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PARTE 3 ASSOCIAÇÕES DE SISTEMAS ESTRUTURAIS BÁSICOS Nos itens anteriores foi analisado o que se denominou sistemas estruturais básicos, tais como o arco, o cabo, a treliça, a viga de alma cheia, a viga Vierendeel e o pilar. Esses sistemas, na verdade, não ocorrem isoladamente nas estruturas; eles sozinhos não constituem uma estrutura completa. É óbvio que uma viga, seja de alma cheia, treliçada ou Vierendeel, para constituir uma estrutura, necessita de pelo menos um pilar. Isso, por sí só, é uma associação. Mínima, é verdade, mas é uma associação necessária para que se constitua uma estrutura completa. Por sua vez o pilar sozinho, também, não constitui uma estrutura completa, logo, deixa de ter sentido. É a associação adequada dos sistemas estruturais básicos, em quantidade, forma e processo, que dá sentido à estrutura e em consequência à arquitetura. Essas associações ocorrem como resultado natural da concepção arquitetônica: das funções, dos espaços e intenções formais. A criação de linhas e planos que se harmonizam na criação das formas arquitetônicas e que se integram ao meio em que se inserem, está intimamente ligada às possibilidades de associações entre os sistemas estruturais básicos. TE 43 ASSOCIAÇÃO CABO X CABO Malhas de cabos Comportamento Como já foi visto, o cabo é um sistema básico que devido à sua grande flexibilidade adquire para cada tipo de carregamento uma determinada forma. Isso implica na grande instabilidade formal dos cabos. Viu-se, também, que para se enrijecer o cabo é necessário aplicar-lhe, previamente, uma determinada tensão. Essa tensão pode ser aplicada por um pré esticamento do cabo ou por um determinado carregamento, que o solicite de maneira que se mantenha rígido. As associações cabo x cabo são normalmente utilizadas para dar aos cabos rigidez necessária para que possam manter a configuração desejada, qualquer que seja o carregamento. A figura 78 mostra uma primeira maneira de se obter a rigidez de um cabo utilizando a associação com outro. O cabo superior é enrijecido por um cabo inferior ao qual é aplicada uma força de tração. Essa força é transmitida ao cabo superior por uma série de cabos verticais que ligam os dois. Assim, o cabo superior passa a ser tensionado garantindo-lhe rigidez necessária. Denomina-se cabo sustentante àquele que recebe diretamente as cargas externas, no caso o cabo superior, e de cabo estabilizante àquele que enrijece o primeiro, no caso o cabo inferior. A rigidez desse conjunto só ocorre no plano em que se encontram os cabos, pois qualquer força transversal tende a deslocá-los com facilidade. Fig 78 TE 44 A figura 79 mostra uma maneira de enrijecer o cabo portante em duas direções. Para isso basta que um cabo estabilizante cruze ortogonalmente o cabo sustentante, de forma que este seja fixado em pontos altos, e o estabilizante em pontos baixos. Parte do texto referente - Vidoaulas/Parte 1: Vídeos: V2 – V4 –V5 – V6 FIG. 79 cabo sustentante cabos verticais cabo estabilizante cabo sustentante cabo estabilizante O enrijecimento dado ao cabo sustentante por um único cabo não é perfeito. A aplicação de uma carga fora do ponto de cruzamento pode provocar, ainda, grande deformação, como pode ser visto pela figura 80. FIG. 80 Para melhorar a condição de rigidez devemos utilizar maior quantidade de cabos estabilizantes, como mostra a figura 81. FIG. 81 posição deformada posição original F Por uma questão de espaço, evita-se que cada cabo estabilizante tenha seu ponto de fixação junto ao solo, utilizando-se para isso um cabo periférico que os fixará. Para criar rigidez nos cabos estabilizantes, na direção ortogonal aos seus planos é usado um segundo conjunto de cabos que se tornam estabilizantes dos estabilizantes. Note-se que com isso criou-se uma superfície em forma de sela de cavalo; essa é uma das formas fundamentais da associação cabo x cabo que apresenta rigidez em todas as direções. Ver figura 82. FIG. 82 Da observação da figura 82 podem-se tirar alguns critérios para obtenção de condições mínimas de associações cabo x cabo: a) Deve haver no mínimo quatro pontos de fixação. b) O conjunto de cabos deve manter a ortogonalidade da malha, condição fundamental. c) Os cabos sustentante e estabilizantes devem ter curvaturas opostas. d) Os cabos periféricos deverão ter a forma funicular das reações dos cabos da malha sobre eles. cabo periférico Uma segunda possibilidade de utilização de