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GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
1 
 
GUIA FARMACOLÓGICO PARA PRESCRIÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
Prescrição sugerida médica hospitalar 
A. Dieta; 
B. Hidratação, eletrólitos, vitaminas e hemoderivados; 
C. Antibióticos; 
D. Analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos; 
E. Antieméticos e protetores gástricos; 
F. Medicações específicas: anti-hipertensivos; insulina; anticonvulsivantes; antiarrítmicos; psicofármacos; 
fármacos que agem no sistema nervoso periférico; etc.; 
G. Medidas que previnem trombose venosa profunda (para pacientes acamados com fatores de risco para 
trombose); 
H. Cuidados gerais da enfermagem e observações finais. 
 
OBS: Ordem para listar os medicamentos em cada grupo com relação à via de administração: EV  IM  SC  VO. 
 
 
Dieta 
Exemplos 
 Dieta zero (jejum) 
 Dieta de prova 
 Dieta branda 
 Dieta hipossódica (para hipertensos) 
 Dieta branda para diabético 
 Dieta constipante 
 Dieta laxativa 
 Dieta rica em fibras 
 Dieta conforme aceitação 
 Dieta livre para a idade 
 Oferecer água (determinar horário) 
Se nutrição parenteral 
Para a prescrição de Nutrição Parenteral recomenda-se seguir as seguintes etapas: 
1. Calcular a quantidade total de calorias a ser administrada; 
2. Distribuir a carga calórica-protéica; 
3. Definir a via de acesso (central ou periférica); 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
2 
 
4. Determinar a quantidade diária de nitrogênio; 
5. Determinar a relação calorias não-protéicas/nitrogênio; 
6. Determinar a relação glicose/gordura; 
7. Determinar as necessidades diárias de eletrólitos, vitaminas e oligoelementos; 
8. Determinar o volume final da solução. 
 
Soluções hidroeletrolíticas 
Solução Apresentações Usos e comentários Administração 
Soro 
fisiológico 
0,9% 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml com 
cerca de 154mEq 
de Na
+
 por litro 
Solução de escolha nos casos de 
hipovolemia com hiponatremia leve ou 
hipocloremia (vômitos intensos, drenagem 
por cateter nasogástrico). Evitar seu uso em 
pacientes hipertensos e diabéticos. Grandes 
volumes (> 2 litros/dia) podem causar 
acidose hiperclorêmica. É, portanto, uma 
solução acidificante. 
Cálculo do gotejamento em 
gotas/min: 
Volume desejado do soro 
Quantidade de horas x 3 
 
Cálculo do gotejamento em 
microgotas/min: 
Volume desejado do soro 
Quantidade de horas 
 
OBS: Cada 1ml contém 20 gotas e 
60 microgotas. 
OBS: O valor absoluto de uma 
determinada infusão em ml/hora 
corresponde ao mesmo valor em 
microgotas/min e, desta forma, 1/3 
deste valor em gotas/min. Ex: 100 
ml/hora em BIC = 100 
microgotas/min = 33 gotas/min. 
 
Para calcular a quantidade de soro 
em crianças, basear-se nos Planos 
de Reidratação da Organização 
Mundial da Saúde (OMS): 
- Fase de reparação ou de expansão 
(rápida): realiza-se terapia 
endovenosa. 
 Soro Fisiológico (0,9%) ou 
Ringer Lactato: 20 - 50 ml/kg 
na 1
a
 hora. 
 Soro Fisiológico ou Ringer 
Lactato: 10 - 20 ml/kg até os 
sinais de desidratação 
desaparecerem. 
 
- Fase de manutenção e Reposição 
(em 24 horas): utilizar a Regra de 
Holliday, com solução glico-
fisiológica ou SG 4:1 SF. 
 Até 10kg: 100 ml/kg. 
 10 - 20kg: 1000 ml + 50 ml/kg 
acima de 10 Kg (ou seja: para 
cada kg acima de 10, 
adiciona-se 50ml ao 
esquema). 
 Maior que 20kg: 1500 ml + 20 
ml/kg acima de 20 Kg (ou 
seja: para cada kg acima de 
20, adiciona-se 20ml ao 
Soro glico-
fisiológico 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Empregada para repor a volemia de 
pacientes que perderam líquidos 
hipotônicos (mais água do que sódio) – ex: 
suor, diarreia, etc. Preferir para pacientes 
pediátricos e desnutridos. 
Soro 
glicosado 
5% 
Frascos de 500ml Solução de escolha para repor água livre, já 
que a glicose é rapidamente metabolizada 
(sendo importante no tratamento da 
hipernatremia). Seu principal emprego se 
faz na prevenção da “cetose de jejum” nos 
indivíduos que permanecem em dieta zero: 
com 2L de SG 5%, é fornecido 100g de 
glicose, o que produz 400 kcal de energia 
(mínimo necessário para evitar a cetose de 
jejum). 
Soro 
Ringer 
Lactato 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Preferível para os casos de trauma e 
queimaduras, pois o lactato é convertido 
em bicarbonato no fígado e evita a acidose. 
É, portanto, uma solução alcalinizante. 
Possuem menos sódio que o plasma e, 
portanto, devem ser evitados em pacientes 
com predisposição à formação de edemas. 
Soro 
Ringer 
Simples 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Preferir em pacientes nefropatas. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
3 
 
esquema). 
OBS: O volume total calculado para 
24 horas deve ser dividido por 3 
para a amidnistração de 8/8h. Se 
houver a necessidade da adição de 
eletrólitos, deve ser subtraído do 
valor do volume total a soma da 
quantidade em ml a ser usada dos 
eletrólitos. 
 
Eletrólitos 
Eletrólito Apresentações Necessidade diária Cálculo para dose na reidratação 
Cálcio Ampolas de gluconato 
de Ca 10% com 9mg de 
Ca elementar e 100mg 
de gluconato por ml. 
18mg/kg/dia de Ca elementar ou 
200mg de gluconato de cálcio a 
10%. 
NaCl 20% (3,4mEq/ml): 
Peso Calórico x 3 (÷ 3,4mEq) = x ml de 
NaCl 20%, dividido em 3 administrações 
diárias no soro. 
 
KCl 19,1% (2,5mEq/ml): 
Peso Calórico x 2 (÷ 2,5mEq) = y ml de 
KCl 19,1%, dividido em 3 administrações 
diárias no soro. 
 
Gluconato de cálcio 10% (100mg/ml): 
Peso Calórico x 200 (÷ 100mg) = z ml de 
Gluconato de Cálcio 10%, dividido em 3 
administrações diárias no soro. 
 
OBS: Peso calórico = Volume total 
calculado pelo Holliday ÷ 100. 
Magnésio Ampolas com MgSO4 
50% (4mEq/ml) 
0,25-0,50 mEq/kg/dia 
Potássio Ampolas com KCl 10% 
(13mEq/10ml) e 19,1% 
(26mEq/10ml) 
2 mEq/kg/dia 
Sódio Ampolas com NaCl 10% 
(17mEq/10ml) e NaCl 
20% (34mEq/10ml) 
3 mEq/kg/dia 
 
Hemoderivados / Hemocomponentes 
 
Principais complicações associadas à transfusão de hemocomponentes 
Agudas Tardias 
 Reação transfusional hemolítica aguda 
 Reação transfusional febril não hemolítica 
 Lesão pulmonar aguda associada a transfusão 
(TRALI) 
 Sobrecarga hídrica 
 Reação alérgica 
 Contaminação bacteriana 
 Hipocalcemia 
 Acidose 
 Hipotermia 
 Coagulopatia dilucional 
 Trombocitopenia dilucional 
 Reação transfusional hemolítica tardia 
 Imunomodulação associada a transfusão 
 Doenças transmissíveis associadas a transfusão 
 Doença do enxerto versus hospedeiro pos-
transfusional 
 Púrpura pós-transfusional 
 
 
 
 
Componente Apresentações Comentários 
Concentrado de 
hemácias 
Bolsas com 300ml - Indicado no tratamento de anemias graves (Hb < 7,0 g/dl). 
- Uma unidade (U) do concentrado de hemácias contém cerca 
de 270 a 320 ml e deve elevar o nível de hemoglobina (Hb) em 
1 g/dl e o de hematócrito (Ht) em 3%, se considerado um 
receptor de 70 kg sem sangramento ativo. 
- A transfusão deve respeitar a velocidade da perda e, se 
possível, devem ser infundidas no máximo 2 U de concentrado 
de hemácias por solicitação, reavaliando-se o paciente em 
GUIA DO PLANTONISTAArlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
4 
 
seguida. 
Concentrado de 
plaquetas 
Bolsas com 50 e 70ml - Indicado em pacientes com plaquetopenia e na prevenção de 
sangramento em pacientes em tratamento de leucemias. 
- Cada concentrado de plaquetas contem cerca de 5,5 x 10
10
 
plaquetas em 50 ml de plasma e eleva a contagem plaquetária 
em 5.000 a 10.000, se considerado um receptor adulto de 70 
kg. 
- A dose indicada e de 1 U para cada 10 kg. 
Crioprecipitado 10 a 20 ml - Contém principalmente fator VIII, fator de Von Willebrand, 
Fibrinogênio e Fator XIII. 
- Indicados nas hipofibrinogenemia herdada ou adquirida. 
Plasma fresco 
congelado 
Bolsas com 180 a 250ml - Possui todos os fatores de coagulação. 
- Indicado em pacientes com sangramento nas deficiências 
múltiplas de fatores de coagulação secundária a hepatopatias, 
CIVD ou coagulopatia dilucional. 
 
Antibióticos 
Injetáveis 
Droga Doses Indicação Comentários 
Amicacina 
(Novamin®) 
- Ampolas de 
500mg/2ml 
- Posologia: 15-
22,5 mg/kg/dia, 
divididos de 8/8h, 
ou em dose única 
diária, IV ou IM 
(máximo de 
1,5g/dia) 
Útil contra bacilos gram-negativos 
aeróbios, como Proteus sp., 
Pseudomonas sp., Klebsiella sp., 
Enterobacter sp., E. coli e 
Acinetobacter sp. 
- É o aminoglicosídeo com mais amplo 
espectro. 
- Tem baixa penetração no SNC e nos 
olhos. 
- Contraindicação: gestação. 
- Efeitos adversos: nefrotoxicidade 
(menos frequente nos esquemas de 
dose única diária); ototoxicidade; etc. 
Ampicilina 
(Binotal®) 
- Frasco-ampolas 
com 500 ou 
1000mg 
- Posologia: 2-4 
g/dia, 6/6h 
Infecções de vias aéreas superiores, 
urinárias, salmoneloses e meningites 
em pacientes com mais de 50 anos 
ou por Listeria monocytogenes e 
Streptococcus agalactiae. 
- Grupo das penicilinas. 
- Efeitos adversos: náuseas, vômitos e 
diarreia; rash em pacientes com 
mononucleose. 
Penicilina G 
Benzatina 
(Benzetacil®) 
- Ampolas de 
600.000 UI ou 
1.200.000 UI 
- Menos de 20kg: 
600.000 UI + 
Diluente 4 a 6ml 
IM, na região 
glútea. 
- Mais de 20kg: 
1.200.000 UI + 
Diluente 4 a 6ml 
IM, na região 
glútea. 
Betalactâmico utilizado para tratar 
febre reumática (prevenção), 
glomerulonefrite (prevenção), 
infecção estreptocócica (grupo A), 
erisipela, sífilis (primária, secundária, 
latente e terciária – com exceção da 
neurossífilis). 
- Grupo das penicilinas. 
- Antes da primeira administração, 
avaliar risco de reações de 
hipersensibilidade. 
- Poderá causar dor local e rash 
cutâneo com administração por via 
IM. 
- Efeitos adversos: reações de 
hipersensibilidade com qualquer dose, 
exantema, febre, broncoespasmo, 
síndrome de Stevens-Johnson. 
Cefepime 
(Maxcef®, 
Clocef®) 
- Frasco-ampolas 
de 0,5, 1 ou 2g. 
- Posologia: 2-4 
g/dia, divididos 
em 12/12h. 
Principalmente infecções 
nosocomiais. 
Apresenta espectro que inclui o das 
outras cefalosporinas, incluindo 
Pseudomonas e ampliando ação 
contra Gram-positivos. 
- Cefalosporina de 4ª geração com 
baixo potencial indutor de beta 
lactamase. 
- Não tem atividade contra S. aureus 
resistentes à oxacilina, Enterococcus 
sp. e Listeria sp. 
- Não possui atividade significativa 
contra germes anaeróbios. 
- Efeitos colaterais: monitorar diarreia 
persistente, cefaleia, visão turva. 
Anemia hemolítica e confusão mental 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
5 
 
já foram descritos. 
Ceftriaxona 
(Rocefin®) 
- Frasco-ampolas 
com 1g 
- Adultos: 2-
4g/dia, 12/12h. A 
dose de 4g/dia é 
reservada para o 
tratamento das 
meningites. 
- Crianças: 50-
100mg/kg, de 
12/12h ou de 
24/24h . 
Pneumonias, infecções urinárias, 
peritonite bacteriana espontânea. 
- Cefalosporina de 3ª geração. 
- Além do espectro das cefalosporinas 
de 1ª e 2ª geração, tem maior 
atividade contra Gram-negativos. 
- Efeitos colaterais: hipersensibilidade 
(alguns pacientes alérgicos à penicilina 
também são às cefalosporinas). 
- Pode interferir no metabolismo das 
bilirrubinas em neonatos. 
Cefalotina 
(Keflin®) 
- Frasco-ampolas 
com 500mg ou 1g 
- Adultos: 500mg 
a 1g de 6/6h; 
infecções graves: 
2g a cada 4-6h; 
dose máxima: 
12g/dia. 
Infecções cutâneas principalmente. 
Apresenta atividade contra diversas 
bactérias aeróbias Gram-positivas e 
Gram-negativas. 
Habitualmente usada para S. aureus 
e alguns bacilos Gram-negativos (E. 
coli, Proteus, Klebsiela). 
- Cefalosporina de 1ª geração. 
- Não cruza a barreira hemato-
encefálica. 
- Monitorar sinais de anafilaxia, 
angioedema e urticária após 
administração. 
- Assim como a Cefazolina, deve ser 
utilizada somente para profilaxia 
cirúrgica. 
Cefazolina 
(Kefazol®) 
- Frasco-ampolas 
com 500mg ou 
1g. 
- Adultos acima 
de 40kg: dose 
usual de 0,5 a 
1,5g EV, a cada 6-
8h. Dose máxima 
de 12g/dia. 
- Profilaxia 
cirúrgica: 1g 30-
60 minutos antes 
do procedimento; 
repetir 0,5-1g a 
cada 8h por 24h, 
dependendo do 
procedimento. 
Infecções cutâneas principalmente. 
Apresenta atividade contra diversas 
bactérias aeróbias Gram-positivas e 
Gram-negativas. 
Habitualmente usada para S. aureus 
e alguns bacilos Gram-negativos (E. 
coli, Proteus, Klebsiela). 
- Cefalosporina de 1ª geração. 
- Não cruza a barreira hemato-
encefálica. 
- Monitorar sinais de anafilaxia, 
angioedema e urticária após 
administração. 
- Assim como a Cefalotina, deve ser 
utilizada somente para profilaxia 
cirúrgica. 
Ciprofloxacino - Comprimidos de 
500mg e bolsas 
com 
200mg/100ml e 
400mg/200ml 
- 500 – 
1500mg/dia, 
divididos em 
12/12h (VO) 
- 400-1600 
mg/dia, divididos 
em 12/12h ou 
8/8h (EV) 
Infecções urinárias, febre tifoide, 
gastroenterites. 
Apresenta espectro contra Gram-
negativos entéricos, incluindo ação 
contra Pseudomonas. 
- Quinolona. 
- Tem pouca penetração pulmonar. 
- A infusão venosa deve ser lenta e 
durar mais de 1 hora para reduzir risco 
de irritação venosa (dor, edema). 
- Efeitos adversos: náuseas, vômitos, 
dispepsia; pode ocorrer aumento das 
transaminases. 
Cloranfenicol - Frasco-ampolas 
com 1g/5ml 
- Adultos: 12,5-
25mg/kg/dose, 
VO ou IV, de 6/6h 
Pouco utilizado atualmente, sendo 
restrito ao tratamento de condições 
como abscesso cerebral, 
salmoneloses, meningite por 
hemófilos. 
- Tem boa penetração no líquor e em 
outros tecidos. 
- Não é ativa contra várias cepas de 
Klebsiela sp., Mycoplasma sp., e 
Chlamydia sp. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
6 
 
(dose máxima de 
4,8 g/dia) 
O espectro inclui bactérias Gram-
positivas como estreptococos, S. 
aureus, Listeria e Coryno bacterium. 
Apresenta ainda ação contra Gram-
negativos como os hemófilos, 
salmonelas, E. coli, Proteus, 
Citrobacter. 
- Efeitos adversos: aplasia de medula 
óssea (raramente) pode ocorrer 
durante ou após o tratamento e 
independe da via de administração; 
depressão medular reversível 
(leucopenia, anemia e/ou 
trombocitopenia) relacionada a níveis 
séricos elevados. 
Clindamicina - Ampolas de 
300mg/2ml, 
600mg/4ml ou 
900mg/6ml 
- Dose: 600-
2400mg/dia 
(diluir em 100ml 
de SF), divididos 
em doses de 6/6h 
a 8/8h 
Pneumonia por aspiração e infecções 
cutâneas por S. aureus, infecções da 
cavidade oral, osteomielite, ainda 
pode ser opção para toxoplasmose, 
pneumocistose e malária. Espectro 
principalmente contra agentes 
anaeróbios e aeróbios Gram-
positivos. 
-Antimicrobiano do grupo da 
lincosaminas. 
- Tem boa penetração óssea e em 
outros tecidos. 
- Não atinge concentrações adequadas 
no líquor, mesmo com as meninges 
inflamadas, mas é efetiva na 
toxoplasmose cerebral. 
- Efeitos adversos: anorexia, náuseas, 
vômitos, e diarreia (associada com 
colite pseudomembranosa). 
Gentamicina 
(Garamicina®) 
- Ampolas com 
20, 40, 80 e 
120mg nos 
volumes de 1, 1,5 
e 2 ml. 
- Dose: 3-6 
mg/kg/dia EV ou 
IM em 8/8h o 
12/12h (dose 
única diminui o 
risco de 
insuficiência 
renal) 
Principalmente em infecções 
urinárias e endocardite como 
adjuvante. Utilizada em infecções 
graves por enterobactérias e bacilos 
Gram-negativos. 
Espectro contra Gram-negativos e 
adjuvante na endocardite por cocos 
Gram-positivos. 
- Antimicrobiano do grupo dos 
aminoglicosídeos. 
- Tem boa penetração óssea. 
- Administrar penicilinas e 
cefalosporinas 1h antes ou 1h após a 
gentamicina para minimizar possíveis 
interações medicamentosas. 
- Efeitos adversos: nefrotoxicidade e 
ototoxicidade com alteração de 
função vestibular. 
Imipenem 
(Tienam®) 
- Bolsas e frasco-
ampolas com 1g 
(500mg de 
imipenem + 
500mg de 
cilastatina sódica) 
em 2, 20 e 120ml. 
- Dose: 500mg EV, 
6/6h 
Infecções hospitalares graves por 
bactérias Gram-negativas 
multirresistentes, principalmente 
Pseudomonas e cepas com β-
lactamase de espectro estentido e 
Acinetobacter. 
- Antibiótico do grupo dos 
carbapenêmicos. 
- Durante a terapia, acompanhar 
possíveis reações neurológicas ou 
crises convulsivas. 
- O uso dos carbapenêmicos deve ser 
realizado com prudência e somente 
nos casos que sejam a única opção. 
- O uso indiscriminado tem 
aumentado o risco de bactérias 
produtoras de carbapenemase, como, 
por exemplo, a Klebisiela pneumonia 
produtora de carbapenemase (KPC). 
Linezolida 
(Zyvox®) 
- Bolsa com 
2mg/ml em 100, 
200 ou 300ml. 
- A dose habitual 
é de 1200mg/dia, 
divididos de 
12/12h. 
Utilizada com as mesmas indicações 
da vancomicina para microrganismos 
resistentes a essa. 
Espectro de ação inclui S. aureus, 
estafilococos coagulase-negativa, S. 
pneumoniae, Enterococcus faecium e 
Enterococcus faecalis. 
- A supressão medular (anemia e 
trombocitopenia) costuma ser 
reversível com interrupção do 
tratamento e é mais frequente após 
duas semanas de uso. 
- Evitar o uso por mais de duas 
semanas. 
- Remover a embalagem de papel 
laminado imediatamente antes da 
administração. 
- Efeitos adversos: náuseas, 
descoloração da língua, cefaleia, 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
7 
 
reações cutâneas, trombocitopenia e 
leucopenia. 
Metronidazol 
(Flagyl®) 
- Comprimidos de 
250mg ou 400mg; 
Bolsa com solução 
injetável de 
500mg/100ml 
- Anaeróbios: 1,5-
2g/dia (8/8h ou 
12/12h) EV 
Perfuração intestinal, peritonites e 
outras infecções intra-abdominais, 
amebíase, giardíase e tricomoníase. 
Espectro inclui principalmente 
agentes anaeróbios. 
- Antimicrobiano nitroimidazólico. 
- Tem boa penetração no líquor e em 
abscessos, mas pouca penetração 
pulmonar. 
- Orientar o paciente a não fazer uso 
de bebidas alcoólicas até 48h após o 
término do tratamento. 
- Efeitos adversos: diarreia, dor 
epigástrica, gosto metálico na boca, 
urina com coloração escura, etc. 
Meropenem 
(Meronem®) 
- Frasco-ampola 
de 1 ou 2g e 
bolsas com 
1g/100ml. 
- Dose: 3 – 6 
g/dia, divididos 
em 8/8h ou 6/6h. 
Indicações similares às do imipenem. 
Comparativamente ao ele, apresenta 
maior atividade contra bacilos Gram-
negativos e menor eficácia contra 
cocos Gram-positivos. 
- Antibiótico do grupo dos 
carbapenêmicos. 
- Pode ser utilizada na neutropenia 
febril. 
- Não é ativo contra S. aureus 
resistente à oxacilina (MRSA), 
Enterococos faecium e 
Corynebacterium JK. 
- Não age contra Legionella sp., 
Chlamydia sp., e Mycoplasma sp. 
- O uso dos carbapenêmicos deve ser 
realizado com prudência e somente 
nos casos que sejam a única opção. 
- O uso indiscriminado tem 
aumentado o risco de bactérias 
produtoras de carbapenemase, como, 
por exemplo, a Klebisiela pneumonia 
produtora de carbapenemase (KPC). 
Oxacilina 
(Oxapen®) 
- Frasco-ampolas 
com 500mg. 
- Dose: 100-
200mg/kg/dia (4 a 
12g/dia) de 4/4h 
ou de 6/6h. 
Infecções cutâneas como celulite e 
erisipela e infecções presumíveis e 
confirmadas por S. aureus. 
- Antibiótico do grupo das penicilinas. 
- Durante a administração 
endovenosa, se houver dor ou 
irritação local, aumentar o tempo de 
infusão para 1 hora. 
- Efeitos adversos: eritema, urticária, 
febre, anafilaxia, diminuição da 
hemoglobina. 
Piperacilina + 
Tazobactan 
(Tazocin®) 
- Pó liofilizado 
com 4g de 
piperacilina + 
500mg de 
tazobactam (4,5g) 
- Dose: 2,25 – 
4,5g, a cada 6 ou 
8h por 7 a 14 dias 
Infecções principalmente 
nosocomiais, como por Pseudomonas 
aeruginosa, Klebsiela spp., Proteus e 
enterobactérias multirresistentes. 
- Penicilina associada a um inibidor de 
betalactamase. 
- Não administrar concomitantemente 
com aminoglicosídeos (tobramicina, 
gentamicina); dar intervalo de 30-60 
minutos entre os antibióticos. 
- Efeitos adversos: hipernatremia, 
náuseas, vômitos e diarreia. 
Vancomicina - Frasco-ampola 
de 500mg ou 1g 
- Dose: 2g/dia, de 
12/12h em 
infusão lenta, 
necessitando de 
ajuste para 
função renal de 
preferência com a 
dosagem de 
vancomicina 
Utilizada principalmente para 
infecções por cocos Gram-positivos 
resistentes, em particular infecções 
nosocomiais graves em que se 
presume infecção por S. aureus 
resistente e infecções por cateter. 
O espectro de ação dos 
glicopeptídeos inclui bactérias 
aeróbias e anaeróbias Gram-
positivas, incluindo enterococos 
resistentes. 
- Antibacteriano glicopeptídeo. 
- O controle de nível sérico deve ser 
realizado em pacientes com alteração 
da função renal, pacientes anéfricos 
em hemodiálise, pacientes recebendo 
outras drogas nefrotóxicas, etc. 
- A coleta para nível sérico deve ser 
realizada 30-60 min antes da 4ª dose 
no início do tratamento e após 
alteração. 
- Monitorar o risco de tromboflebite 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
8 
 
sérica em acesso periférico. 
- Efeitos adeversos: ototoxicidade e 
reações cutâneas; “síndrome do 
homem vermelho” (prurido e 
exantema eritematoso); nefrite 
intersticial aguda. 
Orais 
Droga Apresentações Administração Usos e comentários 
Amoxicilina Frascos com 
250mg/5ml e 
400mg/5ml 
 Comp. 500 e 
850mg 
 
Suspensão 250mg/5ml: Peso ÷ 3 ou 
Peso ÷ 2; 
Suspensão 400mg/5ml: Peso ÷ 5; 
Comprimido: 500mg (a partir de 40kg 
de massa corporal). 
 
