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SEE-MG
Professor de Educação Básica (PEB) - Matemática
Lingua Portuguesa
Interpretação e Compreensão de texto ......................................................................... 1
Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e inter-
textualidade ................................................................................................................... 2
Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e 
injunção; características específicas de cada modo ..................................................... 6
Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divi-
natório; características específicas de cada tipo ........................................................... 8
Textos literários e não literários ..................................................................................... 14
Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de desloca-
mento, substituição, modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Or-
ganização sintática das frases: termos e orações. Ordem direta e inversa .................. 14
Norma culta ................................................................................................................... 19
Pontuação e sinais gráficos........................................................................................... 21
Tipos de discurso .......................................................................................................... 26
Registros de linguagem ................................................................................................. 31
Funções da linguagem .................................................................................................. 33
Elementos dos atos de comunicação ............................................................................ 35
Estrutura e formação de palavras ................................................................................. 36
Formas de abreviação ................................................................................................... 39
Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de 
substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções 
e interjeições ................................................................................................................. 42
os modalizadores. Semântica: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, 
parônimos e hiperônimos. Polissemia e ambiguidade .................................................. 53
Os dicionários: tipos ...................................................................................................... 54
A organização de verbetes ............................................................................................ 60
Vocabulário: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos................................................ 76
latinismos....................................................................................................................... 78
Ortografia....................................................................................................................... 80
Acentuação gráfica ........................................................................................................ 81
A crase........................................................................................................................... 83
Periodização da literatura brasileira; estudo dos principais autores dos estilos de 
época ............................................................................................................................. 90
Exercícios ...................................................................................................................... 101
Gabarito ......................................................................................................................... 111
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
1
Interpretação e Compreensão de texto
 
Definição Geral
Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois sempre que compreendemos adequadamente 
um texto e o objetivo de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é do que as conclusões 
específicas. Exemplificando, sempre que nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação, 
a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente, ocorre a interpretação, que é a leitura e a 
conclusão fundamentada em nossos conhecimentos prévios. 
Compreensão de Textos 
Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do que está explícito no texto, ou seja, na 
identificação da mensagem. É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso da capacidade de 
entender, atinar, perceber, compreender. Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem 
transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a decodificação da mensagem que é feita pelo 
leitor. Por exemplo, ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos a mensagem transmitida por 
ela, assim como o seu propósito comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado evento. 
Interpretação de Textos 
É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os resultados aos quais chegamos por meio da 
associação das ideias e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar é decodificar o sentido 
de um texto por indução. 
A interpretação de textos compreende a habilidade de se chegar a conclusões específicas após a leitura de 
algum tipo de texto, seja ele escrito, oral ou visual. 
Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado da leitura, integrando um conhecimento que 
foi sendo assimilado ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva, podendo ser diferente 
entre leitores. 
Exemplo de compreensão e interpretação de textos
Para compreender melhor a compreensão e interpretação de textos, analise a questão abaixo, que aborda 
os dois conceitos em um texto misto (verbal e visual):
FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial > 2015
Português > Compreensão e interpretação de textos
A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.
“A Constituição garante o direito à educação para todos e a inclusão surge para garantir esse direito também 
aos alunos com deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou menos severas.”
A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
2
(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de 1988.
(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos severas.
(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes ou não.
(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser incluídos socialmente.
(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.
Comentário da questão:
Em “A” – Errado: o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas com deficiência, ou seja, inclusão 
de pessoas na sociedade. 
Em “B” – Certo: o complemento “mais ou menos severas” se refere à “deficiências de toda ordem”, não às 
leis. 
Em “C” – Errado: o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/adição das pessoas portadoras de 
deficiência ao direito à educação, além das que não apresentam essas condições.
Em “D” – Errado: além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o texto destaca que podem ser 
“permanentes ou temporárias”.
Em “E” – Errado: este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. 
Resposta: Letra B. 
Organização estrutural dos textos. Marcas de textualidade: coesão, coerência e inter-
textualidade
— Definições e diferenciação
Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que um texto coeso pode ser incoerente, e vice-
versa. O que existe em comum entre os dois é o fato de constituíremmecanismos fundamentais para uma 
produção textual satisfatória. Resumidamente, a coesão textual se volta para as questões gramaticais, isto é, 
na articulação interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na articulação externa da mensagem. 
— Coesão Textual
Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado das palavras que proporcionam a ligação entre 
frases, períodos e parágrafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se realiza por meio de 
palavras denominadas conectivos. 
As técnicas de coesão
A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos principais, a anáfora e a catáfora. Por estarem 
relacionados à mensagem expressa no texto, esses recursos classificam-se como endofóricas. Enquanto a 
anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual. 
 
As regras de coesão 
Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as regras relacionadas abaixo sejam seguidas.
Referência 
– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos. 
Exemplo: 
«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de departamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal 
anafórica (retoma termo já mencionado). 
– Comparativa: emprego de comparações com base em semelhanças. 
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
3
Exemplo: 
“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência comparativa endofórica. 
– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes demonstrativos. 
Exemplo: 
“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.” Temos uma referência demonstrativa catafórica. 
– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja nome, verbo ou frase, por outro, para que ele 
não seja repetido. 
Analise o exemplo: 
“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.” 
Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é evidente principalmente no fato de que a 
substituição adiciona ao texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o pronome pessoal 
retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentar quaisquer informações ao texto. 
– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual – nominal, verbal ou frasal – por meio da figura 
denominando eclipse. 
Exemplo: 
“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que proporciona o entendimento da segunda oração, 
pois o leitor fica ciente de que o locutor está procurando por Ana. 
– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as orações. 
Exemplo: 
“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente aconteceu.” Conjunção concessiva. 
– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem parte de um mesmo campo lexical ou que 
carregam sentido aproximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos, entre outros. 
Exemplo: 
“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está dando conta da demanda populacional.” 
— Coerência Textual 
A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto que se origina da sua argumentação – 
consequência decorrente dos saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto redundante e 
contraditório, ou cujas ideias introduzidas não apresentam conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência 
prejudica a fluência da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer que a falta de coerência não consiste 
apenas na ignorância por parte dos interlocutores com relação a um determinado assunto, mas da emissão de 
ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais. 
Observe os exemplos: 
“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo até o momento.” Aqui, temos um processo verbal 
acabado e um inacabado. 
“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos não consomem produtos de origem animal. 
Princípios Básicos da Coerência 
– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.
– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.
– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes. 
Fatores de Coerência 
– As inferências: se partimos do pressuposto que os interlocutores partilham do mesmo conhecimento, as 
inferências podem simplificar as informações. 
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
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Exemplo: 
“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que voltagem da lavadora é 220w”. 
Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de que existe um local adequado para ligar 
determinado aparelho. 
– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem de saberes adquirida ao longo da vida 
e que é arquivada na nossa memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts (roteiros, tal 
como normas de etiqueta), planos (planejar algo com um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos 
de funcionamento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã, sair para o trabalho/escola), frames 
(rótulos), etc. 
Exemplo: 
“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!” 
O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são 
elementos, os chamados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e nada têm a ver com o Natal. 
Elementos da organização textual: segmentação, encadeamento e ordenação.
A segmentação é a divisão do texto em pequenas partes para melhorar a compreensão. A encadeamento 
é a ligação dessas partes, criando uma lógica e coesão no texto. A ordenação é a disposição dessas partes 
de forma a transmitir uma mensagem clara e coerente. Juntos, esses elementos ajudam a criar uma estrutura 
eficiente para o texto.
Intertextualidade. 
— Definições gerais
Intertextualidade é, como o próprio nome sugere, uma relação entre textos que se exerce com a menção 
parcial ou integral de elementos textuais (formais e/ou semânticos) que fazem referência a uma ou a mais 
produções pré-existentes; é a inserção em um texto de trechos extraídos de outros textos. Esse diálogo entre 
textos não se restringe a textos verbais (livros, poemas, poesias, etc.) e envolve, também composições de 
natureza não verbal (pinturas, esculturas, etc.) ou mista (filmes, peças publicitárias, música, desenhos animados, 
novelas, jogos digitais, etc.).
— Intertextualidade Explícita x Implícita 
– Intertextualidade explícita: é a reprodução fiel e integral da passagem conveniente, manifestada aberta e 
diretamente nas palavras do autor. Em caso de desconhecimento preciso sobre a obra que originou a referência, 
o autor deve fazer uma prévia da existência do excerto em outro texto, deixando a hipertextualidade evidente. 
As características da intertextualidade explícita são: 
– Conexão direta com o texto anterior; 
– Obviedade, de fácil identificação por parte do leitor, sem necessidade de esforço ou deduções; 
– Não demanda que o leitor tenha conhecimento preliminar do conteúdo;
– Os elementos extraídos do outro texto estão claramente transcritos e referenciados.
– Intertextualidade explícita direta e indireta: em textos acadêmicos, como dissertações e monografias, 
a intertextualidade explícita é recorrente, pois a pesquisa acadêmica consiste justamente na contribuição de 
novas informações aos saberes já produzidos. Ela ocorre em forma de citação, que, por sua vez, pode ser direta, 
com a transcrição integral (cópia) da passagem útil, ou indireta, que é uma clara exploração das informações, 
mas sem transcrição, re-elaborada e explicada nas palavras do autor. 
– Intertextualidade implícita: esse modo compreende os textos que, ao aproveitarem conceitos, dados e 
informações presentes em produções prévias, não fazem a referência clara e não reproduzem integralmente 
em sua estrutura as passagens envolvidas. Em outras palavras, faz-se a menção sem revelá-la ou anunciá-
la. De qualquer forma, para que se compreenda o significado da relação estabelecida, é indispensável que o 
leitor seja capaz de reconhecer as marcas intertextuais e, em casos mais específicos, ter lido e compreendido 
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-435
o primeiro material. As características da intertextualidade implícita são: conexão indireta com o texto fonte; o 
leitor não a reconhece com facilidade; demanda conhecimento prévio do leitor; exigência de análise e deduções 
por parte do leitor; os elementos do texto pré-existente não estão evidentes na nova estrutura.
— Tipos de Intertextualidade
1 – Paródia: é o processo de intertextualidade que faz uso da crítica ou da ironia, com a finalidade de 
subverter o sentido original do texto. A modificação ocorre apenas no conteúdo, enquanto a estrutura permanece 
inalterada. É muito comum nas músicas, no cinema e em espetáculos de humor. Observe o exemplo da primeira 
estrofe do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira:
TEXTO ORIGINAL
“Vou-me embora para Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei?”
PARÓDIA DE MILLÔR FERNANDES
“Que Manoel Bandeira me perdoe, mas vou-me embora de Pasárgada
Sou inimigo do Rei
Não tenho nada que eu quero
Não tenho e nunca terei”
2 – Paráfrase: aqui, ocorre a reafirmação sentido do texto inicial, porém, a estrutura da nova produção nada 
tem a ver com a primeira. É a reprodução de um texto com as palavras de quem escreve o novo texto, isto é, 
os conceitos do primeiro texto são preservados, porém, são relatados de forma diferente. Exemplos: observe 
as frases originais e suas respectivas paráfrases: 
“Deus ajuda quem cedo madruga” – A professora ajuda quem muito estuda.
“To be or not to be, that is the question” – Tupi or not tupi, that is the question.
3 – Alusão: é a referência, em um novo texto, de uma dada obra, situação ou personagem já retratados em 
textos anteriores, de forma simples, objetiva e sem quaisquer aprofundamentos. Veja o exemplo a seguir: 
“Isso é presente de grego” – alusão à mitologia em que os troianos caem em armadilhada armada pelos 
gregos durante a Guerra de Troia.
4 – Citação: trata-se da reescrita literal de um texto, isto é, consiste em extrair o trecho útil de um texto e 
copiá-lo em outro. A citação está sempre presente em trabalhos científicos, como artigos, dissertações e teses. 
Para que não configure plágio (uma falta grave no meio acadêmico e, inclusive, sujeita a processo judicial), a 
citação exige a indicação do autor original e inserção entre aspas. Exemplo: 
“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”
(Lavoisier, Antoine-Laurent, 1773).
5 – Crossover: com denominação em inglês que significa “cruzamento”, esse tipo de intertextualidade tem 
sido muito explorado nas mídias visuais e audiovisuais, como televisão, séries e cinema. Basicamente, é a 
inserção de um personagem próprio de um universo fictício em um mundo de ficção diferente. Freddy & Jason” 
é um grande crossover do gênero de horror no cinema.
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
6
Exemplo:
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br
6) Epígrafe: é a transição de uma pequena passagem do texto de origem na abertura do texto corrente. Em 
geral, a epígrafe está localizada no início da página, à direita e em itálico. Mesmo sendo uma passagem “solta”, 
esse tipo de intertextualidade está sempre relacionado ao teor do novo texto.
 Exemplo: 
“A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu,
mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre
aquilo que todo mundo vê.”
Arthur Schopenhaus
Modos de organização discursiva: descrição, narração, exposição, argumentação e 
injunção; características específicas de cada modo
— Definição 
Argumentação é um recurso expressivo da linguagem empregado nas produções textuais que objetivam 
estimular as reflexões críticas e o diálogo, a partir de um grupo de proposições. A elaboração de um texto 
argumentativo requer coerência e coesão, ou seja, clareza de ideia e o emprego adequado das normas 
gramaticais. Desse modo, a ação de argumentar promove a potencialização das capacidades intelectuais, 
visto que se pauta expressão de ideias e em pontos de vista ordenados e estabelecidos com base em um 
tema específico, visando, especialmente, persuadir o receptor da mensagem. É importante ressaltar que a 
argumentação compreende, além das produções textuais escritas, as propagandas publicitárias, os debates 
políticos, os discursos orais, entre outros. 
Os tipos de argumentação 
– Argumentação de autoridade: recorre-se a uma personalidade conhecida por sua atuação em uma 
determinada área ou a uma renomada instituição de pesquisa para enfatizar os conceitos influenciar a opinião 
do leitor. Por exemplo, recorrer ao parecer de um médico infectologista para prevenir as pessoas sobre os 
riscos de contrair o novo corona vírus. 
– Argumentação histórica: recorre-se a acontecimentos e marcos da história que remetem ao assunto 
abordado. Exemplo: “A desigualdade social no Brasil nos remete às condutas racistas desempenhadas 
instituições e pela população desde o início do século XVI, conhecido como período escravista.” 
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
7
– Argumentação de exemplificação: recorre a narrativas do cotidiano para chamar a atenção para um 
problema e, com isso, auxiliar na fundamentação de uma opinião a respeito. Exemplo: “Os casos de feminicídio 
e de agressões domésticas sofridas pelas mulheres no país são evidenciados pelos sucessivos episódios de 
violência vividos por Maria da Penha no período em que ela esteve casada com seu ex-esposo. Esses episódios 
motivaram a criação de uma lei que leva seu nome, e que visa à garantia da segurança das mulheres.” 
– Argumentação de comparação: equipara ideias divergentes com o propósito de construir uma perspec-
tiva indicando as diferenças ou as similaridades entre os conceitos abordados. Exemplo: No reino Unido, os 
desenvolvimentos na educação passaram, em duas décadas, por sucessivas políticas destinadas ao reconhe-
cimento do professor e à sua formação profissional. No Brasil, no entanto, ainda existe um um déficit na forma-
ção desses profissionais, e o piso nacional ainda é muito insuficiente.” 
– Argumentação por raciocínio lógico: recorre-se à relação de causa e efeito, proporcionando uma 
interpretação voltada diretamente para o parecer defendido pelo emissor da mensagem. Exemplo: “Promover o 
aumento das punições no sistema penal em diversos países não reduziu os casos de violência nesses locais, 
assim, resultados semelhantes devem ser observados se o sistema penal do Brasil aplicar maiores penas e 
rigor aos transgressores das leis.” 
Os gêneros argumentativos
– Texto dissertativo-argumentativo: esse texto apresenta um tema, de modo que a argumentação é um 
recurso fundamental de seu desenvolvimento. Por meio da argumentação, o autor defende seu ponto de vista 
e realiza a exposição de seu raciocínio. Resenhas, ensaios e artigos são alguns exemplos desse tipo de texto. 
– Resenha crítica: a argumentação também é um recurso fundamental desse tipo de texto, além de se 
caracterizar pelo pelo juízo de valor, isto é, se baseia na exposição de ideias com grande potencial persuasivo.
– Crônica argumentativa: esse tipo de texto se assemelha aos artigos de opinião, e trata de temas e 
eventos do cotidiano. Ao contrário das crônicas cômicas e históricas, a argumentativa recorre ao juízo de valor 
para acordar um dado ponto de vista sempre com vistas ao convencimento e à persuasão do leitor. 
– Ensaio: por expor ideias, pensamentos e pontos de vista, esse texto caracteriza-se como argumentati-
vo. Recebe esse nome exatamente por estar relacionado à ação de ensaiar, isto é, demonstrar as proposições 
argumentativas com flexibilidade e despretensão. 
– Texto editorial: dentre os textos jornalísticos, o editorial é aquele que faz uso da argumentação, pois se 
trata de uma produção que considera a subjetividade do autor, pela sua natureza crítica e opinativa.
– Artigos de opinião: são textos semelhantes aos editoriais, por apresentarem a opinião ao autor acerca de 
assuntos atuais, porém, emvez de uma síntese do tema, esses textos são elaborados por especialistas, pois 
seu objetivo é fazer uso da argumentação para propagar conhecimento. 
Definições e diferenciação: tipos textuais e gêneros textuais são dois conceitos distintos, cada qual com 
sua própria linguagem e estrutura. Os tipos textuais gêneros se classificam em razão da estrutura linguística, 
enquanto os gêneros textuais têm sua classificação baseada na forma de comunicação. Assim, os gêneros são 
variedades existente no interior dos modelos pré-estabelecidos dos tipos textuais. A definição de um gênero 
textual é feita a partir dos conteúdos temáticos que apresentam sua estrutura específica. Logo, para cada tipo 
de texto, existem gêneros característicos. 
Como se classificam os tipos e os gêneros textuais
As classificações conforme o gênero podem sofrer mudanças e são amplamente flexíveis. Os principais 
gêneros são: romance, conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, cardápio de restaurante, lista 
de compras, receita de bolo, etc. Quanto aos tipos, as classificações são fixas, e definem e distinguem o texto 
com base na estrutura e nos aspectos linguísticos. Os tipos textuais são: narrativo, descritivo, dissertativo, 
expositivo e injuntivo. Resumindo, os gêneros textuais são a parte concreta, enquanto as tipologias integram 
o campo das formas, da teoria. Acompanhe abaixo os principais gêneros textuais inseridos e como eles se 
inserem em cada tipo textual:
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Texto narrativo: esse tipo textual se estrutura em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho. Esses 
textos se caracterizam pela apresentação das ações de personagens em um tempo e espaço determinado. Os 
principais gêneros textuais que pertencem ao tipo textual narrativo são: romances, novelas, contos, crônicas e 
fábulas.
Texto descritivo: esse tipo compreende textos que descrevem lugares ou seres ou relatam acontecimentos. 
Em geral, esse tipo de texto contém adjetivos que exprimem as emoções do narrador, e, em termos de gêneros, 
abrange diários, classificados, cardápios de restaurantes, folhetos turísticos, relatos de viagens, etc.
Texto expositivo: corresponde ao texto cuja função é transmitir ideias utilizando recursos de definição, 
comparação, descrição, conceituação e informação. Verbetes de dicionário, enciclopédias, jornais, resumos 
escolares, entre outros, fazem parte dos textos expositivos. 
Texto argumentativo: os textos argumentativos têm o objetivo de apresentar um assunto recorrendo a 
argumentações, isto é, caracteriza-se por defender um ponto de vista. Sua estrutura é composta por introdução, 
desenvolvimento e conclusão. Os textos argumentativos compreendem os gêneros textuais manifesto e abaixo-
assinado.
Texto injuntivo: esse tipo de texto tem como finalidade de orientar o leitor, ou seja, expor instruções, de forma 
que o emissor procure persuadir seu interlocutor. Em razão disso, o emprego de verbos no modo imperativo é 
sua característica principal. Pertencem a este tipo os gêneros bula de remédio, receitas culinárias, manuais de 
instruções, entre outros.
Texto prescritivo: essa tipologia textual tem a função de instruir o leitor em relação ao procedimento. Esses 
textos, de certa forma, impedem a liberdade de atuação do leitor, pois decretam que ele siga o que diz o texto. 
Os gêneros que pertencem a esse tipo de texto são: leis, cláusulas contratuais, edital de concursos públicos.
Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divina-
tório; características específicas de cada tipo
Texto Informativo 
Sua função é ensinar e informar, esclarecendo dúvidas sobre um tema e transmitindo conhecimentos. Este 
tipo de texto é comum em jornais, livros didáticos, revistas, etc.
As características do texto informativo são:
- Escrito em 3ª pessoa, em prosa.
- Apresenta informações objetivas e reais a respeito de um tema.
- É um texto que evita ser ambíguo, não fazendo uso de figuras de linguagem, utilizando a linguagem de-
notativa.
- A opinião pessoal do autor não se reflete no texto.
- Há a citação de fontes, que garantem a credibilidade, e o texto apresenta caráter utilitário e prático.
O conteúdo deste tipo de texto é mais importante que sua estrutura. O objetivo do texto é a transmissão de 
conhecimento sobre determinado tema, por isso o texto informativo pode apresentar diversos recursos, como 
gráficos, ilustrações, tabelas, etc.
Texto Didático
Esse tipo de texto possui objetivos pedagógicos e está disposto de uma forma a que qualquer leitor tenha 
a mesma conclusão. Sua construção dá-se de maneira conceitual, visando a necessidade de compreensão do 
assunto exposto por parte do interlocutor.
A linguagem de um texto didático não é figurativa, mas sim própria, utilizando os termos de maneira exata. 
A apresentação das informações pode considerar, ou não, os conhecimentos prévios do leitor. Trata-se de um 
tipo textual muito utilizado em artigos científicos e livros didáticos.
Algumas características desse tipo de texto são: impessoalidade, objetividade, coesão, abordagem que 
permite uma interpretação única e específica.
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Gêneros Textuais e Gêneros Literários
Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se referem a qualquer tipo de texto, enquanto os gê-
neros literários se referem apenas aos textos literários.
Os gêneros literários são divisões feitas segundo características formais comuns em obras literárias, agru-
pando-as conforme critérios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros.
- Gênero lírico;
- Gênero épico ou narrativo;
- Gênero dramático.
Gênero Lírico
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à do 
autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os pronomes e os 
verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem.
Elegia
Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. 
O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema melancólico. Um bom 
exemplo é a peça Roan e Yufa, de William Shakespeare.
Epitalâmia
Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom 
exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino)
É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à 
mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acompanhamento musical.
Idílio (ou écloga) 
Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza, às belezas e às riquezas que ela dá 
ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado 
da amada (pastora), que enriquece ainda mais a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio 
com diálogos (muito rara).
Sátira
É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte 
sarcasmo, pode abordar críticas sociais, a costumes de determinada época, assuntos políticos, ou pessoas de 
relevância social.
Acalanto
Canção de ninar.
Acróstico
Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso formam uma palavra ou frase. Ex.:
Amigos são
Muitas vezes os
Irmãos que escolhemos.
Zelosos, eles nos
Ajudam e
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Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira e 
Eterna
https://www.todamateria.com.br/acrostico/
Balada
Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo característico 
e refrão vocal que se destinam à dança.
Canção (ou Cantiga, Trova)
Poema oral com acompanhamento musical.
Gazal (ou Gazel)
Poesia amorosa dos persas eárabes; odes do oriente médio.
Soneto
É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos.
Vilancete
São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto. 
Gênero Épico ou Narrativo
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. 
Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do gênero literário 
narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características diferentes: o romance, a novela, 
o conto, a crônica, a fábula. 
Épico (ou Epopeia)
Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de uma nação, envolvem aventu-
ras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exaltação, isto é, de valoriza-
ção de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.
Ensaio
É um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e 
filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. 
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófi-
co, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos 
ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Locke.
Gênero Dramático
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador contando a 
história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os papéis das personagens 
nas cenas.
Tragédia
É a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que 
a tragédia era “uma representação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, 
com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror”. Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa
A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos como o absurdo, as incongruên-
cias, os equívocos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o engano.
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Comédia
É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem grega está 
ligada às festas populares.
Tragicomédia
Modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a mistura do real 
com o imaginário.
Poesia de cordel
Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diver-
sos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
Textos publicitários
“Os textos publicitários são aqueles que têm o objetivo de anunciar alguma coisa, fazer com que uma infor-
mação torne-se pública, desde uma campanha de vacinação até os anúncios de produtos e/ou prestação de 
serviços. Podemos encontrar os textos publicitários circulando em diversos suportes de comunicação, como os 
midiáticos (televisão, internet e rádio) e jornalísticos (jornais, revistas), e espalhados pelas vias urbanas (outdo-
ors, pontos de ônibus, postes de iluminação pública etc.).
Linguagem
Podemos dizer que a linguagem, sobretudo no que se refere à sua função e ao tipo, é a característica mais 
relevante dos textos publicitários, já que se trata do principal recurso que o autor da peça (texto) publicitária tem 
para que os efeitos de sentido gerados sejam aqueles desejados pelo autor para alcançar os leitores.
Quanto à função da linguagem dos textos publicitários, ela pode ser abordada de várias formas: linguagem 
referencial (quando o texto tem o objetivo de divulgar uma informação real), linguagem emotiva (quando o texto 
pretende alcançar seu objetivo por meio da emotividade dos leitores) e linguagem apelativa ou conativa (quan-
do o texto tem o objetivo de convencer alguém a fazer ou comprar alguma coisa, é conhecida como retórica).
Com relação ao tipo de linguagem, os textos publicitários podem ser criados a partir das linguagens verbal 
(oral ou escrita), não verbal (imagens, fotografias, desenhos) e mista (verbal e não verbal).
É relevante ressaltarmos também que a linguagem dos textos publicitários é pensada no sentido de atingir 
um grande número de interlocutores, ou seja, as massas, e, por essa razão, deve ser de fácil compreensão, 
objetiva, simples e acessível a interlocutores de todos as classes e faixas etárias.
Criatividade
De maneira geral, para conseguir causar efeitos de sentido e seduzir, chamar a atenção dos interlocutores, 
os autores das peças publicitárias fazem trocadilhos e trabalham as linguagens verbal e não verbal de maneira 
criativa.
Objetividade
Geralmente, os textos publicitários têm extensão bem reduzida, já que circulam em suportes cujo espaço 
também é reduzido e o valor de cada anúncio depende de seu tamanho. A seção dos classificados de jornal, 
que é um exemplo de texto publicitário, é um bom exemplar para que possamos observar essa característica. 
Outro exemplo que ilustra a objetividade dos textos publicitários é a criação de slogan (uma frase curta e de 
fácil memorização) ou manchetes, os quais resumem em um único enunciado as informações e os objetivos 
do texto.
Exemplos de slogan:
- “Cheetos, é impossível comer um só. (Elma Chips)
- Vem pra Caixa você também. Vem! (Caixa Econômica Federal)
- A rádio que toca notícias, só notícias. (Rádio CBN)
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Publicidade e o público
Em virtude de seu caráter persuasivo e pelo fato de alcançar as grandes massas, o texto publicitário exerce 
grande influência e poder sobre o público. Esse texto promove o compartilhamento de ideias, produtos e servi-
ços e, de certa forma, orientações ideológicas.
Devido ao seu papel importante na nossa cultura, existe uma autorregulamentação para a divulgação/publi-
cação de textos publicitários, a qual define limites de atuação e aprovação (ou não) quanto à veiculação de al-
guns anúncios. Essa autorregulamentação é necessária porque, conforme o Código de Defesa do Consumidor 
(CDC), os textos publicitários respondem pela qualidade dos produtos e serviços que estão sendo oferecidos, 
portanto, não devem realizar propaganda enganosa, que é crime.
Ainda de acordo com o CDC, propaganda enganosa significa qualquer modalidade de informação falsa, 
capaz de induzir o consumidor ao erro no que diz respeito à natureza, característica, qualidade, quantidade, 
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
Estrutura do texto publicitário
O texto publicitário é composto, muitas vezes, por imagem, título, texto, assinatura e slogan. A assinatura 
é o nome do produto/serviço e do anunciante. Slogan, como já dissemos, é um enunciado conciso e de fácil 
associação ao produto e lembrança do leitor. O título/headline é um enunciado breve com o objetivo de captar a 
atenção do leitor, incitando sua curiosidade. O texto deve incitar no consumidor o interesse, o desejo por aquilo 
que está sendo oferecido/anunciado.
A extensão do texto publicitário depende da intencionalidade discursiva do autor/anunciante e do espaço 
disponível/sugerido pelo suporte de circulação no qual o texto será veiculado: jornal, revista, outdoors, jingles 
em rádio (aliado à musicalidade), redes sociais, sites etc.
Vertentes do texto publicitário
Existem duas vertentes filosóficas do texto publicitário, ambas com origens filosóficas: a apolínea e a dio-
nisíaca.
Apolínea
A vertente apolínea visa ao desenvolvimento de textos que remetem à individualização, ou seja, descreven-
do e/ou narrando, como ocorre com as artes plásticas, fotografia e narração de histórias.
Dionísica
A vertente dionisíaca busca despertar sentimentos diversos em seus leitores/interlocutores para que assim 
possa criarempatia, contradição, terror, carinho etc. Geralmente, para causar esses efeitos, a música, a dra-
matização e a expressividade corporal são utilizadas.
Características do texto propagandístico
Os textos propagandísticos/publicitários, como o próprio nome já diz, têm como objetivo principal a propa-
ganda. Através desta, anuncia-se um determinado produto, ideia, benefício, movimento social, partido, entre 
outros. Como seu objetivo é convencer, é natural que a função apelativa da linguagem se destaque neste gê-
nero textual.
Sendo o objetivo persuadir o receptor, o texto publicitário, a fim de chamar a atenção, apresenta um pro-
duto ou serviço ao consumidor, promove sua venda ou garante a boa imagem da marca explicando por que 
o produto é bom e, ao mesmo tempo, estimulando a possuí-lo e depois comprar. No entanto, isso não é feito 
aleatoriamente.
Toda propaganda tem um público-alvo, sempre voltado para uma pessoa ou coletividade, com base em 
dados como idade, condição socioeconômica, escolaridade, costumes e hábitos de consumo.
Para atingir o seu propósito, os textos publicitários costumam utilizar verbos no modo imperativo e contam 
com outras estratégias argumentativas. A boa propaganda trabalha com uma linguagem sugestiva por meio 
da ambiguidade, da ironia, do jogo de palavras e de subentendidos, ou seja, vários formatos conotativos que 
fazem com que o público perceba a sutileza da inteligência dos textos.
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Estrutura do texto propagandístico
Título: É composto de pequenas frases atrativas, com o objetivo de chamar a atenção do leitor.
Imagem: Apresentam uma imagem, cuidadosamente trabalhada e selecionada, que vai muito além do mero 
papel de ilustração. Nesse gênero textual, a imagem tem um papel persuasivo importante e dialoga com a parte 
escrita.
Corpo do texto: Nele, o anunciante desenvolve melhor sua ideia, demonstrando um pouco mais as quali-
dades e vantagens do produto. Normalmente, o vocabulário é adequado ao público para o qual é destinado, 
contendo frases também atraentes.
Identificação do produto ou marca: A maioria dos anunciantes desenvolve um slogan para que o consumidor 
identifique a marca. Certamente você conhece inúmeros exemplos, como músicas que ficam na cabeça.
Gênero normativo
Os textos normativos são considerados como textos regulatórios capazes de sistematizar leis e códigos que 
asseguram nossos direitos e deveres. Esta modalidade textual também regula as normas funcionais de uma 
determinada comunidade, instituição, igreja, escola, empresas privadas ou instituições públicas. Atualmente 
viver em sociedade significa seguir regras e respeitar normas, não é verdade? Regras de como conviver com 
outras pessoas. Regras para se ter segurança no trânsito. Respeitar normas de boa convivência no trabalho ou 
na escola. Formais ou informais. No entanto, muitas vezes para que uma regra seja respeitada é necessário um 
registro, desta forma protocolos, portarias e editais são claros exemplos de textos normativos.
Os textos normativos e legais devem ser claros, de modo a não causar problemas de compreensão para 
o público a quem ele se destina. Deve ser objetivo e centra-se na regulamentação do que está em questão, 
podendo ser relações de convivência, trabalho e comércio.
Em nosso cotidiano, temos inúmeros exemplos de textos normativos, dentre eles ressaltamos:
• Um contrato de trabalho ou compra e venda
• O código de defesa do consumidor
• As leis de trânsito
• A Constituição Federal
• A Declaração Universal dos Direitos Humanos
• Diário Oficial
• ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
• Estatuto do idoso 
Os textos normativos são fundamentais para relações humanas e acima de tudo são considerados como 
gêneros que asseguram nossos direitos e deveres.
Texto divinatório
Função - prever.
Modelos - horóscopo, oráculos. 
Fontes: brasilescola.uol.com.br
descomplica.com.br
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Textos literários e não literários
Detecção de características e pormenores que identifiquem o texto dentro de um estilo de época
Principais características do texto literário
Há diferença do texto literário em relação ao texto referencial, sobretudo, por sua carga estética. Esse tipo 
de texto exerce uma linguagem ficcional, além de fazer referência à função poética da linguagem. 
Uma constante discussão sobre a função e a estrutura do texto literário existe, e também sobre a dificul-
dade de se entenderem os enigmas, as ambiguidades, as metáforas da literatura. São esses elementos que 
constituem o atrativo do texto literário: a escrita diferenciada, o trabalho com a palavra, seu aspecto conotativo, 
seus enigmas.
A literatura apresenta-se como o instrumento artístico de análise de mundo e de compreensão do homem. 
Cada época conceituou a literatura e suas funções de acordo com a realidade, o contexto histórico e cultural e, 
os anseios dos indivíduos daquele momento. 
Ficcionalidade: os textos baseiam-se no real, transfigurando-o, recriando-o. 
Aspecto subjetivo: o texto apresenta o olhar pessoal do artista, suas experiências e emoções.
Ênfase na função poética da linguagem: o texto literário manipula a palavra, revestindo-a de caráter artístico. 
Plurissignificação: as palavras, no texto literário, assumem vários significados. 
Principais características do texto não literário
Apresenta peculiaridades em relação a linguagem literária, entre elas o emprego de uma linguagem con-
vencional e denotativa.
Ela tem como função informar de maneira clara e sucinta, desconsiderando aspectos estilísticos próprios 
da linguagem literária.
Os diversos textos podem ser classificados de acordo com a linguagem utilizada. A linguagem de um texto 
está condicionada à sua funcionalidade. Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros textuais, devemos 
pensar também na linguagem adequada a ser adotada em cada um deles. Para isso existem a linguagem lite-
rária e a linguagem não literária. 
Diferente do que ocorre com os textos literários, nos quais há uma preocupação com o objeto linguístico 
e também com o estilo, os textos não literários apresentam características bem delimitadas para que possam 
cumprir sua principal missão, que é, na maioria das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, 
alguns elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transparência e o compromisso com uma lin-
guagem não literária, afastando assim possíveis equívocos na interpretação de um texto. 
Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de desloca-
mento, substituição, modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Organi-
zação sintática das frases: termos e orações. Ordem direta e inversa
Definição: sintaxe é a área da Gramática que se dedica ao estudo da ordenação das palavras em uma frase, 
das frases em um discurso e também da coerência (relação lógica) que estabelecem entre si. Sempre que 
uma frase é construída, é fundamental que ela contenha algum sentido para que possa ser compreendida pelo 
receptor. Por fazer a mediação da combinação entre palavras e orações, a sintaxe é essencial para que essa 
compreensão se efetive. Para que se possa compreender a análise sintática, é importante retomarmos alguns 
conceitos, como o de frase, oração e período. Vejamos:
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Frase 
Trata-se de um enunciado que carrega um sentido completo que possui sentido integral, podendo ser 
constituída por somente uma ou várias palavras podendo conter verbo (frase verbal) ou não (frase nominal). 
Uma frase pode exprimir ideias, sentimentos, apelos ou ordens. Exemplos: “Saia!”, “O presidente vai fazer seu 
discurso.”, “Atenção!”, “Que horror!”. 
A ordem das palavras: associada à pontuação apropriada, a disposição das palavras na frase também é 
fundamental para a compreensão da informação escrita, e deveseguir os padrões da Língua Portuguesa. 
Observe que a frase “A professora já vai falar.” Pode ser modificada para, por exemplo, “Já vai falar a professora.” 
, sem que haja prejuízo de sentido. No entanto, a construção “Falar a já professora vai.” , apesar da combinação 
das palavras, não poderá ser compreendida pelo interlocutor. 
Oração
É uma unidade sintática que se estrutura em redor de um verbo ou de uma locução verbal. Uma frase pode 
ser uma oração, desde que tenha um verbo e um predicado; quanto ao sujeito, nem sempre consta em uma 
oração, assim como o sentido completo. O importante é que seja compreensível pelo receptor da mensagem. 
Analise, abaixo, uma frase que é oração com uma que não é. 
1 – Silêncio!”: É uma frase, mas não uma oração, pois não contém verbo. 
2 – “Eu quero silêncio.”: A presença do verbo classifica a frase como oração. 
Unidade sintática (ou termo sintático): a sintaxe de uma oração é formada por cada um dos termos, que, 
por sua vez, estabelecem relação entre si para dar atribuir sentido à frase. No exemplo supracitado, a palavra 
“quero” deve unir-se às palavras “Eu” e “silêncio” para que o receptor compreenda a mensagem. Dessa forma, 
cada palavra desta oração recebe o nome de termo ou unidade sintática, desempenhando, cada qual, uma 
função sintática diferente.
Classificação das orações: as orações podem ser simples ou compostas. As orações simples apresentam 
apenas uma frase; as compostas apresentam duas ou mais frases na mesma oração. Analise os exemplos 
abaixo e perceba que a oração composta tem duas frases, e cada uma tem seu próprio sentido. 
– Oração simples: “Eu quero silêncio.” 
– Oração composta: “Eu quero silêncio para poder ouvir o noticiário”. 
Período 
É a construção composta por uma ou mais orações, sempre com sentido completo. Assim como as orações, 
o período também pode ser simples ou composto, que se diferenciam em razão do número de orações que 
apresenta: o período simples contém apenas uma oração, e o composto mais de uma. Lembrando que a oração 
é uma frase que contém um verbo. Assim, para não ter dúvidas quanto à classificação, basta contar quantos 
verbos existentes na frase.
– Período simples: “Resolvo esse problema até amanhã.” - apresenta apenas um verbo. 
– Período composto: Resolvo esse problema até amanhã ou ficarei preocupada.” - contém dois verbos. 
 
— Análise Sintática 
É o nome que se dá ao processo que serve para esmiuçar a estrutura de um período e das orações que 
compõem um período. 
Termos da oração: é o nome dado às palavras que atribuem sentido a uma frase verbal. A reunião desses 
elementos forma o que chamamos de estrutura de um período. Os termos essenciais se subdividem em: 
essenciais, integrantes e acessórios. Acompanhe a seguir as especificidades de cada tipo. 
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1 – Termos Essenciais (ou fundamentais) da oração
Sujeito e Predicado: enquanto um é o ser sobre quem/o qual se declara algo, o outro é o que se declara 
sobre o sujeito e, por isso, sempre apresenta um verbo ou uma locução verbal, como nos respectivos exemplos 
a seguir:
Exemplo: em “Fred fez um lindo discurso.”, o sujeito é “Fred”, que “fez um lindo discurso” (é o restante da 
oração, a declaração sobre o sujeito). 
Nem sempre o sujeito está no início da oração (sujeito direto), podendo apresentar-se também no meio da 
fase ou mesmo após o predicado (sujeito inverso). Veja um exemplo para cada um dos respectivos casos: 
“Fred fez um lindo discurso.” 
 “Um lindo discurso Fred fez.” 
“Fez um lindo discurso, Fred.” 
– Sujeito determinado: é aquele identificável facilmente pela concordância verbal. 
– Sujeito determinado simples: possui apenas um núcleo ligado ao verbo. Ex.: “Júlia passou no teste”. 
– Sujeito determinado composto: possui dois ou mais núcleos. Ex.: “Júlia e Felipe passaram no teste.” 
– Sujeito determinado implícito: não aparece facilmente na oração, mas a frase é dotada de entendimento. 
Ex.: “Passamos no teste.” Aqui, o termo “nós” não está explícito na oração, mas a concordância do verbo o 
destaca de forma indireta. 
– Sujeito indeterminado: é o que não está visível na oração e, diferente do caso anterior, não há concordância 
verbal para determiná-lo. 
Esse sujeito pode aparecer com: 
– Verbo na 3a pessoa do plural. Ex.: “Reformaram a casa velha”. 
– Verbo na 3a pessoa do singular + pronome “se”: “Contrata-se padeiro.”». 
– Verbo no infinitivo impessoal: “Vai ser mais fácil se você estiver lá.” 
– Orações sem sujeito: são compostas somente por predicado, e sua mensagem está centralizada no verbo, 
que é impessoal. Essas orações podem ter verbos que constituam fenômenos da natureza, ou os verbos ser, 
estar, haver e fazer quando indicativos de fenômeno meteorológico ou tempo. Observe os exemplos: 
“Choveu muito ontem”. 
“Era uma hora e quinze”.
– Predicados Verbais: resultam da relação entre sujeito e verbo, ou entre verbo e complementos. Os verbos, 
por sua vez, também recebem sua classificação, conforme abaixo: 
– Verbo transitivo: é o verbo que transita, isto é, que vai adiante para passar a informação adequada. Em 
outras palavras, é o verbo que exige complemento para ser entendido. Para produzir essa compreensão, esse 
trânsito do verbo, o complemento pode ser direto ou indireto. No primeiro caso, a ligação direta entre verbo e 
complemento. Ex.: “Quero comprar roupas.”. No segundo, verbo e complemento são unidos por preposição. 
Ex.: “Preciso de dinheiro.”
– Verbo intransitivo: não requer complemento, é provido de sentido completo. São exemplos: morrer, acordar, 
nascer, nadar, cair, mergulhar, correr. 
– Verbo de ligação: servem para expressar características de estado ao sujeito, sendo eles: estado 
permanente (“Pedro é alto.”), estado de transição (“Pedro está acamado.”), estado de mutação (“Pedro esteve 
enfermo.”), estado de continuidade (“Pedro continua esbelto.”) e estado aparente (“Pedro parece nervoso.”). 
