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1- CARACTERIZAR O PROCESSO INFLAMATÓRIO ❤ Inflamação: ❤ A sua função é livrar o hospedeiro tanto da causa inicial da lesão celular microrganismos, toxinas) como das consequências dessa lesão ( células e tecidos necrosados).❤ Sem a inflamação, infecções não seriam reconhecidas, feridas nunca cicatrizariam e tecidos lesados permaneceriam constantemente purulentos. ❤ É uma resposta benéfica do hospedeiro a invasores estranhos e ao tecido necrótico, mas também pode causar dano tecidual.❤ Os principais componentes da inflamação são uma reação vascular e uma resposta celular; ambas são ativadas pelos mediadores que são derivados das proteínas do plasma e de várias células.❤ As etapas da resposta inflamatória podem ser lembradas como os cinco Rs: (1) reconhecimento do agente lesivo, (2) recrutamento de leucócitos, (3) remoção do agente, (4) regulação (controle) da resposta e (5) resolução (reparo).❤ Células epiteliais, macrófagos do tecido e células dendríticas, leucócitos e outros tipos de células expressam receptores que percebem a presença de microrganismos e de dano. As proteínas circulatórias reconhecem os microrganismos que, eventualmente, tenham entrado no sangue. ❤O resultado da inflamação aguda é a eliminação do estímulo nocivo, seguido de diminuição da reação e reparo do tecido lesado, ou a lesão persistente resultando na inflamação crônica. -> a Reação inflamatória típica se desenvolve por meio de uma série de etapas em sequência: 1- O Agente agressor, que se situa nos tecidos extravasculares, é reconhecido pelas células hospedeiras 2- Os leucócitos e as proteínas do plasma( Beta globulinas Incluem proteínas como a transferrina, que transporta ferro, e a complemento C3, que faz parte do sistema de defesa imunológica, além de imunoglobulinas G) são recrutadas da circulação para o local onde o agente está. 3-Leucócitos e proteínas são ativados e trabalham juntos para destruir e eliminar a substância agressora. 4- A Reação é controlada e concluída (Ocorre quando o agente agressor é eliminado, Os mediadores são decompostos e dissipados, e os leucócitos apresentam meia-vida curta nos tecidos, São ativados mecanismos anti inflamatórios, que servem para controlar a resposta e impedir que ela cause danos excessivos ao hospedeiro) 5- O tecido lesado é reparado.(O tecido lesado é substituído por meio de regeneração das células sobreviventes e preenchimento de defeitos residuais com tecido conjuntivo cicatrização) 1.1 CAUSAS ♡ Infecções (bacteriana, virótica, fúngica, parasitária) e toxinas microbianas estão entre as causas mais comuns e importantes. Os diferentes patógenos infecciosos suscitam respostas anti inflamatórias variadas, desde uma inflamação aguda leve que causa pouco ou nenhum dano duradouro e erradica com sucesso a infecção á reações sistêmicas severas que podem ser fatais, até reações crônicas prolongadas que causem lesão tecidual extensa. Os resultados são determinados principalmente pelo tipo de patógeno e, até certo ponto, pelas características do hospedeiro, as quais são pouco definidas. ♡ A necrose dos tecidos propicia a inflamação, independentemente da causa da morte celular, que pode incluir isquemia (fluxo sanguíneo reduzido, a causa do infarto do miocárdio), trauma e lesões físicas e químicas (lesão térmica, como ocorre em queimaduras ou congelamento; irradiação; exposição a algumas substâncias químicas ambientais). ♡Corpos estranhos (lascas de madeira, sujeira, suturas) podem deflagrar inflamação porque causam lesão tecidual traumática ou transportam microrganismos. Até mesmo algumas substâncias endógenas podem ser consideradas potencialmente nocivas se grandes quantidades forem depositadas nos tecidos; tais substâncias incluem cristais de urato (na doença da gota), cristais de colesterol (na aterosclerose) e lipídios (na síndrome metabólica associada à obesidade). ♡Reações imunes (também chamadas de reações de hipersensibilidade) são aquelas em que o sistema imune, normalmente protetor, causa dano nos próprios tecidos do indivíduo. As respostas imunes lesivas são direcionadas contra antígenos próprios, causando as doenças autoimunes, ou são reações excessivas contra substâncias, como em alergias, ou contra microrganismos do ambiente. A Inflamação é a principal causa de lesão tecidual nessas doenças. Devido ao fato de os estímulos para as respostas inflamatórias (p. ex., antígenos próprios e ambientais) não poderem ser eliminados, as reações autoimunes e alérgicas tendem a ser persistentes e dificultar a cura, sendo frequentemente associadas à inflamação crônica, além de serem causas importantes de morbidade e mortalidade. A Inflamação é induzida por citocinas produzidas pelos linfócitos T e outras células do sistema imune. 