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jessica dos santos valeriano de freitas 
história da educação:
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Bauru
2018
jessica dos santos valeriano de freitas
história da educação:
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Anhanguera, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Pedagogia. 
Orientadora: Silvana Guedes
Bauru
2018
JESSICA DOS SANTOS VALERIANO DE FREITAS
hISTÓRIA DA EDUCAÇÃO:
FORMAÇÃO DE PROFESSOR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Anhanguera, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Pedagogia.
BANCA EXAMINADORA
Prof(a). Ms. Maria Luiza Alegria
Prof(a). Dr. Gislaine Gobbo
Prof(a). Ms. Cassia Aparecida Magna Oliveira
Bauru, 30 de Maio de 2018 
AGRADECIMENTOS 
Agradeço primeiramente a Deus, porque Ele me deu forças e iluminou minha mente para que chegasse até o fim desta etapa em minha vida, a meus pais João e Regiane pelo incentivo e coragem para que nunca desistisse dos meus sonhos, as amigas Sara, Anaí, Juliana e a professora Angélica por batalharem juntas comigo, corrigindo meus erros, elogiando minhas conquistas e mostrando o que era necessário para que eu conquistasse essa vitória. Agradeço principalmente a meu esposo Luiz Gustavo que em todas as vezes que eu disse que não conseguiria, me lembrou tudo pelo que já tinha passado e me encorajou a sempre seguir em frente. 
FREITAS, Jessica dos Santos Valeriano de. História da educação: Formação de Professores. 2018. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia – Faculdade Anhanguera, Bauru, 2018.
RESUMO
A formação docente sempre foi objeto de estudos de vários estudiosos e de várias áreas ao longo dos anos. Por isso, o objeto de estudo em questão foi escolhido pela eminente importância que é o trabalho do professor e como tratamos da sua formação e educação, pois sabemos que sem formação de qualidade não há um bom professor em instituição alguma. Questiona-se no decorrer do texto quais foram as implicações e impactos do método jesuítico na formação dos professores no contexto da atualidade? E tem por objetivos fazer o leitor compreender o processo de formação dos professores no seu contexto histórico, descrevendo de maneira sucinta os primórdios da Educação Brasileira e suas reformas para contribuição na formação de professores. Refletir sobre o método jesuítico e Elucidar as suas principais contribuições dos jesuítas para a atualidade. O presente trabalho trata-se da formação na época da Colônia passando pelas dificuldades nos cursos de formação e a conquista dos professores tornando-se críticos e reflexivos, as mudanças que todas as lutas trouxeram para a educação como a instituição do ensino superior, e mudanças na metodologia de ensino, trata-se também de uma pesquisa bibliográfica e documental, tendo Maria Lucia Arruda Aranha, Nelson Piletti, Demerval Saviani entre outros autores como base de pesquisa, onde, por meio da análise de conteúdo de documentos selecionados, estabelecemos um diálogo crítico com as fontes.
Palavras-chave: História da Educação; Formação de Professores; Educação brasileira.
FREITAS, Jessica dos Santos Valeriano de. História da educação: Formação de Professores. 2018. Número total de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia – Faculdade Anhanguera, Bauru, 2018.
ABSTRACT
Teacher education has always been the object of studies of several scholars and of several areas over the years. Therefore, the object of study in question was chosen by the eminent importance that is the work of the teacher and how we deal with his education and education, because we know that without quality training there is no good teacher in any institution. In the course of the text, what are the implications and impacts of the Jesuit method in the training of teachers in the current context? It aims to make the reader understand the process of teacher training in its historical context, succinctly describing the beginnings of the Brazilian Education and its reforms to contribute to teacher training. Reflect on the Jesuit method and elucidate its main contributions of the Jesuits to the present. The present work deals with formation in the colonial period, through the difficulties in the training courses and the conquest of teachers becoming critical and reflective, the changes that all the struggles brought to education as the institution of higher education, and changes in the teaching methodology, it is also a bibliographical and documentary research, with Maria Lucia Arruda Aranha, Nelson Piletti, Demerval Saviani among other authors as a research base, where, through the analysis of the content of selected documents, we establish a dialogue critical with the sources.
Key-words: History of Education; Teacher Training; Brazilian education; 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
UNE União Nacional dos Estudantes
STF Supremo Tribunal Federal
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
SENAC Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial 
CEFAMs Centro Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério
UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, Ciência e Cultura)
LDB Leis de Diretrizes e Bases para a Educação
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SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	9
2. a educação brasileira	11
2.1 AS REFORMAS PARA BENEFÍCIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA	14
2.1.1 FORMAção de PRofessores	18
3.	PRINCIPAIS MÉTODOS JESUITICOS	20
3.1 ETAPAS DA FORMAÇÃO DOS JESUÍTAS E CRIAÇÃO DOS CEFAN’s........ 26
4. INSTITUIÇÃO DO ENSINO SUPERIOR E INFLUÊNCIAS DO MÉTODO JESUÍTICO NA ATUALIDADE................................................................................. 30
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 37
REFERÊNCIAS	40
1. INTRODUÇÃO
“Educar é reinventar o mundo”
 Paulo Freire.
Na tentativa de definir a educação em tempos atuais, é preciso rever a questão da formação de professores e para isso faz-se necessário buscar no contexto da História da Educação como se deu esse processo. Ao observar que a educação veio passando por diversas mudanças ao longo do tempo, pode-se constatar que o professor teve que se adequar a cada mudança no seu modo de ensinar. 
A formação de professores irá destacar-se com determinada importância em meio às políticas públicas para melhoria da educação. Toda essa preocupação vem em detrimento da necessidade que as escolas têm apresentado; por isso exige-se do profissional muito mais conhecimento e saber do que se exigia antigamente, além da formação inicial é importante que forneça a esses professores formação continuada, para que constantemente estejam preparados para formar o cidadão do amanhã.
Este trabalho contribui para que o leitor possa compreender que a educação está para a constituição do ser humano, para formá-lo crítico, com voz e atitude na sociedade em que está inserido. Busca esclarecer sobre a origem de todo o processo formativo de educadores, da capacitação de professores até os dias atuais e como foram melhorando seus métodos de ensino e aprendizagem, favorecendo à compreensão de que a educação é um ato político e humano em transformação, que perpassou e ainda trilhará por diferentes enfoques, sofrendo assim, influências históricas, decorrentes de seus respectivos momentos.
Pensando na gênese do processo formativo de professores no Brasil, esse trabalho se direciona pelo questionamento: Quais foram as implicações e impactos do método jesuítico na formação dos professores no contexto da atualidade?
O presente trabalho tem por objetivo geral compreender o processo de formação dos professores no seu contexto histórico. Entretanto seus objetivos específicos tratam de descrever de maneira sucinta os primórdios da Educação Brasileira e suas reformas para contribuição na formação de professores. Refletirsobre o método jesuítico e Elucidar as suas principais contribuições dos jesuítas para a atualidade.
Para alcançar os objetivos propostos, este trabalho foi desenvolvido através de uma pesquisa bibliográfica, que de acordo com Marconi e Lakatos (2007), coloca o pesquisador em contato com tudo o que foi dito, escrito e filmado sobre um determinado assunto. Sobre esse aspecto, defendem os autores que a revisão bibliográfica permite uma ideia precisa acerca do atual estado sobre o tema em questão. O trabalho teve uma abrangência de pesquisa de dez anos, para que se explanasse sobre diversas opiniões e visões em diferentes épocas e situações da educação brasileira.
2. A EDUCAÇÃO BRASILEIRA 
O Brasil no século XVII tornou-se uma colônia muito importante para Portugal, onde se encontrava concentrado grande economia gerada pela mão de obra escrava, e o serviço econômico exportado era o agrário. Para aquele momento, era necessário que os nativos da região fossem educados, no entanto, o desejo da metrópole era de que fossem catequizados. Sendo assim, enviou para as terras brasileiras a Companhia de Jesus.
Para Aranha (1996) após poucos tempo aqui, a Companhia de Jesus fundou a primeira escola de “ler e escrever”, e a mantinha sempre em modelo conservador, sem envolvimento com a revolução industrial. Não aceitava o conhecimento científico (de certo modo nenhum tipo de ciência, natural ou não), ignorava a física, as artes e tudo quanto não lhes agradava. O único objetivo da Companhia era o foco na religião, no latim e nos clássicos, visando apenas à formação humanística do individuo.
Por tratar-se de uma população numerosamente escravista e grande parte agrária, não existia muito interesse na educação elementar, por isso pode-se observar um intenso e grande número de iletrados nesse período. As mulheres e os negros, por exemplo, eram excluídos de todo o processo de ensino ofertado na época.