– Predicados nominais: são aqueles que têm um nome (substantivo ou adjetivo) como cujo núcleo significativo 
da oração. Ademais, ele se caracteriza pela indicação de estado ou qualidade, e é composto por um verbo de 
ligação mais o predicativo do sujeito. 
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– Predicativo do sujeito: é um termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Exemplo: 
em “Marta é inteligente.”, o adjetivo é o predicativo do sujeito “Marta”, ou seja, é sua característica de estado 
ou qualidade. Isso é comprovado pelo “ser” (é), que é o verbo de ligação entre Marta e sua característica atual. 
Esse elemento não precisa ser, obrigatoriamente, um adjetivo, mas pode ser uma locução adjetiva, ou mesmo 
um substantivo ou palavra substantivada. 
– Predicado Verbo-Nominal: esse tipo deve apresentar sempre um predicativo do sujeito associado a uma 
ação do sujeito acrescida de uma qualidade sua. Exemplo: “As meninas saíram mais cedo da aula. Por isso, 
estavam contentes. 
O sujeito “As meninas” possui como predicado o verbo “sair” e também o adjetivo “contentes”. Logo, “estavam 
contentes” é o predicativo do sujeito e o verbo de ligação é “estar”. 
2 – Termos integrantes da oração
Basicamente, são os termos que completam os verbos de uma oração, atribuindo sentindo a ela. Eles 
podem ser complementos verbais, complementos nominais ou mesmo agentes da passiva. 
– Complementos Verbais: como sugere o nome, esses termos completam o sentido de verbos, e se 
classificam da seguinte forma: 
– Objeto direto: completa verbos transitivos diretos, não exigindo preposição. 
– Objeto indireto: complementam verbos transitivos indiretos, isto é, aqueles que dependem de preposição 
para que seu sentido seja compreendido. 
Quanto ao objeto direto, podemos ter: 
– Um pronome substantivo: “A equipe que corrigiu as provas.” 
– Um pronome oblíquo direto: “Questionei-a sobre o acontecido.” 
– Um substantivo ou expressãosubstantivada: “Ele consertou os aparelhos.»
– Complementos Nominais: esses termos completam o sentido de uma palavra, mas não são verbos; são 
nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios), sempre seguidos por preposição. Observe os exemplos:
– “Maria estava satisfeita com seus resultados.” – observe que “satisfeita” é adjetivo, e “com seus resultados” 
é complemento nominal. 
– “O entregador atravessou rapidamente pela viela. – “rapidamente” é advérbio de modo. 
– “Eu tenho medo do cachorro.” – Nesse caso, “medo” é um substantivo. 
– Agentes da Passiva: são os termos de uma oração que praticam a ação expressa pelo verbo, quando 
este está na voz passiva. Assim, estão normalmente acompanhados pelas preposições de e por. Observe os 
exemplos do item anterior modificados para a voz passiva: 
– “Os resultados foram motivo de satisfação de Maria.” 
– “O cachorro foi alvo do meu medo.” 
– “A viela foi atravessada rapidamente pelo entregador.” 
3 – Termos acessórios da oração
Diversamente dos termos essenciais e integrantes, os termos acessórios não são fundamentais o sentido da 
oração, mas servem para complementar a informação, exprimindo circunstância, determinando o substantivo 
ou caracterizando o sujeito. Confira abaixo quais são eles: 
– Adjunto adverbial: são os termos que modificam o sentido do verbo, do adjetivo ou do advérbio. Analise 
os exemplos: 
“Dormimos muito.” 
O termo acessório “muito” classifica o verbo “dormir”. 
“Ele ficou pouco animado com a notícia.” 
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O termo acessório “pouco” classifica o adjetivo “animado” 
“Maria escreve bastante bem.” 
O termo acessório “bastante” modifica o advérbio “bem”. 
Os adjuntos adverbiais podem ser: 
– Advérbios: pouco, bastante, muito, ali, rapidamente longe, etc. 
– Locuções adverbiais: o tempo todo, às vezes, à beira-mar, etc. 
– Orações: «Quando a mercadoria chegar, avise.” (advérbio de tempo). 
– Adjunto adnominal: é o termo que especifica o substantivo, com função de adjetivo. Em razão disso, pode 
ser representado por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos ou pronomes adjetivos. Analise 
o exemplo: 
“O jovem apaixonado presenteou um lindo buquê à sua colega de escola.” 
– Sujeito: “jovem apaixonado” 
– Núcleo do predicado verbal: “presenteou” 
– Objeto direto do verbo entregar: “um lindo buquê” 
– Objeto indireto: “à amiga de classe” – Adjuntos adnominais: no sujeito, temos o artigo “o” e “apaixonado”, 
pois caracterizam o “jovem”, núcleo do sujeito; o numeral “um” e o adjetivo “lindo” fazem referência a “buquê” 
(substantivo); o artigo “à” (contração da preposição + artigo feminino) e a locução “de trabalho” são os adjuntos 
adnominais de “colega”. 
– Aposto: é o termo que se relaciona com o sujeito para caracterizá-lo, contribuindo para a complementação 
uma informação já completa. Observe os exemplos:
 “Michael Jackson, o rei do pop, faleceu há uma década.” 
 “Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 1950.” 
– Vocativo: esse termo não apresenta relação sintática nem com sujeito nem com predicado, tendo sua 
função no chamamento ou na interpelação de um ouvinte, e se relaciona com a 2a pessoa do discurso. Os 
vocativos são o receptor da mensagem, ou seja, a quem ela é dirigida. Podem ser acompanhados de interjeições 
de apelo. Observe: 
“Ei, moça! Seu documento está pronto!” 
“Senhor, tenha misericórdia de nós!” 
“Vista o casaco, filha!” 
— Estudo da relação entre as orações 
Os períodos compostos são formados por várias orações. As orações estabelecem entre si relações de 
coordenação ou de subordinação. 
– Período composto por coordenação: é formado por orações independentes. Apesar de estarem unidas por 
conjunções ou vírgulas, as orações coordenadas podem ser entendidas individualmente porque apresentam 
sentidos completos. Acompanhe a seguir a classificação das orações coordenadas:
– Oração coordenada aditiva: “Assei os salgados e preparei os doces.” 
– Oração coordenada adversativa: “Assei os salgados, mas não preparei os doces.” 
– Oração coordenada alternativa: “Ou asso os salgados ou preparo os doces.” 
– Oração coordenada conclusiva: “Marta estudou bastante, logo, passou no exame.” 
– Oração coordenada explicativa: “Marta passou no exame porque estudou bastante.” 
– Período composto por subordinação: são constituídos por orações dependentes uma da outra. Como as 
orações subordinadas apresentam sentidos incompletos, não podem ser entendidas de forma separada. As 
orações subordinadas são divididas em substantivas, adverbiais e adjetivas. Veja os exemplos: 
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– Oração subordinada substantiva subjetiva: “Ficou provado que o suspeito era realmente o culpado.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva direta: “Eu não queria que isso acontecesse.” 
– Oração subordinada substantiva objetiva indireta: “É obrigatório de que todos os estudantes sejam 
assíduos.” 
– Oração subordinada substantiva completiva nominal: “Tenho expectativa de que os planos serão melhores 
em breve!” 
– Oração subordinada substantiva predicativa: “O que importa é que meus pais são saudáveis.” 
– Oração subordinada substantiva apositiva: “Apenas saiba disto: que tudo esteja organizado quando eu 
voltar!” 
– Oração subordinada adverbial causal: “Não posso me demorar porque tenho hora marcada na psicóloga.” 
– Oração subordinada adverbial consecutiva: “Ficamos tão felizes que pulamos de alegria.” 
– Oração subordinada adverbial final: “Eles ficaram vigiando para que nós chegássemos a casa em 
segurança.” 
– Oração subordinada adverbial temporal: “Assim que eu cheguei, eles iniciaram o trabalho.” 
– Oração subordinada adverbial condicional: “Se você vier logo, espero por você.» 
– Oração subordinada adverbial concessiva: “Ainda que estivesse cansado, concluiu a maratona.” 
– Oração subordinada adverbial comparativa: “Marta sentia como se ainda vivesse no interior.”
– Oração subordinada adverbial conformativa: “Conforme combinamos anteriormente, entregarei o produto 
até amanhã.” 
– Oração subordinada adverbial proporcional: “Quanto mais me exercito, mais tenho disposição.” 
– Oração subordinada adjetiva explicativa: “Meu filho, que passou no concurso, mudou-se para o interior.” 
– Oração subordinada adjetiva restritiva: “A aluna que esteve enferma conseguiu ser aprovada nas provas.”
 
Norma culta
A Linguagem Culta ou Padrão
É aquela ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que se apresenta com terminologia 
especial. É usada pelas pessoas instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediência às 
normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. 
É mais artificial, mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, conferências, sermões, 
discursos políticos, comunicações científicas, noticiários de TV, programas culturais etc.
Ouvindo e lendo é que você aprenderá a falar e a escrever bem. Procure ler muito, ler bons autores, para 
redigir bem.
A aprendizagem da língua inicia-se em casa, no contexto familiar, que é o primeiro círculo social para uma 
criança. A criança imita o que ouve e aprende, aos poucos, o vocabulário e as leis combinatórias da língua. 
Um falante ao entrar em contato com outras pessoas em diferentes ambientes sociais como a rua, a escola e 
etc., começa a perceber que nem todos falam da mesma forma. Há pessoas que falam de forma diferente por 
pertencerem a outras cidades ou regiões do país, ou por fazerem parte de outro grupo ou classe social. Essas 
diferenças no uso da língua constituem as variedades linguísticas.
Certas palavras e construções que empregamos acabam denunciando quem somos socialmente, ou seja, 
em que região do país nascemos, qual nosso nível social e escolar, nossa formação e, às vezes, até nossos 
valores, círculo de amizades e hobbies.O uso da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa 
capacidade de nos adaptarmos às situações novas e nossa insegurança.
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A norma culta é a variedade linguística ensinada nas escolas, contida na maior parte dos livros, registros es-
critos, nas mídias televisivas, entre outros. Como variantes da norma padrão aparecem: a linguagem regional, a 
gíria, a linguagem específica de grupos ou profissões. O ensino da língua culta na escola não tem a finalidade 
de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em nossa comunidade. O domínio da língua 
culta, somado ao domínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados para nos comunicar-
mos nos diferentes contextos lingísticos, já que a linguagem utilizada em reuniões de trabalho não deve ser a 
mesma utilizada em uma reunião de amigos no final de semana.
Portanto, saber usar bem uma língua equivale a saber empregá-la de modo adequado às mais diferentes 
situações sociais de que participamos.
A norma culta é responsável por representar as práticas linguísticas embasadas nos modelos de uso en-
contrados em textos formais. É o modelo que deve ser utilizado na escrita, sobretudo nos textos não literários, 
pois segue rigidamente as regras gramaticais. A norma culta conta com maior prestígio social e normalmente é 
associada ao nível cultural do falante: quanto maior a escolarização, maior a adequação com a língua padrão. 
Exemplo:
Venho solicitar a atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes 
a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta 
que está empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem 
se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio 
fisiológico de suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. 
A Linguagem Popular ou Coloquial
É aquela usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical 
e é carregada de vícios de linguagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo – erros 
de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência 
pela coordenação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular está presente nas 
conversas familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, 
na expressão dos esta dos emocionais etc.
Dúvidas mais comuns da norma culta
Perca ou perda
Isto é uma perda de tempo ou uma perca de tempo? Tomara que ele não perca o ônibus ou não perda o 
ônibus? Quais são as frases corretas com perda e perca? Certo: Isto é uma perda de tempo.
Embaixo ou em baixo
O gato está embaixo da mesa ou em baixo da mesa? Continuarei falando em baixo tom de voz ou embaixo 
tom de voz? Quais são as frases corretas com embaixo e em baixo? Certo: O gato está embaixo da cama
Ver ou vir
A dúvida no uso de ver e vir ocorre nas seguintes construções: Se eu ver ou se eu vir? Quando eu ver ou 
quando eu vir? Qual das frases com ver ou vir está correta? Se eu vir você lá fora, você vai ficar de castigo!
Onde ou aonde
Os advérbios onde e aonde indicam lugar: Onde você está? Aonde você vai? Qual é a diferença entre onde 
e aonde? Onde indica permanência. É sinônimo de em que lugar. Onde, Em que lugar Fica?
Como escrever o dinheiro por extenso?
Os valores monetários, regra geral, devem ser escritos com algarismos: R$ 1,00 ou R$ 1 R$ 15,00 ou R$ 
15 R$ 100,00 ou R$ 100 R$ 1400,00 ou R$ 1400.
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Obrigado ou obrigada
Segundo a gramática tradicional e a norma culta, o homem ao agradecer deve dizer obrigado. A mulher ao 
agradecer deve dizer obrigada. 
Mal ou mau
Como essas duas palavras são, maioritariamente, pronunciadas da mesma forma, são facilmente confundi-
das pelos falantes. Qual a diferença entre mal e mau? Mal é um advérbio, antônimo de bem. Mau é o adjetivo 
contrário de bom.
“Vir”, “Ver” e “Vier”
A conjugação desses verbos pode causar confusão em algumas situações, como por exemplo no futuro do 
subjuntivo. O correto é, por exemplo, “quando você o vir”, e não “quando você o ver”.
Já no caso do verbo “ir”, a conjugação correta deste tempo verbal é “quando eu vier”, e não “quando eu vir”.
“Ao invés de” ou “em vez de”
“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado apenas para expressar oposição.
Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.
Já “em vez de” tem um significado mais abrangente e é usado principalmente como a expressão “no lugar 
de”. Mas ele também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, os linguistas recomendam usar “em vez 
de” caso esteja na dúvida.
Por exemplo: Em vez de ir de ônibus para a escola, fui de bicicleta.
“Para mim” ou “para eu”
Os dois podem estar certos, mas, se você vai continuar a frase com um verbo, deve usar “para eu”.
Por exemplo: Mariana trouxe bolo para mim; Caio pediu para eu curtir as fotos dele.
“Tem” ou “têm”
Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Mas o primeiro é usado no 
singular, e o segundo no plural.
Por exemplo: Você tem medo de mudança; Eles têm medo de mudança.
“Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”
Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, já que ambas indicam passado. O correto é usar 
um ou outro.
Por exemplo: A erosão da encosta começou há muito tempo; O romance começou muito tempo atrás.
Sim, isso quer dizer que a música Eu nasci há dez mil anos atrás, de Raul Seixas, está incorreta.
Pontuação e sinais gráficos
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais gráficos que, em um período sintático, têm a 
função primordial de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas e, ocasionalmente, manifestar 
as propriedades da fala (prosódias) em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os gestos e 
as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a compreensão da frase. 
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades: 
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
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– Demarcar das unidades de um texto; 
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um enunciado
Vírgula 
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado para indicar que os termos por ela isolados, 
embora compartilhem da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas, se, ao contrário, 
houver relação sintática entre os termos, estes não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao 
mesmo tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em outras, ela é vetada. Confira os casos 
em que a vírgula deve ser empregada: 
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
 
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo 
“Crianças, venham almoçar!” 
“Quando será a prova, professora?” 
3 – Separar apostos 
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.” 
4 – Isolar expressões explicativas: 
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi responsabilizado.” 
5 – Separar conjunções intercaladas 
“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.” 
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado: 
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários do setor.” 
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientadopelas ruas.” 
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado: 
“Estas alegações, não as considero legítimas.” 
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8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas por conjunções) 
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.” 
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas: 
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”. 
10 – Marcar a omissão de um termo: 
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo “fazer”). 
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas 
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.” 
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das orações iniciadas 
pela conjunção “e”: 
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos ajudasse.” 
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a principal: 
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.” 
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas ou reduzidas, especialmente as que 
antecedem a oração principal: 
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas: 
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu leito, até que você se recupere por completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire valores que não expressam adição, como 
consequência ou diversidade, por exemplo. 
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.” 
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre que a conjunção “e” é reiterada com com 
a finalidade de destacar alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de 
cancioneiro contínuo; e o esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas apresentam sujeitos distintos, por exemplo: 
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
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O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito e predicado, verbo e objeto, nome de 
adjunto adnominal, nome e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração substantiva e oração 
subordinada (desde que a substantivo não seja apositiva nem se apresente inversamente). 
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa: 
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras: 
– “p.” (página) 
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria) 
– “Dr.” (Doutor) 
3 – Para separar períodos: 
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula 
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha 
utilizado a vírgula: 
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG; nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens: 
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são: 
Mercúrio; 
Vênus; 
Terra; 
Marte; 
Júpiter; 
Saturno; 
Urano;
Netuno.” 
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam 
e/ou resumem ideias anteriores. 
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.” 
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela grande ofensa.” 
2 – Para introduzirem citação direta: 
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“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, 
tudo se transforma’.” 
3 – Para iniciar fala de personagens: 
“Ele gritava repetidamente: 
– Sou inocente!” 
Reticências 
1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta sintaticamente: 
“Quem sabe um dia...” 
2 – Para indicar hesitação ou dúvida: 
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar ainda.” 
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o objetivo de prolongar o raciocínio: 
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - 
José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição: 
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação 
1 – Para perguntas diretas: 
“Quando você pode comparecer?” 
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para destacar o enunciado: 
“Não brinca, é sério?!” 
Ponto de Exclamação 
1 – Após interjeição: 
“Nossa Que legal!” 
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva 
“Infelizmente!” 
3 – Após vocativo 
“Ana, boa tarde!” 
4 – Para fechar de frases imperativas: 
“Entre já!” 
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Parênteses 
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases intercaladas de valor explicativo, podendo 
substituir o travessão ou a vírgula: 
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre) 
quem seria promovido.” 
Travessão 
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto: 
“O rapaz perguntou ao padre: 
— Amar demais é pecado?” 
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos: 
“— Vou partir em breve. 
— Vá com Deus!” 
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários: 
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas: 
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.” 
Aspas 
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, como termos populares, gírias, neologismos, 
estrangeirismos, arcaísmos, palavrões, e neologismos. 
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.” 
“A reunião será feita ‘online’.” 
2 – Para indicar uma citação direta: 
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de Assis)
Tipos de discurso
Discurso direto
É a fala da personagem reproduzida fielmente pelo narrador, ou seja, reproduzida nos termos em que foi 
expressa.
— Bonito papel! Quase três da madrugada e os senhores completamente bêbados, não é?
Foi aí que um dos bêbados pediu:
— Sem bronca, minha senhora. Veja logo qual de nós quatro é o seu marido que os outros querem ir para 
casa.
(Stanislaw Ponte Preta)
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Observe que, no exemplo dado, a fala da personagem é introduzida por um travessão, que deve estar ali-
nhado dentro do parágrafo.
O narrador, ao reproduzir diretamente a fala das personagens, conserva características do linguajar de cada 
uma, como termos de gíria, vícios de linguagem, palavrões, expressões regionais ou cacoetes pessoais.
O discurso direto geralmente apresenta verbos de elocução (ou declarativos ou dicendi) que indicam quem 
está emitindo a mensagem.
Os verbos declarativos ou de elocução mais comuns são:
acrescentar
afirmar
concordar
consentir
contestar
continuar
declamar
determinar
dizer
esclarecer
exclamar
explicar
gritar
indagar
insistir
interrogar
interromper
intervir
mandar
ordenar, pedir
perguntar
prosseguir
protestar
reclamar
repetir
replicar
responder
retrucar
solicitar
Os verbos declarativos podem, além de introduzir a fala, indicar atitudes, estados interiores ou situações 
emocionais das personagens como, por exemplo, os verbos protestar, gritar, ordenar e outros. Esse efeito pode 
ser também obtido com o uso de adjetivos ou advérbios aliados aos verbos de elocução: falou calmamente, 
gritou histérica, respondeu irritada, explicou docemente.
Exemplo:
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— O amor, prosseguiu sonhadora, é a grande realização de nossas vidas.
Ao utilizar o discurso direto – diálogos (com ou sem travessão) entre as personagens –, você deve optar 
por um dos três estilos a seguir:
Estilo 1:
João perguntou:
— Que tal o carro?
Estilo 2:João perguntou: “Que tal o carro?” (As aspas são optativas)
Antônio respondeu: “horroroso” (As aspas são optativas)
Estilo 3:
Verbos de elocução no meio da fala:
— Estou vendo, disse efusivamente João, que você adorou o carro.
— Você, retrucou Antônio, está completamente enganado.
Verbos de elocução no fim da fala:
— Estou vendo que você adorou o carro — disse efusivamente João.
— Você está completamente enganado — retrucou Antônio.
Os trechos que apresentam verbos de elocução podem vir com travessões ou com vírgulas. Observe os 
seguintes exemplos:
— Não posso, disse ela daí a alguns instantes, não deixo meu filho. (Machado de Assis)
— Não vá sem eu lhe ensinar a minha filosofia da miséria, disse ele, escarrachando-se diante de mim. (Ma-
chado de Assis)
— Vale cinquenta, ponderei; Sabina sabe que custou cinquenta e oito. (Machado de Assis)
— Ainda não, respondi secamente. 
(Machado de Assis)
Verbos de elocução depois de orações interrogativas e exclamativas:
— Nunca me viu? perguntou Virgília vendo que a encarava com insistência. 
(Machado de Assis)
— Para quê? interrompeu Sabina. 
(Machado de Assis)
— Isso nunca; não faço esmolas! disse ele. (Machado de Assis)
Observe que os verbos de elocução aparecem em letras minúsculas depois dos pontos de exclamação e 
interrogação.
Discurso indireto
No discurso indireto, o narrador exprime indiretamente a fala da personagem. O narrador funciona como 
testemunha auditiva e passa para o leitor o que ouviu da personagem. Na transcrição, o verbo aparece na ter-
ceira pessoa, sendo imprescindível a presença de verbos dicendi (dizer, responder, retrucar, replicar, perguntar, 
pedir, exclamar, contestar, concordar, ordenar, gritar, indagar, declamar, afirmar, mandar etc.), seguidos dos 
conectivos que (dicendi afirmativo) ou se (dicendi interrogativo) para introduzir a fala da personagem na voz do 
narrador.
A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que 
não a levei comigo.
(Ciro dos Anjos)
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Fui ter com ela, e perguntei se a mãe havia dito alguma coisa; respondeu-me que não. 
(Machado de Assis)
Discurso indireto livre
Resultante da mistura dos discursos direto e indireto, existe uma terceira modalidade de técnica narrativa, 
o chamado discurso indireto livre, processo de grande efeito estilístico. Por meio dele, o narrador pode, não 
apenas reproduzir indiretamente falas das personagens, mas também o que elas não falam, mas pensam, 
sonham, desejam etc. Neste caso, discurso indireto livre corresponde ao monólogo interior das personagens, 
mas expresso pelo narrador.
As orações do discurso indireto livre são, em regra, independentes, sem verbos dicendi, sem pontuação 
que marque a passagem da fala do narrador para a da personagem, mas com transposições do tempo do ver-
bo (pretérito imperfeito) e dos pronomes (terceira pessoa). O foco narrativo deve ser de terceira pessoa. Esse 
discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e ritmo que confere ao texto.
Fabiano ouviu o relatório desconexo do bêbado, caiu numa indecisão dolorosa. Ele também dizia palavras 
sem sentido, conversa à toa. Mas irou-se com a comparação, deu marradas na parede. Era bruto, sim senhor, 
nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete- se um homem 
na cadeia por que ele não sabe falar direito?
(Graciliano Ramos)
Observe que se o trecho “Era bruto, sim” estivesse um discurso direto, apresentaria a seguinte formulação: 
Sou bruto, sim; em discurso indireto: Ele admitiu que era bruto; em discurso indireto livre: Era bruto, sim.
Para produzir discurso indireto livre que exprima o mundo interior da personagem (seus pensamentos, de-
sejos, sonhos, fantasias etc.), o narrador precisa ser onisciente. Observe que os pensamentos da personagem 
aparecem, no trecho transcrito, principalmente nas orações interrogativas, entremeadas com o discurso do 
narrador.
Transposição de discurso
Na narração, para reconstituir a fala da personagem, utiliza-se a estrutura de um discurso direto ou de um 
discurso indireto. O domínio dessas estruturas é importante tanto para se empregar corretamente os tipos de 
discurso na redação.
Os sinais de pontuação (aspas, travessão, dois-pontos) e outros recursos como grifo ou itálico, presentes no 
discurso direto, não aparecem no discurso indireto, a não ser que se queira insistir na atribuição do enunciado 
à personagem, não ao narrador. Tal insistência, porém, é desnecessária e excessiva, pois, se o texto for bem 
construído, a identificação do discurso indireto livre não oferece dificuldade.
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Discurso Direto
• Presente
A enfermeira afirmou:
– É uma menina.
• Pretérito perfeito
– Já esperei demais, retrucou com indignação.
• Futuro do presente
Pedrinho gritou:
– Não sairei do carro.
• Imperativo
Olhou-a e disse secamente:
– Deixe-me em paz.
Outras alterações
• Primeira ou segunda pessoa
Maria disse:
– Não quero sair com Roberto hoje.
• Vocativo
– Você quer café, João?, perguntou a prima.
• Objeto indireto na oração principal
A prima perguntou a João se ele queria café.
• Forma interrogativa ou imperativa
Abriu o estojo, contou os lápis e depois perguntou ansio-
sa:
– E o amarelo?
• Advérbios de lugar e de tempo
aqui, daqui, agora, hoje, ontem, amanhã
• Pronomes demonstrativos e possessivos
essa(s), esta(s)
esse(s), este(s)
isso, isto
meu, minha
teu, tua
nosso, nossa
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Discurso Indireto
• Pretérito imperfeito
A enfermeira afirmou que era uma menina.
• Futuro do pretérito
Pedrinho gritou que não sairia do carro.
• Pretérito mais-que-perfeito
Retrucou com indignação que já esperara (ou 
tinha esperado) demais.
• Pretérito imperfeito do subjuntivo
Olhou-a e disse secamente que o deixasse em 
paz.
Outras alterações
• Terceira pessoa
Maria disse que não queria sair com Roberto 
naquele dia.
• Objeto indireto na oração principal
A prima perguntou a João se ele queria café.
• Forma declarativa
Abriu o estojo, contou os lápis e depois pergun-
tou ansiosa pelo amarelo.
lá, dali, de lá, naquele momento, naquele dia, 
no dia anterior, na véspera, no dia seguinte, aque-
la(s), aquele(s), aquilo, seu, sua (dele, dela), seu, 
sua (deles, delas)
Registros de linguagem
Definição de linguagem
Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencio-
nais, sonoros, gráficos, gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo da idade, cultura, 
posição social, profissão etc. A maneira de articular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina 
nossa linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal).
As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com o decorrer do tempo, mudanças na estrutura 
da língua, que só as incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo social. Muitas novidades 
criadas na linguagem não vingam na língua e caem em desuso.
Língua escrita e língua falada
A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua falada, por que os sinais gráficos não conse-
guem registrar grande parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, e ainda os gestos e a 
expressão facial. Na realidade a língua falada é mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta 
na conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão do falante. Nessas situações informais, 
muitas regras determinadas pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da liberdade de ex-
pressão e da sensibilidade estilística do falante.
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Linguagem popular e linguagem culta
Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da linguagem culta. Obviamente a linguagempopular é 
mais usada na fala, nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja presente em poesias 
(o Movimento Modernista Brasileiro procurou valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em 
que o diálogo é usado para representar a língua falada.
Linguagem Popular ou Coloquial
Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical e é 
carregada de vícios de linguagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbarismo – erros de pro-
núncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela 
coordenação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem popular está presente nas conversas 
familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e auditório, novelas, na expres-
são dos esta dos emocionais etc.
A Linguagem Culta ou Padrão
É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que se apresenta com terminologia especial. 
É usada pelas pessoas instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediência às normas 
gramaticais. Mais comumente usada na linguagem escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais 
artificial, mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, conferências, sermões, discursos 
políticos, comunicações científicas, noticiários de TV, programas culturais etc.
Gíria
A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como arma de defesa contra as classes domi-
nantes. Esses grupos utilizam a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensagens sejam 
decodificadas apenas por eles mesmos.
Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam o palavreado para outros grupos até chegar à 
mídia. Os meios de comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os novos vocábulos, às ve-
zes, também inventam alguns. A gíria pode acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário 
de pequenos grupos ou cair em desuso.
Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”, “mina”, “tipo assim”.
Linguagem vulgar
Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco ou nenhum contato com centros civilizados. 
Na linguagem vulgar há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na comida”.
Linguagem regional
Regionalismos são variações geográficas do uso da língua padrão, quanto às construções gramaticais e 
empregos de certas palavras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazônico, nordestino, baia-
no, fluminense, mineiro, sulino.
Os níveis de linguagem e de fala são determinados pelos fatores a seguir:
O interlocutor
Os interlocutores (emissor e receptor) são parceiros na comunicação, por isso, esse é um dos fatores deter-
minantes para a adequação linguística. O objetivo de toda comunicação é a busca pelo sentido, ou seja, precisa 
haver entendimento entre os interlocutores, caso contrário, não é possível dizer que houve comunicação. Por 
isso, considerar o interlocutor é fundamental. Por exemplo, um professor não pode usar a mesma linguagem 
com um aluno na faculdade e na alfabetização, logo, escolher a linguagem pensando em quem será o seu par-
ceiro é um fator de adequação linguística.
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Ambiente
A linguagem também é definida a partir do ambiente, por isso, é importante prestar atenção para não come-
ter inadequações. É impossível usar o mesmo tipo de linguagem entre amigos e em um ambiente corporativo 
(de trabalho); em um velório e em um campo de futebol; ou, ainda, na igreja e em uma festa.
Assunto
Semelhante à escolha da linguagem, está a escolha do assunto. É preciso adequar a linguagem ao que será 
dito, logo, não se convida para um chá de bebê da mesma maneira que se convida para uma missa de 7º dia. 
É preciso ter bom senso no momento da escolha da linguagem, que deve ser usada de acordo com o assunto.
Relação falante-ouvinte
A presença ou ausência de intimidade entre os interlocutores é outro fator utilizado para a adequação lin-
guística. Portanto, ao pedir uma informação a um estranho, é adequado que se utilize uma linguagem mais 
formal, enquanto para parabenizar a um amigo, a informalidade é o ideal.
Intencionalidade (efeito pretendido)
Nenhum texto (oral ou escrito) é despretensioso, ou seja, sem pretensão, sem objetivo, todos são carre-
gados de intenções. E para cada intenção existe uma forma de linguagem que será compatível, por isso, as 
declarações de amor são feitas diferentes de uma solicitação de emprego. Há maneiras distintas para criticar, 
elogiar ou ironizar. É importante fazer essas considerações.
Funções da linguagem
Funções da linguagem são recursos da comunicação que, de acordo com o objetivo do emissor, dão ênfase 
à mensagem transmitida, em função do contexto em que o ato comunicativo ocorre.
São seis as funções da linguagem, que se encontram diretamente relacionadas com os elementos da co-
municação.
Funções da Linguagem Elementos da 
Comunicação
Função referencial ou denotativa contexto
Função emotiva ou expressiva emissor
Função apelativa ou conativa receptor
Função poética mensagem
Função fática canal
Função metalinguística código
Função Referencial
A função referencial tem como objetivo principal informar, referenciar algo. Esse tipo de texto, que é voltado 
para o contexto da comunicação, é escrito na terceira pessoa do singular ou do plural, o que enfatiza sua im-
pessoalidade.
Para exemplificar a linguagem referencial, podemos citar os materiais didáticos, textos jornalísticos e cientí-
ficos. Todos eles, por meio de uma linguagem denotativa, informam a respeito de algo, sem envolver aspectos 
subjetivos ou emotivos à linguagem.
Exemplo de uma notícia
O resultado do terceiro levantamento feito pela Aliança Global para Atividade Física de Crianças — enti-
dade internacional dedicada ao estímulo da adoção de hábitos saudáveis pelos jovens — foi decepcionante. 
Realizado em 49 países de seis continentes com o objetivo de aferir o quanto crianças e adolescentes estão 
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fazendo exercícios físicos, o estudo mostrou que elas estão muito sedentárias. Em 75% das nações participan-
tes, o nível de atividade física praticado por essa faixa etária está muito abaixo do recomendado para garantir 
um crescimento saudável e um envelhecimento de qualidade — com bom condicionamento físico, músculos e 
esqueletos fortes e funções cognitivas preservadas. De “A” a “F”, a maioria dos países tirou nota “D”.
Função Emotiva
Caracterizada pela subjetividade com o objetivo de emocionar. É centrada no emissor, ou seja, quem envia 
a mensagem. A mensagem não precisa ser clara ou de fácil entendimento.
Por meio do tipo de linguagem que usamos, do tom de voz que empregamos, etc., transmitimos uma ima-
gem nossa, não raro inconscientemente.
Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do 
enunciador, isto é, daquele que fala.
Exemplo: Nós te amamos!
Função Conativa
A função conativa ou apelativa é caracterizada por uma linguagem persuasiva com a finalidade de conven-
cer o leitor. Por isso, o grande foco é no receptor da mensagem.
Trata-se de uma função muito utilizada nas propagandas, publicidades e discursos políticos, a fim de in-
fluenciar o receptor por meio da mensagem transmitida.
Esse tipo de texto costuma se apresentar na segunda ou na terceira pessoa com a presença de verbos no 
imperativo e o uso do vocativo.
Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem, o pedido, a súplica. Há textos que 
nos influenciam de maneira bastante sutil, com tentações e seduções, como os anúncios publicitários que nos 
dizem como seremos bem-sucedidos, atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas, se consumir-
mos certos produtos. 
Com essa função, a linguagem modela tanto bonscidadãos, que colocam o respeito ao outro acima de tudo, 
quanto espertalhões, que só pensam em levar vantagem, e indivíduos atemorizados, que se deixam conduzir 
sem questionar.
Exemplos: Só amanhã, não perca!
Vote em mim!
Função Poética
Esta função é característica das obras literárias que possui como marca a utilização do sentido conotativo 
das palavras.
Nela, o emissor preocupa-se de que maneira a mensagem será transmitida por meio da escolha das pala-
vras, das expressões, das figuras de linguagem. Por isso, aqui o principal elemento comunicativo é a mensa-
gem.
A função poética não pertence somente aos textos literários. Podemos encontrar a função poética também 
na publicidade ou nas expressões cotidianas em que há o uso frequente de metáforas (provérbios, anedotas, 
trocadilhos, músicas).
Exemplo: 
“Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...”
(Cecília Meireles)
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Função Fática
A função fática tem como principal objetivo estabelecer um canal de comunicação entre o emissor e o re-
ceptor, quer para iniciar a transmissão da mensagem, quer para assegurar a sua continuação. A ênfase dada 
ao canal comunicativo.
Esse tipo de função é muito utilizado nos diálogos, por exemplo, nas expressões de cumprimento, sauda-
ções, discursos ao telefone, etc.
Exemplo:
-- Calor, não é!?
-- Sim! Li na previsão que iria chover.
-- Pois é...
Função Metalinguística
É caracterizada pelo uso da metalinguagem, ou seja, a linguagem que se refere a ela mesma. Dessa forma, 
o emissor explica um código utilizando o próprio código.
Nessa categoria, os textos metalinguísticos que merecem destaque são as gramáticas e os dicionários.
Um texto que descreva sobre a linguagem textual ou um documentário cinematográfico que fala sobre a 
linguagem do cinema são alguns exemplos.
Exemplo:
Amizade s.f.: 1. sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades. “sentia-se feliz 
com a amizade do seu mestre”
2. POR METONÍMIA: quem é amigo, companheiro, camarada. “é uma de suas amizades fiéis”
Elementos dos atos de comunicação
Dentro do processo de comunicação existem alguns fatores que são imprescindíveis de serem citados como 
elementos da comunicação, que são: 
Emissor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de produzir e transmitir uma mensagem.
Receptor: é a pessoa, ou qualquer ser capaz de receber e interpretar essa mensagem transmitida. 
Codificar: é transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de 
signos, ou seja, é interpretar a mensagem transmitida para a sua correta compreensão.
Descodificar: Decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de informa-
ção) de cada pessoa.
Mensagem: trata-se do conteúdo que será transmitido, as informações que serão transmitidas ao receptor, 
ou seja, é qualquer coisa que o emissor envie com a finalidade de passar informações.
Código: é o modo como a mensagem é transmitida (escrita, fala, gestos, etc.)
Canal: é a fonte de transmissão da mensagem, ou o meio de comunicação utilizado (revista, livro, jornal, 
rádio, TV, ar, etc.)
Contexto: é a situação que estão envolvidos o emissor e receptor.
Ruído: são os elementos que interferem na compreensão da mensagem que está sendo transmitida, podem 
ser ocasionados pelo ambiente interno ou externo. Podem ser tanto os barulhos de uma maneira geral, uma 
palavra escrita incorretamente, uma dor de cabeça por parte do emissor como do receptor, uma distração, um 
problema pessoal, gírias, neologismos, estrangeirismos, etc., podem interferir no perfeito entendimento da co-
municação. 
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Linguagem verbal: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de 
abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas (no 
repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras). 
Linguagem não-verbal: as pessoas não se comunicam apenas por palavras, os movimentos faciais e cor-
porais, os gestos, os olhares, e a entonação são também importantes (são os elementos não verbais da comu-
nicação).
Retroalimentação ou Feedback: é o processo onde ocorre a confirmação do entendimento ou compreensão 
do que foi transmitido na comunicação.
Macromodelo do Processo de Comunicação
Fonte: Kotler e Keller, 2012.
Em resumo, a comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um emis-
sor a um receptor por meio de um canal, ela é, portanto, um processo pelo qual nós atribuímos e transmitimos 
significado a uma tentativa de criar entendimento compartilhado.
Estrutura e formação de palavras
As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas menores - os morfemas, também chamados 
de elementos mórficos: 
– radical e raiz;
– vogal temática;
– tema;
– desinências;
– afixos;
– vogais e consoantes de ligação.
Radical: Elemento que contém a base de significação do vocábulo.
Exemplos
VENDer, PARTir, ALUNo, MAR.
Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos.
Dividem-se em:
Nominais
Indicam flexões de gênero e número nos substantivos.
Exemplos
pequenO, pequenA, alunO, aluna.
pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas.
Verbais
Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos
Exemplos
vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo)
vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número)
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Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem.
Exemplos
1ª conjugação: – A – cantAr
2ª conjugação: – E – fazEr
3ª conjugação: – I – sumIr
Observação
Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica oposição masculino/feminino.
Exemplos
livrO, dentE, paletó.
Tema: União do radical e a vogal temática.
Exemplos
CANTAr, CORREr, CONSUMIr.
Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se interpõem aos vocábulos por necessidade de 
eufonia.
Exemplos
chaLeira, cafeZal.
Afixos
Os afixos são elementos que se acrescentam antes ou depois do radical de uma palavra para a formação 
de outra palavra. Dividem-se em:
Prefixo: Partícula que se coloca antes do radical.
Exemplos
DISpor, EMpobrecer, DESorganizar.
Visão geral: a formação de palavras que integram o léxico da língua baseia-se em dois principais processos 
morfológicos (combinação de morfemas): a derivação e a composição.
Derivação: é a formação de uma nova palavra (palavra derivada) com base em uma outra que já existe na 
língua (palavra primitiva ou radical). 
1 – Prefixal por prefixação: um prefixo ou mais são adicionados à palavra primitiva.
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA
PALAVRA 
DERIVADA
inf fiel infiel
sobre carga sobrecarga
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2 – Sufixal ou por sufixação: é a adição de sufixo à palavra primitiva. 
PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
gol leiro goleiro
feliz mente felizmente
3 – Prefixal e sufixal: nesse tipo, a presença do prefixo ou do sufixo à palavra primitiva já é o suficiente para 
formação de uma nova palavra.
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
inf feliz – Infeliz
– feliz mente Felizmente
des igual – desigual
– igual dade igualdade
4 – Parassintética: também consiste na adição de prefixo e sufixo à palavra primitiva, porém, diferentemente 
do tipo anterior, para existência da nova palavra, ambos os acréscimos são obrigatórios. Esse processo parte 
de substantivos e adjetivos para originar um verbo. 
PREFIXO PALAVRA 
PRIMITIVA SUFIXO PALAVRA 
DERIVADA
em pobre cer empobrecer
em trist ecer estristecer
5 – Regressiva: é a remoção da parte final de uma palavra primitiva para, dessa forma, obter uma palavra 
derivada. Esse origina substantivos a partir de formas verbais que expressam uma ação. Essas novas palavras 
recebemo nome de deverbais. Tal composição ocorre a partir da substituição da terminação verbal formada 
pela vogal temática + desinência de infinitivo (“–ar” ou “–er”) por uma das vogais temáticas nominais (-a, -e,-o).”
VERBO RADICAL DESINÊNCIA VOGAL 
TEMÁTICA SUBSTANTIVO
debater debat er e debate
sustentar sustent ar o sustento
vender vend er a venda
6 – Imprópria (ou conversão): é o processo que resulta na mudança da classe gramatical de uma palavra 
primitiva, mas não modifica sua forma. Exemplo: a palavra jantar pode ser um verbo na frase “Convidaram-me 
para jantar”, mas também pode ser um substantivo na frase “O jantar estava maravilhoso”. 
Composição: é o processo de formação de palavra a partir da junção de dois ou mais radicais. A composição 
pode se realizar por justaposição ou por aglutinação. 
– Justaposição: na junção, não há modificação dos radicais. Exemplo: passa + tempo - passatempo; gira + 
sol = girassol. 
– Aglutinação: existe alteração dos radicais na sua junção. Exemplo: em + boa + hora = embora; desta + 
arte = destarte. 
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Formas de abreviação
Abreviatura
Existem algumas regras para abreviar as palavras, porém a maioria das abreviaturas que ganham o gosto 
do público são aquelas que, mesmo sem seguir as regras preditas pela gramática, são usuais, práticas. Veja-
mos algumas regras para se fazer uma abreviatura da maneira correta (prevista na gramática).
Quando usar:
Quando há necessidade de redução de espaço em títulos, legendas, tabelas, gráficos, infográficos, credita-
gem de TV e crawl.
Mesmo assim, é necessário ter cuidado para que o uso de abreviaturas não prejudique a compreensão. 
Regra Geral: primeira sílaba da palavra + a primeira letra da sílaba seguinte + ponto abreviativo. Exemplos: 
adj. (adjetivo), num. (numeral).
Outras Regras:
As abreviaturas devem ser acentuadas quando o acento gráfico ocorrer antes do ponto abreviativo.
Exemplos:
– técnicas → téc.
– páginas → pág.
– século → séc.