1.2 Reconhecimento deMicrorganismos e Células Danificadas Macrófagos, cél dendríticas e mastócitos liberam mediadores como aminas vasoativas e citocinas que reconhecem Damps e Pamps ♡ Receptores celulares para microrganismos. As células expressam receptores na membrana plasmática (para microrganismos extracelulares), os endossomos (para microrganismos ingeridos) e o citosol (para microrganismos intracelulares), que permitem que as células percebam a presença de invasores estranhos em qualquer compartimento celular. Família dos receptores Tolllike (TLRs); São expressos em muitos tipos de células, incluindo as células epiteliais (as quais os microrganismos entram a partir do ambiente externo), células dendríticas, macrófagos e outros leucócitos. O envolvimento desses receptores deflagra a produção de moléculas abrangidas na inflamação, inclusive as moléculas de adesão nas células endoteliais, citocinas e outros mediadores. ♡ Sensores de dano celular. Todas as células têm receptores citosólicos que reconhecem um conjunto diverso de moléculas que são liberadas ou alteradas como consequência do dano celular. Essas moléculas incluem ácido úrico (um produto da quebra do DNA), ATP (liberado da mitocôndria danificada), concentrações intracelulares reduzidas de K+ (devido à perda de íons pela lesão da membrana plasmática) e até o DNA quando é liberado no citoplasma e não concentrado no núcleo, como, normalmente, deveria ser, entre outras. Esses receptores ativam um complexo citosólico multiproteico denominado de inflamassomo(Sensor: Uma proteína que reconhece o estímulo perigoso. As proteínas mais comuns são os receptores tipo NOD (NLRs). Adaptador: Uma proteína que liga o sensor à caspase-1. A mais conhecida é a ASC (apoptosis-associated speck-like protein containing a CARD). Caspase-1: Uma protease que cliva as pro-formas das citocinas IL-1β e IL-18, convertendo-as em suas formas ativas. - O qual induz a produção da citocina (IL-1) que recruta leucócitos e, então, induz a inflamação. As mutações “ganho de função” no sensor são a causa de doenças raras conhecidas como síndromes autoinflamatórias, que se caracterizam pela inflamação espontânea; os antagonistas da IL-1 são tratamentos efetivos para esses distúrbios. ♡ Outros receptores celulares envolvidos na inflamação. Além dos microrganismos diretamente reconhecidos, muitos leucócitos expressam receptores para as caudas Fc dos anticorpos e para as proteínas do complemento. Esses receptores reconhecem os microrganismos opsonizados e promovem a ingestão e a destruição dos microrganismos, além de inflamação. 1.3 Tipos ❤ Inflamação Aguda Componentes: (1) dilatação de pequenos vasos levando a aumento no fluxo sanguíneo; (2) aumento de permeabilidade da microvasculatura, que permite que as proteínas do plasma e os leucócitos saiam da circulação; (3) emigração de leucócitos da microcirculação, seu acúmulo no foco da lesão e sua ativação para eliminar o agente agressor. • Quando um organismo encontra um agente lesivo, os fagócitos que residem em todos os tecidos tentam eliminar esses agentes. Ao mesmo tempo, os fagócitos e outras células do tipo sentinela nos tecidos reconhecem a presença da substância estranha e reagem por meio da liberação de citocinas, mensageiros lipídicos e outros mediadores da inflamação.Alguns desses mediadores agem nos pequenos vasos sanguíneos no entorno, promovendo o efluxo de plasma e o recrutamento de leucócitos circulantes para o sítio no qual o agente agressor está localizado. Reações dos Vasos Sanguíneos ♡ Alterações no fluxo sanguíneo e na permeabilidade dos vasos, ambas destinados à maximização do movimento das proteínas e leucócitos do plasma para fora da circulação, em direção ao local da infecção ou lesão. ♡ O deslocamento de fluidos, proteínas e células sanguíneas do sistema vascular para dentro do tecido intersticial ou das cavidades corporais é conhecido como exsudação, e em casos de infecções bacterianas a exsudação pode resultar na formação de pus, que é um tipo de exsudato purulento, rico em leucócitos neutrófilos mortos, restos celulares e, muitas vezes, microrganismos. Exsudato é o fluido extravascular que apresenta uma elevada concentração protéica e contém resíduos celulares. Sua presença implica que há aumento de permeabilidade dos pequenos vasos sanguíneos provocada por algum tipo de lesão tecidual e uma reação inflamatória contínua. Transudato; é um fluido com baixo conteúdo proteico (albumina), pouco ou nenhum material celular e baixa gravidade específica. Trata-se, essencialmente, de um ultrafiltrado de plasma sanguíneo que resulta de desequilíbrio osmótico ou hidrostático ao longo da parede do vaso sem aumento correspondente na permeabilidade vascular. O edema denota excesso de fluido no tecido intersticial ou das cavidades serosas, que pode ser ou um exsudato ou um transudato. ALTERAÇÕES NO FLUXO E NOCALIBRE VASCULAR 1- VASOCONSTRIÇÃO PERIFÉRICA INICIAL. É uma resposta rápida e transitória, com duração de poucos segundos. Para tentar minimizar o dano e a perda de sangue. -Por que ? Reflexo neurogênico: A lesão desencadeia um reflexo que causa a contração dos vasos sanguíneos na área afetada. Que visa minimizar a perda de sangue. Liberação de mediadores químicos: Células danificadas e mastócitos liberam substâncias como a serotonina, que contribuem para a vasoconstrição. Prepara o ‘’terreno’’ para a vasodilatação. Concentração de mediadores: A breve vasoconstrição "aprisiona" os mediadores inflamatórios no local da lesão, aumentando sua concentração local. Quando a vasoconstrição cessa e a vasodilatação se inicia, esses mediadores já estão prontos para agir de forma mais eficiente. 