Antibacteriano do grupo das 
penicilinas útil em casos de 
rinossinusites, otite média aguda, 
infecção urinária, infecções 
respiratórias, faringite bacteriana, 
febre tifoide e profilaxia da 
endocardite bacteriana. 
Amoxicilina + 
Clavulanato 
Xarope de 125mg 
+ 31,25mg/5ml, 
250mg + 62,5/5ml 
e 
400mg+57mg/5ml 
Comprimidos de 
875mg + 125mg 
1 a 6 anos (13 – 21kg): 
 Susp. oral 250+62,5mg/5ml: 
2,5ml, 3x ao dia. 
 Susp. oral 400+57mg/5ml: 2,5 
a 5ml, 2x ao dia. 
6 a 12 anos (22 – 40kg): 
 Susp, oral 250+62,5mg/5ml: 
5ml, 3x ao dia. 
 Susp. oral 400+57/5ml: 5 a 
10ml, 2x ao dia. 
Acima de 12 anos: 
 Cpr. 500+125mg: 1 cp, 3x ao 
dia. 
 Cpr. 875+125mg: 1 cp, 2x ao 
dia. 
Aminopenicilina associada a um 
inibidor de beta-lactamaseútil no 
tratamento de infecções de vias 
aéreas superiores e inferiores, 
exacerbações da bronquite crônica e 
otites. 
 
Azitromicina Frascos de 600mg 
(15ml após 
reconstituição) e 
900mg (22,5ml 
após 
reconstituição) 
Comprimidos de 
500mg 
< 15kg: 10mg/kg em dose única 
diária, durante 3 dias; 
15 – 25kg: 5ml em dose única diária, 
durante 3 dias; 
26 – 35kg: 7,5ml em dose única 
diária, durante 3 dias; 
36 – 45kg: 10ml em dose única diária, 
durante 3 dias. 
> 45kg: 1 comprimido em dose única 
diária. 
Antibiótico do grupo dos macrolídeos 
útil em infecções respiratórias, 
faringoamigdalite, otite média, 
sinusites; infecções de pele e tecidos 
moles. 
Não se recomenda a administração 
concomitante de azitromicina e 
antiácidos (ela é melhor absorvida em 
meios ácidos). Orientar seu uso com 
sucos ácidos. 
Metronidazol Suspensão oral de 
40mg/ml com 
80ml 
Comprimidos de 
250 e 400mg 
A partir de 1 ano: 
 1 a 5 anos: 2,5 a 5ml, 12/12h 
a 8/8h; 
 > 5 anos: 5 a 10ml, 8/8h. 
Antibacteriano ativo contra infecções 
por micro-organismos anaeróbios, 
amebíase, giardíase, tricomoníase e 
infecções por H. pilory e G. vaginalis. 
Sulfametoxazol 
+ Trimetropim 
Suspensão oral 
com 40mg/ml + 
200mg/ml e com 
80mg/ml + 
400mg/ml 
Comprimidos de 
80mg+400mg e 
de 160mg+800mg 
6 semanas a 5 meses: 2,5ml da 
suspensão a cada 12 horas. 
6 meses a 5 anos: 5ml da suspensão 
pediátrica a cada 12 horas ou 2,5ml 
da suspensão F a cada 12 horas. 
6 a 12 anos: 10ml da suspensão 
pediátrica a cada 12 horas ou 5ml da 
suspensão F a cada 12 horas. 
> 12 anos: ½ a 2 cp, de 12/12h. 
Antibacteriano do grupo das 
sulfonamidas útil em infecções 
respiratórias, gastrintestinais e 
urinárias. 
 
OBS: Opções de antibioticoterapia sequencial oral para alta hospitalar 
Antibiótico parenteral Opção oral 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
9 
 
Amicacina ou gentamicina Ciprofloxacina, Amoxacilina-Clavulanato, Cefuroxima, Norfloxacina, 
Ofloxacina 
Amoxicilina Amoxicilina 
Amoxicilina-clavulanato Amoxicilina-clavulanato 
Ampicilina Ampiclina 
Ampicilina-sulbactam Ampicilina-sulbactam 
Cefalotina, cefazolina Cefadroxil, Cefalexina 
Cefepime, Cefpiroma Ticarcilina-clavulanato 
Cefotaxima ou ceftriaxona Cefixima, Ceftamet-pivoxil 
Ciprofloxacina Ciprofloxacina 
Claritromicina Claritromicina 
Clindamicina Cloranfenicol 
Linezolida Linezolida 
Imipenem/Meropenem Ciprofloxacina 
Metronidazol Metronidazol 
Ofloxacina Ofloxacina 
Penicilina G: benzatina, cristalina, 
procaína 
Ampicilina, Amoxicilina, Penicilina V 
Piperaciclina-tazobactam Ticarcilina-clavulanato 
Sulfametoxazol-trimetroprim Sulfametoxazol-trimetroprim 
Teicoplamina, vancomicina Linezolida 
Ticarcilina-clavulanato Ciprofloxacina 
 
 
Analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos 
Injetáveis 
Droga Apresentações Doses Comentários 
Buscopan® 
composto 
(hioscina + 
dipirona) 
Ampolas de 
1ml e 5ml com 
4mg de 
hioscina + 
500mg de 
dipirona por 
ml 
1 ampola + Água destilada 10ml EV 
lento. 
Crianças (> 1 ano): 0,025ml x Peso 
(8/8h) 
Usos: Antiespasmódico; tratamento das 
náuseas e vômitos induzidos por cinetose. 
Contraindicações: glaucoma de ângulo 
fechado, hemorragias agudas, íleo 
paralítico, etc. 
Evitar fazer em crianças com menos de 1 
ano. 
Buscopan® 
simples 
(hioscina) 
Ampolas de 
20mg/ml e 
20mg/5ml 
1 ampola + Água destilada 10ml EV 
lento. 
Crianças (> 1 ano): 0,025ml x Peso 
(8/8h) 
Opção como antiespasmódico para 
pacientes alérgicos à Dipirona. 
Cetoprofeno 
(Profenid®) 
Ampolas de 
100mg/2ml 
1 ampola, até 3x ao dia. Analgésico e anti-inflamatório não-
esteroide. 
Em idosos, iniciar com as menores doses. 
Evitar o uso ou usar com cautela em 
pacientes desidratados, com insuficiência 
cardíaca e naqueles recebendo 
anticoagulantes. 
Idealmente, utilizar por 5 dias ou menos, 
não devemos ser utilizado para o 
tratamento de dores crônicas. 
Diclofenaco de 
potássio/sódio 
(Voltaren®) 
Ampolas de 
75mg/3ml 
1 ampola IM (evitar fazer EV), 
12/12h, por 3 dias, no máximo. 
Analgésico e anti-inflamatório não-
esteroide. Útil nos quadros de dor pós-
operatória, dismenorreia primária, artrite 
reumatoide, osteoartrite, gota, etc. 
Não deve ser utilizado em crianças com 
menos de 12 anos. 
Dipirona Ampolas de 
1000mg/2ml 
1 ampola IM (evitar, devido à dor) 
ou 1 ampola + Água destilada 10ml 
EV (6/6h). 
Analgésico a antipirético útil no alívio da 
dor e da febre (considerar como 
Temperatura axilar ≥ 37,8
o
C). 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
10 
 
Crianças (> 3 meses): 0,03 x Peso 
corporal (6/6h). 
Contraindicações: deficiência de G6PD, 
porfiria, discrasias sanguíneas, gestação, 
lactação e alergias à medicação. 
Morfina 
(Dimorf®) 
Ampolas de 
1ml com 
10mg/ml e 
2ml com 
1mg/ml 
1 ampola + Água destilada 8ml: 
fazer 3 a 5ml da solução EV, de 5 
em 5 minutos, até analgesia plena. 
 
Antídoto: 
- Naloxane (Narcan®) 0,4mg, a cada 
3 minutos (uma ampola diluída em 
10ml de SF, administrar 1ml/3min); 
- Opção: Atropina 0,5mg EV: 1 
ampola (25mg/ml) + AD 9ml e fazer 
2ml da solução. 
Analgésico opioide utilizado na sedação da 
dor de intensidade severa aguda ou 
crônica, no alívio da dor no IAM e da 
dispneia no edema agudo de pulmão. Pode 
causar hipotensão severa. 
Contraindicações: aumento da pressão 
intracraniana, depressão respiratória grave, 
crise asmática, doenças da via biliar. 
Tenoxicam 
(Tilatil®) 
Ampolas de 20 
e 40mg 
1 ampola IM ou 1 ampola + Água 
destilada 10ml EV, 1x ao dia, por 2 
dias. 
Analgésico e anti-inflamatório não 
esteroidal útil no alívio sintomático de 
transtornos osteomusculares e articulares, 
como artrite reumatoide e osteoartrite. É o 
analgésico de escolha para tratamento da 
dor em fraturas. 
Tramadol 
(Tramal®) 
Ampolas de 
2ml com 
100mg/2ml 
Adultos jovens com mais de 16 
anos: 1 ampola IM ou + Soro 
fisiológico 100ml EV lento, por 
gotejamento, de 4/6 horas (não 
exceder a dose de 400mg/dia). 
Opioide indicado para quadros de dor de 
intensidade moderada à severa, de caráter 
agudo, subagudo ou crônico. Causa menos 
dependência que os demais opioides. 
Contraindicações: intoxicações agudas por 
álcool, hipnóticos, analgésicos em geral; 
pacientes em tratamento com iMAO, 
antidepressivos tricíclicos, neurolépticos e 
drogas ou situações que baixam o limiar 
convulsivo. 
Orais 
Droga Apresentações Doses Comentários 
Nimesulida 
(Nisufar®) 
Comp. 100mg 1 comprimido VO, 12/12h a 8/8h. 
Evitar usar em crianças abaixo de 
12 anos. 
Analgésico e anti-inflamatório não 
esteroide útil em condições inflamatórias 
ou álgicas que envolvem o sistema 
osteoarticular e respiratório superior. 
Paracetamol / 
Acetaminofeno 
(Tylenol®) 
Solução em 
gotas com 
200mg/ml 
Comprimidos 
de 500mg e 
750mg 
 
1 gota/kg/dose, 8/8h a 6/6h ou 1 
comprimido VO de 8/8h (Dose 
máxima: 4 g/dia ou 90 mg/kg/dia). 
 
É o analgésico de escolha para dor leve, 
inclusive na gestação e lactação. 
Pacientes hepatopatas e etilistas crônicos 
podem apresentar importante 
hepatotoxicidade mesmo quando utilizadas 
as doses terapêuticas habituais (utilizar 
com cautela nestas populações). 
 
Ibuprofeno 
(Algiflex®, 
Maxifen®) 
Suspensão oral 
com 
200mg/ml 
Comprimidos 
com 200,300, 
400 e 600mg 
Doenças inflamatórias e 
reumatológicas: 400-800mg, 3-4x 
ao dia (máximo de 3,2 g/dia); 
Analgesia, antipirético, 
dismenorreia: 200-400mg, 4-6x/dia 
(máximo 1,2 g/dia) 
Usar com cautela em pacientes iodos, 
asmáticos, com insuficiência cardíaca, renal 
ou hepática, com história de úlcera péptica 
e recebendo anticoagulantes. 
Parece ser melhor tolerado pelo trato 
gastrointestinal do que outros AINEs. 
 
Antieméticos e protetores gástricos 
Injetáveis 
Droga Apresentações Doses Comentários 
Bromoprida 
(Digesan®) 
Ampolas de 
2ml com 
5mg/ml 
Adultos: 1 a 2 ampolas (10 a 20mg) ao 
dia por via IM ou EV. 
Crianças: 0,5 a 1mg por quilo de peso 
Antiemético útil para quadros de 
náusea e vômito, sobretudo em 
crianças. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
11 
 
ao dia (0,1 a 0,2ml x peso), IM ou EV. 
Idade para uso: 1 ano. 
OBS: Pode ser associada ao soro 
glicosado ou fisiológico. 
Contraindicações: hipersensibilidade á 
formula e pacientes com histórico de 
epilepsia ou que estejam recebendo 
outras drogas que possam causar 
reações extrapiramidais. 
Cimetidina Ampolas com 
300mg/2ml 
1 ampola (300mg) a cada 6h ou 37,5 
mg/hora em infusão contínua (a 
dosagem deve ser ajustada para 
manter um pH gástrico > 5). 
Antiulceroso inibidor dos receptores H2 
menos potente que a Ranitidina. 
 
Metoclopramida 
(Plasil®) 
Ampolas de 
10mg/2ml 
1 ampola IM ou com Água destilada 
10ml EV lento, até 8/8h. 
 
OBS: Evitar fazer em crianças, 
sobretudo por via endovenosa. 
Antiemético útil para quadros de 
náusea e vômito de origem central e 
periférica. Estimulante da peristalse e 
adjuvante do esvaziamento 
gastrointestinal. 
Contraindicações: hipersensibilidade à 
fórmula; síndrome de Parkinson, 
doenças extrapiramidais e epilepsia; 
obstrução ou perfuração intestinal; 
hemorragia digestiva. 
Omeprazol Frasco-
ampolas de 
40mg/ml + 
Diluente 
1 a 2 frasco-ampola + Diluente EV. 
Hemorragia digestiva alta: 80 mg, EV, 
e, então, 8 mg/h até a endoscopia. 
Antiulceroso inibidor da bomba de 
prótons útil no tratamento e prevenção 
da úlcera gástrica e duodenal. Tem mais 
eficácia quando administrado em jejum. 
Ondansetrona 
(Nausedron®) 
Ampolas de 2 
a 4ml com 
2mg/ml 
1 ampola + Água destilada 10ml EV 
lento, 8/8h. 
Crianças: 0,1mg/kg, 8/8h. 
 
A administração em bolus é indicada 
para náuseas e vômitos no pós-
operatório. 
Em quimioterapia, deve ser 
administrado 30 minutos antes da 
infusão do antineoplásico. 
Pode causar sensação de boca seca. 
Ranitidina Ampolas de 
2ml com 
25mg/ml 
1 ampola + Água destilada 10ml EV, 
12/12h. 
Antiulceroso inibidor dos receptores H2 
útil no tratamento da úlcera gástrica e 
duodenal, DRGE com ou sem esofagite, 
etc. 
É mais potente que a Cimetidina. 
Pode causar interação medicamentosa 
com vários outros fármacos. 
Orais 
Droga Apresentações Doses Comentários 
Omeprazol Comp. 20 e 
40mg 
Úlcera duodenal, DRGE: 20 mg/dia, 
pela manhã, por 4-8 semanas; úlcera 
gástrica: 40 mg/dia, por 4-8 semanas; 
erradicação do H. pylori: esquemas 
com 20-40 mg/dia em associações; 
estados hipersecretores: dose inicial 
de 60 mg/dia (se doses diárias 
maiores que 80 mg, administrar em 
doses divididas). 
Antiulceroso inibidor da bomba de 
prótons útil no tratamento e prevenção 
da úlcera gástrica e duodenal. Tem mais 
eficácia quando administrado em jejum. 
 
Miscelânea 
Injetáveis 
Droga Apresentações Administração Usos e comentários 
Amiodarona Ampolas com 
50mg/ml e 
150mg/3ml 
PCR com FV/TC não responsivo ao 
choque e vasopressor: Fazer 2 
ampolas (300mg) + Água destilada 
EV, em bolus. Fazer adicional de 1 
ampola (150mg) EV, se necessário. 
Antiarrítmico utilizado na parada 
cardiorrespiratória por fibrilação 
ventricular ou taquicardia ventricular 
sem pulso não responsivas ao choque 
terapêutico nem à infusão de 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
12 
 
Dose de manutenção para arritmias 
ventriculares (com QRS largo) 
potencialmente fatais: 
- 150mg EV nos primeiros 10 
minutos; 
- 1mg/min nas primeiras 6 horas; 
- 0,5mg/min por 18 horas. 
vasopressores. 
É utilizada também para tratamento de 
taquiarritmias ventriculares estáveis 
(que não necessitam de cardioversão) e 
de QRS largo (de etiologia ventricular). 
Atropina Ampolas de 
0,25mg/ml e 
0,50mg/ml 
1 ampola SC, IM (nas nádegas em 
adultos ou no vasto lateral em 
crianças) ou EV (fazer em 1 minuto). 
Adultos: 0,4 a 4mg, a cada 1 a 2h. 
Crianças: 0,01 a 0,05mg/kg 
Utilizada como antídoto dos efeitos 
causados pela intoxicação por inibidores 
da colinestarase (como os inseticidas 
organofosforados) e como antiarrítmico 
(bradicardia sinusal). 
Clorpromazina 
(Amplictil®) 
Ampolas de 
5ml com 
5mg/ml 
Náuseas e vômitos: 0,5-
1mg/kg/dose, EV ou IM, a cada 6-8h. 
Antipsicótico e antiemético, útil nos 
casos de esquizofrenia, mania com 
psicose, agitação em pacientes com 
retardo mental, náuseas e vômitos 
severos, soluços. 
Complexo B Ampolas de 
2ml 
(geralmente, 
com 5 a 9mg 
de tiamina) 
1 ampola IM ou 1 ampola + Água 
destilada 10ml EV lento (evitar fazer 
no soro). 
 
Usos: deficiência de tiamina (beribéri), 
Wernicke-Korsakoff, pelagra, 
intoxicação alcoólica, etc. 
Deslanosídeo 
(Cedilanide®) 
Ampolas de 
2ml com 
0,2mg/ml 
Digitalização rápida (24h) em casos 
de urgência: 0,8-1,6mg, EV ou IM, 
em 1-4 doses fracionadas. 
Digitalização lenta (3-5 dias): 0,6-
0,8mg/dia, EV ou IM, podendo ser 
fracionada. 
Terapia de manutenção: 0,2-
0,6mg/dia, EV ou IM. 
Dose máxima: 2mg/dia 
Digitálico; aumenta o tônus 
parassimpático vagal e reduz a 
velocidade de condução no nó AV. Tem 
efeito inotrópico positivo e 
cronotrópico negativo. 
Uso: taquicardia supraventricular 
paroxística; ICC aguda e crônica, 
principalmente as associadas com 
fibrilação ou flutter supraventricular e 
aumento da frequência cardíaca. 
Contraindicações: Bloqueios AV e 
bradicardia sinusal. 
Dexametasona 
(Decadron®) 
Ampolas de 
1ml com 
2mg/ml e 
2,5ml com 
4mg/ml 
1 ampola IM ou 1 ampola + Água 
destilada 10ml EV (12/12h). 
 
Corticoide sistêmico útil em doenças 
inflamatórias crônicas, alérgicas, 
dermatológicas, autoimunes, anafilaxia, 
edema cerebral, choque séptico, etc. 
Sua administração EV pode causar 
sensação de prurido vaginal. 
Diazepam Ampolas de 
10mg/2ml 
1 ampola IM ou 1 ampola + Água 
destilada 10ml EV lento, até 6/6h. 
Crianças: 0,1 a 0,2mg/kg (dose 
máxima: 10mg/dose), a cada 15-
30min. 
Antídoto: Flumazenil (Lanexat®) 
0,5mg/5ml: fazer 1 ampola + SF ou 
SG 100ml EV. 
Benzodiazepínico útil em casos de 
ansiedade generalizada, ansiedade 
aguda, sintomas de abstinência ao 
álcool, insônia, estado de mal 
epiléptico, etc. 
Contraindicações: glaucoma, 
insuficiência respiratória, gestação. 
Enoxaparina 
(Clexane®) 
Ampolas de 
40mg/0,4ml, 
60mg/0,6ml e 
80mg/0,8ml 
1 ampola SC (cerca de 1mg/kg). 
Manter o paciente deitado durante a 
administração. 
Heparina de baixo peso molecular. Útil 
na prevenção da trombose venosa 
profunda e pulmonar. 
Etilefrina 
(Efortil®) 
Ampolas de 
10mg/ml 
Deve-se preferir a aplicação por meio 
de infusão gota a gota. 
Adultos e crianças maiores de 6 
anos: 0,4mg/min (0,2-0,6mg/min); 
Crianças 2 a 6 anos: 0,2mg/min (0,1-
Substância simpatomimética de ação 
direta utilizadaem casos de hipotensão 
severa, potencializando o desempenho 
cardíaco e elevando a pressão sistólica. 
Indicada nos casos de hipotensão 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
13 
 
0,4mg/min); 
Crianças menores de 2 anos: 
0,1mg;min (0,05-0,2mg/min). 
normovolêmica e síncope 
cardiovascular. 
Fenitoína 
(Hidantal®) 
Ampolas de 
5ml com 
50mg/ml 
Para controle de estados agudos, 
fazer ½ a 2 ampolas via IM ou EV 
(preferencialmente), no prazo de 1 
hora. A administração deve ser feita 
lentamente. 
Pacientes < 30kg: 10 a 15mg/kg/dia, 
8/8h. 
Pacientes > 30kg: 5 a 10mg/kg/dia, 
8/8h. 
Antiepiléptico utilizado em crises 
tônico-clônicas, crises parciais 
complexas, prevenção de convulsões 
após trauma ou neurocirurgia, etc. 
Contraindicações: bloqueio AV de 2º ou 
3º graus, gestação. 
Fenobarbital 
(Gardenal®) 
Ampolas de 
1ml com 
200mg/ml 
Adultos: 2 a 3 mg/kg/dia em dose 
única ou fracionada. 
Crianças: 3 a 4 mg/kg/dia em dose 
única ou fracionada. O conteúdo das 
ampolas não deve ser diluído em 
soro fisiológico ou outros líquidos. 
Antiepiléptico útil nas crises 
generalizadas tônico-clônicas e crises 
parciais simples e complexas. 
Contraindicações: dispneia, obstrução 
da via aérea, porfiria, gestação. 
Furosemida 
(Lasix®) 
Ampolas de 
20mg/2ml 
Adultos e adolescentes acima de 15 
anos: a dose inicial para adultos e 
adolescentes de 15 anos em diante é 
de 20 a 40mg (1 a 2 ampolas) de 
furosemida por via intravenosa (com 
ou sem AD) ou via intramuscular. 
A dose pode ser gradualmente 
aumentada, em intervalos de 2 
horas, de 20mg (1 ampola) a cada 
vez, até que seja obtida diurese 
satisfatória. 
Diurético de alça útil em edemas devido 
a doenças cardíacas e doenças 
hepáticas (ascite); edemas devido a 
doenças renais; insuficiência cardíaca 
aguda, especialmente no edema 
pulmonar; edemas cerebrais como 
medida de suporte; edemas devido a 
queimaduras; crises hipertensivas (em 
adição a outras medidas anti-
hipertensivas); indução de diurese 
forçada em envenenamentos. 
OBS: A furosemida induz a perda de 
água livre, sem eliminar sódio. 
Glicose 50% 
(Dextrose) 
Ampolas de 
10ml com 50g 
de glicose 
1 a 6 ampolas no soro (fazer EV), em 
caso de hipoglicemia. 
Suplementação calórica injetável. 
Haloperidol 
(Haldol®) 
Ampolas de 
5mg/ml 
Adultos: dose de ataque com 0,5-
5mg; manutenção de 5-10mg/dia 
24/24h a 8/8h. 
Crianças e idosos: a dose de 
manutenção deve ser menor, com 
0,5mg/dia. 
Antipsicótico típico utilizado, no pronto-
atendimento, para controle de surtos 
psicóticos. Útil também no tratamento 
da esquizofrenia, mania com psicose, 
agitação em pacientes com demência 
ou outros transtornos mentais 
orgânicos. 
Contraindicações: doença de Parkinson, 
depressão grave do SNC, supressão de 
medula óssea, doença cardíaca ou 
hepática severa. 
Heparina sódica 
(Liquemine®) 
Ampolas com 
5.000U/0,25ml 
e 25.000U/5ml 
Prevenção do embolismo: 5000UI, 
SC, 2 horas antes da cirurgia e a 
seguir a cada 12 horas, por 
aproximadamente 7 dias. 
CIVD: 50 a 100UI/kg de peso 
corporal, EV, a cada 4 horas (metade 
da dose para crianças). 
Heparina não-fracionada. Utilizada no 
tratamento e prevenção da TVP; 
tratamento do TEP, CIVD, da angina 
instável e IAM. 
Hidralazina Ampolas de 1 
ml com 
20mg/ml 
Adicionar 9 ml de AD e fazer 2,5ml 
EV, podendo-se repetir 3 a 4 vezes, 
em intervalos de 20 a 30 minutos, 
até redução satisfatória da PA. 
Anti-hipertensivo útil para emergências 
hipertensivas, sobretudo na hipertensão 
secundária à pré-eclâmpsia ou 
eclampsia. 
Hidrocortisona Frasco-ampola 1 frasco-ampola IM ou + Água Anti-inflamatório corticosteroide e 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
14 
 
de 100mg e 
500mg/ml 
destilada 10ml EV. 
Adultos: 100 a 500mg; repetir, se 
necessário, a cada 2 a 6 horas. 
Crianças: 0,7 a 4mg/kg de peso, a 
cada 12 a 24 horas. 
imunossupressor útil na asma 
brônquica, colite ulcerativa, inflamação 
grave, insuficiência suprarrenal, 
pênfigo, reação alérgica grave, etc. 
Insulina NPH 
(Neutral 
Protamine 
Hagedorn) 
Frasco com 
100 U/ml em 
10ml e refil de 
caneta 
aplicadora com 
1,5 e 3ml 
Recomenda-se fazer 2/3 da dose 
diária de insulina total calculada pela 
manhã e 1/3 na segunda tomada (à 
noite). A proporção NPH/regular 
deve ser de 70%/30% na primeira 
tomada e 50%/50% na segunda 
tomada. 
 Insulina total diária = 0,5 a 
1 UI x Peso do paciente; 
 2/3 da dose calculada pela 
manhã, sendo 70% desta 
dose de NPH e 30% de 
regular (30-45 minutos 
antes da refeição); 
 1/3 da dose calculada à 
noite, sendo 50% desta 
dose de NPH e 50% de 
regular (30-45 minutos 
antes da refeição). 
Outro esquema que pode ser feito é 
de 50%/50% da dose total diária em 
várias tomadas: 
 Insulina total diária = 0,5 a 
0,8 UI x Peso do paciente; 
 50% de insulina basal (NPH) 
dividida em 3 doses: jejum, 
30 minutos antes do 
almoço e antes de deitar; 
 50% de insulina prandial 
(Regular) dividida nas 3 
refeições: 30 minutos antes 
do café, 30 minutos antes 
do almoço e 30 minutos 
antes do jantar. 
Insulina de ação intermediária (início de 
ação: 2 horas; pico: 6 horas; duração: 12 
horas). 
Na internação hospitalar, pode ser 
administrada para simular a insulina de 
secreção basal, 2x ao dia. 
Administrar 15 a 30 minutos antes das 
refeições (café e jantar). 
Realizar controle de glicemia capilar, 
preferencialmente, nos seguintes 
horários: 
 No jejum; 
 2h após o café; 
 30 minutos antes do almoço; 
 2h após o almoço; 
 30 minutos antes do jantar; 
 2h após o jantar; e 
 3h da manhã. 
 