associação de cabos, derivada dessa condição mínima, é a utilização de cabos de vale e cabos de cristas. Ver figura 83. Neste caso os cabos estabilizantes do cabo superior, são denominados cabos de crista, estes, por sua vez, são fixados inferiormente em outros cabos, os cabos de vale. Nesta associação, os cabos de cristas são os que suportam as cargas gravitacionais e os cabos de vale as cargas de sucção de vento. Notar que as condições mínimas são satisfeitas: ortogonalidade e curvaturas opostas entre os cabos sustentantes e estabilizantes. Curvaturas opostas ocorrem, também com os cabos de crista e de vale. FIG. 83 Uma terceira possibilidade é a distribuição radial dos cabos portantes de forma que o centro seja mais alto que as extremidades. Esses cabos são estabilizados por cabos anelares. Ver figura 84. FIG. 84 As condições mínimas são satisfeitas. Essa solução apesar de radial pode cobrir espaços quadrados, bastando para isso que os cabos radiais sejam fixados inferiormente num cabo de vale, como mostra a figura 85. FIG. 85 As mesmas considerações feitas para malhas de cabos podem ser estendidas para as lonas, que afinal de contas é uma malhas com cabos muito próximos. A maneira mais adequada de se determinar a forma final, tanto das malhas de cabos, como das lonas é através de um modelo físico. Pré dimensionamento O pré dimensionamento de malhas de cabos pode ser realizado usando os mesmos critérios usados para cabos isolados, exceto no que se refere a flechas, visto que estas são determinadas em função da arquitetura e sua forma final resolvida pelo uso de modelos físicos. Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 1: V8 – V9 – V10 - V11 – V14 – V16 – V17 Imagens Img1 a img4 cabo de vale cabo de vale TE 45 ASSOCIAÇÃO CABO X PILARES Tensegrity Comportamento O tensegrity é uma associação composta por barras rígidas e cabos. O tensegrity foi inventado pelo artista plástico Kenneth Snelson, quando trabalhava com Buckminster Füller. A palavra tensegrity é uma abreviação das palavras inglesas integer tension, o que em uma tradução mais livre pode ser tração integrada. Essa denominação expressa bem uma das propriedades desse sistema: nele, barras rígidas comprimidas isoladas são interligadas por cabos contínuos tracionados. Uma outra propriedade muito interessante desse sistema estrutural é que quaisquer que sejam as direções e intensidades das solicitações de carregamento, o conjunto se comporta da mesma forma não havendo inversão nos esforços de compressão e tração das barras. Grosso modo, o tensegrity pode ser assimilado a uma bexiga de ar, na qual as barras rígidas fazem o papel da pressão de ar e os cabos, o da membrana. Em uma bexiga, quanto maior for a pressão interna, ou mais esticada estiver a membrana, mais estável e resistente ela será quando submetida a um carregamento externo. No tensegrity ocorre algo semelhante: quanto mais esticados estiverem os cabos, ou seja, mais tracionados, mais estável ele será. A figura 86 mostra algumas possibilidades básicas do tensegrity. FIG 86 O tensegrity pode ser usadona construção de torres e coberturas. As torres atuais feitas com esse sistema podem alcançar até 30 m de altura, e as coberturas alcançam vãos de valores semelhantes. Ver figura 87. FIG 87 Needle Tower de Kenneth Snelson (1968) fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Tensegrity http://www.squid-labs.com/projects/tensegrity/index.html Pré dimensionamento Para efeito de pré dimensionamento das barras do tensegrity, podemos usar para as barras rígidas o mesmo gráfico usado para pilares no que se refere à dimensão mínima para flambagem. Para os cabos não há pré diimensionamento. Parte do texto referente: Videoaulas/ Parte 1: V18 – V19 – V20 Imagens: img6 – img7 TE 46 ASSOCIAÇÃO CABO X VIGA DE ALMA CHEIA Viga Vagão A viga vagão consiste na associação entre uma viga de alma cheia e um cabo. A viga vagão também recebe o nome de viga armada. Ver figura 88. FIG 88 cabo montante viga viga cabo O nome “viga vagão” origina-se do fato de ter sido, esse sistema, muito utilizado para sustentar vagões de trem. Comportamento Uma maneira bastante simples de explicar o comportamento da viga vagão é interpretá-la como uma viga cujo vão é diminuído pela colocação dos montantes, que em lugar de se apoiarem no piso, apoiam-se em um cabo, que vence o vão total. Sabe-se que o cabo assim solicitado aplica nos apoios cargas horizontais (empuxos). Esses esforços são absorvidos pela própria