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Perícias em Odontologia
A contribuição da Odontologia e sua atuação nas perícias em demandas judiciais, nas esferas trabalhista,
civil e criminal.
Prof.ª Geisoellen Araujo
1. Itens iniciais
Propósito
A Odontologia pode contribuir significativamente para o esclarecimento de fatos de interesse jurídico e o
papel do cirurgião-dentista nas demandas judiciais vem crescendo a cada dia em seu cotidiano profissional.
Preparação
Antes de iniciar seu estudo, leia a Resolução nº 87/2009, emitida pelo Conselho Federal de Odontologia, que
estabelece normas para as perícias odontolegais.
Objetivos
Reconhecer os conceitos básicos sobre perícia.
Analisar a atuação do perito.
Analisar a relevância da perícia odontolegal nas diferentes esferas judiciais.
Identificar as funções do perito, do juiz e do assistente técnico.
Introdução
Imagine que você é um juiz e precise julgar se um cirurgião-dentista deve ou não indenizar um paciente pelo
insucesso de um implante dentário. No entanto, o dentista afirma que a culpa é do paciente por não ter
seguido as recomendações pós-operatórias corretas. Será que o juiz deve entender sobre implantodontia
para julgar o caso?
Agora, considere as mais diversas disputas judiciais, envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Pois bem,
não há como um juiz conhecer as especificidades de todas essas áreas para fundamentar suas decisões.
Logo, é necessário que outro profissional atue e contribua com as informações técnicas sobre cada caso. É aí
que entram a perícia e o perito.
Neste conteúdo, estudaremos a importância da perícia, que serve para esclarecer e prestar informações à
justiça, e o papel do perito, que é de fundamental importância para o judiciário, visto que o juiz necessita
desse auxiliar para resolver e esclarecer tecnicamente alguns pedidos específicos que fogem da alçada dos
magistrados.
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1. Introdução à perícia
Odontologia Legal e perícia
Confira agora a relação da Odontologia Legal com as perícias nas demandas judiciais, as áreas de
competência e a importância da atuação do cirurgião-dentista especialista nessa área. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Antes de começarmos nosso estudo a respeito dos conceitos relacionados à perícia e aos peritos, é
importante definirmos a Odontologia Legal.
Odontologia Legal é a “especialidade odontológica que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos
psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e
mesmo fragmentos ou vestígios, resultando em lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis”
(SILVEIRA, 2006, p. 13). Ainda, a “atuação da Odontologia Legal restringe-se a análise, perícia e avaliação de
eventos relacionados com a área de competência do cirurgião-dentista” (SILVEIRA, 2006, p.13 ).
Resumindo
A Odontologia Legal aplica os conhecimentos de todas as especialidades da Odontologia de acordo com
os interesses da lei, podendo exercer a área de perícia conforme estabelecido nos artigos 63 e 64 da
Resolução nº 63/2005. A atuação do cirurgião-dentista que se dedica a essa matéria é regulamentada
pela Lei nº 5.081/66 no território nacional. 
Vale destacar que, segundo o artigo 64 da Resolução nº 63/2005, as áreas de competência para a atuação do
especialista em Odontologia Legal incluem:
Identificação humana.
Perícia em foro civil, criminal e trabalhista, além de área administrativa.
Perícia, avaliação e planejamento em infortunística.
Tanatologia forense.
Elaboração de autos, laudos e pareceres, relatórios e atestados.
Traumatologia odontolegal.
Balística forense.
Perícia logística no vivo, no morto, íntegro ou em suas partes fragmentadas.
Perícia em vestígios correlatos, inclusive de manchas ou líquidos oriundos da cavidade bucal ou nela
presentes.
Exame por imagem para fins periciais.
Deontologia odontológica.
Orientação odontolegal para o exercício profissional e exame por imagem para fins odontolegais.
A Odontologia Legal visa levar conhecimento da medicina dentária a serviço da justiça.
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Trata-se de uma área que tem conquistado incrível reconhecimento como especialidade que proporciona ao
cirurgião-dentista um conhecimento amplo e favorável para atuar como perito ou assistente técnico em
demandas judiciais, nas áreas cível, criminal ou trabalhista. Atua também na sede administrativa, na qual os
exames realizados consistem em auditorias realizadas em decorrências das relações dos convênios/planos de
saúde odontológicos, para evitar atividades fraudulentas, demonstrando a importância dessa ciência também
em processos extrajudiciais.
A Resolução nº 87/2009, artigo 2º, emitida pelo Conselho Federal de Odontologia, estabelece normas para as
perícias odontolegais. Compete privativamente ao perito oficial cirurgião-dentista, designado por dirigentes
de pessoal dos órgãos da administração direta, das autarquias e das fundações federais, no âmbito das
administrações públicas e nas hipóteses em que abranger o campo de atuação da Odontologia:
 