Nunca se deve cortar a palavra numa vogal, sempre na consoante. Caso a primeira letra da segunda sílaba 
seja vogal, escreve-se até a consoante.
Se a palavra tiver acento na primeira sílaba, ele é conservado.
núm. (número)
lóg. (lógica)
Caso a segunda sílaba se inicie por duas consoantes, utiliza-se as duas na abreviatura.
Constr. (construção)
Secr. (secretário)
O ponto abreviativo também serve como ponto final, sendo assim, se a abreviatura estiver no final da frase, 
não há necessidade de se utilizar outro ponto. Ex: Comprei frutas, verduras, legumes, etc.
 Alguns gramáticos não admitem que as flexões sejam marcadas na abreviatura.
Profª (professora)
Págs. (páginas)
Algumas palavras, mesmo não seguindo as regras descritas acima, são aceitas pela gramática normativa, 
é o caso de:
a.C. ou A.C. (antes de Cristo)
ap. ou apto. (apartamento)
bel. (bacharel)
cel. (coronel)
Cia. (Companhia)
cx. (caixa)
D. (Dom, Dona)
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Ilmo. (Ilustríssimo)
Ltda. (Limitada)
p. ou pág. (página) e pp. Págs. (páginas)
pg. (pago)
vv. (versos, versículos)
Mesmo sabendo que estas siglas são permitidas e reconhecidas pela gramática, ao escrevermos textos ofi-
ciais, artigos, trabalhos, redações, não devemos utilizá-las abusivamente, pois acabará atrapalhando a clareza 
da comunicação. Em textos informais, no entanto, não há nenhuma restrição, a abreviatura pode ser utilizada 
quando quisermos.
Símbolos
O desenvolvimento científico e tecnológico exigiu medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por 
essa razão, o Sistema Métrico Decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, 
adotado também no Brasil a partir de 1962.
As unidades SI podem ser escritas por seus nomes ou representadas por meio de SÍMBOLOS, um sinal 
convencional e invariável utilizado para facilitar e universalizar a escrita e a leitura das unidades SI.
Lembre-se de que os símbolos que representam as unidades SI não são abreviaturas; por isso mesmo não 
são seguidos de ponto, não têm plural nem podem ser grafados como expoentes.
Abreviaturas e símbolos mais usados
etc. Etcetera Usa-se com ponto.
A vírgula antes é facultativa
KB
GB
MB
kilobyte
gigabyte
megabyte
KW
MW
GW
quilowatt
megawatt
gigawatt
h
min
s
hora
minuto
segundo
Não têm ponto nem plural
kg
l
quilograma
litro Sem ponto, sem plural
Hz
KHz
MHz
GHz
hertz
quilo-hertz
mega-hertz
giga-hertz
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mi
bi
tri
milhão
bilhão
trilhão
Só são usadas para valores 
monetários.
m
km
metro
quilômetro
m²
km²
metro quadrado
quilômetro quadrado
Ltda. limitada
jan., 
fev.
mar., 
abr.
mai., 
jun.
jul., 
ago.
set., 
out.
nov., 
dez.
Com todas as letras em
caixa alta, use sem ponto:
JAN, FEV, OUT
pág. página Mantém-se o acento
Plural: págs.
S.A. sociedade anônima Plural: S.As.
TV
Tevê também pode ser usado.
Para emissoras, use apenas TV.
Não use tv ou Tv
Sigla
As siglas são a junção das letras iniciais de um termo composto por mais de uma palavra:
P.S. (pós escrito = escrito depois)
S.A. (Sociedade Anônima)
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Se a sigla tiver até três letras, ou se todas as letras forem pronunciadas individualmente, todas ficam mai-
úsculas.
MEC, USP, PM, INSS.
Porém, se a sigla tiver a partir de quatro letras, e nem todas forem pronunciadas separadamente, apenas a 
primeira letra será maiúscula, e as demais minúsculas:
Embrapa, Detran, Unesco.
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Classes de palavras; os aspectos morfológicos, sintáticos, semânticos e textuais de 
substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções e 
interjeições
— Definição
Classes gramaticais são grupos de palavras que organizam o estudo da gramática. Isto é, cada palavra 
existente na língua portuguesa condiz com uma classe gramatical, na qual ela é inserida em razão de sua 
função. Confira abaixo as diversas funcionalidades de cada classe gramatical. 
— Artigo 
É a classe gramatical que, em geral, precede um substantivo, podendo flexionar em número e em gênero. 
A classificação dos artigos 
Artigos definidos: servem para especificar um substantivo ou para referirem-se a um ser específico por já 
ter sido mencionado ou por ser conhecido mutuamente pelos interlocutores. Eles podem flexionar em número 
(singular e plural) e gênero (masculino e feminino).
Artigos indefinidos: indicam uma generalização ou a ocorrência inicial do representante de uma dada 
espécie, cujo conhecimento não é compartilhado entre os interlocutores, por se tratar da primeira vez em que 
aparece no discurso. Podem variar em número e gênero.
Observe:
NÚMERO/
GÊNERO MASCULINO FEMININO EXEMPLOS
Singular Um Uma
Preciso de um pedreiro.
Vi uma moça em frente à casa.
Plural Umas Umas
Localizei uns documentos antigos.
Joguei fora umas coisas velhas.
Outras funções do artigo 
Substantivação: é o nome que se dá ao fenômeno de transformação de adjetivos e verbos em substantivos 
a partir do emprego do artigo. Observe: 
– Em “O caminhar dela é muito elegante.”, “caminhar”, que teria valor de verbo, passou a ser o substantivo 
do enunciado. 
Indicação de posse: antes de palavras que atribuem parentesco ou de partes do corpo, o artigo definido 
pode exprimir relação de posse. Por exemplo: 
“No momento em que ela chegou, o marido já a esperava.”
Na frase, o artigo definido “a” esclarece que se trata do marido do sujeito “ela”, omitindo o pronome possessivo 
dela.
Expressão de valor aproximado: devido à sua natureza de generalização, o artigo indefinido inserido 
antes de numeral indica valor aproximado. Mais presente na linguagem coloquial, esse emprego dos artigos 
indefinidos representa expressões como “por volta de” e “aproximadamente. Observe: 
“Faz em média uns dezanos que a vi pela última vez.” 
“Acrescente aproximadamente umas três ou quatro gotas de baunilha.” 
Contração de artigos com preposições
Os artigos podem fazer junção a algumas preposições, criando uma única palavra contraída. A tabela abaixo 
ilustra como esse processo ocorre: 
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PREPOSIÇÃO
de em a per/por
ARTIGOS
DEFINIDOS
masculi-
no
singular o do no ao pelo
plural os dos nos aos pelos
feminino
singular a da na à pela
plural as das nas às pelas
ARTIGOS
 INDEFINI-
DOS
masculi-
no
singular um dum num
plural uns duns nuns
feminino
singular uma duma numa
plural umas dumas numas
— Substantivo
Essa classe atribui nome aos seres em geral (pessoas, animais, qualidades, sentimentos, seres mitológicos 
e espirituais). Os substantivos se subdividem em: 
Próprios ou Comuns: são próprios os substantivos que nomeiam algo específico, como nomes de pessoas 
(Pedro, Paula) ou lugares (São Paulo, Brasil). São comuns os que nomeiam algo na sua generalidade (garoto, 
caneta, cachorro). 
Primitivos ou derivados: se não for formado por outra palavra, é substantivo primitivo (carro, planeta); se 
formado por outra palavra, é substantivo derivado (carruagem, planetário). 
Concretos ou abstratos: os substantivos que nomeiam seres reais ou imaginativos, são concretos (cavalo, 
unicórnio); os que nomeiam sentimentos, qualidades, ações ou estados são abstratos. 
Substantivos coletivos: são os que nomeiam os seres pertencentes ao mesmo grupo. Exemplos: manada 
(rebanho de gado), constelação (aglomerado de estrelas), matilha (grupo de cães). 
— Adjetivo
É a classe de palavras que se associa ao substantivo para alterar o seu significado, atribuindo-lhe 
caracterização conforme uma qualidade, um estado e uma natureza, bem como uma quantidade ou extensão 
à palavra, locução, oração, pronome, enfim, ao que quer que seja nomeado.
Os tipos de adjetivos 
Simples e composto: com apenas um radical, é adjetivo simples (bonito, grande, esperto, miúdo, regular); 
apresenta mais de um radical, é composto (surdo-mudo, afrodescendente, amarelo-limão). 
Primitivo e derivado: o adjetivo que origina outros adjetivos é primitivo (belo, azul, triste, alegre); adjetivos 
originados de verbo, substantivo ou outro adjetivo são classificados como derivados (ex.: substantivo morte → 
adjetivo mortal; adjetivo lamentar → adjetivo lamentável). 
Pátrio ou gentílico: é a palavra que indica a nacionalidade ou origem de uma pessoa (paulista, brasileiro, 
mineiro, latino). 
O gênero dos adjetivos 
Uniformes: possuem forma única para feminino e masculino, isto é, não flexionam seu termo. Exemplo: 
“Fred é um amigo leal.” / “Ana é uma amiga leal.” 
Biformes: os adjetivos desse tipo possuem duas formas, que variam conforme o gênero. Exemplo: “Menino 
travesso.” / “Menina travessa”. 
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O número dos adjetivos 
Por concordarem com o número do substantivo a que se referem, os adjetivos podem estar no singular ou 
no plural. Assim, a sua composição acompanha os substantivos. Exemplos: pessoa instruída → pessoas 
instruídas; campo formoso → campos formosos.
O grau dos adjetivos
Quanto ao grau, os adjetivos se classificam em comparativo (compara qualidades) e superlativo (intensifica 
qualidades).
Comparativo de igualdade: “O novo emprego é tão bom quanto o anterior.” 
Comparativo de superioridade: “Maria é mais prestativa do que Luciana.” 
Comparativo de inferioridade: “O gerente está menos atento do que a equipe.” 
Superlativo absoluto: refere-se a apenas um substantivo, podendo ser: 
– Analítico - “A modelo é extremamente bonita.” 
– Sintético - “Pedro é uma pessoa boníssima.” 
Superlativo relativo: refere-se a um grupo, podendo ser de: 
– Superioridade - “Ela é a professora mais querida da escola.” 
– Inferioridade - “Ele era o menos disposto do grupo.” 
Pronome adjetivo 
Recebem esse nome porque, assim como os adjetivos, esses pronomes alteram os substantivos aos 
quais se referem. Assim, esse tipo de pronome flexiona em gênero e número para fazer concordância com os 
substantivos. Exemplos: “Esta professora é a mais querida da escola.” (o pronome adjetivo esta determina o 
substantivo comum professora). 
Locução adjetiva 
Uma locução adjetiva é formada por duas ou mais palavras, que, associadas, têm o valor de um único 
adjetivo. Basicamente, consiste na união preposição + substantivo ou advérbio.
Exemplos: 
– Criaturas da noite (criaturas noturnas). 
– Paixão sem freio (paixão desenfreada). 
– Associação de comércios (associação comercial). 
— Verbo
É a classe de palavras que indica ação, ocorrência, desejo, fenômeno da natureza e estado. Os verbos se 
subdividem em: 
Verbos regulares: são os verbos que, ao serem conjugados, não têm seu radical modificado e preservam 
a mesma desinência do verbo paradigma, isto é, terminado em “-ar” (primeira conjugação), “-er” (segunda 
conjugação) ou “-ir” (terceira conjugação). Observe o exemplo do verbo “nutrir”:
– Radical: nutr (a parte principal da palavra, onde reside seu significado). 
– Desinência: “-ir”, no caso, pois é a terminação da palavra e, tratando-se dos verbos, indica pessoa (1a, 
2a, 3a), número (singular ou plural), modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo) e tempo (pretérito, presente ou 
futuro). Perceba que a conjugação desse no presente do indicativo: o radical não sofre quaisquer alterações, 
tampouco a desinência. Portanto, o verbo nutrir é regular: Eu nutro; tu nutre; ele/ela nutre; nós nutrimos; vós 
nutris; eles/elas nutrem. 
– Verbos irregulares: os verbos irregulares, ao contrário dos regulares, têm seu radical modificado quando 
conjugados e /ou têm desinência diferente da apresentada pelo verbo paradigma. Exemplo: analise o verbo 
dizer conjugado no pretérito perfeito do indicativo: Eu disse; tu dissestes; ele/ela disse; nós dissemos; vós 
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dissestes; eles/elas disseram. Nesse caso, o verbo da segunda conjugação (-er) tem seu radical, diz, alterado, 
além de apresentar duas desinências distintas do verbo paradigma”. Se o verbo dizer fosse regular, sua 
conjugação no pretérito perfeito do indicativo seria: dizi, dizeste, dizeu, dizemos, dizestes, dizeram. 
— Pronome 
O pronome tem a função de indicar a pessoa do discurso (quem fala, com quem se fala e de quem se fala), 
a posse de um objeto e sua posição. Essa classe gramatical é variável, pois flexiona em número e gênero. Os 
pronomes podem suplantar o substantivo ou acompanhá-lo; no primeiro caso, são denominados “pronome 
substantivo” e, no segundo, “pronome adjetivo”. Classificam-se em: pessoais, possessivos, demonstrativos, 
interrogativos, indefinidos e relativos. 
Pronomes pessoais 
Os pronomes pessoais apontam as pessoas do discurso (pessoas gramaticais), e se subdividem em 
pronomes do caso reto (desempenham a função sintática de sujeito) e pronomes oblíquos (atuam como 
complemento), sendo que, para cada caso reto, existe um correspondente oblíquo.
CASO RETO CASO OBLÍQUO
Eu Me, mim, comigo.
Tu Te, ti, contigo.
Ele Se, o, a , lhe, si, consigo.
Nós Nos, conosco.
Vós Vos, convosco.
Eles Se, os, as, lhes, si, 
consigo.
Observe os exemplos: 
– Na frase “Maria está feliz. Ela vai se casar.”, o pronome cabível é do caso reto. Quem vai se casar? Maria. 
– Na frase “O forno? Desliguei-o agora há pouco. O pronome “o” completa o sentido do verbo. Fechei o 
que? O forno. 
Lembrando que os pronomes oblíquos o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na nos, e nas desempenham apenas 
a função de objeto direto. 
Pronomes possessivos 
Esses pronomes indicam a relação de posse entre o objeto e a pessoa do discurso.
PESSOA DO 
DISCURSO PRONOME
1a pessoa – Eu Meu, minha, meus, minhas
2a pessoa – Tu Teu, tua, teus, tuas
3a pessoa– Seu, sua, seus, suas
Exemplo: “Nossos filhos cresceram.” → o pronome indica que o objeto pertenceà 1ª pessoa (nós).
Pronomes de tratamento
Tratam-se termos solenes que, em geral, são empregados em contextos formais — a única exceção é o 
pronome você. Eles têm a função de promover uma referência direta do locutor para interlocutor (parceiros de 
comunicação). São divididos conforme o nível de formalidade, logo, para cada situação, existe um pronome 
de tratamento específico. Apesar de expressarem interlocução (diálogo), à qual seria adequado o emprego do 
pronome na segunda pessoa do discurso (“tu”), no caso dos pronomes de tratamento, os verbos devem ser 
usados em 3a pessoa.
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PRONOME USO ABREVIAÇÕES
Você situações informais V./VV
Senhor (es) e 
Senhora (s) pessoas mais velhas Sr. Sr.a (singular) e Srs. , 
Sra.s. (plural)
Vossa Senhoria em correspondências e outros textos redigidos V. S.a/V.Sas
Vossa Excelência altas autoridades, como Presidente da República, 
senadores, deputados, embaixadores V. Ex.a/ V. Ex.as
Vossa 
Magnificência reitores das Universidades V. Mag.a/V. Mag.as
Vossa Alteza príncipes, princesas, duques V.A (singular) e V.V.A.A. 
(plural)
Vossa 
Reverendíssima sacerdotes e religiosos em geral V. Rev. m.a/V. Rev. m. as
Vossa Eminência cardeais V. Ex.a/V. Em.as
Vossa Santidade Papa V.S.
Pronomes demonstrativos
Sua função é indicar a posição dos seres no que se refere ao tempo ao espaço e à pessoa do discurso – 
nesse último caso, o pronome determina a proximidade entre um e outro. Esses pronomes flexionam-se em 
gênero e número.
PESSOA DO 
DISCURSO PRONOMES POSIÇÃO
1a pessoa Este, esta, estes, estas, isto. Os seres ou objetos estão próximos da 
pessoa que fala.
2a pessoa Esse, essa, esses, essas, isso. Os seres ou objetos estão próximos da 
pessoa com quem se fala.
3a pessoa Aquele, aquela, aqueles, 
aquelas, aquilo. Com quem se fala.
Observe os exemplos: 
“Esta caneta é sua?”
“Esse restaurante é bom e barato.” 
Pronomes Indefinidos
Esses pronomes indicam indeterminação ou imprecisão, assim, estão sempre relacionados à 3ª pessoa do 
discurso. Os pronomes indefinidos podem ser variáveis (flexionam conforme gênero e número) ou invariáveis 
(não flexionam). Analise os exemplos abaixo:
– Em “Alguém precisa limpar essa sujeira.”, o termo “alguém” quer dizer uma pessoa de identidade indefinida 
ou não especificada).
– Em “Nenhum convidado confirmou presença.”, o termo “nenhum” refere-se ao substantivo “convidado” de 
modo vago, pois não se sabe de qual convidado se trata. 
– Em “Cada criança vai ganhar um presente especial.”, o termo “cada” refere-se ao substantivo da frase 
“criança”, sem especificá-lo.
– Em “Outras lojas serão abertas no mesmo local.”, o termo “outras” refere-se ao substantivo “lojas” sem 
especificar de quais lojas se trata. 
Confira abaixo a tabela com os pronomes indefinidos:
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CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INDEFINIDOS
VARIÁVEIS Muito, pouco, algum, nenhum, outro, qualquer, certo, um, tanto, 
quanto, bastante, vários, quantos, todo.
INVARIÁVEIS Nada, ninguém, cada, algo, alguém, quem, demais, outrem, tudo.
Pronomes relativos
Os pronomes relativos, como sugere o nome, se relacionam ao termo anterior e o substituem, sendo 
importante, portanto, para prevenir a repetição indevida das palavras em um texto. Eles podem ser variáveis (o 
qual, cujo, quanto) ou invariáveis (que, quem, onde).
Observe os exemplos:
– Em “São pessoas cuja história nos emociona.”, o pronome “cuja” se apresenta entre dois substantivos 
(“pessoas” e “história”) e se relaciona àquele que foi dito anteriormente (“pessoas”). 
– Em “Os problemas sobre os quais conversamos já estão resolvidos.” , o pronome “os quais” retoma o 
substantivo dito anteriormente (“problemas”).
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES RELATIVOS
VARIÁVEIS O qual, a qual, os quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, 
quantos, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que, onde.
Pronomes interrogativos 
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis cuja função é formular perguntas diretas e 
indiretas. Exemplos: 
“Quanto vai custar a passagem?” (oração interrogativa direta) 
“Gostaria de saber quanto custará a passagem.” (oração interrogativa indireta)
CLASSIFICAÇÃO PRONOMES INTERROGATIVOS
VARIÁVEIS Qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
INVARIÁVEIS Quem, que.
 — Advérbio 
É a classe de palavras invariável que atua junto aos verbos, aos adjetivos e mesmo aos advérbios, com o 
objetivo de modificar ou intensificar seu sentido, ao adicionar-lhes uma nova circunstância. De modo geral, os 
advérbios exprimem circunstâncias de tempo, modo, lugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, aprovação, 
afirmação, negação, dúvida, entre outras noções. Confira na tabela:
CLASSIFICAÇÃO PRINCIPAIS TERMOS EXEMPLOS
ADVÉRBIO DE 
MODO
Bem, mal, assim, melhor, pior, 
depressa, devagar.
Grande parte das palavras 
terminam em “-mente”, como 
cuidadosamente, calmamente, 
tristemente.
“Coloquei-o cuidadosamente no 
berço.”
“Andou depressa por causa da 
chuva”
ADVERBIO DE 
LUGAR
Perto, longe, dentro, fora, aqui, ali, 
lá e atrás.
“O carro está fora.”
“Foi bem no teste?”
“Demorou, mas chegou longe!”
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ADVÉRBIO DE 
TEMPO
Antes, depois, hoje, ontem, amanhã 
sempre, nunca, cedo e tarde.
“Sempre que precisar de algo, basta 
chamar-me.”
“Cedo ou tarde, far-se-á justiça.”
ADVÉRBIO DE 
INTENSIDADE
Muito, pouco, bastante, tão, demais, 
tanto.
“Eles formam um casal tão bonito!”
“Elas conversam demais”
“Você saiu muito depressa”
ADVÉRBIO DE 
AFIRMAÇÃO
Sim e decerto e palavras afirmativas 
com o sufixo “-mente” (certamente, 
realmente). Palavras como claro 
e positivo, podem ser advérbio, 
dependendo do contexto.
“Decerto passaram por aqui”
“Claro que irei!”
“Entendi, sim.”
ADVÉRBIO DE 
NEGAÇÃO
Não e nem. Palavras como 
negativo, nenhum, nunca, jamais, 
entre outras, podem ser advérbio de 
negação, conforme o contexto.
“Jamais reatarei meu namoro com 
ele.”
“Sequer pensou para falar.”
“Não pediu ajuda.”
ADVÉRBIO DE 
DÚVIDA
Talvez, quiçá, porventura e 
palavras que expressem dúvida 
acrescidas do sufixo “-mente”, como 
possivelmente.
“Quiçá seremos recebidas.”
“Provavelmente sairei mais cedo.”
“Talvez eu saia cedo.”
ADVÉRBIO DE 
INTERROGAÇÃO
Quando, como, onde, aonde, 
donde, por que. Esse advérbio pode 
indicar circunstâncias de modo, 
tempo, lugar e causa. É usado 
somente em frases interrogativas 
diretas ou indiretas.
“Por que vendeu o livro?” (oração 
interrogativa direta, que indica causa)
“Quando posso sair?” (oração 
interrogativa direta, que indica tempo)
“Explica como você fez isso.”
(oração interrogativa indireta, que 
indica modo).
— Conjunção
As conjunções integram a classe de palavras que tem a função de conectar os elementos de um enunciado 
ou oração e, com isso, estabelecer uma relação de dependência ou de independência entre os termos ligados. 
Em função dessa relação entre os termos conectados, as conjunções podem ser classificadas, respectivamente 
e de modo geral, como coordenativas ou subordinativas. Em outras palavras, as conjunções são um vínculo 
entre os elementos de uma sentença, atribuindo ao enunciado uma maior mais clareza e precisão ao enunciado. 
Conjunções coordenativas: observe o exemplo: 
“Eles ouviram os pedidos de ajuda. Eles chamaram o socorro.” – “Eles ouviram os pedidos de ajuda e 
chamaram o socorro.”
 
No exemplo, a conjunção “e” estabelece uma relação de adição ao enunciado, ao conectar duas orações 
em um mesmo período: além de terem ouvido os pedidos de ajuda, chamaram o socorro. Perceba que não há 
relação de dependência entre ambas as sentenças, e que, para fazerem sentido, elas não têm necessidade uma 
da outra. Assim, classificam-se como orações coordenadas, e a conjunção que as relaciona, como coordenativa. 
Conjunções subordinativas: analise este segundo caso:
“Não passeina prova, apesar de ter estudado muito.”
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Neste caso, temos uma locução conjuntiva (duas palavras desempenham a função de conjunção). Além 
disso, notamos que o sentido da segunda sentença é totalmente dependente da informação que é dada 
na primeira. Assim, a primeira oração recebe o nome de oração principal, enquanto a segunda, de oração 
subordinada. Logo, a conjunção que as relaciona é subordinativa.
Classificação das conjunções
Além da classificação que se baseia no grau de dependência entre os termos conectados (coordenação e 
subordinação), as conjunções possuem subdivisões.
Conjunções coordenativas: essas conjunções se reclassificam em razão do sentido que possuem cinco 
subclassificações, em função o sentido que estabelecem entre os elementos que ligam. São cinco:
CLASSIFICAÇÃO FUNÇÃO EXEMPLOS
Conjunções 
coordenativas aditivas
Estabelecer relação de adição 
(positiva ou negativa). As principais 
conjunções coordenativas aditivas 
são “e”, “nem” e “também”.
“No safári, vimos girafas, leões e zebras.” 
/ 
“Ela ainda não chegou, nem sabemos 
quando vai chegar.”
Conjunções 
coordenativas
adversativas
Estabelecer relação de oposição. As 
principais conjunções coordenativas 
adversativas são “mas”, “porém”, 
“contudo”, “todavia”, “entretanto”.
“Havia flores no jardim, mas estavam 
murchando.” /
“Era inteligente e bom com palavras, 
entretanto, estava nervoso na prova.”
Conjunções 
coordenativas
alternativas
Estabelecer relação de alternância. 
As principais conjunções 
coordenativas alternativas são “ou”, 
“ou... ou”, “ora... ora”, “talvez... 
talvez”..
“Pode ser que o resultado saia amanhã 
ou depois.” / 
“Ora queria viver ali para sempre, ora 
queria mudar de país.”
Conjunções 
coordenativas
conclusivas
Estabelecer relação de conclusão. As 
principais conjunções coordenativas 
conclusivas são “portanto”, “então”, 
“assim”, “logo”.
“Não era bem remunerada, então decidi 
trocar de emprego.” / 
“Penso, logo existo.”
Conjunções 
coordenativas
explicativas
Estabelecer relação de explicação. As 
principais conjunções coordenativas 
explicativas são “porque”, “pois”, 
“porquanto”.
“Quisemos viajar porque não 
conseguiríamos descansar aqui em 
casa.” / 
“Não trouxe o pedido, pois não havia 
ouvido.”
Conjunções subordinativas: com base no sentido construído entre as duas orações relacionadas, a conjunção 
subordinativa pode ser de dois subtipos: 
1 – Conjunções integrantes: introduzem a oração que cumpre a função de sujeito, objeto direto, objeto 
indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração. Essas conjunções são que e se. 
Exemplos: 
«É obrigatório que o senhor compareça na data agendada.” 
“Gostaria de saber se o resultado sairá ainda hoje.” 
2 – Conjunções adverbiais: introduzem sintagmas adverbiais (orações que indicam uma circunstância 
adverbial relacionada à oração principal) e se subdividem conforme a tabela abaixo: 
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CLASSIFICAÇÃO FUNÇÃO EXEMPLOS
Conjunções 
Integrantes
São empregadas para introduzir 
a oração que cumpre a função de 
sujeito, objeto direito, objeto indireto, 
predicativo, complemento nominal ou 
aposto de outra oração.
Que e se. Analise: 
“É obrigatório que o senhor compareça 
na data agendada.” e 
“Gostaria de saber se o resultado sairá 
ainda hoje.”
Conjunções 
subornativas
causais
Introduzem uma oração subordinada 
que denota causa.
Porque, pois, por isso que, uma vez que, 
já que, visto que, que, porquanto.
Conjunções 
subornativas
conformativas
Estabelecer relação de alternância. 
As principais conjunções 
coordenativas alternativas são “ou”, 
“ou... ou”, “ora... ora”, “talvez... 
talvez”..
Conforme, segundo, como, consoante.
Conjunções 
subornativas
condicionais
Introduzem uma oração subordinada 
em que é indicada uma hipótese ou 
uma condição necessária para que 
seja realizada ou não o fato principal.
Se, caso, salvo se, desde que, contanto 
que, dado que, a menos que, a não ser 
que.
Conjunções 
subornativas
comparativas
Introduzem uma oração que expressa 
uma comparação.
Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, 
seguidas de que ou do que. Qual depois 
de tal. Quanto depois de tanto. Como, 
assim como, como se, bem como, que 
nem.
Conjunções 
subornativas
concessivas
Indicam uma oração em que se 
admite um fato contrário à ação 
principal, mas incapaz de impedí-la.
Por mais que, por menos que, apesar de 
que, embora, conquanto, mesmo que, 
ainda que, se bem que.
Conjunções 
subornativas
proporcionais
Introduzem uma oração, cujos 
acontecimentos são simultâneos, 
concomitantes, ou seja, ocorrem no 
mesmo espaço temporal daqueles 
contidos na outra oração.
À proporção que, ao passo que, à medida 
que, à proporção que.
Conjunções 
subornativas
temporais
Introduzem uma oração subordinada 
indicadora de circunstância de tempo.
Depois que, até que, desde que, cada 
vez que, todas as vezes que, antes que, 
sempre que, logo que, mal, quando.
Conjunções 
subornativas
consecutivas
Introduzem uma oração na qual é 
indicada a consequência do que foi 
declarado na oração anterior.
Tal, tão, tamanho, tanto (em uma oração, 
seguida pelo que em outra oração). De 
maneira que, de forma que, de sorte que, 
de modo que.
Conjunções 
subornativas
finais
Introduzem uma oração indicando a 
finalidade da oração principal. A fim de que, para que.
— Numeral
É a classe de palavra variável que exprime um número determinado ou a colocação de alguma coisa dentro 
de uma sequência. Os numerais podem ser: cardinais (um, dois, três), ordinais (primeiro, segundo, terceiro), 
fracionários (meio, terço, quarto) e multiplicativos (dobro, triplo, quádruplo). Antes de nos aprofundarmos em 
cada caso, vejamos o emprego dos numerais, que tem três principais finalidades: 
1 – Indicar leis e decretos: nesses casos, emprega-se o numeral ordinal somente até o número nono; após, 
devem ser utilizados os numerais cardinais. Exemplos: Parágrafo 9° (parágrafo nono); Parágrafo 10 (Parágrafo 
10). 
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2 – Indicar os dias do mês: nessas situações, empregam-se os numerais cardinais, sendo que a única 
exceção é a indicação do primeiro dia do mês, para a qual deve-se utilizar o numeral ordinal. Exemplos: 
dezesseis de outubro; primeiro de agosto. 
3 – Indicar capítulos, séculos, capítulos, reis e papas: após o substantivo emprega-se o numeral ordinal 
até o décimo; após o décimo utiliza-se o numeral cardinal. Exemplos: capítulo X (décimo); século IV (quarto); 
Henrique VIII (oitavo), Bento XVI (dezesseis). 
Os tipos de numerais 
Cardinais: são os números em sua forma fundamental e exprimem quantidades.
Exemplos: um dois, dezesseis, trinta, duzentos, mil. 
– Alguns deles flexionam em gênero (um/uma, dois/duas, quinhentos/quinhentas). 
– Alguns números cardinais variam em número, como é o caso: milhão/milhões, bilhão/bilhões, trilhão/
trilhões, e assim por diante. 
– Apalavra ambos(as) é considerada um numeral cardinal, pois significa os dois/as duas. Exemplo: Antônio 
e Pedro fizeram o teste, mas os dois/ambos foram reprovados. 
Ordinais: indicam ordem de uma sequência (primeiro, segundo, décimo, centésimo, milésimo…), isto é, 
apresentam a ordem de sucessão e uma série, seja ela de seres, de coisas ou de objetos. 
– Os numerais ordinais variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplos: 
primeiro/primeira, primeiros/primeiras, décimo/décimos, décima/décimas, trigésimo/trigésimos, trigésima/
trigésimas. 
– Alguns numerais ordinais possuem o valor de adjetivo. Exemplo: A carne de segunda está na promoção. 
Fracionários: servem para indicar a proporções numéricas reduzidas, ou seja, para representar uma parte 
de um todo. Exemplos: meio ou metade (½), um quarto (um quarto (¼), três quartos (¾), 1/12 avos. 
– Os númerosfracionários flexionam-se em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). 
Exemplos: meio copo de leite, meia colher de açúcar; dois quartos do salário-mínimo. 
Multiplicativos: esses numerais estabelecem relação entre um grupo, seja de coisas ou objetos ou coisas, 
ao atribuir-lhes uma característica que determina o aumento por meio dos múltiplos. Exemplos: dobro, triplo, 
undécuplo, doze vezes, cêntuplo. 
– Em geral, os multiplicativos são invariáveis, exceto quando atuam como adjetivo, pois, nesse caso, passam 
a flexionar número e gênero (masculino e feminino). Exemplos: dose dupla de elogios, duplos sentidos. 
Coletivos: correspondem aos substantivos que exprimem quantidades precisas, como dezena (10 unidades) 
ou dúzia (12 unidades). 
– Os numerais coletivos sofrem a flexão de número: unidade/unidades, dúzia/dúzias, dezena/dezenas, 
centena/centenas. 
— Preposição 
Essa classe de palavras cujo objetivo é marcar as relações gramaticais que outras classes (substantivos, 
adjetivos, verbos e advérbios) exercem no discurso. Por apenas marcarem algumas relações entre as unidades 
linguísticas dentro do enunciado, as preposições não possuem significado próprio se isoladas no discurso. Em 
razão disso, as preposições são consideradas classe gramatical dependente, ou seja, sua função gramatical 
(organização e estruturação) é principal, embora o desempenho semântico, que gera significado e sentido, 
esteja presente, possui um valor menor.
Classificação das preposições 
Preposições essenciais: são aquelas que só aparecem na língua propriamente como preposições, sem 
outra função. São elas: a, antes, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (ou per, em 
dadas variantes geográficas ou históricas), sem, sob, sobre, trás.
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Exemplo 1 – ”Luís gosta de viajar.” e “Prefiro doce de coco.” Em ambas as sentenças, a preposição de manteve-
se sempre sendo preposição, apesar de ter estabelecido relação entre unidades linguísticas diferentes, 
garantindo-lhes classificações distintas conforme o contexto. 
Exemplo 2 – “Estive com ele até o reboque chegar.” e “Finalizei o quadro com textura.” Perceba que nas 
duas fases, a mesma preposição tem significados distintos: na primeira, indica recurso/instrumento; na segunda, 
exprime companhia. Por isso, afirma-se que a preposição tem valor semântico, mesmo que secundário ao valor 
estrutural (gramática).
Classificação das preposições 
Preposições acidentais: são aquelas que, originalmente, não apresentam função de preposição, porém, a 
depender do contexto, podem assumir essa atribuição. São elas: afora, como, conforme, durante, exceto, feito, 
fora, mediante, salvo, segundo, visto, entre outras.
Exemplo: ”Segundo o delegado, os depoimentos do suspeito apresentaram contradições.” A palavra 
“segundo”, que, normalmente seria um numeral (primeiro, segundo, terceiro), ao ser inserida nesse contexto, 
passou a ser uma preposição acidental, por tem o sentido de “de acordo com”, “em conformidade com”. 
Locuções prepositivas 
Recebe esse nome o conjunto de palavras com valor e emprego de uma preposição. As principais locuções 
prepositivas são constituídas por advérbio ou locução adverbial acrescido da preposição de, a ou com. Confira 
algumas das principais locuções prepositivas. 
abaixo de de acordo junto a
acerca de debaixo de junto de
acima de de modo a não obstante
a fim de dentro de para com
à frente de diante de por debaixo de
antes de embaixo de por cima de
a respeito de em cima de por dentro de
atrás de em frente de por detrás de
através de em razão de quanto a
com respeito a fora de sem embargo de
— Interjeição 
É a palavra invariável ou sintagma que compõem frases que manifestam por parte do emissor do enunciado 
uma surpresa, uma hesitação, um susto, uma emoção, um apelo, uma ordem, etc., por parte do emissor do 
enunciado. São as chamadas unidades autônomas, que usufruem de independência em relação aos demais 
elementos do enunciado. As interjeições podem ser empregadas também para chamar exigir algo ou para 
chamar a atenção do interlocutor e são unidades cuja forma pode sofrer variações como: 
– Locuções interjetivas: são formadas por grupos e palavras que, associadas, assumem o valor de interjeição. 
Exemplos: “Ai de mim!”, “Minha nossa!” Cruz credo!”. 
– Palavras da língua: “Eita!” “Nossa!” 
– Sons vocálicos: “Hum?!”, “Ué!”, “Ih…!» 
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Os tipos de interjeição
De acordo com as reações que expressam, as interjeições podem ser de:
ADMIRAÇÃO “Ah!”, “Oh!”, “Uau!”
ALÍVIO “Ah!, “Ufa!”
ANIMAÇÃO “Coragem!”, “Força!”, 
“Vamos!”
APELO “Ei!”, “Oh!”, “Psiu!”
APLAUSO “Bravo!”, “Bis!”
DESPEDIDA/
SAUDAÇÃO
“Alô!”, “Oi!”, “Salve!”, 
“Tchau!”
DESEJO “Tomara!”
DOR “Ai!”, “Ui!”
DÚVIDA “Hã?!”, “Hein?!”, “Hum?!”
ESPANTO “Eita!”, “Ué!”
IMPACIÊNCIA 
(FRUSTRAÇÃO) “Puxa!”
IMPOSIÇÃO “Psiu!”, “Silêncio!”
SATISFAÇÃO “Eba!”, “Oba!”
SUSPENSÃO “Alto lá!”, “Basta!”, 
“Chega!”
Os modalizadores. Semântica: sentido próprio e figurado; antônimos, sinônimos, 
parônimos e hiperônimos. Polissemia e ambiguidade
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo da semântica, a área da gramática que se dedica 
ao sentido das palavras e também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação 
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das palavras, enquanto a conotação diz respeito ao 
sentido figurado das palavras. Exemplos: 
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.” 
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro sentido, indicando uma espécie real de 
animal. Na segunda frase, a palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma de dizer que 
ele é tão bonito quanto o bichano. 
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo, palavra superior com um sentido mais abrangente, 
engloba um hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos: 
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
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Polissemia e monossemia 
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra apresentar uma multiplicidade de significados, de 
acordo com o contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas 
um significado. Exemplos: 
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma ou um órgão do corpo, dependendo do 
contexto em que é inserida. 
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não tem outro significado, por isso é uma palavra 
monossêmica. 
 
Sinonímia e antonímia 
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem semelhantes em significado. Já antonímia se refere 
aos significados opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras expressam proximidade e 
contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido = veloz. 
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x atrasado.
Homonímia e paronímia 
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, 
mas distinção de sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas distinção gráfica e de sentido 
(palavras homófonas) semelhanças gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas). A 
paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam 
significados diferentes. Veja os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar); morro (monte) e morro (verbo 
morrer). 
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar (definir o preço); arrochar (apertar com força) 
e arroxar (tornar roxo).
– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar); boto (golfinho) e boto(verbo botar); choro 
(pranto) e choro (verbo chorar) . 
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e 
cumprimento (saudação).
Os dicionários: tipos
O dicionário é um livro que possui a explicação dos significados das palavras. As palavras são apresentadas 
em ordem alfabética. Alguns dicionários são ilustrados para facilitar a assimilação dos significados das palavras.
Principais tipos de dicionários 
Existem também os dicionários de tradução de línguas, ou seja, aqueles destinados a mostrar os significa-
dos ou sinônimos das palavras em outra língua. Exemplo: Dicionário de português-inglês, português-italiano, 
português-espanhol.
Existem também os dicionários de termos técnicos, usados em áreas específicas do conhecimento. Num 
dicionário de medicina, por exemplo, são explicados os termos relacionados à área médica. Desta forma, exis-
tem os dicionários de eletrônica, mecânica, Biologia, informática, mitologia, etc.
Importância do uso 
O uso de dicionário é muito importante para os estudantes e profissionais de todas as áreas. Como é im-
possível conhecer o significado de todas as palavras, o ideal é consultar o dicionário para ganhar vocabulário.
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Dicionários modernos 
Com o avanço da informática e da internet, temos atualmente os chamados dicionários eletrônicos (em 
CD-ROMs) e os dicionários on-line (encontrados na Internet) ou em formato de aplicativos para smartphones.
Exemplos dos principais dicionários da Língua Portuguesa (editados no Brasil):
- Dicionário Aurélio
- Dicionário Houaiss
- Dicionário Michaelis
- Dicionário da Academia Brasileira de Letras
- Dicionário Aulete da Língua Portuguesa
- Dicionário Soares Amora da Língua Portuguesa
Organização do dicionário
1. Entrada
A entrada do verbete está em azul e, logo abaixo, há a indicação da divisão silábica. 
abécédaire
a.bé.cé.daire
[ɑbesedɛʀ]
nm
abecedário.
abanador
a.ba.na.dor
[abanad′or]
sm
éventoir.
As remissões, introduzidas pela abreviatura V (ver / voir), indicam uma forma vocabular mais usual.
ascaris
as.ca.ris
[askaʀis]
V ascaride.
desatencioso
de.sa.ten.ci.o.so
[dezatẽsj′ozu]
V desatento.
Os verbos essencialmente pronominais encontram-se na entrada principal da seguinte maneira:
blottir (se)
blot.tir (se)
[blɔtiʀ]
vpr
enroscar-se, aconchegar-se.
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ajoelhar-se
a.jo.e.lhar-se
[aʒoeλ′arsi]
vpr
s’agenouiller.
2. Transcrição fonética
A pronúncia figurada é representada entre colchetes. Veja explicações detalhadas na seção “Transcrição 
fonética” em “Como consultar”.
abeille
a.beille
[abɛj]
nf
ZOOL abelha.
abaixar
a.bai.xar
[abajʃ′ar]
vt+vpr
baisser.
3. Classe gramatical
É indicada por uma abreviatura. Entenda o que significa cada abreviatura deste dicionário na seção “Abre-
viaturas” em “Como consultar”. 
abolition
a.bo.li.tion
[abɔlisjɔ̃]
nf
abolição.
abatido
a.ba.ti.do
[abat′idu]
adj
abattu.
alimentar
a.li.men.tar
[alimẽt′ar]
vt+vpr
nourrir.
adj
alimentaire.
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4. Área de conhecimento
É indicada por uma abreviatura. Entenda o que significa cada abreviatura deste dicionário na seção “Abre-
viaturas” em “Como consultar”. 
abdomen
ab.do.men
[abdɔmɛn]
nm
ANAT abdome, barriga.
abacate
a.ba.ca.te
[abak′ati]
sm
BOT avocat.
5. Tradução
Os diferentes sentidos de uma mesma palavra estão separados por algarismos em negrito. Os sinônimos 
reunidos num algarismo são separados por vírgulas.
administrer
ad.mi.nis.trer
[administʀe]
vt
1 administrar, gerir.
2 dar uma medicação.
3 aplicar um castigo.
alimento
a.li.men.to
[alim′ẽtu]
sm
1 nourriture.
2 denrée.
3 nourriture, victuaille, aliment.
pl
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4 alimentos vivres.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Veja nota em vivre.
A tradução, na medida do possível, fornece os sinônimos na outra língua e, quando estes não existem, de-
fine ou explica o termo. 
docteur
doc.teur
[dɔktœʀ]
nm
1 doutor, médico.
