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Elaboração de Planos de
Entrega e de Trabalho do PGD
Eixo Estratégia e Planejamento
Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Título da capacitação:
Elaboração de Planos de Entrega e de Trabalho do PGD
Demandante da capacitação:
Secretaria de Gestão e Inovação
Objetivo geral da capacitação:
Construir planos de entrega e de trabalho, considerando os elementos exigidos pelas
Instruções Normativas n. 24/2023 e 52/2023.
Informações de expediente:
Gestão
Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Diretoria de Desenvolvimento Profissional
Conteudista:
Rodrigo Narcizo
Enap, 2025
Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Diretoria de Desenvolvimento Profissional
SAIS - Área 2-A - 70610-900 — Brasília, DF
Sumário
1. Seleção dos participantes e assinatura do TCR 5
1. Competências e critérios para realizar a seleção . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1. Competência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2. Critérios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3. Perguntas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2. Termo de Ciência e Responsabilidade (TCR) . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1. Conceitos e competências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2. Competências, pactuação e alteração do TCR . . . . . . . . . . . 12
2.3. Conteúdo do TCR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3. Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2. Introdução aos Planos de Entregas e Trabalho 17
1. Conceito de Plano de Entregas e Plano de Trabalho . . . . . . . . . . . 17
1.1. O que é o Plano de Entregas seus benefícios . . . . . . . . . . . 18
1.2. O que é o plano de trabalho? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2. Importância no contexto do PGD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.1. Competências para elaboração do Plano de Entregas . . . . . . 20
2.2. Competência para elaboração e pactuação do Plano de Traba-
lho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3. Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3. Estruturação do Plano de Entregas 25
1. Data de início e data de término . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2. O que é o Método 4Q1P? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
3. Método 4Q1P . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3.1. Definindo as entregas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3.2. Definindo os demandantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.3. Definindo os destinatários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.4. Definindo as metas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
3.5. Definindo os prazos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
4. Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
4. Estruturação do plano de trabalho 37
1. Itens do plano de trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
2. Data de início e data de término . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
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2.1. Distribuição percentual da carga horária disponível no período 38
3. Descrição dos trabalhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
4. Critérios de avaliação do plano de trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
5. Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 4
Módulo
1 Seleção dos participantes eassinatura do TCR
Olá, estamos iniciando o Módulo 1 do curso.
Nestemódulo, você aprenderá sobre os processos fundamentais para a implemen-
tação do PGD, incluindo a seleção de participantes, a formalização por meio do
Termo de Ciência e Responsabilidade (TCR), e as diretrizes para o desligamento.
Esses conceitos são essenciais para garantir uma gestão eficaz e alinhada com as
necessidades da administração pública federal.
O módulo abordará os critérios de seleção e sobre seleção de servidores em situ-
ações especiais, como gestantes, idosos e pessoas com doenças graves. Também
serão discutidas as implicações do TCR e como ele define as responsabilidades dos
participantes e gestores.
Ao final deste módulo, você será capaz de aplicar os conceitos na prática, promo-
vendo a eficiência e a equidade no gerenciamento de equipes à distância.
1. Competências e critérios para realizar a seleção
Você sabe como é feita e quais os critérios utilizados para a seleção dos partici-
pantes?
1.1. Competência
A seleção dos participantes compete à chefia da unidade de execução, podendo
ser delegada à chefia imediata do participante.
1.2. Critérios
É necessário avaliar se há compatibilidade entre a natureza do trabalho a ser
realizado, a modalidade a ser executada e as competências do candidato.
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Segundo a IN nº 24/2023, na seleção dos participantes deverá ser dada prioridade
para agentes públicos em situações especiais, pois, comoPGDépossível que essas
pessoas atuem em teletrabalho.
As situações especiais previstas na IN 24/23 são:
1. Pessoas com deficiência ou que sejam pais ou responsáveis por dependentes
na mesma condição.
2. Pessoas idosas (60+).
3. Pessoas acometidas de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação men-
tal, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irre-
versível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloar-
trose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da
doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, ou síndrome
da imunodeficiência adquirida.
4. Pessoas gestantes.
5. Pessoas lactantes de filha ou filho de até dois anos de idade.
6. Outros critérios definidos pela unidade instituidora. Ex: resultado da última ava-
liação do plano de trabalho do participante ou a avaliação de desempenho indi-
vidual.
Outro aspecto a ser ressaltado é que caberá à autoridade instituidora definir a
ordem de prioridade dos critérios para seleção dos participantes. Ou seja, a ordem
apresentada na IN nº 24/2023 não precisa ser seguida obrigatoriamente.
Por fim, quando houver limitação de vagas e todos os candidatos atenderem
aos critérios de seleção, sugerimos que seja realizando o revezamento entre os
interessados, a fim de promover igualdade de oportunidades para todos.
Casos especiais
• Contratados temporários: Para os contratados por tempo determinado, o in-
gresso namodalidade teletrabalho deve ser registrada em aditivo contratual, ob-
servado o disposto na Lei nº 8.745, de 1993.• Estagiários: A seleção de estagiários dependerá de celebração de acordo entre
a instituição de ensino, a parte concedente, o estagiário e, exceto se este for
emancipado ou tiver dezoito anos de idade ou mais, o seu representante ou
assistente legal.• Empregados públicos:Na hipótese de seleção de empregados de empresas pú-
blicas ou de sociedades de economia mista em exercício na administração pú-
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 6
blica federal direta, autárquica e fundacional, o exercício do teletrabalho depen-
derá de autorização da entidade de origem.
Desligamento do participante
O desligamento do participante pode acontecer a pedido ou de ofício. Vejamos as
duas situações.• DESLIGAMENTO A PEDIDO: O participante poderá solicitar o seu desligamento
do programa, independentemente do interesse da administração, a qualquer
momento. A única exceção é no caso de PGD compulsório estabelecido pela au-
toridademáxima do órgão ou entidade, pormeio do ato de autorização. Quando
o participante estiver em teletrabalho, para fins de reorganização logística, o ór-
gão ou a entidade poderá requerer que a solicitação de desligamento seja feita
com antecedência mínima de trinta dias.Nesse caso, sugerimos que haja previ-
são desse requisito no ato de autorização do PGD.• DESLIGAMENTO DE OFÍCIO: O participante poderá ser desligado de ofício, no
interesse da administração, por razão de conveniência ou necessidade, devida-
mente justificada e em virtude de alteração da unidade de exercício; ou se o PGD
for revogado ou suspenso. Em todos os casos, o participante deverá manter a
execução do seu plano de trabalho até o seu efetivo desligamento do programa
e retorno ao controle de frequência e assiduidade.
1.3. Perguntas
O que o agente público interessado em participar do PGD deve fazer?
Primeiro, é necessário que o órgão/entidade tenha implementado o PGD. Depois,
é preciso que o candidato seja selecionado pelo chefe da unidade, observada a
natureza do trabalho e as competências do interessado. Importante ressaltar que,
quando o quantitativo de interessados em aderir ao PGD superar o quantitativo
de vagas disponibilizadas, o chefe deverá observar os seguintes critérios de priori-
zação para seleção dos participantes estabelecidos no IN nº 24/23.
