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PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EMEIEF PROFESSOR CIRO DAS CHAGAS PIMENTA PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2021 PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EMEIEF PROFESSOR CIRO DAS CHAGAS PIMENTA SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO -----------------------------------------------------------------03 ATOS LEGAIS ---------------------------------------------------------------------03 APRESENTAÇÃO ----------------------------------------------------------------03 INTRODUÇÃO --------------------------------------------------------------------04 MISSÃO DA ESCOLA -----------------------------------------------------------05 HISTÓRICO ------------------------------------------------------------------------05 DIAGNÓSTICO ------------------------------------------------------------------- 08 METODOLOGIA ------------------------------------------------------------------08 OBJETIVO --------------------------------------------------------------------------10 CONCEPÇÃO-----------------------------------------------------------------------10 PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO-----------------------------------------11 RECURSOS HUMANOS ---------------------------------------------------------11 RECURSOS FINANCEIROS----------------------------------------------------11 AVALIAÇÃO -----------------------------------------------------------------------12 PARCERIAS------------------------------------------------------------------------13 ANEXOS-----------------------------------------------------------------------------14 IDENTIFICAÇÃO ESTADO: PARÁ CIDADE: BELÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BELÉM – SEMEC ESCOLA: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL PROFESSOR CIRO DAS CHAGAS PIMENTA ENDEREÇO: RODOVIA AUGUSTO MONTENEGRO KM 11, CONJUNTO EDUARDO ANGELIM, RUA PAULO FREIRE S/N ENTRE RUA DARCI RIBEIRO E FLORESTAN FERNANDES . BAIRRO: PARQUE GUAJARÁ IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA: INEP 15548066 ATOS LEGAIS RESOLUÇÃO Nº 013/2010- CME – Autoriza definitivamente o Ensino Fundamental em Ciclos de Formação I e II. RESOLUÇÃO Nº 014/2010 – CME- Autoriza definitivamente o Ensino Fundamental, modalidades Educação de Jovens e Adultos – 1ª e 2ª Totalidades e 3ª e 4ª Totalidades. RESOLUÇÃO Nº 016/2010-CME - Autoriza em caráter provisório o Ensino da Educação Infantil-pré escola. DECRETO DE CRIAÇÃO DA E. M. ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL PROF. CIRO DAS CHAGAS PIMENTA. Nº 32.370/98 DE 14/04/1998 APRESENTAÇÃO São vinte e um anos de história, promovendo a educação na comunidade do Conjunto habitacional Eduardo Angelim, acompanhando e contribuindo com o crescimento das gerações de crianças, adolescentes, jovens e adultos que veem nesta escola a oportunidade de transformação de sua realidade social. O projeto de implantação da Escola Ciro Pimenta no conjunto Eduardo Angelim, foi elaborado com o objetivo de atender as famílias atingidas pela proposta urbanística do processo de macrodrenagem da Bacia hidrográfica do rio Tucunduba que corta sete bairros em Belém. As famílias remanejadas nesta etapa do projeto formam dos bairros da Terra Firme, Guamá e Canudos. Atualmente, com crescimento demográfico populacional, houve o surgimento de áreas de ocupação social ao entorno do conjunto Eduardo Angelim, destacando-se os das comunidades do Café Liberal, Fé em Deus, Parque Real, Irmã Dulce, Parque Amazônia, Riso e Polimix. A escola foi inaugurada e começou a funcionar no dia 15 de abril de 1998 com o número de 866 alunos na faixa etária de 04 (quatro) a 45 (quarenta e cinco) anos. O patrono da escola Ciro das Chagas Pimenta era paraense, nascido em 09 de julho de 1944, formado em Letras pela Universidade Federal do Pará. Foi um professor preocupado e lutador pelas melhores condições de trabalho e maior qualidade na educação pública no Estado do Pará. Foi fundador da Federação Paraense dos Professores Públicos do Pará, onde organizou a primeira greve da categoria em 1986. Militante do Partido dos Trabalhadores, foi um participador ativo dos movimentos da categoria docente junto ao poder público municipal e estadual. Ciro das Chagas Pimenta, faleceu em 15 de abril de 1994, vítima de aneurisma cerebral em pleno exercício docente. Atualmente, a escola está atendendo em 3 turnos, manhã, tarde e noite com o número de matriculados de 958 educandos e atende desde a Educação Infantil, Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano e Educação de Jovens e Adultos de 1ª a 4ª Totalidade. E mais 74 alunos do anexo de educação infantil Alameda das Palmeiras. Tem por finalidade o aperfeiçoamento significativo da política e da prática educativa escolar, promovendo em primeiro plano a qualidade de ensino, nas dimensões política, social e técnica. Sob esta ótica, o processo educativo deve voltar-se para a formação global do aluno com capacidade técnico-científica, humana e social. É claro que, esse processo resulta de um conjunto de relações com o conhecimento e que deve ser vivenciado no contexto social em que acontece. Portanto, o Projeto Político Pedagógico da escola Ciro Pimenta é o instrumento fundamental de promoção do saber científico escolar, é tomado numa concepção de multi-integração ampla, gerando a necessidade da interdisciplinaridade, passando a ser também objetivo da Instituição a reflexão, análise e redefinição curricular com fins de ajustá-lo às constantes