2 doutor, pessoa que possui o maior grau universitário numa faculdade.
6. Exemplificação
Frases elucidativas usadas para esclarecer definições ou acepções, são apresentadas em itálico. 
amorce
a.morce
[amɔʀs]
nf
1 isca.
2 início, começo, esboço: cette rencontre pourrait être l’amorce d’une négociation véritable / este encontro 
poderia ser o início de uma verdadeira negociação.
agitado
a.gi.ta.do
[aʒit′adu]
adj
agité: o doente passou uma noite agitada / le malade a passé une nuit agitée.
7. Formas irregulares
No final dos verbetes em português, numa seção denominada “Informações complementares”, registram-se 
plurais irregulares e plurais de substantivos compostos com hífen, além dos femininos e masculinos irregulares. 
açafrão
a.ça.frão
[asafr′ãw]
sm
BOT safran.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
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PL açafrões.
micro-organismo
mi.cro-or.ga.nis.mo
[mikroorgan′ismu]
sm
micro-organisme.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL micro-organismos.
No final dos verbetes em francês, numa seção denominada “Informações complementares”, são indicadas 
as terminação do feminino e do plural, quando irregulares.
abattu
a.bat.tu
[abaty]
adj
1 abatido.
2 triste, decaído.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
-ue
abdominal
ab.do.mi.nal
[abdɔminal]
adj
abdominal.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
-aux, -ale
8. Expressões
No final do verbete, numa seção denominada “Expressões” são apresentadas expressões usuais em ordem 
alfabética.
accord
ac.cord
[akɔʀ]
nm
1 acordo, assentimento, concordância, pacto, trato.
2 MUS acorde.
EXPRESSÕES
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d’accord de acordo, sim, o.k.
donner son accord dar autorização, permissão.
mettre d’accord conciliar.
tomber d’accord concordar, chegar a um acordo.
acaso
a.ca.so
[ak′azu]
sm
hasard
EXPRESSÕES
por acaso par hasard.
Fonte: michaelis.uol.com.br
A organização de verbetes
Organização do verbete
A cabeça de verbete, também conhecida como entrada de verbete, constitui-se de uma palavra simples, 
uma palavra composta por hífen, uma locução, uma sigla, um símbolo ou uma abreviatura. Ela está destacada 
na cor azul. 
daltonismo
dal·to·nis·mo
sm
MED Incapacidade congênita para distinguir certas cores, principalmente o vermelho e o verde, que geral-
mente afeta indivíduos do sexo masculino.
ETIMOLOGIA
der do np Dalton+ismo, como fr daltonisme.
pão-durismo
pão-du·ris·mo
sm
COLOQ Qualidade ou característica do que é pão-duro ou sovina; avareza, sovinice.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: pão-durismos.
ETIMOLOGIA
der de pão-duro+ismo.
piña colada
[ˈpiña koˈlada]
loc subst
Coquetel preparado com rum, leite de coco, suco de abacaxi e gelo.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: piña coladas.
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ETIMOLOGIA
esp.
OAB
Sigla de Ordem dos Advogados do Brasil.
°C
FÍS, METEOR Símbolo de grau Celsius.
d.C.
Abreviatura de depois de Cristo.
Logo após a cabeça de verbete, há a indicação da divisão silábica assinalada por um ponto, com a separa-
ção das vogais dos ditongos (crescentes e decrescentes).
dedicatória
de·di·ca·tó·ri·a
sf
Palavras afetuosas, escritas principalmente em livros, fotos, CDs ou outro objeto artístico, dedicadas a al-
guém; dedicação.
ETIMOLOGIA
fem de dedicatório, como fr dédicatoire.
As siglas aparecem com letras maiúsculas, mas aquelas que foram cristalizadas apenas com a inicial mai-
úscula estão no dicionário respeitando essa forma; já os símbolos científicos aparecem com inicial maiúscula 
ou minúscula.
ONU
Sigla de Organização das Nações Unidas.
Unesco
Sigla do inglês United Nations Educational,Scientific and Cultural Organization (Organização das Nações 
Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Os substantivos que denominam seres sagrados (Buda, Deus etc.), seres mitológicos (Diana, Zeus etc.), 
astros (Marte, Terra etc.), festas religiosas (Natal, Páscoa etc.) e pontos cardeais que indicam regiões são gra-
fados com inicial minúscula e com a informação “[com inicial maiúscula]”.
buda
bu·da
sm
FILOS, REL
1 [com inicial maiúscula ] Título dado pelos seguidores do budismo a quem alcançou um nível superior de 
entendimento e chegou à plenitude da condição humana por meio da libertação dos desejos e da dissolução 
da ilusão produzida por estes. O título se refere especialmente a Siddharta Gautama (563-483 a.C.), o maior de 
todos os budas e o real fundador do budismo: “E, por fim, cansados, sentaram-se num banco de pedra próximo 
a uma imagem de Buda e foram invadidos pela paz” (CV2).
2 Representação de Siddharta Gautama, geralmente em forma de estátua ou estatueta: Suspende o buda 
de porcelana e o coloca com cuidado sobre a cômoda.
ETIMOLOGIA
sânscr Buddha.
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natal
na·tal
adj m+f
1 Relativo ao nascimento; natalício.
2 Em que ocorre o nascimento; natalício.
sm
1 Dia do nascimento; natalício.
2 REL [com inicial maiúscula ] O dia de nascimento de Jesus Cristo, comemorado em 25 de dezembro.
3 MÚS Cântico medieval executado por ocasião das festas natalinas.
ETIMOLOGIA
lat natalis.
As palavras homógrafas que possuem etimologias próprias são registradas como entradas diferentes, com 
número sobrescrito, ou alceado.
cabana 1
ca·ba·na
sf
Pequena habitação rústica, geralmente construída de madeira e coberta de colmo; barraca, choupana.
ETIMOLOGIA
lat capannam, como esp cabaña.
cabana 2
ca·ba·na
sf
AERON Conjunto de cabos usado como contravento em asas de avião.
ETIMOLOGIA
ingl cabane
As formas do feminino só apresentam entradas autônomas quando há acepções diferentes daquela da 
mera indicação de gênero.
nora 1
no·ra
sf
A mulher do filho em relação aos pais dele.
ETIMOLOGIA
lat vulg *nuram.
nora 2
no·ra
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sf
Engenho de tirar água de poços, cisternas etc.; sarilho.
ETIMOLOGIA
ár nāᶜūrah, como esp noria.
Os verbetes que se referem a marcas registradas são indicados por meio do símbolo ®, grafado logo após 
a cabeça de verbete.
teflon®
te·flon
sm
[com inicial maiúscula ] Marca registrada do produto comercial feito com politetrafluoretileno.
ETIMOLOGIA
marca Teflon.
As palavras estrangeiras que integram este dicionário são grafadas em itálico e não trazem divisão silábica. 
A transcrição fonética, logo após a cabeça de verbete, sempre entre colchetes, indica a pronúncia da palavra 
na língua de origem.
NOTA: Entenda todos os símbolos fonéticos utilizados neste dicionário na seção “Transcrição fonética” em 
“Como consultar”.
mailing
[ˈmeɪlɪŋ]
sm
Relação de mensagens eletrônicas recebidas por meio de rede de computadores.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: mailings.
ETIMOLOGIA
ingl.
Os estrangeirismos que no idioma original são grafados com inicial maiúscula, como, por exemplo, os 
substantivos da língua alemã, são registrados neste dicionário com inicial minúscula pois assim são usados na 
língua portuguesa.
blitz
[bliːtz]
sf
1 HIST, MIL Ataque aéreo relâmpago e inesperado.
2 Batida policial inesperada, com grande número de policiais armados: “Foi então que vimos a blitz: dois 
carros da polícia com aquelas luzes giratórias acionadas, os cones estreitando a pista, alguns carros e motos 
parados no acostamento e vários policiais em volta deles” (LA3).
3 Mobilização de improviso, de caráter fiscalizador, a fim de combater qualquer tipo de infração: “– Se algum 
vidro for quebrado, se alguma parede for derrubada, se alguém se machucar, se a polícia der uma blitz e apre-
ender drogas ou drogados” (TB1).
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4 FUT Ataque em massa; sucessão de ataques.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: blitze.
ETIMOLOGIA
alem Blitz.
A rubrica, sempre destacada no verbete e geralmente abreviada, refere-se às categorias gramaticais (subs-
tantivo, adjetivo, pronome etc.), às áreas de conhecimento (botânica, medicina etc.), aos regionalismos (Nor-
deste, Sul etc.) e aos níveis de linguagem (coloquialismo, vulgarismo, gíria etc.).
NOTA: Entenda o que significa cada abreviatura na seção “Abreviaturas” em “Como consultar”.
chapadeiro
cha·pa·dei·ro
sm
1 Habitante das chapadas; caipira, matuto.
2 Terreno irregular e árido de certas chapadas.
3 REG (MG) Vvaqueiro, acepção 1.
4 REG (MG) Nome de uma raça bovina.
ETIMOLOGIA
der de chapada+eiro.
rabanete
ra·ba·ne·te
sm
BOT
1 Planta herbácea ( Raphanus sativus), da família das crucíferas, de folhas denteadas, flores com veias 
amarelas e violeta e raiz branca ou vermelha; nabo-japonês, rábano, rábão.
2 A raiz carnosa dessa planta, de sabor picante, geralmente usada em saladas.
ETIMOLOGIA
der de rábano+ete.
fanchona
fan·cho·na
sf
PEJ, GÍR Mulher de aspecto e maneiras viris; virago.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: fanchonaça.
ETIMOLOGIA
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fem de fanchão.
Registra-se, logo após a cabeça de verbete, a categoria gramatical.
eclampsia
e·clamp·si·a
sf
MED Afecção que ocorre em geral no final do período de gravidez, caracterizada por convulsões associadas 
à hipertensão.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: eclampse, eclâmpsia.
EXPRESSÕES
Eclampsia puerperal: convulsões e coma associados com hipertensão, edema ou proteinúria que podem 
ocorrer em paciente após o parto.
ETIMOLOGIA
der do gr éklampsis+ia1, como fr éclampsie.
ilegal
i·le·gal
adj m+f
Que contraria os preceitos ou as determinações da lei; sem legitimidade jurídica; ilícito.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
ANTÔN: legal.
ETIMOLOGIA
voc comp do lat in2-+legal, como fr illégal.
barbear
bar·be·ar
vtd e vpr
1 Fazer ou aparar as barbas de: Barbeou o pai doente, pouco antes de sua morte. “[…] não pudera barbe-
ar-se sequer, dizia enquanto ela retirava o chapéu guardando cuidadosamente os grampos” (CL).
vtd
2 ART GRÁF Cortar as barbas de livro, papel etc.; aparar.
vtd e vint
3 Passar com uma embarcação muito próximo de outra ou do cais; fazer a barba.
ETIMOLOGIA
der de barba+ear, como esp.
cromado
cro·ma·do
adj
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1 Que tem cromo.
2 Revestido de cromo.
sm
Parte ou acessório cromado de um veículo automotor.
ETIMOLOGIA
der de cromo+ado, como fr chromé.
Os substantivos de gênero oscilante apresentam duplo registro, separados por barra (sm/sf).
personagem
per·so·na·gem
sm/sf
1 Pessoa que desfruta de atenção por suas qualidades, habilidades ou comportamento singular e diferen-
ciado.
2 Cada um dos papéis que um ator ou atriz representa baseado em figuras humanas imaginadas por um au-
tor: Ele já desempenhou várias personagens: um criminoso sádico, um herói trágico, um bancário metódico etc.
3 POR EXT Figura humana criada por um autor de obra de ficção: “A peça vivia esse ponto de crise, que 
um poeta chamou de tensão dionisíaca. Eis o que acontecera no palco: o personagem central, que passara, 
até então, por paralítico, ergue-se da cadeira de rodas. “‘– Não sou paralítico, nunca fui paralítico’, é ele próprio 
quem o diz” (NR).
4 Figura humana representada em diversas expressões artísticas.
5 POR EXT O homem definido por seu papel social.
ETIMOLOGIA
fr personnage.
A rubrica referente à área de conhecimento, geralmente abreviada, é indicada antes das definições quando 
se aplica a todas elas.
labaça 1
la·ba·ça
sf
BOT
1 Arbusto ( Rumex conglomeratus) da família das poligonáceas, nativo do sul da Europa e do leste da Ásia; 
alabaça.
2 Erva ( Rumex obtusifolius) da família das poligonáceas, oriunda da Europa,muito usada por suas proprie-
dades medicinais; labaça-obtusa, labaçol.
ETIMOLOGIA
lat lapathia.
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emoticon
[ɪˈməʊtɪkən]
sm
INTERNET Representação pictórica da expressão facial de uma pessoa, indicando estados emocionais 
(alegria, tristeza, espanto, zanga etc.), que é utilizada nos bate-papos e mensagens.
ETIMOLOGIA
ingl.
Quando ocorre mudança de área de conhecimento, a rubrica é indicada antes de cada acepção.
cravo 1
cra·vo
sm
1 BOT Flor do craveiro1, acepção 1.
2 BOT Vcraveiro 1, acepção 1.
3 BOT Botão da flor do craveiro-da-índia, que é usado no mundo todo como condimento e tem também usos 
medicinais e farmacêuticos, entre outros; africana, cravinho, cravo-aromático, cravo-cabecinha, cravo-da-índia, 
cravo-da-terra-de-minas, cravo-da-terra-de-são-paulo, cravo-de-cabeça, cravo-de-cabecinha, cravo-giroflê, gi-
rofle, giroflê.
4 Prego quadrangular que se usa em ferraduras.
5 Prego com que os pés e as mãos dos suplicados eram fixados à cruz e ao ecúleo.
6 MED Calo profundo e doloroso que se localiza na planta do pé e tem forma semelhante a um cone.
7 MED Afecção do folículo sebáceo, causada pelo acúmulo de resíduos epiteliais; comedão.
8 Pessoa incômoda ou nociva; chato, importuno, inconveniente.
9 Mau negócio; embuste, fraude, trapaça.
10 VET Tumor duro no casco das cavalgaduras.
11 Afecção do folículo pilossebáceo; ponto negro.
EXPRESSÕES
Dar uma no cravo e outra na ferradura, COLOQ: a) dar um golpe certo e outro errado; b) apoiar duas coisas 
que encerram contradição, em geral por maldade ou dissimulação.
ETIMOLOGIA
lat clavum, como esp clavo.
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A mesma definição pode conter mais de uma rubrica referente à área de conhecimento.
crioidrato
cri·o·i·dra·to
sm
FÍS, QUÍM Eutético constituído por água e um sal.
ETIMOLOGIA
voc comp do gr krýos+hidrato, como ingl cryohydrate.
Há referência às vozes dos animais, no final do verbete, indicando-se os verbos e os substantivos que se 
relacionam a elas.
canário
ca·ná·ri·o
adj sm
Vcanarino.
sm
1 ZOOL Pássaro canoro pequeno da família dos fringilídeos ( Serinus canaria), de plumagem geralmente 
amarela e canto melodioso, originário das ilhas Canárias, da Madeira e dos Açores.
2 POR EXT Pessoa que canta bem.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VOZ (acepção 1): canta, dobra, modula, trila, trina.
EXPRESSÕES
Canário de uma muda só, COLOQ: pessoa que anda todo o tempo com uma só roupa.
Canário sem muda, COLOQ: Vcanário de uma muda só.
ETIMOLOGIA
de Canárias, np, como esp canario.
Todos os comentários gramaticais são sempre mencionados entre colchetes.
certamente
cer·ta·men·te
adv
1 Com certeza, sem dúvida [usado como modificador de frase, indica grande probabilidade e pequeno grau 
de incerteza ] : “Tão determinado que, se alguém o olhasse mais atento, certamente perceberia alguma forma 
mais precisa nos movimentos” (CFA).
2 Com certeza, é claro, sim [usado como resposta afirmativa a uma solicitação ] : “[…] não é assim? … – 
Certamente, respondeu a mocinha, sem perturbar-se” (JMM).
ETIMOLOGIA
voc comp do fem de certo+mente.
A transitividade dos verbos é indicada em todas as acepções, antes dos números que as registram, já que 
os verbos podem exigir um ou mais complementos no sintagma verbal, a fim de formar um sentido completo.
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excetuar
ex·ce·tu·ar
vtd
1 Fazer exceção de; pôr fora: Conhecia quase todos na festa, excetuando um ou outro convidado.
vtdi e vpr
2 Deixar(-se) de fora: Não excetuou nenhum parente de sua lista de convidados. Conseguiu excetuar-se da 
lista dos mais bagunceiros da turma.
vtd
3 JUR Impugnar uma demanda por meio de exceção.
vint
4 JUR Propor uma exceção.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: exceptuar.
ANTÔN (acepção 1): incluir.
ETIMOLOGIA
der do lat exceptus+ar1.
Quando o verbo é essencialmente pronominal, usa-se a partícula se na cabeça de verbete.
queixar-se
quei·xar-se
vpr
1 Manifestar lamúrias ou lamentações diante da dor física ou da mágoa; gemer, lastimar-se, reclamar: No 
enterro do marido, a viúva queixava-se aos prantos.
vpr
2 Manifestar desgosto ou desprazer; lamentar-se: “A cada dia, a Igreja, contudo, se queixa de que há menos 
vocações sacerdotais” (Z1).
vpr
3 Mostrar-se magoado ou ofendido: Queixa-se diante de tantas injustiças.
vpr
4 Denunciar algo de que foi vítima: “Se você quiser, vá queixar-se à polícia… Está no seu direito! Eu me 
explicarei em juízo!” (AA1).
vpr
5 Descrever estado físico ou moral: Ele se queixa de dores crônicas no peito.
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70
ETIMOLOGIA
lat vulg *quassiare, como esp quejar.
Os verbos irregulares, defectivos ou impessoais trazem essa informação entre colchetes, no final do verbe-
te.
cerzir
cer·zir
vtd e vint
1 Costurar ou remendar tecido rasgado ou esgarçado, com pontos miúdos, a fim de reconstituir sua trama 
original, sem deixar defeito: “Na barcaça […], apenas duas ou três mulheres catando sururu, dois ou três pes-
cadores cerzindo redes” (JU). “Foi pouco fogo. O buraco é pequeno, dá para cerzir invisível” (TM1).
vtd e vtdi
2 Juntar, reunir ou incorporar alguma coisa a outra: A atitude do político perante as câmeras cerziu os piores 
comentários. O autor cerziu o romance com textos picantes. [Verbo irregular. ]
ETIMOLOGIA
lat sarcire.
carpir
car·pir
vtd
1 ANT Arrancar (fios de barba ou de cabelo) em sinal de dor ou de sentimento.
vtd
2 Arrancar (erva daninha ou mato); capinar.
vtd
3 Expressar-se por meio de lamento; chorar, lamentar.
vtd e vpr
4 Lastimar(-se), prantear(-se).
vtd e vint
5 Expressar sons tristes e comoventes; sussurrar como que chorando.
vpr
6 Exprimir-se em tom de lamento; lamentar-se, prantear-se. [Verbo defectivo. ]
ETIMOLOGIA
lat carpĕre.
garoar
ga·ro·ar
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71
vint Cair garoa, chuviscar: Ontem, garoou à noitinha. [Verbo impessoal.]
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: garuar.
ETIMOLOGIA
der de garoa1+ar1.
Quando uma unidade lexical tem sua definição em outro verbete, por ser sinônimo ou não ser o termo pre-
ferencial, a remissão é indicada pela letra V (veja) seguida do verbete a consultar. Se a remissão refere-se a 
determinada acepção, esta também é indicada.
guri
gu·ri
sm
1 REG (RS) Vmenino, acepção 1.
2 BOT Vguriri.
3 ZOOL Denominação comum aos peixes teleósteos siluriformes, da família dos ariídeos, encontrados em 
águas marinhas, com o corpo revestido de escamas grossas, que formam uma couraça, dotados de grandes 
barbilhões; uri.
ETIMOLOGIA
tupi wyrí, como esp.
No final do verbete, numa seção denominada “Informações complementares”, registram-se os sinônimos, 
os antônimos, as variantes, os plurais, os femininos, os aumentativos e os diminutivos irregulares e os super-
lativos absolutos sintéticos. Às vezes essas formas (antônimo, sinônimo, plural etc.) podem referir-se apenas a 
uma acepção. Nesse caso, essa acepção é indicada.
molambento
mo·lam·ben·to
adj
Que está em farrapos; roto e sujo.
adj sm
Que ou aquele que se veste com farrapos.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
SIN: maltrapilho, molambudo, mulambudo.
VAR: mulambento.
ETIMOLOGIA
der de molambo+ento.
anorexia
a·no·re·xi·a
(cs)
sf
MED Falta ou perda de apetite.
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EXPRESSÕES
Anorexia nervosa, MED, PSICOL: distúrbio nervoso grave, caracterizado pelo medo obsessivo de engordar, 
fazendo com que a pessoa pare de se alimentar, fique desnutrida e tenha sua vida ameaçada. Acomete espe-
cialmente mulheres, em geral entre 16 e 25 anos, e provoca menstruação irregular, queda de peso repentina, 
palidez, atrofia dos músculos, recusa do organismo em ingerir alimentos, insônia, diminuição ou ausência da li-
bido etc. O tratamentoinclui a administração de antidepressivo, psicoterapia individual e reeducação alimentar.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
ANTÔN: orexia.
ETIMOLOGIA
gr anoreksía.
plástico-bolha
plás·ti·co-bo·lha
sm
Material plástico, produzido em polietileno de baixa densidade, com bolhas de ar prensadas, utilizado na 
embalagem de produtos diversos, proporcionando-lhes proteção. É também usado no revestimento de pisos, 
antes da colocação de carpetes de madeira e afins, conferindo-lhes isolação acústica.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
PL: plásticos-bolhas e plásticos-bolha.
ETIMOLOGIA
voc comp.
barão
ba·rão
sm
1 Título nobiliárquico imediatamente inferior ao de visconde: “Lia-se no Jornal do Comércio que Sua Exce-
lência fora agraciado pelo governo português com o título de Barão do Freixal […]” (AA1).
2 ANT Senhor feudal, subordinado ao rei.
3 ANT Homem ilustre por seus feitos e por sua riqueza.
4 BOT Variedade de algodoeiro.
5 Homem de muito poder: É o barão da pequena cidade.
6 COLOQ Pessoa muito rica: Os barões vivem enclausurados em suas mansões.
7 Homem que se destaca em determinado ramo de negócios: “Os últimos brilhos do poente já iam e, a pe-
dido do barão do café, fogueiras e tochas não deveriam ser acesas” (TM1).
8 OBSOL Cédula antiga de mil cruzeiros.
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9 ETNOL Entidade sobrenatural do boi de mamão.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
FEM: baronesa.
ETIMOLOGIA
lat baronem.
animal
a·ni·mal
sm
1 BIOL Ser vivo multicelular, dotado de movimento, de crescimento limitado, com capacidade de responder 
a estímulos.
2 Ser animal destituído de razão; animal irracional.
3 COLOQ Pessoa insensível ou cruel.
4 COLOQ Pessoa muito grosseira ou ignorante.
5 Animal cavalar, especialmente o macho.
6 FIG A natureza animal; animalidade.
adj m+f
1 Relativo ou pertencente aos animais.
2 Próprio de animal.
3 Extraído ou obtido de animal.
4 FIG Que se entrega aos prazeres do sexo; lascivo, libidinoso.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
AUM (sm): animalaço, animalzão.
DIM: animalzinho, animalejo, animálculo.
EXPRESSÕES
Animal inferior, ZOOL: animal invertebrado.
Animal irracional: qualquer animal, exceto o homem.
Animal sem fogo, REG (CE): cavalo ainda não marcado ou ferrado.
Animal sem rabo, COLOQ: pessoa grosseira, mal-educada.
Animal superior: animal vertebrado.
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ETIMOLOGIA
lat anĭmal.
ágil
á·gil
adj m+f
1 Que se movimenta com rapidez ou agilidade: “Firmo […] era um mulato pachola, delgado de corpo e ágil 
como um cabrito […]” (AA1).
2 FIG Que tem raciocínio rápido; desembaraçado, ligeiro, perspicaz.
3 Que atua ou trabalha com eficiência; diligente.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
SUP ABS SINT: agílimo e agilíssimo.
ANTÔN: moroso, sonolento, vagaroso.
ETIMOLOGIA
lat agĭlis.
Também são chamadas de subverbetes as expressões na estrutura de um verbete. Elas estão destacadas 
ao final do verbete, numa seção denominada “Expressões”.
barba
bar·ba
EXPRESSÕES
Barba a barba: em situação de confronto.
Barba de baleia, MAR: pequena haste ao lado do mastro da proa, utilizada para disparos de cabos que 
prendem as velas.
Barba de bode: Vcavanhaque.
À barba, COLOQ: bem visível.
Fazer a barba: raspar a barba, barbear-se.
Fazer barba, cabelo e bigode, ESP: vencer pelo menos três vezes o mesmo adversário em categorias dife-
rentes em curto espaço de tempo.
Nas barbas de: na presença de alguém, faltando-lhe o respeito.
Pôr as barbas de molho: agir com prevenção contra alguma situação perigosa.
Ter barbas: ser muito antigo.
tomate
to·ma·te
EXPRESSÕES
Tomate francês, BOT: tomate de forma e tamanho de um ovo, de coloração vermelho-escura, de tom alaran-
jado no interior, consistência firme, sabor levemente ácido, com sementes pretas.
Tomate italiano, BOT: tomate pequeno, de formato geralmente cilíndrico, com a extremidade inferior pontu-
da. É adocicado e tem menos sumo que a maioria das variedades dos tomates. É muito usado na preparação 
de molhos.
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Tomate seco, CUL: tomate cortado em duas metades, retirando-se as sementes, seco no forno ou ao sol, 
temperado com azeite, orégano, sal e, frequentemente, alho. É comumente servido em saladas ou como ante-
pasto.
fuga 2
fu·ga
EXPRESSÕES
Fuga escolar, MÚS: aquela com rígida observância das regras formais.
Fuga real, MÚS: aquela cuja resposta não apresenta alterações intervalares em relação ao sujeito.
Fuga tonal, MÚS: aquela cuja resposta apresenta alterações intervalares em relação ao sujeito.
Foram utilizados exemplos e abonações com o objetivo de autorizar o emprego das palavras. As abonações 
foram extraídas de textos literários de autores brasileiros consagrados e estão transcritas entre aspas, com a 
sigla que representa o autor e a obra entre parênteses. Os exemplos foram criados pela equipe de lexicógrafos 
e são registrados em itálico.
NOTA: Entenda o que significa cada sigla das abonações na seção “Abonações – obras e siglas” em “Como 
consultar”.
fadigar
fa·di·gar
vtd e vpr Causar ou sentir fadiga; afadigar: A alta temperatura fadigou alguns corredores. O rapaz fadigou-se 
com o excesso de trabalho.
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
VAR: fatigar.
ETIMOLOGIA
der de fadiga+ ar1, como esp fatigar.
fabricação
fa·bri·ca·ção
sf
1 Ação, processo ou arte de fabricar algo; fábrica, fabrico, manufatura: “Três meses mais tarde Mr. Chang 
Ling apareceria em Antares com a mulher e seus cinco filhos e mais três compatriotas seus, especialistas na 
fabricação de óleos comestíveis” (EV).
2 POR EXT O que resulta da fabricação; fabrico.
3 Ação de inventar ou elaborar algo novo; criação, produção: É um mestre na fabricação de personagens.
4 Ação de produzir de modo natural: A fabricação de anticorpos pelo organismo é a sua principal defesa.
5 Produção ou criação de algo de modo ilícito, com o objetivo de distorcer os fatos: A fabricação das provas 
era evidente.
EXPRESSÕES
Fabricação em série: fabricação em grande escala, segundo especificações padronizadas.
ETIMOLOGIA
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der de fabricar+ção, como esp fabricación.
O campo destinado à etimologia do vocábulo está sempre no final do verbete, após a indicação “Etimologia” 
e nele há diversos tipos de informação como a língua de origem, o étimo e os elementos de composição.
NOTA: Entenda como a etimologia dos vocábulos foi criada e como está padronizada neste dicionário lendo 
a seção “Etimologia” em “Como consultar”.
astroquímica
as·tro·quí·mi·ca
sf
ASTROQ Estudo da composição química dos astros, baseado especialmente nas análises espectroquími-
cas.
ETIMOLOGIA
voc comp do gr ástron+química, como ingl astrochemistry.
Fonte: michaelis.uol.com.br
Vocabulário: neologismos, arcaísmos, estrangeirismos
É possível encontrar no Brasil diversas variações linguísticas, como na linguagem regional. Elas reúnem as 
variantes da língua que foram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia.
Delas surgem as variações que envolvem vários aspectos históricos, sociais, culturais, geográficos, entre 
outros.
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os seus falantes em todos os lugares e em qual-
quer situação. Sabe-se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o mesmo significado dentro 
de um mesmo contexto. 
As variações que distinguem uma variante de outra se manifestam em quatro planos distintos, a saber: fô-
nico, morfológico, sintático e lexical.
Variações Morfológicas
Ocorrem nas formas constituintes da palavra. As diferenças entre as variantes não são tantas quanto as de 
natureza fônica, mas não são desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
– uso de substantivos masculinos como femininos ou vice-versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), 
a champanha (o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal (da cal).– a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo 
e as amiga, os livro indicado, as noite fria, os caso mais comum.
– o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu 
nas últimas eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não é possível que ele esforçou (te-
nha se esforçado) mais que eu.
– o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar o superlativo de adjetivos, recurso muito carac-
terístico da linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de humaníssimo), uma prova hiperdifícil 
(em vez de dificílima), um carro hiperpossante (em vez de possantíssimo).
– a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (man-
tiver), se ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser).
– a conjugação de verbos regulares pelo modelo de irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia).
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Variações Fônicas
Ocorrem no modo de pronunciar os sons constituintes da palavra. Entre esses casos, podemos citar:
– a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis (Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas 
formas típicas de pessoas de baixa condição social.
– A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regi-
ões do Rio Grande do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem caipira): quintau, quintar, quintal; 
pastéu, paster, pastel; faróu, farór, farol.
– deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar, estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de 
baixa condição social.
– a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem oral no português: falá, vendê, curti (em vez 
de curtir), compô.
– o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me alembro, o pássaro avoa, formas comuns na 
linguagem clássica, hoje frequentes na fala caipira.
– a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, marelo (amarelo), margoso (amargoso), caracte-
rísticas na linguagem oral coloquial.
Variações Sintáticas
Correlação entre as palavras da frase. No domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as 
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos citar:
– a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome “que” no início da frase mais a combinação da 
preposição “de” com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a família dele (em vez de cuja 
família eu já conhecia).
– a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu 
quero falar com você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua) voz me irrita.
– ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles chegou tarde (em grupos de baixa extração so-
cial); Faltou naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
– o uso de pronomes do caso reto com outra função que não a de sujeito: encontrei ele (em vez de encon-
trei-o) na rua; não irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em vez de ti) e ele.
– o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem.
– a ausência da preposição adequada antes do pronome relativo em função de complemento verbal: são 
pessoas que (em vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez de a que) eu assisti; você 
é a pessoa que (em vez de em que) eu mais confio.
Variações Léxicas
Conjunto de palavras de uma língua. As variantes do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito 
numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em confronto com outra. São exemplos possíveis de citar:
– as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às vezes, tão surpreendentes, que têm sido 
objeto de piada de lado a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no Brasil chamamos de 
calcinha; o que chamamos de fila no Brasil, em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se diz 
pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que chamamos de suéter, malha, camiseta.
– a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito para formar o grau superlativo dos adjetivos, carac-
terísticas da linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior difícil; Esse amigo é um carinha 
maior esforçado.
Designações das Variantes Lexicais:
– Arcaísmo: palavras que já caíram de uso. Por exemplo, um bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez 
de refrigerante usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era supimpa.
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– Neologismo: contrário do arcaísmo. São palavras recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram 
para os dicionários. A na computação tem vários exemplos, como escanear, deletar, printar.
– Estrangeirismo: emprego de palavras emprestadas de outra língua, que ainda não foram aportuguesadas, 
preservando a forma de origem. Nesse caso, há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica, 
tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou, mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto 
(“pelo próprio fato de”, “por isso mesmo.
As palavras de origem inglesas são várias: feeling (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (con-
junto de informações básicas).
– Jargão: vocabulário típico de um campo profissional como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jor-
nalismo. Furo é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, foi uma barriga. 
– Gíria: vocabulário especial de um grupo que não deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende 
marcar sua identidade por meio da linguagem. Por exemplo, levar um lero (conversar).
– Preciosismo: é um léxico excessivamente erudito, muito raro: procrastinar (em vez de adiar); cinesíforo 
(em vez de motorista).
– Vulgarismo: o contrário do preciosismo, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou (em 
vez de se deu mal, arruinou-se).
Tipos de Variação
As variações mais importantes, são as seguintes:
 – Sociocultural: Esse tipo de variação pode ser percebido com certa facilidade. 
– Geográfica: é, no Brasil, bastante grande. Ao conjunto das características da pronúncia de uma determi-
nada região dá-se o nome de sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho etc. 
– De Situação: são provocadas pelas alterações das circunstâncias em que se desenrola o ato de comuni-
cação. Um modo de falar compatível com determinada situação é incompatível com outra
– Histórica: as línguas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a forma de falar, mudam as 
palavras, a grafia e o sentido delas. Essas alterações recebem o nome de variações históricas.
Latinismos
EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LATINOS 
Embora muitos gramáticos e estudiosos da língua defendam que se deve privilegiar o uso de palavras em 
português, diversas palavras e expressões latinas são usadas diariamente pelos falantes da língua, quer em 
linguagem formal ou de áreas específicas, quer em linguagem informal.
As expressões latinas não sofrem processos de aportuguesamento, devendo assim ser escritas em sua for-
ma original, sem qualquer tentativa de aproximação às regras ortográficas e fonológicas da língua portuguesa.
Deverão, contudo, ser grafadas com algum sinal indicativo da sua condição de expressão de outro idioma: 
em itálico, entre aspas, sublinhadas, em negrito. Confira exemplos das principais palavras e expressões latinas 
usadas atualmente na língua portuguesa:
Ab initio: desde o princípio.
A contrario sensu: em sentido contrário, pela razão contrária.
A posteriori: pelo que segue, depois de um fato. Diz-se do raciocínio que se remonta do efeito à causa.
A priori: segundo um princípio anterior, admitido como evidente; antes de argumentar, sem prévio conheci-
mento.
Apud: em, junto a, junto em. Emprega-se em citaçõesindiretas, isto é, citações colhidas numa obra.
Carpe Diem: “Aproveita o dia”. (Aviso para que não desperdicemos o tempo).
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Curriculum Vitae: conjuntos de dados relativos ao estado civil, ao preparo profissional e às atividades ante-
riores de quem se candidata a um emprego.
Data venia: concedida a licença, com a devida vênia. É uma expressão respeitosa com que se inicia uma 
argumentação discordante da de outrem.
Et cetera (ou Et caetera) (abrev.: etc.): e as outras coisas, e os outros, e assim por diante. Apesar de seu 
sentido etimológico (= e outras coisas), emprega-se, atualmente, não somente após nomes de coisas, mas 
também de pessoas, como expressão continuativa.
Exempli gratia: por exemplo. É expressão sinônima de Verbi gratia.
Habeas corpus: “Que tenhas o corpo”. Meio extraordinário de garantir e proteger todo aquele que sofre vio-
lência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade de locomoção, por parte de qualquer autoridade 
legítima.
Habeas data: “Que tenha os dados”, “Que conheça os dados”. Trata-se de garantia ativa dos direitos funda-
mentais, que se destina a assegurar: 
a) o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
Homo sapiens: homem sábio; nome da espécie humana na nomenclatura de Lineu.
Id est: isto é, quer dizer. Às vezes, aparece abreviadamente (i.e.).
In memoriam: em comemoração, para memória, para lembrança.
In posterum: no futuro.
In terminis: no fim. Decisão final que encerra o processo.
In verbis: nestes termos, nestas palavras. Emprega-se para exprimir as citações ou as referências feitas 
com as palavras da pessoa que se citou ou do texto a que se alude.
Ipsis Verbis: pelas próprias palavras, exatamente, sem tirar nem pôr.
Lato sensu: em sentido amplo, em sentido geral.
Per capita: por cabeça, para cada indivíduo.
Quorum: número mínimo de membros presentes necessário para que uma assembleia possa funcionar ou 
deliberar regularmente.
Sic: assim, assim mesmo, exatamente. Pospõe-se a uma citação, ou nela se intercala, entre parênteses ou 
entre colchetes, para indicar que o texto original é da forma que aparece.
Statu quo: “No estado em que”. Emprega-se, na linguagem jurídica, para indicar a forma, a situação ou a 
posição em que se encontra certa questão ou coisa em determinado momento.
Stricto sensu: em sentido restrito, em sentido literal.
Verbi gratia: por exemplo.
Verbum ad verbum: palavra por palavra, textualmente, literalmente.
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Ortografia
— Definições
Com origem no idioma grego, no qual orto significa “direito”, “exato”, e grafia quer dizer “ação de escrever”, 
ortografia é o nome dado ao sistema de regras definido pela gramática normativa que indica a escrita correta 
das palavras. Já a Ortografia Oficial se refere às práticas ortográficas que são consideradas oficialmente como 
adequadas no Brasil. Os principais tópicos abordados pela ortografia são: o emprego de acentos gráficos que 
sinalizam vogais tônicas, abertas ou fechadas; os processos fonológicos (crase/acento grave); os sinais de 
pontuação elucidativos de funções sintáticas da língua e decorrentes dessas funções, entre outros. 
Os acentos: esses sinais modificam o som da letra sobre a qual recaem, para que palavras com grafia 
similar possam ter leituras diferentes, e, por conseguinte, tenham significados distintos. Resumidamente, os 
acentos são agudo (deixa o som da vogal mais aberto), circunflexo (deixa o som fechado), til (que faz com que 
o som fique nasalado) e acento grave (para indicar crase). 
O alfabeto: é a base de qualquer língua. Nele, estão estabelecidos os sinais gráficos e os sons representados 
por cada um dos sinais; os sinais, por sua vez, são as vogais e as consoantes. 
As letras K, Y e W: antes consideradas estrangeiras, essas letras foram integradas oficialmente ao alfabeto 
do idioma português brasileiro em 2009, com a instauração do Novo Acordo Ortográfico. As possibilidades da 
vogal Y e das consoantes K e W são, basicamente, para nomes próprios e abreviaturas, como abaixo: 
– Para grafar símbolos internacionais e abreviações, como Km (quilômetro), W (watt) e Kg (quilograma). 
– Para transcrever nomes próprios estrangeiros ou seus derivados na língua portuguesa, como Britney, 
Washington, Nova York. 
Relação som X grafia: confira abaixo os casos mais complexos do emprego da ortografia correta das 
palavras e suas principais regras: 
«ch” ou “x”?: deve-se empregar o X nos seguintes casos: 
– Em palavras de origem africana ou indígena. Exemplo: oxum, abacaxi. 
– Após ditongos. Exemplo: abaixar, faixa. 
– Após a sílaba inicial “en”. Exemplo: enxada, enxergar. 
– Após a sílaba inicial “me”. Exemplo: mexilhão, mexer, mexerica. 
s” ou “x”?: utiliza-se o S nos seguintes casos
– Nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: síntese, avisa, verminose. 
– Nos sufixos “ense”, “osa” e “oso”, quando formarem adjetivos. Exemplo: amazonense, formosa, jocoso. 
– Nos sufixos “ês” e “esa”, quando designarem origem, título ou nacionalidade. Exemplo: marquês/marquesa, 
holandês/holandesa, burguês/burguesa. 
– Nas palavras derivadas de outras cujo radical já apresenta “s”. Exemplo: casa – casinha – casarão; análise 
– analisar. 
Porque, Por que, Porquê ou Por quê? 
– Porque (junto e sem acento): é conjunção explicativa, ou seja, indica motivo/razão, podendo substituir o 
termo pois. Portanto, toda vez que essa substituição for possível, não haverá dúvidas de que o emprego do 
porque estará correto. Exemplo: Não choveu, porque/pois nada está molhado. 
– Por que (separado e sem acento): esse formato é empregado para introduzir uma pergunta ou no lugar 
de “o motivo pelo qual”, para estabelecer uma relação com o termo anterior da oração. Exemplos: Por que ela 
está chorando? / Ele explicou por que do cancelamento do show. 
– Porquê (junto e com acento): trata-se de um substantivo e, por isso, pode estar acompanhado por artigo, 
adjetivo, pronome ou numeral. Exemplo: Não ficou claro o porquê do cancelamento do show. 
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– Por quê (separado e com acento): deve ser empregado ao fim de frases interrogativas. Exemplo: Ela foi 
embora novamente. Por quê? 
Parônimos e homônimos 
– Parônimos: são palavras que se assemelham na grafia e na pronúncia, mas se divergem no significado. 
Exemplos: absolver (perdoar) e absorver (aspirar); aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar). 
– Homônimos: são palavras com significados diferentes, mas que divergem na pronúncia. Exemplos: “gosto” 
(substantivo) e “gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome demonstrativo). 
Acentuação gráfica
— Definição
A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas palavras grafadas com a finalidade de estabelecer, 
com base nas regras da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras. Isso quer dizer que os acentos 
gráficos servem para indicar a sílaba tônica de uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com as 
regras gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na língua portuguesa:
– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.
– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e “o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. 
Ex.: acadêmico, âncora, avô. 
– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse 
acento não indica sílaba tônica!
– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de determinada palavra tem som nasal, e nem sempre 
recai sobre a sílaba tônica. Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que indicaque a sílaba forte é “o” 
(ou seja, é acento tônico), e um til (˜), que indica que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro exemplo 
semelhante é a palavra bênção. 
— Monossílabas Tônicas e Átonas
Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer alteração de intensidade de voz na sua pronúncia. 
Exemplo: observe o substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração da preposição “de” + artigo 
“o”). Ao comparar esses termos, percebermos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja, temos uma 
monossílaba tônica e uma átona, respectivamente. Diante de palavras monossílabas, a dica para identificar se 
é tônica (forte) ou fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como abaixo:
“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”
“Finalmente encontrei a chave do carro.”
Recebem acento gráfico: 
– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s); -e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs. 
– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis, -éu, -ói. Ex: réis, véu, dói. 
Não recebem acento gráfico:
– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis. 
– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. 
