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<p>Avaliação funcional do idoso</p><p>Escala de Katz 1</p><p>Índice de Barthel 1</p><p>Teste de sentar e levantar por 30 segundos 2</p><p>Teste de flexão de cotovelo 2</p><p>TUG 3</p><p>Tandem e semi tandem 4</p><p>Medida da circunferência da panturrilha 5</p><p>MRC 5</p><p>Teste do degrau 6</p><p>TC6 todos</p><p>Escala de Katz</p><p>A escala AVD, também chamada de escala de Katz, busca veri�car a forma como o idoso realiza as</p><p>atividades básicas do dia-a-dia relacionadas a seu autocuidado. São avaliados seis itens: banho,</p><p>vestir-se, uso do vaso sanitário, transferências, continência e alimentação.</p><p>A aplicação desse instrumento é feita em dois momentos: no primeiro, as perguntas são feitas ao</p><p>idoso; depois, a seu acompanhante. Este procedimento é feito porque há casos em que a percepção</p><p>do paciente, inclusive sobre si mesmo, está alterada, logo é importante que se tenha o parecer do</p><p>acompanhante sobre a mesma situação.</p><p>Cada um dos seis itens da escala avalia a dependência ou não do indivíduo em outra pessoa para</p><p>realizar as atividades diárias anteriormente citadas (banho, vestir-se, uso do vaso sanitário, etc).</p><p>Deve-se apresentar as três alternativas presentes em cada item, e será assinalada aquela que mais se</p><p>assemelhar com a condição do idoso. Ao lado de cada alternativa há a letra I ou D; I signi�cando</p><p>independência ou D signi�cando dependência. São essas letras que serão computadas como scores</p><p>no �m do exame.</p><p>É importante que o examinador esteja ciente do que é necessário para que determinada atividade</p><p>seja realizada de forma completa, pois só assim ele poderá veri�car se o idoso é ou não dependente.</p><p>No �nal do teste é calculado o número de itens no qual o idoso foi caracterizado por ter uma</p><p>condição de dependência. O score total vai de zero a seis. Possuindo score zero, o indivíduo é</p><p>considerado independente. Neste teste, quanto maior o score, maior é a dependência que o</p><p>indivíduo possui em outros.</p><p>Índice de Barthel</p><p>O Índice de Barthel pertence ao campo de avaliação de AVDs e mede a independência funcional no</p><p>cuidado pessoal e mobilidade.</p><p>A versão utilizada avalia a independência funcional em dez tarefas: alimentação, banho, vestuário,</p><p>higiene pessoal, eliminações intestinais, eliminações vesicais, uso do vaso sanitário, passagem</p><p>cadeira-cama, deambulação e escadas. os itens do questionário foram escolhidos para indicar o</p><p>nível de cuidados necessários. O sistema de valores do instrumento, em cada item, re�ete a</p><p>importância relativa de cada tipo de incapacidade, de acordo com os cuidados necessários e a</p><p>capacidade de vivência social da pessoa avaliada.</p><p>Pontuação de 0 a 100 depende do tempo e da assistência dada: 0 realiza de forma independente, 5</p><p>necessita de alguma ajuda e 10 dependente.</p><p>Teste de sentar e levantar por 30 segundos</p><p>O teste de de sentar de sentar e levantar é amplamente usado para avaliar a função dos membros</p><p>inferiores, força e controle do equilíbrio na geriatria. Para quanti�car a força dos músculos da</p><p>extremidade inferior é necessária a ativação de músculos como quadríceps femoral, �exores e</p><p>extensores do quadril, e �exores plantares do tornozelo.</p><p>Esse teste re�ete as atividades diárias que usam os músculos inferiores. Os participantes devem</p><p>realizar seus esforços máximos em 30 segundos e o número de sentar e levantar, com os braços</p><p>cruzados sobre o peito e, em seguida retornar à posição inicial sentada, sendo contado</p><p>manualmente. Sendo realizado duas tentativas e considerado o melhor valor das duas tentativas.