2- A VASODILATAÇÃO É induzida pela ação de vários mediadores, sobretudo a histamina, nos músculos lisos vasculares. É uma das primeiras manifestações de inflamação aguda. Inicialmente, a vasodilatação envolve as arteríolas e, então, leva à abertura de novos leitos capilares na área. O resultado é o fluxo sanguíneo aumentado, que é a causa do calor e da vermelhidão (eritema) no local da inflamação. Aumento do fluxo sanguíneo: A vasodilatação permite que um maior volume de sangue chegue ao local da lesão, trazendo células de defesa, nutrientes e oxigênio para a área. Mediada por: Histamina: Liberada por mastócitos, basófilos e plaquetas Prostaglandinas: Derivadas do ácido araquidônico, as prostaglandinas promovem vasodilatação, sensibilização de terminações nervosas e febre. Óxido nítrico (NO): Produzido pelas células endoteliais, o NO é um potente vasodilatador e inibe a agregação plaquetária. Bradicinina: Forma um sistema enzimático que promove vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e dor. Aumento de permeabilidade damicrovasculatura -Gera extravasamento de fluido rico em proteínas (um exsudato) nos tecidos extravasculares. -extravasamento de fluido rico em proteína nos tecidos extravasculares. A perda de fluido e o diâmetro aumentado do vaso levam a fluxo sanguíneo mais lento, concentração de hemácias em pequenos vasos e aumento de viscosidade do sangue. Essas alterações resultam na obstrução dos pequenos vasos com hemácias se movimentando lentamente, uma condição denominada estase, que é vista como congestão vascular e vermelhidão localizada do tecido envolvido. À medida que a estase se desenvolve, os leucócitos sanguíneos, principalmente os neutrófilos, se acumulam ao longo do endotélio vascular. Ao mesmo tempo, as células endoteliais são ativadas por mediadores produzidos nos locais de infecção e dano tecidual, expressando níveis aumentados de moléculas de adesão. Os leucócitos, então, aderem ao endotélio e, logo depois, migram através da parede vascular para dentro do tecido intersticial. Ocorre aMarginação: -As hemácias por serem menores e mais leves se juntam no centro do vaso e as células mais pesadas, como leucócitos, se concentram na periferia do vaso. O que ajuda na diapedese. 。Ocorre uma adesão dos leucócitos ao endotélio. Por meio das células endoteliais. Primeiramente FROUXA e por selectinas; Os leucócitos circulantes expressam moléculas de adesão, como as L-selectinas. Essas moléculas interagem fracamente com as selectinas do endotélio, permitindo que os leucócitos "rolem" ao longo da parede do vaso até chegarem no local desejado. ・ Durante o rolamento, os leucócitos são expostos a sinais químicos como quimiocinas que os ativam. Essa ativação leva a uma mudança conformacional nas integrinas, tornando-as de baixa para alta afinidade. Em que ao encontrarem com as integrinas endoteliais como a ICAM-1, se ligam fortemente ancorando firmemente o leucócito ao endotélio. Os leucócitos param de rolar, seus citoesqueletos são reorganizados,e, assim, se espalham sobre a superfície endotelial. - A transmigração/Diapedese - Com o aumento do fluxo, as cél endoteliais acabam sofrendo uma retração, diminuindo de tamanho, o que as afasta de uma para outra, garantindo que as células marginalizadas possam se ‘’espremer’’ e atravessar o vaso, conferindo o sinal cardinal de edema pelo líquido extravasado, exsudato, junto, e calor pelo fluxo aumentado e proximidade com a pele, e eritema, pela intensidade de hemácias passando. -Os leucócitos aderidos ao endotélio "escaneiam" a superfície endotelial em busca de locais de junção entre as células endoteliais, que são mais permeáveis chamados de junções celulares. A PECAM-1( CD31) se concentra nas junções intercelulares do endotélio, formando heterófilos (ligações moleculares) com as PECAM-1 presentes nos leucócitos. Essa interação cria uma espécie de ponte entre o leucócito e a célula endotelial. A ligação da PECAM-1 nos leucócitos desencadeia uma série de eventos de sinalização intracelular que levam à reorganização do citoesqueleto, facilitando a formação de pseudópodes e a passagem do leucócito através da junção celular. Regulação da abertura das junções celulares: A PECAM-1 também participa na regulação da abertura das junções celulares, permitindo que o leucócito encontre um caminho mais fácil para atravessar o endotélio. -Após atravessar o endotélio, os leucócitos penetram na membrana basal, provavelmente por secretarem colagenases, e entram no tecido extravascular. -As células, então, migram em direção ao gradiente quimiotático criado pelas quimiocinas e por outros quimioatraentes, acumulando-se no sítio extravascular -Uma vez que os leucócitos (os neutrófilos e monócitos) tenham sido recrutados para o local da infecção ou morte celular, devem ser ativados para realizar suas funções. As respostas desses leucócitos consistem em (1) reconhecimento dos agentes agressores pelos TLRs os quais geram sinais que (2) ativam os leucócitos para a fagocitose e destroem os agentes agressores. Fagocitose -A ativação leucocitária - Reconhecimento de PAMPS, DAMPS, VAMPS - Englobamento por meio da emissão de pseudópodes -Destruição no interior de fagolisossomos pelas espécies reativas de oxigenio e nitrogenio. M1, Clássico. Os Receptores Fagocíticos De manose, receptores scavenger e receptores para várias opsoninas ligantes aos microrganismos ingeridos. O receptor de manose dos macrófagos é uma lectina que se liga aos resíduos terminais manose e fucose de glicoproteínas e glicolipídios. A eficiência da fagocitose é significativamente maior quando os microrganismos são opsonizados por proteínas específicas (opsoninas)para as quais os fagócitos expressam receptores de alta afinidade. As principais são os anticorpos IgG, o produto da quebra de C3b do complemento e certas lectinas do plasma, sobretudo a lectina ligante de manose, todas reconhecidas por receptores específicos nos leucócitos. Pode ser através de PAMPS ou DAMPS também, pelos toll-likes Englobamento - Após a ligação da partícula aos receptores do fagócito, as extensões do citoplasma (pseudópodes) fluem ao redor dela e a membrana plasmática se fecha para formar uma vesícula (fagossomo) que engloba