Antes do novo acordo ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles lêem leem.
Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos terminados em “-em”, já que a terceira 
pessoa termina em “-êm”. Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem → Eles têm; Ele 
vem → Eles vêm. 
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Acentuação das palavras Oxítonas 
As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas as oxítonas com sílaba tônica terminada em 
vogal tônica -a, -e e -o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé, vocês. Logo, não se 
acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”. Ex.: caqui, urubu. 
Acentuação das palavras Paroxítonas
São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima sílaba é tônica. De acordo com a regra geral, 
não se acentuam as palavras paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados abaixo. Observe as 
exceções: 
– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis, hóquei, jóquei, pônei, saudáveis. 
– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex, esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, 
tórax. 
– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis, grátis, júri, lápis, oásis, táxi. 
– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus, tônus. 
– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons. 
– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns, quórum, quóruns. 
– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs, órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos. 
Acentuação das palavras Proparoxítonas
Classificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é tônica, e todas recebem acento, sem exceções. 
Ex.: ácaro, árvore, bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro, tática, trânsito. 
Ditongos e Hiatos 
Acentuam-se: 
– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”, “_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: 
anéis, fiéis, herói, mausoléu, sóis, véus. 
– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de um hiato e estejam isoladas ou sucedidas por 
“_s” na sílaba. Ex.: caí (ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú). 
Não se acentuam: 
– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.: moinho, rainha, bainha. 
– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.: juuna, xiita. xiita. 
– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem, enjoo, magoo. 
O Novo Acordo Ortográfico 
Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem acentuação em razão do Acordo Ortográfico 
de 1990, que entrou em vigor em 2009:
1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas. 
Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo; vôo – voo; zôo – zoo. 
2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas. 
Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide – alcaloide; assembléia – assembleia; 
asteróide – asteroide; européia – europeia.
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3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas. 
Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo – taoismo. 
4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que possuem -e tônico em hiato. 
Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – 
leem; relêem – releem; revêem.
5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua portuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; 
enxágüe – enxágue; linguïça – linguiça.
6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma grafia, mas apresentam significados diferentes. 
Exemplo: o verbo PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo “parar” era acentuada 
para que fosse diferenciada da preposição “para”.
Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim: 
Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo / preposição]
Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo / preposição]
A crase
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou “contração”, e ocorre entre duas vogais, 
uma final e outra inicial, em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a (preposição) + a (artigo 
feminino) = aa à; a (preposição) + aquela (pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) + aquilo 
(pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante 
de palavras femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos aquilo e aquele, que recebem a 
crase por terem “a” como sua vogal inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno de união 
representado pelo acento grave. 
A crase pode ser a contração da preposição a com: 
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não assistiu às aulas.” 
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.” 
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: “Retorne àquele mesmo local.” 
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às quais devemos o maior respeito e 
consideração”. 
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de duas vogais a (preposição + artigo ou 
preposição + pronome) na construção sintática. 
Técnicas para o emprego da crase 
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe semelhante. Se a combinação ao aparecer, 
ocorrerá crase diante da palavra feminina. 
Exemplos: 
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.” 
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.” 
“Irei ao evento / à festa.” 
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2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir, chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. 
Se aparecer a preposição da, ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não deve ser 
empregado.
Exemplos: 
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.” 
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.” 
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas 
preposições não se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas pela(s), na(s) ou da(s), a 
crase não ocorrerá. 
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta de estudar / Insiste em estudar.” 
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.” 
“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você / Gosto de você / Penso em você.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que expressam uma única ideia, a crase somente 
deve ser empregada se a locução for iniciada por preposiçãoe essa locução tiver como núcleo uma palavra 
feminina, ocorrerá crase. 
Exemplos: 
“Tudo às avessas.” 
“Barcos à deriva.” 
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase: 
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão “moda de”, ficando somente o à explícito. 
Exemplos: 
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.” 
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso de horas especificadas e definidas
 Exemplos: 
“À uma hora.” 
“Às cinco e quinze”. 
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença de que o seu desti-
natário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
Exemplos:
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
Exposição de Motivos
— Definição e Finalidade
Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para:
a) informá-lo de determinado assunto;
b) propor alguma medida; ou
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c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de Estado.
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos deverá ser 
assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
— Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo 
que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normativo, 
segue o modelo descrito adiante. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas for-
mas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que 
proponha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do 
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão de alguma 
medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – embora sigam também a estrutura 
do padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigatoriamente, 
apontar:
a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar 
o problema, e eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser editado para 
solucionar o problema.
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente preenchido, de 
acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão equivalente) nº de 200.
1. Síntese do problema ou da situação que reclama providências
2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta
3. Alternativas existentes às medidas propostas
Mencionar: 
- Se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- Se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
- Outras possibilidades de resolução do problema.
4. Custos
Mencionar:
- Se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas 
para custeá-la;
- Se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suplementar;
- Valor a ser despendido em moeda corrente;
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5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for medido provisória ou 
projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência)
Mencionar:
- Se o problema configura calamidade pública;
- Por que é indispensável a vigência imediata;
- Se se trata de problema cuja causa ou agravamento não tenham sido previstos;
- Se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação já prevista.
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medida proposta possa vir a tê-lo)
7. Alterações propostas
8. Síntese do parecer do órgão jurídico
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida proposta à luz das questões levantadas no item 
10.4.3.
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Ju-
rídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se complete o exame ou se reformule 
a proposta. O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que proponham a adoção de 
alguma medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que pode ter a adoção 
da medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem ser analisadas na elaboração de 
proposições normativas no âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.).
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração de atos normativos no âmbi-
to do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se e formam um todo coe-
so: no anexo, encontramos uma avaliação profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a adoção 
de certa providência ou a edição de um ato normativo; o problema a ser enfrentado e suas causas; a solução 
que se propõe, seus efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de motivos fica, 
assim, reservado à demonstração da necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada e como 
resolverá o problema. Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção, ascensão, 
transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, remoção, exoneração, demissão, 
dispensa, disponibilidade, aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do formulário de anexo à exposição 
de motivos.
Ressalte-se que:
– A síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o encaminhamento do parecer 
completo;
– O tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de acordo com a maior ou 
menor extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos requisitos básicos da redação 
oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do padrão culto de linguagem) deve ser 
redobrada. A exposição de motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao Presidente da República 
pelos Ministros. Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder 
Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.
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Mensagem
— Definição e Finalidade
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as mensa-
gens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração 
Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso 
Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer 
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. Minuta de mensagem pode 
ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. As 
mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou financeira. Os projetos delei ordinária ou 
complementar são enviados em regime normal (Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 
1o a 4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime normal e mais tarde ser objeto de 
nova mensagem, com solicitação de urgência. Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do 
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao 
Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, 
caput). Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, 
orçamentos anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Con-
gresso Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão 
é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, 
mais precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso Nacional está o Presi-
dente do Senado Federal (Constituição, art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. As mensagens aqui 
tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange minucioso exame técni-
co, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas encaminhadas. Tais exames 
materializam-se em pareceres dos diversos órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o da 
Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da exposição de 
motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a 
mensagem de encaminhamento ao Congresso.
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente da República encaminha mensa-
gem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntan-
do cópia da medida provisória, autenticada pela Coordenação de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem determinados 
cargos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, 
Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm em vista que a Constituição, no seu 
art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indica-
ção. O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem. 
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da República se ausentarem do País por 
mais de 15 dias. Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a autorização é da com-
petência privativa do Congresso Nacional. O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando 
a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes 
mensagens idênticas.
e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e TV. A obriga-
ção de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da Constitui-
ção. Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do Congresso 
Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Cons-
tituição, porquanto o § 1o do art. 223 já define o prazo da tramitação. Além do ato de outorga ou renovação, 
acompanha a mensagem o correspondente processo administrativo.
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f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior. O Presidente da República tem o prazo de 
sessenta dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas referentes ao 
exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão Mista permanente (Consti-
tuição, art. 166, § 1o), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constituição, art. 51, 
II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e solicitação de providências que 
julgar necessárias (Constituição, art. 84, XI). O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência 
da República. Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é distribuída a todos os Congres-
sistas em forma de livro.
h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Se-
cretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem 
dois exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho 
de sanção.
i) comunicação de veto.
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a mensagem informa sobre a decisão 
de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na ínte-
gra no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das demais mensagens, cuja publicação 
se restringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência mensagens com:
– Encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos ou compromissos gravosos (Constitui-
ção, art. 49, I);
– Pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais e de expor-
tação
(Constituição, art. 155, § 2o, IV);
– Proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
– Pedido de autorização para operações financeiras externas (Constituição, art. 52, V); e outros.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
– Convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, art. 57, § 6o);
– Pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2o);
– Pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
– Pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constituição, art. 84, XX);
– Justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4o);
– Pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constituição, art. 137);
– Relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, pará-
grafo único);
– Proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constituição, art. 166, § 5o);
– Pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência 
de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § 8o);
– Pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas com área superior a 2.500 ha (Constitui-
ção, art. 188, § 1o); etc.
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— Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem esquerda:
Mensagem no
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início 
da margem esquerda; Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com 
a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identificação de seu 
signatário.
Telegrama
— Definição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificaros procedimentos burocráticos, passa a receber o 
título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex, etc. Por tratar-se de forma 
de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do 
telegrama apenas àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência 
justifique sua utilização e, também em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se 
pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
— Forma e Estrutura
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos 
Correios e em seu sítio na Internet.
Fax
— Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é uma forma de comunicação que está sendo menos 
usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o 
envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, quando não há condições de envio do 
documento por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma 
de praxe. Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo 
papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente.
— Forma e Estrutura
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o 
envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pequeno formulário com os dados de 
identificação da mensagem a ser enviada, conforme exemplo a seguir:
Correio Eletrônico
— Definição e finalidade
Correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comu-
nicação para transmissão de documentos.
— Forma e Estrutura
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir 
forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comuni-
cação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). O campo assunto do formulário de correio 
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eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário 
quanto do remetente. Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato 
Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. 
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve 
constar na mensagem o pedido de confirmação de recebimento.
—Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, 
i. é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a 
identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Periodização da literatura brasileira; estudo dos principais autores dos estilos de épo-
ca
Origens
O estudo sobre as origens da literatura brasileira deve ser feito levando-se em conta duas vertentes: a histó-
rica e a estética. O ponto de vista histórico orienta no sentido de que a literatura brasileira é uma expressão de 
cultura gerada no seio da literatura portuguesa. Como até bem pouco tempo eram muito pequenas as diferen-
ças entre a literatura dos dois países, os historiadores acabaram enaltecendo o processo da formação literária 
brasileira, a partir de uma multiplicidade de coincidências formais e temáticas.
A outra vertente (aquela que salienta a estética como pressuposto para a análise literária brasileira) ressalta 
as divergências que desde o primeiro instante se acumularam no comportamento (como nativo e colonizado) do 
homem americano, influindo na composição da obra literária. Em outras palavras, considerando que a situação 
do colono tinha de resultar numa nova concepção da vida e das relações humanas, com uma visão própria da 
realidade, a corrente estética valoriza o esforço pelo desenvolvimento das formas literárias no Brasil, em busca 
de uma expressão própria, tanto quanto possível original
Em resumo: estabelecer a autonomia literária é descobrir os momentos em que as formas e artifícios literários 
se prestam a fixar a nova visão estética da nova realidade. Assim, a literatura, ao invés de períodos cronológicos, 
deverá ser dividida, desde o seu nascedouro, de acordo com os estilos correspondentes às suas diversas fases, do 
Quinhentismo ao Modernismo, até a fase da contemporaneidade.
Duas eras - A literatura brasileira tem sua história dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolu-
ção política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional, separadas por um período de transição, que 
corresponde à emancipação política do Brasil. As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias ou 
estilos de época.
A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), o Seiscentismo ou Bar-
roco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (de 1768 a 1808) e o período de Transição (de 1808 a 1836). A Era 
Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo 
(de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir daí o que está em estudo é a contemporaneidade 
da literatura brasileira.
O Quinhentismo
Essa expressão é a denominação genérica de todas as manifestações literárias ocorridas no Brasil durante 
o século XVI, correspondendo à introdução da cultura europeia em terras brasileiras. Não se pode falar em 
uma literatura “do” Brasil, como característica do País naquele período, mas sim em literatura “no” Brasil – uma 
literatura ligada ao Brasil, mas que denota as ambições e as intenções do homem europeu.
No quinhentismo, o que se demonstrava era o momento histórico vivido pela Península Ibérica, que abran-
gia uma literatura informativa e uma literatura dos jesuítas, como principais manifestações literárias no século 
XVI. Quem produzia literatura naquele período estava com os olhos voltados para as riquezas materiais (ouro, 
prata, ferro, madeira etc.), enquanto a literatura dos jesuítas preocupava-se com o trabalho de catequese.
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Com exceção da carta de Pero Vaz de Caminha, considerada o primeiro documento da literatura no Brasil, 
as principais crônicas da literatura informativa datam da segunda metade do século XVI, fato compreensível, já 
que a colonização só pode ser contada a partir de 1530. A literatura jesuítica, por seu lado, também caracteriza 
o final do Quinhentismo, tendo esses religiosos pisado o solo brasileiro somente em 1549.
A literatura informativa, também chamada de literatura dos viajantes ou dos cronistas, reflexo das grandes 
navegações, empenha-se em fazer um levantamento da terra nova, de sua flora, fauna, de sua gente. É, por-
tanto, uma literatura meramente descritiva e, como tal, sem grande valor literário
A principal característica dessa manifestação é a exaltação da terra, resultante do assombro do europeu 
que vinha de um mundo temperado e se defrontava com o exotismo e a exuberância de um mundo tropical. 
Com relação à linguagem, o louvor à terra aparece no uso exagerado de adjetivos, quase sempre empregados 
no superlativo (belo é belíssimo, lindo é lindíssimo etc.)
O melhor exemplo da escola quinhentista brasileira é Pero Vaz de Caminha. Sua “Carta a El Rei Dom Ma-
nuel sobre o achamento do Brasil”, além do inestimável valor histórico, é um trabalho de bom nível literário. O 
texto da carta mostra claramente o duplo objetivo que, segundo Caminha, impulsionava os portugueses para 
as aventuras marítimas, isto é, a conquista dos bens materiais e a dilatação da fé cristã Literatura jesuíta - Con-
sequência da Contrarreforma, a principal preocupação dos jesuítas era o trabalho de catequese, objetivo que 
determinoutoda a sua produção literária, tanto na poesia quanto no teatro. Mesmo assim, do ponto de vista 
estético, foi a melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro. Além da poesia de devoção, os jesuítas 
cultivaram o teatro de caráter pedagógico, baseado em trechos bíblicos, e as cartas que informavam aos supe-
riores na Europa sobre o andamento dos trabalhos na colônia.
Não se pode comentar, no entanto, a literatura dos jesuítas sem referências ao que o padre José de An-
chieta representa para o Quinhentismo brasileiro. Chamado pelos índios de «Grande Piahy» (supremo pajé 
branco), Anchieta veio para o Brasil em 1553 e, no ano seguinte, fundou um colégio no planalto paulista, a partir 
do qual surgiu a cidade de São Paulo.
Ao realizar um exaustivo trabalho de catequese, José de Anchieta deixou uma fabulosa herança literária: a 
primeira gramática do tupi-guarani, insuperável cartilha para o ensino da língua dos nativos; várias poesias no 
estilo do verso medieval; e diversos autos, segundo o modelo deixado pelo poeta português Gil Vicente, que 
agrega à moral religiosa católica os costumes dos indígenas, sempre com a preocupação de caracterizar os 
extremos, como o bem e o mal, o anjo e o diabo.
O Barroco
O Barroco no Brasil tem seu marco inicial em 1601, com a publicação do poema épico «Prosopopeia”, de 
Bento Teixeira, que introduz definitivamente o modelo da poesia camoniana em nossa literatura. Estende-se por 
todo o século XVII e início do XVIII.
Embora o Barroco brasileiro seja datado de 1768, com a fundação da Arcádia Ultramarina e a publicação 
do livro “Obras”, de Cláudio Manuel da Costa, o movimento academicista ganha corpo a partir de 1724, com a 
fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos. Este fato assinala a decadência dos valores defendidos pelo 
Barroco e a ascensão do movimento árcade. O termo barroco denomina genericamente todas as manifesta-
ções artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, 
escultura e arquitetura da época.
Antes do texto de Bento Teixeira, os sinais mais evidentes da influência da poesia barroca no Brasil surgiram 
a partir de 1580 e começaram a crescer nos anos seguintes ao domínio espanhol na Península Ibérica, já que é 
a Espanha a responsável pela unificação dos reinos da região, o principal foco irradiador do novo estilo poético.
O quadro brasileiro se completa no século XVII, com a presença cada vez mais forte dos comerciantes, 
com as transformações ocorridas no Nordeste em consequência das invasões holandesas e, finalmente, com 
o apogeu e a decadência da cana-de-açúcar,
Uma das principais referências do barroco brasileiro é Gregório de Matos Guerra, poeta baiano que cultivou 
com a mesma beleza tanto o estilo cultista quanto o conceptista (o cultismo é marcado pela linguagem rebusca-
da, extravagante, enquanto o conceptismo caracteriza-se pelo jogo de ideias, de conceitos. O primeiro valoriza 
o pormenor, enquanto o segundo segue um raciocínio lógico, racionalista)
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Na poesia lírica e religiosa, Gregório de Matos deixa claro certo idealismo renascentista, colocado ao lado 
do conflito (como de hábito na época) entre o pecado e o perdão, buscando a pureza da fé, mas tendo ao mes-
mo tempo necessidade de viver a vida mundana. Contradição que o situava com perfeição na escola barroca 
do Brasil.
Antônio Vieira - Se por um lado, Gregório de Matos mexeu com as estruturas morais e a tolerância de muita 
gente - como o administrador português, o próprio rei, o clero e os costumes da própria sociedade baiana do 
século XVII - por outro, ninguém angariou tantas críticas e inimizades quanto o “impiedoso” Padre Antônio Viei-
ra, detentor de um invejável volume de obras literárias, inquietantes para os padrões da época.
Politicamente, Vieira tinha contra si a pequena burguesia cristã (por defender o capitalismo judaico e os cris-
tãos-novos); os pequenos comerciantes (por defender o monopólio comercial); e os administradores e colonos 
(por defender os índios). Essas posições, principalmente a defesa dos cristãos-novos, custaram a Vieira uma 
condenação da Inquisição, ficando preso de 1665 a 1667. A obra do Padre Antônio Vieira pode ser dividida em 
três tipos de trabalhos: Profecias, Cartas e Sermões.
As Profecias constam de três obras: História do Futuro, Esperanças de Portugal e Clavis Prophetarum. 
Nelas se notam o sebastianismo e as esperanças de que Portugal se tornaria o “quinto império do Mundo”. Se-
gundo ele, tal fato estaria escrito na Bíblia. Aqui ele demonstra bem seu estilo alegórico de interpretação bíblica 
(uma característica quase que constante de religiosos brasileiros íntimos da literatura barroca). Além, é claro, 
de revelar um nacionalismo megalomaníaco e servidão incomum.
O grosso da produção literária do Padre Antônio Vieira está nas cerca de 500 cartas.
Elas versam sobre o relacionamento entre Portugal e Holanda, sobre a Inquisição e os cristãos novos e 
sobre a situação da colônia, transformando-se em importantes documentos históricos.
Os melhores de sua obra, no entanto, estão nos 200 sermões. De estilo barroco conceptista, totalmente 
oposto ao Gongorismo, o pregador português joga com as ideias e os conceitos, segundo os ensinamentos de 
retórica dos jesuítas. Um dos seus principais trabalhos é o Sermão da Sexagésima, pregado na capela Real de 
Lisboa, em 1655. A obra também ficou conhecida como “A palavra de Deus”.
Polêmico, este sermão resume a arte de pregar. Com ele, Vieira procurou atingir seus adversários católicos, 
os gongóricos dominicanos, analisando no sermão “Porque não frutificava a Palavra de Deus na terra”, atribuin-
do-lhes culpa.
O Arcadismo
O Arcadismo no Brasil começa no ano de 1768, com dois fatos marcantes: a fundação da Arcádia Ultra-
marina e a publicação de Obras, de Cláudio Manuel da Costa. A escola setecentista, por sinal, desenvolve-se 
até 1808, com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, que, com suas medidas político-administrativas, 
permite a introdução do pensamento pré-romântico no Brasil.
No início do século XVIII dá-se a decadência do pensamento barroco, para a qual vários fatores colabora-
ram, entre eles o cansaço do público com o exagero da expressão barroca e da chamada arte cortesã, que se 
desenvolvera desde a Renascença e atinge em meados do século um estágio estacionário (e até decadente), 
perdendo terreno para o subjetivismo burguês; o problema da ascensão burguesa superou o problema religio-
so; surgem as primeiras arcádias, que procuram a pureza e a simplicidade das formas clássicas; os burgueses, 
como forma de combate ao poder monárquico, começam a cultuar o “bom selvagem”, em oposição ao homem 
corrompido pela sociedade.
Gosto burguês - Assim, a burguesia atinge uma posição de domínio no campo econômico e passa a lutar 
pelo poder político, então em mãos da monarquia. Isto se reflete claramente no campo social e das artes: a 
antiga arte cerimonial das cortes cede lugar ao poder do gosto burguês.
Pode-se dizer que a falta de substitutos para o padre Antônio Vieira e Gregório de Matos, mortos nos últimos 
cinco anos do século XVII, foi também um aspecto motivador do surgimento do Arcadismo no Brasil. De qual-
quer forma, suas características no País seguem a linha europeia: a volta aos padrões clássicos da Antiguidade 
e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica, pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos. 
Quanto ao aspecto formal, a escola é marcada pelo soneto, os versos decassílabos, a rima optativa e a tradição 
da poesia épica. O Arcadismo tem como principais nomes: Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, 
José de Santa Rita Durão e Basílio da Gama.
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O Romantismo
O Romantismo se inicia no Brasil em 1836, quando Gonçalves de Magalhães publica na França a “Niterói 
- Revista Brasiliense”, e, nomesmo ano, lança um livro de poesias românticas intitulado “Suspiros poéticos e 
saudades”.
Em 1822, Dom Pedro I concretiza um movimento que se fazia sentir, de forma mais imediata, desde 1808: a 
independência do Brasil. A partir desse momento, o novo país necessita inserir-se no modelo moderno, acom-
panhando as nações independentes da Europa e América. A imagem do português conquistador deveria ser 
varrida. Há a necessidade de autoafirmação da pátria que se formava. O ciclo da mineração havia dado condi-
ções para que as famílias mais abastadas mandassem seus filhos à Europa, em particular França e Inglaterra, 
onde buscavam soluções para os problemas brasileiros. O Brasil de então nem chegava perto da formação 
social dos países industrializados da Europa (burguesia/proletariado). A estrutura social do passado próximo 
(aristocracia/escravo) ainda prevalecia. Nesse Brasil, segundo o historiador José de Nicola, “o ser burguês ain-
da não era uma posição econômica e social, mas mero estado de espírito, norma de comportamento”.
Marco final - Nesse período, Gonçalves de Magalhães viajava pela Europa. Em 1836, ele funda a revista 
Niterói, da qual circularam apenas dois números, em Paris.
Nela, ele publica o “Ensaio sobre a história da literatura brasileira”, considerado o nosso primeiro manifesto 
romântico. Essa escola literária só teve seu marco final no ano de 1881, quando foram lançados os primeiros 
romances de tendência naturalista e realista, como “O mulato”, de Aluízio Azevedo, e “Memórias póstumas 
de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Manifestações do movimento realista, aliás, já vinham ocorrendo bem 
antes do início da decadência do Romantismo, como, por exemplo, o liderado por Tobias Barreto desde 1870, 
na Escola de Recife.
O Romantismo, como se sabe, define-se como modismo nas letras universais a partir dos últimos 25 anos 
do século XVIII. A segunda metade daquele século, com a industrialização modificando as antigas relações 
econômicas, leva a Europa a uma nova composição do quadro político e social, que tanto influenciaria os tem-
pos modernos. Daí a importância que os modernistas deram à Revolução Francesa, tão exaltada por Gonçal-
ves de Magalhães. Em seu “Discurso sobre a história da literatura do Brasil”, ele diz: “...Eis aqui como o Brasil 
deixou de ser colônia e foi depois elevado à categoria de Reino Unido. Sem a Revolução Francesa, que tanto 
esclareceu os povos, esse passo tão cedo se não daria...”.
A classe social delineia-se em duas classes distintas e antagônicas, embora atuassem paralelas durante a 
Revolução Francesa: a classe dominante, agora representada pela burguesia capitalista industrial, e a classe 
dominada, representada pelo proletariado. O Romantismo foi uma escola burguesa de caráter ideológico, a fa-
vor da classe dominante. Daí porque o nacionalismo, o sentimentalismo, o subjetivismo e o irracionalismo - ca-
racterísticas marcantes do Romantismo inicial - não podem ser analisados isoladamente, sem se fazer menção 
à sua carga ideológica.
Novas influências - No Brasil, o momento histórico em que ocorre o Romantismo tem que ser visto a partir 
das últimas produções árcades, caracterizadas pela sátira política de Gonzaga e Silva Alvarenga. Com a che-
gada da Corte, o Rio de Janeiro passa por um processo de urbanização, tornando-se um campo propício à 
divulgação das novas influências europeias. A colônia caminhava no rumo da independência.
Após 1822, cresce no Brasil independente o sentimento de nacionalismo, busca-se o passado histórico, 
exalta-se a natureza pátria. Na realidade, características já cultivadas na Europa, e que se encaixaram perfei-
tamente à necessidade brasileira de ofuscar profundas crises sociais, financeiras e econômicas.
De 1823 a 1831, o Brasil viveu um período conturbado, como reflexo do autoritarismo de D. Pedro I: a dis-
solução da Assembleia Constituinte; a Constituição outorgada; a Confederação do Equador; a luta pelo trono 
português contra seu irmão D. Miguel; a acusação de ter mandado assassinar Líbero Badaró e, finalmente, a 
abolição da escravatura. Segue-se o período regencial e a maioridade prematura de Pedro II. É neste ambiente 
confuso e inseguro que surge o Romantismo brasileiro, carregado de lusofobia e, principalmente, de naciona-
lismo.
No final do Romantismo brasileiro, a partir de 1860, as transformações econômicas, políticas e sociais 
levam a uma literatura mais próxima da realidade; a poesia reflete as grandes agitações, como a luta abolicio-
nista, a Guerra do Paraguai, o ideal de República. É a decadência do regime monárquico e o aparecimento da 
poesia social de Castro Alves. No fundo, uma transição para o Realismo.
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O Romantismo apresenta uma característica inusitada: revela nitidamente uma evolução no comportamento 
dos autores românticos. A comparação entre os primeiros e os últimos representantes dessa escola mostra tra-
ços peculiares a cada fase, mas discrepantes entre si. No caso brasileiro, por exemplo, há uma distância con-
siderável entre a poesia de Gonçalves Dias e a de Castro Alves. Daí a necessidade de se dividir o Romantismo 
em fases ou gerações. No romantismo brasileiro podemos reconhecer três gerações: Geração Nacionalista ou 
indianista; geração do “mal do século” e a “geração condoreira”.
A primeira (nacionalista ou indianista) é marcada pela exaltação da natureza, volta ao passado histórico, 
medievalismo, criação do herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a denominação “geração indianista”. 
O sentimentalismo e a religiosidade são outras características presentes. Entre os principais autores, desta-
cam-se Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto.
Egocentrismo - A segunda (do mal do século, também chamada de geração byroniana, de Lord Byron) é im-
pregnada de egocentrismo, negativismo boêmio, pessimismo, dúvida, desilusão adolescente e tédio constante. 
Seu tema preferido é a fuga da realidade, que se manifesta na idealização da infância, nas virgens sonhadas 
e na exaltação da morte. Os principais poetas dessa geração foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, 
Junqueira Freire e Fagundes Varela.
A geração condoreira, caracterizada pela poesia social e libertária, reflete as lutas internas da segunda me-
tade do reinado de D. Pedro II. Essa geração sofreu intensamente a influência de Victor Hugo e de sua poesia 
político-social, daí ser conhecida como geração hugoana. O termo condoreirismo é consequência do símbolo 
de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor, águia que habita o alto da condilheira dos Antes. Seu 
principal representante foi Castro Alves, seguido por Tobias Barreto e Sousândrade.
Duas outras variações literárias do Romantismo merecem destaque: a prosa e o teatro romântico. José 
de Nicola demonstrou quais as explicações para o aparecimento e desenvolvimento do romance no Brasil: “A 
importação ou simples tradução de romances europeus; a urbanização do Rio de Janeiro, transformado, en-
tão, em Corte, criando uma sociedade consumidora representada pela aristocracia rural, profissionais liberais, 
jovens estudantes, todos em busca de entretenimento; o espírito nacionalista em consequência da indepen-
dência política a exigir uma “cor local” para os enredos; o jornalismo vivendo o seu primeiro grande impulso e a 
divulgação em massa de folhetins; o avanço do teatro nacional.”.
Os romances respondiam às exigências daquele público leitor; giravam em torno da descrição dos costu-
mes urbanos, ou de amenidades das zonas rurais, ou de imponentes selvagens, apresentando personagens 
idealizados pela imaginação e ideologia românticas com os quais o leitor se identificava, vivendo uma realidade 
que lhe convinha. Algumas poucas obras, porém, fugiram desse esquema, como “Memórias de um Sargento 
de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e até “Inocência”, do Visconde de Taunay.
Ao se considerar a mera cronologia, o primeiro romance brasileirofoi “O filho do pescador”, publicado em 
1843, de autoria de Teixeira de Souza (1812-1881). Mas se tratava de um romance sentimentalóide, de trama 
confusa e que não serve para definir as linhas que o romance romântico seguiria na literatura brasileira.
Por esta razão, sobretudo pela aceitação obtida junto ao público leitor, justamente por ter moldado o gosto 
deste público ou correspondido às suas expectativas, convencionou-se adotar o romance “A Moreninha”, de 
Joaquim Manuel de Macedo, publicado em 1844, como o primeiro romance brasileiro.
Dentro das características básicas da prosa romântica, destacam-se, além de Joaquim Manuel de Mace-
do, Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar. Almeida, por sinal, com as “Memórias de um Sargento de 
Milícias” realizou uma obra totalmente inovadora para sua época, exatamente quando Macedo dominava o 
ambiente literário. As peripécias de um sargento descritas por ele podem ser consideradas como o verdadeiro 
romance de costumes do Romantismo brasileiro, pois abandona a visão da burguesia urbana, para retratar o 
povo com toda a sua simplicidade.
“Casamento” - José de Alencar, por sua vez, aparece na literatura brasileira como o consolidador do roman-
ce, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais. Ele 
defendia o “casamento” entre o nativo e o europeu colonizador, numa troca de favores: uns ofereciam a natu-
reza virgem, um solo esplêndido; outros a cultura. Da soma desses fatores resultaria um Brasil independente. 
“O guarani” é o melhor exemplo, ao se observar a relação do principal personagem da obra, o índio Peri, com 
a família de D. Antônio de Mariz.
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Esse jogo de interesses entre o índio e o europeu, proposto por Alencar, aparece também em Iracema (um 
anagrama da palavra América), na relação da índia com o Português Martim. Moacir, filho de Iracema e Martim, 
é o primeiro brasileiro fruto desse casamento.
José de Alencar diversificou tanto sua obra, que tornou possível uma classificação por modalidades: roman-
ces urbanos ou de costumes (retratando a sociedade carioca de sua época - o Rio do II Reinado); romances 
históricos (dois, na verdade, voltados para o período colonial brasileiro - “As minas de prata” e “A guerra dos 
mascates”); romances regionais (“O sertanejo” e “O gaúcho” são as duas obras regionais de Alencar); roman-
ces rurais (como “Til” e “O tronco do ipê”); e romances indianistas (que trouxeram maior popularidade para o 
escritor, como “O Guarani”, “Iracema” e “Ubirajara”).
Realismo e Naturalismo
“O Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento - o Realismo 
é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar 
o que houve de mau na nossa sociedade”. Ao cunhar este conceito, Eça de Queiroz sintetizou a visão de vida 
que os autores da escola realista tinham do homem durante e logo após o declínio do Romantismo.
Esse estilo de época teve uma prévia: os românticos Castro Alves, Sousândrade e Tobias Barreto, embora 
fizessem uma poesia romântica na forma e na expressão, utilizavam temas voltados para a realidade político-
-social da época (final da década de 1860). Da mesma forma, algumas produções do romance romântico já 
apontavam para um novo estilo na literatura brasileira, como algumas obras de Manuel Antônio de Almeida, 
Franklin Távora e Visconde de Taunay. Começava-se o abandono do Romantismo enquanto surgiam os primei-
ros sinais do Realismo.
Na década de 70 surge a chamada Escola de Recife, com Tobias Barreto, Silvio Romero e outros, aproxi-
mando-se das ideias europeias ligadas ao positivismo, ao evolucionismo e, principalmente, à filosofia. São os 
ideais do Realismo que encontravam ressonância no conturbado momento histórico vivido pelo Brasil, sob o 
signo do abolicionismo, do ideal republicano e da crise da Monarquia.
No Brasil considera-se 1881 como o ano inaugural do Realismo. De fato, esse foi um ano fértil para a lite-
ratura brasileira, com a publicação de dois romances fundamentais, que modificaram o curso de nossas letras: 
Aluízio Azevedo publica “O mulato”, considerado o primeiro romance naturalista do Brasil; Machado de Assis 
publica “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o primeiro romance realista de nossa literatura.
Na divisão tradicional da história da literatura brasileira, o ano considerado data final do Realismo é 1893, 
com a publicação de “Missal” e “Broquéis”, ambos de Cruz e Sousa, obras inaugurais do Simbolismo, mas não 
o término do Realismo e suas manifestações na prosa - com os romances realistas e naturalistas - e na poesia, 
com o Parnasianismo “Príncipe dos poetas” - Da mesma forma, o início do Simbolismo, em 1893, não repre-
sentou o fim do Realismo, porque obras realistas foram publicadas posteriormente a essa data, como “Dom 
Casmurro”, de Machado de Assis, em 1900, e “Esaú e Jacó”, do mesmo autor, em 1904. Olavo Bilac, chamado 
“príncipe dos poetas”, obteve esta distinção em 1907. A Academia Brasileira de Letras, templo do Realismo, 
também foi inaugurada posteriormente à data-marco do fim do Realismo: 1897. Na realidade, nos últimos vinte 
anos do século XIX e nos primeiros do século XX, três estéticas se desenvolvem paralelamente: o Realismo e 
suas manifestações, o Simbolismo e o Pré-Modernismo, que só conhecem o golpe fatal em 1922, com a Se-
mana de Arte Moderna.
O Realismo reflete as profundas transformações econômicas, políticas, sociais e culturais da segunda me-
tade do século XIX. A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, entra numa nova fase, caracterizada pela 
utilização do aço, do petróleo e da eletricidade; ao mesmo tempo, o avanço científico leva a novas descobertas 
nos campos da física e da química. O capitalismo se estrutura em moldes modernos, com o surgimento de 
grandes complexos industriais, aumentando a massa operária urbana, e formando uma população marginaliza-
da, que não partilha dos benefícios do progresso industrial, mas, pelo contrário, é explorada e sujeita a condi-
ções subumanas de trabalho.
O Brasil também passa por mudanças radicais tanto no campo econômico quanto no político-social, no 
período compreendido entre 1850 e 1900, embora com profundas diferenças materiais, se comparadas às da 
Europa. A campanha abolicionista intensifica-se a partir de 1850; a Guerra do Paraguai (1864/1870) tem como 
consequência o pensamento republicano (o Partido Republicano foi fundado no ano em que essa guerra ter-
minou); a Monarquia vive uma vertiginosa decadência. A Lei Áurea, de 1888, não resolveu o problema dos negros, 
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mas criou uma nova realidade: o fim da mão-de-obra escrava e a sua substituição pela mão-de-obra assalariada, 
então representada pelas levas de imigrantes europeus que vinham trabalhar na lavoura cafeeira, o que originou 
uma nova economia voltada para o mercado externo, mas agora sem a estrutura colonialista.
Raul Pompéia, Machado de Assis e Aluízio Azevedo transformaram-se nos principais representantes da es-
cola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos, assumindo uma defesa 
clara do ideal republicano, como nos romances “O mulato”, “O cortiço” e “O Ateneu”. Eles negam a burguesia 
a partir da família. A expressão Realismo é uma denominação genérica da escola literária, que abriga três ten-
dências distintas: “romance realista”, “romance naturalista” e “poesia parnasiana”.
O romance realista foi exaustivamente cultivado no Brasil por Machado de Assis. Trata-se de uma narra-
tiva mais preocupada com a análise psicológica, fazendo a crítica à sociedade a partir do comportamento de 
determinados personagens. Para se ter uma ideia, os cinco romances da fase realista de Machado de Assis 
apresentam nomes próprios em seus títulos (“Brás Cubas”; “Quincas Borba”; “DomCasmurro”, “Esaú e Jacó”; e 
“Aires”). Isto revela uma clara preocupação com o indivíduo. O romance realista analisa a sociedade por cima. 
Em outras palavras: seus personagens são capitalistas, pertencem à classe dominante. O romance realista é 
documental, retrato de uma época.
Naturalismo
O romance naturalista, por sua vez, foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo e Júlio Ribeiro. Aqui, Raul 
Pompéia também pode ser incluído, mas seu caso é muito particular, pois seu romance “O Ateneu” ora apre-
senta características naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. A narrativa naturalista é marcada pela forte 
análise social, a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando o coletivo. Os títulos das obras natura-
listas apresentam quase sempre a mesma preocupação: “O mulato”, “O cortiço”, “Casa de pensão”, “O Ateneu”.
O Naturalismo apresenta romances experimentais. A influência de Charles Darwin se faz sentir na máxima 
segundo a qual o homem é um animal; portanto antes de usar a razão deixa-se levar pelos instintos naturais, 
não podendo ser reprimido em suas manifestações instintivas, como o sexo, pela moral da classe dominante. 
A constante repressão leva às taras patológicas, tão ao gosto do Naturalismo. Em consequência, esses ro-
mances são mais ousados e erroneamente tachados, por alguns, de pornográficos, apresentando descrições 
minuciosas de atos sexuais, tocando, inclusive, em temas então proibidos como o homossexualismo - tanto o 
masculino (O Ateneu), quanto o feminino (O cortiço).
O Parnasianismo
A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. 
Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formam a trindade parnasiana O Parnasianismo é a ma-
nifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não 
mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas. Seus poetas estavam à 
margem das grandes transformações do final do século XIX e início do século XX.
Culto à forma - A nova estética se manifesta a partir do final da década de 1870, prolongando-se até a 
Semana de Arte Moderna. Em alguns casos chegou a ultrapassar o ano de 1922 (não considerando, é claro, 
o neo-parnasianismo). Objetividade temática e culto da forma: eis a receita. A forma fixa representada pelos 
sonetos; a métrica dos versos alexandrinos perfeitos; a rima rica, rara e perfeita. Isto tudo como negação da 
poesia romântica dos versos livres e brancos. Em suma, é o endeusamento da forma.
O Simbolismo
É comum, entre críticos e historiadores, afirmar-se que o Brasil não teve momento típico para o Simbolismo, 
sendo essa escola literária a mais europeia, dentre as que contaram com seguidores nacionais, no confronto 
com as demais. Por isso, foi chamada de “produto de importação”. O Simbolismo no Brasil começa em 1893 
com a publicação de dois livros: “Missal” (prosa) e “Broquéis” (poesia), ambos do poeta catarinense Cruz e 
Sousa, e estende-se até 1922, quando se realizou a Semana de Arte Moderna.
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O início do Simbolismo não pode ser entendido como o fim da escola anterior, o Realismo, pois no final do 
século XIX e início do século XX tem-se três tendências que caminham paralelas: Realismo, Simbolismo e pré-
-modernismo, com o aparecimento de alguns autores preocupados em denunciar a realidade brasileira, entre 
eles Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato. Foi a Semana de Arte Moderna que, pois, fim a todas 
as estéticas anteriores e traçou, de forma definitiva, novos rumos para a literatura do Brasil.
Transição - O Simbolismo, em termos genéricos, reflete um momento histórico extremamente complexo, 
que marcaria a transição para o século XX e a definição de um novo mundo, consolidado a partir da segunda 
década deste século. As últimas manifestações simbolistas e as primeiras produções modernistas são contem-
porâneas da primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa.
Nesse contexto de conflitos e insatisfações mundiais (que motivou o surgimento do Simbolismo), era na-
tural que se imaginasse a falta de motivos para o Brasil desenvolver uma escola de época como essa. Mas é 
interessante notar que as origens do Simbolismo brasileiro se deram em uma região magirnalizada pela elite 
cultural e política: o Sul - a que mais sofreu com a oposição à recém-nascida república, ainda impregnada de 
conceitos, teorias e práticas militares. A República de então não era a que se desejava. E o Rio Grande do Sul, 
onde a insatisfação foi mais intensa, transformou-se em palco de lutas sangrentas iniciadas em 1893, o mesmo 
ano do início do Simbolismo.
A Revolução Federalista (1893 a 1895), que começou como uma disputa regional, ganhou dimensão nacio-
nal ao se opor ao governo de Floriano Peixoto, gerando cenas de extrema violência e crueldade no Rio Grande 
do Sul, Santa Catarina e Paraná. Além disso, surgiu a Revolta da Armada, movimento rebelde que exigiu a 
renúncia de Floriano, combatendo, sobretudo, a Marinha brasileira. Ao conseguir esmagar os revoltosos, o 
presidente consegue consolidar a República.
Esse ambiente provavelmente representou a origem do Simbolismo, marcado por frustrações, angústias, 
falta de perspectivas, rejeitando o fato e privilegiando o sujeito.
E isto é relevante pois a principal característica desse estilo de época foi justamente a negação do Realis-
mo e suas manifestações. A nova estética nega o cientificismo, o materialismo e o racionalismo. E valoriza as 
manifestações metafísicas e espirituais, ou seja, o extremo oposto do Naturalismo e do Parnasianismo.
“Dante Negro” - Impossível referir-se ao Simbolismo sem reverenciar seus dois grandes expoentes: Cruz 
e Sousa e Alphonsus de Guimarães. Aliás, não seria exagero afirmar que ambos foram o próprio Simbolismo. 