Realizar perícias singulares, hospitalares, domiciliares e participar de juntas odontológicas.
Atuar como assistente técnico em perícias judiciais.
Avaliar a incapacidade para o trabalho do servidor, mediante exame e inspeção clínica.
Emitir laudo conclusivo quanto à capacidade ou incapacidade laboral, subsidiando tecnicamente
decisões para concessão de benefícios.
Caracterizar incapacidade para benefícios previdenciários e assistenciais.
Orientar o periciado quanto à necessidade de tratamento quando eventualmente não o estiver
realizando e encaminhá-lo à reabilitação quando necessário.
Disseminar informações epidemiológicas sobre o perfil de morbimortalidade que abrangem o campo da
Odontologia, estimulando programas, ações de promoção e prevenção na área da saúde bucal.
Conhecer ambientes e condições de trabalho, bem como instruções sobre vigilância aos ambientes e
processos de trabalho que estejam previstos em normas e regulamentos vigentes e aplicáveis aos
servidores civis da Administração Pública Federal.
Conceito e classificação da perícia
Confira agora o que é a perícia e conheça alguns exemplos práticos dos diferentes tipos de perícias e suas
finalidades. Assista! 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
É importante ressaltarmos que a “perícia é uma das mais antigas práticas do mundo. Tal prática foi
evidenciada no Egito, Grécia Antiga, Pérsia (através dos inspetores fiscais – antecessores dos peritos,
denominados ‘olhos e ouvidos’ do Rei) e na Roma, na qual o exame ocular de pessoas e coisas era um meio de
prova jurídica. A diligência realizada por peritos para esclarecimento ou evidenciação de fatos é o que
denominamos de perícia” (SILVA et al., 2009, n. p.).
Perícia pode ser conceituada como um exame realizado por um profissional, geralmente especialista
na área do objeto ou fato a ser periciado, que serve para esclarecer e prestar informações à justiça,
contribuindo para o entendimento do ocorrido.
Perícia é a busca de provas que a justiça necessita para elucidar pontos sobre um fato. Essas provas edificam
uma visão segura e suficiente de algo que se pretende comprovar.
Periciar significa investigar, apurar, verificar a verdade com o auxílio de uma qualificação profissional
reconhecida na matéria e idoneidade moral.
A perícia pode ser classificada de acordo com o assunto a ser esclarecido (médico, odontológico, contábil,
agrário etc.) e em função da relação que existe entre o perito e o examinado (direta ou indireta). Vejamos:
1. 
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Especificamente, a perícia odontolegal também pode ser classificada conforme o ramo de atuação, em
matéria penal (ou criminal), cível, trabalhista ou administrativa, pois o interesse principal é promover
esclarecimentos na justiça comum ou no juizado especial.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A perícia é uma das mais antigas práticas do mundo e historicamente foi evidenciadano Egito, na Grécia
Antiga, na Pérsia e em Roma. É sinônimo de maestria, destreza, habilidade e pode ser definida como:
A
Exame realizado por profissional, geralmente especialista na área de interesse da perícia, cuja finalidade é
prestar esclarecimento e informações confiáveis à justiça.
B
Exame realizado por qualquer pessoa, que serve para julgar e prestar informações à justiça sobre furtos e
acidentes.
C
Exame realizado por profissional informal, que serve para esclarecer e prestar informações dentro de
auditorias realizadas em empresas.
D
Especialidade odontológica que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e
biológicos.
E
Especialidade que proporcionará ao cirurgião-dentista a gama de conhecimento amplo e preciso para atuar
como perito ou assistente técnico em demandas judiciais.
Perícias diretas 
São aquelas nas quais o perito examina a
pessoa em questão e emite um laudo
(relatório), ou seja, tem contato direto com o
indivíduo ou material submetido a exame.
Perícias indiretas 
São aquelas baseadas em diários,
relatórios, documentos de gestão de
processos ou registros de serviços em
que é elaborado um relatório (parecer)
sobre cada caso, tendo em conta as
informações e os documentos
disponibilizados sobre os fatos a serem
investigados.
A alternativa A está correta.
A perícia é um exame realizado para prestar esclarecimento e informações confiáveis à justiça, geralmente
conduzida por profissional especialista na área de interesse, contribuindo para o entendimento do ocorrido.
Questão 2
As perícias podem ser classificadas de acordo com o assunto a ser esclarecido e com a relação entre o perito
e o examinado – se é direta ou indireta. Mais especificamente, as perícias odontolegais podem ser
classificadas por esferas de atuação em
A
familiar, regulatória, trabalhista e cível.
B
criminal, cível, trabalhista e administrativa.
C
penal, trabalhista, cível e regulatória.
D
criminal, familiar, cível e administrativa.
E
trabalhista, administrativa, cível e familiar.
A alternativa B está correta.
Perícias odontolegais podem ser classificadas em criminal (ou penal), civil, trabalhista ou administrativa, a
depender da esfera de atuação, cada uma com sua especificidade e aplicações.
2. Conceito e atuação do perito
Conceito e classificação dos peritos
Confira agora o conceito e a finalidade dos peritos, bem como seus diferentes tipos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A palavra “perito” vem do latim peritus e significa “aquele que sabe por experiência”, hábil, instruído, experto.
O perito é um profissional que foi incumbido por uma autoridade competente para esclarecer sobre
determinado assunto que é de sua expertise em um inquérito policial ou processo judicial, auxiliando a justiça.
Todos os peritos, não somente os odontolegistas, devem possuir, além dos conhecimentos biológicos,
noções do pensamento jurídico, já que estes auxiliam em uma decisão judicial e seu laudo pode
determinar a resolução do caso. Dessa forma, se o perito não avaliou corretamente o caso, um inocente
poderá ser condenado ou um culpado absolvido. 
(PERES et al., 2007, p. 321)
Vale ressaltar que a “atuação de um perito é limitada, deve ser imparcial, pois ele não julga, não defende e não
acusa. Compete ao perito examinar e relatar fatos de natureza específica e caráter permanente de
esclarecimento necessário num processo” (BASTOS et al., 1998, n. p.).
Existem os peritos oficiais, os peritos não oficiais e os assistentes técnicos.
Os peritos oficiais são os geralmente concursados, que exercem a função por atribuição de cargo público. Os
peritos não oficiais (louvados ou nomeados, designados ou ad hoc) são aqueles que exercem a função de
