lua seria um mundo como a Terra. Haveria vida
inteligente ali? Se assim fosse, poderíamos nos comunicar com esses seres?
 
Essa possibilidade tentadora está no centro do programa espacial do reverendo John Wilkins, um jovem
clérigo inglês e amante da nova ciência. Ele propôs o desenvolvimento de um veículo notável, uma
espécie de carruagem voadora, que seria como um pequeno navio, no meio do qual haveria um
poderoso motor de relógio acionado por uma mola. A força da pólvora poderia ser usada para
movimentar essa máquina, de modo que, quando seu mecanismo fosse acionado, movimentaria um
grande par de asas, semelhantes às de um pássaro.
 
Não é necessário dizer que a carruagem voadora de Wilkins nunca se tornou realidade. A ciência
avançava tão rápido que, logo após sua proposta, Wilkins conseguiu perceber sua impossibilidade.
 
(Allan Chapman. 22.06.2019. www.bbc.com/portuguese. Adaptado)
 
 
 
A expressão Essa possibilidade tentadora, ao início do 2º parágrafo, faz referência à possibilidade de
a) mudar-se da Terra para morar em um lugar completamente desconhecido.
b) descobrir na Lua um mundo inabitado e hostil aos humanos.
c) haver seres inteligentes na Lua com os quais estabelecer comunicação.
d) desenvolver uma tecnologia capaz de detectar a presença de vida em outros planetas.
e) medir com instrumentos precisos a distância entre a Lua e o planeta Terra.
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VUNESP - ACE (Pref Cerquilho)/Pref Cerquilho/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
 
A sociedade que queremos começa nas escolas.
Você não acha?
 
O que violência, democracia e educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como
enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada
pelo Estado tem tudo a ver com democracia, isto é, quanto mais amedrontados, expostos e sem
confiança nas instituições estamos, mais nos sentimos impelidos a buscar justiça a qualquer custo,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1013084
795) 
acreditando em teorias que trocam liberdade por segurança. Do mesmo modo, quanto menos
esperança temos no debate democrático, mais propensos à violência estamos.
 
Uma educação comprometida com a pluralidade é um instrumento democrático por excelência. Veja
bem: não estamos falando de qualquer educação, mas sim de um ensino comprometido com a qualidade
(todo mundo tem de aprender e bem) e com valores democráticos (todo mundo tem de respeitar uns
aos outros). Uma educação que ensina as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo em
que lhes garante aprendizagem, é o coração de uma nação crítica, de instituições fortes e valorização da
diversidade.
 
(Pricilla Kesley. Todos pela Educação. 03.07.2018.
https://blogs.oglobo.globo.com. Adaptado)
 
 
 
A forma pronominal lhes, em destaque no 2º parágrafo, faz referência a
a) educação.
b) valores democráticos.
c) todo mundo.
d) crianças.
e) instituições fortes.
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VUNESP - PEB (Pref Cerquilho)/Pref Cerquilho/Educação Infantil Creche/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto Por uma educação de qualidade, de Sebastião Alvino Colomarte, para responder a
questão.
 
 
É inegável que o sistema educacional brasileiro necessita de ajustes para restaurar a qualidade,
principalmente em se tratando do ensino público. Nesse aspecto, antes de qualquer tecnicismo, devemos
centrar as ações na pessoa, ou seja, na valorização dos professores, acima de tudo.
 
Ao colocarmos em discussão a qualidade da educação, devemos levar em conta, principalmente, o
preparo correto dos profissionais de ensino que, na maioria das vezes, têm que lidar com alunos de
diversas características e camadas sociais.
 
Isso passa por uma boa estrutura no ambiente escolar, em que professores possam ter acesso a todas as
ferramentas, no sentido de oferecer um ensino de qualidade. Afinal, a tecnologia está aí para atender a
todos.
 
Com uma escola restaurada, revitalizada e com profissionais motivados, o estudante, com certeza, terá
prazer em frequentar o ambiente escolar. Repensar a grade curricular e o método de ensino é um dos
grandes desafios, uma vez que a escola tem que despertar o interesse do educando. Crianças e jovens
precisam desenvolver técnicas sistemáticas de trabalho, e aí entram os professores para auxiliá-los nessa
empreitada.
 
Educar para a vida e para o trabalho exige muito esforço e muita dedicação. Deixar os estudantes à
deriva nesse processo educacional não é bom, pois aprender requer força de vontade. Por isso, será
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1020985
796) 
fundamental a presença de um profissional capacitado para guiar os jovens nessa jornada. Acreditar e
apostar na boa educação são formas para alcançarmos níveis mais altos de desenvolvimento.
 
(Diário de Contagem, 20.07.2018. Disponível em:
www.diariodecontagem.com.br. Acesso em 04.06.2019. Adaptado)
 
 
Neste trecho – “Isso passa por uma boa estrutura no ambiente escolar…” (3º parágrafo) –, o vocábulo
em destaque refere-se
a) ao preparo correto dos profissionais de ensino.
b) ao sistema educacional brasileiro.
c) à qualidade da educação.
d) ao tecnicismo.
e) aos alunos de diversas características e camadas sociais.
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VUNESP - Desh (Campinas)/Pref Campinas/2019
Língua Portuguesa (Português) - Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores
- Pronomes Relativos, Conjunções, etc)
Leia o texto para responder a questão.
 
Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente.
Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo. Embora a inovação e a tecnologia
trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de
pagar um alto custo físico nesse processo. Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas
manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a
maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo,
por exemplo. Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram
nossos pés.
 
Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos do que os de nossos antepassados. E isso é
uma má notícia para a saúde do corpo inteiro. A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um
fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os
anos. Hannah Rice, da Universidade de Exeter, deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o
esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá
da casa, para explicar que o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não
estamos correndo.
 
Foi a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés
começou a se revelar. A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no
dia a dia. Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados são
anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés. No entanto, desde que começamos nosso
caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do

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