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Curso COMUNICACAO, LIDERANCA E NEGOCIACAO Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE I Iniciado 22/03/26 21:43 Enviado 22/03/26 21:48 Status Completada Resultado da tentativa 2,5 em 2,5 pontos Tempo decorrido 4 minutos Resultados exibidos Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas respondidas incorretamente · Pergunta 1 0,25 em 0,25 pontos Em uma empresa de biotecnologia, a diretoria decide anunciar um novo biofertilizante. Durante a preparação do lançamento, ocorrem três problemas simultâneos: (i) a equipe científica usa termos acadêmicos que a equipe de marketing compreende só parcialmente; (ii) em reuniões remotas, decisões são “confirmadas” de forma ambígua e geram retrabalho; (iii) em comunicados urgentes, parte do conteúdo chega truncada por falhas do sistema de transmissão. Qual alternativa identifica corretamente, para cada problema, o modelo mais adequado para diagnosticar a falha e a intervenção mais coerente com esse diagnóstico? Resposta Selecionada: b. (i) Berlo (SMCR) → criar glossário compartilhado e ajustar repertórios; (ii) Schramm (interativo) → instituir confirmações explícitas/retorno estruturado; (iii) Shannon–Weaver → tratar o canal como ponto crítico e adotar redundância tecnológica no meio de transmissão. Respostas: a. (i) Shannon–Weaver → trocar telégrafo por rádio; (ii) Lasswell → reformular o “efeito” desejado; (iii) Schramm → abolir feedback para reduzir atrasos. b. (i) Berlo (SMCR) → criar glossário compartilhado e ajustar repertórios; (ii) Schramm (interativo) → instituir confirmações explícitas/retorno estruturado; (iii) Shannon–Weaver → tratar o canal como ponto crítico e adotar redundância tecnológica no meio de transmissão. c. (i) Lasswell → mudar “quem diz” para o diretor técnico; (ii) transacional → eliminar contexto físico para padronizar interpretações; (iii) Berlo (SMCR) → reduzir ruído trocando o código por sinais visuais. d. (i) Schramm (interativo) → substituir glossário por repetição literal; (ii) Shannon–Weaver → focar atitude e cultura do receptor; (iii) Lasswell → trocar o público-alvo para evitar ruído. e. (i) transacional → tratar a situação como mecânica e unidirecional; (ii) Lasswell → avaliar “por qual canal” e ignorar retorno; (iii) Schramm → assumir que toda distorção é sociocultural. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: O problema (i) é de compatibilidade entre repertórios, habilidades e contexto entre fonte e receptor, o que o SMCR torna visível e endereça com padronização conceitual (glossário). O problema (ii) decorre de ausência ou fragilidade de retorno para confirmar entendimento; a lógica interativa de Schramm reduz erro ao transformar a recepção em verificação contínua. O problema (iii) é exemplar do foco técnico do percurso linear: a distorção nasce no meio de transmissão, e a medida coerente é reforçar a confiabilidade do canal com redundância e verificação do envio/recebimento. · Pergunta 2 0,25 em 0,25 pontos Considere uma organização em estrutura matricial. Um especialista técnico reporta diretamente uma inconformidade grave a um executivo do alto escalão, sem passar por seu supervisor. Paralelamente, surge na copa um rumor de fusão que aumenta a ansiedade da equipe; a liderança precisa reagir para evitar perda de produtividade. Qual alternativa descreve corretamente: (i) o tipo de fluxo comunicacional do primeiro caso e (ii) a natureza da rede do segundo caso, incluindo a implicação gerencial mais consistente? Resposta Selecionada: c. (i) Diagonal; (ii) rede informal (“rádio peão”); implicação: monitorar o fluxo informal e responder com transparência para reduzir ansiedade e efeitos organizacionais indesejados. Respostas: a. (i) Vertical descendente; (ii) rede formal; implicação: responder com memorandos para reforçar hierarquia. b. (i) Horizontal; (ii) rede formal; implicação: ignorar o rumor para não “legitimá-lo”. c. (i) Diagonal; (ii) rede informal (“rádio peão”); implicação: monitorar o fluxo informal e responder com transparência para reduzir ansiedade e efeitos organizacionais indesejados. d. (i) Vertical ascendente; (ii) rede informal; implicação: punir a origem do rumor como medida suficiente para estabilizar interpretações. e. (i) Diagonal; (ii) rede formal; implicação: substituir conversas por dashboards para eliminar boatos. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: O contato direto entre executivo e especialista, típico de matrizes, caracteriza fluxo diagonal por encurtar caminhos decisórios sem intermediação tradicional. Já o rumor na copa é prototípico de rede informal, na qual circulam interpretações e antecipações. A ação gerencial coerente não é fingir que o fluxo não existe, e sim acompanhar esses sinais e comunicar-se com clareza, pois a omissão tende a alimentar especulações com efeitos práticos (piora do clima e riscos de evasão de pessoas-chave). · Pergunta 3 0,25 em 0,25 pontos Em um recall automotivo, a empresa precisa comunicar-se com jornalistas, oficinas credenciadas e consumidores. Ao mesmo tempo, internamente, surgem falhas: em auditorias, relatórios usam “EBITDA” com definições inconsistentes; no centro de atendimento, pedidos de troca são registrados com erros; na logística, há risco de liberação de lote incorreto. Qual alternativa combina, de forma mais tecnicamente consistente: (i) a estratégia de canais para a crise externa e (ii) o conjunto de salvaguardas internas mais aderente às etapas de codificação/decodificação, feedback, redundância e verificação? Resposta Selecionada: b. (i) Pronunciamento ao vivo para jornalistas, documento técnico detalhado para oficinas, sequência de posts informativos para o público; (ii) padronizar terminologia financeira (definição de EBITDA), instituir retorno confirmatório no atendimento (repetição/validação do pedido) e usar checagens automatizadas no ERP para lote e validade antes da expedição. Respostas: a. (i) Um único e-mail padronizado para todos os públicos; (ii) confiar na experiência do operador e dispensar confirmação para ganhar velocidade. b. (i) Pronunciamento ao vivo para jornalistas, documento técnico detalhado para oficinas, sequência de posts informativos para o público; (ii) padronizar terminologia financeira (definição de EBITDA), instituir retorno confirmatório no atendimento (repetição/validação do pedido) e usar checagens automatizadas no ERP para lote e validade antes da expedição. c. (i) Apenas videoconferências, pois canais ricos servem para qualquer mensagem; (ii) substituir padrões por linguagem informal para facilitar compreensão e reduzir necessidade de checagens. d. (i) Apenas streaming para maximizar alcance; (ii) resolver inconsistências de “EBITDA” trocando o canal, sem ajustar o código, e tratar erros do call center como ruído inevitável. e. (i) Apenas relatório escrito, porque reduz ambiguidade; (ii) usar somente feedback por aceno de cabeça e abolir verificações automáticas para evitar “burocracia”. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: Na crise externa, públicos distintos exigem graus diferentes de detalhe e formas de acesso; por isso a comunicação multimodal separa porta-voz, profundidade técnica e mensagens de serviço em meios adequados. Internamente, a consistência de “EBITDA” é um problema de codificação e padronização do signo; erros no atendimento são reduzidos com retorno confirmatório antes do registro; e o risco logístico pede verificação sistemática (checagens no ERP) para diminuir falhas humanas. O conjunto forma uma cadeia coerente: códigos claros, canal apropriado, interpretação guiada por confirmação e controles redundantes. · Pergunta 4 0,25 em 0,25 pontos Em uma videoconferência entre equipes no Brasil, Índia e Alemanha, o líder brasileiro apresenta um plano de migração em inglês. Um engenheiro indiano sorri eacena com a cabeça durante todo o relato, evita interrupções e permanece em silêncio ao final. Um engenheiro alemão pede confirmações diretas e demonstra irritação com a falta de respostas objetivas. No dia seguinte, surgem divergências