Especialmente o primeiro, chamado, então, de “cisne negro” ou “Dante negro”. Figura mais importante do 
Simbolismo brasileiro, sem ele, dizem os especialistas, não haveria essa estética no Brasil. Como poeta, teve 
apenas um volume publicado em vida: “Broquéis” (os dois outros volumes de poesia são póstumos). Teve uma 
carreira muito rápida, apesar de ser considerado um dos maiores nomes do Simbolismo universal. Sua obra 
apresenta uma evolução importante: na medida em que abandona o subjetivismo e a angústia iniciais, avança 
para posições mais universalizantes - sua produção inicial fala da dor e do sofrimento do homem negro (coloca-
ções pessoais, pois era filho de escravos), mas evolui para o sofrimento e a angústia do ser humano.
Já Alphonsus de Guimarães preferiu manter-se fiel a um “triângulo” que caracterizou toda a sua obra: misti-
cismo, amor e morte. A crítica o considera o mais místico poeta de nossa literatura. O amor pela noiva, morta às 
vésperas do casamento, e sua profunda religiosidade e devoção por Nossa Senhora, gerou, e não poderia ser 
diferente, um misticismo que beirava o exagero. Um exemplo é o “Setenário das dores de Nossa Senhora”, em 
que ele atesta sua devoção pela Virgem. A morte aparece em sua obra como um único meio de atingir a subli-
mação e se aproximar de Constança - a noiva morta - e da virgem. Daí o amor aparecer sempre espiritualizado.
A própria decisão de se isolar na cidade mineira de Mariana, que ele próprio considerou sua “torre de mar-
fim”, é uma postura simbolista.
O Pré-modernismo
O que se convencionou chamar de pré-modernismo no Brasil não constitui uma escola literária. Pré-moder-
nismo, é, na verdade, um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária, que caracteriza os 
primeiros vinte anos deste século.
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Nele é que se encontram as mais variadas tendências e estilos literários - desde os poetas parnasianos e 
simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalis-
mo, alguns preocupados comuma literatura política, e outros com propostas realmente inovadoras. É grande 
a lista dos autores que pertenceram ao pré-modernismo, mas, indiscutivelmente, merecem destaque: Euclides 
da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.
Assim, pode-se dizer que essa escola começou em 1902, com a publicação de dois livros: “Os sertões”, de 
Euclides da Cunha, e “Canaã”, de Graça Aranha, e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana 
de Arte Moderna.
Apesar de o pré-modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, 
com estilos às vezes antagônicos - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto - perce-
be-se alguns pontos comuns entre as principais obras pré-modernistas: 
a) eram obras inovadoras, que apresentavam ruptura com o passado, com o academicismo; 
b) primavam pela denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário, herdado do Romantismo e do 
Parnasianismo. O grande tema do pré-modernismo é o Brasil não oficial do sertão nordestino, dos caboclos 
interioranos, dos subúrbios; 
c) acentuavam o regionalismo, com o qual os autores acabam montando um vasto painel brasileiro: o Norte 
e o Nordeste nas obras de Euclides da Cunha, o Vale do Rio Paraíba e o interior paulista nos textos de Monteiro 
Lobato, o Espírito Santo, retratado por Graça Aranha, ou o subúrbio carioca, temática quase que invariável da 
obra de Lima Barreto; 
d) difundiram os tipos humanos marginalizados, que tiveram ampliado o seu perfil, até então desconhecido, 
ou desprezado, quando conhecido - o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, o mulato; 
e) traçaram uma ligação entre os fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, aproximando a 
ficção da realidade.
Esses escritores acabaram produzindo uma redescoberta do Brasil, mais próxima da realidade, e pavimen-
taram o caminho para o período literário seguinte, o Modernismo, iniciado em 1922, que acentuou de vez a 
ruptura com o que até então se conhecia como literatura brasileira.
A Semana de Arte Moderna
O Modernismo, como tendência literária, ou estilo de época, teve seu prenúncio com a realização da Sema-
na de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Idealizada 
por um grupo de artistas, a Semana pretendia colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do 
pensamento europeu, ao mesmo tempo que pregava a tomada de consciência da realidade brasileira.
O Movimento não deve ser visto apenas do ponto de vista artístico, como recomendam os historiadores e 
críticos especializados em história da literatura brasileira, mas também como um movimento político e social. 
O País estava dividido entre o rural e o urbano. Mas o bloco urbano não era homogêneo. As principais cidades 
brasileiras, em particular São Paulo, conheciam uma rápida transformação como consequência do processo 
industrial. A primeira Guerra Mundial foi a responsável pelo primeiro surto de industrialização e consequente 
urbanização. O Brasil contava com 3.358 indústrias em 1907. Em 1920, esse número pulou para 13.336. Isso 
significou o surgimento de uma burguesia industrial cada dia mais forte, mas marginalizada pela política econô-
mica do governo federal, voltada para a produção e exportação do café.
Imigrantes - Ao lado disso, o número de imigrantes europeus crescia consideravelmente, especialmente os 
italianos, distribuindo-se entre as zonas produtoras de café e as zonas urbanas, onde estavam as indústrias. 
De 1903 a 1914, o Brasil recebeu nada menos que 1,5 milhão de imigrantes. Nos centros urbanos criou-se 
uma faixa considerável de população espremida pelos barões do café e pela alta burguesia, de um lado, e pelo 
operariado, de outro. Surge a pequena burguesia, formada por funcionários públicos, comerciantes, profissio-
nais liberais e militares, entre outros, criando uma massa politicamente “barulhenta” e reivindicatória. A falta de 
homogeneidade no bloco urbano tem origem em alguns aspectos do comportamento do operariado. Os imi-
grantes de origem europeia trazem suas experiências de luta de classes. Em geral esses trabalhadores eram 
anarquistas e suas ações resultavam, quase sempre, em greves e tensões sociais de toda sorte, entre 1905 e 
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1917. Um ano depois, quando ocorreu a Revolução Russa, os artigos na imprensa a esse respeito tornaram-se 
cada vez mais comuns. O partido comunista seria fundado em 1922. Desde então, ocorreria o declínio da influ-
ência anarquista no movimento operário.
Desta forma, circulavam pela cidade de São Paulo, numa mesma calçada, um barão do café, um operário 
anarquista, um padre, um burguês, um nordestino, um professor, um negro, um comerciante, um advogado, um 
militar etc., formando, de fato, uma “pauliceia desvairada” (título de célebre obra de Mário de Andrade). Esse 
desfile inusitado e variado de tipos humanos serviu de palco ideal para a realização de um evento que mostras-
se uma arte inovadora a romper com as velhas estruturas literárias vigentes no País.
O Modernismo - (primeira fase)
O período de 1922 a 1930 é o mais radical do movimento modernista, justamente em consequência da 
necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Daí o caráter anárquico desta 
primeira fase modernista e seu forte sentido destruidor.
Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo se manifesta em 
suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua 
brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), as paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura 
manifestos nacionalistas do Pau-Brasil (o Manifesto do Pau-Brasil, escrito por Oswald de Andrade em 1924, 
propõe uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira) e da Antropofagia, dentro da linha coman-
dada por Oswald de Andrade. Mas havia também os manifestos do Verde-Amarelismo e o do Grupo da Anta, 
que trazem a semente do nacionalismo fascista comandado por Plínio Salgado.
No final da década de 20, a postura nacionalista apresenta duas vertentes distintas: de um lado, um nacio-
nalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade brasileira e identificado politicamente com as esquerdas; 
de outro, o nacionalismo ufanista, utópico, exagerado, identificado com as correntes políticas de extrema direita.
Entre os principais nomes dessa primeira fase do Modernismo, que continuariam a produzir nas décadas se-
guintes, destacam-se Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, 
além de Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado.
O Modernismo - (segunda fase)
O período de 1930 a 1945 registrou a estreia de alguns dos nomes mais significativos do romance brasileiro. 
Refletindo o mesmo momento histórico e apresentando as mesmas preocupações dos poetas da década de 
30 (Murilo Mendes, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes), a 
segunda fase do Modernismo apresenta autores como José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Rachel de Quei-
roz, Jorge Amado e Érico Veríssimo, que produzem uma literatura de caráter mais construtivo, de maturidade, 
aproveitando as conquistas da geração de 1922 e sua prosa inovadora.
Efeitos da crise - Na década de 30, o País passava por grandes transformações, fortemente marcadas pela 
revolução de 30 e o questionamento das oligarquias tradicionais. Não havia como não sentir os efeitos da crise 
econômica mundial, os choques ideológicos que levavam a posições mais definidas e engajadas. Tudo isso 
formou um campo propício ao desenvolvimento de um romance caracterizado pela denúncia social, verdadeiro 
documento da realidade brasileira, atingindo um elevado grau de tensão nas relações do indivíduo com o mun-
do.
Nessa busca do homem brasileiro “espalhadonos mais distantes recantos de nossa terra”, no dizer de José 
Lins do Rego, o regionalismo ganha uma importância até então não alcançada na literatura brasileira, levando 
ao extremo as relações do personagem com o meio natural e social. Destaque especial merecem os escritores 
nordestinos que vivenciam a passagem de um Nordeste medieval para uma nova realidade capitalista e im-
perialista. E nesse aspecto, o Baiano Jorge Amado é um dos melhores representantes do romance brasileiro, 
quando retrata o drama da economia cacaueira, desde a conquista e uso da terra até a passagem de seus 
produtos para as mãos dos exportadores. Mas também não se pode esquecer de José Lins do Rego, com as 
suas regiões de cana, os banguês e os engenhos sendo devorados pelas modernas usinas.
O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino, que teve seu ponto de partida no Manifesto 
Regionalista de 1926, foi “A bagaceira”, de José Américo de Almeida, publicado em 1928. Verdadeiro marco 
na história literária do Brasil, sua importância deve-se mais à temática (a seca, os retirantes, o engenho) e ao 
caráter social do romance, do que aos valores estéticos.
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Pós-Modernismo
O Pós-Modernismo se insere no contexto dos extraordinários fenômenos sociais e políticos de 1945. Foi o 
ano que assistiu ao fim da Segunda Guerra Mundial e ao início da Era Atômica, com as explosões de Hiroshima 
e Nagasaki. O mundo passa a acreditar numa paz duradoura. Cria-se a Organização das Nações Unidas (ONU) 
e, em seguida, publica-se a Declaração dos Direitos do Homem. Mas, logo depois, inicia-se a Guerra Fria.
Paralelamente a tudo isso, o Brasil vive o fim da ditadura de Getúlio Vargas. O País inicia um processo de 
redemocratização. Convoca-se uma eleição geral e os partidos são legalizados. Apesar disso, abre-se um novo 
tempo de perseguições políticas, ilegalidades e exílios.
A literatura brasileira também passa por profundas alterações, com algumas manifestações representando 
muitos passos adiante; outras, um retrocesso. O jornal “O Tempo”, excelente crítico literário, encarrega-se de 
fazer a seleção.
Intimismo - A prosa, tanto nos romances como nos contos, aprofunda a tendência já trilhada por alguns 
autores da década de 30, em busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva, com 
destaque para Clarice Lispector.
Ao mesmo tempo, o regionalismo adquire uma nova dimensão com a produção fantástica de João Guima-
rães Rosa e sua recriação dos costumes e da fala sertaneja, penetrando fundo na psicologia do jagunço do 
Brasil central.
Na poesia, ganha corpo, a partir de 1945, uma geração de poetas que se opõe às conquistas e inovações 
dos modernistas de 1922. A nova proposta foi defendida, inicialmente, pela revista Orfeu, cujo primeiro número 
é lançado na “Primavera de 1947” e que afirma, entre outras coisas, que “uma geração só começa a existir no 
dia em que não acredita nos que a precederam, e só existe realmente no dia em que deixam de acreditar nela.”
Essa geração de escritores negou a liberdade formal, as ironias, as sátiras e outras “brincadeiras” moder-
nistas. Os poetas de 45 partem para uma poesia mais equilibrada e séria”, distante do que eles chamavam de 
“primarismo desabonador” de Mário de Andrade e Oswald de Andrade. A preocupação primordial era quanto ao 
restabelecimento da forma artística e bela; os modelos voltam a ser os mestres do Parnasianismo e do Simbo-
lismo.
Esse grupo, chamado de Geração de 45, era formado, entre outros poetas, por Lêdo Ivo, Péricles Eugênio 
da Silva Ramos, Geir Campos e Darcy Damasceno. O final dos anos 40, no entanto, revelou um dos mais 
importantes poetas da nossa literatura, não filiado esteticamente a qualquer grupo e aprofundador das experi-
ências modernistas anteriores: ninguém menos que João Cabral de Melo Neto. Contemporâneos a ele, e com 
alguns pontos de contato com sua obra, destacam-se Ferreira Gullar e Mauro Mota.
A produção contemporânea
Produção contemporânea deve ser entendida como as obras e movimentos literários surgidos nas décadas 
de 60 e 70, e que refletiram um momento histórico caracterizado inicialmente pelo autoritarismo, por uma rígida 
censura e enraizada autocensura. Seu período mais crítico ocorreu entre os anos de 1968 e 1978, durante a 
vigência do Ato Institucional nº 5 (AI-5). Tanto que, logo após a extinção do Ato, verificou-se uma progressiva 
normalização no País.
As adversidades políticas, no entanto, não mergulharam o País numa calmaria cultural. Ao contrário, as 
décadas de 60 e 70 assistiram a uma produção cultural bastante intensa em todos os setores.
Na poesia, percebe-se a preocupação em manter uma temática social, um texto participante, com a per-
manência de nomes consagrados como Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Ferreira 
Gullar, ao lado de outros poetas que ainda aparavam as arestas em suas produções.
Visual - O início da década de 60 apresentou alguns grupos em luta contra o que chamaram “esquemas 
analítico-discursivos da sintaxe tradicional”. Ao mesmo tempo, esses grupos buscavam soluções no aproveita-
mento visual da página em branco, na sonoridade das palavras e nos recursos gráficos. O sintoma mais impor-
tante desse movimento foi o surgimento da Poesia Concreta e da Poesia Práxis. Paralelamente, surgia a poesia 
“marginal”, que se desenvolveu fora dos grandes esquemas industriais e comerciais de produção de livros.
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No romance, ao lado da última produção de Jorge Amado e Érico Veríssimo, e das obras “lacriminosas” de 
José Mauro de Vasconcelos (“Meu pé de Laranja-Lima”, “Barro Blanco”), de muito sucesso junto ao grande pú-
blico, tem se mantido o regionalismo de Mário Palmério, Bernardo Élis, Antônio Callado, Josué Montello e José 
Cândido de Carvalho. Dentre os intimistas, destacam-se Osman Lins, Autran Dourado e Lygia Fagundes Telles.
Na prosa, as duas décadas citadas assistiram à consagração das narrativas curtas (crônica e conto). O de-
senvolvimento da crônica está intimamente ligado ao espaço aberto a esse gênero na grande imprensa. Hoje, 
por exemplo, não há um grande jornal que não inclua em suas páginas crônicas de Rubem Braga, Fernando 
Sabino, Carlos Heitor Cony, Paulo Mendes Campos, Luís Fernando Veríssimo e Lourenço Diaféria, entre ou-
tros. Deve-se fazer uma menção especial a Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), que, com suas bem-humo-
radas e cortantes sátiras político-sociais, escritas na década de 60, tem servido de mestre a muitos cronistas.
O conto, por outro lado, analisado no conjunto das produções contemporâneas, situa-se em posição privi-
legiada tanto em qualidade quanto em quantidade. Entre os contistas mais significativos, destacam-se Dalton 
Trevisan, Moacyr Scliar, Samuel Rawet, Rubem Fonseca, Domingos Pellegrini Jr. e João Antônio.
Exercícios
1. PREFEITURA DE LUZIÂNIA-GO – PROFESSOR I – AROEIRA – 2021
Nos enunciados abaixo, pode-se observar a presença de diferentes tipologias textuais como base dos gê-
neros materializados nas sequências enunciativas. Numere os parênteses conforme o código de cada tipologia.
( ) 1 - --- Não; é casada. --- Com quem? --- Com um estancieiro do Rio grande. --- Chama-se? --- Ele? Fon-
seca, ela, Maria Cora. --- O marido não veio com ela? --- Está no Rio Grande. (ASSIS, Machado de Assis.
Maria Cora.)
( ) 2 - Ao acertar os seis números na loteria, Paulo foi para casa, entrou calado no quarto e dormiu.
( ) 3 - Incorpore em sua vida quatro sentimentos positivos: a compaixão, a generosidade, a alegria e o oti-
mismo.
( ) 4 - No meu ponto de vista, a mulher ideal deve ter como características físicas o cabelo liso, pele macia, 
olhos claros, nariz fino. Ser amiga, compreensiva e, acima de tudo, ser fiel. (ALVES, André, Escola. Estadual 
Pereira Barreto. Texto adaptado.)
( ) 5 - As palavras mal empregadas podem ter efeitos maisnegativos do que os traumas físicos.
( 1 ) narrativa; 
( 2 ) dialogal; 
( 3 ) argumentativa; 
( 4 ) injuntiva; 
( 5 ) descritiva.
Está correta a alternativa:
(A) 1 - 2 - 3 - 4 - 5. 
(B) 1 - 3 - 2 - 4 - 5.
(C) 2 - 1 - 4 - 5 - 3. 
(D) 4 - 3 - 2 - 5 - 1.
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2. FCC - 2022 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Biblioteconomia- O rio de minha terra é um deus 
estranho.
Ele tem braços, dentes, corpo, coração,
muitas vezes homicida,
foi ele quem levou o meu irmão.
É muito calmo o rio de minha terra.
Suas águas são feitas de argila e de mistérios.
Nas solidões das noites enluaradas
a maldição de Crispim desce
sobre as águas encrespadas.
O rio de minha terra é um deus estranho.
Um dia ele deixou o monótono caminhar de corpo mole
para subir as poucas rampas do seu cais.
Foi conhecendo o movimento da cidade,
a pobreza residente nas taperas marginais.
Pois tão irado e tão potente fez-se o rio
que todo um povo se juntou para enfrentá-lo.
Mas ele prosseguiu indiferente,
carregando no seu dorso bois e gente,
até roçados de arroz e de feijão.
Na sua obstinada e galopante caminhada,
destruiu paredes, casas, barricadas,
deixando no percurso mágoa e dor.
Depois subiu os degraus da igreja santa
e postou-se horas sob os pés do Criador.
E desceu devagarinho, até deitar-se
novamente no seu leito.
Mas toda noite o seu olhar de rio
fica boiando sob as luzes da cidade.
(Adaptado de: MORAES, Herculano. O rio da minha
terra. Disponível em: https://www.escritas.org)
No trecho até roçados de arroz e de feijão, o termo “até” classifica-se como
(A) pronome.
(B) preposição.
(C) artigo.
(D) advérbio.
(E) conjunção. 
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3. INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/38102601. Acesso em: 18 set. 2022.
De acordo com o texto, “[...] sair de um acidente em alta velocidade pelo vidro da frente” indica uma 
(A) solução.
(B) alternativa.
(C) prevenção.
(D) consequência.
(E) precaução.
4. FGV - 2022 - TJ-DFT - Oficial de Justiça Avaliador Federal- “Quando se julga por indução e sem o neces-
sário conhecimento dos fatos, às vezes chega-se a ser injusto até mesmo com os malfeitores.” O raciocínio 
abaixo que deve ser considerado como indutivo é: 
(A) Os funcionários públicos folgam amanhã, por isso meu marido ficará em casa; 
(B) Todos os juízes procuram julgar corretamente, por isso é o que ele também procura;
(C) Nos dias de semana os mercados abrem, por isso deixarei para comprar isso amanhã;
(D) No inverno, chove todos os dias, por isso vou comprar um guarda-chuva;
(E) Ontem nevou bastante, por isso as estradas devem estar intransitáveis.
5. FGV - 2022 - TJ-DFT - Analista Judiciário - Segurança da Informação- “Também leio livros, muitos livros: 
mas com eles aprendo menos do que com a vida. Apenas um livro me ensinou muito: o dicionário. Oh, o dicio-
nário, adoro-o. Mas também adoro a estrada, um dicionário muito mais maravilhoso.”
Depreende-se desse pensamento que seu autor:
(A) nada aprende com os livros, com exceção do dicionário;
(B) deve tudo que conhece ao dicionário;
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(C) adquire conhecimentos com as viagens que realiza;
(D) conhece o mundo por meio da experiência de vida;
(E)constatou que os dicionários registram o melhor da vida.
6. COTEC - 2022 - Prefeitura de Paracatu - MG - Técnico Higiene Dental - INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, 
o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/triste-fim-relacoes-afetivas/. Acesso em: 18 set. 2022.
A vírgula, na fala do primeiro quadro, foi usada de acordo com a norma para separar um
(A) vocativo.
(B) aposto explicativo.
(C) expressão adverbial.
(D) oração coordenada.
(E) predicativo.
7. CESPE / CEBRASPE - 2022 - Prefeitura de Maringá - PR - Médico Texto CG1A1
Por muitos séculos, pessoas surdas ao redor do mundo eram consideradas incapazes de aprender simples-
mente por possuírem uma deficiência. No Brasil, infelizmente, isso não era diferente. Essa visão capacitista 
só começou a mudar a partir do século XVI, com transformações que ocorreram, num primeiro momento, na 
Europa, quando educadores, por conta própria, começaram a se preocupar com esse grupo.
Um dos educadores mais marcantes na luta pela educação dos surdos foi Ernest Huet, ou Eduard Huet, 
como também era conhecido. Huet, acometido por uma doença, perdeu a audição ainda aos 12 anos; contu-
do, como era membro de uma família nobre da França, teve, desde cedo, acesso à melhor educação possível 
de sua época e, assim, aprendeu a língua de sinais francesa no Instituto Nacional de Surdos-Mudos de Paris. 
No Brasil, tomando-se como inspiração a iniciativa de Huet, fundouse, em 26 de setembro de 1856, o Imperial 
Instituto de SurdosMudos, instituição de caráter privado. No seu percurso, o instituto recebeu diversos nomes, 
mas a mudança mais significativa se deu em 1957, quando foi denominado Instituto Nacional de Educação dos 
Surdos – INES, que está em funcionamento até hoje! Essa mudança refletia o princípio de modernização da 
década de 1950, pelo qual se guiava o instituto, com suas discussões sobre educação de surdos.
Dessa forma, Huet e a língua de sinais francesa tiveram grande influência na língua brasileira de sinais, a 
Libras, que foi ganhando espaço aos poucos e logo passou a ser utilizada pelos surdos brasileiros. Contudo, 
nesse mesmo período, muitos educadores ainda defendiam a ideia de que a melhor maneira de ensinar era 
pelo método oralizado, ou seja, pessoas surdas seriam educadas por meio de línguas orais. Nesse caso, a co-
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municação acontecia nas modalidades de escrita, leitura, leitura labial e também oral. No Congresso de Milão, 
em 11 de setembro de 1880, muitos educadores votaram pela proibição da utilização da língua de sinais por 
não acreditarem na efetividade desse método na educação das pessoas surdas.
Essa decisão prejudicou consideravelmente o ensino da Língua Brasileira de Sinais, mas, mesmo diante 
dessa proibição, a Libras continuou sendo utilizada devido à persistência dos surdos. Posteriormente, buscou-
-se a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais, e os surdos continuaram lutando pelo seu reconhecimento 
e regulamentação por meio de um projeto de lei escrito em 1993. Porém, apenas em 2002, foi aprovada a Lei 
10.436/2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expres-
são no país.
Internet:: <www.ufmg.br>(com adaptações)
Assinale a opção correta a respeito do emprego das formas verbais e dos sinais de pontuação no texto 
CG1A1. 
(A) A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas, caso a vírgula empregada logo após o 
vocábulo “mas” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse eliminada.
(B) A forma verbal “tiveram” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por “obtiveram” 
sem prejuízo aos sentidos e à correção gramatical do texto.
(C) A forma verbal “continuou” (primeiro período do quarto parágrafo) está flexionada no singular para con-
cordar com o artigo definido “a”, mas poderia ser substituída, sem prejuízo à correção gramatical, pela forma 
verbal “continuaram”, que estabeleceria concordância com o termo “Libras”.
(D) A forma verbal “acreditarem” (quarto período do terceiro parágrafo) concorda com “educadores” e por 
isso está flexionada no plural. 
(E) No primeiro período do terceiro parágrafo do texto, é facultativo o emprego da vírgula imediatamente 
após “Libras”.
8. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Área Judiciária- A chama é bela
Nos anos 1970 comprei uma casa no campocom uma bela lareira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a 
experiência do fogo, da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente novo. E percebi que quan-
do a lareira estava acesa eles deixavam a televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer 
programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos como um programa televisivo.
O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do inflamar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o 
fogo pode ser a luz ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar o Sol (o calor do fogo 
remete ao calor do Sol), mas devidamente amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de 
claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos obriga a imaginar coisas sem nome...
O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou 
azulada da raiz à chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido, a natureza do fogo é as-
censional, remete a uma transcendência e, contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no coração 
da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida, mas é também experiência de seu apagar-se 
e de sua contínua fragilidade.
(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 54-55)
Está plenamente adequada a pontuação da seguinte frase: 
(A) Os filhos do autor diante da lareira, não deixaram de se espantar, com o espetáculo inédito daquelas 
chamas bruxuleantes. 
(B) Como metáfora, o fogo por conta de seus inúmeros atributos, chega mesmo a propiciar expansões, sim-
bólicas e metafóricas. 
(C) Tanto como a do Sol, a luz do fogo, uma vez expandida, pode ofuscar os olhos de quem, imprudente, 
ouse enfrentá-la. 
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
106
(D) O autor do texto em momentos descritivos, não deixa de insinuar sua atração, pela magia dos poderes 
e do espetáculo do fogo. 
(E) Disponíveis metáforas, parecem se desenvolver quando, por amor ou por ódio extremos somos tomados 
por paixões incendiárias.
9. AGIRH - 2022 - Prefeitura de Roseira - SP - Enfermeiro 36 horas - Assinale o item que contém erro de 
ortografia.
(A) Na cultura japonesa, fica desprestigiado para sempre quem inflinge as regras da lealdade.
(B) Não conseguindo prever o resultado a que chegariam, sentiu-se frustrado.
(C) Desgostos indescritíveis, porventura, seriam rememorados durante a sessão de terapia.
(D) Ao reverso de outros, trazia consigo autoconhecimento e autoafirmação.
10. Unoesc - 2022 - Prefeitura de Maravilha - SC - Agente Administrativo - Edital nº 2- Considerando a acen-
tuação tônica, assinale as alternativas abaixo com (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) As palavras “gramática” e “partir” são, respectivamente, proparoxítona e oxítona.
( ) “Nós” é uma palavra oxítona.
( ) “César” não é proparoxítona, tampouco oxítona.
( ) “Despretensiosamente” é uma palavra proparoxítona.
( ) “Café” é uma palavra paroxítona.
A sequência correta de cima para baixo é: 
(A) F, V, V, F, V.
(B) V, V, F, V, F. 
(C) V, F, V, F, V.
(D) V, V, V, F, F.
11. CESPE / CEBRASPE - 2022 - TCE-PB - Médico- Texto CB1A1-I
A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas de 10% a 20% da saúde são determinados 
pela medicina, e essa porcentagem era ainda menor nos séculos anteriores. Os outros três determinantes 
da saúde são o comportamento, o ambiente e a biologia – idade, sexo e genética. As histórias da medicina 
centradas no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global da melhoria da saúde humana. A 
história dessa melhoria é uma história de superação. Antes dos primeiros progressos, a saúde humana estava 
totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil anos, até meados do século XVIII, a expectativa de 
vida dos seres humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo. Estava paralisada na faixa dos 25-30 
anos. Foi somente a partir de 1750 que o equilíbrio histórico se modificou positivamente. Vários elementos alte-
raram esse contexto, provocando um aumento praticamente contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas 
detinham o recorde mundial com uma longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as japonesas que ocupavam o 
primeiro lugar, com uma duração média de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as populações 
dos países industrializados podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive 
um pouco mais do que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo. 
Jean-David Zeitoun. História da saúde humana: vamos viver cada vez mais?
Tradução Patrícia Reuillard. São Paulo: Contexto, 2022, p. 10-11 (com adaptações).
No que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte.
A inserção de uma vírgula imediatamente após o termo “aumento” (nono período) prejudicaria a correção 
gramatical e o sentido original do texto.
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
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( )CERTO
( )ERRADO
12. FGV - 2022 - SEAD-AP - Cuidador Uma das marcas da textualidade é a coerência. Entre as frases abai-
xo, assinale aquela que se mostra coerente.
(A) Avise-me se você não receber esta carta.
(B) Só uma coisa a vida ensina: a vida nada ensina. 
(C) Quantos sofrimentos nos custaram os males que nunca ocorreram.
(D) Todos os casos são únicos e iguais a outros. 
(E) Como eu disse antes, eu nunca me repito.
13. OBJETIVA - 2022 - Prefeitura de Dezesseis de Novembro - RS - Controlador Interno- Considerando-se 
a concordância nominal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa 
que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Agora que tudo passou, sinto que tenho menas tristezas na minha vida. 
( ) Posso pedir teu bloco e tua caneta emprestada? 
( ) É proibido a entrada de animais na praia.
(A) C - E - C.
(B) C - E - E.
(C) E - E - C.
(D) E - C - E.
14. FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário - Área Judiciária
O meu ofício
O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espero não ser mal-entendida: não sei nada so-
bre o valor daquilo que posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordinariamente à vontade 
e me movo num elemento que tenho a impressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumentos 
que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se 
estudo uma língua estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar uma malha, ou viajar, sofro 
e me pergunto como é que os outros conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e surda 
como uma náusea dentro de mim.
Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais correto, do qual os outros escritores se 
servem. Não me importa nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever histórias. Se tento 
escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo 
nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sensação de enganar o próximo com palavras 
tomadas de empréstimo ou furtadas aqui e ali.
Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu país, nas ruas que conhece desde a infância, 
entre as árvores e os muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre os cinco e dez anos 
ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova 
máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto, um conto curto, de cinco ou seis páginas: 
saiu de mim como um milagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta, atônita, estupefata.
(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac 
Naify, 2015, p, 72-77, passim)
As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas em:
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(A) As palavras que a alguém ocorrem deitar no papel acabam por identificar o estilo mesmo de quem as 
escreveu.
(B) Gaba-se a autora de que às palavras a que recorre nunca falta a espontaneidade dos bons escritos.
(C) Faltam às tarefas outras de que poderiam se incumbir a facilidade que encontra ela em escrever seus 
textos. 
(D) Os possíveis entraves para escrever um conto, revela a autora, logo se dissipou em sua primeira tenta-
tiva.
(E) Não haveria de surgir impulsos mais fortes, para essa escritora, do que os que a levaram a imaginar 
histórias.
15. SELECON - 2019 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Técnico em Nutrição Escolar- Considerando a regência 
nominal e o emprego do acento grave, o trecho destacado em “inerentes a esta festa” está corretamente subs-
tituído em:
(A) inerentes à determinado momento 
(B) inerentes à regras de convivência
(C) inerentes à regulamentos anteriores
(D) inerentes à evidência de incorreções
16. Assinale a frase com desvio de regência verbal.
(A) Informei-lhe o bloqueio do financiamento de pesquisas. 
(B) Avisaram-no a liberação de recursos para ciência e tecnologia.
(C) Os acadêmicos obedecem ao planejamento estratégico.
(D) Todos os homens, por natureza, aspiram ao saber.
(E) Assistimos ao filme que apresentou a obra daquele grande cientista.
17. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital nº 007- Sendo (C) para as assertivas corretas 
e (E) para as erradas, assinale a alternativa com a sequência certa considerando a observância das normas da 
língua portuguesa: 
( ) O futebol é um esporte de que o povo gosta.
( ) Visitei a cidade onde você nasceu.
( ) É perigoso o local a que você se dirige.
( ) Tenho uma coleção de quadros pela qual já me ofereceram milhões. 
(A) E – E – E – C 
(B) C – C – C – E 
(C) C – E – E – E 
(D) C – C – C – C
18. FADCT - 2022 - Prefeitura de Ibema - PR - Assistente Administrativo- A frase “ O estudante foi convidado 
para assistir os debates políticos.” apresenta, de acordo com a norma padrão da Língua portuguesa, um desvio 
de:
(A) Concordância nominal.
(B) Concordância verbal.
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(C) Regência verbal. 
(D) Regência nominal
19. FUNCERN - 2019 - Prefeitura de Apodi - RN - Professor de Ensino Fundamental I ( 1º ao 5º ano)- 
Os pontos cegos de nosso cérebro e o risco eterno de acidentes
Luciano Melo 
O motorista aguarda o momento seguro para conduzir seu carro e atravessar o cruzamento. Olha para os 
lados que atravessará e, estático, aguarda que outros veículos deixem livre o caminho pela via transversal à 
sua frente. Enquanto espera, olha de um lado a outro a vigiar a pista quase livre. Finalmente não avista mais 
nenhum veículo que poderá atrapalhar seu planejado movimento. É hora de dirigir, mas, no meio da travessia, 
ele é surpreendido por uma grave colisão. Uma motocicleta atinge a traseira de seu veículo. 
Eu tomo a defesa do motorista: ele não viu a moto se aproximar. Presumo que vários dos leitores já pas-
saram por situação semelhante, mas, caso você seja exceção e acredite que enxergaria a motocicleta, eu o 
convido a assistir a um vídeo que existe sobre isso. O filme prova quão difícil é perceber objetos que de repente 
somem ou aparecem em uma cena.
 Nossa condição humana está casada com uma inabilidade de perceber certas mudanças. Claro que nota-
mos muitas alterações à nossa volta, especialmente se olharmos para o ponto alvo da modificação no momento 
em que ela ocorrerá. Assim, se olharmos fixamente para uma janela cheia de vasos de flores, poderemos assis-
tir à queda de um deles. Mas, se desviarmos brevemente nossos olhos da janela, justamente no momento do 
tombo, é possível que nem notemos a falta do enfeite. O fenômeno se chama cegueira para mudança: nossa 
incapacidade de visualizar variações do ambiente entre uma olhada e outra.
No mundo real, mudanças são geralmente antecedidas por uma série de movimentos. Se esses movimentos 
superam um limiar atrativo, vão capturar nossa atenção que focará na alteração considerada dominante. Por 
sua vez, modificações que não ultrapassam o limiar não provocarão divergência da atenção e serão ignoradas.
Quando abrimos nossos olhos, ficamos com a impressão de termos visão nítida, rica e bem detalhada do 
mundo que se estende por todo nosso campo visual. A consciência de nossa percepção não é limitada, mas 
nossa atenção e nossa memória de curtíssimo prazo são. Não somos capazes de memorizar tudo instantane-
amente à nossa volta e nem podemos nos ater a tudo que nos cerca. Nossa introspecção da grandiosidade de 
nossa experiência visual confronta com nossas limitações perceptivas práticas e cria uma vivência rica, porém 
efêmera e sujeita a erros de interpretações. Dimensiona um gradiente entre o que é real e o que se presume, 
algo que favorece os acidentes de trânsito.
Podemos interpretar que o acidente do exemplo do início do texto se deu porque o motorista convergiu sua 
atenção às partes centrais da pista, por onde os carros preferencialmente circulam sob velocidade mais ou me-
nos previsível. Assim que o último carro passou, ficou fácil pressupor que o centro da pista permaneceria vazio 
por um intervalo de tempo seguro para a travessia. As laterais da pista, locais em que motocicletas geralmente 
trafegam, não tiveram a atenção merecida, e a velocidade da moto não estava no padrão esperado.
O mundo aqui fora é um caos repleto de acontecimentos, e nossos cérebros têm que coletar e reter alguns 
deles para que possamos compreendê-lo e, assim, agirmos em busca da nossa sobrevivência. Mas essas in-
formações são salpicadas, incompletas e mutáveis. Traçar uma linha que contextualize todos esses dados não 
é simples. Eventualmente, esse jogo mental de ligar pontinhos cria armadilha para nós mesmos, pois por vezes 
um ponto que deveria ser descartado é inserido em uma lógica apenas por ser chamativo. E outro, ao contrário, 
deveria ser considerado, mas é menosprezado, pois à primeira vista não atendeu a um pressuposto.
Essas interpretações podem provocar outras tragédias além de acidentes de carro.
Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 20 abr. 2019. (texto adaptado)
No trecho “[...]poderemos assistir à queda de um deles.”, a ocorrência do acento grave é justificada
(A) pela exigência de artigo do termo regente, que é um verbo, e pela exigência de preposição do termo 
regido, que é um nome.
(B) pela exigência de preposição do termo regente, que é um nome, e pela exigência de artigo do termo 
regido, que é um verbo.
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
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(C) pela exigência de artigo do termo regente, que é um nome, e pela exigência de artigo do termo regido, 
que é um verbo.
(D) pela exigência de preposição do termo regente, que é um verbo, e pela exigência de artigo do termo 
regido, que é um nome.
20. MPE-GO - 2022 - MPE-GO - Oficial de Promotoria - Edital nº 006 
A importância dos debates
É promissor que os candidatos ao governo gaúcho venham dando ênfase nas conversas diretas a projetos 
de governo de interesse específico dos eleitores
O primeiro confronto direto entre os candidatos Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), que dispu-
tam o governo do Estado em segundo turno, reafirmou a importância dessa alternativa democrática para ajudar 
os eleitores a fazer suas escolhas. Uma das vantagens do sistema de votação em dois turnos, instituído pela 
Constituição de 1988, é justamente a de propiciar um maior detalhamento dos programas de governo dos dois 
candidatos mais votados na primeira etapa.
Foi justamente o que ocorreu ontem entre os postulantes ao Palácio Piratini. Colocados frente a frente nos 
microfones da Rádio Gaúcha, ambos tiveram a oportunidade de enfrentar questões importantes ligadas ao co-
tidiano dos eleitores. A viabilidade de as principais demandas dos gaúchos serem contempladas vai depender 
acima de tudo daestratégia de cada um para enfrentar a crise das finanças públicas.
Diferentemente do que os eleitores estão habituados a assistir no horário eleitoral obrigatório e a acompa-
nhar por postagens dos candidatos nas redes sociais, debates se prestam menos para propaganda pessoal, 
estratégias de marketing e para a disseminação de informações inconfiáveis e notícias falsas, neste ano usa-
das largamente em campanhas. Além disso, têm a vantagem de desafiar os candidatos com questionamentos 
de jornalistas e do público. As respostas, inclusive, podem ser conferidas por profissionais de imprensa, com 
divulgação posterior, o que facilita o discernimento por parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à 
verdade.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma crise fiscal no setor público que, se não contar com uma perspectiva de 
solução imediata, praticamente vai inviabilizar a implantação de qualquer plano de governo. Por isso, é promis-
sor que, enquanto em outros Estados predominam denúncias e acusações, os candidatos ao governo gaúcho 
venham dando ênfase nas conversas diretas a projetos de governo de interesse específico dos eleitores.
Democracia se faz com diálogo e transparência. Sem discussões amplas, perdem os cidadãos, que ficam 
privados de informações essenciais para fazer suas escolhas com mais objetividade e menos passionalismo.
(A IMPORTÂNCIA dos debates. GaúchaZH, 17 de outubro de 2018. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.
com.br. Acesso em: 30 de agosto de 2022)
No segundo parágrafo do texto, há a frase: “Colocados frente a frente nos microfones da Rádio Gaúcha, 
ambos tiveram a oportunidade de enfrentar questões importantes ligadas ao cotidiano dos eleitores.” Conforme 
se observa, na expressão em destaque, não há ocorrência da crase.
Assim, seguindo a regra gramatical acerca da crase, assinale a alternativa em que há o emprego da crase 
indevidamente: 
(A) cara a cara; às ocultas; à procura.
(B) face a face; às pressas; à deriva.
(C) à frente; à direita; às vezes.
(D) à tarde; à sombra de; a exceção de.
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Gabarito
1 C
2 D
3 D
4 E
5 D
6 A
7 D
8 C
9 A
10 D
11 CERTO
12 B
13 D
14 B
15 D
16 B
17 D
18 C
19 D
20 D
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
Ra
ci
oc
ín
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 Ló
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M
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SEE-MG
Professor de Educação Básica (PEB) - Matemática
Raciocínio Lógico e Matemático
Lógica: proposições, conectivos, equivalências lógicas, quantificadores e predicados.
Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: 
raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espacial e 
temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. Raciocínio lógico en-
volvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. Problemas de contagem e 
noções de probabilidade. Problemas de lógica e raciocínio .......................................... 1
Conjuntos e suas operações, diagramas. Números inteiros, racionais e reais e suas 
operações ....................................................................................................................... 21
Porcentagem .................................................................................................................. 27
Juros ............................................................................................................................... 29
Proporcionalidade direta e inversa ................................................................................. 32
Medidas de comprimento, área, volume, massa e tempo .............................................. 33
Análise e interpretação de informações expressas em gráficos e tabelas .................... 40
Geometria básica: ângulos, triângulos, polígonos, distâncias, proporcionalidade, 
perímetro e área. Plano cartesiano: sistema de coordenadas, distância ....................... 45
Exercícios ....................................................................................................................... 53
Gabarito .......................................................................................................................... 61
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
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Lógica: proposições, conectivos, equivalências lógicas, quantificadores e predica-
dos.Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelec-
tuais: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial, orientação espa-
cial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. Raciocínio lógico 
envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. Problemas de contagem e 
noções de probabilidade. Problemas de lógica e raciocínio
 
Raciocínio lógico é o modo de pensamento que elenca hipóteses, a partir delas, é possível relacionar resul-
tados, obter conclusões e, por fim, chegar a um resultado final.
Mas nem todo caminho é certeiro, sendo assim, certas estruturas foram organizadas de modo a analisar a 
estrutura da lógica, para poder justamente determinar um modo, para que o caminho traçado não seja o errado. 
Veremos que há diversas estruturas para isso, que se organizam de maneira matemática.
A estrutura mais importante são as proposições.
Proposição: declaração ou sentença, que pode ser verdadeira ou falsa.
Ex.: Carlos é professor.
As proposições podem assumir dois aspectos, verdadeiro ou falso. No exemplo acima, caso Carlos seja 
professor, a proposição é verdadeira. Se fosse ao contrário, ela seria falsa.
Importante notar que a proposição deve afirmar algo, acompanhado de um verbo (é, fez, não notou e etc). 
Caso a nossa frase seja “Brasil e Argentina”, nada está sendo afirmado, logo, a frase não é uma proposição.