Porém, houve uma crescente procura pela educação por parte dos considerados “mestiços”, mas encontraram grande resistência a essa efetivação de matrículas dos moços pardos, ou, mestiços pelos Jesuítas, pois os mesmos acreditavam que eles fariam arruaças. Revogaram de tal decisão, permitindo assim o acesso deles à educação. Tornou-se obrigatório que todo jovem, mancebo, moço passasse pelo método e modelo Jesuítico de ensino.
Portanto observa-se que no início da propagação do ensino no Brasil, a educação foi fortemente influenciada apenas pela religião, que predominava sobre os Judeus, Negros e Índios que viviam aqui naquela época. A educação para ler e escrever era de interesse apenas da elite, os operários não precisavam na concepção de seus patrões, os índios precisavam apenas de catequização para que se tornassem dóceis, e uma mão de obra mais fácil. Para as mulheres a educação ficava apenas na questão de bons modos e para aprender os afazeres domésticos, no caso delas não havia escola.
 No início, a educação tinha duas funções principais: de propagar a fé e o trabalho educativo. Quando estavam ensinando a fé cristã, faziam com que ninguém se desviasse do catolicismo. Essa era a maneira mais fácil dos colonizadores se aproximarem; e enquanto ensinavam as primeiras letras, conseguiram ensinar também a doutrina católica.
Dentro de um período de 210 anos a Companhia de Jesus conseguiu promover uma ação de catequese dos índios, a educação dos filhos dos colonos, da elite intelectual, de novos sacerdotes, assim como ter o controle da fé e da moral dos habitantes das terras brasileiras.
No século XVIII os Jesuítas foram expulsos do Brasil, desmoronando toda estrutura até então construída. A coroa portuguesa mudou-se para cá e a partir dessa mudança houve a necessidade de adaptações para o ensino. É nesse período que se intitulam as aulas régias, ou seja, aulas avulsas sem conexão umas com as outras. (ARANHA, 1998)
Segundo Aranha (2005, p. 134):
Pode-se questionar a validade do ensino dos jesuítas na formação da cultura brasileira, mas é indiscutível que de início foi prejudicial o desmantelamento da estrutura educacional montada pela Companhia de Jesus. Os bens dos padres são confiscados, muitos livros e manuscritos importantes destruídos, nada sendo reposto.
Com a chegada da coroa, D. Joao se vê obrigado a criar escolas novas devido à precariedade do ensino. Para que pudesse formar os dirigentes do país, os oficiais da marinha, os engenheiros, os médicos e militares, criou-se as escolas de nível superior. (ARANHA, 1996)
Segundo Figueira (2005) Com a independência declarada em 1822, a fundação do Império pressupõe uma nova orientação político-educacional, porém D. Pedro I e seus deputados mostraram-se preocupados em atender as exigências da legislação e organização do ensino. Decretou-se que o curso primário, elementar e secundário de educação ficaria à responsabilidade das províncias, e o curso superior à responsabilidade da coroa.
Com o fim do Império no Brasil o curso primário não tinha relação com o secundário, desse modo, um aluno não precisava, necessariamente, ter o curso primário para frequentar o secundário; o curso secundário, por sua vez, não poderia ser considerado um curso seriado, era realizado por matérias avulsas e orientações para o ingresso nos cursos superiores, o que também não era preciso o término do ensino secundário para procurar o ensino superior. 
No ano de 1822 declarou-se a proclamação da República, a família imperial e D. Pedro II voltam para a Europa, deixando no comando como posto provisório presidencial, o Marechal Deodoro da Fonseca.
Segundo Ribeiro (2000) a Constituição garantia a gratuidade do ensino, mas os recursos, tanto quantitativos como qualitativos não foram suficientes. Assim, as escolas de primeiras letras acabavam sendo reduzidas, e não havia “professores” qualificados para exercer o magistério, e os que atuam não encontravam apoio, muito menos amparo para melhores qualificações.
Após 6 décadas a monarquia chegou ao fim. Com o início da República o ensino público não era bem articulado. Foi a partir de 1930 que o sistema educacional começou a se estruturar, porém, ainda em todo o período da Primeira República, ocorreu a dualidade de competências educacionais. 
Mesmo com a expansão das oportunidades educacionais oferecidas, não foi suficiente para compensar o crescimento da população em idade escolar, ainda assim, houve um crescente significado da população que saiba ler e escrever, porém o percentual dos analfabetos permaneceu alto, totalizando 65% da população. 
Na década de 1930 a educação sofreu importantes transformações, houve a criação do Ministério da Educação e das Secretarias de Educação dos Estados. 
Deu início a construção de um sistema nacional de educação, onde ocorreu a limitada autonomia dos Estados, em que tudo passou a depender da autoridade superior. Multiplicaram-se os órgãos, leis, regulamentos, portarias, limitaram a ação de escolas e educadores, controle, supervisão e fiscalização rígidas, que muitas vezes colocaram os objetivos da educação (formação da pessoa humana) em segundo plano. Criou-se também, nesse período, mais universidades, além das poucas que existiam.
Em 1967, a ditadura colocou fora da lei as organizações consideradas subversivas, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), cujo objetivo era evitar a representação em âmbito nacional dos estudantes. A União Nacional dos Estudantes realizou um congresso em Ibiúna, reivindicando urgente reforma universitária, reunindo 900 estudantes de todo o país. Todos foram presos e interrogados durante uma semana, ao final, a maior parte é foi liberada, depois de serem fotografados e fichados.
Em 1969 o ensino da Educação Moral e Cívica tornou-se obrigatório para todas as modalidades de ensino, no final do grau médio mudou o nome e a disciplina, tornou-se Organização Social e Política Brasileira, e no curso superior denominou-se Estudos de Problemas Brasileiros.
Após ser aprovada a Constituição de 1988, restava ao governo elaborar uma lei complementar para tratar das diretrizes e bases daeducação Nacional. Esta lei foi aprovada em dezembro de 1996, com o número 9394/96, composta por 92 artigos que versavam sobre os mais diversos temas da educação brasileira, desde o ensino infantil até o ensino superior.
2.1 AS REFORMAS PARA BENEFÍCIO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA 
Ao longo de todo processo histórico da educação brasileira houve várias reformas em benefício do ensino, e cada uma delas trouxe para a educação métodos que reformularam e qualificaram o ensino. Como podemos observar, as reformas principais foram: Caetano de Campos nos anos de 1800, Benjamim Constant em 1890, Epitácio Pessoa em 1901, Rivadávia Corrêa em 1911, Carlos Maximiliano em 1915, João Luiz Alves em 1925, Francisco Campos em 1930 e em 1932 ocorreu o manifesto dos pioneiros, Gustavo Capanema em 1937. (PILLETTI, 1991)
A reforma Caetano de Campos foi baseada na educação do ensino público, gratuito, obrigatório e de qualidade, para ele a estrutura do ensino deveria ser da seguinte maneira, o Jardim de Infância seria para crianças de 4 a 6 anos de idade, a escola de 1.º grau (primário) para crianças de 7 a 10 anos de idade a escola de 2.º grau: para pré-adolescentes de 11 a 14 anos de idade e a escola de 3.º grau: para adolescentes de 15 a 18 anos de idade. Caetano de Campos foi fortemente influenciado pelas ideias de Pestalozzi e Rousseau, os quais propunham a reforma da sociedade pela educação das camadas populares da sociedade. Ocorreu nesse período a criação dos Grupos Escolares; a reforma da escola normal e a criação das escolas noturnas, que foram instaladas em todo lugar onde houvesse frequência provável de 30 alunos.
Segundo Piletti (1991) A reforma Benjamim Constant teve por princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino e gratuidade da escola primária. Pretendendo estabelecer os estudos científicos, colocou em prática um ensino enciclopédico nos cursos secundários, introduzindo no currículo disciplinas científicas, obedecendo à ordem positivista, contendo a matemática, astronomia, física, química, biologia, sociologia e moral. Ele formulou uma estrutura de currículo mas que não chegou a acontecer, pois era totalmente fora do contexto. 
A estrutura que permaneceu do seguinte modo: a escola primária deveria permanecer com dois ciclos: 1º grau que deveria ser frequentado pelas crianças de 7 a 13 anos; e o 2º grau, frequentado pelas crianças de 13 a 15 anos; a escola secundária teria duração de 7 anos; e o ensino superior reestruturado: politécnico, de direito, de medicina e militar. Outra conquista dessa reforma foi que Benjamim Constant conseguiu que os diplomas ofertados por escolas superiores particular, tivessem o mesmo peso que os diplomas da Federais. 
Cunha (1986) diz que:
“Além do alargamento dos canais de acesso ao ensino superior, Benjamin Constant criou condições legais para que, escolas superiores mantidas por particulares viessem a conceder diplomas dotados do mesmo valor dos expedidos pelas faculdades federais” (CUNHA,1986,p.172-173).
Em janeiro de 1891, foi publicado dois decretos: O decreto 1.232-G criando o Conselho de Instrução Superior e o decreto 1.232-H determinando o regulamento para as faculdades de Direito; os diplomas destas instituições teriam o mesmo valor daqueles que foram expedidos pelas duas faculdades oficiais.