viga, resultando nos apoios apenas forças verticais. A viga vagão pode ser entendida como o inverso de uma viga pênsil. Nesta, os montantes são trocados por cabos que se apóiam no cabo principal. Na viga pênsil o empuxo é absorvido pelos pilares ou por cabos fixados na fundação. Ver figura 89. FIG 89 A viga vagão pode ter um ou mais montantes. É importante observar que conforme mude a posição ou quantidade de montantes, muda também a forma do cabo. Como os montantes são cargas concentradas aplicadas ao cabo, este apresentará sempre a forma funicular dessas cargas. Ver figura 90. FIG 90 Uma viga vagão com três montantes cujo cabo seja um trapézio não se comporta adequadamente. O resultado será o mesmo de uma viga com dois montantes. Ver figura 91. FIG 91 Pré dimensionamento a) Uso de fórmula empírica. Ver figura 92. FIG 92 b) Uso de gráfico. Ver figura 93. FIG 93 Obs.: Pode-se usar o mesmo gráfico para a madeira. Parte do texto referente: Videoaulas/ Parte 1: V22 – V23 – V25 – V26 Imagens: img8 a img10 1.5 1.2 0.9 0.6 0.3 0 4.5 9.0 13.5 18.0 22.5 27.0 31.5 36.0 40.5 45.0 A LT U R A E M M E TR O - D VÃO EM METRO - L VIGA VAGÃO - AÇO - D L TE 47 ASSOCIAÇÕES ARCO X ARCO Abóbada Comportamento A abóbada é uma associação de arcos locados paralelamente e infinitamente próximos gerando uma casca denominada abóbada. Se fizermos dois corte em planos ortogonais em um deles teremos uma curva que pode ser uma parábola ou semi círculo. No outro plano teremos uma reta. Essa superfície é denominada de simples curvatura. Ver figura 94. FIG 94 A abóbada quando apoiada em toda sua base não apresenta novidades, pode ser considerada uma série de arcos independentes. A solução em abóbadas torna-se mais interessante quando ela apoia-se em apenas quatro pontos. Nesse caso a abóboda apresenta duplo comportamento, como arco na transversal e como uma viga de secção semi tubular na direção longitudinal. Ver figura 95 FIG 95 Para melhor comportamento da abóbada na direção longitudinal, evitando seu “achatamento” durante a flexão, devem ser previstos enrijecedores transversais, denominados tímpanos. Ver figura 96. compressão tração compressão carregamento tração FIG 96 Pré dimensionamento a) Uso de fórmula empírica. Espessura = 0,2 % do vão transversal. b) Uso de gráficos Ver figura 97 FIG 97 viga arco parede tímpano 7.5 6.0 4.5 3.0 1.5 0 6.0 12.0 6.25 18.0 24.0 7.5 30.0 36.0 42.0 48.0 10.0 54.0 60.0 A LT U R A E M M E TR O - D ESPESSURA EM CM - T VÃO EM METRO - L ABÓBADAS MÚLTIPLAS CONCRETO L D T Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 1: V28 – V29 – V30 – V31 – V32 Imagens: img11 a img13 Cúpula Comportamento A cúpula é resultado da associação arco x arco que giram em torno de um eixo. A cúpula de arcos cruzados discretizados, necessita de um anel central de compressão para acomodar os diversos arcos. Um anel inferior ou a própria 15.0 12.0 9.0 6.0 3.0 0 3.0 6.0 20.0 9.0 12.0 30.0 15.0 18.0 21.0 24.0 40.0 27.0 30.0 A LT U R A E M M E TR O - H ESPESSURA EM CM - T VÃO EM METRO - L ABÓBADA DE ALVENARIA L H T fundação deverá receber os empuxos dos arcos. O anel central pode, também, servir como elemento de iluminação zenital. Ver figura 98. FIG 98 Quando os arcos, associados dessa maneira, encontram-se infinitamente próximos geram uma casca de dupla curvatura. Se forem feitos dois cortes em planos ortogonais tem-se curvas com centros voltados para baixo. Superfícies desse tipo são denominadas superfícies sinclásticas. Nessa casca, os arcos verticais são denominados meridianos e os anéis horizontais de paralelos. Ver figura 99. FIG 99 anel central arco arcos meridianoscírculos paralelos H V Nas cúpulas, os meridianos sempre trabalham a compressão, como qualquer arco. Já os paralelos podem trabalhar a compressão ou tração dependendo do ângulo de abertura da cúpula. Os paralelos que se encontram acima de um ângulo de abertura de aproximadamente 104o trabalham a compressão, os que estão abaixo trabalham a tração. Ver figura 100 FIG 100 Portanto, se quisermos construir uma cúpula com um material que trabalhe melhor a compressão, como tijolos ou pedras, projetamos a cúpula com altura que corresponda a abertura de 104o. Ver figura 101. FIG 101 porção que diminui de tamanho posição do círculo antes do carregamento compressão porção que aumenta de tamanho52 0 52 0 tração Pré dimensionamento a) Uso de fórmulas empíricas Para concreto: espessura = 0,2 % do vão Para alvenarias: espessura = 2 % do vão b) Uso de gráficos. Ver