Há também o caso de certas frases que podem ser ou não proposições, dependendo do contexto. A frase 
“N>3” só pode ser classificada como verdadeira ou falsa caso tenhamos algumas informações sobre N, caso 
contrário, nada pode ser afirmado. Nestes casos, chamamos estas frases de sentenças abertas, devido ao seu 
caráter imperativo.
O processo matemático em volta do raciocínio lógico nos permite deduzir diversas relações entre declara-
ções, assim, iremos utilizar alguns símbolos e letras de forma a exprimir estes encadeamentos.
As proposições podem ser substituídas por letras minúsculas (p.ex.: a, b, p, q, …)
Seja a proposição p: Carlos é professor
Uma outra proposição q: A moeda do Brasil é o Real
É importante lembrar que nosso intuito aqui é ver se a proposição se classifica como verdadeira ou falsa.
Podemos obter novas proposições relacionando-as entre si. Por exemplo, podemos juntar as proposições p 
e q acima obtendo uma única proposição “Carlos é professor e a moeda do Brasil é o Real”. 
Nos próximos exemplos, veremos como relacionar uma ou mais proposições através de conectivos.
Existem cinco conectivos fundamentais, são eles:
^: e (aditivo) conjunção
Posso escrever “Carlos é professor e a moeda do Brasil é o Real”, posso escrever p ^ q.
v: ou (um ou outro) ou disjunção
p v q: Carlos é professor ou a moeda do Brasil é o Real
: “ou” exclusivo (este ou aquele, mas não ambos) ou disjunção exclusiva (repare o ponto acima do conec-
tivo).
p v q: Ou Carlos é professor ou a moeda do Brasil é o Real (mas nunca ambos)
¬ ou ~: negação
~p: Carlos não é professor
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
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->: implicação ou condicional (se… então…)
p -> q: Se Carlos é professor, então a moeda do Brasil é o Real
⇔: Se, e somente se (ou bi implicação) (bicondicional)
p ⇔ q: Carlos é professor se, e somente se, a moeda do Brasil é o Real
Vemos que, mesmo tratando de letras e símbolos, estas estruturas se baseiam totalmente na nossa lingua-
gem, o que torna mais natural decifrar esta simbologia.
Por fim, a lógica tradicional segue três princípios. Podem parecer princípios tolos, por serem óbvios, mas 
pensemos aqui, queestamos estabelecendo as regras do nosso jogo, então é primordial que tudo esteja extre-
mamente estabelecido.
1 – Princípio da Identidade
p=p
Literalmente, estamos afirmando que uma proposição é igual (ou equivalente) a ela mesma.
2 – Princípio da Não contradição
p = q v p ≠ q
Estamos estabelecendo que apenas uma coisa pode acontecer às nossas proposições. Ou elas são iguais 
ou são diferentes, ou seja, não podemos ter que uma proposição igual e diferente a outra ao mesmo tempo.
3 – Princípio do Terceiro excluído
p v ¬ p
Por fim, estabelecemos que uma proposição ou é verdadeira ou é falsa, não havendo mais nenhuma opção, 
ou seja, excluindo uma nova (como são duas, uma terceira) opção).
DICA: Vimos então as principais estruturas lógicas, como lidamos com elas e quais as regras para jogarmos 
este jogo. Então, escreva várias frases, julgue se são proposições ou não e depois tente traduzi-las para a lin-
guagem simbólica que aprendemos.
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Quando falamos sobre lógica de argumentação, estamos nos referindo ao processo de argumentar, ou seja, 
através de argumentos é possível convencer sobre a veracidade de certo assunto.
No entanto, a construção desta argumentação não é necessariamente correta. Veremos alguns casos de 
argumentação, e como eles podem nos levar a algumas respostas corretas e outras falsas.
Analogias: Argumentação pela semelhança (analogamente)
Todo ser humano é mortal
Sócrates é um ser humano
Logo Sócrates é mortal
Inferências: Argumentar através da dedução
Se Carlos for professor, haverá aula
Se houve aula, então significa que Carlos é professor, caso contrário, então Carlos não é professor
Deduções: Argumentar partindo do todo e indo a uma parte específica
Roraima fica no Brasil
A moeda do Brasil é o Real
Logo, a moeda de Roraima é o Real
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Indução: É a argumentação oposta a dedução, indo de uma parte específica e chegando ao todo
Todo professor usa jaleco
Todo médico usa jaleco
Então todo professor é médico
Vemos que nem todas as formas de argumentação são verdades universais, contudo, estão estruturadas 
de forma a parecerem minimamente convincentes. Para isso, devemos diferenciar uma argumentação verda-
deira de uma falsa. Quando a argumentação resultar num resultado falso, chamaremos tal argumentação de 
sofismo1.
No sofismo temos um encadeamento lógico, no entanto, esse encadeamento se baseia em algumas sutile-
zas que nos conduzem a resultados falsos. Por exemplo:
A água do mar é feita de água e sal
A bolacha de água e sal é feita de água e sal
Logo, a bolacha de água e sal é feita de mar (ou o mar é feito de bolacha)
Esta argumentação obviamente é falsa, mas está estruturada de forma a parecer verdadeira, principalmente 
se vista com pressa.
Convidamos você, caro leitor, para refletir sobre outro exemplo de sofismo:
Queijo suíço tem buraco
Quanto mais queijo, mais buraco
Quanto mais buraco, menos queijo
Então quanto mais queijo, menos queijo?
LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL)
A lógica proposicional é baseada justamente nas proposições e suas relações. Podemos ter dois tipos de 
proposições, simples ou composta.
Em geral, uma proposição simples não utiliza conectivos (e; ou; se; se, e somente se). Enquanto a proposi-
ção composta são duas ou mais proposições (simples) ligadas através destes conectivos.
Mas às vezes uma proposição composta é de difícil análise. “Carlos é professor e a moeda do Brasil é o 
Real”. Se Carlos não for professor e a moeda do Brasil for o real, a proposição composta é verdadeira ou falsa? 
Temos uma proposição verdadeira e falsa? Como podemos lidar com isso?
A melhor maneira de analisar estas proposições compostas é através de tabelas-verdades.
A tabela verdade é montada com todas as possibilidades que uma proposição pode assumir e suas com-
binações. Se quiséssemos saber sobre uma proposição e sua negativa, teríamos a seguinte tabela verdade:
p ~p
V F
F V
A tabela verdade de uma conjunção (p ^ q) é a seguinte:
p q p ^ q
V V V
V F F
1 O termo sofismo vem dos Sofistas, pensadores não alinhados aos movimentos platônico e aristotélico na 
Grécia dos séculos V e IV AEC, sendo considerados muitas vezes falaciosos por essas linhas de pensamento. 
Desta forma, o termo sofismo se refere a quando a estrutura foge da lógica tradicional e se obtém uma conclu-
são falsa.
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4
F V F
F F F
Todas as tabelas verdades são as seguintes:
p q p ^ q p v q p -> q p ⇔q p v. q
V V V V V V F
V F F V F F V
F V F V V F V
F F F F V V F
Note que quando tínhamos uma proposição, nossa tabela verdade resultou em uma tabela com 2 linhas e 
quando tínhamos duas proposições nossa tabela era composta por 4 linhas.
A fórmula para o número de linhas se dá através de 2^n, onde n é o número de proposições.
Se tivéssemos a seguinte tabela verdade:
p q r p v q -> r
Mesmo sem preenchê-la, podemos afirmar que ela terá 2³ linhas, ou seja, 8 linhas.
Mais um exemplo:
p q p -> q ~p ~q ~q -> ~p
V V V F F V
V F F F V F
F V V V F V
F F V V V V
Note que o resultado de p->q é igual a ~q -> ~p (V-F-F-V). Quando isso acontece, diremos que as proposi-
ções compostas são logicamente equivalentes (iguais).
Outro exemplo de como a tabela verdade pode nos ajudar a resolver certas proposições mais complicadas: 
Quero saber os resultados para a proposição composta (p^q) -> pvq. O que vamos fazer primeiro é montar a 
tabela verdade para p^q e pvq. 
p q p^q p v q
V V V V
V F F V
F V F V
F F F F
Agora que sabemos como nossos elementos se comportam, vamos relacionar com p->q:
p q p->q
V V V
V F F
F V V
F F V
Desta forma, sabemos que a implicação que relaciona V com V resulta em V, e V com F resulta em F, e 
assim por diante.
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Podemos então agora montar nossa tabela completa com todas estas informações:
p q p^q pvp p->q (p^q) -> 
pvq
V V V V V V
V F F V F V
F V F V V V
F F F F V V
O processo pode parecer trabalhoso, mas a prática faz com que seja rápida a montagem destas tabelas, 
chegando rapidamente na análise da questão e com seu resultado prontamente obtido.
Geralmente, não é simples construir uma tabela verdade, algumas relações podem facilitar as análises. Uma 
delas são as Leis de Morgan, que negam algumas relações. São elas:
– 1ª lei de Morgan: ¬(p^q) = (¬p) v (¬q)
– 2ª lei de Morgan: ¬(p v q) = (¬p) ^ (¬q)
Vejamos o exemplo para decifrar o que dizem estas leis:
p: Carlos é professor
q: a moeda do Brasil é o Real
Então, através de Morgan, negar p ^ q (Carlos é professor E a moeda do Brasil é o Real,) equivale a dizer, 
Carlos não é professor OU a moeda do Brasil não é o real
Da mesma forma, negar p v q (Carlos é professor OU a moeda do Brasil é o Real) equivale a Carlos não é 
professor E a moeda do Brasil não é o Real.
Estas leis podem parecer abstratas mas através da prática é possível familiarizar-se com elas, já que são 
importantes aliadas para resolver diversas questões.
TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA
Quando uma expressão sempre apresenta a coluna resultado na tabela verdade como verdadeira, ela é 
chamada de tautologia. Na mesma linha de pensamento, podemos denominar uma expressão como uma 
contradição quando sua tabela verdade sempre resulta em falso. Por fim, são denominadas como contingên-
cia, as expressões que não são nem tautologias nem contradições, ou seja, que apresentam tanto resultados 
verdadeiros quanto falsos.
Vejamos a seguinte tabela verdade:
p q (p^q)->(p v 
q)
~(pvq) ^ (p^q) (pvq) -> (p^q)
V V V F V
V F V F F
F V V F F
F F V F V
Nesta tabela, temos que as proposições compostas: 
(p^q)->(p v q) é uma tautologia, pois sua tabela verdade é toda verdadeira.
~(pvq)^(p^q) é uma contradição, pois sua tabela verdade é toda falsa.
(pvq)->(p^q) é uma contingência, pois sua tabela verdade não é toda verdadeira nem toda falsa.
LÓGICA DE PRIMEIRAORDEM (OU LÓGICA DE PREDICADOS)
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Uma certa evolução de uma lógica sentencial é a lógica de primeira ordem ou lógica de predicados, onde 
além dos conectivos, estão presente os quantificadores (com expressões como qualquer e algum, por exem-
plo)2.
Esta forma de raciocinar segue os mesmos preceitos que a lógica com conectivos (e, ou, ou exclusivo, im-
plicação, …), tendo também novos símbolos, que são:
∀: qualquer, todo
∀x(A(x) -> B(x))
Para todo elemento, se pertence a A, pertence a B.
∃: existe, algum, pelo menos um
∃x(A(x)^B(X): existe elemento que pertence a A e a B
∄: Não existe, nenhum
Nenhum A é B = Todo A é não B
A negativa de tais estruturas não são tão diretas como às apresentadas nas Leis de Morgan. A negativa de 
∃ (existe,) é ∄ (não existe), mas a negativa de ∄ pode ser ∃ ou ∀ (para todo), assim como a negativa de ∀ pode 
ser tanto ∃ e ∄, por isso, cada caso deve ser analisado atentamente.
Tendo elencado estas novas estruturas, basta construirmos tabelas verdade com elas, para resolvermos 
questões.
Repare que agora estamos trabalhando não só com o aspecto verdadeiro/falso mas com a ideia de quanti-
dade (existe um, todo, nenhum), então nosso estudo das afirmações devem levar em consideração estas novas 
peculiaridades.
RACIOCÍNIO VERBAL 
O raciocínio verbal lida com problemas de lógica quase que totalmente escritos, abordando geralmente a 
negação de certas frases que podem parecer óbvias mas que muitas vezes nos pregam peças.
Podemos nos perguntar se a lógica, em geral, não é estabelecer símbolos para traduzir estas frases. Sim! 
A diferença é que negar certas frases podem fazer sentido verbalmente, mas devemos nos ater a lógica em si 
e buscar então absorver isso ao nosso raciocínio.
Uma importante ferramenta neste momento são as Leis de Morgan:
1ª lei de Morgan
¬(p ∧ q) = (¬p) ∨ (¬q)
2ª lei de Morgan
¬(p ∨ q) = (¬p) ∧ (¬q)
Exemplo:
p: João dirige
q: a capital do mundo é Itapeva.
p ∧ q: João dirige e a capital do mundo é Itapeva.
Vamos negar esta proposição. Num primeiro momento, podemos estar inclinados a responder que a negati-
va seria João não dirige e a capital do mundo não é Itapeva. Mas a 1ª Lei de Morgan nos sinaliza que está erra-
do3. Devemos, negar as proposições simples e trocar o nosso conectivo. Se estava e, agora precisa estar ou.
Assim, a negação da frase seria: João não dirige ou a capital do mundo não é Itapeva. Diferença sutil, mas 
muito importante.
2 Dizemos que a lógica de primeira ordem é uma extensão da lógica sentencial.
3 Repare que as Leis de Morgan se tratam de equivalências lógicas. Caso se interesse em ver essas igual-
dades, veja o tópico equivalências lógicas.
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p ∨ q: João dirige ou a capital do mundo é Itapeva
Vamos novamente negar esta frase. Da mesma forma da anterior, nosso senso pode nos levar a responder 
que a negação seria João não dirige ou a capital do mundo é Itapeva. Mais uma vez, pela 2ª Lei de Morgan, 
temos que a negação se trata de João não dirige e a capital do mundo não é Itapeva.
Podemos então estabelecer que para negar logicamente uma frase verbal, devemos não só negar suas 
partes, mas também inverter seu conectivo. Se antes estava e, deve se tornar ou na negação. Igualmente, se 
antes estava ou, deve se tornar e.
Outra negativa importante, não abordada diretamente pelas Leis de Morgan, é a negativa de “se…então…”.
Se João dirige, então a capital do mundo é Itapeva.
Como iremos negar esta proposição? A ideia aqui é manter a primeira proposição e negar a segunda, reti-
rando os termos “se” e “então”. Ficamos então com a negativa: João dirige e a capital do mundo não é Itapeva.
Neste exemplo, vemos que essa questão é menos intuitiva comparada àquelas que são abordadas pelas 
Leis de Morgan, mas novamente, sendo bem absorvidas, farão sentido e evitarão erros na resolução das 
questões.
RACIOCÍNIO ESPACIAL E TEMPORAL
Existem tipos de questões de lógica que envolvem situações específicas que necessitam de algo a mais 
para resolver do que somente as tabelas verdade. Um exemplo disso são questões envolvendo espaço (posi-
ção, fila e tamanho e etc.) e tempo (horas, dias, calendário e etc.).
Não há uma forma de elaborar estratégias específicas para a resolução de questões deste tipo, então iremos 
fornecer alguns exemplos para inspirar quais análises podem ser feitas.
Exemplos:
1 – Em um determinado ano, o mês de setembro teve 5 sábados e 5 domingos. Rodrigo faz aniversário no 
dia 1º de setembro. Em qual dia da semana foi o seu aniversário esse ano?
Aqui, temos um exercício lidando com tempo. Neste caso, estamos lidando com calendário, envolvendo dias 
de um mês. Numa primeira vista, esta questão pode parecer muito difícil de resolver, pois, aparentemente, há 
informações faltando. Mas vamos ver como proceder na análise:
1º) Vamos nos atentar que setembro possui 30 dias;
2º) Dessa forma, dividindo este valor por 7, descobrimos quantas semanas há nesse mês: 30 : 7 = 4 (e sobra 
2).
3º) Assim, esse mês terá 4 semanas e mais dois dias.
4º) Se o mês começasse numa quinta-feira, teríamos então:
4 domingos
4 segundas
4 terças
4 quartas
4 quintas
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5 sextas
5 sábados
5º) No exemplo acima, para dar 5 sextas e 5 sábados, o mês começou numa quinta. Assim, para termos 5 
sábados e 5 domingos, o mês deve começar numa sexta.
6º) Como o aniversário de Rodrigo é no dia 1º de setembro, então seu aniversário será numa sexta-feira
---
2 – Observando o calendário de 2021, temos que o dia 23 de outubro caiu em um sábado. Sabendo que o 
ano de 2020 foi o último ano bissexto, o dia 23 de outubro de 2024 cairá em uma:
Vamos operar de maneira semelhante à questão anterior:
1º) Vamos dividir 365 (dias por ano) por 7 (dias por semana) para vermos quantas semanas temos no ano
365 : 7 = 52 (sobra 1)
2º) A divisão acima nos diz que a cada ano, avançamos um dia. Ou seja, se o dia 1º de janeiro de 2023 foi 
num domingo, em 2024 será numa segunda.
3º) Devemos analisar também o ano bissexto, pois nestes anos, há um dia a mais, então seria para dividir-
mos 366 por 7.
366 : 7 = 52 (sobra 2)
4º) O último ano bissexto foi em 2020, então o próximo será em 2024. Nos anos bissextos, fevereiro ganha 
um dia a mais.
5º) Temos então que de 2021 para 2024:
2021 2022: +1 dia na semana
2022 2023: +1 dia na semana
2023 2024: +2 dias na semana
= +4 dias na semana
6º) Como o dia 23 de outubro de 2021 caiu num sábado, o dia 23 de outubro de 2024 cairá 4 dias da semana 
depois, ou seja, numa quarta.
– Lembrando: calendário e horas
Janeiro – 31 dias
Fevereiro – 28* dias
Março – 31 dias
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Abril – 30 dias
Maio – 31 dias
Junho – 30 dias
Julho – 31 dias
Agosto – 31 dias
Setembro – 30 dias
Outubro – 31 dias
Novembro – 30 dias
Dezembro – 31 dias
*Os anos bissextos acontecem a cada 4 anos (múltiplos de 4 como 2000, 2004, 2008, 2012, 2016, 2020, 
2024, 2028, …) e nestes anos fevereiro possui 29 dias.
1 dia = 24 horas
1 hora = 60 minutos
1 minuto = 60 segundos
3 – Ana, Bela, Carla e Dora estão sentadas em volta de uma mesa quadrada em cadeiras numeradas de 1 
a 4, como mostra a figura a seguir:
Sabe-se que:
– Ana não está em frente a Bela.
– Bela tem Carla a sua esquerda.
– Ana e Dora estão nas cadeiras pares.
Onde cada uma está sentada?
Vamos proceder com a seguinte análise:
1º) Como Ana não está na frente a Bela, então elas estão uma do lado da outra.
2º) Bela tem Carla a sua esquerda.
Então ela tem a Ana a sua direita.
E por fim, Dora está a sua frente.
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3º) Ana e Dora estão nas cadeiras pares
Se Ana estiver na cadeira 2, temos a configuração:
1 – Carla 2 – Ana 3 – Bela 4 – Dora
Se Anaestiver na cadeira na cadeira 4, temos a configuração
1 – Dora 2 – Bela 3 – Carla 4 – Ana
Mas essa opção não é possível, pois Ana e Dora estão nas pares.
Logo, estão sentadas Carla na cadeira 1, Ana na cadeira 2, Bela na cadeira 3 e Dora na cadeira 4.
---
Vemos que cabe ao candidato uma certa criatividade aliada ao raciocínio para abordar as questões. Não há 
nada muito complexo, mas deve ser cuidadosamente vista para evitar deslizes e más interpretações.
LÓGICA SEQUENCIAL
A lógica sequencial envolve a percepção e interpretação de objetos que induzem a uma sequência, buscan-
do reconhecer essa sequência e estabelecer sucessores a este objeto.
Muitas vezes essas questões vêm atreladas com aspectos aritméticos (sequências numéricas) ou geome-
tria (construção de certas figuras).
Não há como sistematizar este assunto, então iremos ver alguns exemplos para nos inspirar para que bus-
quemos resolver demais questões.
Exemplos:
1 – A sequência de números a seguir foi construída com um padrão lógico e é uma sequência ilimitada:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 40, …
A partir dessas informações, identifique o termo da posição 74 e o termo da posição 95. Qual a soma destes 
dois termos?
Vamos analisar esta sequência dada:
1º) Vemos que a sequência vai de 6 em 6 termos e pula para a dezena seguinte
Os primeiros 6 termos vão de 0 a 5
Do 7º termo ao 12º termo: 10 a 15
13º termo ao 18º termo: 20 a 25
2º) Vemos que o padrão segue a tabuada do 6
6 x 1 = 6 (0 até 5)
6 x 2 = 12 (10 até 15)
6 x 3 = 18 (20 até 25)
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3º) O número que está multiplicando o 6 menos uma unidade representa a dezena que estamos começando 
a contar:
6 x 1 1 - 1 = 0 (0 até 5)
6 x 2 2 - 1 = 1 (10 até 15)
6 x 3 3 - 1 = 2 (20 até 25)
4º) Se dividirmos 74 por 6 e 95 por 6 descobriremos seus valores
74 : 6 = 12 (sobra 2)
95 : 6 = 15 (sobra 5)
5º) O termo 74 então está dois termos após 6 x 12
6 x 12 12 - 1 = 11 (110 até 115)
Então o termo 74 está no intervalo entre 120 até 125
O 74º termo é o número 121
6º) Da mesma forma, 95 está 5 após 6 x 15
6 x 15 15 - 1 = 14 (140 até 145)
O termo 95 está no intervalo entre 150 até 155
O 95º termo é o número 154
7º) Somando 121 + 154 = 275
2. Analise a sequência a seguir:
4; 7; 13; 25; 49
Admitindo-se que a regularidade dessa sequência permaneça a mesma para os números seguintes, é cor-
reto afirmar que o sétimo termo será igual a?
1º) Do primeiro termo para o segundo, estamos somando 3.
2º) Do segundo termo para o terceiro, estamos somando 6.
3º) Do terceiro termo para o quarto, estamos somando 12.
4º) Do quarto termo para o quinto, estamos somando 24.
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12
5º) Podemos estabelecer o padrão que estamos multiplicando a soma anterior por 2.
6º) Assim, do quinto termo para o sexto, estaríamos somando 48. E do sexto para o sétimo estaríamos so-
mando 96
7º) Dessa forma, basta somarmos 49 com 48 e 96: 49 + 48 + 96 = 193
3 – Observe a sequência:
O padrão de formação dessa sequência permanece para as figuras seguintes. Desse modo, a figura que 
deve ocupar a 131ª posição na sequência é idêntica à qual figura? 
1º) Vemos que o padrão retorna para a origem a cada 7 termos.
2º) Os termos 14, 21, 28, 35, …, irão ser os mesmos que o padrão da 7ª figura.
3º) Os termos 8, 15, 22, 29, 36, …, irão ser os mesmos que o padrão da 1ª figura.
4º) Vamos então dividir 131 por 7 para descobrir essa equivalência.
131 : 7 = 18 (sobra 5)
5º) Justamente essa sobra, 5, será a posição equivalente.
Assim, a figura da 131ª posição é idêntica a figura da 5ª posição
DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. Uma situação em que esses diagra-
mas poderão ser usados, será na determinação da quantidade de elementos que apresentam uma determinada 
característica.
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Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e 
moto. Baseando-se nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas pessoas têm no grupo 
ou quantas dirigem somente carro ou ainda quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar os 
diagramas dos conjuntos que representam os motoristas de motos e motoristas de carros. Começaremos mar-
cando quantos elementos tem a intersecção e depois completaremos os outros espaços.
Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo esse valor da quantidade de elementos dos con-
juntos A e B. A partir dos valores reais, é que poderemos responder as perguntas feitas.
a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.
b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apre-
sentada a seguinte tabela:
Jornais Leitores
A 300
B 250
C 200
A e B 70
A e C 65
B e C 105
A, B e C 40
Nenhum 150
Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente montar os diagramas que representam cada 
conjunto. A colocação dos valores começará pela intersecção dos três conjuntos e depois para as intersecções 
duas a duas e por último às regiões que representam cada conjunto individualmente. Representaremos esses 
conjuntos dentro de um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa.
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Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são leitores de nenhum dos três jornais.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes elementos:
Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 
pessoas não leem o jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda que 700 pessoas foram en-
trevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 + 65 + 70 + 150.
Diagrama de Euler
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, mas não precisa conter todas as zonas (onde uma 
zona é definida como a área de intersecção entre dois ou mais contornos). Assim, um diagrama de Euler pode 
definir um universo de discurso, isto é, ele pode definir um sistema no qual certas intersecções não são possí-
veis ou consideradas. Assim, um diagrama de Venn contendo os atributos para Animal, Mineral e quatro patas 
teria que conter intersecções onde alguns estão em ambos animal, mineral e de quatro patas. Um diagrama de 
Venn, consequentemente, mostra todas as possíveis combinações ou conjunções.
Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas (geralmente círculos) no plano que mostra os 
conjuntos. Os tamanhos e formas das curvas não são importantes: a significância do diagrama está na forma 
como eles se sobrepõem. As relações espaciais entre as regiões delimitadas por cada curva (sobreposição, 
contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas (subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de 
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Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o interior, que representa simbolicamente os elementos 
do conjunto, e o exterior, o que representa todos os elementos que não são membros do conjunto. Curvas 
cujos interiores não se cruzam representam conjuntos disjuntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam 
representam conjuntos que têm elementos comuns, a zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto 
de elementos comuns a ambos os conjuntos (intersecção dos conjuntos). Uma curva que está contido comple-tamente dentro da zona interior de outro representa um subconjunto do mesmo.
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve 
conter todas as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, representando todas as combinações 
de inclusão / exclusão de seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de Euler algumas zonas podem 
estar faltando. Essa falta foi o que motivou Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a necessidade de criar 
diagramas em que pudessem ser observadas, por meio de suposição, quaisquer relações entre as zonas não 
apenas as que são “verdadeiras”.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são largamente utilizados para ensinar a teoria dos 
conjuntos no campo da matemática ou lógica matemática no campo da lógica. Eles também podem ser utili-
zados para representar relacionamentos complexos com mais clareza, já que representa apenas as relações 
válidas. Em estudos mais aplicados esses diagramas podem ser utilizados para provar / analisar silogismos que 
são argumentos lógicos para que se possa deduzir uma conclusão.
Diagramas de Venn
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em matemática para simbolizar graficamente pro-
priedades, axiomas e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os respetivos diagramas consistem de 
curvas fechadas simples desenhadas sobre um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a represen-
tação das relações de pertença entre conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) 
e relações de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas curvas 
que não se tocam e estão uma no espaço interno da outra simbolizam conjuntos que possuem continência; ao 
passo que o ponto interno a uma curva representa um elemento pertencente ao conjunto.
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de curvas fechadas contidas em um plano. O interior 
dessas curvas representa, simbolicamente, a coleção de elementos do conjunto. De acordo com Clarence Ir-
ving Lewis, o “princípio desses diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam representadas por regiões, com 
tal relação entre si que todas as relações lógicas possíveis entre as classes possam ser indicadas no mesmo 
diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço para qualquer relação possível entre as classes, e a relação dada 
ou existente pode então ser definida indicando se alguma região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-
-se escrever uma definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas 
fechadas simples desenhadas em um plano. C é uma família independente se a região formada por cada uma 
das interseções X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o interior ou o exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, 
se todas as curvas se intersectam de todas as maneiras possíveis. Se, além disso, cada uma dessas regiões 
é conexa e há apenas um número finito de pontos de interseção entre as curvas, então C é um diagrama de 
Venn para n conjuntos.
Nos casos mais simples, os diagramas são representados por círculos que se encobrem parcialmente. As 
partes referidas em um enunciado específico são marcadas com uma cor diferente. Eventualmente, os círculos 
são representados como completamente inseridos dentro de um retângulo, que representa o conjunto universo 
daquele particular contexto (já se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse abranger todos os 
conjuntos possíveis, mas Bertrand Russell mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de conjunto universo 
é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos 
representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos espaços pertencentes a um ou outro conjunto 
indistintamente representa sua união.
John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX, ampliando e formalizando desenvolvimentos ante-
riores de Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados ao currículo escolar de matemática. 
Embora seja simples construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos, surgem dificuldades quando se 
tenta usá-los para um número maior. Algumas construções possíveis são devidas ao próprio John Venn e a 
outros matemáticos como Anthony W. F. Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso, encontram-se 
em uso outros diagramas similares aos de Venn, entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.
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Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha-se que o conjunto A representa os animais 
bípedes e o conjunto B representa os animais capazes de voar. A área onde os dois círculos se sobrepõem, 
designada por intersecção A e B ou intersecção A-B, conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem 
voar e têm apenas duas pernas motoras.
 Considere-se agora que cada espécie viva está representada por um ponto situado em alguma parte do 
diagrama. Os humanos e os pinguins seriam marcados dentro do círculo A, na parte dele que não se sobre-
põe com o círculo B, já que ambos são bípedes mas não podem voar. Os mosquitos, que voam mas têm seis 
pernas, seriam representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. Os canários, por sua vez, seriam 
representados na intersecção A-B, já que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não fosse bípede 
nem pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria marcado por pontos fora dos dois círculos.
Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, 
a parte de cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há sobreposição), e as duas áreas que não se 
sobrepõem, mas estão em um círculo ou no outro):
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem sobreposição).
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem sobreposição).
- Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco - fora).
 
Essas configurações são representadas, respectivamente, pelas operações de conjuntos: diferença de A 
para B, diferença de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar de A e B. Cada uma delas pode 
ser representada como as seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:
Diferença de A para B: A\B
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Diferença de B para A: B\A
Intersecção de dois conjuntos: AB
Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)
Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de 16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se 
perguntar sobre os animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das características); tal conjunto 
seria representado pela união de A e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais os que não 
voam e possuem duas patas, seriam representados pela diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são 
mostrados nas imagens a seguir, que incluem também outros dois casos.
União de dois conjuntos: AB
Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB
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Complementar de A em U: AC = U \ A
Complementar de B em U: BC = U \ B
Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. 
Alargando o exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos animais que possuem bico. Neste caso, o 
diagrama define sete áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes, algumas delas 
ilustradas nas imagens seguintes.
Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções possíveis entre A, B e C.
União de três conjuntos: ABC
Intersecção de três conjuntos: ABC
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A \ (B U C)
(B U C) \ A
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
- Todo A é B
- Nenhum A é B
- Algum A é B e
- Algum A não é B
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjuntoA é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está 
contido em B. Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é A. Enunciados da forma Ne-
nhum A é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é, não tem elementos em comum. Atenção: dizer 
que Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem 
pelo menos um elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando dizemos que Algum A é B, pressupo-
mos que nem todo A é B. Entretanto, no sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que “alguns 
de meus colegas estão me elogiando”, mesmo que todos eles estejam. Dizer que Algum A é B é logicamente 
equivalente a dizer que Algum B é A. Também, as seguintes expressões são equivalentes: Algum A é B = Pelo 
menos um A é B = Existe um A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um elemento que não 
pertence ao conjunto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B = Algum A é não B = Algum não 
B é A. Mas não é equivalente a Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se também as variações 
gramaticais dos verbos ser e estar, tais como é, são, está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.
- Todo A é B = Todo A não é não B.
- Algum A é B = Algum A não é não B.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
- Todo A é não B = Todo A não é B. 
- Algum A é não B = Algum A não é B.
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-versa).
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum 
A é B, Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a verdade ou a falsidade de algumas ou de 
todas as outras.
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1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as duas representações possíveis:
Nenhum A é B. É falsa. 
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa. 
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos somente a representação:
Todo A é B. É falsa.
Algum A é B. É falsa.
Algum A não é B. É verdadeira.
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as quatro representações possíveis:
Nenhum A é B. É falsa.
Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2).
Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em 3 e 4) – é indeterminada.
4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três representações possíveis:
Todo A é B. É falsa.
Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e 2 – é indeterminada).
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Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e 2 – é ideterminada).
Conjuntos e suas operações, diagramas. Números inteiros, racionais e reais e suas 
operações
— Conjuntos Numéricos
O grupo de termos ou elementos que possuem características parecidas, que são similares em sua nature-
za, são chamados de conjuntos. Quando estudamos matemática, se os elementos parecidos ou com as mes-
mas características são números, então dizemos que esses grupos são conjuntos numéricos4.
Em geral, os conjuntos numéricos são representados graficamente ou por extenso – forma mais comum em 
se tratando de operações matemáticas. Quando os representamos por extenso, escrevemos os números entre 
chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, tenha incontáveis números, os representamos com reticências 
depois de colocar alguns exemplos. Exemplo: N = {0, 1, 2, 3, 4…}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois eles são os mais usados em problemas e questões 
no estudo da Matemática. São eles: Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.
Conjunto dos Números Naturais (N)
O conjunto dos números naturais é representado pela letra N. Ele reúne os números que usamos para con-
tar (incluindo o zero) e é infinito. Exemplo:
N = {0, 1, 2, 3, 4…}
Além disso, o conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
N* = {1, 2, 3, 4…} ou N* = N – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
Np = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais pares.
Ni = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.
Conjunto dos Números Inteiros (Z)
O conjunto dos números inteiros é representado pela maiúscula Z, e é formado pelos números inteiros ne-
gativos, positivos e o zero. Exemplo: Z = {-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4…}
O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
Z- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
Z*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
Z*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.
Conjunto dos Números Racionais (Q)
Números racionais são aqueles que podem ser representados em forma de fração. O numerador e o deno-
minador da fração precisam pertencer ao conjunto dos números inteiros e, é claro, o denominador não pode ser 
zero, pois não existe divisão por zero.
O conjunto dos números racionais é representado pelo Q. Os números naturais e inteiros são subconjuntos 
dos números racionais, pois todos os números naturais e inteiros também podem ser representados por uma 
fração. Além destes, números decimais e dízimas periódicas também estão no conjunto de números racionais.
Vejamos um exemplo de um conjunto de números racionais com 4 elementos:
Qx = {-4, 1/8, 2, 10/4}
Também temos subconjuntos dos números racionais:
4 https://matematicario.com.br/
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Q* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
Q+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
Q*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
Q- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
Q*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não 
nulos.
Conjunto dos Números Irracionais (I)
O conceito de números irracionais é dependente da definição de números racionais. Assim, pertencem ao 
conjunto dos números irracionais os números que não pertencem ao conjunto dos racionais.
Em outras palavras, ou um número é racional ou é irracional. Não há possibilidade de pertencer aos dois 
conjuntos ao mesmo tempo. Por isso, o conjunto dos números irracionais é complementar ao conjunto dos nú-
meros racionais dentro do universo dos números reais.
Outra forma de saber quais números formam o conjunto dos números irreais é saber que os números irra-
cionais não podem ser escritos em forma de fração. Isso acontece, por exemplo, com decimais infinitos e raízes 
não exatas.
Os decimais infinitos são números que têm infinitas casas decimais e que não são dízimas periódicas. Como 
exemplo, temos 0,12345678910111213, π, √3 etc.
Conjunto dos Números Reais (R)
O conjunto dos números reais é representado pelo R e é formado pela junção do conjunto dos números 
racionais com o conjunto dos números irracionais. Não esqueça que o conjunto dos racionais é a união dos 
conjuntos naturais e inteiros. Podemos dizer que entre dois números reais existem infinitos números.
Entre os conjuntos números reais, temos:
R*= {x ∈ R│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
R+ = {x ∈ R│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
R*+ = {x ∈ R│x > 0}: conjuntodos números reais positivos.
R– = {x ∈ R│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
R*– = {x ∈ R│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
— Múltiplos e Divisores
Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural estendem-se para o conjunto dos números in-
teiros5. Quando tratamos do assunto múltiplos e divisores, referimo-nos a conjuntos numéricos que satisfazem 
algumas condições. Os múltiplos são encontrados após a multiplicação por números inteiros, e os divisores são 
números divisíveis por um certo número.
Devido a isso, encontraremos subconjuntos dos números inteiros, pois os elementos dos conjuntos dos múl-
tiplos e divisores são elementos do conjunto dos números inteiros. Para entender o que são números primos, é 
necessário compreender o conceito de divisores.
Múltiplos de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é múltiplo de b se, e somente se, existir um nú-
mero inteiro k tal que a = b · k. Desse modo, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multiplicando a por todos os 
números inteiros, os resultados dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, listemos os 12 primeiros múltiplos de 2. Para isso temos que multiplicar o número 2 pelos 12 
primeiros números inteiros, assim:
5 https://brasilescola.uol.com.br/matematica/multiplos-divisores.htm
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2 · 1 = 2
2 · 2 = 4
2 · 3 = 6
2 · 4 = 8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas poderíamos ter listado quantos fossem ne-
cessários, pois a lista de múltiplos é dada pela multiplicação de um número por todos os inteiros. Assim, o 
conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é ou não múltiplo de outro, devemos encontrar um número inteiro de forma que 
a multiplicação entre eles resulte no primeiro número. Veja os exemplos:
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que, multiplicado por 7, resulta em 49.
49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro que, multiplicado por 3, resulta em 324.
324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”
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• Múltiplos de 4
Como vimos, para determinar os múltiplos do número 4, devemos multiplicar o número 4 por números intei-
ros. Assim:
4 · 1 = 4
4 · 2 = 8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }
Divisores de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que b é divisor de a se o número b for múltiplo 
de a, ou seja, a divisão entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 63 é múltiplo de 3, logo, 3 é divisor de 63.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
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D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
Observe que os números da lista dos divisores sempre são divisíveis pelo número em questão e que o maior 
valor que aparece nessa lista é o próprio número, pois nenhum número maior que ele será divisível por ele.
Por exemplo, nos divisores de 30, o maior valor dessa lista é o próprio 30, pois nenhum número maior que 
30 será divisível por ele. Assim:
D(30) = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30}.
Propriedade dos Múltiplos e Divisores
Essas propriedades estão relacionadas à divisão entre dois inteiros. Observe que quando um inteiro é múl-
tiplo de outro, é também divisível por esse outro número.
Considere o algoritmo da divisão para que possamos melhor compreender as propriedades.
N = d · q + r, em que q e r são números inteiros.
Lembre-se de que:
N: dividendo; 
d, divisor; 
q: quociente; 
r: resto.
– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N – r) é múltipla do divisor, ou o número d é divisor 
de (N – r).
– Propriedade 2: (N – r + d) é um múltiplo de d, ou seja, o número d é um divisor de (N – r + d).
Veja o exemplo:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e resto r = 5. 
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5 
+ 8) = 528 é divisível por 8 e:
528 = 8 · 66
— Números Primos
Os números primos são aqueles que apresentam apenas dois divisores: um e o próprio número6. Eles fazem 
parte do conjunto dos números naturais.
Por exemplo, 2 é um número primo, pois só é divisível por um e ele mesmo.
Quando um número apresenta mais de dois divisores eles são chamados de números compostos e podem 
ser escritos como um produto de números primos.
Por exemplo, 6 não é um número primo, é um número composto, já que tem mais de dois divisores (1, 2 e 
3) e é escrito como produto de dois números primos 2 x 3 = 6.
Algumas considerações sobre os números primos:
– O número 1 não é um número primo, pois só é divisível por ele mesmo;
– O número 2 é o menor número primo e, também, o único que é par;
– O número 5 é o único número primo terminado em 5;
– Os demais números primos são ímpares e terminam com os algarismos 1, 3, 7 e 9.
6 https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-numeros-primos/
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Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando divisões com o número investigado. Para faci-
litar o processo, veja alguns critérios de divisibilidade:
– Divisibilidade por 2: todo número cujo algarismo da unidade é par é divisível por 2;
– Divisibilidade por 3: um número é divisível por 3 se a soma dos seus algarismos é um número divisível 
por 3;
– Divisibilidade por 5: um número será divisível por 5 quando o algarismo da unidade for igual a 0 ou 5.
Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divisões com os próximos números primos me-
nores que o número até que:
– Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número não é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for menor que o divisor, então o nú-
mero é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for igual ao divisor, então o número 
é primo.
Exemplo: verificar se o número 113 é primo.
Sobre o número 113, temos:
– Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é divisível por 2;
– A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número divisível por 3;
– Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.
Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber se é divisível pelos números primos meno-
res que ele utilizando a operação de divisão.
Divisão pelo número primo 7:
Divisão pelo número primo 11:
Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente é menor que o divisor. Isso comprova que 
o número 113 é primo.
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Porcentagem
A porcentagem representa uma razão cujo denominador é 100, ou seja, .
O termo por cento é abreviado usando o símbolo %, que significa dividir por 100 e, por isso, essa razão 
também é chamada de razão centesimal ou percentual7.
Saber calcular porcentagem é importante para resolver problemas matemáticos, principalmente na matemá-
tica financeira para calcular descontos, juros, lucro, e assim por diante.
— Calculando Porcentagem de um Valor
Para saber o percentual de um valor basta multiplicar a razão centesimal correspondente à porcentagem 
pela quantidadetotal.
Exemplo: para descobrir quanto é 20% de 200, realizamos a seguinte operação:
Generalizando, podemos criar uma fórmula para conta de porcentagem:
Se preferir, você pode fazer o cálculo de porcentagem da seguinte forma:
1º passo: multiplicar o percentual pelo valor.
20 x 200 = 4.000
2º passo: dividir o resultado anterior por 100.
Calculando Porcentagem de Forma Rápida
Alguns cálculos podem levar muito tempo na hora de fazer uma prova. Pensando nisso, trouxemos dois 
métodos que te ajudarão a fazer porcentagem de maneira mais rápida.
Método 1: Calcular porcentagem utilizando o 1%
Você também tem como calcular porcentagem rapidamente utilizando o correspondente a 1% do valor.
Vamos continuar usando o exemplo do 20% de 200 para aprender essa técnica.
1º passo: dividir o valor por 100 e encontrar o resultado que representa 1%.
7 https://www.todamateria.com.br/calcular-porcentagem/
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2º passo: multiplicar o valor que representa 1% pela porcentagem que se quer descobrir.
2 x 20 = 40
Chegamos mais uma vez à conclusão que 20% de 200 é 40.
Método 2: Calcular porcentagem utilizando frações equivalentes
As frações equivalentes representam a mesma porção do todo e podem ser encontradas dividindo o nume-
rador e o denominador da fração pelo mesmo número natural.
Veja como encontrar a fração equivalente de .
Se a fração equivalente de é , então para calcular 20% de um valor basta dividi-lo por 5. Veja como 
fazer:
— Calcular porcentagem de aumentos e descontos
Aumentos e descontos percentuais podem ser calculados utilizando o fator de multiplicação ou fator multi-
plicativo.