A reforma Epitácio Pessoa assumiu que o curso secundário seria preparatório para ingresso do indivíduo no ensino Superior. Então, foi reduzido para seis anos o curso secundário, ficando equivalente a reforma Benjamim Constant. Porém, os alunos ainda viam o ensino secundário apenas como um degrau de preparação imediata ao exame de habilitação ao ensino superior, sem muita preocupação com o comprometimento do mesmo.
Segundo Piletti (1991, p. 163) a reforma Epitácio Pessoa foi para "proporcionar a cultura intelectual necessária para a matrícula nos cursos de ensino superior e para a obtenção do grau de bacharel em Ciências e Letras". 
A reforma Rivadávia Corrêa teve como principais destaques: ensino de frequência não obrigatória; diplomas abolidos; criação dos exames de admissão às Faculdades (vestibulares), realizados nas próprias instituições. Com toda essa divulgação da criação de novos cursos, essas medidas propiciaram a proliferação de procura, porém, os cursos não tinham nenhuma qualidade, a única preocupação era formar bacharéis e doutores. Como consequência dessa reforma, os resultados foram desastrosos.
Segundo Piletti (1991) a reforma Rivadávia Corrêa tinha o intuito de:
Proporcionar uma cultura geral de caráter essencialmente prático, aplicável a todas as exigências da vida, e difundir o ensino das ciências e das letras, libertando-o da preocupação subalterna de curso preparatório. (PILETTI, 1991,p.163).
De acordo com SILVA (1969, p.274), Carlos Maximiliano procurou manter das reformas precedentes o que nelas houvesse de progressivo: Portanto, da Lei Rivadávia conservou-se o exame de admissão às escolas superiores; da reforma Epitácio Pessoa, o ensino seriado e a redução do currículo; da Reforma Benjamim Constant, a restrição da equiparação aos estabelecimentos estaduais; e da relativamente longa experiência do ensino secundário brasileiro, os exames preparatórios.
Através dessa reforma criou-se a primeira Universidade Brasileira, localizada no Rio de Janeiro no qual foi resultado da junção da instituição da Escola Politécnica, da Faculdade de Medicina e de uma escola livre de Direito.
Segundo Piletti (1991) a reforma Carlos Maximiliano propunha “Ministrar aos estudantes sólida instrução fundamental, habilitando-os a prestar, em qualquer academia, rigoroso exame vestibular. (Art. 158 do Decreto nº 11 530 de 18-03-195)” (PILETTI, 1991,p.163).
A reforma João Luiz Alves tratava-se de um prolongamento das medidas preconizadas por Carlos Maximiliano, portanto, preparou o terreno de modo definitivo para que houvesse a implantação de um ensino secundário seriado. Procurou dar ao ensino secundário um caráter de ensino regular, capaz de preencher funções mais amplas do que a mera preparação fragmentária e imediatista aos cursos superiores. O curso secundário passou a ser de seis anos, em que no último ano seria preciso cursar Filosofia, e sua finalidade era dar ao indivíduo o preparo geral e fundamental para a vida. Com a conclusão do 5º ano o aluno, poderia ingressar nos cursos superiores, desde que fosse aprovado nos vestibulares, ao termino do 6º ano, lhe era concedido o grau de bacharel em Ciências e Letras. 
De acordo com Piletti (1991) a reforma João Luiz Alves teve:
Base indispensável para a matrícula nos cursos superiores; Preparo fundamental e geral para a vida (Exposição de motivos). Fornecer a cultura média geral do país. (Art. 47 do Decreto nº 16 782-A de 13-01-1925). (PILETTI, 1991,p.163).
Segundo Aranha (1996), a reforma Francisco Campos teve por destaque a criação do Conselho Nacional de Educação e a reorganização do ensino secundário e superior, que passaria a ser identificada com o seu nome. Foi a primeira reforma com caráter Nacional, que centralizou para a administração Federal os cursos superiores. Nesta reforma Francisco Campos dividiu o ensino secundário em 02 ciclos– o fundamental que teria duração de 05 anos e outro complementar com duração de 02 anos, obrigatórios para ingresso no ensino superior totalizando um ensino de 7 anos. Tratava-se de um longo ciclo de escolarização entre a escola primária e o ensino superior, que, a grosso modo, era dirigido às elites e partes das classes médias. Até a década de 1950, ele era o único curso pós-primário que preparava e habilitava os estudantes para o ingresso nos cursos superiores, diferenciando-se dos cursos técnico-profissionalizante e normal. 
Foi criado o Ensino Comercial Médio profissionalizante. Além disso, equiparou todos os colégios secundários oficiais ao Colégio Pedro II, mediante a inspeção federal e deu a mesma oportunidade às escolas particulares que se organizassem, segundo o decreto, e se submetessem à mesma inspeção.
Apesar de todas as mudanças positivas, essa reforma teve algumascríticas como: descaso pela Educação Fundamental, no ensino profissionalizante, deu mais atenção ao curso comercial (Contador), do que ao curso industrial (necessário na época).
De acordo com Aranha (1996), o Manifesto dos Pioneiros foi encabeçado por Fernando Azevedo e assinado em 1932, o qual defendia que a educação deveria ser instrumento essencial de reconstrução da democracia, com a integração de todos os grupos sociais. A educação deveria ser obrigatória, pública, gratuita e leiga, como um dever do Estado, sem segregação de cor, a ser implantada em âmbito nacional. Critica o sistema dual de uma escola para os ricos e outra para os pobres, reivindicando escola básica única. Coeducação dos sexos. Todos os professores, mesmo os do ensino primário, deveriam ter formação universitária.
Para eles, a escola era a redentora da humanidade, a mola da democratização da sociedade. Eles tinham a esperança de democratizar e transformar a sociedade por meio da escola. Eram contra a educação tradicional, ao academicismo e ao individualismo. Exigiam que a escola fosse única, obrigatória e gratuita, propondo uma renovação das técnicas. Faziam oposição aos valores ultrapassados da velha oligarquia e não questionam o sistema capitalista como tal. Acreditavam num estado neutro, a “serviço de todos”.
Segundo Aranha (1996), a reforma Gustavo Capanema, foi marcada pois o Ministro da Educação implementou a reforma educacional por meio de várias Leis Orgânicas do Ensino durante o Estado Novo, era de Getúlio Vargas, por exemplo: a Lei Orgânica do Ensino Industrial (1942), o Decreto-lei 4.048, em 22 de janeiro de 1942, cria o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a Lei Orgânica do Ensino Secundário (1942), e a Lei Orgânica do Ensino Comercial (1943). 
Após o golpe militar que derrubou Vargas em 1945, durante o Governo Provisório, presidido pelo Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), foram publicados mais quatro decretos-lei: 1º Decreto-lei 8.529, em 02 de janeiro de 1946 (Lei Orgânica do Ensino Primário); 2º Decreto-lei 8.530, em 02 de janeiro de 1946 (Lei Orgânica do Ensino Normal); 3º Decreto-lei 8.621 e 8.622, em 10 de janeiro de 1946, criam o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial); 4º Decreto-lei 9.613, em 20 de agosto de 1946 (Lei Orgânica do Ensino Agrícola).
A partir de dessas reformas, podemos observar o quanto cada uma delas foi significante para a educação, e como impactaram na educação brasileira até os dias atuais. 
2.1.1 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
No início, apenas os Jesuítas propagavam o ensino a quem quer que fosse, pois somente eles detinham o conhecimento, mesmo sendo apenas religioso com finalidade de catequização dos nativos. Sua formação constava de um preparo rigoroso, contemplando, inclusive, a uniformização da ação pedagógica.
Para orientar sua prática, escreveram o Ratio Studiorum, publicado em 1599. Era uma espécie de coletânea privada, que continha os planos, programas e métodos da educação católica.
O Ratio Studiorum unificava o procedimento pedagógico dos jesuítas, e tinha por objetivo instruí-los rapidamente com normas gerais e informações bibliográficas necessárias ao magistério. Assim, reduziam os riscos dos mestres mais jovens agirem arbitrariamente.
Quando os Jesuítas foram expulsos das colônias brasileiras instituíram as aulas régias, o que tornou necessário a criação do magistério para a formação de professores, capacitados para ministrar essas aulas aos indivíduos matriculados.
De acordo com a Formação de professores durante o império que, no entanto foi precária. Os que não eram capacitados deveriam fazê-lo em curto prazo, e às custas de seus escassos ordenados em escolas das capitais! Na inexistência de cursos destinados à formação dos professores, estes eram selecionados com base em três condições: maioridade, moralidade e capacidade. 