figura 102. FIG 102 104 0 cúpula com compressão nos paralelos e meridianos 15.0 12.0 9.0 6.0 3.0 0 9.0 18.0 5.0 27.0 36.0 7.5 10.0 45.0 54.0 63.0 72.0 12.5 81.0 90.0 A LT U R A E M M E TR O - H ESPESSURA EM CM - T VÃO EM METRO - L CÚPULA CONCRETO H L T Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 1: V33 – V35 Imagens: img14 – img15 TE 48 Cúpula Geodésica Comportamento A associação geodésica parte da disposição dos arcos segundo curvas geodésicas. Denomina-se curva geodésica a curva de menor comprimento sobre uma esfera. Assim sendo os arcos segundo as geodésicas encontram-se dispostos segundo o menor caminho das forças e, portanto, menos solicitados que em outra posição qualquer, daí resultando estruturas muito leves. Na prática a associação geodésica não é formada por arcos verdadeiros, mas por 30.0 24.0 18.0 12.0 6.0 0 6.0 12.0 18.0 24.0 60.0+- 30.0 36.0 42.0 48.0 54.0 60.0 A LT U R A E M M E TR O - H ESPESSURA EM CM - T VÃO EM METRO - L CÚPULA DE ALVENARIA H T L segmentos de barras. Teoricamente os arcos só ocorrem quando o número de barras for infinitamente grande. Ver figura 103. FIG 103 Para a formação das geodésicas parte-se de poliedros que podem ser inscritos ou circunscritosnuma esfera. O mais comum desses poliedros é o icosaédro, poliedro de 20 faces. Ver figura 104. Dividindo-se as faces do icosaédro, que formam triângulos equiláteros, em outros triângulos, e projetando-se os vértices obtidos sobre uma esfera, que circunscreva o icosaédro, são obtidos sólidos com maior número de vértices, tornado-os cada vez mais próximos da esfera. Denomina-se frequência da geodésica ao número de vezes em que se divide as faces triangulares do icosaédro inicial. Ver figura 104. A estrutura assim formada é composta por barras que se desenvolvem segundo linhas geodésicas, organizadas segundo pentágonos e hexágonos. As barras dessa estrutura estão sujeitas a forças de tração e compressão simples. FIG 104 O grande problema das estruturas geodésicas é a forma de vedá-las. Devido à sua leveza são muito sujeitas a movimentações, o que pode provocar problemas nos materiais de vedação. Os materiais mais usados para vedação são: a madeira, alumínio e lonas. Para a execução das barras das geodésicas podem ser usados materiais como o aço, a madeira e o alumínio. Pré dimensionamento linha geodésica para icosaedro freqüência 2 lado do pentágono uma das faces do icosaedro lado do hexágono 1 2 3 4 5 6 3 2 O pré dimensionamento da geodésica se refere à determinação da altura da geodésica e dos comprimentos aproximados das barras. Esse pré dimensionamento é feito através do gráfico da figura 105. FIG 105 Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 2: V1 – V2 – V3 Imagens: img16 a img19 TE 49 Parabolóide hiperbólico Comportamento O parabolóide hiperbólico é uma superfície de dupla curvatura opostas, gerada por arcos parabólicos com concavidades opostas. Um dos arcos funciona como diretriz e o outro como geratriz da superfície. A superfície assim 30.0 24.0 18.0 12.0 6.0 0 15.0 30.0 0.6 45.0 1.2 60.0 1.8 75.0 90.0 2.4 105.0 120.0 3.0 135.0 150.0 A LT U R A E M M E TR O - H COMPRIMENTO DA PEÇA EM METRO - l VÃO EM METRO - L GEODÉSICA AÇO ALUMÍNIO H L l gerada assemelha-se a uma sela de cavalo. Fazendo cortes em planos ortogonais nessa superfície obtemos parábolas com centros de lados opostos. Superfícies desse tipo são denominadas superfícies anticlásticas. Ver figura 106. FIG 106 Fazendo um corte com um plano horizontal obtemos uma hipérbole. Dái o nome de superfície em paraboloide (gerado por parábolas) hiperbólico. Ver figura 107. FIG 107 o parabóloide hiperbólico apresenta uma propriedade interessante, a superfície pode ser gerada a partir de retas reversas. Essa propriedade faz com que uma superfície aparentemente tão livre possa ser executada com facilidade com os elementos retos metálicos e de madeira. Ver figura 108. FIG 108 parábola parábola hipérbole parábola parábola hipérbole Se secionarmos a superfície com quatro planos a 45o, obtemos a mais conhecida forma do paraboloide hiperbólico. Ver figura 109. FIG 109 Especial atenção deve ser dada às bordas, que deverão ser mais rígidas que as barras internas para garantir estabilidade ao conjunto. Esse tipo de estrutura torna-se mais fácil de ser executada se as barras forem tubulares circulares, o que facilita os pontos de tangência. Essas estruturas podem vencer vãos de até 40 m. Pré dimensionamento O gráfico de pré dimensionamento apresentado