</p><p>Teste de �exão de cotovelo</p><p>O participante realiza o teste sentado em uma cadeira, com o tronco encostado e com os pés</p><p>totalmente apoiados no solo. Com o membro superior dominante, o participante deve executar o</p><p>máximo de repetições possíveis de �exãoe extensão de cotovelo em 30 segundos.</p><p>Timed Up and Go (TUG)</p><p>Este teste avalia a mobilidade e o equilíbrio funcional.</p><p>O teste consiste em levantar de uma cadeira, (de aproximadamente 46 cm), caminhar até uma linha</p><p>reta a 3 metros de distância (em um ritmo auto-selecionado, porém seguro), virar, caminhar de volta</p><p>e sentar-se novamente. Quanto menor o tempo utilizado, melhor é o desempenho no teste.</p><p>1. Até 10 segundos – desempenho normal para adultos saudáveis. Baixo risco de quedas;</p><p>2. Entre 11 e 20 segundos – Normal para idosos frágeis ou com debilidade, mas que se mantêm</p><p>independentes na maioria das atividades de vida diária. Baixo risco de quedas;</p><p>3. Entre 21 e 29 segundos – Avaliação funcional obrigatória. Indicado abordagem especí�ca para a</p><p>prevenção de queda. Risco de quedas moderado;</p><p>4. Maior ou igual a 30 segundos – Avaliação funcional obrigatória. Indicado abordagem especí�ca</p><p>para a prevenção de queda. Alto risco para quedas.</p><p>Short Physical Performance Battery – SPPB</p><p>SPPB é um dos instrumentos recomendados para a avaliação da capacidade funcional. A SPPB</p><p>combina informações de três parâmetros: do teste de equilíbrio estático em pé, da velocidade de</p><p>marcha em passada habitual e da força muscular estimada de membros inferiores, medida</p><p>indiretamente por meio do movimento de sentar e levantar da cadeira</p><p>Para a administração da SPPB é necessário dispor-se apenas de uma cadeira sem apoio lateral, de</p><p>um cronômetro, �ta métrica ou trena e �ta crepe para demarcar a posição inicial e �nal do</p><p>percurso de três ou quatro metros para o teste de marcha.</p><p>Dependendo da classi�cação obtida, as pessoas podem ser identi�cadas com</p><p>Circunferência da panturrilha</p><p>limitação grave (0–4 pontos);</p><p>limitação moderada (5–6 pontos);</p><p>limitação leve (7–9 pontos);</p><p>limitação mínima (10–12 pontos).</p><p>A circunferência da panturrilha está sendo utilizada para rastrear o estado nutricional e determinar relações com o</p><p>declínio físico, fragilidade e sarcopenia em idosos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu o uso da</p><p>circunferência da panturrilha como marcador de massa muscular em idosos.</p><p>Para aferição da circunferência da panturrilha deve-se usar �ta métrica inelástica na posição</p><p>ortostática com os pés afastados, avaliado os centímetros na máxima circunferência no plano</p><p>perpendicular a linha longitudinal da panturrilha. Deverá ser considerada adequada a circunferência</p><p>igual ou superior a 31 cm para homens e para mulheres.</p><p>Teste de preensão palmar</p><p>A força de preensão palmar (dinamometria) é um indicador de funcionalidade. Sua perda pode ser</p><p>indicativo de desnutrição, caracterizada por perda de massa magra, principalmente em indivíduos</p><p>idosos acamados, hospitalizados ou em instituições de longa permanência.</p><p>Para a realização da medida da preensão palmar, o indivíduo permaneça com o ombro aduzido em</p><p>posição neutra, cotovelo �etido a 90º e que as medidas sejam realizadas nos dois braços. Devem ser</p><p>feitas três medidas e considerado o maior valor obtido.</p><p>Medical Research Council (MRC)</p><p>Avalia o grau de força muscular periferica de membros inferiores e superiores. A força pode ser categorizada em um</p><p>nível de zero a cinco. A soma das pontuações é através dos 12 movimentos.</p><p>O escore total vai de 0 a 60, sendo 60 é considerada força normal e abaixo de 48 considerado fraqueza muscular</p><p>adquirida.</p>