de execução e acusações de “falta de alinhamento”. Qual protocolo de condução da reunião é mais consistente com os riscos, considerando simultaneamente comunicação verbal, não verbal e intercultural? Resposta Selecionada: c. Adotar recapitulações estruturadas por tópicos com perguntas de verificação (“Então, pelo que entendi… correto?”), convocar explicitamente participantes mais silenciosos a validar entendimento, explicitar termos técnicos e evitar coloquialismos/idiomatismos; complementar com um resumo escrito curto e claro, convidando correções. Respostas: a. Incentivar que todos “confirmem” com acenos de cabeça ao final e reduzir perguntas para respeitar o tempo; a ausência de dúvidas deve ser tratada como concordância. b. Manter o plano como está e registrar em ata, pois a escrita elimina ambiguidade; dispensar checagem de compreensão, já que o inglês é o idioma comum. c. Adotar recapitulações estruturadas por tópicos com perguntas de verificação (“Então, pelo que entendi… correto?”), convocar explicitamente participantes mais silenciosos a validar entendimento, explicitar termos técnicos e evitar coloquialismos/idiomatismos; complementar com um resumo escrito curto e claro, convidando correções. d. Evitar perguntas diretas para não constranger; confiar na leitura de expressões faciais e no sorriso como evidência suficiente de acordo. e. Aumentar o volume e a velocidade da fala para reforçar urgência; os sinais não verbais e as normas culturais tendem a se adaptar automaticamente à pressão do prazo. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: O cenário reúne “ruídos culturais” típicos: em ambientes de alto contexto, sinais como sorriso, silêncio e acenos podem funcionar como manutenção de harmonia e não como assentimento; em culturas de baixo contexto, espera-se explicitação e confirmação verbal. A intervenção eficaz precisa transformar sinais ambíguos em validação observável: recapitular o plano, provocar confirmação por reformulação/paráfrase confirmatória, abrir espaço para dúvidas sem custo social, e reduzir armadilhas linguísticas (jargões, idiomatismos) em um idioma-franco. O resumo escrito curto funciona como segunda camada de verificação, deixando rastreabilidade para ajustes antes da execução. · Pergunta 5 0,25 em 0,25 pontos Você precisa enviar à diretoria (público não técnico) um comunicado sobre um incidente de segurança, e ao mesmo tempo registrar detalhes para a equipe técnica. O texto atual mistura “baixo nível” (logs, listas extensas de IPs/portas/hashes) com termos potencialmente ambíguos (“chave”, “backup”) e inclui um parágrafo longo com excesso de detalhes, sem estrutura. Qual alternativa descreve a reescrita mais aderente às recomendações para reduzir overflow de detalhes, polissemia e ruído por inadequação vocabular, preservando precisão e espaço para feedback? Resposta Selecionada: c. Separar o conteúdo em duas camadas: corpo principal em linguagem de alto nível (vetor de entrada, impacto, período, unidades afetadas, status e próximos passos com prazos/responsáveis), com termos técnicos definidos quando inevitáveis; anexar/apendar os detalhes de baixo nível com referência clara; padronizar nomenclatura e especificar “chave criptográfica de 256 bits” ou “senha pessoal”, conforme o caso; fechar com convite explícito a dúvidas e confirmação de entendimento. Respostas: a. Remover definições e anexos para deixar o e-mail curto; termos como “chave” e “backup” são comuns e serão compreendidos por qualquer leitor. b. Manter todos os detalhes no corpo do e-mail, pois a diretoria precisa “ver as evidências” para confiar; evitar perguntas para não parecer inseguro. c. Separar o conteúdo em duas camadas: corpo principal em linguagem de alto nível (vetor de entrada, impacto, período, unidades afetadas, status e próximos passos com prazos/responsáveis), com termos técnicos definidos quando inevitáveis; anexar/apendar os detalhes de baixo nível com referência clara; padronizar nomenclatura e especificar “chave criptográfica de 256 bits” ou “senha pessoal”, conforme o caso; fechar com convite explícito a dúvidas e confirmação de entendimento. d. Usar linguagem coloquial e metáforas locais para “humanizar” a mensagem; a familiaridade cultural compensa a falta de precisão terminológica. e. Substituir toda a comunicação por um chat informal em tempo real; a comunicação escrita é inferior por não carregar entonação e gestos. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: A diretoria decide com base em significado e implicações; excesso de detalhes técnicos dispersa a atenção e reduz compreensão. A solução pede arquitetura do texto: síntese executiva em “alto nível” no corpo e rastreabilidade técnica em anexos/apêndices. Além disso, a polissemia (“chave”) e a variação de sentidos (“backup” entendido como “apoio”) exigem especificação contextual e adequação vocabular. A padronização de termos e o convite ao retorno fecham o ciclo de compreensão, evitando que uma leitura parcial vire decisão equivocada. · Pergunta 6 0,25 em 0,25 pontos Durante um stand-up remoto, um desenvolvedor diz verbalmente: “Está tudo ok com minha parte”. Porém, sua paralinguagem é de voz baixa e hesitante; a câmera mostra ombros caídos e pouco contato visual. Em seguida, ao ser questionado, ele sorri rapidamente e responde de modo vago. Você lidera um time multicultural e sabe que, em alguns contextos, críticas e dificuldades são suavizadas para evitar constrangimento (“perder a face”). Qual interpretação e resposta do líder é mais consistente, sem tratar sinais não verbais como prova absoluta? Resposta Selecionada: c. Tratar a discrepância entre verbal e não verbal como indício de possível tensão/dúvida; abordar em particular com escuta ativa e perguntas de confirmação (“Então, pelo que entendi… correto?”), oferecendo espaço seguro para explicitar obstáculos; ajustar o próprio não verbal (tom solidário, atenção visual) para reduzir defensividade. Respostas: a. Tomar a fala literal como suficiente; o verbal é o componente mais confiável em TI e deve prevalecer sobre sinais corporais. b. Concluir que o desenvolvedor está mentindo e expor a inconsistência publicamente para forçar transparência imediata. c. Tratar a discrepância entre verbal e não verbal como indício de possível tensão/dúvida; abordar em particular com escuta ativa e perguntas de confirmação (“Então, pelo que entendi… correto?”), oferecendo espaço seguro para explicitar obstáculos; ajustar o próprio não verbal (tom solidário, atenção visual) para reduzir defensividade. d. Interpretar o sorriso como evidência de tranquilidade, pois expressões faciais são universais e não variam no ambiente profissional. e. Aumentar a pressão e impor prazos mais curtos; sinais de hesitação tendem a desaparecer quando o risco é elevado. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: Os sinais não verbais (postura, contato visual, paralinguagem) frequentemente pesam na interpretação, sobretudo quando entram em conflito com as palavras. Ao mesmo tempo, em equipes interculturais, a forma de expressar dificuldades pode ser indireta, associada a normas de preservação de “face”. Assim, a conduta tecnicamente mais segura é tratar o conjunto de sinais como alerta para checagem, não como veredito: escuta ativa, reformulação confirmatória e espaço privado para detalhar o problema reduzem o custo social de admitir dúvida e evitam que um “ok” verbal encubra riscos reais ao projeto. · Pergunta 7 0,25 em 0,25 pontos Um gerente de projetos de redes recebe do engenheiro líder a seguinte afirmação: “O prazo de 3 meses é muito apertado para configurarmostudo com os testes de segurança necessários”. Sob pressão da diretoria, o gerente quer responder rapidamente. Qual resposta exemplifica melhor escuta ativa, sem cair em audição passiva nem em reação apressada típica de ambientes de alta pressão? Resposta Selecionada: a. “Então, pelo que você está dizendo, o risco está na falta de tempo para concluir os testes de segurança; quais testes específicos você considera indispensáveis, quanto tempo levam e o que pode