a partícula. A formação e a extensão desses pseudópodes dependem da rápida polimerização dos filamentos de actina, que empurram a membrana para frente.Cdc42, GTPASES - Em seguida, o fagossomo se funde com o grânulo lisossômico, resultando na liberação do conteúdo do grânulo para dentro do fagolisossomo. SNAREs (v-SNAREs e t-SNAREs) fagossomo e lisossomo, proteínas presentes nas membranas do fagossomo e do lisossomo, formam complexos que promovem a aproximação e fusão das membranas dessas organelas. Destruição Intracelular deMicrorganismos e Resíduos •A morte dos microrganismos é realizada pelas espécies reativas de oxigênio (ERO) e espécies reativas de nitrogênio, principalmente aquelas derivadas do óxido nítrico (NO) estes destroem os resíduos fagocitados. ⇒Espécies Reativas de Oxigênio: - São produzidas pela rápida composição e ativação de uma oxidase multicomponente a NADPH (também chamada oxidase de fagócitos), que oxida a NADP+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato) e, no processo, reduz o oxigênio a um ânion superóxido (O2), que é, então, convertido em peróxido de hidrogênio(H2O2), predominantemente devido à dismutação espontânea, ela por si só não, não é capaz de destruir, de forma eficiente, os microrganismos. Entretanto, os grânulos azurofílicos dos neutrófilos contêm a enzima mieloperoxidase (MPO), que, na presença de haletos como o Cl −, converte a H2O2 em hipoclorito(OCL-2) que é um potente agente antimicrobiano que destrói os microrganismos por halogenação ou por oxidação das proteínas e lipídios. O sistema de haletos H2O2 -MPO é o bactericida mais eficiente dos neutrófilos. O H2O2 também é convertido no radical hidroxila ( -OH), outro agente destrutivo muito potente, esses radicais livres derivados do oxigênio se ligam e modificam os lipídios e proteínas das células, destruindo, dessa forma, as células como microrganismos. Os radicais derivados do oxigênio podem ser liberados extracelularmente dos leucócitos após a exposição a microrganismos, quimiocinas ou após um fagócito ser provocado. Essas EROs estão ligadas ao dano tecidual acompanhado de inflamação. ⇒ Óxido Nítrico O ,induzível, iNOS, tipo envolvido na eliminação de microrganismos, é induzido quando os macrófagos e neutrófilos são ativados pelas citocinas ( IFN-γ) ou produtos microbianos. Nos macrófagos, o NO reage com o superóxido (02) para gerar o radical livre altamente reativo peroxinitrito (ONOO- ). Esses radicais livres derivados do nitrogênio, de maneira similar à ERO, atacam e danificam os lipídios, proteínas e ácidos nucleicos dos microrganismos e células hospedeiras. Além de seu papel como substância microbicida, o NO relaxa o músculo liso vascular e promove a vasodilatação. ↠Enzimas Lisossômicas: -Os neutrófilos têm dois principais tipos de grânulos. Os grânulos menores específicos (ou secundários) contêm lisozima, colagenase, gelatinase, lactoferrina, histaminase e fosfatase alcalina. Os grânulos azurófilos maiores (ou primários) contêm mieloperoxidase, fatores bactericidas (lizozima, defensinas). Ambos os tipos de grânulos podem fundir-se com os vacúolos fagocíticos contendo material ingerido, ou o conteúdo dos grânulos pode ser liberado no espaço extracelular. As proteases ácidas degradam bactérias e resíduos dentro dos fagolisossomos, onde são acidificados por bombas de prótons ligadas às membranas. -Por causa dos efeitos destrutivos das enzimas lisossômicas, a infiltração leucocítica inicial, se não for controlada, eventualmente potencializa mais inflamação e dano tecidual. Essas proteases nocivas, entretanto, são mantidas sob controle por um sistema de antiproteases no soro e nos fluidos teciduais. A principal delas é a α1-antitripsina, que é o principal inibidor da elastase de neutrófilo. Uma deficiência desses inibidores pode levar à ação contínua das proteases leucocitárias, como é o caso em pacientes com deficiência de α1-antitripsina. Outros constituintes microbicidas granulares incluem as defensinas, peptídeos dos grânulos ricos em arginina catiônica que são tóxicos para os microrganismos. As mais importantes dentre essas células que ajudam na aguda são aquelas que produzem a citocina Il-17 (as assim-chamadas células TH17) que estimula a secreção de quimiocinas que recrutam outros leucócitos Término da Resposta Inflamatória Aguda -Autolimitada -Os neutrófilos também têm meia-vida curta nos tecidos, morrendo por apoptose dentro de poucas horas após deixarem o sangue. - Esses mecanismos de término ativo incluem um interruptor do tipo de metabólito de ácido araquidônico produzido, de leucotrienos pró-inflamatórios a lipoxinas anti-inflamatórias, e a liberação de citocinas anti-inflamatórias a IL-10. Mediadores da Inflamação -> Aminas vasoativas Histamina : -primeiros mediadores a serem liberados durante a inflamação -As fontes mais ricas de histamina são os mastócitos normalmente presentes no tecido conjuntivo adjacente aos vasos sanguíneos. -também é encontrada nos basófilos do sangue e nas plaquetas. -Armazenada nos grânulos dos mastócitos e liberada pela desgranulação em resposta a uma variedade de estímulos, incluindo (1) lesão física, como trauma, calor; (2) ligação de anticorpos aos mastócitos, que constitui a base das reações alérgicas ; e (3) produtos do complemento chamados de anafilatoxinas (C3a e C5a). Os anticorpos e produtos do complemento se ligam a receptores específicos nos mastócitos, desencadeando vias de sinalização que induzem a rápida desgranulação. citocinas (IL-1, Il-8) também podem deflagrar a liberação de histamina. - Seus