É obrigatória a entrada de todos os agentes públicos de um órgão/entidade
no PGD?
Depende. A entrada de todos os agentes públicos de umórgão ou entidade no PGD
somente será obrigatória se o seu dirigente máximo assim estabelecer em seu ato
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 7
de autorização (art. 6º, parágrafo único, do Decreto nº 11.072/22). Vale ressaltar
que, nesse caso, a obrigatoriedade se refere apenas à modalidade presencial, pois
a participação em teletrabalho somente ocorrerá mediante pactuação com o par-
ticipante.
Há limitação de participantes por unidade?
Não. As modalidades e condições para participação no PGD deve ser prevista, de
forma discricionária, por cada órgão/entidade que aderir ao programa.
Quem tem cargo de chefia pode participar do PGD?
Sim. A IN nº 24/23 não restringe a participação de chefias no PGD.
Empregados públicos podem participar do PGD?
Sim. É permitida a participação de empregados públicos no PGD. Contudo, nos
casos de participação na modalidade teletrabalho, deverá haver autorização da
entidade de origem (§4º do art. 9º do Decreto nº 11.072/22).
Terceirizados podem participar do PGD?
Não. Terceirados não estão contemplados no rol previsto no §1º do art. 2º do De-
creto nº 11.072/22, por isso não podem participar do PGD.
Quem tem carga horária reduzida pode participar do PGD?
Sim. Nesse caso, a elaboração do plano de trabalho deve levar em consideração
a carga horária disponível do período. Ela será menor em comparação aos partici-
pantes que atuam com jornada total de trabalho.
É possível fazer um processo seletivo já prevendo o ingresso no teletrabalho?
Sim. No entanto, somente após seis meses de exercício na modalidade presencial
do órgão ou entidade de destino, o participante poderá ingressar na modalidade
teletrabalho. Essa condição independe se o participante estava na modalidade te-
letrabalho, presencial ou sob controle de frequência no seu órgão de origem.
Deve haver limitação de participantes por unidade?
Não. As modalidades, o número de vagas e condições para participação no PGD
devem ser previstos no ato de instituição do PGD, no âmbito de cada autarquia,
fundação pública ou unidade da administração direta de nível não inferior ao de
Secretaria ou equivalente.
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Existe um percentual previamente definido com relação número de agentes
públicos?
Não. Definir o percentual de agentes públicos que podem ou devem aderir ao pro-
grama é uma decisão discricionária da unidade instituidora do PGD (art. 6º, II, da
IN nº 24/23).
É possível participar do PGD sem autorização da chefia?
Não. A participação do PGD depende, entre outros fatores, da assinatura do TCR
e da pactuação do plano de trabalho com a chefia. Não existe direito do agente
público a participar do PGD.
É necessário que a entidade faça um processo seletivo amplo...
É necessário que a entidade faça um processo seletivo amplo para, então, a chefia
da unidade de execução, selecionar os participantes? Não. A seleção dos partici-
pantes é ato discricionário da chefia da unidade de execução, que deve observar:
a natureza do trabalho, as competências dos interessados, o número de vagas e
asmodalidades autorizadas. No entanto, não há impedimento legal para que cada
órgão/entidade estabeleçam critérios ou etapas adicionais para a seleção dos par-
ticipantes, desde que não contrarie os normativos em vigor.
Docentes também podem atuar dentro do PGD?
Sim. Os docentes podem participar do PGD, pois não há restrições no Decreto nº
11.072/22 ou na IN nº 24/23. Porém, cabe acrescentar, que as regras de participa-
ção (e possíveis vedações) devem observar também os atos de instituição de cada
órgão/entidade.
Caso o servidor seja desligado do PGD, há algum impeditivo...
Caso o servidor seja desligado do PGD, há algum impeditivo para que ele volte a
concorrer em novo processo seletivo? Não. Ainda que o participante tenha sido
desligado de ofício, não há previsão legal que o impeça de concorrer novamente
à participação no programa. No entanto, também não há impeditivo para que o
órgão ou entidade assim estabeleça em seus normativos internos.
O PGD pode ser tratado como um direito do servidor?
Não. Segundo o art. 5º do Decreto nº 11.072/22, "a instituição e a manutenção do
PGD ocorrerão no interesse da administração e não constituirão direito do agente
público.”. Por sua vez, a IN nº 24/23 reforça o entendimento trazido pelo Decreto
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 9
e dispõe sobre a obrigatoriedade de constar no Termo de Ciência e Responsabi-
lidade, a ser assinado pelo participante, que a participação no PGD não constitui
direito adquirido.
Militares que estejam na condição de requisitado ou cedido pode participar
do PGD?
Não. Militares das Forças Armadas que estejam na condição de requisitado ou ce-
dido não estão afastados das atribuições do cargo militar e, por essa razão, ainda
que no exercício de atividades administrativas e distintas daquelas que exercem
no âmbitomilitar, independentemente de sua natureza, permanecem submetidos
ao regramento próprio dos militares, que possuem regime jurídico distinto do ser-
vidor público civil. (Nota Técnica SEI nº 31339/2023/SGP/MGI). Desse modo, eles
não podem participar do PGD, conforme estabelece o §2º do art. 2º do Decreto nº
11.072/22.
Militares inativos podem participar do PGD?
Sim. Osmilitares inativos são elegíveis para adesão ao programa de gestão quando
contratados para o desempenho de atividade de natureza civil em órgãos da Ad-
ministração pública federal direta, autárquica e fundacional, públicos, conforme
disposto no art. 18 da Lei nº 13.954, de 16 de dezembro de 2019. (Nota Técnica SEI
nº 31339/2023/SGP/MGI). Ou seja, os militares inativos podem participar do PGD
desde que estejam ocupando cargo em comissão, sendo, portanto, enquadrados
no inciso II do art. 2º, §2º, da IN nº 24/23.
Militares das forças auxiliares (policiais, bombeiros) podem participar do
PGD?
Depende. Como regra, policiais e bombeiros militares são atingidos pela exclusão
prevista no art. 2º, §2º, do Decreto nº 11.072/22, por isso, não podem participar do
PGD. No entanto, caso estejam inativos e ocupando cargo em comissão, podem ser
enquadrados no inciso II do art. 2º, §2º, do referido normativo, podendo, portanto,
participar do PGD.
Quem não tem SIAPE pode participar do PGD?
Não. Todos os elegíveis ao PGD (art.2º do Decreto 11072/2022) estão no sistema
SIAPE e devem ter o status de participação no programa cadastrado no SouGov.
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A pessoa oriunda do setor privado que é nomeada em cargo comissionado...