Conforme esclarece Aranha (1996), na década de 1920, com a criação de universidades, os professores começaram a ter uma formação mais qualificada, porém iniciou uma época em que eles não poderiam se manifestar, tendo, assim, que permanecerem num ensino pouco qualitativo, tratava-se da ditadura militar. Neste período o professor era um técnico que, assessorado por outros técnicos e intermediado por recursos técnicos, transmitia um conhecimento técnico e objetivo.
Diante do estrago provocado pela lei do ensino profissionalizante, os debates têm se concentrado na reestruturação dos cursos de formação de professores de grau superior (Pedagogia e licenciaturas), bem como no secundário (Habilitação Específica de 2º grau para o Magistério).
Escolas Normais são transformadas em CEFAMs (Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério).
E com a instituição de novas leis, para um ensino de qualidade, seria necessário que todo professor possuir a graduação em Pedagogia, para lecionar desde a educação infantil até a formação especifica para os demais níveis de ensino.
 
3. PRINCIPAIS MÉTODOS JESUITICOS
De acordo com Toyoshima (2012) na pedagogia jesuítica a instrução e a educação caminhavam juntas, desta maneira, não se deve desconsiderar esses processos como estritamente religiosos e que se utiliza do ensino para promover a verdadeira religião, pois o ideal da Companhia era proporcionar a realização plena da natureza humana. Santo Inácio queria que seus companheiros tivessem o domínio de si mesmo e que sejam homens de caráter. Boehme condensa nesta frase o ideal de S. Inácio; “vence-te a ti mesmo e sacrifica-te pelo serviço da Igreja” (FRANCA, 1952, p. 13-14). Verifica-se que a pedagogia Inaciana emprega a doutrina do Evangelho, o qual tem como fundamento os preceitos da moral de Jesus Cristo.
A educação brasileira e sua história têm início na colonização do país e através da chegada de uma ordem religiosa denominada Companhia de Jesus. Que era constituída por padres que guardavam resistente disciplina militar, e sua principal missão era o combate aos infiéis e contra a Reforma Protestante. Para Paiva e Puentes (p. 2, apud Conceição, 2017) a Companhia de Jesus teve sua criação devido ao grande movimento que se originou dentro da Igreja Católica no inicio do século XVI, por um lado temos os homens e seus constantes trabalhos de rejuvenescimento e reorganização, do outro lado, homens sedentos por mudanças na politica, na economia, na sociedade e na cultura, sendo denominada Reforma Protestante e que atravessavam a Europa.
Os padres jesuítas traziam consigo uma intensa formação cultural por isso consequentemente preparado a todo sacrifício a que fossem exposto para proteger seus princípios. A Ordem dos Jesuítas, ou, Companhia de Jesus nasceu para que fosse possível disseminar crenças a quaisquer regiões que eles passassem, principalmente para as consideradas mais distantes. Essa Companhia somente manifestou-se por volta de 1534 através da Contrarreforma por intermédio de estudantes, foi liderada por Ignácio de Loyola, mas foi reconhecida pelo Papa apenas em 1540. (PILETTI, 1991)
Em 1549, Tomé de Souza intitulado governador-geral, auxiliou a Companhia de Jesus que desembarcou com padres Jesuítas, em Salvador, sendo assim ficaram conhecidos como reais soldados de Cristo; no meio deles estavam Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e Antônio Vieira, que eram preparados com o intuito de que pudessem se adaptar às condições a que eram expostos e ser capazes de viver em regiões afastadas. O principal objetivo que eles traziam consigo era doutrinar e transformar as almas do novo mundo para o catolicismo. 
Segundo Conceição (2017) os habitantes nativos da região não tinham para si as letras ‘F, L, R’, portanto não possuíam ‘Fé, Lei, Rei’, viviam ‘desalinhadamente’. Através desta suposição que existe um apartamento linguístico e de ‘organização’ revela qual, o modelo de colonização encaminhado pelas leis portuguesas: fazendo com que obedecessem a um Rei, revelando para eles uma Fé e fixando a eles uma Lei.
Após a chegada dos padres ao Brasil, iniciaram os princípios da doutrinação, criando as primeiras casas de alfabetização,casas de bê-á-bá, originando o início da educação colonial, por meio de sua atuação com as escolas de ler, escrever e contar. 
Para Menardi, (2010, p. 159) as casas que atendiam aos mancebos índios para que eles fossem doutrinados também eram forneciam abrigo para os padres e para os órfão que chegavam de Portugal e aos órfãos nativos também, tudo se fazia com o intuito de fornecer a eles auxilio e catequização. A chegada dos órfãos portugueses colaborou consideravelmente como ocasionador além para abertura de novos lares de acolhimento representando apoio na doutrinação dos índios, observando que a Companhia de Jesus utilizou como método da doutrinação e instrução os órfãos atraindo então os mancebos índios. 
Com isso se aponta a metodologia de iniciação das escolas sendo elas elementares, secundárias, seminários de missões nas quais se encontravam por todo o Brasil. A partir disso, foi necessário uma nova organização no sistema educacional, sendo assim eles acreditavam que a educação poderia ser considerada como um instrumento de controle religioso, através dela poderia ocorrer também a propagação da cultura europeia indígenas. “Foram se infiltrando aos poucos nas aldeias, levando os fundamentos de uma educação religiosa dedicada à propagação da fé e do trabalho educativo” (AZEVEDO, 1976, p. 10).
Com isso, os nativos eram maiormente instruídos, principalmente os mancebos e as crianças, por acreditarem que eram mais sujeitos aos princípios cristãos instruídos a eles. Instruir as crianças que estavam ali para aprender dava-se através do aprendizado da leitura, da apresentação e compreensão da palavra divina, acreditando que assim seria mais fácil compreender o mundo em que supostamente era incomum para os nativos. A companhia de Jesus depois de algumas observações apercebeu que não conseguiriam convencer os índios e converte-los ao catolicismo sem que eles lessem e escrevessem. Somente após essa instrução é que eles, os naturais das terras, conseguiriam fazer parte do mundo cristão e assim ser inserido nele (AZEVEDO, 1978). De acordo com Aranha (1996), esse trabalho de catequização contribuiu para que houvesse um conflito entre os preceitos fixados pelos nativos e os que os colonizadores trouxeram.
Conceição (2017), explica que os jesuítas, trouxeram para as terras brasileiras costumes religiosos e boas condutas, além disso, conseguiu mostrar também seu método de ensino ao qual deveria ser aplicado, sua proposta pedagógica para o trabalho, nas quais foram influenciada pelas teorias de Aristóteles e São Tomás de Aquino. O método de ensino dos jesuítas era fundamentado e traçado por um documento pedagógico denominado Ratio Studiorum.
A Companhia de Jesus conseguiu empreender no Brasil uma relevante obra missionária, sobretudo fazendo uso de novas metodologias, das quais a educação escolar foi uma das mais poderosas e eficazes. No quesito educação escolar, os jesuítas souberam ter completo domínio. Eles não apenas criaram uma vasta ‘rede’ de escolas e colégios, porém o fizeram de maneira muito bem organizada e agregando um projeto pedagógico uniforme e bem planejado, tendo o Ratio Studiorum como sua expressão máxima (SANGENIS, 2004, p. 93).
Sabe-se que o Ratio atque Institutio Studiorum Societatis Iesu, pode ser considerado apenas um método pedagógico, pois ele vem tratar de leis e das atividades, com isso diga-se que ele é um documento norteador “das atividades pedagógicas e de catequização da Companhia de Jesus, por quase dois séculos, até a extinção da ordem em 1773” (NETO; MACIEL; LAPOLLI, 2012, p.277).
Segundo Toyoshima (2012), o Ratio Studiorum combinava os estudos humanísticos com os estudos científicos, uma vez que o objetivo era formar homens que soubessem pensar e escrever, pois a formação ideal é a que possibilita o desenvolvimento das capacidades para o exercício da virtude.
 Para Miranda (2009, p. 41) o conteúdo compreendido na pedagogia do Ratio Studiorum acredita que o aluno, ou, educando s desenvolva em sua totalidade ou ao máximo partindo de sua liberdade, e que isso deve acontecer de maneira harmônica e através de uma hierarquia de valores, as faculdades mentais e afetivas devem ser desenvolvidas segundo sua verdadeira natureza e seu destino.
Sabendo disso, acrescenta-se que o Ratio Studiorum prescreve a construção intelectual em que está ligada à formação moral constituída nas dádivas religiosas, nos bons costumes e nos hábitos saudáveis, salientando de maneira precisa as características curriculares das organizações escolares; o auxílio do avanço da aprendizagem dos alunos; as práticas, ações e atitudes respeitosas desde aqueles que conduziam uma turma, ou seja, os professores até os que estavam ali para aprender, os alunos. (TOYOSHIMA; COSTA, 2012).