efeitos vasoativos são mediados principalmente pela ligação a receptores chamados H1 nas células endoteliais microvasculares. Serotonina -presente nas plaquetas e em certas células neuroendócrinas, como naquelas do trato gastrointestinal. atua como um neurotransmissor no trato gastrointestinal. Também é um vasoconstritor Citocinas e Quimiocinas •Ativação endotelial: Tanto o TNF quanto a IL-1 agem no endotélio de modo a induzir mudanças, chamadas de ativação endotelial. Incluem aumento de expressão das moléculas de adesão endotelial, E- e P- selectinas e ligantes para integrinas de leucócitos; aumento na produção de vários mediadores, incluindo outras citocinas e quimiocinas, fatores de crescimento e eicosanóides; e aumento da atividade pró-coagulante do endotélio. • Ativação dos leucócitos e de outras células: O TNF aumenta as respostas dos neutrófilos a outros estímulos, como, por ex, a endotoxina bacteriana, e incita a atividade microbicida dos macrófagos, em parte ao induzir a produção de NO. A IL-1 ativa os fibroblastos para a produção de colágeno e estimula a proliferação de células sinoviais, além de outras células mesenquimais. A IL-1 também estimula as respostas TH17, o que, por sua vez, induz a inflamação aguda. • Resposta sistêmica da fase aguda: A IL-1 e o TNF (IL-6) induzem as respostas sistêmicas de fase aguda associadas com infecção ou lesão, incluindo a febre. Também estão envolvidas na síndrome da sepse, resultante da infecção bacteriana disseminada. O TNF também regula o equilíbrio de energia ao promover a mobilização de lipídios e proteína, além de suprimir o apetite. Por esse motivo, a produção sustentada de TNF contribui para a caquexia, estado patológico caracterizado por perda de peso e anorexia que acompanha algumas infecções crônicas e doenças neoplásicas. Quimiocinas Na inflamação aguda: As quimiocinas inflamatórias são aquelas cuja produção é induzida pelos microrganismos e poroutros estímulos. Essas quimiocinas estimulam a ligação dos leucócitos ao endotélio ao aumentar a afinidade das integrinas leucocitárias, estimulando ainda a migração (quimiotaxia) dos leucócitos nos tecidos para o local da infecção ou do dano tecidual. Cascata do Ác. Aracdônico -Pode ser adquirido naturalmente através da alimentação gordurosa, ou endogenamente pela oxidação do ácido linoleico. - Armazenado em forma de fosfolipídios, da membrana celular, aparecendo quando há um estímulo agressor. -Há a ação das FOSFOLIPASES, principalmente a A2, os sinais bioquímicos envolvidos na ativação da fosfolipase A2 incluem aumento do CA2+ citoplasmático e ativação de várias cinases em resposta a estímulos externos, que são enzimas que atuam sobre os fosfolipídios para convertê-los e liberar esse ácido armazenado. - Após liberado, ele é substrato para ação de dois grupos de enzimas. As ciclo-oxigenases(COX) e as lipo-oxigenases.(LOX). Todos os produtos são mediadores expansivos ou controladores. As Ciclo-oxigenases: COX1: Constitutiva, todo tempo se produz para a produção dos metabólitos do AA. Mesmo que não tenha inflamação. Produz histamina. COX2: Específica para inflamações em curso. As duas gerammetabólitos como: Prostaglandinas (PGs): Vasodilatadoras, capazes de aumentar a permeabilidade vascular, envolvidas no processo de geração de dor assim como as bradicininas. Prostaciclinas: Causam vasodilatação, inibem agregação plaquetária. Para controlar a inflamação, regulador da resposta. Tromboxanos: São vasoconstritores, agregação plaquetária. As lipo-oxigenases: -Produz os leucotrienos e as lipoxinas. ⇾Leucotrienos A e B: São relacionados com quimiotaxia ⇾Leucotrienos C, D, E: São associados ao broncoespasmo e ao aumento da vasodilatação. ↠Lipoxinas: reguladoras da inflamação. inibem recrutamento, quimiotaxia. Regulação e Inibição AINEs (anti-inflamatórios não esteroides): como aspirina e ibuprofeno, inibem as enzimas COX-1 e COX-2, reduzindo a produção de prostaglandinas e, assim, diminuindo a dor e a inflamação. Corticosteroides: como a prednisona, inibem a fosfolipase A2 e reduzem a expressão das enzimas COX e LOX, bloqueando a cascata desde o início e suprimindo a produção de todos os eicosanoides. Resultados da inflamação aguda Resolução completa: quando a lesão é eliminada ou quando as células parenquimatosas danificadas podem regenerar-se. A Resolução envolve a remoção dos restos celulares e microrganismos pelos macrófagos e a reabsorção do fluido de edema pelos linfáticos. Reparo pela substituição do tecido conjuntivo (cicatrização ou fibrose). Sinais da Inflamação Calor aumento do fluxo sanguíneo e do metabolismo local. Rubor (vermelhidão) aumento do fluxo sanguíneo, Vasodilatação. Edema acúmulo de líquido nos tecidos, aumento da permeabilidade vascular e migração de células inflamatórias para o local. Dor estimulação das terminações nervosas pela liberação de prostaglandinas e bradicinina. Perda de função Cicatrização Diferenciar infecção de inflamação Infecção Oque é: A infecção é a invasão e multiplicação de microrganismos patogênicos (bactérias, vírus, fungos ou parasitas) em um organismo hospedeiro. Causas:Causada por agentes externos, como bactérias, vírus, fungos ou parasitas. Exemplo: Uma infecção por bactéria Streptococcus pneumoniae pode causar pneumonia. Inflamação Oque é: A inflamação é uma resposta imune natural do organismo a uma agressão, seja ela causada por um agente infeccioso, uma substância química, um trauma físico ou até mesmo uma reação autoimune. Causas: Pode ser causada por diversos fatores, incluindo infecções, traumas, substâncias