A pessoa oriunda do setor privado que é nomeada em cargo comissionado deve
cumprir seis meses no regime presencial antes de aderir ao regime de teletraba-
lho?Não.O art. 10 da IN 24prevê dois tipos de situação emqueo servidor nãopode
ingressar na modalidadeteletrabalho do PGD quando entra em exercício em um
órgão ou entidade: no primeiro ano de estágio probatório (§2º) e por seismeses no
caso demovimentação entre órgãos e entidades (§1º). Por se trataremde exceções
à regra geral, essas regras não se aplicam ao caso de participante oriundo do setor
privado nomeado em cargo comissionado, pois ele não tinha vínculo pretérito com
a administração pública federal.
É obrigatória a divulgação pública do telefone pessoal do participante...
É obrigatória a divulgação pública do telefone pessoal do participante do PGD, para
fins de atendimento ao público? Depende. O participante do PGD, na modalidade
teletrabalho (parcial ou integral), deverá informar e manter atualizado número de
telefone, fixo ou móvel, de livre divulgação tanto dentro do órgão ou da entidade
quanto para o público externo que necessitar contatá-lo. O órgão ou entidade po-
derá definir a forma de disponibilização, se demandado pelo público interno ou
externo: se por telefone institucional com redirecionamento ao participante ou
por outros meios.
A divulgação do telefone do participante do PGD, conforme disposto no in-
ciso...
A divulgação do telefone do participante do PGD, conforme disposto no inciso V do
art. 9º do Decreto nº 11.072/2022, infringe a Lei Geral de Proteção de Dados Pes-
soais (LGPD)? Não. A disponibilização do telefone é autorizada pelo participante
quando o Termo de Compromisso e Responsabilidade (TCR) é assinado e nele
está prevista essa situação. Portanto, a assinatura pelo participante autorizaria a
divulgação.
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você saberá mais a respeito dos assuntos tratados neste
módulo.
Dê o play agora mesmo!
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo01_scorm01/scormcontent/assets/modulo1_video1-new.mp4?v=1
2. Termo de Ciência e Responsabilidade (TCR)
Você sabe o que é e como deve ser elaborado o TCR?
2.1. Conceitos e competências
O TermodeCiência e Responsabilidade - TCR é o instrumento que traz as "regras
do jogo"do PGD na unidade de execução e deve ser anuído pelo participante.
O art. 3º da IN traz a seguinte definição para o TCR:
É o instrumento de gestão por meio do qual a chefia da unidade de execução
e o interessado pactuam as regras para participação no PGD.
É a partir do registro de participação no PGD no SOUGOV que o agente público
é considerado participante do programa.
2.2. Competências, pactuação e alteração do TCR
Competência
Compete ao chefe da unidade de execução a elaboração do TCR, observando o
conteúdo mínimo previsto na IN e o melhor ajuste para o participante e para a
administração.
Pactuação
O TCR deverá ser pactuado entre o participante e o chefe da unidade de execução,
após a elaboração do plano de entregas.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 12
Alteração
O registro do TCR deverá ocorrer em sistema informatizado e quaisquer altera-
ções nas condições pactuadas deverá ensejar a elaboração de um novo termo.
Escute o áudio. . .
No áudio abaixo, você irá aprender uma série de perguntas fundamentais
para refletir e alinhar entre chefias e servidores, especialmente participantes
do PGD.
Dê o play agora mesmo!
2.3. Conteúdo do TCR
A. Responsabilidades do participante
As responsabilidades do participante estão previstas no art. 26 da IN nº 24/2023
e no Decreto nº 11.072/22 e deverão constar expressamente no TCR.
B.Modalidade e regime de execução
Este item é de suma importância pois tem grandes implicações práticas no dia
a dia do participante e na gestão das equipes. As modalidades serão detalhada-
mente discutidas no Módulo 5 deste Guia. Por ora, importa saber que a moda-
lidade deve estar expressa no TCR.
C. Prazo de antecedência para convocação presencial
Nos casos de teletrabalho, é possível que o participante seja convocado para
comparecer presencialmente à unidade. Com objetivo de oferecer previsibili-
dade para os participantes e para a administração, a IN nº 24/2023 previu que
deverá constar no TCR o tempomínimo a ser respeitado pelo chefe ao convocar
o seu subordinado.
D. Canal(is) de comunicação usado(s) pela equipe
Para evitar contratempos, é importante que seja pactuado entre o participante
e sua chefia por quais meios serão feitas e respondidas as demandas, bem
comoos tempos esperados de resposta aos contatos. As comunicações formais
entre o gestor e os seus subordinados serão por e-mail? Pelo whatsapp? Pelo
Microsoft Teams? Isso precisa ser definido e constar no TCR.
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo01_scorm01/scormcontent/assets/modulo01_audio01.mp3?v=1
E.Manifestação de ciência
Por meio do TCR, o participante deve manifestar ciência quanto a quatro aspec-
tos:• as instalações e equipamentos a serem utilizados deverão seguir as orien-
tações de ergonomia e segurança no trabalho, estabelecidas pelo órgão ou
entidade;• a participação no PGD não constitui direito adquirido: ou seja, a seleção do
candidato não garante a continuidade da sua participação no programa. De
fato, o participante pode ser desligado do PGD, em diversas situações, como
veremos adiante. Em especial, não há direito adquirido à participação em de-
terminada modalidade. Com efeito, a IN em seu art. 16 prevê que "a chefia
da unidade de execução e o participante poderão repactuar, a qualquer mo-
mento, a modalidade e o regime de execução, mediante ajuste no TCR";• no caso damodalidade teletrabalho, o participante deverá providenciar e cus-
tear a estrutura física e tecnológica necessária O Decreto nº 11.072/22 prevê
que deverá haver expressa manifestação de ciência do participante sobre
isso;• o participante na modalidade teletrabalho (parcial ou integral) deverá dispo-
nibilizar o número de telefone atualizado, tanto para divulgação no órgão,
quanto para o público externo.
F. Critérios utilizados pela chefia para avaliar a execução do plano de traba-
lho
Deverá ser registrado no TCR do participante os critérios que serão utilizados
pela chefia da unidade de execução para sua avaliação. Assim, o participante
saberá, desde o princípio, o que precisa fazer e como fazer, para atender aos
parâmetros estabelecidos pela chefia para avaliação.
G. Prazo máximo para retorno aos contatos recebidos
Deverá ser registrado no TCR do participante o prazo de retorno que ele terá
de observar caso seja contatado no horário de funcionamento do órgão.
H. Outros
Além do conteúdo obrigatório, a IN autoriza que chefia da unidade de execução
inclua no TCR outros itens. Podemos citar como exemplo o registro de dias e
horários que o participante deverá estar disponível para atividades síncronas,
seja presencialmente ou no escritório digital.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 14
Para baixar. . .
Clique no link abaixo para baixar e conhecer como um Canvas do Termo de
Ciência e Responsabilidade (TCR). Fique tranquilo, preparamos um vídeo ex-
plicando cada um dos campos ao final
Faça o download agora mesmo!