Fazer correção das hiperglicemias com 
esquema conforme protocolo (glicemia 
capilar) e reavaliar diariamente o 
esquema proposto. 
Atentar para sinais de hipoglicemia 
(sede, boca seca, pele ressecada, 
sudorese, etc.). 
Insulina regular Ampolas de 3 e 
10ml, com 
100UI/ml 
A priori, utilizar o mesmo esquema 
de insulina total diária explanado 
anteriormente para Insulina NPH. 
Ajustes ou doses subsequentes 
podem ser necessários de acordo 
com o protocolo do serviço 
(baseando-se no HGT do paciente). 
 
Glicemia 
(mg/dl) 
UI de Insulina 
Regular 
≤ 150 
de 151 a 200 
de 201 a 250 
de 251 a 300 
de 301 a 350 
> 351 
0 Unidade 
04 Unidades 
06 Unidades 
08 Unidades 
10 Unidades 
12 Unidades 
 
Insulina de ação rápida (início de ação: 
30 min; pico: 2 horas; duração: 6 horas). 
Na internação hospitalar, pode ser 
administrada para simular a insulina de 
pico (prandial), administrada 30 
minutos antes das grandes refeições 
(café, almoço e jantar). 
Realizar controle de glicemia capilar, 
preferencialmente, nos seguintes 
horários: No jejum; 2h após o café; 30 
minutos antes do almoço; 2h após o 
almoço; 30 minutos antes do jantar; 2h 
após o jantar; e 3h da manhã. 
Fazer correção da hiperglicemias com 
esquema conforme protocolo (glicemia 
capilar) e reavaliar diariamente o 
esquema proposto. 
Atentar para sinais de hipoglicemia 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
15 
 
(sede, boca seca, pele ressecada, 
sudorese, etc.). 
Manitol Frascos de 100 
e 250ml a 20%, 
com 250mg/ml 
Adultos: 0,25a 1g/kg de peso 
(máximo de 2g/kg), administrados 
durante 30 a 60min. 
Crianças: 1g/kg de peso, 
administrados durante 30 a 60min. 
Diurético e antiglaucomatoso utilizado 
no tratamento de edema cerebral, 
hipertensão intracraniana, hipertensão 
intraocular e insuficiência renal aguda. 
Nimodipino 
(Noodipina®) 
Ampolas de 
5ml com 
200mg/ml 
EV em bomba de infusão contínua 
(iniciar com 0,5-1mg/h nas 2 
primeiras horas; se boa tolerância, 
prosseguir com infusão com 2mg/h). 
Anti-hipertensivo, antagonista dos 
canais de cálcio, utilizado em casos de 
AVCi e em rupturas de aneurismas 
cerebrais. 
Nitroglicerina 
(Tridil®) 
Ampolas com 
5mg/ml em 5 e 
10ml 
5µg/min; amentar a cada 5-10 
minutos (se não houver resposta até 
20 µg/min, aumentar 10 µg/min até 
obter o efeito desejado em 
intervalos de 3-5 minutos). Dose 
máxima: 200 µg/min. 
Prescrição sugerida: 1 a 2 ampolas + 
SF 0,9% 100ml EV em BIC, 5 a 10 
ml/hora, inicialmente (ajustar de 
acordo com medidas seriadas da 
pressão). 
Nitrato vasodilatador coronariano, que 
age reduzindo a pré-carga e o consumo 
miocárdico de oxigênio. 
É o fármaco de escolha no tratamento 
da crise anginosa. 
Contraindicações: estenose aórtica; 
cardiomiopatia hipertrófica; anemia 
grave; aumento da pressão 
intracraniana. 
Prometazina 
(Fenergan®) 
Ampolas de 
50mg/2ml 
1 ampola IM (não fazer EV). 
Criança: 0,5mg/kg IM. 
Anti-histamínico de primeira geração 
indicado no tratamento sintomático dos 
distúrbios incluídos nos grupos das 
reações anafiláticas e alérgicas. Graças à 
sua atividade antiemética, é utilizado 
também na prevenção de vômitos pós-
operatórios. Pode ser utilizado ainda na 
pré-anestesia e na potencialização de 
analgésicos, devido à sua ação sedativa. 
Transamin 
(Hemoblock®) 
Ampolas de 
250mg/5ml 
Fazer 1 ampola + AD EV lento. A 
administração da solução injetável 
deve ser feita isoladamente. Não 
misturar com outra medicação na 
solução. A injeção por via 
endovenosa (com água destilada) 
deverá ser o mais lenta possível. 
Está indicado no controle e prevenção 
de hemorragias provocadas por 
hiperfibrinólise e ligadas a vias aéreas. 
Contraindicações: portadores de CIVD. 
Não se recomenda sua utilização no 
primeiro trimestre da gestação. 
Vitamina C Ampolas de 
1ml com 
100mg e de 
5ml com 
500mg 
1 ampola IM (via que deve ser 
evitada devido à dor) ou 1 ampola + 
Água destilada 10ml EV, 12/12h. 
Tratamento da carência de ácido 
ascórbico, conhecida como escorbuto 
(cansaço, sangramentos mucosos e 
cutâneos, gengivites, perda de 
dentes, anemia, retardo no tempo de 
cicatrização das feridas, etc.). 
Contraindicações: pacientes portadores 
de litíase urinária e oxálica úrica. 
Vitamina C deve ser administrada com 
cautela em pacientes portadores 
de insuficiência renal. 
Vitamina K 
(Kanakion®) 
Ampolas de 
10mg/ml 
Adultos: 1 ampola IM (evitar) ou EV 
(com SF 100ml, em infusão lenta: 30 
a 60 minutos). 
Recém-nascidos (profilaxia para 
doença hemorrágica): 0,1ml IM, ao 
nascer. 
Doença hemorrágica do recém-
nascido: 0,3ml IM, 8/8h. 
Útil para prevenir e tratar diversas 
formas de hemorragia ou perigo 
de hemorragia por deficiência sérica de 
trombina grave, 
hemorragia fisiológica do recém-nascido 
(profilaxia e terapêutica) ou 
devida a superdosagem 
de anticoagulantes cumarínicos ou a 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
16 
 
efeitos da sua administração 
simultânea com a fenilbutazona, 
salicilatos, etc. 
Em geral, o efeito desejado começa a 
surgir 3 a 5 horas após o seu uso. É 
contraindicado nos 3 primeiros meses 
de gravidez. 
Orais 
Droga Apresentações Administração Usos e comentários 
Ácido 
acetilsalicílico 
(AAS) 
Comp. 100mg Angina ou IAM: 3 comp. VO 
(mastigados). 
Manutenção: 1 comp. VO, após o 
almoço. 
Analgésico e antipirético: 500mg, 4-
6h. 
Anti-inflamatório: 1000mg, 4-6h. 
Crianças: 10-15mg/kg, 4-6h. 
Analgésico, antipirético e 
antiplaquetário. Útil na dor de 
intensidade leve a moderada, febre, 
inflamação; profilaxia de IAM. Seu uso 
crônico deve ser associado a protetores 
gástricos. 
Alprazolam Comp. 1mg Iniciar com 0,25-0,5mg/dia. 
Aumentar 0,5mg a cada 3 dias, 
conforme a necessidade. 
Benzodiazepínico útil nos transtornos 
de ansiedade generalizada e quadros 
agudos de ansiedade. 
Amiodarona 
(Ancoron®) 
Comp. 200mg Ataque: 800-1600 mg/dia por 2-3 
semanas; 
Manutenção: 200-400 mg/dia, a cada 
24h (fazer por 5 dias seguidos, 
fazendo pausas de 2 dias). 
OBS: Usar durante ou após as 
refeições. 
Antiarrítmico útil em casos de 
taquicardia atrial, flutter atrial, etc. 
Amitriptilina Comp. 25mg Iniciar com 25mg/dia, VO, e 
aumentar 25mg a cada 2 ou 3 dias. 
Antidepressivo tricíclico útil nos casos 
de depressão, enurese noturna, 
fibromialgia, dor neuropática herpética 
e diabética, profilaxia da enxaqueca. 
Contraindicações: IAM recente, 
distúrbios de condução cardíaca, 
constipação, etc. 
Amoxicilina Comp. 500 e 
850mg 
20-50mg/kg/dia, divididos em 8/8h 
ou de 12/12h. 
Antibacteriano do grupo das penicilinas 
útil em casos de rinossinusites, otite 
média aguda, infecção urinária, 
infecções respiratórias, faringite 
bacteriana, febre tifoide e profilaxia da 
endocardite bacteriana. 
Atenolol Comp. 25, 50 e 
100mg 
Angina: 50-100mg, em uma tomada 
diária ou divididos. 
HAS: 25-100mg, VO, 24/24h. 
Arritmias: 50-200mg/dia, VO. 
Anti-hipertensivo do grupo dos 
betabloqueadores útil na angina 
estável, pós-IAM, HAS, arritmias, etc. 
Contraindicações: bloqueios AV, 
hipotensão, ICC, asma, DPOC, etc. 
Bromazepam Comp. 3 e 6mg Dose diária de 1,5-18mg/dia, com 
dose média de 1,5-3mg, até três 
administrações ao dia. A interrupção 
deve ser gradual (3 meses) para 
evitar sintomas de abstinência. 
Benzodiazepínico útil nos transtornos 
de pânico, fobia social, ansiedade 
aguda. 
Captopril Comp. 25 e 
50mg 
HAS: 25-100mg, VO, 2x/dia, 1h antes 
das refeições. 
Urgências hipertensivas: 12,5-25mg 
VO, repetidos a cada hora, conforme 
resposta. 
ICC e IAM: 25mg VO, 2-3x/dia. 
Nefropatia: 25mg VO, 3x/dia. 
Anti-hipertensivo. Usos: HAS, urgências 
hipertensivas, DM com proteinúria, ICC, 
pós-IAM. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
17 
 
Clorpromazina 
(Amplictil®, 
Longactil®) 
Comp. 100mg Adultos: iniciar com doses baixas, em 
2 a 3 tomadas diárias, e aumentar 
gradualmente de acordo com as 
necessidades do paciente. A dose 
usual é de 400-600mg, 1x/dia. 
Crianças: 0,5-1mg/kg/dose a cada 4-
6h. 
Náuseas e vômitos: 0,5-
1mg/kg/dose, VO, a cada 4-6h. 
Antipsicótico e antiemético, útil nos 
casos de esquizofrenia, mania com 
psicose, agitação em pacientes com 
retardo mental, náuseas e vômitos 
severos, soluços. 
Cloxazolam 
(Olcadil®) 
Comp. 2mg Iniciar com 1-3 mg/dia, à noite. 
Manutenção: 2-6mg/dia, em doses 
fracionadas. 
Benzodiazepínico útil no transtorno da 
ansiedade, distúrbios do sono, pré-
anestésico. 
Diazepam Comp. 5 e 
10mg 
1 comprimido VO, 1x ao dia, à noite. Benzodiazepínico útil em casos de 
ansiedade generalizada, ansiedade 
aguda, sintomas de abstinência ao 
álcool, insônia, estado de mal 
epiléptico, etc. 
Contraindicações: glaucoma, 
insuficiência respiratória, gestação. 
Diclofenaco de 
sódio/potássio 
Comp. 50mg Adultos: 100-200mg/dia, divididos 2-
3x ao dia. 
Analgésico e anti-inflamatório não-
esteroide. Útil nos quadrosde dor pós-
operatória, dismenorreia primária, 
artrite reumatoide, osteoartrite, gota, 
etc. Contraindicações: porfiria, úlcera 
ou sangramento do TGI ativo, gestação 
no 3º trimestre. 
Dinitrato de 
isossorbida 
(Isordil®) 
Comp. 5 e 
10mg 
Tratamento-padrão da dor anginosa: 
2,5-10mg, via SL, a cada 5 minutos. 
Profilaxia da crise anginosa: 5-40mg, 
via oral, 4x ao dia. 
Antianginoso; vasodilatador venoso e 
coronariano, que reduz a carga e o 
consumo miocárdico de oxigênio. 
Contraindicações: cardiomiopatia 
hipertrófica, hipotensão arterial, infarto 
de ventrículo direito. 
Enalapril Comp. 10mg HAS: dose diária usual varia de 2,5-
40mg VO, 1 ou 2x/dia. 
Dose máxima de 40mg/dia. 
Anti-hipertensivo inibidor da ECA. Útil 
em casos de HAS, ICC, disfunção de 
ventrículo esquerdo pós-IAM. 
Sua vantagem em relação ao Captopril é 
o número de administrações diárias e a 
sua biodisponibilidade não influenciada 
por alimentos. Contraindicações: 
estenose bilateral da artéria renal e 
angioedema, gestação no 2º e 3º 
trimestres. 
Espironolactona Comp. 25mg Edema, hipocalemia: 25-200mg/dia, 
VO, em 1-2 doses/dia. 
HAS: 25-50 mg, VO, 1-2x/dia. 
Hiperaldosteronismo primário: 100-
400mg/dia (em 1 a 2 tomadas/dia). 
ICC grave: 25mg/dia, VO, 
aumentando ou diminuindo, 
dependendo da resposta individual 
ou devido {a hipercalemia. 
Diurético poupador de potássio 
antagonista da aldosterona. Útil no 
manejo do edema associado a 
hiperaldosteronismo, ascite relacionada 
a hepatopatias, tratamento da ICC 
congestiva, etc. Contraindicações: 
insuficiência renal, anúria, hipercalemia, 
gestação. 
Deve ser utilizado caso o paciente faça 
uso de diuréticos não-poupadores de 
potássio de forma crônica. 
Fenitoína 
(Hidantal®) 
Comp. 100mg Manutenção do tratamento 
anticonvulsivante: 300mg/dia, VO, 
distribuídos normalmente em 3 
tomadas. 
Antiepiléptico utilizado em crises 
tônico-clônicas, crises parciais 
complexas, prevenção de convulsões 
após trauma ou neurocirurgia, etc. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
18 
 
Contraindicações: bloqueio AV de 2º ou 
3º graus, gestação. 
Fenobarbital 
(Gardenal®) 
Comp. 100mg Tratamento de manutenção em 
adultos: 50-100mg, VO, 2-3x/dia. 
Crianças: 6mg/kg/dia, VO, divididos 
em 1-2 doses diárias. 
Antiepiléptico útil nas crises 
generalizadas tônico-clônicas e crises 
parciais simples e complexas. 
Contraindicações: dispneia, obstrução 
da via aérea, porfiria, gestação. 
Furosemida Comp. 40mg Dose usual: 40-320mg/dia, VO, 1-
3x/dia. Dose anti-hipertensiva: 40-
80mg, VO, a cada 12h. Dose ajustada 
de acordo com a resposta. 
Diurético de alça útil em edemas devido 
a doenças cardíacas e doenças 
hepáticas (ascite); edemas devido a 
doenças renais; insuficiência cardíaca 
aguda, especialmente no edema 
pulmonar; edemas cerebrais como 
medida de suporte; edemas devido a 
queimaduras; crises hipertensivas (em 
adição a outras medidas anti-
hipertensivas); indução de diurese 
forçada em envenenamentos. 
Haloperidol Comp. 5mg Psicose: 0,5-5mg, VO, 1x à noite. 
Manutenção: 5-10mg/dia. 
Antipsicótico típico útil no tratamento 
da esquizofrenia, mania com psicose, 
agitação em pacientes com demência 
ou outros transtornos mentais 
orgânicos. 
Hidroclorotiazida Comp. 25mg Edema: 25-100mg/dia, a cada 24h 
(pela manhã). 
HAS: 12,5-50mg/dia, a cada 24h 
(pela manhã). 
Diurético tiazídico útil no manejo da 
HAS leve a moderada; tratamento do 
edema na ICC e na síndrome nefrótica. 
Contraindicações: insuficiência renal, 
gestação. 
Hidróxido de 
alumínio 
Suspensão 
com 100, 150 
ou 240ml, 
contendo 
61,5mg/ml 
Dispepsia: 10 a 20ml, entre as 
refeições e na hora de dormir. 
Hiperfosfatemia: 5 a 10ml, 3x/dia, 
mas refeições, por poucos dias. 
Antiácido mineral que neutraliza o ácido 
clorídrico do estômago. Pelo risco de 
hipofosfatemia, recomenda-se a 
monitorização periódica dos níveis 
séricos de fósforo em usuários crônicos 
da medicação. 
Hidroxizina 
(Hixizine®) 
Solução oral 
com 
10mg/5ml, 
com 100, 120 
ou 240ml 
6 a 8kg: 1,5 a 2ml, 12/12h a 6/6h; 
8 a 10kg: 2 a 2,5ml, 12/12h a 6/6h; 
10 a 12kg: 2,5 a 3ml, 12/12h a 6/6h; 
12 a 24kg: 3 a 6ml, 12/12h a 6/6h; 
24 a 40kg: 6 a 12ml, 12/12h a 6/6h. 
Anti-histamínico de 1ª geração útil 
como antiemético indicado no 
tratamento de distúrbios vestibulares. 
Usado para o tratamento de lesões 
pruriginosas (principalmente urticária). 
Também é usada no tratamento da 
ansiedade e da insônia. 
Loratadina Xarope de 
1mg/ml, com 
100 ou 120ml 
< 2 anos: 2,5ml, 1x/dia; 
2 a 5 anos: 5ml, 1x/dia; 
> 6 anos ou 30kg: 10ml, 1x/dia. 
Anti-histamínico de 2ª geração útil para 
os casos de rinite alérgica, urticária 
crônica idiopática. Tem pouco efeito 
sobre a obstrução nasal. 
Losartana Comp. 25, 50 e 
100mg 
HAS: 25-100mg, a cada 12 ou 24h. 
ICC: dose inicial deve ser de 
12,5mg/dia (dose máxima: 
50mg/dia). 
Nefropatia diabética: 50mg, 1x/dia, 
podendo-se aumentar para 
100mg/dia. 
Anti-hipertensivo antagonista dos 
receptores da angiotensina II. É útil no 
tratamento da HAS, ICC, nefropatia 
diabética em pacientes com DM tipo 2. 
Mebendazol Suspensão oral 
de 20mg/ml 
com 30ml 
A partir de 1 ano: 5ml, 12/12h, por 3 
dias. 
Ascaridíase: 100mg VO, 12/12h, por 
3 dias. 
Ancilostomose: 100mg VO, 12/12h, 
Anti-helmíntico utilizado para o 
tratamento da ascaridíase, 
ancilostomose, oxiurose, tricuríase, 
hidatidose, larva migrans visceral. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
19 
 
por 3 dias. 
Repetir em 2 semanas. 
Metildopa Comp. 500mg HAS: iniciar com 250mg, 2-3x/dia; 
aumentar a dose a cada 2 dias se 
necessário. A dose usual é de 250-
1000 mg/dia, em 2 doses divididas. 
Anti-hipertensivo vasodilatador central. 
Útil em casos de HAS, sobretudo em 
gestantes. 
Contraindicações: doença de Parkinson, 
angina, feocromocitoma, depressão, 
doença hepática ativa. 
Metoclopramida 
(Plasil®) 
Comp. 10mg e 
Gotas 4mg/ml 
com 10ml 
< 1 ano (evitar): 5 gotas, até 2x ao 
dia; 
1 a 3 anos: 5 gotas, até 3x ao dia; 
3 a 5 anos: 10 gotas, até 3x ao dia; 
5 a 14 anos: 25 gotas ou 1 cp, até 3x 
ao dia. 
Antiemético útil para quadros de 
náusea e vômito de origem central e 
periférica. Estimulante da peristalse e 
adjuvante do esvaziamento 
gastrointestinal. 
Metronidazol Suspensão oral 
de 40mg/ml 
com 80ml 
A partir de 1 ano: 
1 a 5 anos: 2,5 a 5ml, 12/12h a 8/8h; 
> 5 anos: 5 a 10ml, 8/8h. 
Antibacteriano ativo contra infecções 
por micro-organismos anaeróbios, 
amebíase, giardíase, tricomoníase e 
infecções por H. pilory e G. vaginalis. 
Nifedipina 
(Adalat®) 
Comp. 10 e 
20mg 
1 comprimido VO. Anti-hipertensivo bloqueador dos canais 
de cálcio útil para o tratamento da HAS, 
crise hipertensiva e da angina estável. 
Contraindicações: anormalidades 
sinoatriais, ICC e fase aguda do IAM. 
Nimesulida Comp. 100mg 1 comprimido VO, 12/12h a 8/8h. 
Evitar usar em crianças abaixo de 12 
anos. 
Analgésico e anti-inflamatório não 
esteroide útil em condições 
inflamatórias ou álgicas que envolvem o 
sistema osteoarticular e respiratório 
superior. 
Nitrato 
(Sustrate®) 
Comp. 10mg Na crise anginosa: 10mg, sublingual. 
Profilaxia: 15-30mg/dia, VO. 
Antianginoso; vasodilatador venoso e 
coronariano, que reduz a carga e o 
consumo miocárdico de oxigênio. Útil 
na angina do peito, mas contraindicada 
na suspeitade IAM de ventrículo direito 
e hipotensão. 
Omeprazol Comp. 20 e 
40mg 
Úlcera duodenal, DRGE: 20 mg/dia, 
pela manhã, por 4-8 semanas; úlcera 
gástrica: 40 mg/dia, por 4-8 
semanas; erradicação do H. pylori: 
esquemas com 20-40 mg/dia em 
associações; estados 
hipersecretores: dose inicial de 60 
mg/dia (se doses diárias maiores que 
80 mg, administrar em doses 
divididas). 
Antiulceroso inibidor da bomba de 
prótons útil no tratamento e prevenção 
da úlcera gástrica e duodenal. Tem mais 
eficácia quando administrado em jejum. 
Prednisona Comp. 5 e 
20mg 
As doses são as mesmas da 
prednisolona (2,5-60 mg/dia). A dose 
de reposição fisiológica para crianças 
e adultos é de 4-5 mg/m
2
/dia. 
Em geral, usa-se 4-10 dias para 
algumas enfermidades alérgicas ou 
colagenoses. Doses habituais: asma: 
1-2 mg/kg/dia, divididos em 1-
2x/dia, por 3-5 dias. 
Corticoide sistêmico útil no tratamento 
anti-inflamatório ou imunossupressor 
em uma variedade de condições, 
incluindo hematológicas, alérgicas, 
neoplásicas, autoimunes. 
Contraindicações: infecções fúngicas 
sistêmicas; varicela; infecções graves. 
Propranolol Comp. 40mg 10-20mg, VO, a cada 8-12h. 
Aumentar a dose a cada 2-4 semanas 
de acordo com a resposta 
terapêutica e com o surgimento de 
Anti-hipertensivo betabloqueador 
utilizado no tratamento da HAS, 
cardiopatia isquêmica (angina estável e 
instável), cardiopatia hipertrófica, 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
20 
 
efeitos adversos. Dose usual: 40-
160mg VO, a cada 8-12h. 
prolapso de valva mitral, etc. 
Contraindicações: bloqueio AV, choque 
cardiogênico, acidose metabólica, ICC 
descompensada, asma brônquica, 
DPOC, etc. 
Risperidona Comp. 1, 2 e 
3mg; 
Iniciar com 1mg, 2x/dia, VO, no 1º 
dia; no 2º dia, 2mg, 2x/dia; e, no 3º 
dia, 3mg, 2x/dia. A dose habitual é 
de 2-4mg, 2x/dia. Não retirar 
abruptamente para evitar sintomas 
de retirada. 
Antipsicótico atípico útil para os casos 
de esquizofrenia e outros distúrbios 
psicóticos com sintomas de agitação e 
agressividade, comportamento 
autodestrutivo e distúrbios de conduta 
em crianças. 
Salbutamol Frascos de 
2mg/5ml com 
100ml 
< 2 anos: 1,5ml, 8/8h; 
2 a 5 anos: 2,5ml, 8/8h; 
6 a 12 anos: 5ml, 8/8h; 
> 12 anos: 5 a 10ml, 8/8h. 
Broncodilatador; β2-agonista de curta 
duração. Utilizado no tratamento da 
crise da asma e DPOC. 
Sulfametoxazol + 
Trimetropim 
Xarope de 
40+200mg/ml 
Até 1 ano: 2,5ml, 12/12h; 
1 a 5 anos: 5ml, 12/12h; 
5 a 10 anos: 7,5ml, 12/12h; 
> 10 anos: 10ml, 12/12h. 
Antibacteriano do grupo das 
sulfonamidas útil em infecções 
respiratórias, gastrintestinais e 
urinárias. 
Sulfato ferroso 
(Masferol®) 
Xarope de 
25mg/ml 
Adultos. Anemia ferropriva: 3-5 
mg/kg/dia ou 60-240 mg de ferro 
(corresponde a 300-1.200 mg de 
sulfato ferroso)/dia, divididos em 1-3 
doses, por 4-6 meses. Crianças. 
Anemia ferropriva grave: 4-6 mg/kg 
de ferro por dia, divididos em 2 
doses. Profilático: 1 mg/kg de ferro 
por dia (máx. 15 mg ferro por dia) 
em dose única a partir do desmame 
do seio materno ou dos 6 meses de 
idade (o que ocorrer primeiro) até os 
2 anos. 
A deficiência total de ferro pode ser 
calculada pela seguinte fórmula: 
Ferro(mg) = (Hb normal – Hb do 
paciente) × peso(kg) × 2,21 + 1.000 
Essa quantidade corrige a anemia e 
repõe 1.000 mg de depósito de ferro. 
Antianêmico utilizado na profilaxia e 
tratamento da anemia ferropriva. 
Inalatórios 
Droga Apresentações Administração Usos e comentários 
Ipratrópio 
(Atrovent®) 
Solução para 
nebulização 
0,25mg/ml 
NBZ com 10 a 40 gotas + Soro 
fisiológico 0,9% 3 a 5ml. 
Broncodilatador; anticolinérgico 
inalatório. Utilizado no tratamento da 
crise de asma e DPOC. 
 Salbutamol 
(Berotec®) 
Solução para 
nebulização 
com 5µg/ml 
NBZ com 1 a 10 gotas (1 gota a cada 
3kg de peso; máximo de 10 gotas) + 
Soro fisiológico 0,9% 3 a 5ml. 
Broncodilatador; β2-agonista de curta 
duração. Utilizado no tratamento da 
crise da asma e DPOC. Prevenção do 
broncoespasmo induzido pelo exercício. 
Contraindicado em pacientes com 
arritmias cardíacas associada com 
taquicardias. 
 