tóxicas, reações alérgicas e doenças autoimunes. Exemplo: Uma torção no tornozelo pode causar uma inflamação local. Padrõesmorfológicos Inflamação Fibrinosa: Um exsudato fibrinoso se desenvolve quando os extravasamentos vasculares são grandes ou há um estímulo procoagulante local. Inflamação Purulenta (Supurativa), Abscesso: A inflamação purulenta é caracterizada pela produção de pus, um exsudato constituído por neutrófilos, células necróticas e líquido de edema. Úlceras: é um defeito local, ou escavação, da superfície de um órgão ou tecido que é produzido pela destruição (descamação) de tecido necrótico inflamado Inflamação Serosa: é marcada pela exsudação de fluidos pobres em células. INFLAMAÇÃOCRÔNICA -Pode ocorrer em resposta à persistência de um estímulo; - Infiltrado de células mononucleares(macrófagos e linfócitos) - Angiogênese -Granuloma. Causas ・Infecções persistentes por microrganismos que são difíceis de eliminar, tais como micobactérias e certos vírus, fungos e parasitas. Esses organismos frequentemente estimulam uma reação imunológica chamada de hipersensibilidade do tipo tardia. Em outros casos, uma inflamação aguda não resolvida pode progredir para uma inflamação crônica, como ocorre na infecção bacteriana aguda pulmonar, que evolui para um abscesso crônico. • Doenças de hipersensibilidade: A Inflamação crônica desempenha papel relevante no grupo de doenças que são causadas pela ativação excessiva ou inapropriada do sistema imunológico. Certas circunstâncias, as reações imunológicas se desenvolvem contra os tecidos do próprio indivíduo, levando às doenças autoimunes. Nessas doenças, os autoantígenos estimulam uma reação imunológica autoperpetuante que resulta em dano tecidual crônico e inflamação; exemplos de tais doenças são artrite reumatoide e esclerose múltipla. Em outros casos é o resultado de respostas imunológicas não reguladas contra microrganismos, como na doença intestinal inflamatória, como asma brônquica. Tais doenças podem mostrar padrões morfológicos de inflamação aguda e crônica misturados porque são caracterizadas por episódios repetidos de inflamação. A Fibrose pode dominar os estádios tardios. • Exposição prolongada a agentes potencialmente tóxicos, tanto exógenos/endógenos. Um exemplo de agente exógeno é a partícula de sílica, um material inanimado não degradável que, quando inalado por períodos prolongados, resulta em uma doença inflamatória pulmonar chamada silicose. A Aterosclerose é um processo inflamatório crônico da parede arterial induzido, em parte, pela excessiva produção e deposição tecidual de colesterol endógeno e outros lipídios. CaracterísticasMorfológicas • Infiltração com células mononucleares(macrófagos, linfócitos e plasmócitos). • Destruição tecidual, induzida pelo agente agressor persistente ou pelas células inflamatórias • Tentativas de reparo pela substituição do tecido danificado p tecido conjuntivo, realizadas pela proliferação de pequenos vasos sanguíneos (angiogênese) e, em particular, fibrose. Células ● Ativação clássica dosmacrófagosM1 -Induzida p/ produtos microbianos como a endotoxina -se liga aos TLRs; -Por sinais derivados de células T, IFN-y -Produzem NO e ERO, além de suprarregular as enzimas lisossômicas, aumenta a habilidade de eliminar organismos ingeridos e secretar citocinas que estimulam a inflamação. •Ativação alternativa dosmacrófagos -Induzida por citocinas além do IFN-γ, como a IL-4 e a IL-13; -reparo tecidual. •Linfócitos -TH1 produzem a citocina IFN-γ, que ativa os macrófagos pela via clássica. -TH2 secretam IL-4, IL-5 e IL-13, que recrutam e ativam eosinófilos e são responsáveis pela via alternativa de ativação de macrófagos. -TH17 secretam IL-17 e outras citocinas, que induzem a secreção de quimiocinas responsáveis pelo recrutamento de neutrófilos na reação. Relação linfócitos emacrófagos -Os macrófagos exibem antígenos para células T, moléculas expressas na membrana (chamadas coestimuladores) que ativam as células T e produzem citocinas (IL-12 e outras) e também estimulam as respostas das células T. Os linfócitos T ativados, por sua vez, produzem citocinas que recrutam e ativam macrófagos, promovendo mais apresentação de antígenos e secreção de citocinas. O resultado é um ciclo de reações celulares que alimentam e sustentam a inflamação crônica. Hipersensibilidade -As reações imunológicas danosas. -Esse termo surgiu da ideiade que indivíduos que já foram expostos a um antígeno manifestam reações detectáveis àquele antígeno e são, portanto, ditos sensibilizados. A Hipersensibilidade implica uma reação excessiva ou danosa a um antígeno. PODEM SER: •Desencadeadas por antígenos ambientais exógenos: O homem vive em um ambiente repleto de substâncias capazes de suscitar respostas imunológicas, (poeira, no pólen, em alimentos, medicamentos, microrganismos e vários componentes químicos). Algumas das reações mais comuns aos antígenos ambientais formam o grupo de doenças conhecido como alergia •Geralmente resulta de um desequilíbrio entre os mecanismos efetores das respostas imunológicas e os mecanismos de controle que servem normalmente para limitar tais respostas. Tipos: Hipersensibilidade tipo 1 (Imediata/alérgica) - Rápida, em indivíduos previamente sensibilizados. ‘’Bomba relógio’’. -Impulsionada pela ligação de um antígeno ao anticorpo IgE da superfície dos mastócitos. São chamadas de alergias e os antígenos que induzem de alérgenos. -Sistêmica: ocorre mais frequentemente após injeção de um antígeno em alguém sensibilizado (ferrão de abelha). Mas pode ocorrer após a ingestão