Nos compêndios do Ratio a música foi o primeiro recurso metodológico utilizado para auxiliar a educação nos aldeamentos. Através dela, os jesuítas conseguiram despertar a atenção e a simpatia dos nativos. Ensinavam os próprios instrumentos e elaboravam um repertório no estilo indígena, cujas letras falavam de Deus. Apresentavam peças em Tupi ou em Português. Apresentavam textos de obras clássicas devidamente adaptadas pela igreja. Outra estratégia era usar o teatro para promover a educação e evangelização. Através de apresentações de peças, retratava-se a vida de santos e personagens das escrituras sagradas. Usavam também textos de obras clássicas adaptadas pela Igreja Católica (AZEVEDO, 1976, p. 14).
Para Conceição (2017), esse modelo de ensino trazia consigo objetivo principal a expansão da fé cristã a todos quanto viviam na Europa e por todo Novo Mundo. Este documento vinha tratar-se de um modelo com diversos agrupamentos de diretrizes, leis para auxiliar e orientar as atividades pedagógicas e a sistematização da administração escolar dos colégios jesuíticos, permitindo assim uma formação constante a todos que estivessem matriculados nesses colégios. Sobre o Ratio Studiorum Toyoshima e Costa esclarecem que:
O manual contém 467 regras, cobrindo todas as atividades dos agentes envolvidos ao ensino. Iniciava pelas regras do provincial, depois do reitor, do prefeito de estudos, dos professores de modo geral, de cada matéria de ensino; incluía também as regras da prova escrita, a distribuição de prêmios, do bedel, dos alunos e por fim as regras das diversas academias. Além das regras e das normas, o Ratio apresenta os níveis de ensino (Humanidades, Filosofia e Teologia) e as disciplinas que os alunos deveriam cumprir (TOYOSHIMA; COSTA, 2012 p. 3).
Como observa Conceição (2017), esse manual abrangia sujeitos que colaboravam efetivamente com o método de educação das organizações escolares, e apresentavam ligação com os Jesuítas. Esse manual se enfocava num programa de educação literária e humanística. Além de que, este manual pedagógico tinha preocupação não apenas com a dispozição das disciplinas que os alunos deveriam obter conhecimento, e cumprir, mas preocupava-se também com a sistematização da prova que se dava por escrita. A apreensão era tão perseverante que a Companhia de Jesus dava aos professores as adequadas instruções e regras para sua estruturação.
Por consequente, a organização de ensino pedagógico da Companhia de Jesus que foi implantada nas escolas propiciava uma consistente formação dos estudantes. Sendo assim proporcionou que principiassem aqui uma referência de instrução ativa na contínua atividade do pensar, sendo o professor tanto quanto responsável pela instrução para a educação dos que compareciam regularmente aos ambientes educacionais. Ele deveria ter amplas condições para analisar e reanalisar a construção e a reconstrução do conhecimento apresentado pelos educandos. Somente poderia ser feito por intermédio de abordagens diferenciadas de métodos educacionais, contendo atividades que abrangiam leituras, escritas, declamações, apresentações públicas, provas e exames. Ressalta-se que não necessariamente era solicitado o desempenho intelectual através da utilização da memória, precisamente porque o desempenho deinterpretações também era exigência no decorrer do estudo (SANGENIS, 2004).
Conceição (2017) acrescenta que, mesmo com todos os alicerces, disposição e normas pedagógicas e administrativas, a instrução jesuítica não era o suficiente para o Marquês de Pombal, que era o primeiro-ministro de Portugal durante 1750 a 1777, as instituições educacionais da Companhia de Jesus acolhiam aos interesses da fé, à medida que Pombal dava importância para atender as utilidades do Estado. Essa divergência de propósitos fez com que os jesuítas fossem convidados a se retirar das terras brasileiras em 1759. Portanto, com a Igreja Católica fora do domínio da educação em Portugal ordenando assim o fechamento de todas instituições de ensino que pertenciam ao domínio jesuítas, sendo assim as bibliotecas que encontravam-se nos conventos foram abandonadas ou completamente destruídas.
Segundo Silva (2010) a educação jesuítica visava à formação do individuo por meio de um conteúdo clássico que defendia ascensão social de um pequeno grupo. É interessante ressaltar que a política de Portugal estava sempre ligada à manutenção da ordem. Ministrava-se uma educação elementar a população pobre e uma educação média e religiosa para elite. A educação jesuítica atendia não somente aos reclames educacionais da coroa, mas estava a serviço de expansão portuguesa, notadamente em seu aspecto cultural e mercadológico. 
Para Conceição (2017), diversas razões contribuíram para que os jesuítas fossem expulsos: pois eles não seguiam e portanto não respeitavam o Tratado dos Limites entre Portugal e Espanha e existia desentendimento quanto a forma, e domínio que a Companhia de Jesus pegavam e preservavam os indígenas brasileiros. A maneira como o método de tratamento dos nativos era feito posicionava dúvidas se eles conservavam as normas da coroa; “Pombal não aceitava a ação dos jesuítas com os indígenas do Brasil”, porque “segundo ele, os brancos eram apontados aos índios como homens maus, envolvidos apenas pelo ouro que existia na terra do que qualquer coisa e, com um agravante, estavam prontos para cometer atrocidades” (COSTA, 2011, p. 75). 
Sendo assim, Seco; Amaral (2006, p.5) acreditam que o regresso dos Jesuítas das regiões brasileira, tinha por objetivo apenas garantir o futuro da América Portuguesa pelo povoamento estratégico. Os benefícios observados pelo Estado acabam tornando-se um conflito com a politica protecionista dos Jesuítas para os Índios, ofendendo assim as relações com Pombal, fica então conhecida na história como um fato de grande rivalidade entre as ideias iluministas e a educação de base religiosa.
Através da expulsão dos jesuítas das terras brasileiras, a educação começou a sofrer uma grande divisão histórica, dentro de um processo já implantado e consolidado como modelo da educação brasileira. A educação então se torna administrada pelo Estado, não mais atado à Igreja Católica, mas sim se torna uma educação voltada ao público e de maneira laica, porém ainda assim teria suas disciplinas submetidas ao poder real, autônomas, sem vinculação com sistemas específicos de ensino. Com a administração do ensino no poder do Estado, este começou a elaborar leis sobre o ensino, cobrar impostos e fazer estatísticas. A princípio o interesse maior era acabar com a influência da Companhia de Jesus. E aconteceu porque Marques de Pombal tinha um desejo imensurável de tornar Portugal numa metrópole capitalista, sendo possível para ele concorrer com os outros países europeus. Para que isso se tornasse realidade, era necessário que extinguissem a escravidão dos índios, permitindo o casamento entre os índios e portugueses; Marques de Pombal desejou que a nobreza e burguesia fossem mais intelectualizadas, para que fosse possível estimular o desenvolvimento cultural, artístico e científico, e que eles conseguissem encontrar profissionais capazes de assumir cargos públicos (Seco; Amaral, 2006).
3.1 ETAPAS DA FORMAÇÃO DOS JESUÍTAS E CRIAÇÃO DOS CEFAN’s.
De acordo com a instituição da província portuguesa da Companhia de Jesus há padres e irmãos,
Apesar dos muitos caminhos de formação dos Jesuítas, existem etapas que são parte estruturante de todos eles. Por exemplo temos os dois anos iniciais do Noviciado; Filosofia e Humanidades que são por alguns anos; existem também o “estágio prático” intermédio que pode dizer ser também uma das etapas; o estudo da Teologia com um pouco mais de dedicação e aprofundamento; e a Terceira Provação final. 
De acordo com o site "Província Portuguesa da Companhia de Jesus", o qual elucida aspectos das etapas de formação de padres, sobre isso esclarece que:
Dois anos iniciais do Noviciado: Partindo do Noviciado que pode ser considerado à formação inicial de qualquer jesuíta. Essa formação geralmente ocorre por dois anos e propõe ao noviço maior espaço e tempo de “Concentração e devoção” na relação com o exterior, e seu objetivo é sempre ajudar o noviço para que ele venha a crescer no conhecimento da Companhia de Jesus, no caminho da oração e da “intimidade com Deus”, e no aprofundamento do autoconhecimento (o que não é menos importante!).
Estudo de Filosofia: Quando então o noviço, termina sua primeira etapa e já se encontra direcionado na sua formação espiritual, o próximo passo destina-se para o estudo da Filosofia que contempla também alguns elementos de Humanidades como, por exemplo: o latim, o grego, a literatura e a cultura clássica. É necessário e a própria Igreja exige que antes da Teologia o noviço tenha ao menos dois anos de estudos filosófico-humanísticos. Acreditava-se não ser possível observar e enxergar o mundo se não conhece ou compreende como é que chegámos até aqui, se não conhece a história da humanidade e ainda busca compreender a si mesma.
Acredita-se que estudando Filosofia é possível compreender, em contrapartida, as diversas linhagens do pensamento que percorrem os tempos, observando qual é a relação que tem com os fatos históricos, as consequências e derivações atuais. Sem que possua este conhecimento, todo o questionamento que se faça da realidade pode ser considerado parcial e incompleto. É através do estudo da Filosofia que o ser humano consegue adquirir a capacidade de conhecer, observar o mundo, e discernir os traços do homem e da cultura contemporânea, para além do aparente e do superficial.