realizar os exames periciais quando há ausência de perito oficial ou em casos de necessidade do judiciário.
Podem ser nomeados pelo juiz independentemente da presença de um perito oficial. Os assistentes técnicos
atuam quando existem diferentes partes no processo. São profissionais de confiança que irão acompanhar os
exames realizados pelo perito.
Vamos conhecer mais detalhes dos diferentes tipos de peritos!
Peritos oficiais
São funcionários de repartição oficial
(municipal, estadual ou federal) cuja função é a
realização de perícias. São servidores alocados
em instituições oficiais, como os institutos
médico-legais e os institutos de criminalística.
Em alguns entes federativos, essas instituições
de perícias oficiais estão ligadas à estrutura
das polícias civis (exemplo: na Polícia Civil do
Distrito Federal e na Polícia Federal). Em outros
entes federativos, encontram-se de maneira
autônoma (exemplo: na Superintendência de
Polícia Técnico-Científica de São Paulo).
Por lei, todos os peritos oficiais possuem uma exigência mínima: o curso superior. Mas quais são os cargos
referentes aos peritos oficiais? 
Segundo a Lei nº 12.030/2009, observado o disposto na legislação específica de cada ente a que o perito se
encontra vinculado, são peritos de natureza criminal: peritos criminais, peritos médico-legistas e peritos
odontolegistas com formação superior específica detalhada em regulamento, de acordo com a necessidade
de cada órgão e por área de atuação profissional.
Peritos não oficiais
São determinados para suprir ou preencher a falta de peritos oficiais ou para substituí-los. Peritos louvados ou
nomeados são aqueles nomeados pelo juiz para o caso quando a instituição jurídica não dispõe de perito
específico para a questão julgada.
O juiz geralmente envia ofício ao presidente do Conselho
Regional de Odontologia, dando-lhe prazo de 48 horas para
designar um especialista na matéria que atuará como perito.
O profissional designado só poderá negar o pedido do juiz
se comprovar que está envolvido no processo, ficando
assim impossibilitado de realizar a perícia.
Perito ad hoc é aquele profissional idôneo da classe
profissional em que atua convocado, quando na falta do
perito oficial, para elucidar uma questão jurídica em que o
operador do Direito necessita de conhecimento
especializado.
Assistente técnico
Atua quando existem partes em conflito (por exemplo, de um lado o paciente e, de outro, o profissional) e
cada uma das partes tem direito de indicar um profissional de sua confiança para acompanhar os exames
realizados pelo perito.
Atenção
O assistente técnico não tem o poder de interferir no resultado da perícia, apenas pode observar se ela
está sendo realizada seguindo a metodologia correta. 
Atuação do perito
Confira agora a atuação dos peritos e assistentes técnicos nas diferentes esferas judiciais.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Penal
Os peritos e assistentes técnicos podem atuar nas diferentes esferas: penal ou criminal, cível e administrativa.
Os peritos na esfera penal podem atuar em qualquer momento, isto é, tanto na fase investigativa
quanto na processual. O momento de atuação do assistente técnico na esfera criminal iniciará
apenas quando atender a dois requisitos: quando o juiz o tiver admitido ou quando os exames e
laudos dos peritos tiverem sido concluídos.
Segundo o artigo 159 do Código Processual Penal (CPP), Lei nº 3.689/1941: “o assistente técnico atuará a
partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais,
sendo as partes intimadas desta decisão; durante o curso do processo judicial, é permitido tanto às partes,
quanto à perícia: indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo
juiz ou ser inquiridos em audiência”.
Atenção
Caso seja necessário e a pedido das partes, o material utilizado em algum exame pericial, quando for
possível seu armazenamento, será disponibilizado aos assistentes técnicos para que possam examiná-
lo. 
Civil
Os peritos na esfera civil atuam a partir da determinação da realização da perícia, pelo juiz, e sua consequente
nomeação. É importante relembrar que, nesse caso, a perícia é facultativa!
Segundoo Código de Processo Civil (CPC), Lei nº 13.105/2015, artigo 157: “o juiz será assistido por perito
quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico”.
Diferentemente da esfera penal, na civil, os assistentes técnicos podem atuar em paralelo com os
peritos.
Segundo o Código de Processo Civil (CPC), Lei nº 13.105/2015, artigo 471: “as partes, ao escolher o perito, já
devem indicar os respectivos assistentes técnicos para acompanhar a realização da perícia, que se realizará
em data e local previamente anunciados”.
Trabalhista
Somente nos casos em que houver necessidade de prova técnica (perícia facultativa), o juiz determinará a
realização do exame pericial.
Segundo a Lei Processual do Trabalho (LPT), Lei nº 5.584/1970, artigo 852-H: “somente quando a prova do
fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova técnica, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o
prazo, o objeto da perícia e nomear perito”.
A atuação do assistente técnico ocorrerá do mesmo modo que na esfera civil.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Os peritos podem ser classificados em: oficiais, não oficiais, os louvados (ou nomeados), ad hoc e assistentes
técnicos. De acordo com essa classificação, assinale a afirmativa correta.
A
Os peritos oficiais são aqueles nomeados diretamente por uma autoridade para atuar como perito, em
determinado caso.
B
Os peritos ad hoc são os que exercem a perícia por atribuição de cargo público.
C
Os peritos louvados são designados quando não há perito específico para a questão que está sendo julgada e
o juiz nomeia o perito para o caso.
D
Os peritos não oficiais podem ser peritos criminais, peritos médico-legistas e peritos odontolegistas.
E
O perito ad hoc é um profissional de má reputação na classe profissional em que atua.
A alternativa C está correta.
Perito louvado (ou nomeado) é nomeado pelo juiz quando a instituição legal não dispõe de perito específico
para a questão julgada. Em casos que envolvam a Odontologia, normalmente o juiz encaminha um ofício
para o presidente do Conselho Regional de Odontologia, dando-lhe um prazo de 48 horas para indicar um
especialista na área que atuará como perito.
Questão 2
Sabemos que compete ao perito examinar e relatar fatos de natureza específica e caráter permanente de
esclarecimento necessário em um processo judicial ou extrajudicial. As perícias serão realizadas por peritos
oficiais
A
indicados pelos familiares da vítima.
B