ANEXO 1: 
 1mg = 1000µg 
 1 gota = 3 microgotas 
 1ml = 20 gotas = 60 microgotas 
 1ml/hora = 1 microgota/min 
 Número de gotas/min = Volume (em ml)/3 x Tempo (em horas) 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
21 
 
 
ANEXO 2: 
- Para converter "µg/kg/min" em "ml/hora" 
VAZÃO (ml/hora) = DOSE (µg) x PESO (kg) x 60 (minutos) x 10
-3
 (para converter µg em mg) 
 CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO (mg/ml) 
 
- Para converter "µg/min" em "ml/hora": 
VAZÃO (ml/hora) = DOSE (µg) x 60 (minutos) x 10
-3
 (para converter µg em mg) 
 CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO (mg/ml) 
 
- Para converter "mg/peso/min" em "ml/hora": 
 VAZÃO = DOSE (mg) x PESO (kg) x 60 (minutos) OBS: não precisa dividir por 1000 
 CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO (mg/ml) 
 
- Para converter "ml/hora" em "µg/kg/min": 
DOSE EM INFUSÃO = VAZÃO (ml/hora) X CONCENTRAÇÃO (mg/ml) x 10
3
 (para converter mg em µg) 
60 min x PESO (kg) 
 
 
 
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22 
 
ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA / DELIRIUM TREMENS 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Excluir outras causas (IH, TCE, HDA, infecções, etc.). 
 Hidratação venosa: 
 SF 0,9% 500ml 
 SG 5% 500ml 
 KCl 19,1% 10ml 
 Tiamina/vitamina B1: 
o Tiamina: 1 ampola (100mg) IM ou EV, 3x ao dia. 
o Vitamina B1 (Benerva®, Beum®, Neurivit®): 1 comprimido (300mg) VO, 1x ao dia. 
 Ácido fólico (Folacin®): 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
 Benzodiazepínicos (primeira escolha): 
o Diazepam (ampolas de 10mg/2ml e comprimidos de 5 e 10mg): sedativo diazepínico de ação 
longa. Dose: 1 a 2ml da ampola EV lento (em 4 minutos), até 8/8h, ou comprimido (Valium®) 
10mg, 1 comprimido VO, hora/hora (até ajuste da dose); ou 
o Lorazepam (ampolas 2mg/ml e 4mg/ml e comprimidos de 1 e 2mg): sedativo diazepínico de 
ação longa indicado nos pacientes com comprometimento hepático. Dose: 1 ampola 4mg EV 
lento; 2 a 4mg VO hora/hora (até ajuste da dose). 
OBS: As doses devem ser reguladas até se conseguir a sedação adequada e mantidas na menor dose 
necessária para estabilização clínica. 
OBS: O álcool causa resistência aumentada aos benzodiazepínicos, o que pode exigir doses mais altas. 
 Se delírio, alucinações ou agitação psicomotora  Haloperidol (Haldol®): ½ a 1 ampola EV ou IM de 
4/4h, se necessário (em caso de delírios e alucinações). 
 
 
 Piracetan (Nootropil®) 800mg: 1 comprimido VO, 12/12h a 8/8h. 
 Metoclopramida (Plasil®) 1 ampola (10mg/2ml) EV 8/8 horas (se necessário). 
 HGT de 6/6h e Insulina Regular SC, conforme glicemia capilar. 
EV 6/6h 
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23 
 
 Glicose 50%: 40ml EV se glicemia capilar < 60mg/dl. 
 Outras medidas: 
 Repouso no leito / restringir paciente, se necessário; 
 Monitorização cardíaca + oximetria de pulso; 
 Controle e correçãoda glicemia, eletrólitos e hidratação; 
 Avaliação psiquiátrica antes da alta. 
 
 
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Garantir vaga em UTI. 
 O2 inalatório 3 litros/minuto (sobretudo se SatO2 < 95%). 
 Hidratação com SF 0,9%, de acordo com o grau de desidratação do paciente. Não utilizar soluções contendo 
glicose. 
 Terapia trombolítica: 
 Se o paciente tiver menos de 3 horas de evolução e for descartado o AVC hemorrágico: rtPA 0,9 
mg/kg de peso (dose máxima: 90 mg) – fazer 10% EV em bolus, durante 2 minutos, e o restante, 
infundido EV em 1 hora. 
 Se o paciente tiver mais de 3 horas de evolução ou se o serviço não tiver rtPA disponível, optar por: 
AAS 3 comprimidos (300mg) VO (mastigar e engolir), 24/24h. 
 Terapia anticoagulante: 
 Utilizar heparina em dose plena (Heparina não-fracionada 4000UI+SF 0,9% 100ml a cada 4h em 
bomba de infusão contínua ou Clexane® 1mg/kg a cada 12h) em casos de AVCi cardioembólico sem 
transformação hemorrágica. Relativamente, indica-se em casos de AVCi em progressão, trombose 
de artéria basilar e ataques isquêmicos transitórios de repetição. Seu emprego deve ser evitado em 
AVCi extensos ou com risco de transformação hemorrágica. Deve-se realizar o controle rigoroso da 
PA e avaliação do nível de consciência. A TTPA deve atingir 2 a 3 vezes os valores de base. 
 Heparina em dose profilática (Heparina não-fracionada 5000 a 7500 UI SC a cada 12h ou Clexane® 
40mg/dia SC) deve ser adotada na prevenção de trombose venosa profunda. 
 Controle da PA: em caso de trombólise, reduzir PA para nível abaixo de 185x110mmHg; na ausência de 
indicação de trombólise, reduzir PA para valores abaixo de 220x120mmHg. Nunca reduzir bruscamente. 
Optar por betabloqueadores. 
 Medidas antiedema: utilizar em casos de AVCi extensos e território de artéria cerebral média. 
 Utilizar Manitol 20% 0,5 a 1g/kg de peso (dose máxima de 2g/kg) EV em bolus de 30min, a cada 6 ou 
8h. 
 Elevar a cabeceira do leito até 30º (elevações maiores podem prejudicar o fluxo sanguíneo cerebral). 
 Atualmente, o uso de corticoides é pouco recomendado pela pouca evidência de benefícios no 
tratamento da hipertensão intracraniana. 
 Vasodilatador cerebral: tem pouco respaldo na literatura. 
 Nimodipino (Noodipina®) 200mg/ml: 1 ampola + AD EV 8/8h; ou 
 Piracetam (Nootropil®) 800mg: 1 comprimido VO, 8/8h. 
 Controle de crises convulsivas: medidas de suporte respiratório, obtenção imediata de acesso venoso e 
oximetria de pulso. 
 Em caso de crise única, interromper com Diazepam 10mg EV lentamente, até controle da crise. 
 Controlada a crise, pode-se iniciar Fenitoína (Hidantal®) 18 a 25mg/kg em SF0,9% 250ml, em 40 a 50 
minutos (ampola de fenitonína: 250mg/5ml). 
 Manutenção: Fenitoína 2 a 3ml (100 a 150mg) + AD EV, de 8/8h, por 3 a 4 dias (seguido de 
manutenção: Fenitoína 100mg 12/12h VO). 
 Medidas de suporte: 
 Recorrer a protetor gástrico: Omeprazol EV ou VO, em jejum. 
 Entubação orotraqueal em todo paciente com comprometimento de vias aéreas ou Glasgow < 8 
pontos. 
 Passar sonda nasoentérica em todos os pacientes que apresentem disfunção da deglutição e risco de 
aspiração. 
 Evitar punção venosa no lado parético. 
 Realizar avaliação neurológica de 6/6h nas primeiras 24h, e 1x ao dia nos dias seguintes. 
 Medidas para evitar escaras de decúbito: colchão caixa de ovos, mudança de decúbito a cada 2h. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
24 
 
 Fisioterapia motora e respiratória iniciada ainda no pronto-socorro. 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Tomografia computadorizada de crânio sem 
contraste; 
 Angiografia cerebral; 
 Ressonância nuclear magnética com protocolo 
para AVC (difusão, perfusão, etc.); 
 Perfil lipídico; 
 Marcadores cardíacos; 
 Coagulograma; 
 Radiografia de tórax; 
 ECG; 
 Ecocardiograma; 
 USG Doppler ou angiorressonância de artérias 
cervicais. 
 
 
ALTA HOSPITALAR 
1. AAS (Ecasil®, Somalgin®) 81mg: 1 comprimido VO, pela manhã. 
2. Clopidogrel (Plagrel®) 75mg: 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
3. Nimodipino 30mg: 1 comprimido VO, 12/12h (1h antes ou 2h depois das refeições). 
4. Betastina (Betadine®) 24mg: 1 comprimido VO, à noite (se tontura). 
5. Sinvastatina 20 ou 40mg: 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
6. Ciprofibrato 100mg: 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
7. Omeprazol 40mg: 1 comprimido VO, em jejum. 
8. Medidas gerais: 
 Encaminhamento ao neurologista; 
 Eletrocardiograma e, se necessário, encaminhamento ao cardiologista; 
 Encaminhamento para realização de fisioterapia motora. 
 
ANEMIA FALCIFORME COM CRISE ÁLGICA 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta geral + líquidos, VO. 
 Hidratação venosa: 
 SF 0,9% 500ml 
 SG 5% 500ml 
 Cetoprofeno 100mg/2ml EV, 12/12h, por 5 dias OU Diclofenaco (Voltaren®) 75mg/3ml IM, 12/12h, por 3 dias. 
 Tramadol 100mg/2ml + SF 0,9% 100ml, EV, 6/6 horas. Se não houver melhora, considerar a troca do 
Tramadol por Morfina. 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + AD EV 8/8 horas, se náuseas e/ou vômitos. 
 Omeprazol 40mg, VO, em jejum. 
 Cateter de oxigênios 3 litros/min. 
 Monitorização cardíaca + oximetria de pulso + PA não invasiva. 
 
 
ANEMIA FERROPRIVA 
QUADRO CLÍNICO 
 Sinais e sintomas da anemia: 
 Astenia (fadiga, indisposição física) 
 Insônia 
 Palpitações 
 Angina 
 Cefaleia 
 
 Sinais e sintomas da carência nutricional e da ferropenia (independentes da anemia): 
 Relacionados a qualquer carência: em todo paciente com anemia, o médico deve procurar sinais de 
glossite e queilite, indicativos de anemia carencial (ferropriva, megaloblástica). 
 Glossite (ardência e língua despapilada) 
 Queilite angular (lesão nos ângulos da boca) 
 Relacionados à carência de ferro: 
 Perversão do apetite, pica ou parorexia (desejo de comer alimentos de baixo valor 
nutricional, como amido, gelo, terra, etc.) 
EV 8/8h 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
25 
 
 Coiloníquia (unhas em colher) 
 Esplenomegalia (por mecanismo desconhecido) 
 Síndrome de Plummer-Vinson ou Paterson-Kelly (disfagia pela formação de uma membrana 
fibrosa na junção entre a hipofaringe e o esôfago) 
 
EXAMES LABORATORIAIS E DIAGNÓSTICO 
 Hemograma: 
 Normo/normo (no início) ou micro/hipo (achado clássico) 
 ↑RDW (anisocitose) 
 Trombocitose 
 Índice do ferro: 
 ↓ Ferritina (N: 30 – 100ng/ml) 
 ↑ TIBC > 360 mg/dl (N: 250 – 360mg/dl 
 ↑Transferrina 
 ↓ Ferro sérico < 30mg/dl (N: 60-150mg/dl) 
 ↓ Saturação de transferrina (Fe/TIBC) < 10% (N: 20 – 40%) 
 ↑ Protoporfirina livre eritrocitária – FEP > 100µg/dl (N: até 30µg/dl) 
 
 Investigar possíveis causas: 
o Crianças: prematuridade, gemelaridade, desmame precoce, ancilostomíase (presença de eosinofilia 
associada). 
o Adultos: gravidez, hipermenorreia, síndrome de má-absorção (doença celíaca), perda crônica de sangue. 
OBS: Para pacientes com mais de 50 anos  colonoscopia + endoscopia digestiva alta. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
1. Dieta rica em ferro. 
2. Reposição de ferro: 
 Ferro oral: 
 A dose recomendada para a correção da anemia ferropriva é de 60mg de ferro elementar (o que 
corresponde à 300mg de sulfato ferroso), três a quatro vezes ao dia. Em crianças, a dose deve ser de 
5mg/kg/dia de ferro elementar, dividindo em três tomadas diárias. 
 A absorção do sulfatoferroso é melhor quando administrado de estômago vazio, 1 a 2 horas antes 
das refeições, de preferência associado à vitamina C ou ao suco de laranja. 
 A reposição de ferro deve durar 3 a 6 meses. 
 A resposta ao tratamento deve ser observada avaliando-se a contagem de reticulócitos: ela aumenta 
nos primeiros dias de reposição, atingindo um pico entre 5-10 dias. A hemoglobina e o hematócrito 
começam a subir em 2 semanas. 
 O controle pode ser feito com a ferritina sérica, que deve chegar a valores acima de 50ng/ml. 
 
 Ferro parenteral: 
 As indicações para ferro parenteral são: 
 Síndromes da má absorção duodenojejunais, como a doença celíaca; 
 Intolerância às preparações orais; 
 Anemia ferropriva refratária à terapia oral, apesar da adesão terapêutica; 
 Necessidade de reposição imediata de estoques de ferro, quando utilizamos, por exemplo, 
a eritropoietina recombinante humana em pacientes com insuficiência renal crônica em 
tratamento dialítico, 
 A apresentação mais antiga de ferro parenteral é o ferro-dextran, que contém 50mg de ferro 
elementar por ml de solução. A via preferencial utilizada é a endovenosa, mas o uso intramuscular 
também é possível (embora deva ser desestimulada). 
 A dose total requerida é diretamente proporcional ao déficit de ferro na hemoglobina, somado à 
quantidade necessária para repor os estoques de ferro (1.000mg no homem e 600mg na mulher): 
Déficit de ferro da hemoglobina: 
(15 – Hb) x Peso (kg) x 2,3 
Déficit de ferro da hemoglobina + déficit de estoque (dose total do ferro parenteral): 
Homem: (15 – Hb) x Peso (kg) x 2,3 + 1000 
Mulher: (15 – Hb) x Peso (Kg) x 2,3 + 600 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
26 
 
 O déficit total de ferro pode ser reposto em dose única, diluída em soro fisiológico ou glicosado a 
5%, ou então (modo preferencial) em doses fracionadas. Seja como for, quanto maior a carga 
férrica, mais lenta deve ser a infusão (> 1 hora). 
 O principal efeito colateral é a anafilaxia (reação alérgica grave). Assim, em caso de surgimento 
abrupto de dor torácica, sibilos, queda da pressão arterial ou outras manifestações sistêmicas, a 
infusão deve ser interrompida. 
 
 
ARTRITE SÉPTICA 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Medidas gerais: 
 Drenagem da articulação acometida, a fim de aliviar a dor, controlar a infecção e recuperar a função 
articular; 
 Imobilização articular associada a analgésicos nos primeiros dias de tratamento; 
 Fisioterapia iniciada o mais breve possível, assim que o paciente tolerar a mobilização articular; 
 Culturas e teste de Gram para guiar a escolha da antibioticoterapia. 
 
 Antibioticoterapia: 
Orientação sobre antibioticoterapia empírica na suspeita de artrite séptica 
Grupo de pacientes Antibioticoterapia recomendada 
Pacientes com fatores de risco para agentes típicos 
(provável Staphylococcus aureus) 
Oxacilina 2g EV, 4x ao dia. Se alérgico à penicilina, 
usar Clindamicina 600mg EV 6/6h ou Cefalosporina 
de 2ª geração (Cefoxitina 2g, 3 a 6x ao dia) ou de 3ª 
geração (Ceftriaxona 2 a 4g/dia) EV. 
Alto risco para sepse por Gram-negativo (idoso, ITU 
recorrente, pós-operatório de cirurgia abdominal) 
Cefalosporina de 2ª geração ou de 3ª geração + 
Oxacilina 2g EV 4x ao dia. 
Alto risco para S. aureus resistente à meticilina 
(internação prévia recente, úlceras de perna ou 
cateteres, fatores de risco locais) 
Vancomicina 1g EV, 2x ao dia + Cefalosporina de 2ª 
ou 3ª geração EV. 
Adultos jovens, quadros sugestivos de Neisseria 
gonorrehoeae. 
Cefalosporina de 3ª geração (Ceftriaxona 2g EV, 1x 
ao dia, por 10 a 14 dias; Levofloxacino ou 
Ciprofloxacino são alternativas válidas. 
 
Antibioticoterapia conforme micro-organismo identificado em culturas 
Micro-organismo Antibiótico 
S. aureus Oxacilina 2g EV 4/4h 
Alternativas: Clindamicina ou Cefalosporinas de 1ª geração 
S. aureus resistente à meticilina (SARM) Vancomicina 15mg/kg EV 12/12h 
Streptococcus sp. Penicilina G 3-4 milhões de UI EV 4/4h 
Alternativas: Ceftriaxona ou Cefalosporina de 1ª geração 
Pseudomonas aeruginosa Cefepime 2g EV 12/12h 
Alternativas: Ciprofloxacina ou Ceftadizima 
Neisseria gonorrhoeae Ceftriaxona 2g EV, 1x ao dia 
Alternativas: Levofloxacina ou Ciprofloxacina 
Polimicrobiana Piperacilina/Tazobactam 3.375g EV 6/6h 
Alternativas: Ampicilia/Sulbactam ou Clindamicina + Ciprofloxacina 
 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C).. 
 Tramadol 100mg/2ml + SF 0,9% 100ml, EV, 6/6 horas, se dor não cessar com dipirona. 
 
 
CIRROSE / INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA / ASCITE / ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
- Solicitar: 
 Hemograma completo; 
 PCR e VHS; 
 TGO/AST e TGP/ALT; 
 Ureia e creatinina; 
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27 
 
 TAP/INR; 
 Albumina; 
 Bilirrubinas indireta, direta e total; 
 Fosfatase alcalina e gama-GT; 
 Exames relacionados com a causa (sorologia para hepatites, TC de abdome, etc.). 
 
ASCITE 
- Para diferenciar, devemos fazer um gradiente (diferença) entre albumina sérica e do líquido ascítico (Gradiente de 
Albumina Soro-Ascite / GASA): 
Albumina do soro – Albumina da ascite 
 
 GASA ≥ 1,1  Transudato = Hipertensão porta. Causas: Cirrose, IC, Budd-Chiari. 
 GASA < 1,1  Exsudato = Doença do peritônio. Causas: Neoplasia, Tuberculose, Pâncreas, etc. 
 
- O tratamento depende da causa da ascite. Pacientes com ascite e GASA < 1,1 g/dl, em geral, não apresentam 
hipertensão portal e não respondem bem à restrição de sódio e diuréticos. Por outro lado, aqueles com GASA ≥ 
1,1 g/dl apresentam boa resposta com essa terapia. 
 Repouso (não há evidência científica). 
 Restrição da ingestão de sódio para 2 g/dia (88 mEq). 
 Restrição hídrica não é recomendada rotineiramente, pois pode levar à desidratação e à piora da 
função renal. Deve ser instituída para pacientes com hiponatrema dilucional significativa (Na < 120 a 
125 mEq/L em presença de ascite e/ou edema); neste caso, deve-se restringir a ingestão hídrica para 
cerca de 1000ml/dia. 
 Controle de diurese 24h. 
 Medir peso diário. 
 Diuréticos: deve-se aumentar a excreção de sódio urinário para valores maiores que 78 mEq/dia. 
o Espironolactona: é o principal agente diurético no tratamento da ascite. Dose inicial: 100 a 
200mg/dia; aumentar 100mg a cada 3 a 5 dias de acordo com a perda ponderal. Dose máxima: 
400mg. 
o Furosemida: geralmente, é recomendada para prevenir a hipercalemia induzida pela 
espironolactona (que é poupador de potássio). A administração via oral é preferível, pois a 
endovenosa pode provocar redução nas taxas de filtração glomerular. Não deve ser utilizada 
como diurético único. Dose inicial: 40 a 80 mg/dia (especialmente em indivíduos com edema 
de membros inferiores); aumentar 40mg a cada 3 a 5 dias de acordo com a perda ponderal. 
Dose máxima: 160mg. OBS: 
De uma maneira geral, recomenda-se manter razão espironolactona:furosemida de 100:40 (mg) com a 
finalidade de assegurar normocalemia. 
A resposta ao tratamento diurético é monitorada por meio da perda de peso, que não deve ultrapassar 
0,5kg/dia em pacientes sem edema periférico. Naqueles com edema significativo, não há limite para a 
perda diária de peso. A resposta aos diuréticos é lenta, esperando-se perda mínima de 1kg na primeira 
semana e 2 kg nas subsequentes. 
 Paracentese de grande volume: em pacientes com ascite tensa, deve-se realizar, inicialmente,paracentese de grande volume. Paracentese única, com retirada de até 5 litros, pode ser realizada de 
forma segura, sem reposição de coloides. Paracenteses de volume superior a 5 litros, devem ser 
reposta com albumina parenteral (8g de albumina/litro removido, incluindo os primeiros 5 litros). A 
apresentação usual da albumina é: Albumina Humana 20% (10g/50ml). O cálculo para infusão de 
albumina é: 
litros de ascite retirados (incluindo os 5 litros iniciais) x 0,8 = número de frascos de albumina 
Após a paracentese, os pacientes devem continuar o tratamento com dieta hipossódica e diuréticos. 
 
PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE), BACTERASCITE (SINTOMÁTICOS) OU ASCITE NEUTROCÍTICA 
 Medidas gerais: suspender diuréticos; não utilizar drogas nefrotóxicas; evitar parecentese de grande 
volume. 
 Antibioticoterapia: 
o Primeira escolha: Ceftriaxona 1-2g EV, 12/12h por 10-14 dias OU Cefotaxima 1-2g EV, 8/8h por, 
pelo menos, 5 dias (ideal: 10-14 dias). 
o Alternativas: 
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28 
 
 Clindamicina 600mg + SF 100ml EV 6/6h + Ciprofloxacino 400mg EV 12/12h por 10-14 
dias; OU 
 Piperacilina-tazobactam 4,5g EV 8/8h por 10-14 dias; OU 
 Imipenem-cilastatina 500mg EV 6/6h por 10-14 dias; OU 
 Meropenem 1g EV 8/8h por 10-14 dias. 
 Albumina: associada à cefalosporina de 3ª geração, pode ser administrada na dose de 1,5g/kg ao 
diagnóstico, e 1g/kg após 48h. Foi demonstrado que pode diminuir a mortalidade em indivíduos com 
creatinina > 1 mg/dl, ureia > 65mg/dl ou bilirrubina total > 4mg/dl. 
 Paracentese de controle: pode ser realizada para documentar a redução na contagem de 
polimorfonucleares ou a esterilização da cultura, mas a maioria dos pacientes em tratamento de PBE 
não necessita de controle. É indicada se o quadro clínico inicial for duvidoso, o líquido ascítico for 
atípico (líquido ascítico típico: proteína total ≤ 1g/dl, LDH normal e glicose ≥ 50mg/dl) e/ou a resposta 
clínica for insatisfatória. 
 Observações: 
 Colher culturas antes de iniciar o tratamento; 
 Optar por Clindamicina + Ciprofloxacino para alérgicos à penicilina; 
 Avaliar profilaxia primária com Norfloxacino 400mg/dia em uso contínuo para diminuir a 
reinfecção. 
 Profilaxia: 
o Indivíduos cirróticos com hemorragia digestiva: 
 Ceftriaxona (1g EV, 1x ao dia, por 7 dias)  primeira escolha em pacientes com 
disfunção hepática significativa; 
 Norfloxacina (400mg VO, 12/12h, por 7 dias)  alternativa para pacientes com 
doença hepática menos avançada e nos alérgicos. 
o Indivíduos cirróticos sem diagnóstico prévio de peritonite bacteriana espontânea: indicada em 
indivíduos com proteínas totais do líquido ascítico < 1g/dl + alguma das seguintes 
complicações: creatinina > 1,2mg/dl; ureia > 53 mg/dl; Na sérico < 130 mEq/l; Child-Pugh > 9 
pontos com bilirrubinas totais maiores que 3 mg/dl. As drogas de escolha são Norfloxacina 
(400mg VO, 1x ao dia); Sulfametoxazol-Trimetroprim (800/160 mg, 1x ao dia) ou Ciprofloxacina 
(750mg VO, 1x por semana). 
o Após episódio de PBE: Norfloxacina (400mg VO, 1x ao dia) ou SMZ-TMP (800/160mg, 1x ao 
dia). 
 
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
- Os objetivos são promover suporte clínico adequado, identificar e remover os fatores precipitantes e reduzir as 
substâncias nitrogenadas intestinais. 
 Medidas gerais: 
 Passar sonda nasogástrica (SNG) apenas em pacientes comatosos, e manter fechada. 
 Remover fatores desencadeantes: principal medida. 
 Evitar uso de sedativos, pois podem agravar o quadro. 
 Utilizar entubação orotraqueal: necessária em pacientes comatosos para proteção das vias 
aéreas. A sedação deve ser realizada preferencialmente com medicamentos de ação rápida, 
como o Propofol (ampolas de 20ml com 10mg/ml: fazer 1 a 2mg/kg de peso). 
 Suspender os diuréticos e reintroduzi-los apenas após a resolução do quadro. 
 Passar sonda vesical e realizar controle da diurese. 
 Solicitar tomografia computadorizada de crânio. 
 Hidratação venosa: SF 0,9% 500ml EV 6/6h (28 gotas/min). 
 Dieta: deve-se sempre manter um balanço nitrogenado positivo. Em casos graves, pode ser 
recomendada restrição de proteínas de 0,5g/kg/dia de proteína, com progressivo aumento de 
1,2g/kg/dia. São preferíveis as proteínas de origem vegetal. 
 Lactulose: é o tratamento padrão-ouro em caso de encefalopatia hepática aguda. Trata-se de um 
dissacarídeo não absorvível que, além da função catártica, em que aumenta a excreção fecal de 
nitrogênio, inibe a produção de amônia e acidifica o pH colônico, levando à redução da concentração 
plasmática de amônia. 
 Lactulona/lactulose (667mg/ml): 20ml VO ou VSNG 1/1h até primeira evacuação; 15-30ml VO 
ou VSNG de 8/8h após primeira evacuação (dose máxima: 90-150ml/dia); Objetivo: 2-3 
evacuações pastosas/dia. 
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29 
 
 Em casos de encefalopatia grave e em pacientes impedidos de receber medicação por VO, pode 
ser usada como enema: Lactulose 250ml + 600-700ml de água morna, via retal, a cada 6-8h. 
Deve ser retido por 1h, com paciente na posição de Trendelenburg (para facilitar acesso ao 
cólon direito). 
 Antibióticos: tem por objetivo reduzir a população de bactérias colônicas que produzem amônia. 
 Neomicina: sua dose varia de 1g VO 6/6h até 2g VO 4/4h. É prudente monitorar a função renal 
e a acuidade auditiva (devido ao risco de nefrotoxicidade e otoxicidade). 
 Metronidazol: 400mg VO a cada 6-8h. Não é considerado tratamento de primeira linha. 
 Rifaximina: 40mg VO 8/8h. Antibiótico com mínima absorção VO e excelente perfil de 
segurança. 
 Outras medicações: 
 Omeprazol (40mg/ml): 1 ampola + AD EV, 24/24h a 12/12h; 
 Ranitidina (50mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 12/12h; 
 Dipirona (1000mg/2ml): 1 ampola + AD EV, de 6/6h, s/n; 
 Antieméticos: 
 Bromoprida (10mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 8/8h; 
 Metoclopramida (10mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 8/8h se náuseas ou vômitos; 
 Ondansetrona (4mg/2ml): ½ a 2 ampolas + AD EV, até 6/6h, se vômitos refratários. 
 
INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA 
- Realizar o estadiamento da doença: 
Escore de Child-Turcotte modificada por Pugh 
Pontuação 1 2 3 
Bilirrubinas (mg/dL) <2 2 – 3 >3 
Encefalopatia Ausente Grau leve Avançada 
Ascite Ausente Grau leve Avançada 
TAP (INR) < 1,7 1,7 - 2,3 >2,3 
Albumina (g/dL) >3,5 3,5 - 3 <3 
 Child A: escore ≤ 6 pontos = Cirrose compensada (sobrevida média em 1 a 2 anos: 100% e 85%) 
 Child B: escore 7 – 9 = Dano funcional significativo (sobrevida média em 1 e 2 anos: 80% e 60%) 
 Child C: escore ≥ 10 = Cirrose descompensada (sobrevida média em 1 e 2 aos: 45% e 35%) 
 
Escore MELD (Mayo End-Stage Liver Disease) 
Ela utiliza os valores do paciente de bilirrubina sérica, creatinina sérica e índice internacional normalizado (INR) para 
predizer sobrevida. Este sistema também é utilizado para priorizar a alocação dos pacientes para transplantes 
hepáticos. 
É calculado de acordo com a seguinte fórmula: 
MELD = 3,78 x [Log Bilirrubina Sérica (mg/dL)] + 11,2 x [Log INR] + 9,57 x [Log creatinina sérica (mg/dL)] + 6,43 
 
Na interpretação da escala MELD em pacientes hospitalizados, a mortalidade em 3 meses é: 
 40 ou mais — 100% de mortalidade 
 30–39 — 83% de mortalidade 
 20–29 — 76% de mortalidade 
 10–19 — 27% de mortalidade 
 <10 — 4% de mortalidade 
 
- Prescrição de suporte: 
 Dieta livre. 
 SF 0,9%: 500ml EV 6/6h. 
 Ranitidina 50mg/2ml EV, 8/8h. 
 HGT de 6/6h. Se menor que 70mg/dl, fazerglicose 50% - 3 ampolas EV. 
 Monitorização cardíaca / PA não invasiva / Oxímetro de pulso. 
 Controle de diurese. 
 Observar nível de consciência. 
 
 
CHOQUE CIRCULATÓRIO 
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30 
 
CHOQUE HIPOVOLÊMICO 
 Classificar/graduar o choque hipovolêmico: 
 Classe I Classe II Classe III Classe IV 
Perda Sanguínea (ml) Até 750 750-1500 1500-2000 > 2000 
Perda Sanguínea (%VS) Até 15% 15-30% 30-40% > 40% 
Frequência de pulso < 100 > 100 > 120 >140 
Pressão arterial N N ↓ ↓ 
Enchimento capilar N ou ↑ ↓ ↓ ↓ 
Frequência respiratória 14-20 20-30 30-40 >35 
Diurese (ml/h) > 30 30-20 20-5 desprezível 
Estado mental /SNC Pouco ansioso Ansioso Ansioso/confuso Confuso/letárgico 
Reposição volêmica Cristaloide Cristaloide Cristaloide sangue Cristaloide e sangue 
 
 Jejum até segunda ordem; 
 Acesso venoso calibroso; 
 SF 0,9%: 1000ml EV aberto a critério médico (ACM), a depender da Classe do Choque; 
 SG 5% 1000ml + NaCl 20% 30ml + KCl 19,1% 5ml  EV 8/8h; 
 Noradrenalina 8mg/4ml: 4 ampolas + SF 234ml EV em BIC (iniciar com 10ml/hora); 
 Oxigênio por cateter nasal ou máscara ACM; 
 Entubação orotraqueal e ventilação mecânica se necessário; 
 Omeprazol 40mg/ml + Diluente EV, 1x ao dia; 
 Dipirona 1000mg/2ml + AD EV, 6/6h se necessário; 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + AD EV, 8/8h se necessário; 
 Cuidados gerais; 
 Sonda vesical de demora + Controle de diurese; 
 Cateter venoso central + Controle de pressão venosa central (PVC); 
 Balanço hídrico; 
 HGT ACM; 
 Monitoração cardíaca / Oximetria de pulso / PA não invasiva. 
 
CHOQUE CARDIOGÊNICO 
 Solicitar exames complementares: 
o Bioquímica: eletrólitos; hemograma; função renal; glicemia; exames de coagulação (AP e TTPA); 
gasometria arterial com lactato; marcadores de necrose miocárdica (CKMB massa e troponinas); 
fator natriurétrico tipo B (BNP). 
o Eletrocardiograma: é importante para decisão terapêutica, pois pode diagnosticar IAM e indicar seu 
tratamento no tempo adequado; importante também para avaliação de arritmias cardíacas como 
causa do choque cardiogênico. 
o Radiografia de tórax: fornece o tamanho da área cardíaca; evidencia congestão pulmonar. 
o Ecocardiograma: detecta áreas de hipocinesia/acinesia/discinesia, além de permitir o diagnóstico de 
complicações mecânicas pós-IAM como causa do choque. 
 Jejum até segunda ordem; 
 Acesso venoso calibroso; 
 Ventilação não invasiva (VNI) por 30 minutos; 
 Entubação orotraqueal (EOT) + Ventilação mecânica invasiva (VM) se necessário (se não houver melhora após 
VNI); 
 AAS 100mg: 3 comprimidos VO na admissão, seguidos de 1 comprimido VO, 1x ao dia, nos dias subsequentes; 
 Clopidogrel 75mg: 8 comprimidos VO na admissão; depois, 1 comprimido ao dia; 
 Enoxaparina: 1mg/kg SC, 12/12h; 
 Noradrenalina 8mg/4ml: 4 ampolas + SF 234ml EV em BIC (iniciar com 10ml/hora); 
 Dobutamina 250mg/20ml: 1 ampola + SF 230ml EV em BIC (iniciar com 10ml/hora), caso PAS > 90mmHg; 
 Dipirona 1000mg/2ml + AD EV, 6/6h se necessário; 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + AD EV, 8/8h se necessário; 
 Considerar cateterismo de urgência; 
 Cateter venoso central + controle de PVC; 
 Sonda vesical + Controle de diurese; 
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31 
 
 Balanço hídrico; 
 HGT ACM; 
 Monitoração cardíaca / Oximetria de pulso / PA não invasiva. 
 
CHOQUE DISTRIBUTIVO ANAFILÁTICO 
 Jejum até segunda ordem; 
 Acesso venoso calibroso; 
 Oxigênio por cateter ou máscara ACM; 
 EOT + VM ACM; 
 SF 0,9% 1000ml EV aberto ACM; 
 Adrenalina (solução 1:1000 ou 1mg/ml): 0,5mg EV ACM; 
 Difenidramina 50mg/ml EV 4/4h a 6/6h ou Prometazina (Fenergan®) 50mg/2ml IM (preferível) ou EV (diluir a 
dose em 10-20ml de SF 0,9% ou SG 5%, com concentração máxima de 25mg/ml, e infundir em 15 minutos, 
não mais do que 25mg/min); 
 Ranitidina 50mg/2ml EV, 8/8h; 
 Metilprednisolona 125mg EV 6/6h a 8/8h ou Hidrocortisona 500mg/ml EV 8/8h; 
 NBZ: Fenoterol 10 gotas + SF 0,9% 3 ml, de 2/2h a 6/6 horas, se broncoespasmo; 
 Noradrenalina 8mg/4ml: 4 ampolas + SF 234ml EV em BIC (iniciar com 10ml/hora) 
 Dipirona 1000mg/2ml + AD EV, 6/6h se necessário; 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + AD EV, 8/8h se necessário; 
 Cateter venoso central + controle de PVC; 
 Sonda vesical + Controle de diurese; 
 Balanço hídrico; 
 HGT ACM; 
 Monitoração cardíaca / Oximetria de pulso / PA não invasiva. 
 
SEPSE / CHOQUE DISTRIBUTIVO SÉPTICO 
 Classificar: 
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS): presença de algum fator que predisponha o paciente ao 
desenvolvimento de uma síndrome inflamatória sistêmica (internação em UTI, histórico de grande cirurgia recente, 
infecção grave, grandes queimaduras, etc.) que dois ou mais dos seguintes sinais: 
 Temperatura >38oC ou <36oC 
 Frequência cardíaca > 90bpm 
 Taquipnéia (frequência respiratória > 20irpm) ou hiperventilação (PaCO2 < 32mmHg); 
 Leucócitos > 12000 ou <4000 ou >10% de formas imaturas (bastões). 
Sepse: SRIS + infecção confirmada ou suspeita (principais focos: respiratório, abdominal, cutâneo, renal, SNC, 
hemocultura positiva, etc.). OBS: Pacientes portadores de pancreatite aguda ou grandes queimaduras, por exemplo, 
não apresentam sepse, a não ser que possuam algum foco infeccioso presumível. 
Sepse/SRIS grave: presença de sepse ou SRIS associados à alguma disfunção importante: 
 Sistema nervoso central: rebaixamento do nível de consciência, agitação, confusão mental ou coma. 
 Aparelho respiratório: dispnéia e necessidade de ventilação mecânica. 
 Sistema cardiovascular: hipotensão com necessidade eminente de drogas vasoativas. 
 Sistema hepato-esplâncnico: elevação de bilirrubinas, diminuição do nível de fatores de coagulação, elevação 
de transaminases, etc. 
 Sistema renal: oligúria, elevação de creatinina. 
 Sangue: distúrbios da coagulação (plaquetopenia, aumento do tempo de ativação de protrombina, 
sangramentos espontâneos). 
Choque séptico: hipotensão induzida pela sepse/SIRS (PAS < 90mmHg ou queda acima de 40mmHg em relação aos 
níveis basais), apesar da realização da reposição volêmica (trata-se, portanto, de um diagnóstico retrospectivo). 
Nestes casos, o paciente apresentará, geralmente. 
 
 Medidas gerais: 
 Solicitar vaga em UTI. 
 Garantir acesso venoso central. 
 Monitorização hemodinâmica: medir pressão arterial, pressão venosa central, oximetria de pulso, 
etc. 
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 Sondagem vesical e anotar diurese. 
 Radiografia de tórax em PA e perfil. 
 Solicitar: hemograma completo, coagulograma, TGO, TGP, bilirrubinas, albumina, creatinina, ureia, 
etc. 
 Solicitar lactato arterial. 
 Coletar duas ou mais hemoculturas (antes do início da antibioticoterapia, contudo, sem atrasá-la) e 
culturas de sítios específicos de acordo com indicação. 
 
 Proposta terapêutica: 
1. Ressuscitação inicial: fazer uso em bolus de 20 a 30 ml/kg de cristaloide (soro fisiológico ou ringer 
lactato), visando atingir nas primeiras 6 horas os seguintes objetivos terapêuticos: 
 Pressão venosa central (PVC): 8-12mmHg. 
 Pressão arterial média: ≥65mmHg. Débito urinário: ≥0,5 ml/kg.h; 
 Saturação venosa de oxigênio (SvO2) central (na veia cava superior) ≥70% ou SvO2 mista (na artéria 
pulmonar, obtida apenas se o paciente apresentar cateter de Swan-Ganz) ≥65%. 
 Se a SvO2 não for atingida, deve-se: 
 Considerar nova infusão de fluidos; 
 Transfusão de concentrado de hemácias para um hematócrito ≥30%; e/ou 
 Infusão de drogas vasoativas (tanto a noradrenalina quanto a dopamina sao vasopressores de 
primeira escolha para corrigir a hipotensao no choque séptico). 
2. Terapia vasopressora: a pressão arterial média (PAM) deve ser mantida em valores ≥65 mmHg. Os 
vasopressores devem ser empregados quando houver um grau de hipotensão que coloque a vida em 
risco. A Norepinefrina ou Dopamina são os vasopressores iniciais de escolha (administradas em um 
cateter central tão cedo esteja disponível). Quando a hipotensão persistir apesar do uso desses 
medicamentos, deve-se recorrer a fármacos mais potentes como adrenalina, fenilefrina ou vasopressina. 
 Dopamina: geralmente, é usada diluindo-se uma ampola de 50mg/10ml em 240 ml, resultando 
em uma solução de 250 ml. Com essa diluição, a infusão corre numa velocidade correspondente 
ao peso do paciente em gotas por minuto (exemplo, 60 gotas/minuto em um paciente de 60 
kg), o que garante uma infusão de 10 microgramas/kg/minuto. A dopamina é útil no choque em 
três níveis: 
 Norepinifrena: deve ser usada em infusão contínua nos casos de choque com hipotensão 
persistente, mesmo após uma adequada ressuscitação volumétrica, sobretudo quando persiste 
hipotensão (PAM < 60 mmHg) mas o débito cardíaco é normal (IC acima de 4 a 4,5 
L/minuto/m
2
), não requerendo o suporte inotrópico. Posologia: 0,05 e 1 mcg/kg/min. 
3. Terapia inotrópica: como a disfunção miocárdica pode estar presente na sepse grave e no choque 
séptico, a Dobutamina está indicada nos casos de elevadas pressões de enchimento e baixo débito 
cardíaco. Por outro lado, o uso de dobutamina para manter o débito cardíaco em níveis supranormais 
não é recomendado nesses pacientes. 
4. Antibioticoterapia: iniciar esquemas intravenosos tão cedo quanto possível, utilizando antibióticos de 
espectro estendido (um ou mais agentes ativos contra bactérias ou fungos com boa penetração na fonte 
presumida) e reavaliar o regime antibiótico diariamente. 
Sugestões antibióticas 
Faixa etária 1ª escolha 2ª escolha Duração 
RN (1 a 4 semanas) Ampicilina+amicacina Vancomicina+cefotaxima 10 a 14 dias 
Criança 
 
Cefotaxima ou ceftriaxona 
 
Amoxicilina+clavulanato ou 
Ampicilina+sulbactam 
10 a 14 dias 
 
Adultos 
 
 
 
Oxacilina + gentamicina + 
metronidazol 
 
 
Amoxicilina+clavulanato ou 
Ampicilina+sulbactam ou 
Vancomicina+amicacina (ou 
ciprofloxacina ou ceftriaxona) 
10 a 14 dias 
 
 
 
Esplenectomizados Cefotaxima ou ceftriaxona Amoxicilina+clavulanato 10 a 14 dias 
 
5. Controle do sítio infeccioso: sempre que possível, a remoção do foco infeccioso deve ser realizada 
precocemente. Essa conduta inclui drenagem de abscessos e debridamento de tecido necrótico 
infectado, entre outras. Acessos vasculares potencialmente infectados devem ser prontamente 
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33 
 
substituídos. Exceção: necrose pancreática infectada (neste caso, estudos comprovam que o adiamento 
da cirurgia, por pelo menos 2 semanas, melhora a sobrevida do paciente). 
6. Corticoterapia: o emprego de corticosteroides está justificado somente nos pacientes que já foram 
ressuscitados com fluídos e apresentaram pobre resposta ao uso de vasopressor, permanecendo em 
choque. A dose recomendada de Hidrocortisona é até 300 mg/dia, divididos em quatro doses. Pacientes 
com sepse, sem choque, não devem receber corticoides. 
7. Outras medidas: 
 Proteína C ativada: considerar PCRh em paciente com disfunções orgânicas induzidas pela sepse com 
avaliação alto risco de morte (APACHE II ≥ 25 ou falência de múltiplos órgãos). Paciente adulto com 
sepse grave e baixo risco de morte não deve receber PCRh. 
 Controle glicêmico: devemos fazer uso de insulina EV para controlar hipoglicemia em pacientes com 
sepse grave após estabilização na UTI. O objetivo é manter a glicemia < 150mg/dl por meio de um 
protocolo validado para ajuste de dose de insulina. 
 Transfusão de sangue: não havendo evidências de hipoperfusão tecidual, nem situações de alta 
demanda de oxigênio, como isquemia miocárdica, hipoxemia grave, hemorragia aguda, cardiopatia 
cianótica ou acidose láctica, a transfusão de concentrado de hemácias deve ser feita quando a taxa 
de hemoglobina for inferior a 7g/dl. 
 Ventilação mecânica: recomenda-se o emprego de volume corrente de 6 ml/kg de peso predito nos 
pacientes com sepse e que apresentem lesão pulmonar aguda ou síndrome da angústia respiratória 
aguda. Outra medida de extrema importância é a manutenção da pressão de platô abaixo de 30 
cmH2O. 
 Profilaxia de trombose venosa profunda: os pacientes com sepse grave devem receber profilaxia 
para trombose venosa profunda, tanto com heparina não fracionada em baixas doses como com 
heparina de baixo peso molecular. Havendo contraindicações para o uso de heparina, os pacientes 
devem utilizar dispositivos de compressão pneumática dos membros. 
 Terapia de substituição renal: quando necessária, a terapia de substituição renal pode ser feita tanto 
de modo intermitente como contínuo, pois são equivalentes. A terapia contínua pode facilitar o 
manejo do balanço de líquidos nos pacientes com sepse grave e instabilidade hemodinâmica. 
 
 
CRISE TIREOTÓXICA 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Passar sonda nasogástrica (SNG); 
 Propiltiluracil 300mg via SNG, 6/6h; 
 Propranolol 80mg via SNG, 6/6h; 
 Hidrocortisona 100mg EV, 8/8h; 
 Solução de Lugol: 10 gotas via SNG, 8/8h (atenção: só administrar este item 1 hora após o início do 
Propiltiuracil) 
 SF 0,9% 500ml EV ACM; 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV, 6/6h; 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml: 1 ampola EV, 8/8h se necessário; 
 Monitoração cardíaca; 
 Aferição de temperatura e glicemia capilar (HGT) 6/6h. 
 
 
COMA MIXEDEMATOSO 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Dosar T4 livre (se encontra baixo) e TSH (no geral, se encontra elevado); 
 Creatinofosfoquinase (CPK): elevada. 
 Desidrogenase lática (DHL): elevada. 
 HGT: hipoglicemia. 
 Eletrólitos: hiponatremia. 
 Hemograma completo: anemia. 
 Outros exames: ECG, tomografia de crânio sem contraste, radiografia de tórax, exame de urina, etc. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Passar SNG 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
34 
 
 Levotiroxina sódica 500µg via SNG 
 Hidrocortisona 100mg EV, 8/8h; 
 SF 0,9% 500ml EV ACM; 
 Metoclopramida (Pasil®) 10mg/2ml: 1 ampola EV, 8/8h; 
 Monitoração cardíaca, de temperatura e de glicemia capilar; 
 Manter paciente aquecido com mantas e cobertores. 
 
 
 
DESIDRATAÇÃO 
 
Soluções hidroeletrolíticas 
Solução Apresentações Usos e comentários Administração 
Soro 
fisiológico 
0,9% 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml com 
cerca de 154mEq 
de Na
+
 por litro 
Solução de escolha nos casos de 
hipovolemia com hiponatremia leve ou 
hipocloremia (vômitos intensos, drenagem 
por cateter nasogástrico). Evitar seu uso em 
pacientes hipertensos e diabéticos. Grandes 
volumes (> 2 litros/dia) podem causar 
acidose hiperclorêmica. É, portanto, uma 
solução acidificante. 
Cálculo do gotejamentoem 
gotas/min: 
Volume desejado do soro 
Quantidade de horas x 3 
 
Cálculo do gotejamento em 
microgotas/min: 
Volume desejado do soro 
Quantidade de horas 
 
OBS: Cada 1ml contém 20 gotas e 
60 microgotas. 
OBS: O valor absoluto de uma 
determinada infusão em ml/hora 
corresponde ao mesmo valor em 
microgotas/min e, desta forma, 1/3 
deste valor em gotas/min. Ex: 100 
ml/hora em BIC = 100 
microgotas/min = 33 gotas/min. 
 