Magistério: Após os anos iniciais do Noviciado e do estudo à Filosofia, a próxima etapa para a formação dos jesuítas diz respeito ao mergulho na vida de trabalho apostólico. Existe quem faça o magistério já praticando com algumas aulas em colégios ou ajudando em centros universitários. Dentre eles alguns são escolhidos para cumprir missões em países para que sirva de desenvolvimento, ou são encaminhados para zonas de conflitos para realizar trabalhos com pessoas refugiadas. Outros ainda recebem a missão de acabarem os estudos começados antes da entrada na Companhia.
Este “regresso à vida ativa” costuma ser, regra geral, intenso e enriquecedor, pelo ritmo do trabalho e pela proximidade com tanta gente que pede a nossa ajuda. É esta aproximação às necessidades que todo o povo possui que existe e o jesuíta em formação está próximo e observando que vai servir de meios para a compreensão e para o enraizamento da Teologia.
Estudo de Teologia: Os três primeiros anos são compostos pelo “primeiro ciclo”, caracterizando a formação de base que acontecem geralmente em uma universidade da Companhia. Da Bíblia à Antropologia, da História da Igreja à Ética, este ciclo básico promove ao jesuíta formação sólida no estudo da teologia, propondo também abertura para às novas correntes e interpelações do mundo.
O “segundo ciclo”, caracteriza por priorizar maior especialização num total de dois anos, seja estas especializações em algumas das áreas da Teologia seja ela, Dogmática, Fundamental, Bíblica, ou seja, em algum outro campo necessário para que o jesuíta venha completar sua própria formação podendo ser no âmbito pastoral, da administração escolar, da psicologia, da pedagogia. No caso dos jesuítas em formação quese preparam para o sacerdócio, denominado escolásticos, sua ordenação diaconal deverá ocorrer durante o terceiro ano de estudos, tendo em vista que a ordenação sacerdotal acontece no final do quarto ano.
Para além do principal da formação descrita anteriormente, muitos Irmãos formam-se em alguma área concreta, desde a Pedagogia à Pastoral Juvenil, da Enfermagem às Artes. 
Para Gobatto e Beraldo (2014) o descompromisso do Estado com a educação tem raízes históricas no Brasil. As primeiras décadas do século XX são marcadas por reformas que não promoveram mudanças no frágil campo da formação de professores. A Lei nº 4.024/61 enfatizou as áreas de formação geral em detrimento da formação específica, ensejando o ensino como técnica. A Lei nº 5.692/71 não privilegiou nenhum desses aspectos (formação geral ou específica) e transformou a Escola Normal em uma habilitação profissionalizante. 
Durante mais de um século – de 1834 a 1971 -, a Escola Normal cumpre o papel de formação do profissional de educação, denominado então “professor primário”. Isto ocorre até 1971, quando a Lei 5.692/71 transforma o Curso Normal em Habilitação Profissionalizante ao Magistério no conjunto geral de uma inconsequente proposta de profissionalização do ensino de 2º grau (FUSARI; CORTESE,1989, p. 74). 
Segundo Gobatto e Beraldo (2014) em relação a essa mudança da Escola Normal, o movimento dos educadores se organizou no intuito da defesa de uma escola pública de qualidade e pela discussão da formação de professores. Essa mobilização foi intensificada no final da década de 1970 e início da década de 1980, tanto no que se refere às lutas salariais e melhores condições de trabalho, quanto no que se refere à melhoria da educação e formação profissional. 
As lutas da categoria e as iniciativas governamentais em favor de um ensino de qualidade em diferentes níveis tinham, portanto, um sentido de superação de graves problemas no campo da educação. Foi um tempo de greves de educadores, de amplos debates sobre educação, de dinamização das ações de entidades educacionais, de articulações nacionais em função da Lei de Diretrizes e Bases, de reformas curriculares, especialmente no Ensino Fundamental, de disseminação de programas de formação continuada, de criação dos Centros de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefam) (BRASIL, 1999, p. 29).
Menezes (2001) afirma que os CEFAMs surgiram em 1988 como um projeto especial da rede pública da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo para formar, em nível médio, professores da primeira à quarta série do ensino fundamental. Nos CEFAMs era preciso estudar quatro anos, em período integral, para obter o diploma para o Magistério.
Para Menezes (2010) os CEFAMs surgiram no contexto em que em nome da profissionalização do magistério, acabou-se com o curso normal e, no âmbito do ensino profissionalizante de segundo grau (ensino médio), criou-se a habilitação específica para o Magistério nas séries iniciais do primeiro grau (ensino fundamental).
Menezes (2010) afirma que os CEFAMs diferenciavam de outro projeto de formação de professores, no estado de São Paulo. Nos Cefams o ensino era em tempo integral e os alunos recebiam bolsas para frequentarem as aulas. Nos HEMs, que ofereciam os cursos tradicionais de Magistério, o período era de cinco horas e não há bolsa. Até o ano 2000, a Rede Pública Estadual de São Paulo contava com cerca de 210 HEMs e 54 CEFAMs.
Menezes (2010) acredita que com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, a educação profissional de nível técnico voltou a ter organização curricular independente do Ensino Médio que passou a ter base nacional comum, voltada para o desenvolvimento de competências e habilidades básicas. De acordo com a LDB, 
“a formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental a oferecida em nível médio na modalidade Normal.” ( BRASIL, p. )
Apesar da ênfase atribuída pela LDB à formação em nível superior, o Plano Nacional de Educação (PNE) destaca que a formação em nível médio será, por muito tempo, necessária em muitas regiões do País. Além disso, a formação em nível médio pode cumprir três funções essenciais: a primeira é o recrutamento para as licenciaturas; a segunda, a preparação de pessoal auxiliar para creches e pré-escolas; e a última, servir como centro de formação continuada. Mas havia iniciativas, de parte do Ministério da Educação (MEC) e de alguns grupos de educadores, no sentido de transformar as HEM e CEFAMs , gradualmente, em escolas superiores e Institutos Superiores de Educação.
4. INSTITUIÇÃO DO ENSINO SUPERIOR E INFLUÊNCIAS DO MÉTODO JESUÍTICO NA ATUALIDADE.
Como afirma Martins (2002), as primeiras escolas de ensino superior foram fundadas no Brasil em 1808. As primeiras escolas criadas foram a de Cirurgia e Anatomia em Salvador (hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia), a de Anatomia e Cirurgia, no Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da UFRJ) e a Academia da Guarda Marinha, também no Rio. Dois anos após, foi fundada a Academia Real Militar (atual Escola Nacional de Engenharia da UFRJ). Até 1889, o ensino superior desenvolveu-se vagarosamente, seguindo o modelo de formação dos profissionais liberais em faculdades isoladas, e visava assegurar um diploma profissional com direito a ocupar postos privilegiados em um mercado de trabalho restrito além de garantir prestígio social. Ressalte-se que o caráter não universitário do ensino não constituía demérito para a formação superior uma vez que o nível dos docentes devia se equiparar ao da Universidade de Coimbra, e os cursos eram de longa duração.
Para Sampaio (1991) as novas universidades, desta forma, não se constituíram a partir de demandas de amplos setores da sociedade nem de reivindicações do pessoal das instituições de ensino superior existentes. Foi antes uma iniciativa de grupos de políticos, intelectuais, e educadores, nem sempre ligados ensino superior. 
A universidade se implantou através de confrontos, negociações e compromissos, que envolviam intelectuais e setores dentro da própria burocracia estatal. Este processo foi extremamente complexo, pois se deu em um momento de mudança de regime político de tal forma que os proponentes da reforma se encontram ora integrados nos grupos dominantes, ora em oposição a ele.
Para Piletti (1991) o ensino superior passou por várias e importantes alterações e as superou a partir da criação das universidades isoladas, de caráter inteiramente profissional. A criação dessas Universidades somente foi possível por causa do decreto Nº 19 851, de 14 de Abril de 1931. 
O colégio de Aplicação, em 1957 fez uma parceria com a USP (Universidade do Estado de São Paulo) para então serem pioneiros no desenvolvimento de um trabalho de renovação pedagógica do curso secundário.
 Somente foi possível realizar tal trabalho devido a necessidade de tomar algumas medidas preventivas, como a formação e atualização de professores, remuneração das horas extras trabalhadas e acompanhamento de orientação pedagógica para os alunos. Com isso, a procura pelos Colégios de Aplicações começou a aumentar, ou seja, a elite econômica do país queria oferecer a seus filhos melhores condições de vida e educação, porém com a Ditadura Militar pertinente, os Colégios foram cada vez mais sendo perseguidos, acusados de subversão até que foram extintos em 1970. (ARANHA, 2006)
Segundo Werebe (p. 221, apud ARANHA, 2006, p.313):
Essas experiências foram interrompidas pelo governo, por terem sido consideradas “politicamente perigosas”. De fato a adoção de uma pedagogia que visava a despertar o espírito crítico e criador dos alunos, levando-os a pesquisar e a não aceitar passivamente o conhecimento recebido, não poderia ter sido tolerada num regime militar autoritário,como o que vigorava no país, na época.
