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DERRAME PLEURAL Ana Cristina e Taís Siriano CONCEITO ▪ Derrame Pleural é a acumulação anormal de líquido na cavidade pleural, espaço entre a pleura parietal e visceral, causado por desequilíbrio na produção e reabsorção do líquido pleural. HISTÓRIA ▪ O estudo do derrame pleural remonta à antiguidade, com Hipócrates descrevendo complicações pulmonares associadas a infecções. ▪ No século XIX, Laennec e outros médicos começaram a associar efusões pleurais a doenças como a tuberculose. ▪ Com a introdução da toracocentese no século XX, o diagnóstico e tratamento tornaram-se mais precisos. EPIDEMIOLOGIA ▪ É um problema comum em ambiente hospitalar e ambulatorial, especialmente entre pacientes com doenças cardíacas, hepáticas, renais ou pulmonares. ▪ Estima-se que cerca de 1,5 milhão de casos são diagnosticados anualmente nos EUA. ▪ A incidência é maior em homens, devido à associação com doenças cardiovasculares. CAUSAS 1.Transudato: Insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica. 2.Exsudato: Pneumonia, tuberculose, câncer, doenças autoimunes. 3.Trauma e procedimentos médicos também podem causar derrames pleurais. FISIOPATOLOGIA • No derrame pleural, o líquido pode ser transudato ou exsudato: • Transudato: Causado por desequilíbrio hidrostático, frequentemente associado a insuficiência cardíaca. • Exsudato: Resulta de alterações na permeabilidade capilar, geralmente inflamatório ou infeccioso. CLASSIFICAÇÃO ▪ Fibrose pulmonar idiopática (FPI). ▪ Fibrose pulmonar não idiopática(FPNI). ▪ Fibrose pulmonar associada a doenças. DIAGNÓSTICO ▪ Anamnese: História clínica, incluindo sintomas respiratórios e antecedentes de doenças crônicas. ▪ Exame físico: Pode revelar diminuição de sons respiratórios, macicez à percussão e frêmito vocal diminuído. Exames de Imagem e Laboratoriais ▪ Radiografia de tórax ▪ Tomografia computadorizada (TC) ▪ Ultrassonografia ▪ Laboratório Radiografia de tórax: Mostra opacificação. Tomografia computadorizada (TC): Identifica melhor a extensão e causas. Ultrassonografia: Localização do líquido e suporte para punção. Laboratório: Contagem de células, pH, glicose, e LDH no líquido pleural Teste Específico para Diagnóstico ▪ Toracocentese: Procedimento para retirada do líquido pleural, útil para diagnósticos e classificação do tipo de derrame. ▪ Biópsia pleural: Indicada em casos de suspeita de malignidade ou tuberculose Quadro Clínico ▪ Dispneia (falta de ar). ▪ Dor torácica pleurítica. ▪ Tosse seca ▪ Febre pode estar presente, especialmente em causas infecciosas. Agudo e Crônico ▪ Agudo: De instalação rápida, geralmente em decorrência de infecções ou trauma ▪ Crônico: Evolução lenta, associado a doenças de base como insuficiência cardíaca ou câncer. AVALIAÇÃO • Avaliação abrangente envolve: • História clínica completa. • Exame físico detalhado. • Exames laboratoriais e de imagem para investigação da causa. TRATAMENTO ▪ Medicamentos: Diuréticos para transudatos, antibióticos para infecções, quimioterapia para malignidades. ▪ Fisioterapia: Intervenções para melhorar a função respiratória e evitar complicações como atelectasias. Resultados: Inicialmente, 512 foram questionados, mas 232 (45,3%) responderam. Os fisioterapeutas associam mais de uma técnica de expansão pulmonar em ambos os tipos de pacientes, além de deambular. A respiração profunda é a técnica mais utilizada em pacientes com derrame pleural drenado (92%) e não drenado (77%). Exercícios de pressão positiva nas vias aéreas são escolhidos por 60% dos fisioterapeutas para tratar pacientes com derrame pleural drenado e por 34% para pacientes com derrame pleural não drenado. A espirometria de incentivo é utilizada com 66% dos pacientes com derrame pleural drenado e 