Para calcular a quantidade de soro 
Soro glico-
fisiológico 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Empregada para repor a volemia de 
pacientes que perderam líquidos 
hipotônicos (mais água do que sódio) – ex: 
suor, diarreia, etc. Preferir para pacientes 
pediátricos e desnutridos. 
Soro 
glicosado 
5% 
Frascos de 500ml Solução de escolha para repor água livre, já 
que a glicose é rapidamente metabolizada 
(sendo importante no tratamento da 
hipernatremia). Seu principal emprego se 
faz na prevenção da “cetose de jejum” nos 
indivíduos que permanecem em dieta zero: 
com 2L de SG 5%, é fornecido 100g de 
glicose, o que produz 400 kcal de energia 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
35 
 
(mínimo necessário para evitar a cetose de 
jejum). 
em crianças, basear-se nos Planos 
de Reidratação da Organização 
Mundial da Saúde (OMS): 
- Fase de reparação ou de expansão 
(rápida): realiza-se terapia 
endovenosa. 
 Soro Fisiológico (0,9%) ou 
Ringer Lactato: 20 - 50 ml/kg 
na 1
a
 hora. 
 Soro Fisiológico ou Ringer 
Lactato: 10 - 20 ml/kg até os 
sinais de desidratação 
desaparecerem. 
 
- Fase de manutenção e Reposição 
(em 24 horas): utilizar a Regra de 
Holliday, com solução glico-
fisiológica ou SG 4:1 SF. 
 Até 10kg: 100 ml/kg. 
 10 - 20kg: 1000 ml + 50 ml/kg 
acima de 10 Kg (ou seja: para 
cada kg acima de 10, 
adiciona-se 50ml ao 
esquema). 
 Maior que 20kg: 1500 ml + 20 
ml/kg acima de 20 Kg (ou 
seja: para cada kg acima de 
20, adiciona-se 20ml ao 
esquema). 
OBS: O volume total calculado para 
24 horas deve ser dividido por 3 
para a amidnistração de 8/8h. Se 
houver a necessidade da adição de 
eletrólitos, deve ser subtraído do 
valor do volume total a soma da 
quantidade em ml a ser usada dos 
eletrólitos. 
Soro 
Ringer 
Lactato 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Preferível para os casos de trauma e 
queimaduras, pois o lactato é convertido 
em bicarbonato no fígado e evita a acidose. 
É, portanto, uma solução alcalinizante. 
Possuem menos sódio que o plasma e, 
portanto, devem ser evitados em pacientes 
com predisposição à formação de edemas. 
Soro 
Ringer 
Simples 
Frascos de 250, 
500 e 1000ml 
Preferir em pacientes nefropatas. 
 
Eletrólitos 
Eletrólito Apresentações Necessidade diária Cálculo para dose 
Cálcio Ampolas de gluconato 
de Ca 10% com 9mg de 
Ca elementar e 100mg 
de gluconato por ml. 
18mg/kg/dia de Ca elementar ou 
200mg de gluconato de cálcio a 
10%. 
NaCl 20% (3,4mEq/ml): 
Peso Calórico x 3 (÷ 3,4mEq) = x ml de 
NaCl 20%, dividido em 3 administrações 
diárias no soro. 
 
KCl 19,1% (2,5mEq/ml): 
Peso Calórico x 2 (÷ 2,5mEq) = y ml de 
KCl 19,1%, dividido em 3 administrações 
diárias no soro. 
 
Gluconato de cálcio 10% (100mg/ml): 
Peso Calórico x 200 (÷ 100mg) = z ml de 
Gluconato de Cálcio 10%, dividido em 3 
administrações diárias no soro. 
 
OBS: Peso calórico = Volume total 
calculado pelo Holliday ÷ 100. 
Magnésio Ampolas com MgSO4 
50% (4mEq/ml) 
0,25-0,50 mEq/kg/dia 
Potássio Ampolas com KCl 10% 
(1,3mEq/ml) e 19,1% 
(2,6mEq/ml) 
2 mEq/kg/dia 
Sódio Ampolas com NaCl 10% 
(1,7mEq/ml) e NaCl 20% 
(3,4mEq/ml) 
3 mEq/kg/dia 
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36 
 
 
 
DIARREIA INFECCIOSA / ENTEROINFECÇÃO 
 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
- Como a maioria dos casos de diarreia são autolimitados (com duração menor que 24h em quase 50% dos casos) ou 
têm etiologia viral, os exames laboratoriais e a investigação microbiológica devem ser reservados para os casos de 
maior gravidade. 
 
 
- São eles: 
 Pesquisa de leucócitos fecais: é recomendada para casos de diarreia moderada a grave. Teste positivo sugere 
diarreia inflamatória e o negativo, baixa probabilidade de se isolar o germe causador por meio de cultura de 
fezes. 
 Coprocultura: é indicada para pacientes febris, com quadro disentérico ou diarreia grave, ou quando a 
pesquisa de leucócitos fecais resultar positiva. 
 Exame parasitológico de fezes: é indicado em suspeita de diarreia parasitária, sendo os agentes mais comuns 
a Giardia lamblia e a Entamoeba histolytica. 
 Pesquisa da toxina de Clostridium difficile: em indivíduos recentemente submetidos a antibioticoterapia, 
hospitalização ou quimioterapia e em moradores de casas de repouso. 
 Retossigmoidoscopia flexível: raramente é utilizada, sendo indicada para casos de sinais ou sintomas de 
proctite (tenesmo e dor retal), pacientes com suspeita de diarreia por Clostridium difficile e com quadro 
moderado a grave (presença de pseudomembranas é altamente sugestiva). Também é útil para o diagnóstico 
diferencial com outras causas de diarreia, como doenças inflamatórias intestinais. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta oral constipante. Apesar de controversa, a dieta transitoriamente isenta de lactose pode ser 
recomendada: para crianças, suspender leite e derivados, exceto o leite materno (entretanto, deve-se 
orientar a mãe que evite leite ou derivados em sua dieta). As soluções de reidratação oral são indicadas em 
casos moderados a graves de desidratação; em casos mais leves, pode-se apenas orientar quanto a ingestão 
de líquidos (sucos, água, etc.). 
 Hidratação venosa vigorosa. Para crianças, fazer plano de hidratação em duas etapas (fase de expansão e 
fase de manutenção), com reposição hidroeletrolítica. 
 Terapia sintomática: os agentes antidiarreicos podem ser usados para melhora sintomática e diminuição da 
perda hídrica e de eletrólitos, porém, devem ser evitados nos casos de febre ou fezes sanguinolentas. 
o Loperamida (Imosec®) 2mg: dose inicial de 4mg (2 comprimidos), seguida de 2mg a cada evacuação 
diarreica, sem exceder 16mg/dia por 2 dias. 
o Racecadotril (Tiorfan®) 100mg: a dose recomendada é 100mg (1 cápsula) a cada 8/8h. 
 Antibioticoterapia empírica: está indicada nas seguintes situações: 
 Sinais e sintomas de diarreia bacteriana (febre e diarreia sanguinolenta) e presença de leucócitos 
fecais ou sangue oculto nas fezes; 
 Diarreia persistente ou com risco de morte (por exemplo, cólera); 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
37 
 
 Diarreia dos viajantes, se desejar melhora rápida dos sintomas; 
 Paciente imunocomprometido; 
 
Optar por quinolonas (Ciprofloxacino ou Norfloxacino, oral ou endovenoso); como segunda opção, os 
aminglicosídeos e, em última instância, o Sulfametoxazol-Trimetroprima. Na suspeita de verminose, associar 
o metronidazol. Como opção para esta terapêutica antibiótica, pode-se optar por Ceftriaxona (1g EV, 
12/12h). 
 Ciprofloxacina 400mg/200ml: 1 bolsa EV, 12/12h. Antibiótico de primeira escolha. 
 Gentamicina (Garamicina®): 
 Apresentações: ampolas de 20mg/ml, 40mg/ml e 80mg/ml. 
 Crianças: 5mg/kg/dose por dia (24/24h a 12/12h) 
 Adultos: 3 a 6mg/kg/dose(60 a 80mg) EV, de 8/8h. 
 Metronidazol (Flagyl®): 
 Apresentações: frasco-ampolas de 500mg/100ml. 
 Crianças: 10mg/kg/dose de 12/12h a 8/8h. 
 Adultos: 1 frasco-ampola (500mg) EV, de 12/12h a 8/8h. 
 
 Antibioticoterapia específica: mesmo em caso de isolamento do patógeno, o paciente deve ser reavaliado e a 
decisão de tratamento antimicrobiano deve se basear no quadro clínico em vigor. 
 
Antibioticoterapia específica para diarreia aguda 
Micro-organismo Antibiótico 
Shigelose SMZ-TMP 160/800mg VO, 12/12h, 3 a 5 dias 
Norfloxacina 400mg VO, 12/12, 3 a 5 dias 
Ciprofloxacina 500mg VO, 12/12h, 3 a 5 dias 
Salmonella não typhi Geralmente os antibióticos não são recomendados 
Em caso de febre, sinais de toxemia ou comorbidades significativas, podem-se 
prescrever SMZ-TMP ou quinolonas por 5 a 7 dias 
Campylobacter Eritromicina 500mg, 12/12h, por 5 dias 
Escherichia coli SMZ-TMP 160/800mg VO, 12/12h, 5 dias 
Norfloxacina 400mg VO, 12/12, 3 dias 
Ciprofloxacina 500mg VO, 12/12h, 3 dias 
Clostridium difficile Metronidazol 500mg VO, 8/8h, 10 dias 
Vancomicina 125mg VO, 6/6h, 10 dias 
Giardia Metronidazol 500mg VO, 8/8h, 7 dias 
Entamoeba histolytica Metronidazol 750mg VO, 8/8h, 10 dias, associado à Iodoquinol 650mg, 8/8h, 20 
dias 
 
 
EDEMA AGUDO DE PULMÃO 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Eletrocardiograma: indispensável para avaliação de arritmias cardíacas, SCA, tromboembolismo pulmonar; 
 Enzimas cardíacas (troponina, CK-massa, mioglobina) – afastar SCA associada; 
 Hemograma, sódio, potássio, ureia e creatinina, podendo nos guiar para um quadro séptico ou IRA levando a 
hipervolemia e EAP, por exemplo; 
 D-dimero – pode ser solicitado aos pacientes com historia de dispneia súbita e hipoxemia, devendo ser 
estratificado risco quanto a possibilidade de embolia pulmonar. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta oral até segunda ordem. 
 Acesso venoso. 
 Morfina 10mg/ml + Água destilada 9ml: iniciar 2ml EV e, a seguir, ACM. 
 Se PA elevada: Nitroprussiato de sódio 50mg/2ml (1 ampola) + SG 5% 248ml: EV em BIC (iniciar a 10ml/hora 
e, a seguir, ACM). Se o paciente for coronariano ou a provável etiologia do EAP for isquêmica, substituir por 
Nitroglicerina (Tridil®) 50mg/10ml + SG 5% 240ml: EV em BIC (iniciar a 10ml/hora e, a seguir, ACM). 
 Furosemida 20mg/2ml: 2 ampolas EV, de 12/12h. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
38 
 
 Monitorização cardíaca / PA não invasiva / Oxímetro de pulso. 
 Ventilação não invasiva (CPAP) e Fisioterapia respiratória. 
 Cabeceira elevada a 45
o
. 
 Passar sonda vesical de demora (SVD). 
 Controle de diurese. 
 Sinais vitais e cuidados gerais de 1/1 hora. 
 
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC) 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Hemograma completo 
 Bioquímica 
 Radiografia de tórax: dependendo do desconforto respiratório do paciente, talvez só seja possível a 
realização da radiografia de tórax no leito, ou seja, apenas na incidência anteroposterior (AP), que apresenta 
como desvantagem maior aumento da área cardíaca. 
 Gasometria arterial: recomendada em todos os pacientes internados com exacerbação de DPOC, para melhor 
avaliação dos parâmetros de troca gasosa, permitindo a determinação da PaO2, PaCO2 e da relação PaO2 
/fração inspirada de O2. Além disso, a análise do bicarbonato pode mostrar se o paciente apresenta ou não 
acidose metabólica ou mesmo alcalose metabólica, em caso de pacientes que se comportam como 
retentores de CO2 (acidose respiratória crônica). 
 Eletrocardiograma: em pacientes com suspeita de arritmias ou que foram admitidos em UTI. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Jejum nas primeiras horas (pois não há como predizer se o paciente poderá ou não evoluir para insuficiência 
respiratória franca, com risco de entubação orotraqueal e, consequentemente, de broncoaspiração; além 
disso, a VNI, por induzir a distensão gástrica, também pode aumentar as chances de broncoaspiração). 
 Suplementação de O2: de modo suficiente para manter SpO2 entre 90% e 92% e PaO2 entre 60 e 65 mmHg, 
com atenção para que não corra retenção de CO2 ou acidose. A via de administração pode ser cateter nasal, 
máscara de nebulização ou máscara de Venturi. 
 SG 5% 1000ml + NaCl 20% 40ml EV, 12/12h (dependendo das comorbidades do paciente, a hidratação pode 
ser modificada, como no caso de pacientes com insuficiência cardíaca, que podem não tolerar tanto volume, 
ou em pacientes diabéticos, que podem requerer suspensão de soro glicofisiológico). 
 Moxifloxacina 400mg EV, 1x ao dia. OBS: A princípio, recomenda-se antibioticoterapia parenteral, a menos 
que a apresentação endovenosa não esteja disponível no local da internação. Outras opções: Ceftriaxona (1g 
EV, 12/12h) + Claritromicina (500mg EV, 12/12h) ou Amoxicilina/Clavulanato (500mg EV, 8/8h). 
 Metilprednisolona 40mg EV, 8/8h. 
 NBZ com SF 0,9% 3 a 5ml + Fenoterol (Berotec®) 6 a 10 gotas + Ipratrópio (Atrovent®) 20 a 40 gotas  fazer a 
cada 20 minutos na primeira hora e, depois, de 4/4h. OBS: Dependendo da presença de comorbidades 
prévias, como coronariopatias ou memso arrimitas prévias (fibrilação atrial crônica), usar com cautela os 
broncodilatadores. 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
39 
 
 Terbutalina (Bricanyl®) 0,5mg/ml: ½ ampola SC de 12/12h ou de 8/8h. OBS: Dependendo do grau de 
broncoespasmo, pode-se optar por associar broncodilatadores inalatórios, com apresentações parenterais, 
como terbutalina, outro beta2-agonista, administrado por via subcutânea. 
 Omeprazol 40mg/ml: 1 ampola + diluente EV, 1x ao dia. OBS: Recomenda-se proteção gástrica em virtude do 
estresse e das doses altas de corticoides sistêmicos que pacientes utilizam para o tratamento das 
exacerbações. Dependendo do hospital, pode-se optar por outro inibidor de bomba de prótons (Pantoprazol 
40mg EV, 1x ao dia) ou por outra classe de protetor gástrico, como anti-H2 (Ranitidina 50mg/2ml, 12/12h ou 
de 8/8h). 
 HGT de 6/6h e Insulina Regular conforme glicemia. 
 Dipirona 1000mg/2ml EV, 6/6h, se necessário. 
 Metoclopramida(Plasil®) 10mg/2ml EV, de 8/8h, se necessário. 
 Ventilação não invasiva (VNI): uso de contínuos positive pressure (CPAP) ou bilevel positive airway pressure 
(BiPAP). OBS: CPAP refere-se a aplicação de uma pressão positiva contínua tanto na inspiração como na 
expiração. Essa pressão recebe o nome de PEEP (pressão positiva ao final da expiração), que pode ser 
administrada por meio de uma válvula acoplada a uma máscara especial, por meio de aparelhos conhecidos 
como CPAP (os mesmos utilizado para tratamento da apneia do sono) ou com auxílio de respiradores (em 
que a PEEP administrada normalmente é regulada a partir do respirador, sem que o paciente esteja 
entubado). A PEEP normalmente utilizada é de 8 a 10 cmH2O. O BiPAP refere-se a aplicação de dois níveis de 
pressão positiva, uma para inspiração (IPAP) e outra para expiração (EPAP), sendo esta última geralmente 
menor, o que facilita a adaptação do paciente. Pode ser realizada com o auxílio de um respirador ou, 
simplesmente, com o uso de aparelhos especiais, conhecidos como BIPAP. 
 
 
 
 
 
ERISIPELA (A46) 
TRATAMENTO AMBULATORIAL 
 Infecções localizadas, que não necessitem intervenção cirúrgica em paciente clinicamente estável e 
imunocompetente, podem ser tratadas ambulatorialmente. 
 Droga de escolha: Cefalexina 500mg-1g VO 6/6 OU SMT+TMP 2 -3 cp 12/12 OU Clindamicina 300-600mg VO 
8/8hs.GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
40 
 
 
QUANDO INTERNAR E USAR ANTIBIÓTICO ENDOVENOSO 
 Infecções extensas 
 Infecções em face, pescoço ou períneo. 
 Infecção com sinais de gravidade 
 Dor desproporcional aos achados físicos 
 Presença de hemorragia cutânea 
 Presença de bolhas violáceas ou amarronzadas 
 Anestesia cutânea 
 Presença de gás 
 Piora progressiva apesar do tratamento 
 Condições associadas: Imunodepressão, insuficiência renal, cirrótico, insuficiência cardíaca, neutropenia, 
diabete melitus 
 Presença de Sepse/Sepse Grave 
Infecção associada com pelo menos dois sinais: Temperatura >38 ou < 36ºC, Frequência cardíaca >90 bpm, 
Frequência respiratória >20ipm, Leucócitos <4000 ou > 12000, Oligúria, Alteração do estado mental, 
hipotensão PAS < 90mmHg. 
Na presença de sepse ou de sinais de gravidade colher: 
 Hemocultura. 
 Culturas por aspiração de lesões fechadas ou durante desbridamento cirúrgico. Swabs de lesões 
abertas são de pouca utilidade e não devem ser colhidos. 
 Hemograma, Gasometria, Eletrólitos, função renal, Coaglograma, CPK ,TGO, PCR. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Antibioticoterapia: 
 Erisipela leve: Penicilina V: 500mg VO, 6/6h (crianças: 20 a 50mg/kg/dia, 8/8h) OU Penicilina G 
procaína: 600.000 UI IM, 12/12h, por 10 dias OU Eritromicina 30 a 50mg/kg/dia, de 6/6h por 7 a 10 
dias (para alérgicos). 
 Erisipela grave: Penicilina G Cristalina: 200.000UI/kg/dia EV, 4/4h OU Ceftriaxona 1g: 1 ampola + AD 
EV, 12/12h OU Cefazolina 1 a 2g EV, 8/8h (crianças: 12,5 a 33mg/kg/dia, 6/8h) OU Cefalotina 1g EV, 
4/6h (crianças: 20 a 25mg/kg/dia, 6/6h). 
 Na suspeita de infecção estafilocócica: Oxacilina 500mg: 1 ampola + SF 100ml EV, 6/6h (crianças: 
37mg/kg, 6/6h); em caso de resistência, considerar infeção por cepas oxacilino ou meticilino-
resistentes – MRSA, sendo necessário considerar o uso da Vancomicina. 
 Na presença de infecção importante de partes moles (com ulceração ou secreção importante): 
Clindamicina 600 a 900mg EV, 6/8h (crianças: 7,5mg/kg, 6/6h) OU Clindamicina 300mg: 1 a 2 
cápsulas via oral, 6/6h (atentar para a possibilidade de diarreia ao se optar pelo tratamento via oral) 
OU Metronidazol 500mg/100ml: 1 bolsa EV, 8/8h. 
OBS: Prescrição sugerida ideal: Penicilina cristalina + Oxacilina + Clindamicina (se infecção importante de 
partes moles). 
 Diclofenaco de sódio/potássio (Voltaren®) 75mg/3ml: 1 ampola IM, 12/12h, por 3 dias no máximo. 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Heparina de baixo peso molecular (Enoxaparina - Clexane®): 1mg/kg/dia. 
 Tópicos: 
 Se pele íntegra: Diprogenta® creme: aplicar na região acometida, 3x ao dia. 
 Se solução de continuidade importante ou úlcera: Kollagenase® pomada: curativo 2 a 3x ao dia, 
associada ou não a Verha-Gel®. 
 Se infecção fúngica nos dedos (porta de entrada): Trok® N: aplicar no leito ungueal, 3x ao dia. 
 Se diabético: 
 Fazer esquema com insulina NPH (Dose total = 0,5 x Peso  fazer 2/3 pela manhã e 1/3 a noite) e 
HGT de 8/8h; 
 Estatinas para maiores de 40 anos; 
 AAS 100mg/dia para maiores de 50 anos. 
 Cuidados gerais: 
 Elevação do membro acometido; 
 Se edema importante, usar meias elásticas. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
41 
 
 
ESTADO DE MAL EPILÉPTICO 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 SF 0,9% 500ml EV 12/12h + Glicose 25% (1 ampola). 
 Tiamina 100mg (1 ampola) IM. 
 Diazepam 10mg/2ml EV na crise ACM. 
 Hidantalização  Fenitoína 50mg/ml: 5 ampolas (250mg) + SF 0,9% 250ml EV, correr em 40 minutos. 
 Fenitoína 50mg/ml: 2 ampolas (100mg) + SF 0,9% 50ml EV 8/8h, iniciar 6 horas após hidantalização. 
 Glicemia capilar 6/6h. 
 Glicose a 50%: 3 ampolas EV, se glicemia inferior a 70mg/dl. 
 Monitoração cardíaca / Oximetria de pulso / PA não invasiva. 
 O2 úmido sob cateter nasal, 2 litros/min. 
 Cabeceira elevada a 30
o
. 
 Sinais vitais de 6/6h. 
 
 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
42 
 
 
 
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 SF 0,9% 1000ml na internação (em geral, 1000 a 2000ml são necessários). 
 Antibióticos: a profilaxia com antibióticos faz parte do tratamento e deve ser instituída na admissão. O 
antibiótico padrão é a Norfloxacina 400mg VO, 12/12h, durante 7 dias. Em pacientes com disfunção hepática 
significativa, a primeira escolha é Ceftriaxona 1g EV, 1x ao dia, por 7 dias. 
 
 
 Omeprazol 40mg/ml: 2 frasco-ampolas + SF 100ml EV na internação. 
 Omeprazol 40mg/ml: 1 frasco-ampola + SF 0,9% 100ml EV em BIC (20ml/hora), correr por 72 horas. 
 Concentrado de hemácias 300ml/2U EV lento, se necessário. 
 Plasma fresco congelado se necessário (INR > 1,5). 
 Concentrado de plaquetas se necessário (plaquetas < 50000). 
 O2 por cateter nasal: 2 litros/min, se SpO2 < 90%. 
 Passar sonda nasogástrica e lavar com 250ml de SF 0,9%. 
 Passar sonda vesical de demora. 
 Controle rigoroso de débito urinário. 
 Monitoração cardíaca contínua / Oximetria de pulso / PA não invasivao. 
 Endoscopia digestiva alta em menos de 24h, se paciente estiver hemodinamicamente estável. 
 
 
HEMORRAGIA SUBARACNOIDEA 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta zero até segunda ordem (quando liberada, iniciar dieta laxativa hipossódica, se paciente tiver nível de 
consciência adequado e reflexos de tosse e deglutição preservados, ou dieta nasoenteral). 
 SF 0,9% 1000ml + KCl 19,1% 10 EV, 8/8h. 
 Nimodipina 60mg VO, 4/4h (usar por 21 dias). 
 Fenitoína 50mg/ml: 2 ampolas EV, 8/8h. 
 Dexametasona 4mg/ml: 1 ampola EV, 12/12 (de acordo com cefaleia). 
 Omeprazol 40mg/ml: 1 ampola + diluente EV, 1x ao dia. 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV 6/6h se houver dor ou febre (Temperatura axilar ≥ 37,8
o
C). 
 Ondansetrona (Nausedron®) 4mg/2ml: 1 ampola EV, 8/8h. 
 Monitoração rigorosa do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow a cada hora). 
 Cabeceira elevada a 30
o
. 
 Passar sonda vesical de demora (SVD). 
 Controle rigoroso de diurese. 
 Monitoração cardíaca / PA / Oxímetro de pulso. 
 PVC 6/6h. 
 Solicitar avaliação do neurocirurgião. 
 
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43 
 
 
HIPERTENSÃO ARTERIAL 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta oral hipossódica. 
 Anti-hipertensivo: 
o Captopril 25 e 50mg: 1 comprimido VO, até de 8/8h. 
o Para pacientes que já usam Captopril, preferir: 
 Bloqueadores dos canais de cálcio: Nifedipina (Adalat®) 20mg: 1 comprimido VO (evitar o 
uso sublingual), 12/12h (dose máxima: 40mg); ou 
 Diuréticos (drogas de 3ª escolha): Furosemida (Lasix®): 1 a 2 ampolas EV direto ou com 
água destilada EV lento (dose máxima: 60mg). Pode-se repetir de 30 em 30 minutos. Seu 
uso prolongado pode causar hipopotassemia (se possível, associar um diurético poupador 
de potássio, como a Espironolactona). OBS: Devidoao fato de induzir hipopotassemia, 
devemos evitar a Furosemida em casos de arritmias cardíacas. 
o Em caso de taquicardias, optar por Propranolol 40mg: 1 comprimido VO. OBS: Evitar Furosemida 
nestes casos. 
 Em última instância, adotar: 
o Dinitrato de isossorbida (Isordil®) 5mg SL, sobretudo em casos de síndrome coronariana aguda; ou 
o Minoxidil 10mg VO (evitar na fase aguda o IAM; seu uso deve ser associado a um diurético e a um 
betabloqueador); ou 
o Hidralazina 10-20mg EV, 6/6. Indicações: eclampsia. 
o Metoprolol 5mg EV (repetir 10/10 min, se necessário até 20mg). Indicações: insuficiência 
coronariana, dissecação aguda da aorta (em associação ao nitroprussiato de sódio). 
o Nitroglicerina (Tridil®) 5mg/ml: 5µg/min; amentar a cada 5-10 minutos (se não houver resposta até 
20 µg/min, aumentar 10 µg/min até obter o efeito desejado em intervalos de 3-5 minutos). Dose 
máxima: 200 µg/min. Prescrição sugerida: 1 a 2 ampolas + SF 0,9% 100ml EV em BIC, 5 a 10 ml/hora, 
inicialmente (ajustar de acordo com medidas seriadas da pressão). 
o Nitroprussiato de sódio (Nipride®): 0,25 a 10mg/kg/min EV, em bomba de infusão com equipo 
fotossensível (tal medicação pode causar hipotensão severa). A dose usual é de 3mg/kg/dia. 
Prescrição sugerida: 1 ampola + SF 0,9% 250ml em BIC – iniciar com 5ml/hora, ajustando de acordo 
com a resposta do paciente. Indicações: maioria das emergências hipertensivas. 
 Em caso de agitação psicomotora ou ansiedade: Diazepam (Valium®) – ½ a 1 comprimido VO ou 1 ampola EV. 
 Para gestantes: optar por Hidralazina (cada ampola tem 20mg/ml; então, adiciona-se 9 ml de AD e faz-se 
2,5ml EV, podendo-se repetir 3 a 4 vezes, em intervalos de 20 a 30 minutos). 
 
