O linfedema representa uma condição patológica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido rico em proteínas no espaço intersticial, resultante de falência ou obstrução do sistema linfático que compromete sua capacidade de drenar adequadamente o excesso de líquido intersticial dos tecidos. Em condições fisiológicas normais, aproximadamente 2-4 litros de linfa são formados diariamente através do extravasamento de líquido dos capilares sanguíneos, sendo este volume coletado pelos capilares linfáticos iniciais e transportado através de vasos linfáticos progressivamente maiores até retornar à circulação venosa através dos ductos torácico e linfático direito. Quando este sistema de drenagem é comprometido por obstrução mecânica (tumores, fibrose, ressecção cirúrgica), infecção (filariose), malformações congênitas, ou disfunção funcional dos vasos linfáticos, ocorre acúmulo progressivo de líquido intersticial que não pode ser adequadamente removido. O linfedema difere do edema de origem cardiovascular ou renal por sua alta concentração proteica, que resulta em maior osmolaridade intersticial e tendência à fibrose tecidual progressiva. A drenagem linfática ineficiente não apenas causa edema físico, mas também compromete a função imunológica local, predispondo a infecções recorrentes, e pode levar a alterações tróficas da pele e tecido subcutâneo. O diagnóstico diferencial é importante porque o tratamento do linfedema requer abordagens específicas incluindo drenagem linfática manual, compressão pneumática, e em casos graves, procedimentos cirúrgicos de reconstrução linfática. Fonte: TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. H. Princípios de anatomia e fisiologia. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2020. Considerando os mecanismos fisiopatológicos do linfedema e sua relação com a função do sistema linfático, qual alternativa representa adequadamente a interpretação dos resultados experimentais que demonstram redução da drenagem linfática em pacientes com linfedema?