De acordo com Heládio (1973, p. 67, apud PILETTI, 1991, p.180) a fundação das universidades significou “a introdução no sistema de ensino superior: a) dos estudos de caráter desinteressado, com a criação de uma escola central e integradora, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, destinada ao cultivo da totalidade ou universalidade do conhecimento; b) da pesquisa e dos altos estudos, tanto de caráter desinteressado como de sentido utilitário; c) da unificação e da integração das diversas escolas sob a égide da Universidade e à base da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; d) da autonomia universitária, entendida no caso brasileiro em termos relativos, ou seja, como o exercício da faculdade de que passa a dispor a instituição universitária de estabelecer a sua própria lei, isto é, de implantar os seus próprios regulamentos, dentro das normas gerais estabelecidas pela administração pública”.
 De acordo com Azevedo (1932, p. 113-7, apud PILETTI, 1991, p.183) a nova política educacional traz que a:
Criações de universidades de tal maneira organizada e aparelhada que possam exercer a tríplice função que lhes é essencial, de elaborar ou criar a ciência, transmiti-la e vulgariza-la, e sirvam, portanto, na variedade de seus institutos: a) à pesquisa científica e cultura livre e desinteressada; b) à formação do professorado para as escolas primárias, secundárias, profissionais e superiores (unidade na preparação do pessoal do ensino); c) à formação de profissionais em todas as profissões de base científica; d) à vulgarização ou popularização científica, literária e artística por todos os meios de extensão universitária.
No início as vagas nas universidades eram limitadas, os estudantes faziam os vestibulares e conseguiam a nota mínima exigida, porém como não tinha vagas suficientes, esses alunos não conseguiam fazer sua matrícula e ingressar no ensino superior.
Em 1969 começou a vigorar a Reforma Universitária e com isso o governo tentou calar a luta dos estudantes em busca de melhorias na educação e com isso cria novas iniciativas de ordem burocrática dentre elas está o vestibular classificatório em que elimina a quantidade de candidatos excedentes, sendo que os candidatos preencheriam as vagas nas quais fossem exatamente ofertadas. Desmembram-se as universidades das Faculdades de Ciências, Letras e Filosofia e por intermédio desse fator as matérias filosóficas passam a ser facultativa para os estudantes. (PILETTI, 1991).
Ressaltando que a Reforma trouxe para a educação a grande privatização do ensino, tendo muita divergência de oferecimento de ensino para a população. Com a criação desenfreada de cursos superiores e sem qualidade de ensino, as salas superlotavam e essa situação era ofertada exclusivamente aos alunos mais pobres, que eram menos preparados para disputas das vagas e não tinham acesso as vagas das universidades públicas. (ARANHA, 2006).
O Curso de Pedagogia tinha por objetivo a formação de um profissional para atuar na educação pública, formado preferencialmente, na universidade. Apesar disso, existia dupla função: formar bacharéis e licenciados. Para bacharéis à duração do curso seria de três anos, e seriam reconhecidos como “Técnico em Educação.” Para o curso de licenciado, com um ano a mais de estudos em didática, concluía-se a formação e então se reservava o magistério, pois o curso de pedagogia não dispunha de mercado profissional, sendo assim, a formação de pedagogos acontecia, mas eles não tinham campo de trabalho para atuar. (SILVA, 2014).
De acordo com Silva (2014, apud RIBEIRO.; MIRANDA.; 2013, p.02):
À formação do "técnico em Educação" e do professor de disciplinas pedagógicas do Curso Normal, por meio do bacharelado e da licenciatura, respectivamente. O currículo para o bacharelado tinha um mínimo fixado em sete matérias, cinco obrigatórias Psicologia da Educação, Sociologia (Geral, da Educação), História da Educação, Filosofia da Educação e Administração Escolar, e duas opcionais entre: História da Filosofia, Biologia, Estatística, Métodos e  Técnicas de Pesquisa Pedagógica, Cultura Brasileira, Educação Comparada, Higiene Escolar, Currículos e Programas, Técnicas Audiovisuais de Educação, Teoria e Prática da Escola Média e Introdução à  Orientação Educacional. Seria conferido o diploma de licenciado ao aluno que cursasse Didática e Prática de Ensino.
Com a criação da LDB, viu-se necessário a organização de novos parâmetros e diretrizes para todas as modalidades de ensino inclusive para o curso de Pedagogia em nível de formação de ensino superior. A partir disso diga-se que o Curso de Pedagogia procura encontrar mais uma vez sua identidade devido ao constante crescimento e da criação de instituições de ensino superior com a finalidade de oferecer formação e preparação de professores para atuar nos anos iniciais de escolaridade. (SILVA, 2014).
Leite (1945, apud, FALCÃO, 2015) afirma que a educação brasileira traz consigo uma marca, através de um projeto planejado por Portugal e desenvolvido pela Companhia de Jesus. Com o projeto de colonização adotado pelo jesuíta Manoel de Nobrega onde estava centrado na importância do papel do colonizador no Novo Mundo, sendo aquele que levaria a civilização para os nativos.
O estabelecimento de uma estrutura organizacional e a sistematização do ensino foi relevante para o processo educacional brasileiro. Ao trazer para o Brasil uma estrutura de diretrizes básicas, baseadas na Ratio Studiorum, possibilitou à educação em nosso país uma estrutura regimentar intensa, conforme um processo catequético, mas baseado em uma forma coerente e em um eficaz sistema de aprendizado para a época. Desse conjunto de normas que organizaram e estruturaram a educação jesuítica, o que não permanece, evoluiu, compondo a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (SILVA, 2014).
Neto e Marciel (2008, p, 180, apud, Falcão 2015) dizem que o Ratio Studiorum não era um tratado sistematizado de pedagogia, mas sim uma coletânea de regras e prescrições práticas e minuciosas a serem seguidas pelos padres jesuítas em suas aulas. Portanto, era um manual prático e sistematizado que apresentava ao professor a metodologia de ensino a ser utilizada em suas aulas.
A educação brasileira no período da colonização pela Coroa Portuguesa teve forte influência da cultura católica. 
Durante séculos a cultura brasileira foi fortemente marcada pelos postulados do cristianismo católico. Mesmo com a expulsão dos jesuítas, a educação não deixou de professar o catolicismo. 
A influência do iluminismo no Marquês de Pombal poderia ter sido modificadora da educação brasileira, porém, dentre outros fatores, a situação de colônia do Brasil em relação a Portugal, determinava a proibição dos ensinamentos iluministas. 
Durante o Império e mesmo na República, a cultura educacional em relação ao catolicismo vai somente se consolidando. A independência do Estado frente a religião no Brasil, principalmente sob a República, não é uma realidade. (SIMÃO, et al.).
Segundo Almeida (2014) um dos aspectos que perduraram até a atual LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL são os pressupostos fundamentais propostos no método pedagógico da educação jesuítica, os quais prevalecem como premissas imprescindíveis no currículo da educação básica, pois, o curso de Ensino Fundamental, por exemplo, tem como um dos objetivos a formação básica do cidadão mediante “[...] o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.” (BRASIL, 1996). As escolas, na prática, mesmo que de forma dissimulada, não se comprometem em desenvolver a educação de qualidade ou a evolução do ser humano, mas sim o controle e o domínio cultural. 
Notamos que a separação conceitual entre o fazer (técnico) e o pensar (acadêmico/intelectual) ainda permanece quando direcionamos nossos estudos para áreas técnicas ou acadêmicas, além disso, o capital cultural que as classes dominantes possuem ainda é usado como formade dominação e manipulação sobre as massas populares.
Segundo Paiva (2015), por mais de dois séculos o ensino jesuíta foi o mesmo, quase sempre baseado nos princípios clássicos de transmissão de conteúdo acadêmico e de estudos religiosos. 
Embora a prática pedagógica tenha sido um pouco afastada do rigor medieval, e suas aulas tenham avançado nos conhecimentos humanistas, permanecia a ideia da ordem como virtude, bem como o objetivo da salvação. Porém, também amparado na perspectiva tomista, o ensino da Ordem defendia que, tendo os homens uma tendência natural para o intelecto - como defendia o pensamento escolástico, fortemente amparado na filosofia aristotélica -, o esforço da filosofia deveria, apontar para a promoção das relações entre as virtudes morais, as estéticas e as intelectuais, a fim de conduzir a natureza humana ao desenvolvimento conjunto do corpo e da alma, como melhor forma de se chegar a Deus (AQUINO, 2004). Se Deus é puro intelecto, como afirmou em sua Súmula teológica (AQUINO, 2004), a verdade em nosso intelecto deve conformar-se ao intelecto divino. 