Essa fórmula é diferente para acréscimo e decréscimo no preço de um produto, ou seja, o resultado será 
fatores diferentes.
Fator multiplicativo para aumento em um valor
Quando um produto recebe um aumento, o fator de multiplicação é dado por uma soma.
Fator de multiplicação = 1 + i.
Exemplo: Foi feito um aumento de 25% em uma mercadoria que custava R$ 100. O valor final da mercadoria 
pode ser calculado da seguinte forma:
1º passo: encontrar a taxa de variação.
2º passo: aplicar a taxa na fórmula do fator multiplicativo.
Fator de multiplicação = 1 + 0,25.
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Fator de multiplicação = 1,25.
3º passo: multiplicar o valor inicial pelo fator multiplicativo.
100 x 1,25 = 125 reais.
Um acréscimo de 25% fará com que o valor final da mercadoria seja R$ 125.
Fator multiplicativo para desconto em um valor
Para calcular um desconto de um produto, a fórmula do fator multiplicativo envolve uma subtração.
Fator de multiplicação = 1 - 0,25.
Exemplo: Ao aplicar um desconto de 25% em uma mercadoria que custa R$ 100, qual o valor final da mer-
cadoria?
1º passo: encontrar a taxa de variação.
2º passo: aplicar a taxa na fórmula do fator multiplicativo.
Fator de multiplicação = 1 - 0,25.
Fator de multiplicação = 0,75.
3º passo: multiplicar o valor inicial pelo fator multiplicativo.
100 x 0,75 = 75 reais.
Juros
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas 
transações financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante 
um período de tempo8.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do período que o dinheiro ficará 
emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.
— Diferença entre Juros Simples e Compostos
Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas o valor inicial. Nos juros com-
postos a correção é feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre 
um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção por juros compostos fará com 
que o valor final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros simples.
8 https://www.todamateria.com.br/juros-simples-e-compostos/
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A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros compostos. Os juros simples se 
restringem as operações de curto período.
— Fórmula de Juros Simples
Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:
Sendo:
J: juros.
C: valor inicial da transação, chamado em matemática financeira de capital.
i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).
t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado 
(no caso de um empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital com os juros, ou seja:
Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar a seguinte expressão para o montante:
A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o valor do montante cresce linearmente em 
função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 25,00, qual é a taxa anual de juros no sistema 
de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1 mês
i = ?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, podemos substituir na fórmula dos juros:
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Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual 
precisamos multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano
— Fórmula de Juros Compostos
O montante capitalizado a juros compostos é encontrado aplicando a seguinte fórmula:
Sendo:
M: montante.
C: capital.
i: taxa de juros.
t: período de tempo.
Diferente dos juros simples, neste tipo de capitalização, a fórmula para o cálculo do montante envolve uma 
variação exponencial. Daí se explica que o valor final aumente consideravelmente para períodos maiores.
Exemplo: Calcule o montante produzido por R$ 2 000,00 aplicado à taxa de 4% ao trimestre, após um ano, 
no sistema de juros compostos.
Solução: Identificando as informações dadas, temos:
C = 2 000
i = 4% ou 0,04 ao trimestre
t = 1 ano = 4 trimestres
M = ?
Substituindo esses valores na fórmula de juros compostos, temos:
Observação: o resultado será tão melhor aproximado quanto o número de casas decimais utilizadas na 
potência.
Portanto, ao final de um ano o montante será igual a 
R$ 2 339,71.
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Proporcionalidade direta e inversa
RAZÃO
Razão9 nada mais é que o quociente entre dois números (quantidades, medidas, grandezas).
Sendo a e b dois números, chama-se razão de a para b:
Onde:
Exemplo
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o 
número de vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de 
Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, essas devem ser expressas na mesma unidade.
Razões Especiais
Escala: Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a 
escala, que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas na mesma unidade).
Velocidade média: É a razão entre a distância percorrida e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas 
são km/h, m/s, entre outras.
Densidade: É a razão entre a massa de um corpo e o seu volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, 
entre outras.
PROPORÇÃO
Bem resumido, temos que proporção10 é uma igualdade entre duas razões.
Dada as razões e , à setença de igualdade chama-se proporção. 
Onde:
Propriedades da Proporção
1. Propriedade Fundamental
O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é, a . d = b . c.
9 IEZZI, Gelson. et al. Fundamentosda Matemática: Financeira e Estatística Descritiva. São Paulo. Editora 
Atual. 2011.
10 IEZZI, Gelson. et al. Matemática Volume Único. São Paulo. Editora Atual. 2011.
www.educacao.globo.com
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33
Exemplo
Na proporção (lê-se: “45 está para 30 , assim como 9 está para 6.), aplicando a propriedade fundamental , 
temos: 45.6 = 30.9 = 270 
2. A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim como a soma 
dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
3. A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim como a 
diferença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
4. A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como cada antecedente está para 
o seu consequente.
5. A diferença dos antecedentes está para a diferença dos consequentes, assim como cada antecedente 
está para o seu consequente.
Exemplo envolvendo Razão e Proporção
Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas 1800. A razão do número de candidatos 
aprovados para o total de candidatos participantes do concurso é:
A) 2/3
B) 3/5
C) 5/10
D) 2/7
E) 6/7
Resolução:
Resposta “B”.
Medidas de comprimento, área, volume, massa e tempo
As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes grandezas, tais como comprimento, 
capacidade, massa, tempo e volume11.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada grandeza. Baseado no sistema 
métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos 
países.
— Medidas de Comprimento
Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o pé.
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da 
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.
Assim, são múltiplos do metro: quilômetro (km), hectômetro (hm) e decâmetro (dam)12.
Enquanto são submúltiplos do metro: decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).
11 https://www.todamateria.com.br/unidades-de-medida/
12 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-comprimento/
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Os múltiplos do metro são as grandes distâncias. Eles são chamados de múltiplos porque resultam de uma 
multiplicação que tem como referência o metro.
Os submúltiplos, ao contrário, como pequenas distâncias, resultam de uma divisão que tem igualmente 
como referência o metro. Eles aparecem do lado direito na tabela acima, cujo centro é a nossa medida base - o 
metro.
— Medidas de Capacidade
As medidas de capacidade representam as unidades usadas para definir o volume no interior de um 
recipiente13. A principal unidade de medida da capacidade é o litro (L).
O litro representa a capacidade de um cubo de aresta igual a 1 dm. Como o volume de um cubo é igual a 
medida da aresta elevada ao cubo, temos então a seguinte relação:
1 L = 1 dm³
Mudança de Unidades
O litro é a unidade fundamental de capacidade. Entretanto, também é usado o quilolitro(kL), hectolitro(hL) e 
decalitro que são seus múltiplos e o decilitro, centilitro e o mililitro que são os submúltiplos.
Como o sistema padrão de capacidade é decimal, as transformações entre os múltiplos e submúltiplos são 
feitas multiplicando-se ou dividindo-se por 10.
Para transformar de uma unidade de capacidade para outra, podemos utilizar a tabela abaixo:
Exemplo: fazendo as seguintes transformações:
a) 30 mL em L
Observando a tabela acima, identificamos que para transformar de ml para L devemos dividir o número três 
vezes por 10, que é o mesmo que dividir por 1000. Assim, temos:
30 : 1000 = 0,03 L
Note que dividir por 1000 é o mesmo que “andar” com a vírgula três casa diminuindo o número.
b) 5 daL em dL
Seguindo o mesmo raciocínio anterior, identificamos que para converter de decalitro para decilitro devemos 
multiplicar duas vezes por 10, ou seja, multiplicar por 100.
13 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-capacidade/
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35
5 . 100 = 500 dL
c) 400 cL em L
Para passar de centilitro para litro, vamos dividir o número duas vezes por 10, isto é, dividir por 100:
400 : 100 = 4 L
Medida de Volume
As medidas de volume representam o espaço ocupado por um corpo. Desta forma, podemos muitas vezes 
conhecer a capacidade de um determinado corpo conhecendo seu volume.
A unidade de medida padrão de volume é o metro cúbico (m³), sendo ainda utilizados seus múltiplos (km³, 
hm³ e dam³) e submúltiplos (dm³, cm³ e mm³).
Em algumas situações é necessário transformar a unidade de medida de volume para uma unidade de 
medida de capacidade ou vice-versa. Nestes casos, podemos utilizar as seguintes relações:
1 m³ = 1 000 L
1 dm³ = 1 L
1 cm³ = 1 mL
Exemplo: Um tanque tem a forma de um paralelepípedo retângulo com as seguintes dimensões: 1,80 m de 
comprimento, 0,90 m de largura e 0,50 m de altura. A capacidade desse tanque, em litros, é:
A) 0,81
B) 810
C) 3,2
D) 3200
Para começar, vamos calcular o volume do tanque, e para isso, devemos multiplicar suas dimensões:
V = 1,80 . 0,90 . 0,50 = 0,81 m³
Para transformar o valor encontrado em litros, podemos fazer a seguinte regra de três:
Assim, x = 0,81 . 1000 = 810 L.
Portanto, a resposta correta é a alternativa b.
Medidas de Massa
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg)14. Um cilindro de platina e 
irídio é usado como o padrão universal do quilograma.
As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g), decigrama (dg), 
centigrama (cg) e miligrama (mg).
14 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-massa/
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São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada. Sendo 1 tonelada 
equivalente a 1000 kg.
• Unidades de medida de massa
As unidades do sistema métrico decimal de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama 
(dag), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg), miligrama (mg).
Utilizando o grama como base, os múltiplos e submúltiplos das unidades de massa estão na tabela a seguir.
Além das unidades apresentadas existem outras como a tonelada, que é um múltiplo do grama, sendo que 
1 tonelada equivale a 1 000 000 g ou 1 000 kg. Essa unidade é muito usada para indicar grandes massas.
A arroba é uma unidade de medida usada no Brasil, para determinar a massa dos rebanhos bovinos, suínos 
e de outros produtos. Uma arroba equivale a 15 kg.
O quilate é uma unidade de massa, quando se refere a pedras preciosas. Neste caso 1 quilate vale 0,2 g.
— Conversão de unidades
Como o sistema padrão de medida de massa é decimal, as transformações entre os múltiplos e submúltiplos 
são feitas multiplicando-se ou dividindo-se por 1015.
Para transformar as unidades de massa, podemos utilizar a tabela abaixo:
Exemplos: 
a) Quantas gramas tem 1 kg?
Para converter quilograma em grama basta consultar o quadro acima. Observe que é necessário multiplicar 
por 10 três vezes.
1 kg → g
1 kg x 10 x 10 x 10 = 1 x 1000 = 1.000 g
b) Quantos quilogramas tem em 3.000 g?
Para transformar grama em quilograma, vemos na tabela que devemos dividir o valor dado por 1.000. Isto 
é o mesmo que dividir por 10, depois novamente por 10 e mais uma vez por 10.
3.000 g → kg
15 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-massa/
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3.000 g : 10 : 10 : 10 = 3.000 : 1.000 = 3 kg
c) Transformando 350 g em mg.
Para transformar de grama para miligrama devemos multiplicar o valor dado por 1.000 (10 x 10 x 10).
350 g → mg
350 x 10 x 10 x 10 = 350 x 1000 = 350.000 mg
— Medidas de Tempo
Existem diversas unidades demedida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o ano, o século. No 
sistema internacional de medidas a unidades de tempo é o segundo (s)16.
Horas, Minutos e Segundos
Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo, em minuto para segundos, 
ou em segundos para hora.
Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto equivale a 60 segundos. Desta 
forma, 1 hora corresponde a 3.600 segundos.
Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo, 3 horas equivalem a 180 
minutos (3 . 60 = 180).
O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma unidade para outra.
Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo. Neste caso, usamos 
seus submúltiplos.
Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos ou milésimos de segundos.
Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com precisão de centésimos de 
segundo.
Instrumentos de Medidas
Para medir o tempo utilizamos relógios que são dispositivos que medem eventos que acontecem em 
intervalos regulares.
Os primeiros instrumentos usados para a medida do tempo foram os relógios de Sol, que utilizavam a 
sombra projetada de um objeto para indicar as horas.
Foram ainda utilizados relógios que empregavam escoamento de líquidos, areia, queima de fluidos e 
dispositivos mecânicos como os pêndulos para indicar intervalos de tempo.
16 https://www.todamateria.com.br/medidas-de-tempo/
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Outras Unidades de Medidas de Tempo
O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que representa 1 dia.
O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os meses de abril, junho, 
setembro, novembro têm 30 dias.
Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem 31 dias. O mês de 
fevereiro normalmente têm 28 dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele têm 29 dias.
O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol. Normalmente, 1 ano 
corresponde a 365 dias, no entanto, de 4 em 4 anos o ano têm 366 dias (ano bissexto).
Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:
Tabela de Conversão de Medidas
O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.
Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de medidas bases das grandezas 
que queremos converter, por exemplo:
Capacidade: litro (l)
Comprimento: metro (m)
Massa: grama (g)
Volume: metro cúbico (m3)
Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os prefixos deci, centi e mili 
correspondem respectivamente à décima, centésima e milésima parte da unidade fundamental.
Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo correspondem respectivamente a dez, 
cem e mil vezes a unidade fundamental.
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Exemplos:
a) Quantos mililitros correspondem 35 litros?
Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das medidas de capacidade. 
Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0 litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem 
ficar na casa da unidade de medida dada, que neste caso é o litro.
Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A vírgula ficará sempre 
atrás dos algarismos que estiver na caixa da unidade pedida, que neste caso é o ml.
Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.
b) Transformando 700 gramas em quilogramas.
Lembrando que podemos escrever 700,0 g. Colocamos a vírgula e o 0 antes dela na unidade dada, neste 
caso g e os demais algarismos nas casas anteriores.
Depois completamos com zeros até chegar na casa da unidade pedida, que neste caso é o quilograma. A 
vírgula passa então para atrás do algarismo que está na casa do quilograma.
Então 700 g corresponde a 0,7 kg.
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Análise e interpretação de informações expressas em gráficos e tabelas
— Gráficos
Os gráficos são representações que facilitam a análise de dados, os quais costumam ser dispostos em 
tabelas quando se realiza pesquisas estatísticas17. Eles trazem muito mais praticidade, principalmente quando 
os dados não são discretos, ou seja, quando são números consideravelmente grandes. Além disso, os gráficos 
também apresentam de maneira evidente os dados em seu aspecto temporal.
Elementos do Gráfico
Ao construirmos um gráfico em estatística, devemos levar em consideração alguns elementos que são 
essenciais para sua melhor compreensão. Um gráfico deve ser simples devido à necessidade de passar uma 
informação de maneira mais rápida e coesa, ou seja, em um gráfico estatístico, não deve haver muitas informa-
ções, devemos colocar nele somente o necessário.
As informações em um gráfico devem estar dispostas de maneira clara e verídica para que os resultados 
sejam dados de modo coeso com a finalidade da pesquisa.”
Tipos de Gráficos
Em estatística é muito comum a utilização de diagramas para representar dados, diagramas são gráficos 
construídos em duas dimensões, isto é, no plano. Existem vários modos de representá-los. A seguir, listamos 
alguns.
• Gráfico de Pontos
Também conhecido como Dotplot, é utilizado quando possuímos uma tabela de distribuição de frequência, 
sendo ela absoluta ou relativa. O gráfico de pontos tem por objetivo apresentar os dados das tabelas de forma 
resumida e que possibilite a análise das distribuições desses dados.
Exemplo: Suponha uma pesquisa, realizada em uma escola de educação infantil, na qual foram coletadas 
as idades das crianças. Nessa coleta foi organizado o seguinte rol:
Rol: {1, 1, 2, 2, 2, 2, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 4, 4, 5, 5, 6}
Podemos organizar esses dados utilizando um Dotplot.
Observe que a quantidade de pontos corresponde à frequência de cada idade e o somatório de todos os 
pontos fornece-nos a quantidade total de dados coletados.
• Gráfico de linha
17 https://brasilescola.uol.com.br/matematica/graficos.htm
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É utilizado em casos que existe a necessidade de analisar dados ao longo do tempo, esse tipo de gráfico é 
muito presente em análises financeiras. O eixo das abscissas (eixo x) representa o tempo, que pode ser dado 
em anos, meses, dias, horas etc., enquanto o eixo das ordenadas (eixo y) representa o outro dado em questão.
Uma das vantagens desse tipo de gráfico é a possibilidade de realizar a análise de mais de uma tabela, por 
exemplo.
Exemplo: Uma empresa deseja verificar seu faturamento em determinado ano, os dados foram dispostos 
em uma tabela.
Veja que nesse tipo de gráfico é possível ter uma melhor noção a respeito do crescimento ou do decresci-
mento dos rendimentos da empresa.
• Gráfico de Barras
Tem como objetivo comparar os dados de determinada amostra utilizando retângulos de mesma largura e 
altura. Altura essa que deve ser proporcional ao dado envolvido, isto é, quanto maior a frequência do dado, 
maior deve ser a altura do retângulo.
Exemplo: Imagine que determinada pesquisa tem por objetivo analisar o percentual de determinada popula-
ção que acesse ou tenha: internet, energia elétrica, rede celular, aparelho celular ou tablet. Os resultados dessa 
pesquisa podem ser dispostos em um gráfico como este:
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42
• Gráfico de Colunas
Seu estilo é semelhante ao do gráfico de barras, sendo utilizado para a mesma finalidade. O gráfico de 
colunas então é usado quando as legendas forem curtas, a fim de não deixar muitos espaços em branco no 
gráfico de barra.
Exemplo: Este gráfico está, de forma genérica, quantificando e comparando determinada grandeza ao longo 
de alguns anos.
• Gráfico de Setor
É utilizado para representar dadosestatísticos com um círculo dividido em setores, as áreas dos setores 
são proporcionais às frequências dos dados, ou seja, quanto maior a frequência, maior a área do setor circular.
Exemplo: Este exemplo, de forma genérica, está apresentando diferentes variáveis com frequências diver-
sas para determinada grandeza, a qual pode ser, por exemplo, a porcentagem de votação em candidatos em 
uma eleição.
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43
• Histograma
O Histograma é uma ferramenta de análise de dados que apresenta diversos retângulos justapostos (barras 
verticais)18.
Por esse motivo, ele se assemelha ao gráfico de colunas, entretanto, o histograma não apresenta espaço 
entre as barras.
• Infográficos
Os infográficos representam a união de uma imagem com um texto informativo. As imagens podem conter 
alguns tipos de gráficos.
18 https://www.todamateria.com.br/tipos-de-graficos/
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— Tabelas
As tabelas são usadas para organizar algumas informações ou dados. Da mesma forma que os gráficos, 
elas facilitam o entendimento, por meio de linhas e colunas que separam os dados.
Sendo assim, são usadas para melhor visualização de informações em diversas áreas do conhecimento. 
Também são muito frequentes em concursos e vestibulares.
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Geometria básica: ângulos, triângulos, polígonos, distâncias, proporcionalidade, perí-
metro e área. Plano cartesiano: sistema de coordenadas, distância
A geometria é uma área da matemática que estuda as formas geométricas desde comprimento, área e 
volume19. O vocábulo geometria corresponde a união dos termos “geo” (terra) e “metron” (medir), ou seja, a 
“medida de terra”.
A Geometria é dividida em três categorias:
- Geometria Analítica; 
- Geometria Plana;
- Geometria Espacial;
Assim, a geometria analítica, também chamada de geometria cartesiana, une conceitos de álgebra e 
geometria através dos sistemas de coordenadas. Os conceitos mais utilizados são o ponto e a reta.
Enquanto a geometria plana ou euclidiana reúne os estudos sobre as figuras planas, ou seja, as que não 
apresentam volume, a geometria espacial estuda as figuras geométricas que possuem volume e mais de uma 
dimensão.
— Geometria Plana
É a área da matemática que estuda as formas que não possuem volume. Triângulos, quadriláteros, 
retângulos, circunferências são alguns exemplos de figuras de geometria plana (polígonos)20.
Para geometria plana, é importante saber calcular a área, o perímetro e o(s) lado(s) de uma figura a partir 
das relações entre os ângulos e as outras medidas da forma geométrica. 
Algumas fórmulas de geometria plana:
— Teorema de Pitágoras
Uma das fórmulas mais importantes para esta frente matemática é o Teorema de Pitágoras.
Em um triângulo retângulo (com um ângulo de 90º), a soma dos quadrados dos catetos (os “lados” que 
formam o ângulo reto) é igual ao quadrado da hipotenusa (a aresta maior da figura).
Teorema de Pitágoras: a² + b² = c²
— Lei dos Senos
Lembre-se que o Teorema de Pitágoras é válido apenas para triângulos retângulos. A lei dos senos e lei dos 
cossenos existe para facilitar os cálculos para todos os tipos de triângulos.
Veja a fórmula abaixo. Onde a, b e c são lados do triângulo.
Para qualquer triângulo ABC inscrito em uma circunferência de centro O e raio R, temos que:
19 https://www.todamateria.com.br/matematica/geometria/#:~:text=A%20geometria%20%C3%A9%20
uma%20%C3%A1rea,Geometria%20Anal%C3%ADtica
20 https://bityli.com/BMvcWO
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— Lei dos Cossenos
A lei dos cossenos pode ser utilizada para qualquer tipo de triângulo, mesmo que ele não tenha um ângulo 
de 90º. Basta conhecer o cosseno de um dos ângulos e o valor de dois lados (arestas) do triângulo.
Veja a fórmula abaixo. Onde a, b e c são lados do triângulo.
Para qualquer triângulo ABC, temos que:
— Relações Métricas do Triângulo Retângulo
As relações trigonométricas no triângulo retângulo são fórmulas simplificadas. Elas podem facilitar a 
resolução das questões em que o Teorema de Pitágoras é aplicável.
Para um triângulo retângulo, sua altura relativa à hipotenusa e as projeções ortogonais dos catetos, temos 
o seguinte:
- Onde a é hipotenusa;
- b e c são catetos;
- m e n são projeções ortogonais;
- h é altura.
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— Teorema de Tales
O Teorema de Tales é uma propriedade para retas paralelas.
Se as retas CC’, BB’ e AA’ são paralelas, então:
— Fórmulas Básicas de Geometria Plana
Polígonos
O perímetro é a soma de todos os lados da figura, ou seja, o comprimento do polígono.
Onde A é a área da figura, veja as principais fórmulas:
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Fórmulas da Circunferência
Conversão para radiano, comprimento e área do círculo:
Conversão de unidades: π rad corresponde a 180°.
Comprimento de uma circunferência: C = 2 · π · R.
Área de uma circunferência: A = π · R²
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— Geometria Espacial 
É a frente matemática que estuda a geometria no espaço. Ou seja, é o estudo das formas que possuem três 
dimensões: comprimento, largura e altura.
Apenas as figuras de geometria espacial têm volume.
Uma das primeiras figuras geométricas que você estuda em geometria espacial é o prisma. Ele é uma 
figura formada por retângulos, e duas bases. Outros exemplos de figuras de geometria espacial são cubos, 
paralelepípedos, pirâmides, cones, cilindros e esferas. Veja a aula de Geometria espacial sobre prisma e esfera.
— Fórmulas de Geometria Espacial
Fórmula do Poliedro: Relação de Euler
Para saber a quantidade de vértices e arestas de uma figura espacial, utilize a Relação de Euler:
Onde V é o número de vértices, F é a quantidade de faces e A é a quantidade de arestas, temos:
V + F = A + 2
Fórmulas da Esfera
Fórmulas do Cone
Onde r é o raio da base, g é a geratriz e H é a altura.
Área lateral do cone: Š = π · R . g
Área da base do cone: A = π · R²
Área da superfície total do cone: S = Š + A
Volume do cone: V = 1/3 . A . H
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50
Fórmulas do cilindro
Área da base de um cilindro: Ab = π · r².
Área da superfície lateral de um cilindro: Al = 2 · π · r · h.
Volume de um cilindro: V = Ab · h = π · r² · h.
Secção meridiana: corte feito na “vertical”; a área desse corte será 2r · h.
Fórmulas do Prisma
O prisma é um sólido formado por laterais retangulares e duas bases. Na imagem a seguir, o prisma tem 
base retangular, sendo um paralelepípedo. O cubo é um paralelepípedo e um prisma.
Diagonal de um paralelepípedo: .
Área total de um paralelepípedo: .
Volume de um paralelepípedo: .
Prismas retos são sólidos cujas faces laterais são formadas por retângulos.
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Volume de um prisma: 
Fórmulas da Pirâmide Regular
Para uma pirâmide regular reta, temos:
Área da Base (AB): área do polígono que serve de base para a pirâmide.
Área Lateral (AL): soma das áreas das faces laterais, todas triangulares.
Área Total (AT): soma das áreas de todas as faces: AT = AB + AL.
Volume (V): V = . AB . h.
E sendo a (apótema da base), h (altura), g (apótema da pirâmide), r (raio da base), b (aresta da base) e t 
(aresta lateral), temos pela aplicação de Pitágoras nos triângulos retângulos.
h² + r² = t²
h² + a² = g²
Fórmulas do Tetraedro Regular
Para o tetraedro regular de aresta medindo a, temos:
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Altura da face = 
Altura do tetraedro = 
Área da face: AF = 
Área total: AT = 
Volume do tetraedro: 
— Geometria Analítica
A geometria analíticautiliza coordenadas e funções do plano cartesiano para solucionar perguntas 
matemáticas. É a área da matemática que relaciona a álgebra com a geometria. A álgebra utiliza variáveis para 
representar os números e u utiliza fórmulas matemáticas.
Conhecer essa frente da matemática também é importante para resolver questões de Física. Por exemplo, 
o cálculo da área em um plano cartesiano pode informar o deslocamento (ΔS) se o eixo x e o eixo y informarem 
a velocidade e o tempo.
O primeiro passo para estudar essa matéria é aprender o conceito de ponto e reta.
- Um ponto determina uma posição no espaço.
- Uma reta é um conjunto de pontos.
- Um plano é um conjunto infinito com duas dimensões.
Entender a relação entre ponto, reta e plano é importante para resolver questões com coordenadas no plano 
cartesiano, mas também para responder perguntas sobre a definição de ponto, reta e plano, e a posição relativa 
entre retas, reta e plano e planos.
Para representar um ponto (A, por exemplo) em um plano cartesiano, primeiro você deve indicar a posição 
no eixo x (horizontal) e depois no eixo y (vertical). Assim, segue as coordenadas seguem o modelo A (xa,ya).
— Equação Fundamental da Reta
A equação fundamental da reta que passa pelo ponto P (x0, y0) e tem coeficiente angular m é:
y – y0 = m . (x – x0)
Equação Reduzida e Equação Geral da Reta
• Equação reduzida: y = mx + q e m = tgα.
• Equação geral: ax + by + c = 0.
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— Distância entre Dois Pontos
O ponto médio M do segmento de extremos A(xA, yA) e B(xB, yB) é dado por:
A distância d entre os pontos A(xA, yA) e B(xB, yB) é dada por:
Exercícios
1. PREFEITURA DE GUZOLÂNDIA/SP - ESCRITURÁRIO - OMNI/2021
Podemos definir um número primo, como um número natural, que é divisível por exatamente dois números 
naturais. Como os números racionais são números escritos como a fração entre dois números inteiros, assinale 
a opção CORRETA em relação aos números primos e racionais. 
(A) Os números primos não são racionais, já que não podemos escrevê-los na forma de uma fração.
(B) O único número primo e racional é o número 1.
(C) Todos os números primos também são racionais.
(D) Não existe número primo que seja par.
2. PREFEITURA DE PAULÍNIA/SP - CARGOS DE NÍVEL FUNDAMENTAL - FGV/2021
Observe o exemplo seguinte.
O número 10 possui 4 divisores, pois os únicos números que dividem 10 exatamente são: 1, 2, 5 e 10.
O número de divisores de 48 é
(A) 6. 
(B) 7.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.
3. PREFEITURA DE ITATIBA/SP - PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA - AVANÇA SP/2020
No que se refere aos Conjuntos Numéricos, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Reúnem diversos conjuntos cujos elementos são quase todos números.
II – São formados por números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais.
III – O ramo da Matemática que estuda os conjuntos numéricos é a Teoria dos Sistemas.
(A) Apenas o item I é verdadeiro.
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(B) Apenas o item II é verdadeiro.
(C) Apenas o item III é verdadeiro.
(D) Apenas os itens I e III são verdadeiros.
(E) Todos os itens são verdadeiros.
4. PREFEITURA DE ARAPONGAS/PR - FISCAL AMBIENTAL - FAFIPA/2020
O conjunto dos números reais (R) é formado pela união de outros conjuntos numéricos: naturais (N), intei-
ros (Z), racionais (Q) e irracionais. Das alternativas a seguir, qual representa um conjunto de múltiplos de um 
número real e, ao mesmo tempo, um subconjunto dos números naturais?
(A) {1, 5, 7, 9, 11, 13}.
(B) {−1, 5, −7, 9, −11, 13}.
(C) {1, −5, 7, −9, 11, −13}.
(D) {⋯ , 27, 36, 45, 54, 63, 72, ⋯ }.
(E) {1, 5, 7, −9, −11, −13}.
5. CRMV/AM - SERVIÇOS GERAIS – QUADRIX/2020
A partir dos números escritos no quadro acima, julgue o item.
Os números 13 e 17 são primos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
6. PREFEITURA DE MINISTRO ANDREAZZA/RO - AGENTE ADMINISTRATIVO - IBADE/2020
Em uma determinada loja de departamentos, o fogão custava R$ 400,00. Após negociação o vendedor apli-
cou um desconto de R$ 25,00. O valor percentual de desconto foi de:
(A) 5,57%
(B) 8,75%
(C) 12,15%
(D) 6,25%
(E) 6,05%
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7. ALEPI - CONSULTOR LEGISLATIVO - COPESE - UFPI/2020
Marina comprou 30% de uma torta de frango e 80% de um bolo em uma padaria. Após Marina deixar a pa-
daria, Pedro comprou o que sobrou da torta de frango por 14 reais e o que sobrou do bolo por 6 reais, o valor 
que Marina pagou em reais é:
(A) 28
(B) 30
(C) 32
(D) 34
(E) 36
8. PREFEITURA DE PIRACICABA/SP - PROFESSOR - VUNESP/2020
Do número total de candidatos inscritos em um processo seletivo, apenas 30 não compareceram para a re-
alização da prova. Se o número de candidatos que fizeram a prova representa 88% do total de inscritos, então 
o número de candidatos que realizaram essa prova é
(A) 320.
(B) 300.
(C) 250.
(D) 220.
(E) 200.
9. CREF - 21ª REGIÃO (MA) - AUXILIAR ADMINISTRATIVO - QUADRIX/2021
O ser humano pode carregar, no máximo, 10% do seu peso, sem prejudicar sua coluna. Em uma loja, um 
funcionário que pesa 80 kg transportou 1.000 pacotes de folhas de papel de uma estante A para uma estante 
B. Cada pacote contém 100 folhas de papel e cada folha pesa 5 g.
Com base nessa situação hipotética e sabendo-se que o funcionário não prejudicou sua coluna, é correto 
afirmar que o número mínimo de vezes que ele se deslocou da estante A para a estante B é igual a:
(A) 61.
(B) 62.
(C) 63.
(D) 64.
(E) 65.
10. PREFEITURA DE BOA VISTA/RR - NUTRICIONISTA - SELECON/2020
Para calcular a capacidade de um caldeirão, usa-se a fórmula V = π x R² x h (altura). Considerando-se que o 
caldeirão possui 1 metro de diâmetro e 0,50 cm de altura, a capacidade média em litros é (considere π = 3,14):
(A) 252,5
(B) 302,6
(C) 337,5
(D) 392,5
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11. PREFEITURA DE VILA VELHA/ES - PROFESSOR - IBADE/2020
A cidade de Vila Velha é separada da capital, Vitória, pela Baía de Vitória, mas unidas por pontes. A maior 
delas é a monumental, Terceira Ponte, com 3,33 km de extensão, um cartão postal das duas cidades.
O comprimento da ponte, em metros, corresponde a:
(A) 0,333
(B) 33,3
(C) 333
(D) 3.330
(E) 33.300
12. CREFONO - 1ª REGIÃO - AGENTE FISCAL - QUADRIX/2020
Com base nessa situação hipotética, julgue o item.
Supondo-se que um cachorro de pequeno porte precise de 600 mL de água por dia para se manter hidra-
tado e que 1 g de água ocupe o volume de 1 cm3, é correto afirmar que a quantidade de água necessária para 
um cachorro de pequeno porte se manter hidratado é superior a meio quilo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
13. AVAREPREV/SP - OFICIAL DE MANUTENÇÃO E SERVIÇOS - VUNESP/2020
A capacidade de uma caixa d´água é de 8,5 m³. Essa capacidade em litros é de:
(A) 8,5.
(B) 85.
(C) 850.
(D) 8500.
14. COMUR DE NOVO HAMBURGO/RS - AGENTE DE ATENDIMENTO E VENDAS - FUNDATEC/2021 
Qual o resultado da equação de primeiro grau 2x - 7 = 28 - 5x?
(A) 3.
(B) 5.
(C) 7.
(D) -4,6.
(E) Não é possível resolver essa equação.
15. PREFEITURA DE PEREIRAS/SP - ASSISTENTE SOCIAL - AVANÇA SP/2021
Assinale a alternativa que apresenta o resultado correto para a seguinte equação de primeiro grau:
x + 5 = 20 – 4x
(A) x = 1. 
(B) x = 2. 
(C) x = 3.
(D) x = 4.
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(E) x = 5.
16. PREFEITURA DE CERQUILHO/SP - PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL II - METROCAPITAL 
SOLUÇÕES/2020
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o resultado para a seguinte equação de primeiro grau:
13x - 23 -45 = -7x +12
(A) 2.
(B) 3.
(C) 4.
(D) 5.
(E) 6.
17. PREFEITURA DE VENÂNCIO AIRES/RS - PSICOPEDAGOGO - OBJETIVA/2021
Um posto de combustível está com promoção em prol de uma entidade. Em dias normais, o litro da gasolina 
está R$ 4,00, mas, na promoção, abastecendoo carro e doando o valor de R$ 20,00 para uma entidade benefi-
cente, o litro da gasolina sai por R$ 3,75. A promoção feita pelo posto pode ser descrita por uma função. Como 
é chamada essa função e como podemos escrevê-la?
(A) Função de primeiro grau, f(x) = 4x − 3,75x + 20
(B) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 − 3,75x + 20
(C) Função de segundo grau, f(x) = 3,75x2 + 20 
(D) Função de primeiro grau, f(x) = 3,75x + 20
(E) Função de segundo grau, f(x) = 4x + 3,75 + 20
18. PREFEITURA DE SANTO AUGUSTO/RS - AUDITOR FISCAL DE TRIBUTOS MUNICIPAIS - FUNDA-
TEC/2020
Considerando as seguintes frações: f(x) = 2x + 8 e g(x) = 3x – 2, assinale a alternativa que apresenta o 
resultado de f(6)/g(2).
(A) 3.
(B) 5.
(C) 8.
(D) 16.
(E) 24.
19. AVAREPREV/SP - OFICIAL DE MANUTENÇÃO E SERVIÇOS - VUNESP/2020
Paulo vai alugar um carro e pesquisou os preços em duas agências. A tabela a seguir apresenta os valores 
cobrados para a locação de um mesmo tipo de carro nessas duas agências.
Agência Taxa inicial Taxa por quilômetro rodado
I R$ 40,00 R$ 8,00
II R$ 20,00 R$ 5,00
O valor do aluguel é calculado somando-se a taxa inicial com o valor correspondente ao total de quilômetros 
rodados. Se Paulo escolher a agência II e rodar 68 km, ele pagará pelo aluguel a quantia de
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(A) R$ 360,00.
(B) R$ 420,00.
(C) R$ 475,00.
(D) R$ 584,00.
20. PREFEITURA DE TAUBATÉ/SP - ESCRITURÁRIO - VUNESP/2022
Um mestre de obras precisa de um pedaço de madeira cortada em formato de triângulo retângulo, com o 
maior lado medindo 37 cm, e o menor lado medindo 12 cm. O perímetro desse pedaço de madeira triangular 
deve ser de:
(A) 81 cm.
(B) 82 cm.
(C) 83 cm.
(D) 84 cm.
(E) 85 cm.
21. CÂMARA DE IPIRANGA DO NORTE/MT - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - OBJETIVA/2022
Um terreno retangular com comprimento de 16m e largura de 12m será dividido ao meio por uma de suas 
diagonais. Supondo-se que será utilizado uma cerca para fazer essa divisão, ao todo, quantos metros de cerca 
serão necessários?
(A) 18m
(B) 20m
(C) 22m
(D) 24m
22. PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA/SP - PEB II - AVANÇA SP/2022 
Raquel deseja comprar 15 litros de uma bebida vendida na seguinte embalagem:
Quantas embalagens iguais a essa, no mínimo, devem ser adquiridas?
(A) 15 embalagens.
(B) 30 embalagens.
(C) 34 embalagens.
(D) 45 embalagens.
(E) 53 embalagens.
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23. CRF/GO - ADVOGADO - QUADRIX/2022
Considerando uma esfera com 36 π metros cúbicos de volume, julgue o item. 
O raio dessa esfera é igual a 3 metros.
( ) CERTO
( ) ERRADO
24. PREFEITURA DE VACARIA/RS - PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL - FUNDATEC/2021
 O ponto A (-1,7) pertence à reta de equação reduzida: 
(A) y = 2x + 7.
(B) y = 2x + 9.
(C) y = -2x + 7.
(D) y = -x + 7.
(E) y = x + 7.
25. PREFEITURA DE ICAPUÍ/CE - AGENTE ADMINISTRATIVO - CETREDE/2021
Se tenho R$150,00 em julho e aplico essa quantia a juros simples de 3% ao mês, qual o valor que terei em 
outubro?
(A) R$133,50.
(B) R$163,50.
(C) R$173,00. 
(D) R$183,50.
(E) R$193,00.
26. PREFEITURA DE LARANJAL PAULISTA/SP - AUXILIAR ADMINISTRATIVO - AVANÇA SP/2021
Um pai e uma mãe, no dia do nascimento do seu filho, resolveram aplicar uma determinada quantia em um 
investimento. Esse dinheiro será resgatado quando o filho fizer 18 anos. Considerando que o valor aplicado foi 
de R$ 15.000,00 com taxa de juros simples de 1,5 % ao mês, qual será o valor do resgate?
(A) R$ 48.600,00
(B) R$ 63.600,00 
(C) R$ 78.600,00
(D) R$ 83.600,00
(E) R$ 98.600,00
27. PREFEITURA DE SÃO BENTO DO SUL/ - PROFESSOR DE ANOS FINAIS - OMNI/2021
Um homem, precisando fazer um empréstimo, consultou uma agência bancária para analisar suas possibili-
dades. Ele quer fazer um empréstimo no valor de R$ 5 000,00 e pagá-lo em uma única parcela dois anos após 
a data do empréstimo. Para isso o banco apresentou duas propostas:
• Modalidade de juros simples, com uma taxa de 10 · i % ao ano. 
• Modalidade de juros compostos, com uma taxa de · i % ao ano.
Após analisar as propostas, este homem percebeu que o valor a ser pago ao fim do período de 2 anos eram 
os mesmos para ambos os casos. Dessa forma, qual é o valor de i?
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(A) 12.
(B) 15.
(C) 18.
(D) 20.
28. PREFEITURA DE VICTOR GRAEFF/RS - PROFESSOR - OBJETIVA/2021
Sabendo-se que a razão entre a altura de certa árvore e a projeção de sua sombra é igual a 3/4 e que a sua 
sombra mede 1,6m, ao todo, qual a altura dessa árvore?
(A) 1m
(B) 1,1m
(C) 1,2m
(D) 1,3m
29. PREFEITURA DE JARDINÓPOLIS/SC - FISCAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - GS ASSESSORIA E 
CONCURSOS/2021
 Na construção de um muro 8 pedreiros levaram 12 dias para conclui-lo. Se a disponibilidade para fazer esse 
muro fosse de 6 homens em quanto tempo estaria concluído?
(A) 16
(B) 14
(C) 20
(D) 21
(E) 18
30. PREFEITURA DE PIRACICABA/SP - PROFESSOR - VUNESP/2020
Uma escola tem aulas nos períodos matutino e vespertino. Nessa escola, estudam 400 alunos, sendo o 
número de alunos do período vespertino igual a 2/3 do número de alunos do período matutino. A razão entre o 
número de alunos do período vespertino e o número total de alunos dessa escola é:
(A) 1/4
(B) 1/3
(C) 2/5
(D) 3/5
(E) 2/3
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Gabarito
1 C
2 E
3 B
4 D
5 CERTO
6 D
7 B
8 D
9 C
10 D
11 D
12 CERTO
13 D
14 B
15 C
16 C
17 D
18 B
19 A
20 D
21 B
22 C
23 CERTO
24 B
25 B
26 B
27 C
28 C
29 A
30 C
Apostila gerada especialmente para: Thaynara Viana dos Santos 038.551.112-43
Le
gi
sl
aç
ão
 Ed
uc
ac
io
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l
SEE-MG
Professor de Educação Básica (PEB) - Matemática
Legislação Educacional
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 ............................................... 1
 Constituição Estadual de Minas Gerais......................................................................... 3
Lei Federal nº 9.394/96 - (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e suas 
alterações ....................................................................................................................... 117
Leis nº 10.639/03 e 11.645/2008 – História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena .......... 145
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)..................................................................... 146
Lei Federal nº 13.005/2014 - Plano Nacional de Educação ........................................... 201
Lei Estadual nº 23.197/2018 - (Plano Estadual de Educação de Minas 
Gerais – PEE)................................................................................................................. 232
Lei Estadual nº 869/1952 - Dispõe sobre o estatuto dos funcionários públicos civis do 
Estado de Minas Gerais ................................................................................................. 255
Lei Estadual nº 15.293/2004 - Institui as carreiras dos Profissionais da Educação do 
Estado ............................................................................................................................ 294
Lei 21.710/2015 - Dispõe sobre a política remuneratória das carreiras do Grupo de 
Atividades de Educação Básica do Poder Executivo, altera a estrutura da carreira de 
Professor de Educação Básica ...................................................................................... 308
Decreto Estadual nº 46.644/2014 - Dispõe sobre o código de conduta ética do agente 
público e da alta administração estadual ....................................................................... 315
Resolução SEE nº 4.692/2021 - Dispõe sobre a organização e o funcionamento do 
ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais e dá outras 
providências ................................................................................................................... 324
Exercícios .......................................................................................................................

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