indicados por qualquer pessoa.
C
portadores de diploma de curso superior.
D
que não estejam lotados em delegacias legais.
E
com mais de 5 anos de profissão.
A alternativa C está correta.
As perícias serão realizadas por perito oficial, portador de diploma de curso superior e formação superior
específica detalhada em regulamento, de acordo com a necessidade de cada órgão e por área de atuação
profissional.
3. Perícias em área trabalhista, cível e criminal
Perícias odontolegais
Confira agora quais tipos de perícias odontolegais são realizadas nas diferentes esferas legais.
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Para iniciarmos nossos estudos sobre as perícias odontolegais, devemos nos lembrar da lei que atualmente
regulamenta o exercício da Odontologia no Brasil, a Lei nº 5.081/1966. Em seu artigo 6º, no inciso IV, a lei
determina as competências do cirurgião-dentista: “proceder à perícia odontolegal em foro civil, criminal,
trabalhista e em sede administrativa” (BRASIL, 1966). Portanto, está claro que os cirurgiões-dentistas têm
competência para realizar perícias nas mais diversas esferas.
Agora considere o conceito de perícia odontolegal, que é todo exame que visa contribuir com as autoridades
policiais, judiciárias ou administrativas, para estabelecer a verdade sobre os fatos que envolvem o campo de
atuação do cirurgião-dentista.
Resumindo
A perícia odontolegal é realizada quando o cirurgião-dentista, utilizando do seu conhecimento na área da
Odontologia, presta informações às autoridades, contribuindo para o esclarecimento do que ocorreu de
verdade. Além disso, vale ressaltar que, conforme a Lei nº 5.081/1966, basta que o profissional esteja
habilitado legalmente para que realize perícias odontolegais. 
As perícias odontolegais podem ser classificadas de acordo com a esfera de atuação em: penal (ou criminal),
civil, trabalhista e em sede administrativa. Vamos entender mais a respeito de cada uma delas.
Penal ou criminal
Na esfera criminal, que visa à apuração de condutas e infrações penais, costuma-se realizar os seguintes
exames:
Exame de identificação
Pode ser realizado:
No vivo: para identificar mordidas na vítima ou no agressor, mordidas em alimentos ou objetos
inanimados. Em delinquentes sem idade comprovada e outros casos de identificação.
No cadáver: em estágio avançado de putrefação, em afogados, em desconhecidos que dão entrada
nos institutos médico-legais, desastres de massa, em corpos dilacerados.
No putrefeito, esqueletizado e carbonizado: na definição de espécie e estimativa de sexo, idade,
estatura, biótipo e profissão.
Exame de lesões corporais
Pode ser realizado em agressões, acidentes em que a face esteja envolvida e em casos de erro
profissional ou erro odontológico.
Exame de determinação da idade
Pode ser realizado para saber se o indivíduo realmente se trata de um menor ou não. É comum que
pessoas que sejam presas sem portar documentos aleguem que são menores de 18 anos, almejando
a imputabilidade criminal.
Exame de perícia de manchas
Pode ser realizado como auxílio para o cirurgião-dentista, que pode identificar e analisar manchas de
saliva, sangue, suor, esperma e mucosidade vaginal. Cabe salientar que este tipo de exame não é
exclusivo da área odontológica, podendo ser realizado também por outros profissionais.
Exame de determinação da embriaguez alcoólica
Pode ser realizado por meio da coleta e do exame da saliva.
Civil
O direito civil atua nas relações entre as pessoas, no agir em sociedade. Quando um direito é violado e causa
um dano, a responsabilidade civil deve ser verificada para que o equilíbrio possa ser restaurado.
Comumente, os seguintes exames são realizados:
Exame de ressarcimento de danos
Exame em que envolve o cirurgião-dentista e a responsabilidade civil de reparar o dano, caso seja
causado, por meio de indenização.
Exame de arbitramento judicial de honorários profissionais
Exame em que possibilita o cirurgião-dentista entrar na justiça para receber seus honorários
referentes a trabalhos realizados. Também é possível que o paciente entre na justiça contra o
profissional para avaliar os trabalhos odontológicos realizados de maneira inadequada e estipular a
contraprestação honorária.
Exame de exclusão da paternidade
Exame em que podem ser verificadas características dentais hereditárias. No entanto, a utilização da
Odontologia para esse fim é raramente utilizada devido a melhores resultados dos testes de DNA.
Exame de estimativa de idade
Exame que, na esfera civil, está principalmente associado aos casos de adoção, quando a pessoa a
ser adotada não possui documentos que comprovem sua idade.
Exame de avaliação de equipamentos odontológicos
Exame utilizado em casos de disputas relacionadas a cumprimento de contratos.
Trabalhista
No âmbito trabalhista, também há a verificação de responsabilidade, só que agora envolvendo as relações de
trabalho entre empregador e empregado.
Assim, temos os seguintes exames relacionados com a infortunística:
Exame de acidentes laborais
Exame realizado quando, por conta do acidente de trabalho, a face e a boca são atingidos.
Exame de doenças profissionais
Exame realizado em caso de doenças que possuem alguma manifestação bucal relacionada à
condição em que o trabalhador exerce sua função.
Em sede administrativa
O perito que atua em sede administrativa efetua perícias de convênio e aquelas em demandas internas em
instituições públicas ou privadas.
O termo “perícia”, nesse caso, não está bem empregado, já que a palavra remeteao âmbito jurídico, cuja
realização somente pode ser determinada por autoridade judicial. Em se tratando de convênios, as palavras
mais adequadas seriam “avaliação” ou “auditoria”.
Outras perícias odontolegais
Perícias em sede administrativa, complexas e contraditórias
Confira agora alguns pontos importantes sobre outras diferentes situações envolvendo as perícias
odontolegais. 
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Vale ressaltar alguns pontos importantes sobre tipos de perícias odontolegais, como as “perícias” realizadas
na esfera dita em sede administrativa, as perícias complexas e as perícias contraditórias. Vamos entender!
Perícias em sede administrativa
Enquanto as esferas de âmbito jurídico (criminal, civil e trabalhistas) tratam de perícias que são determinadas
por uma autoridade, os exames em sede administrativa consistem em auditorias realizadas em decorrências
das relações dos convênios. Não ficou claro? 
Funciona da seguinte maneira: essas auditorias, geralmente, buscam verificar se o plano de tratamento
estabelecido pelo dentista foi planejado de modo adequado e, ao final, se os procedimentos elencados foram