Vale a pena esclarecer o que são atividades síncronas e assíncronas. Segundo a IN
nº 24/2023:• ATIVIDADE SÍNCRONA: É aquela cuja execução se dá mediante interação simul-
tânea do participante com terceiros, podendo ser realizada com presença física
ou virtual.
Figura 1.1. Atividade sincrona
• ATIVIDADE ASSÍNCRONA: É aquela cuja execução se dá de maneira não simul-
tânea entre o participante e terceiros, ou requeira exclusivamente o esforço do
participante para sua consecução, podendo ser realizada com presença física ou
não.
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo01_scorm01/scormcontent/assets/Canvas%20-%20TCR.pdf
Figura 1.2. Atividade assíncrona
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você saberá mais a respeito dos assuntos tratados neste
módulo.
Dê o play agora mesmo!
3. Conclusão
Nestemódulo, exploramos os processos essenciais para a implementação do PGD,
desde a seleção de participantesaté a formalização pelo Termo de Ciência e Res-
ponsabilidade (TCR) e as diretrizes para o desligamento.
Tambémdiscutimos critérios específicos para a escolha de servidores emsituações
especiais, bem como as responsabilidades de participantes e de gestores.
Com esse conhecimento, você está preparado para aplicar os conceitos na prática,
promovendo uma gestão mais eficiente, transparente e equitativa.
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo01_scorm01/scormcontent/assets/Modulo01_video02.mp4?v=1
Módulo
2 Introdução aos Planos de En-tregas e Trabalho
Olá, estamos iniciando o Módulo 2 do curso.
Neste módulo, você vai explorar a principal inovação da nova regulamentação do
Programa de Gestão de Desempenho (PGD), que é o conceito e a implementação
do Plano de Entregas. De acordo com a IN nº 24/2023, o plano de entregas é um
importante instrumento de gestão, destinado a planejar e coordenar as ativida-
des de uma unidade de execução, estabelecendo metas, prazos, demandantes e
destinatários das entregas.
O plano de entregas facilita o vínculo entre o nível estratégico e o operacional, pro-
movendo maior coesão entre os membros da equipe e aumentando o senso de
pertencimento e a eficiência no desempenho coletivo. Ele também contribui para o
aumento da transparência e organização das atividades, o que reflete diretamente
no desempenho da unidade e da instituição.
Após conhecermos mais sobre o Plano de Entregas, você irá entender a importân-
cia do Plano de Trabalho, que está diretamente relacionado ao plano de entregas.
O plano de trabalho permite alocar a carga horária dos participantes, garantindo
que todos contribuam de maneira organizada para a execução das metas e objeti-
vos definidos.
Ao longo deste curso, vamos detalhar como elaborar e implementar esses planos
de forma eficaz, destacando seus benefícios para a gestão, desempenho e alinha-
mento estratégico das equipes e unidades dentro do PGD.
1. Conceito de Plano de Entregas e Plano de Trabalho
O Plano de Entregas existe para que as unidades identifiquem o que (en-
trega), quanto (meta), porque (demandante), para quem (destinatário) e quando
(prazo) fazem.
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1.1. O que é o Plano de Entregas seus benefícios
O Plano de Entregas é a principal mudança da nova regulamentação do PGD em
relação ao modelo anterior previsto na IN 65/20.
Segundo a IN nº 24/2023: é o instrumento de gestão que tem por objetivo planejar
as entregas da unidade de execução, contendo suas metas, prazos, demandan-
tes e destinatários.
O primeiro ponto a ser esclarecido é o que vema ser um ”instrumento de gestão”.
Para entender o conceito é necessário, antes, compreender o que é gestão.
Para Chiavenato (2004), a Gestão é a “maneira de governar Organizações ou parte
delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos or-
ganizacionais para alcançar determinados objetivos de maneira eficiente e eficaz.“
Posto isto, podemos compreender o Plano de Entregas como uma ferramenta a
ser utilizada para planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos de uma
unidade de forma a realizar determinadas entregas de maneira eficiente e eficaz.
Em outras palavras, o Plano de Entregas existe para que as unidades identifiquem
o que (entrega), quanto (meta), porque (demandante), para quem (destinatá-
rio) e quando (prazo) fazem. Ele reflete a razão de existência da unidade sinali-
zando para a equipe quais são as prioridades e onde o esforço deve ser alocado.
Assim, o Plano de Entregas da unidade deixa claro que as entregas são fruto de
um esforço organizacional para o qual todos os membros da equipe contribuem
individualmente demaneira organizada e transparente. Com ele cada participante
enxerga como o seu trabalho individual contribui para o todo e a importância de
sua contribuição. Desta forma, o Plano de
Entregas da unidade de execução do PGD funciona como instrumento de vínculo
entre o macro (institucional) e o micro (indivíduo).
É possível dizer, portanto, que a elaboração do Plano de Entregas da unidade
funciona como planejamento operacional, podendo ser um desdobramento do
planejamento estratégico ou cadeia de valor do órgão/entidade (top-down) ou
servir de subsídio para elaboração deles (bottomup).
O ideal é que cada entrega seja cuidadosamente vinculada a um projeto, objetivo
ou meta mais ampla, levando à coesão com a visão estratégica
A capacidade de identificar e definir precisamente essas entregas pode melhorar
significativamente as fases de planejamento e execução, levando amaior eficiência
e melhores resultados.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 18
É importante ressaltar que o planejamento do órgão/entidade ou das unidades
superiores não é imprescindível para elaboração do Plano de Entregas da uni-
dade de execução. Este pode servir de subsídio para elaboração daquelas, como
mencionado anteriormente.
Benefícios da elaboração do Plano de Entregas
De uma maneira geral, podemos enumerar os seguintes benefícios decorrentes
da elaboração do plano de entregas da unidade:
1. Auxilia o chefe da unidade na gestão das entregas e na distribuição de esforços
entre os membros da equipe;
2. Funciona como planejamento operacional, vinculando o nível estratégico e indi-
vidual;
3. Amplia o senso de pertencimento dos membros da equipe, dando-lhes clareza
acerca de suas contribuições para as entregas da unidade; e
4. Contribui para o aumento do desempenho dos participantes, da unidade e do
órgão/entidade.
1.2. O que é o plano de trabalho?
A IN nº 24/2023 conceitua plano de trabalho como:
O instrumento de gestão que tem por objetivo alocar a carga horária do partici-
pante de forma a contribuir para plano de entregas da unidade.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 19
O Plano de Trabalho maior organização da equipe e clareza em relação ao
propósito de cada um, permitindo que os participantes vejam como seu trabalho
e o dos colegas contribui para as entregas da unidade.
2. Importância no contexto do PGD
2.1. Competências para elaboração do Plano de Entregas
Figura 2.1. UA - Unidade de Autorização / UI - Unidade de Instituição / UE - Potenciais
Unidades de Execução
A elaboração do Plano de Entregas compete ao futuro chefe da unidade de exe-
cução. A expressão ”futuro” se deve ao fato de que até a pactuação do plano, a
unidade ainda não é uma unidade de execução do PGD.