na figura 110, indica, em função do vão, a altura necessária e a espessura da casca. FIG 110 Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 2: V6 – V7 – V8 Imagens: img20 a img23 TE 49 A ASSOCIAÇÃO TRELIÇA X TRELIÇA Treliças espaciais Antes de tudo, é importante conceituar o que são estruturas planas e espaciais. Na verdade todas as estruturas se desenvolvem no espaço, logo seriam todas espaciais. As estruturas são calculadas a partir de modelos físicos escolhidos pelo projetista e que melhor interpretem o comportamento real. A determinação dos esforços é feita através da tradução do modelo físico 7.5 6.0 4.5 3.0 1.5 0 6.0 12.0 7.5 10.0 18.0 24.0 30.0 36.0 42.0 48.0 54.0 60.0 H A LT U R A E M M E TR O - H ESPESSURA EM CM - T VÃO EM METRO - L PARABOLOIDE HIPERBÓLICO CONCRETO H L para um modelo matemático que melhor o descreva. Esse procedimento chama-se análise estrutural. O melhor modelo será aquele que descreva bem o comportamento real e que resulte em um modelo matemático simples. Um conjunto de vigas e pilares em um edifício pode ser analisado como um único pórtico espacial ou como uma série de elementos planos isolados. Ver figura 111. FIG 111 Na figura 111 a viga V5 pode ser analisada como um elemento plano, que se apoia nas vigas V2 e V3; a viga V2 como outro elemento plano que se apoia nas vigas V4 e V6; a viga V3 apoiando-se nos pilares P3 e P4, e assim por diante. Ou seja, existe uma hierarquia. Esse modelo é muito mais simples que o que considera todo conjunto como pórtico espacial. No caso do modelo espacial não existe essa hierarquia, os elementos estruturais, vigas e pilares, trabalham em conjunto. O modelo espacial é mais próximo da realidade, mas mais complexo. Nos vãos e carregamentos usuais o modelo plano é plenamente aceitável. Os “erros” de precisão não prejudicarão o comportamento da estrutura e não resultarão em maiores custos. Existem situações em que o uso de um modelo plano no lugar de um espacial foge muito da realidade, resultando em mau comportamento da estrutura e levando a uma solução anti-econômica. É o caso da treliça espacial onde só admite o modelo espacial. Em uma cobertura, concebida como modelo plano, as treliças (tesouras) são os elementos estruturais principais que vencem o vão principal depositando as cargas nos pilares. Entre as treliças existem outras vigas, as terças, que apoiam as telhas e transmitem suas cargas para as treliças. Neste caso estuda-se a estrutura como modelo plano: terças num plano, treliças principais em outro. Quando, por alguma razão, a distância entre treliças aumenta, aumentam também as dimensões das terças. Neste caso passa a ser mais econômico o uso de terças treliçadas. A partir daí o modelo plano começa a ser desvantajoso do ponto de vista econômico. Opta-se, então, por um modelo espacial: a treliça espacial. A possibilidade de disposição de pilares é o fator principal que leva ao uso de uma treliça plana ou espacial. Ver figura 112. Fig 112 Comportamento Grosso modo, a treliça espacial pode ser assimilada a uma placa sem vigas periféricas, discretizada, ou seja, composta por barras. Sabe-se que uma placa, quando apoiada em pilares em sua borda, flexiona, apresentando compressão na face superior, tração na inferior e tendência de escorregamento de suas fatias horizontais (cisalhamento). Imagine um maço de folhas de papel. Na treliça espacial, as barras dispostas nos planos superiores e inferiores absorvem compressão e tração respectivamente. As barras inclinadas, por sua vez, absorvem o efeito de de escorregamento, ou seja cisalhamento. Para atender as condições acima a treliça espacial é composta de barras articuladas nos nós, dispostas em duas direções. Nos planos, superior e inferior as barras podem ser dispostas de qualquer maneira. As barras que ligam esses planos, para poderem absorver adequadamente o efeito de cisalhamento, devem formar triângulos, daí esse sistema estrutural ser da família das treliças. Tipos de treliças espaciais Ao se projetar uma treliça espacial uma preocupação importante é com o aspecto construtivo. Por isso procura-se usar o mínimo de barras diferentes. A solução mais simples é o uso de um módulo composto a partir de prismasregulares, o que leva aos mais simples deles: prisma triangular, tetraedro e pirâmide de base quadrada. a) Sistemas compostos por pirâmides de base quadrada ou retangular. Esta é a solução mais comum. Ver figura 113. FIG 113 Soluções mais criativas podem ser