realizados.
Considerando que a auditoria é referente a uma necessidade administrativa e que os peritos estão
relacionados com demandas da justiça, o mais correto seria chamar esse profissional que realiza os exames
em sede administrativa de auditor.
Quando você ler o termo “em sede administrativa”, pense logo nas seguintes palavras:
Convênios
Auditorias
Vistorias
Avaliação
Posto isso, cabe aqui informar que a Resolução nº 20/2001 do Conselho Federal de Odontologia (CFO) define
as normas das perícias e auditorias realizadas em sede administrativa:
Art. 2º. Considera-se perito o profissional que auxilia a decisão judicial e administrativa, por solicitação
da autoridade judiciária ou por designação do conselho, fornecendo laudo técnico detalhado, realizado
através de perícia, com a verificação de exames clínicos, radiográficos, digitalizados, fotografias,
modelos de arcos dentais, exames complementares e outros que auxiliarão na descrição de laudo-
técnico, com absoluta imparcialidade, indicando sempre a fonte de informação que o amparou.Art. 4º.
Considera-se auditor o profissional concursado ou contratado por empresa pública ou privada, que
preste serviços odontológicos e necessite de auditoria odontológica permanente para verificação da
execução e da qualidade técnica-científica dos trabalhos realizados por seus credenciados. 
(RESOLUÇÃO CFO Nº 20/2001)
Ainda com relação às perícias administrativas, existem as perícias éticas, as quais envolvem os exames que
contribuem para os julgamentos que apuram as condutas dos profissionais inscritos nos conselhos de
Odontologia. Nesses casos, o profissional que realiza os exames periciais é denominado perito pelo Código de
Processo Ético Odontológico, Resolução nº 59/2004 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), pois está
atendendo à demanda dos conselhos.
Perícias complexas
Em muitos casos, há a necessidade de utilização do conhecimento especializado de várias áreas para se
proceder a análise mais adequada de uma perícia. Nesses casos, estamos diante de uma perícia considerada
complexa.
O importante é lembrar que, sendo constatada a perícia complexa, abre-se a opção de designar (penal) ou
nomear (civil) um ou mais peritos para o caso. Em contrapartida, as partes também podem indicar mais
assistentes técnicos, independentemente da esfera jurídica.
• 
• 
• 
• 
O laudo do terceiro perito pode resultar na solicitação
de novos exames.
Exemplo
Acidentes que envolvem estruturas de grandes proporções, como prédios, viadutos e barragens, e que
acabam por produzir muitas vítimas, demandam perícias bastante complexas, com a atuação de vários
peritos e de diversas áreas, como engenheiros, médicos e dentistas. 
Em âmbito penal, quando se tratar de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento
especializado, pode-se designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte pode indicar mais de um
assistente técnico. Já na área civil, que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, o juiz
poderá nomear mais de um perito, e a parte, indicar mais de um assistente técnico.
Perícias contraditórias
Na esfera penal, é comum a atuação de mais de um perito. Existe a previsão para caso os profissionais não
concordem completamente em pontos a serem discutidos e concluídos no laudo. Existe a opção de um único
documento a ser produzido, contendo as considerações periciais individuais ou serem produzidos laudos em
separado.
A autoridade poderá nomear ainda um terceiro
perito, que, geralmente, costuma concordar
com um dos peritos anteriores. No entanto,
esse terceiro perito também pode não
concordar com nenhum dos outros dois peritos
e produzir um laudo com conclusões diferentes
dos demais. Acontecendo essa divergência, a
autoridade judicial poderá solicitar exames
adicionais para outros peritos.
Segundo o Código Processual Penal, artigo
180º: “Se houver divergência entre os peritos,
serão consignadas no auto do exame as
declarações e respostas de um e de outro, ou
cada um redigirá separadamente o seu laudo, e
a autoridade nomeará um terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a novo
exame por outros peritos” (BRASIL, 1941. n. p.).
Verificando o aprendizado
Questão 1
No foro criminal, que visa à apuração de condutas e infrações penais, é de competência do cirurgião-dentista,
investido da função de perito, avaliar:
A
Exame de doenças profissionais.
B
Lesões corporais.
C
Exclusão de paternidade.
D
Exame de acidentes laboratoriais.
E
Ressarcimento de danos.
A alternativa B está correta.
São consideradas perícias da esfera criminal os exames de lesões corporais, em agressões, acidentes em
que a face esteja envolvida e em casos de erro profissional ou erro odontológico.
Questão 2
As perícias odontolegais podem ser classificadas, de acordo com a esfera de atuação, em penal (ou criminal),
civil, trabalhista ou em sede administrativa. Em relação à atuação do perito odontolegal, é correto afirmar:
A
Na esfera administrativa, pode atuar como auditor, verificando apenas se o tratamento proposto é apropriado
para o caso.
B
Na área civil, o perito odontolegal pode atuar em diversas ações, com exceção daquelas de responsabilidade
civil.
C
O perito odontolegal não atua em sede administrativa.
D
O perito odontolegal não pode atuar em processos trabalhistas, tendo em vista que não existem
manifestações bucais de doenças relacionadas ao trabalho.
E
Na esfera penal, visa à apuração de condutas e infrações penais.
A alternativa E está correta.
Na esfera penal, a atuação do perito odontolegal visa à apuração de condutas e infrações penais, por meio
de diferentes exames, como os de lesão corporal, determinação da idade e perícia de manchas.
4. Papel do perito, juiz e assistente técnico
Papel do perito
Confira agora o papel do perito, seus prazos e honorários em cada esfera judicial.
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O profissional formado em Odontologia poderá ocupar vaga de odontolegista ou de perito criminal, a
depender da legislação do órgão para o qual prestará concurso. Geralmente, os órgãos possuem o cargo de
odontolegista, que, às vezes, tem outras nomenclaturas, tais como: perito legista, perito odontolegal, perito
oficial odontolegal, odontólogo legal. No entanto, em alguns casos, a Odontologia é contemplada no cargo de
perito criminal.
A atuação do perito em Odontologia está a cada dia mais se tornando uma peça fundamental para a
resolução de casos que a justiça só o consegue por meio da atuação do conhecimento específico
desse profissional.
A responsabilidade do perito é muito grande, pois deverá observar todos os indícios e vestígios dos autos,