De fato, segundo a IN nº 24/2023, a Unidade de Execução é qualquer unidade da
estrutura administrativa que tenha plano de entregas pactuado.
Ou seja, cada "caixinha” que faz parte da estrutura organizacional de uma uni-
dade instituidora é potencialmente uma unidade de execução, mas tornar-seá,
de fato, após a pactuação do plano de entregas.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 20
Pactuação do Plano de Entregas
Na figura, a unidade A poderá elaborar o seu plano de entregas, que deverá ser aprovado
pela unidade B, ainda que B não seja uma Unidade de Execução.
Importante ressaltar que eventuais ajustes no Plano de Entregas não enseja
nova pactuação. Nesse caso, o superior hierárquico deverá ser informado e,
entendendo necessário, poderá intervir na execução do plano de entregas ou nos
ajustes realizados.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 21
Plano de Entregas de uma Unidade Instituidora
A própria unidade instituidora poderá elaborar o seu plano de entregas, tornando-
se também uma unidade de execução.
Nesse caso, a IN nº 24/2023 dispensa aprovação pelo superior hierárquico. Assim
como eventuais ajustes são dispensados de serem comunicados.
2.2. Competência para elaboração e pactuação do Plano
de Trabalho
O plano de trabalho do participante pode ser proposto por ele e submetido para
a aprovação da chefia da unidade de execução ou vice-versa.
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você saberá mais a respeito dos assuntos tratados nesse
módulo.
Dê o play agora mesmo!Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 22
https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo02_scorm01/scormcontent/assets/modulo02_slideshow01.mp4?v=1
3. Conclusão
Neste módulo, aprofundamos a compreensão sobre a principal inovação da nova
regulamentação do PGD: o conceito e a implementação dos planos de entrega. Vi-
mos como esse instrumento de gestão contribui para o planejamento eficiente das
atividades, fortalecendo a conexão entre os níveis estratégico e operacional, além
de promover maior coesão, transparência e organização no trabalho das equipes.
Também exploramos a relação entre o plano de entregas e o plano de trabalho, es-
sencial para a adequada distribuição da carga horária e para a execução dasmetas
estabelecidas. Com esse conhecimento, você está apto a aplicar esses conceitos na
prática, aprimorando a gestão e o desempenho das unidades dentro do PGD.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 23
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 24
Módulo
3 Estruturação do Plano de En-tregas
Olá, estamos iniciando o Módulo 3 do curso.
Nesse módulo, você irá conhecer um dos aspectos mais fundamentais da gestão
de projetos e processos: a definição clara e eficaz das entregas de uma Unidade
de Execução.
O planejamento e a organização das entregas são cruciais para o sucesso de qual-
quer projeto, e para facilitar essa tarefa, vamos explorar o método 4Q1P.
Ométodo 4Q1P foi desenvolvido para ajudar equipes a estruturar e gerenciar suas
entregas, respondendo a cinco perguntas essenciais: O quê? Quanto? Quando?
Quem? Para quem? Estas perguntas guiarão a equipe na identificação precisa das
entregas e no estabelecimento de prazos, metas e responsabilidades.
Prepare-se para explorar de forma prática e objetiva como o método 4Q1P pode
transformar a gestão de suas entregas, garantindo maior eficiência, clareza e re-
sultados.
1. Data de início e data de término
Ao definir as datas de início e de término do plano de entregas, fica estabelecida a
sua
duração, que pode variar de unidade para unidade. Se ele for muito curto, a uni-
dade terá que
pactuar novas entregas e elaborar novo plano commuita frequência. Se for muito
longo, pode
sofrer muitos ajustes no meio do caminho. Vale ressaltar que a IN no 24/2023 es-
tabelece o limite máximo de um ano para a duração do plano de entregas.
Sugerimos que os Planos de Entregas de unidades de execução tenhamduração
de três meses, para que o aprendizado decorrente da execução e o resultado
da avaliação sejam mais prontamente aproveitados e refletidos nos ciclos de
planejamento seguintes.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 25
Entregas da unidade, com seus respectivos prazos, metas, deman-
dantes e destinatários
Segundo a IN no 24/2023: entrega é o produto ou serviço da unidade de execução,
resultante da contribuição dos participantes.
As entregas podem ser produto ou serviço decorrentes das atividades realizadas
pelos agentes públicos de uma unidade, como, por exemplo: cidadãos atendidos,
ato normativo elaborado, contratação realizada, processo instruído, etc.
Para cada entrega, é necessário que sejam estabelecidos, no mínimo: meta, prazo,
destinatário e demandante. Dessa forma, o pacote mínimo de conteúdo para o
plano de entregas é apresentado no exemplo abaixo:
•Meta
A meta indica a quantidade ou o percentual de um produto ou serviço que será
entregue no período do plano de entregas. As metas devem ser mensuráveis e
factíveis.• PrazoO prazo indica quando, em que data, deverá ser atingida a meta.• Demandante
O demandante de uma entrega é o indivíduo, o setor, ou qualquer outro que a
solicita. Ou seja, é quem cria a necessidade de a entrega ser realizada. Segundo
a IN nº 24/2023: demandante é aquele que solicita entregas da unidade de exe-
cução• DestinatárioO destinatário é o beneficiário ou usuário da entrega, podendo ser interno ou
externo à organização. É todo aquele para quem a entrega é realizada. Segundo
a IN nº 24/2023: destinatário é o beneficiário ou usuário da entrega, podendo ser
interno ou externo à organização• OutrosÉ possível que cada unidade acrescente itens que considere pertinente ao seu
plano de entregas. Por exemplo, podemos citar:
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 26
– Campos para descrições dos conteúdos; e
– Registro do progresso esperado para a realização da entrega no período de
vigência do plano de trabalho.
O campo de descrição da entrega é de extrema importância, pois, com ele, é
possível deixar o nome da entrega mais conciso, facilitando a compreensão do
conjunto de entregas
Por exemplo, uma entrega que incialmente fosse nomeada como "Relatório re-
ferente aos processos sobre licitações e contratos assinados pela Coordenação
de Logística no mês de janeiro de 2022 elaborado", poderia se tornar "Relatório
referente aos processos de licitações e contratos elaborado". Já no campo de
descrição, ficariam as informações complementares como a área que assinou
os contratos e o período de referência.
Escute o áudio. . .
No áudio abaixo, você conhecerá os principais mitos e verdades sobre o
Plano de entregas, acabando de uma vez por todas com as suas principais
dúvidas.
Dê o play agora mesmo!
2. O que é o Método 4Q1P?
Por dentro do conceito
Definir as entregas de uma unidade de execuçãomuitas vezes pode ser uma tarefa
desafiadora.
O método 4Q1P foi desenvolvido para auxiliar na identificação e gerenciamento
de entregas em um amplo espectro de projetos e processos.
Ele é ummétodo baseado em fazer as perguntas certas em um formato estrutu-
rado para guiar as equipes na definição e descrição de suas entregas, servindo
tanto para projetos quanto para processos contínuos.