rodar em paralelo para reduzir o gargalo?” Respostas: a. “Então, pelo que você está dizendo, o risco está na falta de tempo para concluir os testes de segurança; quais testes específicos você considera indispensáveis, quanto tempo levam e o que pode rodar em paralelo para reduzir o gargalo?” b. “Você está errado: testes podem ser cortados; segurança é detalhe que atrapalha.” c. “Entendi. Vamos dar um jeito, porque o prazo já foi decidido.” d. “Certo. Manda um e-mail com tudo depois.” e. “Ok. Se você acha difícil, eu mesmo defino o plano e repasso para a equipe.” Comentário da resposta: Resposta: A Comentário: A alternativa combina os componentes verbais centrais descritos: reformulação/paráfrase para confirmar entendimento do núcleo da preocupação, seguida de perguntas de esclarecimento abertas para obter dados operacionais (quais testes, duração, paralelização). Isso desacelera a resposta impulsiva típica de alta pressão, reduz defensividade e transforma o relato em informação acionável para planejamento, preservando o valor da expertise técnica do engenheiro e evitando que a decisão seja tomada com base em suposições. · Pergunta 8 0,25 em 0,25 pontos Um analista de suporte atende um usuário que reclama: “Minha VPN cai toda hora e não consigo acessar o servidor!”. O usuário está irritado e fala de modo confuso. O analista quer resolver rápido e pensa em reiniciar o cliente VPN sem mais perguntas. Considerando os princípios e componentes de escuta ativa (incluindo o caráter diádico, o aspecto emocional e a coleta de informação acurada), qual sequência de intervenção é a mais adequada? Resposta Selecionada: b. Acolher a frustração (“entendo que isso atrapalha seu trabalho”), coletar detalhes com perguntas específicas (“desde quando”, “em que situações”, “há horários”, “acontece com outros”), parafrasear para confirmar (“então caiu cinco vezes em uma hora, correto?”) e, ao final, resumir o plano de ação e pedir validação. Respostas: a. Interromper para ganhar tempo, prescrever passos padronizados e encerrar; o diagnóstico técnico independe do estado emocional do usuário. b. Acolher a frustração (“entendo que isso atrapalha seu trabalho”), coletar detalhes com perguntas específicas (“desde quando”, “em que situações”, “há horários”, “acontece com outros”), parafrasear para confirmar (“então caiu cinco vezes em uma hora, correto?”) e, ao final, resumir o plano de ação e pedir validação. c. Manter silêncio absoluto para não irritar; qualquer verbalização de apoio pode ser interpretada como concordância com a crítica do usuário. d. Focar apenas em sinais não verbais (tom de voz irritado) e ignorar o conteúdo, pois a emoção revela a causa do problema. e. Solicitar logs completos e listas extensas de detalhes técnicos antes de ouvir o relato; a prioridade é eliminar ambiguidades exigindo precisão imediata do usuário. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: A escuta ativa, no suporte, é simultaneamente técnica e relacional: reconhecer o impacto emocional reduz escalada de tensão e aumenta cooperação, enquanto perguntas de esclarecimento produzem dados diagnósticos que o relato inicial não traz. A paráfrase confirmatória impede que o analista “adicione” suposições ao problema e cria oportunidade de correção imediata. O resumo final com validação fecha o ciclo de entendimento e evita que uma intervenção padrão seja aplicada à causa errada, reduzindo retrabalho e aumentando a confiança do usuário no processo. · Pergunta 9 0,25 em 0,25 pontos Uma equipe de redes planeja substituir roteadores de borda. O comunicado formal lista modelos e versões, mas omite uma dependência não documentada entre uma aplicação legada e uma rota temporária antiga; o serviço cai apesar de “todos terem lido”. Qual alternativa explica melhor por que o fracasso não é apenas “erro técnico” e qual prática preventiva é mais consistente com a natureza da barreira? Resposta Selecionada: e. É barreira semântica e organizacional: conhecimento tácito ficou restrito a poucos, termos e relações causais não foram