de antígenos (alérgenos do amendoim). Algumas vezes em minutos o paciente entra em estado de choque, que pode ser fatal. -Podem assumir a forma de erupções cutâneas localizadas ou bolhas (alergia cutânea, urticária), descarga nasal e conjuntival (rinite e conjuntivite alérgicas), febre do feno, asma brônquica ou gastroenterite alérgica (alergia alimentar). -Caracteriza-se por vasodilatação, extravasamento vascular e, dependendo da localização, espasmo muscular liso ou secreções glandulares, -evidentes minutos após a exposição e retrocedem em poucas horas. ⇾segunda reação de fase tardia -2 a 24 horas depois sem exposição adicional ao antígeno, e que pode durar vários dias. Essa reação de fase tardia se caracteriza por infiltração dos tecidos com eosinófilos, neutrófilos, basófilos, monócitos e células T CD4+, bem como por destruição tecidual, tipicamente sob a forma de lesão celular epitelial da mucosa. -A maioria das desordens por hipersensibilidade imediata é causada por respostas TH2 excessivas e essas células possuem um papel fundamental por estimular a produção de IgE e promover a inflamação. 1- Apresentação do antígeno às células T auxiliares CD4+ naive, provavelmente por células dendríticas que capturam o antígeno do seu local de entrada 2-Em resposta ao antígeno e a outros estímulos, incluindo citocinas como a IL-4 e a IL-13 produzidas no local, as células T diferenciam-se em células TH2. -As células TH2 recém-criadas produzem uma série de citocinas como consequência do encontro com um antígeno; como mencionado, as citocinas sinalizadoras desse subgrupo são a IL-4, IL-5 e IL-13. -A IL-4 age nas células B estimulando a troca de classe para a IgE e promove o desenvolvimento de mais células TH2. A IL-5 está envolvida no desenvolvimento e na ativação dos eosinófilos, os quais são importantes efetores da hipersensibilidade tipo I. A IL-3 aumenta a produção de IgE e age nas células epiteliais estimulando a secreção do muco. -as células TH2 produzem quimiocinas (IL-5, CCL11 , CCL17) que atraem mais células TH2, bem como outros leucócitos, para o local da reação. Sensibilização e ativação demastócitos -são ativados por ligação cruzada de alta afinidade a receptores Fc da IgE; além disso, os mastócitos também podem ser ativados por vários outros estímulos, como os componentes do complemento C5a e C3a, que atuam através da ligação a receptores na membrana dos mastócitos. Outros secretagogos dos mastócitos incluem algumas quimiocinas (p. ex., IL-8). -Os mastócitos e basófilos expressam um receptor de alta afinidade, chamado FcRI, que é específico para a porção Fc da IgE e, portanto, liga-se avidamente aos anticorpos IgE. Mastócitos revestidos por IgE são ditos sensibilizados, pois são sensíveis ao encontro subsequente com o antígeno específico , resultando na liberação de um arsenal de mediadores potentes responsáveis pelos aspectos clínicos das reações de hipersensibilidade imediata. Mediadores Pré-formados: Aminas vasoativas Enzimas: na matriz dos grânulos e incluem proteases neutras (quimase, triptase) e várias hidrolases ácidas. causam dano tecidual e levam à produção de cininas e de componentes do complemento ativados (p. ex., C3a), através da atuação sobre suas proteínas precursoras. Proteoglicanas: heparina, anticoagulante bem conhecido, e o sulfato de condroitina. As proteoglicanas servem para empacotar e armazenar as aminas nos grânulos. Mediadores Lipídicos Leucotrienos: C4 e D4 são os agentes vasoativos e espasmódicos conhecidos mais potentes • Prostaglandina D2: causa intenso broncospasmo, bem como aumento da secreção de muco. Hipersensibilidade Tipo II: -Conhecida como citotoxicidade mediada por anticorpos, ocorre quando anticorpos (IgM ou IgG) se ligam a antígenos presentes na superfície celular ou na matriz extracelular. Essa ligação desencadeia uma série de eventos que podem levar à destruição celular, inflamação ou disfunção celular. Mecanismos de Dano: -Fagocitose: Células revestidas por anticorpos são reconhecidas e fagocitadas por células como macrófagos e neutrófilos. -Ativação do Complemento: A ligação de anticorpos à célula ativa o sistema complemento, levando à formação do complexo de ataque à membrana e à lise celular. -Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC): Células NK e macrófagos, ao se ligarem aos anticorpos que revestem a célula alvo, induzem a sua morte. -Inflamação: A deposição de anticorpos em tecidos ativa o complemento, gerando substâncias que recrutam leucócitos e causam danos teciduais. -Disfunção Celular: Anticorpos podem se ligar a receptores celulares, interferindo em suas funções sem necessariamente causar a morte da célula. Ex: miastenia grave, anticorpos reagem com receptores de acetilcolina nas placas motoras terminais dos músculos esqueléticos, bloqueiam a transmissão neuromuscular e, como consequência, causam fraqueza muscular. Hipersensibilidade Tipo III: - conhecida como hipersensibilidade mediada por imunocomplexos, ocorre quando anticorpos se ligam a antígenos solúveis, formando complexos imunes que se depositam em tecidos, desencadeando uma resposta inflamatória. Mecanismo: -Formação de Imunocomplexos: Antígenos se ligam a anticorpos na circulação, formando complexos imunes. -Deposição: Os complexos se depositam em tecidos, principalmente em locais de alta pressão como rins, articulações e pequenos vasos sanguíneos. -Inflamação: A deposição dos complexos ativa o complemento, atraindo leucócitos para o local e causando danos teciduais. Doenças Associadas: ● Doença do soro: Resposta a grandes