propostas. Nos casos vistos na figura 113, os planos horizontais resultam sempre preenchidos de triângulos ou quadrados, no entanto existem 32 maneiras diferentes de preencher um plano com polígonos regulares. A figura 114 mostra algumas dessas maneiras. Essas soluções fogem do comum, com resultados estéticos muito interessantes. Infelizmente são pouco exploradas. FIG 114 Um dos problemas mais importante da treliça espacial é a concepção dos nós, que está diretamente ligada às questões construtivas. O mercado oferece algumas soluções patenteadas, sendo as mais comuns: a que usa uma esfera onde os tubos são rosqueados (Sistema Mero) e a que usa um conjunto de chapas onde os tubos são fixados após terem as pontas amassadas (Sistema Mdeck). Ver figura 115. FIG 115 Sistema Mdeck Sistema Mero Os perfis utilizados nas barras das treliças espaciais são predominantemente tubulares de seção circular. No entanto existem algumas soluções com cantoneiras duplas usadas na tentativa de criar um nó mais simples. Pré dimensionamento a) Uso de fórmulas empíricas Pode-se adotar como altura da treliça espacial o seguinte valor: Onde: L = espaçamento maior entre pilares I = espaçamento menor entre pilares b) Uso de gráfico. Ver figura 116 FIG 116 Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 2: V9 – V10 – V11 – V12 – V13 – V15 – V16 – V17 – V18 Imagens: img24 a img26 TE 50/TE 51 ASSOCIAÇÃO VIGA DE ALMA CHEIA X VIGA DE ALMA CHEIA Grelha Comportamento Quando duas vigas se cruzam fora de um pilar, temos duas possibilidades de análise uma plana, considerando uma hierarquia, ou seja, uma viga apoiando-se em outra e assim por diante, como já comentado anteriormente. Outra possibilidade de análise, modelo espacial, é 15.0 12.0 9.0 6.0 3.0 0 15.0 30.0 45.0 60.0 75.0 90.0 105.0 120.0 135.0 150.0 A LT U R A E M M E TR O - D VÃO EM METRO - L TRELIÇA ESPACIAL AÇO E ALUMÍNIO L D desconsiderar essa hierarquia e supor as duas vigas trabalhando juntas. Para melhor compreender a relação entre vigas que se cruzam vamos, em uma primeira análise, supor que as duas vigas tenham as mesmas seções e vãos diferentes. Vamos supor, também, que uma carga P seja aplicada no ponto de encontro das vigas, e que, em princípio, considere-se cada uma das vigas recebendo metade da carga aplicada. Se as vigas não estivessem interligadas e pudessem trabalhar independentemente, a viga de vão maior deformaria mais que a viga de vão menor. Entretanto, como as vigas têm em comum o ponto de cruzamento, as deformações das vigas nesse ponto deverão ser, obrigatoriamente, iguais: nem tão grande como a da viga de vão maior e nem tão pequena como a da viga de vão menor, mas um valor intermediário. Tudo se passa como se a viga de vão maior fosse aliviada e a de vão menor fosse sobrecarregada. Ver figura 117. FIG 117 No modelo plano poderia ser pensado assim: Esse efeito de alívio e sobrecarregamento vai ficando cada vez mais evidente conforme cresça a diferença entre os vãos, de tal maneira que a partir de uma determinada relação é lícito considerar-se a viga mais longa como apoiada na mais curta. Na prática, para simplificar o cálculo, sempre que ocorre tal situação, viga mais longa cruzando com viga mais curta, considera-se a viga de vão maior como apoiada na viga de vão menor, ou seja um modelo plano. Vamos supor, agora, uma segunda situação: as vigas, agora, possuem os mesmos vãos e seções diferentes. Suponhamos, como no caso anterior, a aplicação de uma carga P no ponto de encontro, com cada viga recebendo, em princípio, metade da carga. Consideremos, inicialmente, cada viga independente da outra. Neste caso a viga de menor altura teria uma deformação maior que a viga mais alta. Como na realidade no ponto de encontro as deformações são obrigatoriamente iguais, tudo se passa como se a viga mais alta sofresse um acréscimo de carga e a viga mais baixa um alívio. Ver figura 118 FIG 118 No modelo plano poderia ser pensado assim: Crescendo a diferença de alturas entre as vigas, o alívio e o acréscimo vão crescendo, de forma que a partir de um certo ponto a viga mais baixa pode ser considerada como apoiada na viga mais alta. Esta é a consideração simplificadora, normalmente feita na prática, quando ocorre cruzamento de vigas de alturas diferentes. Imaginemos uma terceira situação. As vigas têm os mesmos vãos e as mesmas seções. Neste caso, trabalhando juntas ou não, as vigas apresentarão sempre, no ponto de cruzamento, as mesmas deformações. Portanto, nenhuma