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REGINALDO LAURINDO CAROLINE BECKER NASARIO | PED2252 O PROCESSO DE AVALIAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, EDUCAÇÃO E O TRABALHO NA EJA A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tornou-se uma modalidade de ensino da Educação Básica por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96, destinada àqueles que não estudaram na idade escolar própria, constituindo-se como instrumento para a aprendizagem e educação ao longo da vida (BRASIL, 1996). O PROCESSO DE AVALIAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, EDUCAÇÃO E O TRABALHO NA EJA O indivíduo nesta modalidade necessita ser preparado para a vida social, para os diferentes cenários do mundo do trabalho e ir além dos conhecimentos da leitura e da escrita. Para isso, a EJA deve criar oportunidades que respondam a essas necessidades, com um modelo pedagógico e programas de escolarização diferenciados(Méndez, 2013). Castro (1991) relata que hoje, sabendo-se das mudanças ocorridas no âmbito escolar e das crises oriundas dos processos sociais, a escola se organiza sob uma nova forma e essa preocupação se volta para a formação integral do ser humano, envolvendo processos de transformação, reconstrução e apropriação dos saberes. A utilização de práticas pedagógicas eficientes tem compromisso com essa transformação social. O PROCESSO DE AVALIAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, EDUCAÇÃO E O TRABALHO NA EJA A Educação de Jovens e Adultos deve ser também uma educação em direitos humanos, aprendendo-se por diferentes meios, através de uma formação intelectual e crítica dos diferentes campos do saber. Para uma educação de qualidade, tem-se que levar em conta as experiências, trajetória de vida, necessidades, ritmos de aprendizagem e até mesmo seu processo de exclusão da sociedade. Para Arroyo a própria lei reconhece essas diferenças e orienta para a especificidade desse público, incentivando o ensino profissionalizante por ser um fator de aproximação dos interesses dos indivíduos desta faixa etária, o que lhe possibilitaria mais significado a aprendizagem. As inovações científicas e tecnológicas utilizadas nas escolas vêm ao encontro das necessidades e interesses dos discentes, que devem ser analisados em consonância com as demandas sociais e econômicas que requerem atualização permanente. É cada vez mais necessária a apropriação desta nova leitura de mundo. EJA tem a responsabilidade de preparar o indivíduo para a vida social, um aprendizado que “contribua para a reflexão e a autonomia em diferentes cenários do mundo do trabalho e em todas as esferas do social” (MÉNDEZ, 2013, p. 51). Uma educação que construa uma consciência crítica, entrelaçando conhecimentos científicos e experiências de vida, à medida em que proporciona ao indivíduo autonomia e capacidade de decisão. CONCLUSÃO O processo avaliativo é um desafio aos professores do EJA, pois devem trazer uma relação entre o conteúdo com o a vida do aluno, fazendo com que esses jovens e adultos possa expor seus conhecimentos de forma significativa. O EJA tem o compromisso com um ensino que respeite as diversidades e os tornem capazes de enfrentar um mundo político, econômico e social com autonomia para resinificar seus conhecimentos, proporcionando o acesso ao mercado de trabalho e para que possam acompanhar o ritmo acelerado das novas descobertas. REFERÊNCIAS ARROYO, Miguel González. Educação de jovens e adultos: um campo de direitos e responsabilidade pública. In: SOARES, Leôncio; GIOVANETTI, Maria Amélia; GOMES, Nilma Lino (Org.). Diálogos na educação de jovens e adultos. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011, p. 07- 86 BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Seção 1, p. 27833, Brasília, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. CANDAU, Vera Maria Ferrão; KOFFI, Adélia Maria Nehme Simão. A didática hoje: reinventando caminhos. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 2, p. 329- 348, abr./jun., 2015. CASTRO, Amélia Domingues de. A trajetória histórica da didática. Série Ideias, São Paulo, n. 11, 1991. MÉNDEZ, Natalia Pietra. Educação de jovens e adultos e o mundo do trabalho. In: STECANELA, Nilda. Cadernos de EJA 1. Caxias do Sul, RS: Educs, 2013 “ Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo.” “ Paulo Freire 9