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As respostas a essas cinco questões-chaves abaixo, conduzem à definição e descri-
ção das entregas de uma Unidade de Execução.• Que?• Quanto?• Quando?• Quem?• Para quem?
A ordem em que o 4Q1P é aplicado pode impactar o fluxo e a eficiência da discus-
são. Sugerimos começar com "o quê"porquemolda o restante da discussão. Afinal,
saber o que é a entrega é fundamental antes de discutir quando ela é esperada,
quem a solicitou, para quem será entregue e a quantidade.
Independentemente da ordem, o objetivo é garantir que todos esses elementos
sejam definidos até o final da discussão. A sequência pode ser ajustada com base
nas necessidades da equipe e na natureza do projeto ou processo.
Ao responder sistematicamente às perguntas do método 4Q1P, é possível efetiva-
mente definir e descrever as entregas de projetos ou processos.
Cada entrega deve ter respostas claras para todas as cinco perguntas, fornecendo
uma visão completa do que é a entrega, quantas serão produzidas, quando estará
pronta, quem a solicitou e a quem será entregue.
Além disso, cada estágio do método 4Q1P facilita um diálogo aberto dentro da
equipe, proporcionando a todos a chance de compartilhar suas percepções, opi-
niões e ideias.
Antes de mergulhar na identificação das entregas, é essencial entender completa-
mente o processo ou projetoem questão. Esta etapa inicial proporciona uma base
crucial para o eficaz gerenciamento de entregas.
Comece fazendo com que a equipe articule uma visão geral abrangente do pro-
cesso ou projeto com o qual estão envolvidos. Incentive-os a elaborar seu propó-
sito, os objetivos gerais que pretendem alcançar e sua estrutura.
Se for um projeto, identifique os marcos e a entrega final. Se for um processo,
tenha uma visão geral de seu fluxo de trabalho, frequência recorrente e como é
iniciado.
A chave para o sucesso deste método é a consistência e a comunicação, por isso,
estimule a equipe a usar o método 4Q1P para cada projeto ou processo. Desta
forma, com o tempo, eles internalizarão o método e se tornarão mais eficazes na
identificação e registro das entregas.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 28Entender processos e projetos é a base para a identificação e descrição das entre-
gas. Essa compreensão fornece o contexto e a visão geral que orientarão a equipe
na definição das entregas e acompanhamento do progresso.
3. Método 4Q1P
3.1. Definindo as entregas
O que?
Esta pergunta estabelece a base. Saber o que é a entrega é a informação mais
básica e essencial necessária. Esta etapa se concentra em entender a natureza da
entrega. A resposta deve definir claramente as entregas do projeto ou processo.
Pergunte à equipe:• Qual é a entrega tangível gerada pelo processo ou projeto? O que está sendo
criado? Pode ser um produto físico, um relatório, um conjunto de dados etc. Se
o processo ou projeto for complexo, ele pode ter várias entregas intermediárias.• Você pode descrever os principais componentes/características da entrega?• Como esta entrega agrega valor para o destinatário?• O que o destinatário espera receber?
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você conhecerá as principais diferenças entre:• Tarefa, entrega e objetivos;• Projetos de processos;• Serviços de produtos.
Dê o play agora mesmo!
As entregas de projeto são resultados únicos e não repetíveis alinhados com
umobjetivo de projeto específico, enquanto as entregas de processo são saídas
recorrentes de operações de rotina.
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Para baixar. . .
Clique no link abaixo para baixar um infográfico que irá ajudá-lo a diferenciar
tarefas de rotinas das entregas.
Faça o download agora mesmo!
Uma entrega pode ser parte de algo maior?
Sim, uma entrega pode ser parte de algo maior. Na gestão de projetos, é comum
dividir um grande projeto em partes ou fases menores e gerenciáveis, cada uma
com seu próprio conjunto de entregas. Estas são frequentemente referidas como
"marcos"dentro do projeto maior.
Por exemplo, considere um projeto para construir um novo sistema de software.
Este poderia ser dividido em vários entregas:• Documento de especificação de requisitos;• Projeto e modelo de arquitetura;• Protótipo do sistema;• Versão beta do sistema para testes;• Sistema de software final e totalmente funcional; e•Manual do usuário e materiais de treinamento.
Cada uma destas é uma entrega dentro do projeto maior. Cada uma delas oferece
valor e representa um passo significativo em direção à conclusão do projeto geral.
Quando uma entrega é parte de um projeto maior, é importante considerar como
ele se encaixa na linha do tempodo projeto, como ele contribui para seus objetivos,
e como as mudanças na entrega podem impactar outras partes do projeto.
O Método 4Q1P pode ser usado tanto no nível do projeto quanto no nível da
entrega individual, ajudando a definir o que cada entrega é, quando ela é devida,
quem a solicitou, para quem será entregue, e quanto dela é necessário.
Suponha que o projeto maior é a implementação de uma política ambiental abran-
gente visando a redução das emissões de carbono ao longo de uma década. Essa
política poderia ser dividida nas seguintes entregas:• Documento de Referência da Política elaborado
Diretrizes detalhadas da política, incluindo metas, estratégias e açoes para dife-
rentes setores• Plano de Engajamento dos Stakeholders elaborado
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 30
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Um plano descrevendo como diferentes stakeholders (empresas, cidadãos, de-
partamentos governamentais) serão envolvidos e informados ao longo do pro-
cesso de implementação.• Sistema de Monitoramento de Emissões desenvolvido
Um novo software para monitorar com precisão as emissões de carbono de di-
ferentes fontes.• Programas de Educação e Conscientização lançados
Lançamento de vários programas para educar e aumentar a conscientização en-
tre cidadãos e empresas sobre a redução de emissões de carbono.• Proposta de Regulação e Conformidade elaborada
Regulamentos detalhados para empresas e mecanismos de fiscalização.• Relatório Anual de Progresso elaboradoUm relatório detalhado resumindo o progresso feito a cada ano em relação aos
objetivos da política.
Agora, imagine que o projeto maior é a instalação de uma nova biblioteca pública
em uma comunidade. Este projeto poderia ser dividido em várias entregas:• Plano de Projeto elaboradoUm plano de projeto detalhado delineando os passos para a instalação da bibli-
oteca.• Espaço preparadoObter um edifício ou espaço adequado para a biblioteca e prepará-lo para uso
(instalação de estandes, configuração de computadores, organização de móveis
etc.).• Coleção de Livros e Recursos adiquiridosObter uma ampla variedade de livros, e-books, audiolivros, revistas, jornais e
outros recursos que a biblioteca oferecerá.• Sistema de Catálogo Online disponível
Configurar um sistema de catálogo online para que os usuários procurem recur-
sos disponíveis• Recrutamento e Treinamento de Pessoal realizado
Contratar e treinar pessoal para operar a biblioteca.• Cerimônia de inauguração realizada
Organizar uma cerimônia de lançamento para abrir oficialmente a biblioteca ao
público.• Programas de Engajamento da Comunidade desenvolvido
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 31
Planejar e executar programas como clubes de leitura, visitas de autores e outros
eventos comunitários.