quantidades de soro estranho. ● Lúpus eritematoso sistêmico: Doença autoimune com formação de autoanticorpos. ● Glomerulonefrite: Inflamação nos glomérulos renais. ● Artrite: Inflamação nas articulações. ● Vasculite: Inflamação nos vasos sanguíneos. Características: ● Sistêmica: Afeta diversos órgãos. ● Aguda ou crônica: Depende da exposição ao antígeno. ● Mediada por complemento: O complemento desempenha papel crucial na inflamação. Reação de Arthus: Localizada: Ocorre em um local específico de injeção do antígeno. ● Vasculite aguda: Causa necrose tecidual. À medida que o antígeno se difunde na parede vascular, ele se liga ao anticorpo pré-formado e grandes imunocomplexos são formados localmente. Esses complexos precipitam-se nas paredes dos vasos, causam necrose fibrinoide, e a trombose superposta piora a lesão isquêmica. Hipersensibilidade Tipo IV (Mediada por Células T) -é uma resposta imune tardia mediada por células T, principalmente células T CD4+ e CD8+. Diferentemente dos tipos I, II e III, que são mediados por anticorpos, a hipersensibilidade tipo IV envolve uma resposta celular direta contra antígenos. Mecanismo: -Ativação de Células T: As células T CD4+ reconhecem antígenos apresentados por células apresentadoras de antígenos (APCs) e se diferenciam em células T efetoras,como TH1 e TH17. -Produção de Citocinas: As células T efetoras produzem citocinas que recrutam e ativam outras células inflamatórias, como macrófagos e neutrófilos. -Inflamação: A inflamação resultante causa danos teciduais. -Citotoxicidade: As células T CD8+ podemmatar diretamente as células infectadas ou anormais. Tipos de Resposta: -Hipersensibilidade do tipo retardado (DTH): Caracterizada por uma reação cutânea tardia, mediada principalmente por células TH1 e macrófagos. -Inflamaçãomediada por células TH17: Envolve o recrutamento de neutrófilos e é importante em algumas doenças autoimunes. -Citotoxicidademediada por células T CD8+: As células T CD8+ matam células infectadas ou tumorais. Intolerância vs. Alergia Intolerância Alimentar ● O que é: A intolerância ocorre quando o organismo não consegue digerir completamente um determinado alimento, geralmente por falta de uma enzima específica. ● Causas: A causa mais comum de intolerância é a deficiência da enzima lactase, responsável por digerir a lactose presente no leite e derivados. -Ocorre quando o organismo não possui as enzimas necessárias para digerir completamente um alimento. Por exemplo, na intolerância à lactose, o corpo não produz a enzima lactase, responsável por quebrar o açúcar do leite. Os sintomas geralmente são gastrointestinais e aparecem horas após a ingestão do alimento. Alergia Alimentar ● O que é: A alergia é uma reação exagerada do sistema imunológico a um alimento específico. O organismo identifica erroneamente uma proteína presente no alimento como uma substância nociva e produz anticorpos para combatê-la. ● Causas: A alergia é desencadeada por proteínas presentes em alimentos como leite, ovos, amendoim, frutos do mar, trigo e soja. É uma reação exagerada do sistema imunológico a uma substância (alérgeno), como um alimento, pólen ou picada de inseto. O organismo produz anticorpos contra o alérgeno, desencadeando uma resposta inflamatória que pode afetar diversos órgãos. Os sintomas podem variar desde leves (como coceira e urticária) até graves (como anafilaxia), e podem aparecer rapidamente após a exposição ao alérgeno. Autoimunidade é uma condição em que o sistema imunológico ataca as próprias células do organismo, por engano. Hipersensibilidade é uma resposta imune exagerada a um antígeno, seja ele externo ou interno. Aalergia é umexemplo clássico de hipersensibilidade imediata (tipo I). Quando uma pessoa alérgica entra em contato com um alérgeno, o sistema imunológico libera histamina e outras substâncias que causam os sintomas característicos da alergia. Hipersensibilidade tipo II: Os autoanticorpos atacam células do próprio organismo, como ocorre em doenças como a anemia hemolítica autoimune. Hipersensibilidade tipo III: A formação de imunocomplexos (combinação de antígenos e anticorpos) pode levar a inflamação e danos teciduais, como na glomerulonefrite. Hipersensibilidade tipo IV: Mediada por células T, essa reação envolve a destruição de células do próprio organismo por linfócitos T autorreativos, como ocorre na esclerose múltipla. Antígeno -Definição: Um antígeno é qualquer substância que o sistema imunológico reconhece como estranha e contra a qual ele pode gerar uma resposta imune. -Função: Os antígenos estimulam a produção de anticorpos e a ativação de células T, desencadeando uma resposta imune. -Exemplos: Bactérias, vírus, pólen, células de outros organismos. Alérgeno -Definição: Um alérgeno é um tipo específico de antígeno que desencadeia uma reação alérgica. -Características: Alérgenos são geralmente proteínas ou partes de proteínas que o sistema imunológico de pessoas alérgicas reconhece como perigosas, mesmo que sejam inofensivas para a maioria das pessoas. -Resposta: A exposição a um alérgeno leva à produção de anticorpos IgE, que desencadeiam uma série de reações inflamatórias, causando os sintomas da alergia. -Exemplos: Pólen, pelos de animais, ácaros, alimentos como amendoim e frutos do mar. Alergênico -Definição: O termo "alergênico" é frequentemente usado como sinônimo de "alérgeno", referindo-se a uma substância que causa alergia. -Nuança: Às vezes, "alergênico" pode ser usado para descrever a capacidade de uma substância de causar alergia, ou seja, sua potência alergênica.