A partir dessa concepção é que se desenvolveu uma educação mais contemplativa, resultando em uma formação passiva e conformadora, a qual se realizava por meio de uma pedagogia da repetição, tanto do conteúdo como da didática, e não em uma formação para a reflexão e para o pensamento crítico.
Entretanto, essa nova perspectiva ontológica, as reflexões de Comenius, as reflexões dos iluministas e as teorias que se desenvolveram ao longo dos séculos XVIII e XIX, por influência do pensamento de Rousseau, não foram suficientes para uma mudança imediata na educação como um todo e na escola brasileira. Por exemplo, mesmo que amparada no método intuitivo, fortemente influenciado por Rousseau, pela "lição das coisas" pestalozziana e sua defesa do ensino como uma atividade livre, a apreensão do conhecimento ainda tinha um caráter passivo por parte do aluno. O professor era ainda o centro do processo, demonstrando os objetos (as coisas), tal como explicando os conceitos, e possibilitando os modos mais práticos para facilitar a memorização. Nisso, o autor se afastou de seu mestre Rousseau, o qual foi contra a memorização e a centralidade do professor. (PAIVA, Wilson Alves de, 2015a).
Analisando essas raízes, o que ficou substancialmente como herança para as práticas educacionais brasileiras não foi o currículo clássico, universalista, com conteúdos capazes de desenvolver os juízos críticos, por meio do Trivium, ou ainda da compreensão do espaço físico, por meio do Quadrivium, mas seu caráter hierárquico, elitista, formalista, meritocrático e dogmático. Herdamos tão somente um utilitarismo que empobreceu os currículos, tendo em vista que se passou a valorizar mais o processo que o conteúdo. 
Encampada pela própria UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, Ciência e Cultura), essa perspectiva defende que as escolas devem dar resposta às novas necessidades, quais sejam a de formar profissionais estritamente necessários, cientistas e técnicos para o inovador mercado de trabalho que se apresenta na atualidade (DELORS, 2003). 
Valem o crescimento econômico, as habilidades técnicas e a formação da mão de obra e não mais o desenvolvimento humano, a formação da cultura geral, ou a formação dos talentos culturais - que, de alguma forma, estavam presente na educação dos "soldados" de Loyola. (PAIVA, Wilson Alves de, 2015b).
Como antigamente a educação pode ser considerada como um bem público e seus benefícios devem atingir toda a sociedade, contribuindo para o melhoramento da mesma. Assim, um dos grandes desafios da educação brasileira, é formar um cidadão consciente e crítico. 
Os métodos permanecem os mesmo, as reformas trouxeram melhorias, porém, a essência permanece aquela que foi estabelecida pelos jesuítas, mostrando assim, que a educação brasileira não caminhou muito, e que necessita muito ainda para que seja reconhecida e valorizada. (FALCÃO, 2015).
5. Considerações Finais
Ao final deste trabalho de conclusão do Curso de Pedagogia, no qual foi escolhido pesquisar sobre a história da Educação e a formação dos professores, desde seu início até os dias atuais. Observa-se, mediante a revisão bibliográfica realizada, que no decorrer de todo período histórico estudado, não existiu uma organização de ensino que chegasse a atender às necessidades do período vivido e colaborasse para esse fim. Por isso faz-se necessário, olhar e compreender o passado para então entendermos o presente. 
No decorrer dessa pesquisa, foi possível observar que, quando os portugueses aportaram em nosso território, mantiveram firme em seu maior interesse, ou seja, a exploração da terra conquistada, e assim encaminharam à Colônia partes da pequena nobreza para sua organização.
Após 1549, com a vinda dos primeiros irmãos da Companhia de Jesus a Colônia obteve um clima diferente, sendo por 210 anos os principais responsáveis pela educação no Brasil. 
No início, esse trabalho educacional teve seu foco na catequização dos indígenas através do ensino religioso e boas condutas. Após a propagação do ensino e a abertura de instituições de ensino nas grandes cidades, começaram também, a atender e instruir os filhos dos grandes latifundiários e das elites locais. Para sua própria sobrevivência abriram em diversos lugares, seminários para a formação de futuros sacerdotes e irmãos da referida Ordem. 
Para que os jesuítas fossem capazes de ministrar aulas e assim passar o conhecimento adquirido para os demais era necessário que eles passassem por determinadas etapas de formação, quando então finalizariam e receberiam o titulo de jesuítas, somente então, seriam ordenados para esse ministério de propagar os conhecimentos religiosos morais e éticos.
Podemos salientar que o ensino educacional dos jesuítas consagrou-se a partir do momento da sua expulsão, concorrendo também para a queda do ensino no Brasil. Mesmo que houvesse muitas críticas aos métodos aplicados, os anos em que os jesuítas dominavam a educação foram grandemente significativos para todo avanço e conquista, pois, os irmãos da Companhia de Jesus discípulos de Santo Inácio, não se empenharam apenas como simples professores, mas, desempenhavam suas atividades principalmente, como servos a serviço da Igreja, buscando utilizar os mais privilegiados métodos, dentro, obviamente, de sua ideologia religiosa, para que então fosse possível atingir os objetivos propostos para a colônia.
Quando ocorreu a expulsão dos irmãos da Companhia de Jesus, os nativos, preferidos até então, voltam a fazer parte do grupo dos preteridos e, juntam-se a outra clientela que desde sempre esteve à margem de tudo. As aulas ficam soltas, sem conexões umas com as outras, não existia professores qualificados para o exercício da função, ocasionando novamente o declínio da educação. As pessoas que pertenciam a classe elitista, tendo recursos, possuíam condições de escolherem outras modalidades de ensino. Com a chegada a Família Real em 1808, novas perspectivas aparecem no cenário educacional. 
A chegada da família real da corte, e a permanência do Príncipe no Rio de Janeiro, ocorreram intensas modificações no cenário local. Criaram então a Imprensa Régia, Biblioteca Nacional, Museu Nacional e Jardim Botânico, entre outras instituições culturais. O Rio de Janeiro tornou-se pólo de propagação de cultura, economia e política para o Brasi. Para a educação dos níveis primários e secundários muito pouco foi feito e, no superior, foram lançadas as sementes.
De maneira geral, pode-se dizer que, pouca coisa ou quase nada mudou no ensino com relação ao período anterior, ainda existiam lacunas na educação. Na República, percebe-se que, no discurso, a educação foi colocada como solução das desigualdades sociais. A busca pela conquista dos direitos assistido das classes populares ocorria em espaços diferentes, a justificativa dava-se pela preocupação que os educadores tinham para planejar a ação da escola nesse aspecto. Entretanto, na esferagovernamental os muitos projetos e reformas que tentaram fazer algo pela educação desde o nível infantil até ao superior, durante todo esse período não passaram de meros discursos, onde muitos nem saíram dos papeis. 
Não só nesse período, mas, de um modo geral, a educação sempre andou a reboque do momento político. Infelizmente! 
Dentre todos os períodos pelos quais passamos, aponta-se o da Ditadura Militar como o mais crucial para a educação, pois esta perdeu totalmente o seu sentido pedagógico e teve que assumir caráter político, perdendo, com isso, a sua essência. Com o fim do regime militar, novas propostas de reestruturação da sociedade como um todo, são sonhadas e almejadas. A nova Constituição abre perspectivas para a elaboração de uma nova LDB, o que veio a ser concretizada em 1996, oito anos após a promulgação da Constituição.
A partir da elaboração da LDB as coisas começam a mudar, a melhorar a perspectiva da educação e do ensino numa progressão acelerada. A instituição do Magistério e do ensino superior possibilitou que as pessoas fossem capacitadas para o exercício da função de educador e transmissor de conhecimentos, grandes foram as conquista, mas, ainda assim necessitamos de muito mais. Conclui-se, não de forma pessimista, mas, constatando uma realidade triste, porém, real: percebeu-se que durante todo esse tempo, passando por todos os regimes com seus projetos, leis constituições, mandos e desmandos, ainda não se conseguiu atar as veias abertas da educação ao longo da história do Brasil. 
Encerra-se esse trabalho lembrando que a formação de professores é extremamente importante para a educação seja ela no Brasil ou onde quer que ela aconteça. Vimos no decorrer do trabalho através de um rápido desfecho histórico que os governos, independente da época pouco se importaram com a formação dos professores, originando decadência nos ensinos dentro das escolas.
Em virtude de todo esse estudo, entendemos que parar para pensar sobre toda a trajetória da educação até os dias de hoje é de suma importância para que possamos chegar a conseguir melhorias para o ensino, com reformas que beneficiem a formação docente e que impactem positivamente na educação do nosso país.
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