responder aos quesitos elaborados pelo juiz, parte e ré, e fornecer de forma imparcial, concisa e clara todos
os conhecimentos necessáriospara esclarecer a verdade. Em um processo judicial, pode haver a convocação
de um ou mais peritos que irão trabalhar conjuntamente para proporcionar maior confiança e concisão no
laudo a ser elaborado.
Quesitos
Quesitos são as perguntas, formuladas pelas partes ou pelo juiz, dirigidas ao perito e aos assistentes
técnicos, por meio das quais se chega (ou se pretende chegar) aos conhecimentos dos fatos, cuja prova
depende de habilitação técnica ou científica.
Prazos do laudo/parecer
Devido à alta demanda de trabalho e à complexidade do caso, é comum que o prazo estabelecido em lei não
seja suficiente para a produção do laudo/parecer. Vejamos o prazo em cada uma das esferas:
Esfera penal
Os peritos têm o prazo de 10 dias para produzir o laudo. Caso necessário, podem requisitar a prorrogação
desse prazo.
Art. 160. Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e
responderão aos quesitos formulados.Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo
de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. 
(DECRETO-LEI Nº 3.689/1941)
Caso, mesmo pedindo dilação do prazo, o laudo não seja entregue a tempo, poderá pagar multa.
Esfera civil
O perito deverá entregar o laudo no prazo fixado pelo juiz. Essa entrega deve ser realizada com, pelo menos,
20 dias de antecedência em relação à audiência de instrução e julgamento.
Art. 471§ 2º. O perito e os assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em
prazo fixado pelo juiz.” (BRASIL, 1941)Art. 477. O perito protocolará o laudo em juízo, no prazo fixado
pelo juiz, pelo menos 20 (vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento. 
(DECRETO-LEI Nº 3.689/1941)
Caso seja necessário pedir prorrogação, deve ser apresentada uma justificativa e o juiz poderá, somente por
única vez, permitir o acréscimo de metade do tempo do prazo original.
Esfera trabalhista
O juiz fixará um prazo para entrega do laudo. Segundo o artigo 3º da Lei nº 5.584/1970: “Os exames periciais
serão realizados por perito único designado pelo Juiz, que fixará o prazo para entrega do laudo”.
Honorários periciais
Honorário é a remuneração dada a determinado profissional pelo serviço prestado. Nesses casos, o serviço
trata-se da própria perícia. Confira os honorários em cada esfera:
Esfera penal
Os peritos oficiais são concursados e, portanto, funcionários públicos dedicados à função. São pagos pelo
Estado, não implicando despesas adicionais para partes e interessados. Já os peritos não oficiais devem
apresentar honorários ao juiz, sendo, posteriormente, pagos pelo Estado.
Esfera civil
A determinação de quem deve pagar o perito irá depender de quem fez a requisição da perícia: se foi a pedido
de somente uma das partes (a parte que fez o pedido é quem paga), ou se ambas as partes requisitaram ou
se foi determinada de ofício, o juiz mandou que fosse feita (ambas as partes pagam). Nos casos de pessoas
beneficiárias de gratuidade de justiça, o Estado arcará com o pagamento dos honorários.
Esfera trabalhista
O assistente técnico atua após a elaboração do laudo
pelo peritos.
Quem irá pagar os honorários do perito é a parte que “perdeu”. A exceção só se aplica aos casos em que a
parte é beneficiária da justiça gratuita.
Papel do assistente técnico
Confira agora uma explicação sobre o papel e a importância do assistente técnico nos processos, seus prazos
e honorários, em cada esfera judicial.
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As partes envolvidas no processo judicial podem solicitar ao juiz um profissional que acompanhe os peritos,
formulando quesitos a serem solucionados, no papel de assistente técnico.
Como vimos, a importância do perito e assistente técnico em um processo judicial é inegável.
O assistente técnico é um profissional indicado pelas partes e admitido pelo juiz. É o auxiliar da
parte em processo judicial, tendo como obrigação contestar ou solicitar complementação ao laudo
do perito oficial, cabendo ao juiz analisar os argumentos verificados em seu parecer.
O assistente técnico é parcial, pois defende uma das partes da lide judicial. Devido ao aumento de processos
de responsabilidade civil contra profissionais de Odontologia, esse profissional está se tornando uma peça
importante dentro do contexto jurídico. Pode atuar nas esferas penal, civil e trabalhista.
Esfera penal
Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a
formulação de quesitos e indicação de assistente técnico.
O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo
juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo
pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta
decisão. Durante o curso do processo judicial, é permitido
às partes, com relação à perícia: indicar assistentes
técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser
fixado pelo juiz ou ser inquiridos em audiência.
Esfera civil
Incumbe às partes, dentro de 15 dias contados da intimação
do despacho de nomeação do perito, indicar assistente
técnico.
Esfera trabalhista
Será permitida a cada parte a indicação de um assistente, cujo laudo terá de ser apresentado no mesmo prazo
assinado para o perito, sob pena de ser desentranhado dos autos.
Atenção
A principal diferença dos assistentes técnicos para os peritos (oficiais e não oficiais) é a parcialidade.
Como são de confiança, os assistentes técnicos são profissionais escolhidos e contratados pelas partes
do processo, logo atuam de maneira a ajudar quem os contratou. Os assistentes técnicos devem analisar
os exames realizados pelos peritos e, após a entrega do laudo deste, emitir parecer no qual irão
comentar em detalhes as informações do documento do perito, refutando os pontos que lhes pareçam
incorretos e/ou prejudicam a parte que o contratou. 
Prazos do laudo/parecer
Esfera penal
Os pareceres dos assistentes técnicos terão prazo fixado pelo juiz. De acordo com o inciso II do 5º parágrafo,
artigo 159, do CPP: “indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo
juiz ou ser inquiridos em audiência”.
Esfera civil
O juiz também fixará o prazo para a entrega do parecer do assistente técnico. Conforme consta no artigo 471
do CPC: “O perito e os assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em prazo
fixado pelo juiz. O assistente técnico poderá se manifestar sobre o laudo do perito em um prazo de 15 dias
após a entrega deste.”
Art. 477, § 1º As partes serão intimadas para, querendo, manifestar-se sobre o laudo do perito do juízo
