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Teoria Geral do Direito – FSH Prof. Leonardo Brasil
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Material composto por citações e compilações de Leis e da bibliografia do ementário da disciplina, servindo
apenas como roteiro de estudo.
1. OBJETIVO DA AULA:
Ao final desta aula, os alunos deverão ser capazes de:
● Distinguir o conhecimento comum do conhecimento científico.
● Compreender a importância da epistemologia para a construção do saber jurídico.
● Identificar os desafios na busca por um conhecimento científico no campo do Direito.
2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
2.1. Introdução à Epistemologia:
A Epistemologia, como ramo da filosofia, dedica-se ao estudo da natureza, origem e validade do
conhecimento. No contexto jurídico, ela nos convida a refletir sobre como conhecemos o Direito,
quais são as bases de nossas afirmações e como podemos justificar o saber que produzimos. É uma
ferramenta essencial para a construção de uma mentalidade jurídica crítica e fundamentada.
2.1.1. Ontologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza da realidade e do ser ("o que é"),
investigando o que existe e sua essência. A Epistemologia é a teoria do conhecimento ("como
conhecemos"), examinando os fundamentos, métodos e validade do que podemos saber.
2.1.2. A Axiologia (ou Teoria dos Valores) é o ramo da filosofia que estuda a natureza, origem e
hierarquia dos valores. Ela investiga o que torna algo valioso (moral, estético ou socialmente),
analisando conceitos como justiça, beleza, bom e mau, e influenciando escolhas humanas e normas
sociais.
2.2. As Formas de Conhecimento:
2.2.1. Conhecimento Comum (Senso Comum):
Caracteriza-se por ser superficial, assistemático, acrítico e empírico, baseado em experiências
cotidianas e tradições. No Direito, manifesta-se em expressões como "justiça com as próprias mãos"
ou em opiniões não fundamentadas sobre leis e processos. Embora presente, suas limitações
impedem a construção de um saber jurídico robusto e confiável.
2.2.2. Conhecimento Filosófico:
É um conhecimento racional, sistemático, crítico e especulativo, que busca verdades universais e
essenciais por meio da razão. A Filosofia do Direito, por exemplo, é a base para a Epistemologia
Jurídica, questionando os fundamentos do Direito, da justiça e da moralidade.
2.2.3. Conhecimento Religioso:
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Fundamenta-se na fé, em dogmas e revelações. Historicamente, teve grande influência na formação
de sistemas jurídicos, mas no contexto moderno, distingue-se do conhecimento jurídico pela sua
natureza não verificável e pela separação entre fé e razão no âmbito estatal.
2.2.4. Conhecimento Científico:
É um conhecimento racional, sistemático, verificável, falível, objetivo (ou intersubjetivo) e
metódico. Busca explicações causais e a formulação de leis ou teorias, utilizando métodos rigorosos
para testar hipóteses e construir um saber validado.
2.3. Do Conhecimento Comum ao Conhecimento Científico:
A formação em Direito exige a superação do senso comum em favor de uma abordagem científica.
O método científico é crucial para a construção do conhecimento jurídico, que, embora não seja
uma ciência exata, busca rigor, coerência e fundamentação. O objeto do Direito – normas, valores e
fatos sociais – apresenta desafios específicos para sua cientificidade, demandando uma metodologia
adaptada.
2.4. A Ciência do Direito:
O Direito é amplamente reconhecido como uma ciência, a "Ciência do Direito" ou "Dogmática
Jurídica", que estuda as normas e o ordenamento jurídico. Esta ciência se distingue de outras
ciências sociais que também analisam o fenômeno jurídico (como a Sociologia do Direito ou a
Antropologia Jurídica) por seu foco na interpretação e sistematização das normas. A reflexão
epistemológica é vital para o constante desenvolvimento e aprimoramento do saber jurídico.
3. DINÂMICA DA AULA (AULA EXPOSITIVA DIALOGADA):
A aula será conduzida de forma expositiva e dialogada, incentivando a participação ativa dos
alunos. Serão apresentados os conceitos de cada forma de conhecimento, com exemplos práticos e
jurídicos para ilustrar e provocar a reflexão. Perguntas e debates serão estimulados para aprofundar
a compreensão sobre a cientificidade do Direito e os desafios de aplicar métodos científicos a um
objeto tão complexo. Ao final, haverá uma síntese dos pontos principais e espaço para dúvidas.