delas irá receber acréscimo ou alívio de cargas. Cada uma receberá, de fato, metade da carga. Neste caso, não se pode considerar, para simplificar os cálculos, viga apoiando-se em viga, pois se estará muito afastado da realidade. Qualquer consideração de viga apoiada em viga resultará em superdimensionar a estrutura ou criar a possibilidade do aparecimento de trincas. Nesta terceira situação tem-se de fato um embrião de uma grelha, ou seja, vigas que trabalham conjuntamente não havendo hierarquia entre elas. Ver figura 119. FIG 119 Quanto mais vigas se cruzarem mais complexo torna-se o comportamento do sistema. Há uma interação entre as vigas de sorte que nos pontos de cruzamento, algumas vigas são aliviadas, outras sobrecarregadas. A determinação dessas forças de interação é que constitui o cálculo de uma grelha. Normalmente, a grelha apresenta desenhos na forma de retângulos ou quadrados, mas como ocorre nas treliças espaciais, outros desenhos mais interessantes podem ser utilizados, todos compostos a partir de polígonos regulares. Ver figura 120 FIG 120 Uma solução pouco explorada, mas que resulta em uma estrutura interessante e muito leve, é o uso de uma espécie de grelha de vigas vagões. Na verdade, esse sistema é constituído de uma malha de cabos, sobre a qual se apóiam vigas distribuídas em duas direções; os empuxos dos cabos são absorvidos pelas próprias vigas. Ver figura 121. FIG 121 Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 2: V19 – V22 – V23 – V24 Imagens: img27 a img30 TE 52 Estrutura Recíproca Uma instigante solução estrutural pode ser realizada com barras que se apoiam mutuamente no centro sem a necessidade de qualquer apoio. Esse sistema estrutural é denominado de estrutura recíproca. Nessa estrutura a altura das barras, a inclinação e o raio do círculo central são interdependentes. Uma vez definidas duas das variáveis, a terceira é consequência, não podendo ser alterada. Para a construção desse sistema estrutural é necessário prever um apoio central provisório, que será retirado após a colocação de todas as barras. O uso de barras circulares facilita a execução permitindo que qualquer que seja a conformação da estrutura sempre haja um ponto de tangência. Ver figura 122. FIG 122 Comportamento Grosso modo uma estrutura recíproca pode ser considerada como uma série de vigas que se cruzam no centro. Ver figura 123. FIG 123 Pré dimensionamento a) Uso de fórmulas empíricas Para pré-dimensionamento das barras da estrutura recíproca usam-se as mesmas relações já vistas para as vigas biapoiadas, usando-se como vãoa distância entre os apoios que se encontram em um mesmo plano. Ver figura 123. Vigas de aço e madeira: h = 4 % do vão, para cargas pequenas h = 5 % do vão, para cargas médias h = 6 % do vão, para cargas grandes Vigas de concreto: h = 6 % do vão, para cargas pequenas h = 8 % do vão, para cargas médias h = 10 % do vão, para cargas grandes b) Uso de gráficos Serão usados os mesmos gráficos das vigas. Ver figura 124 FIG 124 L = vão 1.5 1.2 0.9 0.6 0.3 0 3.0 6.0 9.0 12.0 15.0 18.0 21.0 24.0 27.0 30.0 VIGA DE AÇO A LT U R A E M M E TR O - d VÃO EM METRO - L d 0.15 0 1.5 3.0 4.5 6.0 7.5 9.0 10.5 12.0 13.5 15.0 VIGA DE MADEIRA A LT U R A E M M E TR O - d VÃO EM METRO - L 0.30 0.45 0.60 0.75 d Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 2: V25 – V26 – V27 – V28 _ v29 Imagens: img31 a img33 TE 53 ASSOCIAÇÃO VIGA DE ALMA CHEIA X PILAR Pórtico De modo geral pode-se denominar como pórtico todo sistema estrutural em que os vínculos entre as barras são rígidos. Ver figura 125. FIG 125 0.30 0 1.5 3.0 4.5 6.0 7.5 9.0 10.5 12.0 13.5 15.0 VIGA DE CONCRETO A LT U R A E M M E TR O - d VÃO EM METRO - L 0.60 0.90 1.20 1.50 d Comportamento A associação entre vigas e pilares pode se dar de duas formas: em uma primeira a viga pode estar simplesmente apoiada, de maneira que seus vínculos com os pilares sejam articulados. Neste caso a aplicação de uma carga sobre a viga vai transmitir ao pilar apenas cargas verticais. Em uma segunda possibilidade a viga pode ser rigidamente ligada ao pilar constituindo um pórtico. Neste caso além das cargas verticais a viga transmite também flexão ao pilar. Ver figura 16. FIG 126 Pode-se ver que no caso de viga simplesmente apoiada sua deformação é maior que no caso do pórtico. Dessa observação pode-se concluir que na primeira situação a viga é mais solicitada que na segunda. Em contrapartida na 1 2 segunda situação os pilares recebem além da carga