no prazo comum de 15 (quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das partes, em igual
prazo, apresentar seu respectivo parecer. 
(LEI Nº 13.105/2015)
Esfera trabalhista
O assistente técnico deverá apresentar seu parecer no mesmo prazo que o fixado para o perito. Segundo o
parágrafo único do artigo 3º da Lei nº 5.584/1970: “Permitir-se-á a cada parte a indicação de um assistente,
cujo laudo terá que ser apresentado no mesmo prazo assinado para o perito, sob pena de ser desentranhado
dos autos”.
Honorários do assistente técnico
Esfera penal
O assistente técnico deve ser pago pela parte que o contratou. Convenhamos que não seria nada justo que a
outra parte ou o Estado arcasse com esse ônus.
Esfera civil
O assistente técnico também deve ser pago pela parte que o contratou. Segundo o artigo 95 do CPC: “cada
parte adiantará a remuneração do assistente técnico que houver indicado, sendo a do perito adiantada pela
O juiz possui papel fundamental na correta
administração da justiça.
parte que houver requerido a perícia ou rateada quando a perícia for determinada de ofício ou requerida por
ambas as partes” (BRASIL, 2015).
Atenção
Caso os honorários não sejam pagos ao assistente técnico, esse poderá cobrar judicialmente o
pagamento, prescrevendo em 1 ano o prazo para dar início a cobrança judicial (ART. 206, CÓDIGO CIVIL). 
Esfera trabalhistaO assistente técnico é pago pela parte que o contratou, assim como nas esferas penal e civil.
Papel do juiz
Confira agora o papel do juiz, sua participação nos prazos e honorários.
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Como o próprio nome diz, um juiz tem como principal função realizar julgamentos de acordo com a matéria, a
pessoa interessada ou a localidade. Cabe ao juiz exercer o controle disciplinar e promover a correta
administração da justiça, delegando atribuições e instruções e zelando pelo bom funcionamento dos serviços
judiciários.
O juiz é quem nomeia o perito.
O juiz nomeará um perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o prazo para a entrega do
laudo. Caso não tenha perito cadastrado em determinada área do conhecimento, o juiz poderá nomear de livre
escolha um profissional. E na localidade onde não houver inscrito no cadastro disponibilizado pelo tribunal, a
nomeação do perito é de livre escolha pelo juiz e deverá recair sobre profissional ou órgão técnico ou
científico comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia. Os assistentes
técnicos são indicados pelas partes e admitidos pelo juiz.
Em relação aos prazos para entrega do laudo/parecer, com exceção da esfera penal, nos laudos emitidos
pelos peritos oficiais, é o juiz que irá fixar um prazo que deverá ser obedecido pelos peritos não oficiais e
assistentes técnicos.
Na esfera civil, em relação ao pagamento dos honorários, é
o juiz que fará o meio de campo entre o perito e as partes.
Para que isso aconteça, até cinco dias após ser nomeado, o
perito irá apresentar uma estimativa do valor dos seus
honorários. O juiz ainda poderá reduzir o valor dos
honorários a serem recebidos pelo perito quando o
resultado da perícia for inconclusivo ou deficiente
Na esfera trabalhista, segundo a CLT:
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita.§1º Ao fixar o valor dos honorários
periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do
Trabalho; §2º O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais; §3º O juízo não poderá exigir
adiantamento de valores para realização de perícias; §4º Somente no caso em que o beneficiário da
justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no caput,
ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo. (DECRETO-LEI Nº 5452/1943) 
(DECRETO-LEI Nº 5452/1943)
Verificando o aprendizado
Questão 1
As perícias serão realizadas por perito oficial, portador de diploma de curso superior, facultando ao Ministério
Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e
indicação de assistente técnico. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
A
O assistente técnico atuará junto ao perito durante toda a execução da perícia.
B
O assistente técnico atuará após admitido pelo juiz e após os peritos oficiais concluírem os exames e
elaborarem o laudo.
C
O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do
laudo pelos peritos oficiais, podendo opinar durante a realização da perícia.
D
O material probatório que serviu de base à perícia não poderá ser disponibilizado para exame pelos
assistentes, mesmo com a presença do perito oficial.
E
O juiz exigirá do assistente técnico termo de compromisso de desempenhar sua tarefa bem e fielmente.
A alternativa B está correta.
O assistente técnico é indicado pelas partes e admitido pelo juiz. É o auxiliar da parte em processo judicial,
tendo como obrigação contestar ou solicitar complementação ao laudo do perito oficial, cabendo ao juiz
analisar seus argumentos em seu parecer.
Questão 2
(CESPE/PC-MA – 2018) Perito odontolegal é o profissional técnico que detém conhecimento e aptidão na área
odontológica para analisar e interpretar fatos com o objetivo de
A
interferir na decisão judicial.
B
identificar criminosos.
C
convencer o julgador.
D
fornecer esclarecimentos à justiça.
E
refutar provas materiais.
A alternativa D está correta.
O papel principal do perito é fornecer esclarecimentos à justiça. O perito em Odontologia é peça
fundamental na resolução de casos que a justiça necessita da atuação do conhecimento específico desse
profissional.
5. Conclusão
Considerações finais
A Odontologia Legal é a especialidade que fornece conhecimento voltado para a atuação do profissional como
perito em Odontologia, podendo agir nas perícias civis, criminais, trabalhistas e administrativas. Alguns
conhecimentos dessa área não são obtidos na maioria das grades curriculares dos cursos de Odontologia,
mas por meio de formação complementar, que é fundamental.
A partir deste conteúdo, observamos ser evidente a importância do perito nas demandas judiciais devido ao
aumento de processos judiciais contra cirurgiões-dentistas e outras situações. Dentro das ações judiciais,
essa relevância é notória, considerando a necessidade de o juiz possuir como auxiliar um perito em
Odontologia que o ampare com conhecimentos técnicos e específicos da área odontológica, proporcionando
laudos concisos e imparciais para amparar suas decisões nas sentenças.
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Ouça agora um resumo de conceitos e classificações das perícias e dos peritos, além de uma
abordagem sobre o papel do perito, do juiz e do assistente técnico.
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Confira as indicações que separamos para você!
 