42% com não drenado. OBJETIVOS • O objetivo da fisioterapia respiratória no tratamento do derrame pleural é acelerar a reabsorçao do líquido e diminuir a possibilidade de espessamentos e aderências pleurais. • As técnicas mais freqüentemente usadas incluem padroes de inspiraçao controlada sobre o lado afetado para aumentar a ventilaçao, e a manuentaçao de a pressao positiva na cavidade intra pleural, por um curto período de tempo, forçando a saída do líquido através do tubo de drenagem torácica. • A cinesioterapia respiratória é amplamente usada em pacientes com desconforto respiratório e tem por objetivo, a médio prazo, proporcionar melhora na qualidade de vida do paciente e em alguns casos possibilitar o retorno às atividades produtivas CASO CLÍNICO ▪ Um homem de 70 anos de idade com história de tabagismo de longa data, com consumo de 80 maços- ano e antecedente de ICC apresenta-se com piora da dispnéia. Ele também queixa-se de dor no hemitórax direito que piora com a inspiração profunda eencontra- se afebril. A radiografia torácica revelou derrame pleural bilateral, com mais líquido pleural à direitado que à esquerda. O QUE VOCÊS FARIAM?? REFERÊNCIAS • https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/w7qQccPbKkNTXmX5DX554wz/ • https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/download/7652/9190/0 • https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/JJTM57SJdx8pq4QZMk5yXMw/ • https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/download/105/41/ 464 • https://www.scielo.br/j/fm/a/PFcXfQ3L6Mpw65BdX6C37jN/abstra ct/?lang=pt#:~:text=A%20respira%C3%A7%C3%A3o%20profund a%20%C3%A9%20a,com%20derrame%20pleural%20n%C3%A3 o%20drenado • https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-172235 https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/w7qQccPbKkNTXmX5DX554wz/ https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/download/7652/9190/0 https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/JJTM57SJdx8pq4QZMk5yXMw/ https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/download/105/41/464 https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/download/105/41/464 https://www.scielo.br/j/fm/a/PFcXfQ3L6Mpw65BdX6C37jN/abstract/?lang=pt#:~:text=A%20respira%C3%A7%C3%A3o%20profunda%20%C3%A9%20a,com%20derrame%20pleural%20n%C3%A3o%20drenado https://www.scielo.br/j/fm/a/PFcXfQ3L6Mpw65BdX6C37jN/abstract/?lang=pt#:~:text=A%20respira%C3%A7%C3%A3o%20profunda%20%C3%A9%20a,com%20derrame%20pleural%20n%C3%A3o%20drenado https://www.scielo.br/j/fm/a/PFcXfQ3L6Mpw65BdX6C37jN/abstract/?lang=pt#:~:text=A%20respira%C3%A7%C3%A3o%20profunda%20%C3%A9%20a,com%20derrame%20pleural%20n%C3%A3o%20drenado https://www.scielo.br/j/fm/a/PFcXfQ3L6Mpw65BdX6C37jN/abstract/?lang=pt#:~:text=A%20respira%C3%A7%C3%A3o%20profunda%20%C3%A9%20a,com%20derrame%20pleural%20n%C3%A3o%20drenado https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-172235 Slide 1: DERRAME PLEURAL Slide 2: CONCEITO Slide 3: HISTÓRIA Slide 4: EPIDEMIOLOGIA Slide 5: CAUSAS Slide 6: FISIOPATOLOGIA Slide 7: CLASSIFICAÇÃO Slide 8: DIAGNÓSTICO Slide 9: Exames de Imagem e Laboratoriais Slide 10: Radiografia de tórax: Mostra opacificação. Slide 11: Tomografia computadorizada (TC): Identifica melhor a extensão e causas. Slide 12: Ultrassonografia: Localização do líquido e suporte para punção. Slide 13: Laboratório: Contagem de células, pH, glicose, e LDH no líquido pleural Slide 14: Teste Específico para Diagnóstico Slide 15: Quadro Clínico Slide 16: Agudo e Crônico Slide 17: AVALIAÇÃO Slide 18: TRATAMENTO Slide 19 Slide 20: OBJETIVOS Slide 21: CASO CLÍNICO Slide 22: A radiografia torácica revelou derrame pleural bilateral, com mais líquido pleural à direitado que à esquerda. Slide 23: O QUE VOCÊS FARIAM?? Slide 24