 Afrodescendentes e miscigenados. Os afrodescendentes apresentam maior prevalência e gravidade da 
hipertensão relacionadas a fatores étnicos e/ou socioeconômicos. Além disso, respondem pior aos 
inibidores de ECA. 
 Idosos. Estudos controlados demonstraram melhora da morbidade e da mortalidade com diferentes 
agentes: diuréticos tiazídicos, betabloqueadores em combinação, bloqueadores de canais de cálcio de ação 
longa, inibidores da ECA e bloqueadores do receptor AT1. 
 Crianças e adolescente. O emprego de anti-hipertensivos deve ser considerado nos que não respondem ao 
tratamento não-medicamentoso, naqueles com evidência de lesão em órgãos-alvo ou fatores de risco 
conhecidos, como diabetes, tabagismo e dislipidemia, e na hipertensão sintomática ou hipertensão 
secundária. Não há estudos em longo prazo sobre o uso de anti-hipertensivos na infância ou na 
adolescência. A escolha dos medicamentos obedece aos critérios utilizados para adultos. Aconselha-se o uso 
de betabloqueadores. A utilização de inibidores da ECA ou de bloqueadores do receptor AT1 deve ser 
evitada em adolescentes do sexo feminino, exceto quando houver indicação absoluta, em razão da 
possibilidade de gravidez. 
 Nefropatas: Tanto os IECAs quantos os BRAs têm comprovada eficácia, muitas vezes ultrapassando os 
benefícios gerados pela redução da pressão arterial. Sua eficácia na nefroproteção é maior em pacientes 
com perda proteica. Evitar utilizar diuréticos de alça (como a furosemida) com tiazídicos (como a 
hidroclorotiazida) de forma simultânea, para evitar a espoliação acelerada de potássio (optar por associar 
diuréticos poupadores de potássio, como a espironolactona). 
 Mulheres em uso de anticoncepcionais orais e terapia de reposição estrogênica. A hipertensão é duas a 
três vezes mais comum em usuárias de anticoncepcionais orais, especialmente entre as que possuem mais 
de 35 anos e obesas. Em mulheres hipertensas com mais de 35 anos e fumantes, o anticoncepcional oral 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
44 
 
está contraindicado. A reposição estrogênica após a menopausa não está contraindicada para mulheres 
hipertensas, pois tem pouca interferência sobre a pressão arterial. Em mulheres de alto risco cardiovascular, 
a reposição hormonal é contraindicada. Em resumo, para mulheres hipertensas, é aconselhável optar por 
outros métodos anticoncepcionais e, por via das dúvidas, substituir a terapia de reposição estrogênica. 
 Gravidez. Considera-se hipertensão na gravidez quando o nível da pressão arterial for maior ou igual a 
140/90 mmHg, principalmente no terceiro trimestre, sendo a pressão diastólica identificada na fase V de 
Korotkoff. Duas formas de hipertensão podem complicar a gravidez: hipertensão preexistente (crônica) e 
hipertensão induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia/eclampsia), podendo ocorrer isoladamente ou de forma 
associada. 
o Hipertensão arterial crônica em gestantes: Corresponde a hipertensão de qualquer etiologia, 
presente antes da gravidez ou diagnosticada até a 20ª semana da gestação. A Alfametildopa é a 
droga preferida por ser a mais bem estudada e não haver evidência de efeitos deletérios para o 
feto. Os inibidores da ECA e os bloqueadores do receptor AT1 são contraindicados durante a 
gravidez. 
o Pré-eclâmpsia/eclâmpsia (doença hipertensiva específica da gravidez): A pré-eclâmpsia/eclampsia 
ocorre geralmente após 20 semanas de gestação. Caracteriza-se pelo desenvolvimento gradual de 
hipertensão e proteinúria. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo na pré-eclâmpsia e 
deve ser considerado em todos os casos com maturidade pulmonar fetal assegurada. A hipertensão 
arterial grave (na forma de emergência) é frequentemente tratada com Hidralazina endovenosa. 
 Síndrome metabólica e obesidade. É a condição representada por um conjunto de fatores de risco 
cardiovascular usualmente relacionados à obesidade central e à resistência à insulina, aumentando a 
mortalidade geral em 1,5 vez e a cardiovascular em 2,5 vezes. No tratamento medicamentoso da obesidade, 
o Orlistat melhora o perfil metabólico e não interfere na pressão arterial. A Sibutramina, embora possa 
elevar a pressão arterial e a frequência cardíaca, tem-se mostrado um agente seguro para o tratamento da 
obesidade em hipertensos tratados. 
 Diabetes melito. A frequente associação entre hipertensão arterial e diabetes tem como consequência 
grande aumento no risco cardiovascular e, por isso, as metas a serem atingidas devem ser 130/80 mmHg. 
Estudos demonstraram não haver benefícios adicionais com redução da PA, em diabéticos, inferior a esses 
valores. Existem vantagens no uso de bloqueadores do SRAA e na associação destes com um antagonista 
dos canais de cálcio. A associação de IECA com BRA II já se mostrou eficiente para promover maior redução 
da proteinúria, uma vez que estes medicamentos dilatam a arteríola eferente, reduzindo a pressão dentro 
do glomérulo e, desta forma, reduzindo a proteinúria. 
 Dislipidemias. Inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores AT1, bloqueadores dos canais de cálcio e 
diuréticos em doses baixas não interferem na lipemia. Os betabloqueadores e os diuréticos podem 
aumentar temporariamente os níveis de triglicérides e reduzir o HDL-c. 
 Acidente vascular cerebral. Pacientes que já tiveram AVC devem ser cuidadosamente monitorados, visto 
que o aumento da PA pode levar a um novo AVC e, com isso, a morte. A utilização de diuréticos, 
betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da ECA é benéfica na prevenção primária 
do acidente vascular cerebral. 
 Cardiopatia isquêmica. Nos pacientes que já sofreram infarto agudo do miocárdio, devem ser utilizados um 
betabloqueador sem atividade simpaticomimética intrínseca e um inibidor da ECA. No infarto agudo do 
miocárdio sem onda Q com função sistólica preservada, podem ser utilizados diltiazem ou verapamil. 
 Insuficiência cardíaca. Medidas não-medicamentosas são muito importantes, como a restriçãode sal e, em 
alguns casos, de água, além da prática de atividade física supervisionada. Os diuréticos devem ser usados 
para o controle da hipertensão ou para evitar a retenção hídrica, nem sempre sendo necessário o uso de 
diurético de alça, salvo em pacientes com insuficiência renal. O Carvedilol (alfa e beta bloqueador) e os 
inibidores da ECA são ótimas opções de tratamento. A espironolactona deve ser adicionada para pacientes 
com ICC para potencializar o efeito de outros diuréticos. 
 Hipertrofia do ventrículo esquerdo. A hipertrofia ventricular esquerda pode se associar à hipertensão 
arterial e é um indicador independente de risco cardiovascular. Serve ainda como marcador da efetividade 
do tratamento: com o passar dos anos, se o tratamento for adequado Todos os anti-hipertensivos, à exceção 
dos vasodilatadores de ação direta, reduzem a hipertrofia ventricular esquerda, sendo os bloqueadores do 
SRAA considerados os mais eficazes. 
 
 
INSUFICIÊNCIA ADRENAL 
EXAMES COMPLEMENTARES 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
45 
 
 Eletrólitos: classicamente, há hiponatremia e hipercalemia decorrentes de deficiência mineralocorticoide. 
 Glicemia e ACTH. 
 Dosagem de cortisol: deve ser feita idealmente entre as 8 – 9h da manha; se o resultado for menor que 
3µg/dl, o diagnóstico de insuficiência adrenal é confirmado. Alguns autores advogam que níveis iguais ou 
menores que 5 µg/dl são sufientes para o diagnóstico. Valores maiores que 19 µg/dl excluem o diagnóstico e 
valores que se encontrarem entre 5 a 19 µg/dl necessitam de prosseguimento na investigação, por meio do 
teste de estímulo de adrenal com ACTH semissintético (cortrosina). 
 Outros exames: tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética de abdome, para visualizar 
as glândulas adrenais. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Jejum. 
 Acesso venoso calibroso. 
 SF 0,9% 500ml + KCl 19,1% 20ml no 1º e 2º soros  EV 6/6h. 
 SG 5% 500ml EV 8/8h. 
 Hidrocortisona 100mg EV imediatamente e, depois, 100 a 50mg de 6/6h. 
 HGT de 4/4h (ou se paciente apresentar hipoglicemia na apresentação inicial, de 1/1h). 
 Coleta de controles laboratoriais de 8/8h. 
 Monitoração cardíaca contínua. 
 Sonda vesical de demora com controle de diurese. 
 Sinais vitais de 1/1h. 
 
 
 
 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 
CLASSIFICAÇÃO 
 
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46 
 
 
 Perfil hemodinâmico A (quente e seco): pacientes que se apresentam não congestos (pressões de 
enchimento normais) e bem perfundidos. É a parcela dos portadores de ICC que está compensada. O 
tratamento nesses casos corresponde à prescrição de drogas que aumentam sobrevida em ICC e à 
manutenção do estado volêmico. Representam 27% dos casos. 
 Perfil hemodinâmico B (quente e seco): pacientes que se apresentam perfundidos, mas com sinais/sintomas 
de congestão (pressões de enchimento elevadas). Correspondem a 49% a 67% das insuficiências cardíacas 
descompensadas (ICDs). 
 Perfil hemodinâmico C (frio e úmido): pacientes que se apresentam congestos e com perfusão inadequada. 
Correspondem a 20 a 28% das ICDs. 
 Perfil hemodinâmico L (frio e seco): pacientes que se apresentam não congestos (secos) e com perfusão 
inadequada. Correspondem à minoria dos casos (5%). 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Radiografia de tórax 
 Eletrocardiograma 
 Rotina laboratorial: hemograma, sódio, potássio, ureia, creatinina e glicose. Em casos mais graves, devem ser 
dosadas enzimas hepáticas (TGO, TGP), albumina e INR. Sódio baixo, ureia e creatinina elevadas são sinais de 
mau prognostico. 
 Gasometria arterial 
 Troponinas 
 Peptídeos natriurétricos (BNP e NT-proBNP): possuem bom valor preditivo negativo para excluir o 
diagnostico de IC2. Um BNP < 100 pg/ml tem sido sugerido como critério de exclusão para IC em pacientes 
com dispneia aguda. Um valor acima de 400 pg/ml torna o diagnostico de IC provavel. 
 Ecocardiograma 
 
TRATAMENTO 
 
 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
47 
 
 
 
 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA PARA PACIENTES COM PERFIL HEMODINÂMICO B (QUENTE E SECO) 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 Acesso venoso. 
 Furosemida 20mg/2ml: 2 ampolas EV, 8/8h, associado ou não a hidroclorotiazida 25mg,, VO, 12/12h 
(Clearance de creatinina > 30ml/min) OU Furosemida 24 ampolas (480mg) EV em BIC em 24h (Clearance de 
creatinina < 30ml/min). 
 Espironolactona (Aldactone®) 25mg: 1 comprimido VO, pela manhã. 
 Isordil® 5mg SL, se dor anginosa (pode ser repetido até 3x ao dia). 
 Carvedilol 6,25, 12,5mg ou 25mg (a depender do que o paciente já fazia uso): ½ a 1 comprimido VO, 1 a 2x ao 
dia. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
48 
 
 Enoxaparina (Clexane®) 40mg SC, 1x ao dia. 
 Nebulização: SF 0,9% 3ml + Berotec® 10 gotas + Atrovent® 20 gotas  fazer com O2 de 6/6h, conforme 
necessário. 
 Oxigenioterapia (cateter ou máscara) se SaO2 < 90%. 
 Ventilação mecânica não invasiva se desconforto respiratório persistente. 
 Monitoração cardíaca. 
 Cabeceira elevada. 
 
- Caso o paciente persista sintomático, dar sempre preferência ao uso de vasodilatadores em relação ao uso de 
inotrópicos: 
 Nitroprussiato de sódio (Nipride®) 1 ampola (50mg/2ml) + SG 5% 245ml  EV em BIC, iniciando com 
4ml/hora (0,2µg/kg/min). 
ou 
 Nitroglicerina (Tridil®) 1 ampola (50mg/10ml) + SG 5% 240ml  EV em BIC, iniciando com 3ml/hora 
(10µg/min). 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA PARA PACIENTES COM PERFIL HEMODINÂMICO C (FRIO E ÚMIDO) 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 Acesso venoso. 
 Furosemida 20mg/2ml: 2 ampolas EV, 8/8h. 
 Captopril 25mg VO, 1x/dia. 
 Espironolactona (Aldactone®) 25mg VO, 1x/dia. 
 Carvedilol 6,25, 12,5mg ou 25mg (a depender do que o paciente já fazia uso): ½ a 1 comprimido VO, 1 a 2x ao 
dia. 
 Enoxaparina 40mg SC, 1x/dia. 
 Oxigenioterapia (cateter ou máscara) se SaO2 < 90%. 
 Monitoração cardíaca. 
 Cabeceira elevada. 
 
- Caso o paciente persista sintomático: 
 Se PAS > 90mmHg: 
o Nitroprussiato de sódio (Nipride®) 1 ampola (50mg/2ml) + SG 5% 245ml  EV em BIC, iniciando com 
4ml/hora (0,2µg/kg/min). 
ou 
o Nitroglicerina (Tridil®) 1 ampola (50mg/10ml) + SG 5% 240ml  EV em BIC, iniciando com 3ml/hora 
(10µg/min). 
 
 Se PAS < 90mmHg: 
o Dobutamina 250mg/20ml: 2 ampolas + SG 5% 210 ml  EV em BIC, iniciando com 10ml/hora 
(5µg/kg/min). 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA PARA PACIENTES COM PERFIL HEMODINÂMICO L (FRIO E SECO) 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 Acesso venoso. 
 SF 0,9% 250ml EV aberto (prova de volume: pode ser repetida até que haja melhora do baixo débito e/ou 
surgimento de estertoração creptante em bases pulmonares). 
 Enoxaparina 40mg SC, 1x/dia. 
 Oxigenioterapia (cateter ou máscara) se SaO2 < 90%. 
 Monitoração cardíaca. 
 Monitoração cardíaca. 
 Cabeceira elevada. 
 
- Caso o paciente persista sintomático: 
 Se PAS > 90mmHg: 
o Nitroprussiato de sódio (Nipride®) 1 ampola (50mg/2ml) + SG 5% 245ml  EV em BIC, iniciando com 
4ml/hora (0,2µg/kg/min).GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
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ou 
o Nitroglicerina (Tridil®) 1 ampola (50mg/10ml) + SG 5% 240ml  EV em BIC, iniciando com 3ml/hora 
(10µg/min). 
 
 Se PAS < 90mmHg: 
o Dobutamina 250mg/20ml: 2 ampolas + SG 5% 210 ml  EV em BIC, iniciando com 10ml/hora 
(5µg/kg/min). 
 
 
INSUFICIÊNCIA RENAL 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Hidratação venosa: 500 a 2000ml de soro fisiológico ou soro ringer simples. 
 Furosemida 20mg/2ml: 1 ampola EV, 12/12h (dose máxima 160-200mg EV). Em pacientes com boa resposta 
clínica, pode-se manter infusão contínua de 20-40mg/h ou 0,4-0,6mg/kg/hora (20-40 microgotas/min). 
OBS: O uso prolongado de furosemida pode causar hipocalemia (devido à troca intensa de sódio por potássio 
em nível do túbulo coletor), sendo prudente associar um diurético poupador de potássio (Espironolactona 25 
ou 50mg, 1 a 2x ao dia). 
 Medidas gerais: 
 Medidas de suporte e tratamento sintomático específico. 
 Sondagem vesical de demora e medir diurese: 
o Oligúria: diurese < 500ml/24; 
o Anúria: diurese < 100ml/24. 
 Evitar drogas nefrotóxicas: aminoglicosídeos, anfotericina B, pentamidina, contraste iodado, 
ciclosporina, cisplatina, isofosfamida, etc. 
 Indicações de diálise de urgência: 
 Encefalopatia ou pericardite; 
 Hipervolemia refratária (edema agudo de pulmão); 
 Acidose metabólica (pH < 7,1) e/ou hipercalemia (>6,5) refratários; 
 Complicação plaquetária no estágio V (sangramento ou disfunção plaquetária); 
 Escórias largamente elevadas (indicação presente somente na literatura brasileira): 
 Ureia > 200 e/ou 
 Creatinina > 8-10 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Hemograma completo e coagulograma; 
 Gasometria arterial, ácido úrico, potássio, fósforo, cálcio, magnésio, CPK 
 Ureia e creatinina plasmática; 
 Sumário de urina (EAS): urina com densidade < 1.015 e presença de cilindros epiteliais e granulosos 
pigmentares (indicativo de necrose tubular aguda). 
 Bioquímica urinária: concentração de sódio, osmolaridade e fração excretória de sódio. 
 Excreção fracionada de Na e Excreção fracionada de Ureia 
 Clearance de creatinina: é o exame mais utilizado para diagnosticar o estágio inicial da injúria renal. Para a 
medição do clearance da creatinina, o paciente deve coletar toda a urina durante 24h. Determina-se então a 
concentração urinária de creatinina (Cru) e o volume urinário em 24h (V, em ml). Sabendo-se a concentração 
de creatinina plasmática (Crpl), calcula-se o clearance de creatinina (Clcr) pela fórmula ao lado. Entretanto, 
como se sabe, em pacientes anúricos, podemos lançar mão de fórmulas especiais como a fórmula de 
Cockcroft-Gault. VR: 91 – 130 ml/min. 
 
 
 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
50 
 
 
Como diferenciar: Azotemia pré-renal vs Necrose tubular aguda (azotemia renal) 
Parâmetro Pré-renal Necrose tubular aguda 
Sódio urinária < 20mEq/l > 40mEq/l 
Osmolaridade urinária > 500mOsm/l < 350mOsm/l 
Densidade urinária > 1020 < 1015 
Creatinina urinária/plasmática > 40 < 20 
Ureia urinária/plasmática > 8 < 3 
Cilindros Somente hialinos Granulosos pigmentares 
Ureia plasmática/Cr plasmática > 40 < 20-30 
Índice de insuficiência renal 
___ [Na] urin____ 
[Cr] urin / [Cr] plasm 
< 1% > 1% 
Fração excretória de sódio 
FENa = _[Naurin]_ x _[Crplasm]_ x 100 
 [Naplasm] [Crurin] 
< 1% > 1% 
Fração excretória de ureia 
FENa = _[Ureiaurin]_ x _[Crplasm]_ x 100 
 [Ureiaplasm] [Crurin] 
<35% > 50% 
 
 
MENINGITES BACTERIANAS 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 SF 0,9% 1000 – 2000ml EV em 24h. 
 Antibióticos: 
Faixa etária Principais germes Tratamento empírico 
Recém-nascidos Streptococcus agalactiae; E. coli; Listeria Ampicilina + Cefotaxima ou Ampicilina + 
Gentamicina 
4 semanas a 3 meses Os mesmos do RN: S. agalactiae; E. coli; 
Listeria; Pneumococo; Haemophilus 
Ampicilina + Ceftriaxona 
3 meses a 55 anos Meningococo; Pneumococo 
 
Ceftriaxona +/- Vancomicina 
(Por 7 dias para o meningococo; por 14 dias 
para o pneumococo) 
Após 55 anos, 
gestantes, 
imunossuprimidos 
Meningococo; Pneumococo; Listeria 
 
Ampicilina + Ceftriaxona +/- Vancomicina 
(Por 7 dias para o meningococo; por 14 dias 
para o pneumococo) 
Após neurocirurgias, 
infecção de shunts 
S. aureus; S. epidermidis; Pseudomonas e 
enterobacterias; Listeria 
Ampicilina + Cefepime + Vancomicina 
Após TCE ou fístula 
liquórica 
Pneumococo; Outros estreptococos Ceftriaxona +/- Vancomicina. 
 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
51 
 
 
 
 Controle de crises convulsivas: medidas de suporte respiratório, obtenção imediata de acesso venoso e 
oximetria de pulso. 
 Em caso de crise única, interromper com Diazepam 10mg EV lentamente, até controle da crise. 
 Controlada a crise, pode-se iniciar Fenitoína (Hidantal®) 18 a 25mg/kg em SF0,9% 250ml, em 40 a 50 
minutos (ampola de fenitonína: 250mg/5ml). 
 Manutenção: Fenitoína 2 a 3ml (100 a 150mg) + AD EV, de 8/8h, por 3 a 4 dias (seguido de 
manutenção: Fenitoína 100mg 12/12h VO). 
 
 Dexametasona 4mg/ml: 1 ampola EV, 12/12 (controverso). 
 Omeprazol 40mg/ml: 1 ampola + diluente EV, 1x ao dia. 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV 6/6h se houver dor ou febre (Temperatura axilar ≥ 37,8
o
C). 
 Ondansetrona (Nausedron®) 4mg/2ml: 1 ampola EV, 8/8h. 
 Medidas de suporte: 
 Recorrer a protetor gástrico: Omeprazol EV ou VO, em jejum. 
 Passar sonda nasoentérica em todos os pacientes que apresentem disfunção da deglutição e risco de 
aspiração. 
 Realizar avaliação neurológica de 6/6h nas primeiras 24h, e 1x ao dia nos dias seguintes. 
 
 Profilaxia para contactantes (em caso de contato com meningite meningocócica e com mais de 6 horas de 
exposição): 
Recomendações para quimioprofilaxia da doença meningocócica 
Antimicrobiano Dose / via de administração Duração 
Rifampicina adultos 
Crianças > 1 mês 
Crianças < 1 mês 
600mg 12/12h VO 
10mg/kg 12/12h VO 
5mg/kg 12/12 VO 
 
2 dias 
Ceftriaxona 250mg IM Dose única 
Ciprofloxacina 500mg VO Dose única 
Azitromicina 500mg VO Dose única 
 
 
NEUTROPENIA FEBRIL 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 Hemograma completo 
 Bioquímica com enzimas hepáticas e função renal 
 Radiografia de tórax 
 Urocultura (colhida em casos de presença de sonda vesical de demora ou sintomas urinários) 
 Cultura de escarro (se houver) 
 Cultura de secreção de lesões cutâneas 
 Exame de fezes (com pesquisa de toxina de Clostridium) 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
52 
 
 Hemoculturas para bactérias e fungos 
 Se o paciente continuar neutropênico febril, deve-se realizar TC de tórax, seios da face e abdome, para 
pesquisa de outros focos 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta sem alimentos crus. 
 SF 0,9% 500ml EV, de 8/8h. 
 Antibioticoterapia: 
o Pacientes de baixo risco: Ciprofloxacina + Amoxicilina/Clavulanato, considerando 48h prévias de 
antibioticoterapia venosa.o Pacientes de alto risco: 
 Monoterapia: Cefepima, Ceftazidima, Imipenem (500mg EV, 6/6h), Vancomicina (1g + SF a 
0,9% 100ml EV, de 12/12h), Meropenem ou Piperacilina/Tazobactam. 
 Terapia combinada: os citados anteriormente mais aminoglicosídeo. 
 Dipirona 1000mg/2ml + 8ml de AD, EV, até 6/6h se temperatura axilar ≥ 37,8
o
C. 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Curva térmica. 
 