Consulte a Lei nº 5.081, de 24 de agosto de 1966, disponível no site do Planalto, que regula o exercício legal
da Odontologia.
 
Leia a Resolução CFO nº 63/2005, sobre a odontologia legal, em especial os artigos 63 e 64. A resolução
aplica os conhecimentos de todas as especialidades da Odontologia aos interesses do direito, podendo
exercer a perícia.
Referências
BASTOS, A. F.; PALHARES, F. A. B.; MONTEIRO, A. C. C. Medicina legal para não legistas. Campinas: Copola,
1998.
 
BRASIL. Decreto-Lei nº 3.689, de 03 de outubro de 1941. Código de processo penal. Diário Oficial da
República Federativa do Brasil, Rio de Janeiro, 1941.
 
BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Diário Oficial
da União, Rio de Janeiro, 1943.
 
BRASIL. Lei nº 5.081, de 24 de agosto de 1966. Regula o exercício da Odontologia. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil, Brasília, 1966.
 
BRASIL. Lei nº 5.584, de 26 de junho de 1970. Lei processual do trabalho. Diário Oficial da União, Brasília,
1970.
 
BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código do processo civil. Diário Oficial da União, Brasília, 2015.
 
CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. CFO. Resolução CFO nº 20, de 16 de agosto de 2001. Normatiza
perícias e auditorias odontológicas em sede administrativa. Rio de Janeiro, 2001.
 
CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. CFO. Resolução CFO nº 63, de 08 de abril de 2005. Aprova a
consolidação das normas para procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Rio de Janeiro, 2005.
 
CONSELHO FEDERAL DE ODONTOLOGIA. CFO. Resolução CFO nº 87, de 26 de maio de 2009. Normatiza a
perícia e junta odontológica e dá outras providências. Rio de Janeiro, 2009.
 
COUTINHO, C. G. V.; FERREIRA. C. A.; QUEIROZ, L. R.; GOMES, L. O.; SILVA. U. A. O papel do odontolegista nas
perícias criminais. RFO, v. 18, n. 2, 2013.
 
LOLLI, L. F.; LOLLI, M. C. G. D. S.; MARSON, F. C.; OLIVEIRA E SILVA, C. D.; MOREIRA, M. A.; SILVA, R.H.A.D. 
Responsabilidade criminal do cirurgião-dentista. Acta JUS - Periódico de Direito, v. 1, n. 1, 2013.
 
MARANHÃO, O. R. Curso básico de medicina legal. 8. ed. São Paulo: Malheiro, 2000.
 
PERES, A. S.; PERES, S. H. C. S.; NISHIDA, C. L.; GRANDIZOLI, D.K.; RIBEIRO, I. W. J.; GOBBO, L. G.; POLETI, M.
L. Peritos e perícias em odontologia. Revista de Odontologia da Universidade Cidadede São Paulo, 2007.
 
SILVA, M. Compêndio de odontologia legal. Rio de Janeiro: Medsi, 1997..
 
SILVEIRA, E. M. S. Z. S. F. Odontologia legal: a importância do DNA para as perícias e peritos. Saúde, Ética &
Justiça, v. 11, n. 1/2, 2006.
 
SILVEIRA, E. M. S. Z. S. F. Odontologia legal: conceito, origem, aplicações e história da perícia. Saúde, Ética &
Justiça, v. 13, n. 1, 2008.
 
VANRELL, J. P. Odontologia legal e antropologia forense. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan editora, 2002.
	Perícias em Odontologia
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Introdução à perícia
	Odontologia Legal e perícia
	Conteúdo interativo
	Resumindo
	Conceito e classificação da perícia
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Conceito e atuação do perito
	Conceito e classificação dos peritos
	Conteúdo interativo
	Peritos oficiais
	Peritos não oficiais
	Assistente técnico
	Atenção
	Atuação do perito
	Conteúdo interativo
	Penal
	Atenção
	Civil
	Trabalhista
	Verificando o aprendizado
	3. Perícias em área trabalhista, cível e criminal
	Perícias odontolegais
	Conteúdo interativo
	Resumindo
	Penal ou criminal
	Exame de identificação
	Exame de lesões corporais
	Exame de determinação da idade
	Exame de perícia de manchas
	Exame de determinação da embriaguez alcoólica
	Civil
	Exame de ressarcimento de danos
	Exame de arbitramento judicial de honorários profissionais
	Exame de exclusão da paternidade
	Exame de estimativa de idade
	Exame de avaliação de equipamentos odontológicos
	Trabalhista
	Exame de acidentes laborais
	Exame de doenças profissionais
	Em sede administrativa
	Outras perícias odontolegais
	Perícias em sede administrativa, complexas e contraditórias
	Conteúdo interativo
	Perícias em sede administrativa
	Perícias complexas
	Exemplo
	Perícias contraditórias
	Verificando o aprendizado
	4. Papel do perito, juiz e assistente técnico
	Papel do perito
	Conteúdo interativo
	Prazos do laudo/parecer
	Esfera penal
	Esfera civil
	Esfera trabalhista
	Honorários periciais
	Esfera penal
	Esfera civil
	Esfera trabalhista
	Papel do assistente técnico
	Conteúdo interativo
	Esfera penal
	Esfera civil
	Esfera trabalhista
	Atenção
	Prazos do laudo/parecer
	Esfera penal
	Esfera civil
	Esfera trabalhista
	Honorários do assistente técnico
	Esfera penal
	Esfera civil
	Atenção
	Esfera trabalhista
	Papel do juiz
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
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	Referências

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