traduzidos em alerta acionável; a prevenção é instituir revisão cruzada e rotinas que tornem implícitas as dependências críticas (checklist de dependências, validação por pares, síntese com impactos e condições de rollback), além de converter saber tácito em documentação acessível. Respostas: a. É erro técnico puro: o problema é a falta de capacidade do enlace; a prevenção é aumentar banda e reduzir latência. b. É erro físico/tecnológico: a mensagem não chegou; a prevenção é repetir o comunicado em outro canal. c. É barreira psicológica: o time estava ansioso; a prevenção é reduzir pressão por prazos e evitar mudanças em janelas sensíveis. d. É barreira cultural: a equipe legada não participa por diferença de fuso; a prevenção é gravar reuniões. e. É barreira semântica e organizacional: conhecimento tácito ficou restrito a poucos, termos e relações causais não foram traduzidos em alerta acionável; a prevenção é instituir revisão cruzada e rotinas que tornem implícitas as dependências críticas (checklist de dependências, validação por pares, síntese com impactos e condições de rollback), além de converter saber tácito em documentação acessível. Comentário da resposta: Resposta: E Comentário: A falha decorre de “perda de nuance” e de uma informação operacional conhecida por poucos que não se transformou em mensagem compartilhada com significado prático. É um padrão semântico e organizacional: a mensagem existia, porém não continha os elementos que permitiriam ao receptor relacionar causa e efeito (dependência, exceção histórica, rota temporária). A prevenção exige mecanismos de visibilidade do implícito: revisão por pares com obrigação de explicitar dependências e planos de reversão, curadoria do que é crítico e documentação que sobreviva à rotatividade - o que reduz incidentes mesmo quando o canal de transmissão funciona perfeitamente. · Pergunta 10 0,25 em 0,25 pontos Durante um incidente de latência intermitente, desenvolvimento e infraestrutura entram em “guerra de narrativas”. As conversas se dão por escrito, com defesa e ironia; ambos têm dados, mas ninguém integra o quadro. Qual combinação de barreiras descreve melhor a situação e qual escolha de canal/protocolo é mais apropriada para recuperar a negociação de sentido? Resposta Selecionada: d. Barreiras psicológicas (vieses, leitura defensiva, conflito anterior) amplificadas por canal inadequado para ambiguidade alta; solução: conversa síncrona estruturada com visualização compartilhada (quadro/dashboards), critérios explícitos, separação entre fatos e interpretações, e confirmação final do entendimento e do plano. Respostas: a. Barreira física e de ruído acústico; solução: melhorar sala e microfones. b. Barreira informacional por excesso de alertas; solução: desligar dashboards e reduzir tickets. c. Barreira semântica exclusivamente; solução: criar glossário e manter discussão por e-mail até convergir. d. Barreiras psicológicas (vieses, leitura defensiva, conflito anterior) amplificadas por canal inadequado para ambiguidade alta; solução: conversa síncrona estruturada com visualização compartilhada (quadro/dashboards), critérios explícitos, separação entre fatos e interpretações, e confirmação final do entendimento e do plano. e. Barreira cultural nacional; solução: padronizaridioma e exigir respostas mais diretas. Comentário da resposta: Resposta: D Comentário: Os estados internos e conflitos atuam como filtros que distorcem codificação/decodificação, levando a percepção seletiva e atribuição de má-fé (“sempre barra”, “não entende latência”). Quando isso é mediado por escrita com tom irônico, perde-se a riqueza necessária para negociar significado e alinhar hipóteses em tempo real. A correção pede um canal mais rico para assunto ambíguo e de alto impacto, com estrutura que force a integração: dados no mesmo painel, regras para distinguir evidência de interpretação, espaço para perguntas e validação do que ficou decidido. Isso reduz a probabilidade de que o conflito determine a leitura dos fatos. image1.gif image2.gif