 
 
 
PÉ DIABÉTICO 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Jejum (se cirurgia programada) e dieta hipoglicemiante via oral, assim que possível alimentação. 
 SF 0,9% 1000 - 1500ml EV, em 24h (14 a 20 gotas/min). 
 Antibioticoterapia: 
o Primeira escolha: 
 Ciprofloxacino (500mg VO, 12/12h, por 4 a 6 semanas) associado a: Clindamicina (250mg 
VO, 6/6h por 4 a 6 semanas) ou Metronidazol (400mg VO 6/6h por 4 a 6 semanas) ou 
Rifampicina (600mg VO, 1x/dia, por 4-6 semanas); ou 
 Levofloxacino (500-750mg VO, 1x/dia, por 4 a 6 semanas) associado a: Clindamicina (250mg 
VO, 6/6h por 4 a 6 semanas) ou Rifampicina (600mg VO, 1x/dia, por 4-6 semanas). 
 Oxacilina (2g EV, 4/4h) associado ou não a Ciprofloxacino (400mg EV, 12/12, por 14 dias). 
 
o Segunda escolha: 
 Cefalotina (1g EV 6/6h por 14 dias) associado a: Gentamicina (350mg EV, 1x/dia, por 14 
dias) ou Clindamicina (600mg EV, 6/6h, por 14 dias) ou Levofloxacino (500-750mg VO, 
1x/dia, por 14 dias); ou 
 Vancomicina (500mg EV 6/6h por 14 dias); ou 
 Teicoplamina (400mg EV, 12/12h, por 10-14 dias); ou 
 Ceftriaxona (1g EV, 12/12h)/Ciprofloxacino (400mg EV, 12/12h) associados a Clindamicina 
(600mg EV, 6/6h). 
 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
53 
 
 
 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Diclofenaco de sódio/potássio (Voltaren®) 75mg/3ml: 1 ampola IM, 12/12h, por 3 dias no máximo. 
 Tramadol (Tramal®) 100mg/2ml + SF 98ml EV lento, de 8/8h a 6/6h, se dor não ceder com analgésicos 
comuns. 
 Omeprazol (40mg/ml): 1 ampola + AD EV, 24/24h a 12/12h OU Ranitidina (50mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 
12/12h. 
 Insulinoterapia (não internar pacientes diabéticos com antidiabéticos orais) + HGT 6/6h. 
 Heparina de baixo peso molecular (Enoxaparina - Clexane®): 40 – 60mg SC, 1x/dia. 
 Em caso de insuficiência venosa: 
o Daflon® 500mg (Diosmina 450mg + Hesperidina 50mg): tomar 2 comprimidos VO, pela manhã. 
o Diosmina (Venovaz®): tomar 2 a 6 comprimidos (2 cp pela manhã, 2 à tarde e 2 a noite), por dia, por 
4 dias; em seguida, 2 a 4 cp por dia, por 3 dias. 
 Tratamento tópico: 
o Se pele íntegra: Diprogenta® creme: aplicar na região acometida, 3x ao dia. 
o Se solução de continuidade importante ou úlcera: Kollagenase® pomada: curativo 2 a 3x ao dia; 
pode-se optar por associação com Verha-Gel®. 
o Se infecção fúngica nos dedos (porta de entrada): Trok® G: aplicar no leito ungueal, 3x ao dia. 
 Outras medidas: 
 Curativo limpo, 2x ao dia. 
 Manter membro elevado. 
 Solicitar avaliação do Cirurgião Vascular e/ou Ortopedista. 
 
 
PERICARDITE AGUDA 
 Dieta livre por via oral. 
 AAS 500mg VO, 6/6h; em caso de intolerância ao AAS: Ibuprofeno (600mg VO, 8/8h). 
 Colchicina 1g VO, 12/12h, nos dois primeiros dias; depois, Colchicina 0,5mg VO, 12/12h. 
 Ranitidina 150mg VO, 12/12h. 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
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54 
 
 Cabeceira elevada a 45
o
. 
 Sinais vitais de 6/6h. 
 Repouso relativo no leito. 
 Monitoração cardíaca se necessário (nos casos de miocardite ou derrame pericárdico importantes). 
 
 
PIELONEFRITE (INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ALTO) 
- A internação é recomendada em casos de impossibilidade de antibioticoterapia oral, de dúvidas quanto à adesão ou 
ao diagnóstico, de evidências de gravidade com sepse grave/choque séptico, de dor intensa e de fatores de risco para 
complicações. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Dieta livre. 
 SF 0,9% 1000 - 1500ml EV, em 24h (14 a 20 gotas/min). 
 Antibióticos: a duração total do tratamento (hospitalar + ambulatorial) deve ser de 7 a 14 dias. Recomenda-
se inicialmente quinolonas ou ceftriaxona. 
o Ciprofloxacino: 400mg EV ou 500mg VO, 12/12h; ou 
o Ceftriaona: 1 – 2g/dia, IM ou EV; ou 
o Outras opções: Aminoglicosídeos (observar nefrotoxicidade): Amicacina (15mg/kg EV ou IM, 1x ao 
dia) ou Gentamicina (5mg/kg EV, 1x ao dia). 
o Como seguimento do tratamento VO  Cefuroxima 500mg VO, 12/12h. 
 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Diclofenaco de sódio/potássio (Voltaren®) 75mg/3ml: 1 ampola IM, 12/12h, por 3 dias no máximo. 
 Omeprazol (40mg/ml): 1 ampola + AD EV, 24/24h a 12/12h OU Ranitidina (50mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 
12/12h. 
 
PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE 
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE 
CURB-65 
 Variável Pontos 
C Confusão mental 1 
U Ureia > 50mg/dl 1 
R “Respiração”: FR ≥ 30irpm 1 
B “Baixa” PA: PAS < 90 ou PAD ≤ 60 1 
65 ≥ 65 anos 1 
CURB = 0 ou 1  Considerar tratamento ambulatorial. 
CURB = 2  Considerar tratamento hospitalar. 
OBS: Como “considerar”? 
 
 
CURB (CRB) ≥ 3  Internação Hospitalar ou em UTI. 
Internar em UTI quando (Critérios de Ewing): 
Houver 1 critério maior: 
 Necessidade de ventilação mecânica 
 Choque séptico 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
55 
 
Houver 2 critérios menores: 
 PaO2/FiO2 ≤ 250 
 Pneumonia multilobar 
 PAS < 90mmHg 
 PAD < 60mmHg 
 FR ≥ 30 irpm 
 Confusão mental 
 Leucopenia < 4.000 células/mm3 
 Hipotermia (<36oC) 
 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA 
 Hidratação venosa. 
 Antibioticoterapia: sempre que possível, utilizar 2 antibióticos associados. 
o Paciente adulto hígido e sem maiores co-morbidades: 
 Quinolona respiratória: Levofloxacino (750mg VO, 24/24h) ou Moxifloxacino (400mg VO, 
24/24h); 
ou 
 Betalactâmicos + Macrolídeos: 
 Ampicilina (1-2g + AD EV, 6/6h), Cefotaxima (1-2g + AD EV, 8/8h) ou Ceftriaxona 
(1g + AD EV, 12/12h). 
+ 
 Macrolídeos: Azitromicina (500mg VO, 24/24h), Claritromicina (500mg VO, 
12/12h) ou Eritromicina (500mg VO, 6/6h). 
 
o Na suspeita de infecção por Pseudomonas aeruginosa: na presença de histórico de doença pulmonar 
prévia (aumento de expectoração, DPOC com VEF1<40%, bronquiectasias, fibrose cística), 
alcoolismo, uso recente de antibacteriano ou corticosteroide, hospitalização recente. Nestes casos, 
deve-se associar um β-lactâmico anti-pseudomonas a uma quinolona respiratória ou a um 
aminoglicosídeo. 
 β-lactâmico anti-pseudomonas: Cefepime (1-2g + AD EV, 8-12h), Piperacilina-tazobactam 
(Tazocin® 4,5g EV, 6/6h), Imipenem (1g + AD EV, 8/8h) ou Meropenem; 
+ 
 Ciprofloxacino (400mg EV, 8/8h) ou Levofloxacino (500mg, 1 frasco e meio EV, 24/24h) OU 
Azitromicina (500mg VO, 24/24h) e Aminoglicosídeo (Gentamicina 80mg + AD EV, 24/24h). 
 
o Na suspeita de infecção por anaeróbios: casossuspeitos de pneumonia bronco-aspirativa 
(pneumonia química), histórico de vômitos e convulsão, perda da consciência, alcoolismo crônico, 
doenças periodontais, escarro pútrido, abscesso pulmonar, pneumonia netrotizante, etc. Nestes 
casos, o tratamento requer o uso de beta-lactâmicos+inibidores de β-lactamase e antibióticos como 
Imipenem, Meropenem e Clindamicina. 
 β-lactâmico + Inibidores de β-lactamase: Amoxicilina-clavulanato (2g EV, 12/12h) ou 
Ampicilina-sulbactam (1,5g EV, 6/6h); ou 
 Cefalosporinas de 3ª geração: Ceftriaxona (1g EV, 12/12h); ou 
 Carbapenêmicos: Ertapenem (1g EV, 24/24h), Imipenem (1g EV, 8/8h) ou Meropenem (1g 
EV, 8/8h); 
+ 
 Clindamicina (600mg + SF 100ml EV ou IM, 8/8h a 6/6h), ou 150-450mg VO, de 6/6h. 
 Metronidazol (500mg/100ml: 1 bolsa EV, 8/8h): tem pouca penetração no parênquima 
pulmonar (evitar, se possível). 
 
o Na suspeita de S. aureus resistente à oxacilina: casos de doença rapidamente progressiva, bilateral, 
com cavitação, derrame pleural e tendência a instabilidade hemodinâmico. 
 Vancomicina (15mg/kg 12/12h) ou Linezolida (600mg 12/12h); 
 Clindamicina (600mg + SF 100ml EV ou IM, 8/8h a 6/6h); 
 Sulametoxazol-trimetropim; 
 Gentamicina (80mg + AD EV, 24/24h); 
 Quinolonas: Ciprofloxacino (400mg EV, 8/8h) ou Levofloxacino (750mg EV, 24/24h). 
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56 
 
 
 Corticoides: não há evidências científicas concretas de benefícios para o tratamento da pneumonia, a não ser 
que seu uso seja necessário para alguma outra condição clínica de base do paciente, como asma ou DPOC. 
 Hidrocortisona 500mg: 1 ampola + AD EV, 12/12h, nas primeiras 48h; 
 Hidrocortisona 100mg: 1 ampola + AD EV, 8/8h a 12/12h, do 3º ao 5º dia; 
 Hidrocortisona 100mg: 1 ampola + AD EV, 12/12h a 24/24g, do 5º ao 7º dia. 
 Antitussígenos e expectorantes: não há evidências científicas concretas de benefícios para o tratamento da 
pneumonia. 
 Ambroxol 30mg/15ml: 5 a 10ml VO, 8/8h. 
 Acebrofilina 50mg/ml: 5 a 10ml VO, 12/12h a 8/8h. 
 Acetilcisteína (Aires®) 600mg/5mg: diluir em água e tomar VO, 12/12h a 8/8h. 
 Nebulização: não há evidências científicas concretas de benefícios para o tratamento da pneumonia. 
 NBZ com SF 0,9% 3 a 5ml + Salbutamol (Berotec®) 10 gotas + Brometo de Ipratrópio (Atrovent®) 20 
gotas  fazer 8/8h a 6/6h, conforme a necessidade, com O2 úmido. 
 Sintomáticos: 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Plasil® 5mg/ml (1 ampola + AD EV, de 8/8h) ou Nausedron® 2mg/ml (1 ampola + AD EV, de 8/8h), se 
vômito. 
 Decúbito elevado. 
 Fisioterapia respiratória: 2x ao dia. 
 Oximetria de pulso e fazer O2 2 litros/min sob cateter nasal se SatO2 < 88%. 
 Aferição dos sinais vitais e realização dos cuidados gerais (SsVv + CcGg). 
 
Antibioticoterapia na pneumonia adquirida na comunidade de acordo com fator de risco e germe causador 
Fatores de risco Micro-organismo Antibiótico 
Pacientes de todas as idades Streptococcus pneumoniae 
(sensível à penicilina) 
Cefalosporina de 3ª geração 
(Ceftriaxona 1g EV, 12/12h) 
Portadores de DPOC 
Uso de antibióticos por mais de 3 meses 
Idade maior que 65 anos 
Etilistas 
Uso de corticoides por tempo 
prolongado 
Doenças imunossupressoras 
Streptococcus pneumoniae 
(resistente à penicilina) 
Cefalosporina de 3ª geração ou 
Cefotaxima 1g EV, 1x ao dia 
ou 
Quinolona respiratórioa EV ou VO 
(Levofloxacino 500mg, 1x/dia por 
10 dias) ou Levofloxacino 750mg, 
1x ao dia, por 7 dias ou 
Moxifloxacino 400mg, 1x ao dia, 
por 7 dias. 
Tabagistas e portadores de DPOC Haemophilus influenzae Cefalosporina de 3ª geração ou 
Quinolona respiratória 
Pacientes de todas as idades 
Portadores de comorbidades (inclusive 
com pneumonia causada por outro 
germe) 
Germes típicos (Legionella 
pneumophila, Mycoplasma 
pneumoniae, Chlamydophila 
pneumoniae, vírus 
respiratório) 
Macrolídeos EV ou VO 
(azitromicina 500mg 1x ao dia por 
3 dias ou Claritromicina 500mg 
12/12h) ou 
Quinolonas respiratórias 
Rifampicina em casos de 
legionelose grave 
Idade maior que 80 anos 
Residentes em casa de repouso 
Doença cardiopulmonar subjacente 
Múltiplas comorbidades 
Terapia com antibiótico de largo 
espectro 
Etilistas 
Dentes em mal estado de conservação 
Bacilos Gram-negativos 
entéricos 
Cefalosporinas de 3ª geração e 
Metronidazol 500mg EV ou 
Ampicilina/sulbactam 3mg EV 
6/6h. 
Portadores de doença pulmonar 
(bronquiectasia, fibrose cística) 
DPOC grave 
Netropênicos e imunossuprimidos 
Pseudomonas aeruginosa Cefalosporina de 4ª geração 
(Cefepima 2g EV 12/12h) ou 
Carbapenêmico (Meropenem 1g 
EV 8/8h) ou 
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57 
 
Uso de antibióticos de amplo espectro 
por mais de 7 dias no último mês 
Internação hospitalar recente 
Uso de corticoide (mais de 10mg/dia de 
prednisona) por longo período 
Desnutrição 
Piperacilina/tazobactam 4,5g EV, 
8/8h) 
Pacientes com dentes mal conservados 
Etilistas 
Portadores de doenças neurológicas 
Portadores de distúrbios de deglutição 
Rebaixamento do nível de consciência 
Portadores de convulsão 
Residentes em casa de repouso 
Anaeróbios Cefalosporina de 3ª geração e 
Clindamicina 600mg 8/8h 
- Pneumonia causada por micro-organismos atípicos: há situações em que é possível presumir a etiologia com 
alguma segurança. Nelas, a monoterapia com macrolídeo é o esquema de eleição. As quinolonas, inclusive a 
ciprofloxacina, também possuem boa atividade. Em casos graves de legionelose, a adição de rifampicina é 
opção terapêutica importante. 
- Pneumonia aspirativa: os anaeróbios participam da etiologia dessa doença, que deve ser tratada como 
qualquer outra pneumonia. A cobertura dos anaeróbicos deve ser iniciada em pacientes com aspiração 
maciça de conteúdo fecaloide, etilistas, portadores de doença periodontal ou aqueles com escarro com odor 
característico. Por causa da grande resistência dos anaeróbios à clindamicina descrita por autores norte-
americanos, seu uso tem sido reservado. A droga de escolha é ampicilina/sulbactam, sendo alternativa a 
associação de metronidazol a uma cefalosporina de 3ª geração. 
 
 
OBS: Tratamento da pneumonia com abscesso: antibioticoterapia por 3 a 4 semanas. Devemos fazer a drenagem se: 
 Se não melhorar em 5 dias; 
 Abscessos > 8cm. 
 
MUDANÇA NA VIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ANTIBIÓTICO 
- De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia, o paciente que recebe antibioticoterapia 
endovenosa deve mudar para a via oral quando preencher os seguintes critérios: 
 Evidência de melhora clínica; 
 Deglutição adequada; 
 Sinais estáveis por mais de 24h (Taxilar < 38
o
C, frequência respiratória < 24 irpm, Frequência cardíaca < 100 
bpm, PAS > 90mmHg). 
 
- Preferencialmente, deve-se continuar a mesma droga ou drogas da mesma classe. Isso possibilita alta precoce. 
 
SÍNDROME CORONARIANA AGUDA 
 
 
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58 
 
 
 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA PARA ANGINA INSTÁVEL OU IAM SEM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST (IAMSSST) 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 Acesso venoso. 
 AAS 100mg: 3 comprimidos VO, mastigar e engolir, na admissão; na internação:1 comprido VO, 1x ao dia. 
 Clopidogrel 75mg: 4 comprimidos (300mg) VO, na admissão; na internação: 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
 Dinitrato de isossorbida (Isordil®) 5mg: 1 comprimido SL, na admissão; na internação: a critério médico 
(ACM). 
 Metoprolol 5mg EV, ACM. 
 Atenolol 25mg: 1 comprimido VO, 12/12h. 
 Nitroglicerina (Tridil®) 50mg/10ml + SF 0,9% 200ml EV em BIC (0,48 x peso em ml durante 30 minutos e 0,12x 
peso em ml/hora para manutenção). 
 Atorvastatina 80mg: 1 comprimido VO, 1x ao dia (checar perfil lipídico). 
 Captopril 25mg: ½ a 1 comprimido VO, 8/8h. 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Omeprazol (40mg/ml): 1 ampola + AD EV, 24/24h a 12/12h OU Ranitidina (50mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 
12/12h. 
 Diazepam 10mg/2ml: 1 ampola EV ou IM, a noite. 
 Cateter nasal de oxigênio, 3 litros/min. 
 Monitoração cardíaca contínua + oximetria de puleso. 
 
PRESCRIÇÃO SUGERIDA PARA IAM COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST (IAMCSST) 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 Cateter nasal de oxigênio: 3 litros/min. 
 Antiagregação: 
o AAS 100mg: 3 comprimidos VO, mastigar e engolir, na admissão; na internação: 1 comprido VO, 1x 
ao dia; e/ou 
o Para pacientes com < 75 anos  Clopidogrel 75mg: 4 comprimidos (300mg) VO, na admissão; na 
internação: 1 comprimido VO, 1x ao dia. 
 Anticoagulação: 
 Heparina de baixo peso molecular – Enoxaparina (Clexane®): 
 Pacientes < 75 anos: fazer 30mg EV em bolus e 1mg/kg SC 12/12h, até alta. 
 Pacientes > 75 anos: fazer apenas 0,75mg/kg SC 12/12h. 
 Heparina não-fracionada (5.000 UI em bolus; 1000 UI/hora em BIC), em caso de contraindicação à 
Enoxaparina. 
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INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
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 Trombólise química ou percutânea: 
 Até 90 minutos de evolução (ou até 6 horas com dor persistente): estudo hemodinâmico e 
angioplastia primária por cateterismo. Se tiver sido possível a realização de angioplastia primária, 
suprime-se a trombólise química da prescrição e acrescenta-se: Abciximabe 10mg/10ml: fazer 
0,25mg/kg em bolus, seguido de infusão contínua: 10mg/10ml + SF 0,9% 240ml EV em BIC 
(15ml/hora – 0,125 µg/kg/min). 
 Mais de 90 minutos de evolução ou angioplastia indisponível: fazer trombólise química com 
Estreptoquinase (Streptase®, Kabikinase®: 1 ampola de 1500000U, diluído em 100ml de SG 5% em 
30min) ou Tenecteplase (Metalyse®: <60kg: 6000U ou 30mg/6ml; >60 a <70kg: 7000U ou 35mg/7ml; 
>70 a <80kg: 8000U ou 40mg/8ml; >80 a <90kg: 9000U ou 45/9ml; >90 a <100kg: 10000U ou 
50mg/10ml – dose máxima), sob regime de UTI. Contraindicações: história de coagulopatia; AVCh 
em qualquer período; AVCi nos últimos 3 meses; sangramento digestivo, urinário ou genital; cirurgia 
recente; gravidez; úlcera ativa; entre outros. 
 Dinitrato de isossorbida (Isordil®) 5mg: 1 comprimido SL, na admissão; na internação: a critério médico 
(ACM). Contraindicação: hipotensão e/ou suspeita/confirmação de infarto de ventrículo direito. 
 Metoprolol 5mg EV, ACM. 
 Atenolol 25mg: 1 comprimido VO, 12/12h. 
 Nitroglicerina (Tridil®) 50mg/10ml + SF 0,9% 200ml EV em BIC (ACM). 
 Morfina 10mg/ml + 9ml AD  fazer 2ml EV, ACM, se persistência da dor. 
 Atorvastatina 80mg VO, 1x ao dia (checar perfil lipídico). 
 Oximetria de pulso. 
 Monitoração cardíaca contínua. 
 
 
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E TROMBOEMBOLISMO PULMONAR 
 
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA 
 Suspeitar em caso de edema assimétrico de membro inferior, dor desproporcional ao exame físico, dor súbita 
e intensa. Fazer diagnóstico diferencial com ruptura muscular (síndrome da pedrada). 
 Internação, repouso e membro elevado; 
 Hidratação venosa: SRL ou SF 0,9% 1500ml para 24h. 
 Analgesia: 
o Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h; 
o Tramadol (Tramal®) 1 frasco AD/EV ou aplicado no soro de 100ml (correr em 2 horas); 
o Morfina: 1 ampola + 9 ml AD – fazer 3ml da solução se pontuação maior que 7 na escala de dor. 
 Solicitar Doppler venoso de membro inferior: 
o Se negativo: investigar outras causas. 
o Se positivo: heparina em dose plena por 5 dias: 
 Heparina não-fracionada em dose plena (5.000 UI EV, em bolus) + 1000 UI EV/hora em BIC; 
fazer TTPa de 6/6h; ou 
 Heparina de baixo peso molecular (Enoxaparina - Clexane®) 1 a 1,5mg/kg SC, 1x/dia. 
o Solicitar coagulograma e INR e iniciar Varfarina (Marevan®, Warfarin®) 5mg: 1 comprimido VO, 1x ao 
dia. Manter de acordo com o INR. 
 INR entre 2 e 3: suspender heparina; 
 INR < 2: aumentar em 50% a dose da Varfarina (7,5mg VO ao dia). 
 INR > 3: diminuir a dose da Varfarina pela metade. 
 Em caso de tromboembolismo pulmonar, promover suporte ventilatório e garantir vaga em UTI. 
 Solicitar avaliação do cirurgião vascular. 
 
OBS: Como opção mais vantajosa (pois exclui a necessidade do uso da heparina, da varfarina e do controle do INR), 
porém de alto custo, pode-se optar pelo uso do Rivaroxaban (Xarelto®): 
 15mg VO, 12/12h, por 21 dias; 
 Depois, 20mg VO, 1x ao dia. 
 
TROMBOEMBOLISMO PULMONAR EM PACIENTE ESTÁVEL E SEM DISFUNÇÃO DE VENTRÍCULO DIREITO 
 Dieta zero até segunda ordem. 
 SF 0,9% 1000 EV, em 24h (14 gotas/min). 
GUIA DO PLANTONISTA Arlindo Ugulino Netto 
INTERNAÇÕES EM ENFERMARIAS 
 
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 Anticoagulação: o tratamento de escolhe é a heparina (de preferência, a de baixo peso molecular – HPBM, 
desde que não haja contraindicações, como sangramento ativo, trauma significativo, cirurgia recente e 
hipertensão grave). Em caso de tratamento com heparina, é necessário solicitar periodicamente a contagem 
de plaquetas, em razão da plaquetopenia induzida por heparina (principalmente por heparina não 
fracionada). Confirmada a TEP, inicia-se também a administração de varfarina, devendo-se dar muita atenção 
ao INR. 
o Heparinização: suspender no 5º ou 6º dia de uso concomitante com varfarina, se INR estiver 
terapêutico por dois dias consecutivos. 
 HNPM – Enoxaparina (Clexane®): 1 mg/kg SC, 12/12h. O esquema de segurança alternativo 
para pacientes que só podem receber uma injeção por dia é 1,5 mg/kg/dia. A vantagem da 
HBPM é que ela não necessita de bomba de infusão endovenosa, nem de controle com 
tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa). É muito importante, porém, monitorar o 
fator anti-Xa em pacientes com função renal alterada; caso contrário, seria melhorar usar, 
em pacientes com insuficiência renal, heparina não fracionada com controle do TTPa. 
 Heparina não fracionada: bolo inicial de 80 U/kg (bolo intravenoso máximo de 10.000 UI) 
seguido da taxa de infusão de 18 U/kg/hora (cerca de 1000 a 1500 UI/hora). 
o Varfarina (Marevan®, Warfarin®) 5mg: 1 comprimido VO, 1x ao dia. Manter, por 6 meses, ajustando 
de acordo com o INR: 
 INR entre 2 e 3: suspender heparina; 
 INR < 2: aumentar em 50% a dose da Varfarina (7,5mg VO ao dia). 
INR > 3: diminuir a dose da Varfarina pela metade 
 Dipirona 1000mg/2ml: 1 ampola + 8ml de AD, EV, 6/6h, se dor ou febre (Taxilar ≥ 37,8
o
C). 
 Metoclopramida (Plasil®) 10mg/2ml + 8ml de AD, EV, de 8/8h se náuseas e/ou vômitos. 
 Diclofenaco de sódio/potássio (Voltaren®) 75mg/3ml: 1 ampola IM, 12/12h, por 3 dias no máximo. 
 Omeprazol (40mg/ml): 1 ampola + AD EV, 24/24h a 12/12h OU Ranitidina (50mg/2ml): 1 ampola + AD EV, 
12/12h. 
 Controle glicêmico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências bibliográficas: 
- Pazin-Filho, Antonio et al. Princípios de prescrição médica hospitalar paraestudantes de medicina. Medicina 
(Ribeirão Preto) 2013;46(2):183-94 
- Teixeira, Júlio César Gasal et al. Unidade de emergência: condutas em medicina de urgência. São Paulo : Editora 
Atheneu, 2011.

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