Em ambos os exemplos, o Método 4Q1P pode ser aplicado a cada entrega para
especificar o que é, quando é devida, quem a solicitou, a quem será entregue, e
quanto é necessário. Isso ajuda a gerir cada parte da política pública ou serviço
de forma eficaz.
Escrevendo o título de uma entrega
Escrever adequadamente o título da entrega é crucial para a clareza e compre-
ensão entre os membros da equipe e os stakeholders. Ao escrever os títulos das
entregas, as seguintes dicas podem ser úteis:• Seja específico e claro: o título deve representar com precisão o que é a en-
trega. Tente evitar o uso de jargão técnico e assegure-se de que a linguagem
seja facilmente compreensível.• Seja conciso: títulos longos podem ser difíceis de compreender e lembrar. Tente
escrever seus títulos sucintos, sem perder o significado da entrega.• Leve os detalhes para a descrição: detalhes e explicações devem ser incluídos
no campo "descrição da entrega". Fique atento e não os insira no título.• Use Voz Passiva: isso significa que o foco está no resultado de uma ação, e não
na própria ação.• Utilize a fórmula: Objeto + Verbo no Particípio.
Segue abaixo exemplos de títulos de entregas elaborados utilizando à fórmula:• Plano de marketing desenvolvido;• Pesquisa com os clientes realizada;• Protótipo de software criado;• Relatório do projeto disponível;• Layout do site projetado.
Este formato de título enfatiza o produto ou serviço final, fornecendo uma visão
clara do que será alcançado após a conclusão. Garanta a consistência do use
deste padrão ao longo de seu projeto ou processo para prevenir confusão
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 32
Para baixar. . .
Identificar o que se qualifica como uma entrega pode às vezes ser uma tarefa
desafiadora, baixe o infográfico abaixo e confira dicas valiosas.
Faça o download agora mesmo!
3.2. Definindo os demandantes
Quem?
Toda entrega tem um demandante - a pessoa, equipe ou organização que a
pediu.
Ele pode ser um stakeholder interno, como um gerente ou um departamento den-
tro da organização, ou um cliente externo. Entender quem solicitou a entrega pode
fornecer contexto para sua importância, prioridade e possíveis especificações.
Faça as seguintes perguntas:
1. Quem solicitou esta entrega?
2. Quais são suas principais expectativas e critérios?
3. Com que frequência e por quais meios devemos nos comunicar com eles sobre
o progresso?
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você conhecerá mais a respeito do demandante.
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3.3. Definindo os destinatáriosPra quem?
Saber para quem será entregue pode ajudar a personalizar a entrega de
acordo com as necessidades do usuário final.
Em muitos casos, será o mesmo que o demandante, mas nem sempre. A entrega
pode ser para um cliente, um departamento interno, organização, público-alvo, ou
qualquer outra entidade. Esta etapa identifica o(s) destinatário(s).
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo03_scorm01/scormcontent/assets/modulo03_slideshow02.mp4?v=1
1. Quem receberá a entrega? Certifique-se de identificar quem realmente usará ou
se beneficiará da entrega.
2. O destinatário é o mesmo que o demandante? Se não, como as expectativas
deles diferem?
3. Como a entrega deve ser apresentada a eles para o melhor impacto? eles sobre
o progresso?
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você conhecerá mais a respeito do destinatário.
Dê o play agora mesmo!
3.4. Definindo as metas
Quanto?
Uma vez que você saiba o que está entregando e para quem, é lógico determinar
a quantidade necessária.
Esta etapa é sobre quantificar a entrega. Qual a quantidade da entrega será pro-
duzida? A resposta pode ser em termos absolutos (número de unidades) ou per-
centuais.
Faça as seguintes perguntas:• Quantas unidades da entrega são esperadas?• A quantidade da entrega é fixa ou pode variar?• Quais são as métricas que podemos usar para medir a quantidade da entrega?• Se a quantidade pode mudar, em que circunstâncias isso aconteceria?
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você conhecerá mais a respeito das metas.
Dê o play agora mesmo!
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 34
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo03_scorm01/scormcontent/assets/modulo03_slideshow04.mp4?v=1
3.5. Definindo os prazos
Quando?
O tempo é um fator crítico em qualquer projeto ou processo.
Portanto, é importante definir quando a entrega estará pronta. Deve ser uma data
específica, em vez de um período vago ou indefinido. Se for um processo repe-
tido, você deve definir quando cada interação ou conjunto de unidades da entrega
estará disponível.
Faça as seguintes perguntas:• Quando a entrega estará pronta para o destinatário?• Se for umprocesso repetido, quando cada iteração ou conjunto de unidades será
entregue?• Quais são os potenciais fatores que podem atrasar a entrega?• Quais são as consequências se o prazo não puder ser cumprido?• Uma vez definido que o prazo não pode ser cumprido, qual deve ser a ação?
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você conhecerá mais a respeito dos prazos.
Dê o play agora mesmo!
4. Conclusão
Neste módulo, exploramos a importância da definição clara e eficaz das entregas
na gestão de projetos e processos. Compreendemos a diferença entre entregas de
projeto, que são resultados únicos e alinhados a um objetivo específico, e entre-
gas de processo, que fazem parte das operações recorrentes. Também discutimos
como as entregas podem ser organizadas em fases menores, criandomarcos para
facilitar o gerenciamento.
Além disso, conhecemos o método 4Q1P, uma abordagem estruturada para pla-
nejar e gerenciar entregas de forma eficiente, respondendo a cinco questões es-
senciais: O quê? Quanto? Quando? Quem? Para quem? Esse método proporciona
mais clareza, organização e controle sobre as atividades, impactando diretamente
o sucesso dos projetos.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 35
https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo03_scorm01/scormcontent/assets/modulo03_slideshow05.mp4?v=1
Agora, você está preparado para aplicar esses conceitos na prática, utilizando o
método 4Q1P para otimizar a gestão de entregas e aprimorar os resultados da
sua equipe.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 36
Módulo
4 Estruturação do plano de tra-balho
Olá, estamos iniciando o Módulo 4 do curso.
Neste módulo, você conhecerá os principais componentes do plano de trabalho,
como a duração, que pode variar entre um e três meses, e a importância da distri-
buição da carga horária. Essa distribuição pode ser voltada para entregas dentro
da unidade de execução, para outras unidades ou até para atividades de apoio e
assessoramento, conforme as necessidades da organização.
Você também aprenderá a descrever as contribuições de forma detalhada, expli-
cando como o participante realizará suas tarefas e contribuirá para as entregas es-
peradas. A transparência e objetividade dos critérios de avaliação serão outros te-
mas abordados, permitindo que o participante saiba exatamente como seu Plano
de Trabalho será avaliado em termos de qualidade, tempestividade e outros parâ-
metros.