vertical, momento fletor e força cortante, o que irá exigir maior dimensionamento. O uso do pórtico é interessante quando por exigências arquitetônicas a viga deva ter sua seção mais reduzida. Outra situação em que o uso do pórtico é importante é como elemento de contraventamento da estrutura. Ver figura 127. FIG 127 Os pórtico podem ter até três articulações e ainda serem isostáticos. Os pórticos mais usados podem ser engastados nas bases, chamados pórticos bi engastados, ou articulados nas bases, chamados de pórticos bi articulados. Pré dimensionamento a) Uso de fórmulas empíricas. As secções usadas nos pórticos podem ser as mesmas usadas para vigas e pilares. b) Uso de gráfico. Ver figura 128. FIG 128 15.0 12.0 9.0 6.0 3.0 0 4.5 9.0 0.45 0.60 0.90 1.50 13.5 18.0 22.5 27.0 31.5 36.0 40.5 45.0 A LT U R A E M M E TR O - H VÃO EM METRO - L ESPESSURA EM METRO - D PÓRTICO DE CONCRETO D H L 30.0 24.0 18.0 12.0 6.0 0 9.0 18.0 0.60 0.90 1.20 1.50 2.10 2.40 27.0 36.0 45.0 54.0 63.0 72.0 81.0 90.0 A LT U R A E M M E TR O - H VÃO EM METRO - L ESPESSURA EM METRO - D PÓRTICO DE AÇO L D H Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 3: V1 – V2 – V3 – V5 - V6 Imagens: img34 a img37 TE 54 ASSOCIAÇÃO PILAR X CABO Pilar vagonado Para diminuir o comprimento livre do pilar, fator preponderante na questão da flambagem, pode-se lançar mão de uma associação entre cabo e pilar, na qual o cabo é usado para travar o pilar diminuindo seu comprimento de flambagem. Devido à semelhança com a viga vagonada, denominamos esse sistema de Pilar Vagonado. . Ver figura 129. 15.0 12.0 9.0 6.0 3.0 0 4.5 9.0 0.45 0.60 0.90 1.20 13.5 18.0 22.5 27.0 31.5 36.0 40.5 45.0 A LT U R A E M M E TR O - H VÃO EM METRO - L ESPESSURA EM METRO - D PÓRTICO LAMINADO - MADEIRA L D H FIG 129 A tendência ao giro do pilar provocada pela flambagem é absorvida por compressão no pilar e tração no cabo. Ver figura 130. Quanto mais afastados os cabos estiverem do centro do pilar mais rígido será o conjunto. Essa solução permite a utilização de pilares muito altos e bastante esbeltos. FIG 130 cabos cabos pilar pilar compressão pilar tração cabos tração Pré dimensionamento Usam-se as mesmas fórmulas empíricas e os mesmos gráficos dos pilares comuns, atentando-se à questão de que o comprimento de flambagem do pilar foi diminuído pelo vagonamento. Parte do texto referente: Videoaulas/Parte 3: V7 – V9 – V10 Imagens: img38 – img39 TE 55 ASSOCIAÇÃO PILAR X PILAR Pilar em árvore A denominação Pilar em árvore se deve a ramificação que ocorre nesses pilares, A cada ramificação mais alta, maior a quantidade de pilares e menores suas dimensões. Essa solução tem como objetivo a diminuição dos vãos da estrutura sustentada sem adensamento de pilares na base. Ver figura 131. Fig 131 Comportamento Os pilares em árvore comportam-se de maneira semelhante a uma árvore. As cargas que vêm dos galhos mais altos, vão se concentrando em outros galhos, depositando-se finalmente no tronco central. A grande questão nesse tipo de estrutura é encontrar a melhor posição e angulação dos galhos, de maneira que as cargas caminhem da melhor maneira, ou seja, que os “galhos” só apresentem compressão. Para determinar essa geometria, usa-se um processo semelhante ao feito por Gaudi (funiculares), proposto por Frey Otto. Esse processo usa barbantes de algodão molhados. Os barbantes são distribuídos conforme o projeto arquitetônico ou estrutural. São molhados e unidos. Depois são deixados abrirem naturalmente, até se estabilizarem em uma geometria que corresponde ao menor nível de energia. A geometria adquirida pelos barbantes no ponto de equilíbrio é a melhor disposição para os “galhos” do pilar em árvore. Ver figura 132. FIG 132 Posição de equilíbrio Pré dimensionamento Para pré dimensionamento dos diversos “galhos” usam-se os mesmos critérios dos pilares comuns, observando sempre que a carga total vai se repartido conforme o número de “galhos” aumenta. Parte do texto referente: Videoaulas: Parte 3: V12 – V13 Imagens:img40 a img42 COMENTÁRIO FINAL Devido ao espaço de tempo reservado a este curso, discutimos aqui apenas algumas das possibilidades de associações entre os diversos sistemas estruturais básicos. De maneira alguma esgotamos as possibilidades, já que elas são quase infinitas. Àqueles que estiverem interessados em conhecer outras possibilidades, sugerimos a leitura do livro “A Concepção Estrutural e a Arquitetura” da nossa autoria. Parte final – Videoaulas/Parte 3: V14 – V15