Ao longo deste módulo, você explorará cada um desses elementos e como aplicá-
los de forma prática para garantir que seus planos de trabalho sejam bem estru-
turados e atendam às necessidades organizacionais. Prepare-se para adquirir as
habilidades necessárias para gerenciar e avaliar planos de trabalho com eficiência
e clareza!
1. Itens do plano de trabalho
O plano de trabalho do participante deverá conter as seguintes informações:• Data de início e data de término;• Distribuição da carga horária disponível no período;• Descrição dos trabalhos; e• Critérios de avaliação.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 37
Antes de analisar cada item do conteúdo do plano de trabalho do participante,
escute o áudio abaixo para descobrir o que é mito e o que é verdade sobre esse
tema.
Escute o áudio. . .
No áudio abaixo, você conhecerá os principais mitos e verdades sobre o
plano de trabalho, esclarecendo de uma vez por todas suas principais dú-
vidas. Dê o play agora mesmo!
2. Data de início e data de término
Recomenda-se que o plano de trabalho do participante tenha duração mínima
de um mês e máxima de três meses.
A definição das datas de início e término do plano de trabalho do participante esta-
belece sua duração, que pode variar de unidade para unidade e até de participante
para participante dentro da mesma unidade.
Se o plano for muito curto, o participante precisará pactuar novos planos com
muita frequência. Se for muito longo, pode sofrer muitos ajustes no meio do cami-
nho, devido à maior dificuldade de planejamento a longo prazo.
Lembrando que todo plano de trabalho, independentemente da duração, deverá
ser avaliado mensalmente pela chefia imediata, a partir dos registros feitos pelo
servidor, também mensalmente.
2.1. Distribuição percentual da carga horária disponível no
período
Vale esclarecer, preliminarmente, o que é a "carga horária disponível no período".
Trata-se do quantitativo de horas da jornada de trabalho do participante no pe-
ríodo de vigência do plano de trabalho, descontando-se licenças e afastamentos
legais previstos e, se for o caso, somando-se eventuais compensações.
Assista ao vídeo. . .
No vídeo abaixo, você saberá mais a respeito da distribuição percentual da
carga horária.
Dê o play agora mesmo!
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 38
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https://cdn.evg.gov.br/cursos/1344_EVG/scorms/modulo04_scorm01/scormcontent/assets/modulo04_slideshow01.mp4?v=1
Aqui, vale um breve resumo do que deve ser observado quando há contribuições
para entregas de outras unidades, de forma pontual ou por meio de time volante.
Vamos lá?• PactuaçãoO plano de trabalho continua sendo pactuado entre o participante e a chefia da
sua unidade de execução. Deverá constar o percentual de esforço que o partici-
pante dedicará à outra unidade (quantidade de horas da carga horária disponível
expressa em•Monitoramento
O participante deverá reportar à chefia da sua unidade a execução das contribui-
ções e registrá-las em seu plano. Mas lembre-se: o monitoramento,em sentido
amplo, continua sob a responsabilidade da chefia da unidade de “origem” do
participante.• AvaliaçãoA avaliação deve ser reportada à chefia da unidade de execução que consentiu
as contribuições do participante, pelo menos três dias antes de findar o prazo
previsto no §1º do art. 21 da IN SEGES-SGPRT/MGI nº 24/23. Deve ser utilizada a
escala disposta no referido artigo.
3. Descrição dos trabalhos
Além de informar quanto do seu esforço será destinado para entregas da unidade,
de outras unidades ou para a realização de atividades não vinculadas a entregas, é
necessário que o participante registre no plano de trabalho como desempenhará
suas atribuições.
Consideremos que, no exemplo em questão, a entrega A seja: "Pesquisa de mer-
cado realizada".
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 39
Nesse caso, o participante deverá registrar no plano de trabalho como pretende
"utilizar"os 20% da sua carga horária disponível no período para contribuir com
essa entrega.
Assim, ele poderia registrar no campo de descrição dos trabalhos a serem realiza-
dos:• Realização de benchmarking para coleta de dados;• Análise dos dados coletados; e• Elaboração de relatório final de pesquisa de mercado.
4. Critérios de avaliação do plano de trabalho
A IN nº 24/2023 prevê que deverão ser registrados no TCR do participante os crité-
rios que serão utilizados pela chefia da unidade de execução para a avaliação do
plano de trabalho. O objetivo do normativo foi promover a transparência e reduzir
o caráter subjetivo do processo de avaliação dos planos de trabalho.
Assim, o participante saberá, desde o princípio, o que precisa fazer e como fazer
para atender aos parâmetros estabelecidos pela chefia para avaliação. Podemos
citar como critérios de avaliação que poderão estar previstos no plano de trabalho:• Qualidade;• Tempestividade;• Cumprimento dos combinados etc.
5. Conclusão
Nestemódulo, exploramos os principais componentes doplanode trabalho, desde
a definição da duração e da distribuição da carga horária até a importância da des-
crição detalhada das contribuições de cada participante. Vimos como esses ele-
mentos são fundamentais para garantir a transparência, a objetividade e a eficiên-
cia na execução das atividades dentro da organização.
Além disso, abordamos os critérios de avaliação do plano de trabalho, permitindo
que os participantes compreendam exatamente como seu desempenho será me-
dido em aspectos como qualidade e tempestividade.
Com esse conhecimento, você está preparado para estruturar e gerenciar planos
de trabalho de forma clara e estratégica, alinhando-os às necessidades da organi-
zação e promovendo uma gestão mais eficiente e assertiva.
Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 40
	1 Seleção dos participantes e assinatura do TCR
	1 Competências e critérios para realizar a seleção
	1.1 Competência
	1.2 Critérios
	1.3 Perguntas
	2 Termo de Ciência e Responsabilidade (TCR)
	2.1 Conceitos e competências
	2.2 Competências, pactuação e alteração do TCR
	2.3 Conteúdo do TCR
	3 Conclusão
	2 Introdução aos Planos de Entregas e Trabalho
	1 Conceito de Plano de Entregas e Plano de Trabalho
	1.1 O que é o Plano de Entregas seus benefícios
	1.2 O que é o plano de trabalho?
	2 Importância no contexto do PGD
	2.1 Competências para elaboração do Plano de Entregas
	2.2 Competência para elaboração e pactuação do Plano de Trabalho
	3 Conclusão
	3 Estruturação do Plano de Entregas
	1 Data de início e data de término
	2 O que é o Método 4Q1P?
	3 Método 4Q1P
	3.1 Definindo as entregas
	3.2 Definindo os demandantes
	3.3 Definindo os destinatários
	3.4 Definindo as metas
	3.5 Definindo os prazos
	4 Conclusão
	4 Estruturação do plano de trabalho
	1 Itens do plano de trabalho
	2 Data de início e data de término
	2.1 Distribuição percentual da carga horária disponível no período
	3 Descrição dos trabalhos
	4 Critérios de avaliação do plano de trabalho
	5 Conclusão

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