mudanças da realidade, à complexidade das exigências profissionais e a rapidez das transformações e inovações científicas e tecnológicas. É claro que não se esgota na análise curricular, mas estende-se à dimensão política e social da socialização do conhecimento e no compromisso da escola com a comunidade. O PPP tem como objetivo geral a constituição coletiva de uma identidade única, enquanto a escola, superando-se a fragmentação do conhecimento, a compartimentalização curricular, as reformulações não contextualizadas e as posturas corporativas. Desse modo, o objetivo consiste, ainda, em ressignificar o que seja o papel da escola e sua função social, política e pedagógica na contemporaneidade. Sabemos, contudo, que a escola busca o trabalho coletivo e cooperativo através da gestão democrática e da participação na construção do Projeto Político Pedagógico que tem o objetivo buscar um encaminhamento mais coerente para todo o processo educativo e pedagógico do trabalho com os alunos desde da educação infantil, os anos iniciais até os anos finais. A prática educativa tem, nesse sentido, uma ação intencional com sentido explícito e o compromisso definido coletivamente. Em se tratando da construção e elaboração do PPP tem se constituído de maneira coletiva e democrática, através do planejamento participativo. Essa construção se dá a partir da comunidade interna e externa da escola, com propostas intencionadas e em favor da educação de qualidade. Consiste também em um espaço para ser preenchido pela utopia daqueles que desejam transformar a realidade das coisas: tornar as pessoas melhores e mais justas. O planejamento dos conteúdos de cada professor foi elaborado, a partir da construção participativa no Projeto Político Pedagógico, a fim de que os objetivos propostos no PPP sejam efetivamente constituídos no dia-a-dia superando o mero formalismo da entrega de planos de curso no início e término do ano letivo, visando a continuidade da formação do educando, quando há substituição de professores para a mesma disciplina, no mesmo ano e em anos subseqüentes, evitando assim a fragmentação do processo ensino aprendizagem e garantindo a qualidade do ensino. A educação, fenômeno social e universal, é considerada atividade humana necessária ao exercício da cidadania. Isto implica que cada grupo da sociedade tem como obrigação cuidar da formação e do desenvolvimento do homem que dela participa, além de prepará-los para uma vida ativa, participativa, transformadora nas mais variadas instâncias sociais. É importante ressaltar que a prática educativa, além de ser uma exigência da vida social, também é elemento fundamental no provimentodos indivíduos, de conhecimentos e cultura, que lhes permita uma atuação operante no meio em que vivem. Isto na busca de transformação, em função de necessidades sociais, políticas e econômicas. A forma como isto acontece pode ser caracterizada pela influência que o meio exerce sobre o homem, que assimila e reconstrói os dados advindos desta interação, estabelecendo uma relação cada vez mais ativa e transformadora com o contexto onde vive. Cabe aqui caracterizar o que entendemos por educação, e no caso, educação intencional, para determinarmos as ações que conduzirão aos objetivos pretendidos pela escola em seu Projeto Político Pedagógico. Conforme citação de Libâneo (1992), podemos afirmar que educação corresponde neste contexto a toda “modalidade intencional de influência e inter-relações que convergem para a formação de traços de personalidade social e caráter implicando uma concepção de mundo, ideais, valores, modos de agir, que se traduzem em convicções ideológicas, morais e políticas, princípios de ação frente a situações reais de desafios da vida prática”. Sendo assim, tomamos a educação em três dimensões que se completam: como Instituição Social, inserida num momento histórico político; como Produto, que resulta da ação educativa a partir de objetivos sociais e políticos, e como Processo, pela sua característica de dinamismo, de transformações sucessivas, tanto no que diz respeito ao desenvolvimento do sujeito que sofre a ação, como de desenvolvimento histórico do contexto onde acontece a ação. A partir deste prisma, podemos inserir a questão de ensino, que neste projeto tem a conotação de ações, meios e condições para realização do processo ensino aprendizagem. Este por sua vez refere-se a formação intelectual, desenvolvimento das capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras através do domínio dos conhecimentos sistematizados. Assim o processo educativo que se desenvolve na escola possibilita a assimilação e acomodação de conhecimentos e experiências já acumulados por gerações anteriores durante os acontecimentos e tem sua continuidade nas transformações que ocorrem em diversos contextos sócio-político-econômicos existentes. Considerando que as finalidades educativas subordinam-se a escolha feita frente a determinados modos de encarar a vida, o homem, a educação e as relações sociais, “requerem uma direção de sentido para a formação dos indivíduos e processos que assegurem a atividade prática que lhes correspondem” (LIBÂNEO, 1992). Isto significa que para tornar efetivo o processo educativo, é preciso dar-lhe finalidade e meios conforme a opção que se faça no que diz respeito ao tipo de sociedade que pretendemos. Considerando assim, vemos, neste momento, a preparação dos educandos para a participação na vida social como sendo o objetivo mais imediato da escola. Para que isto aconteça são necessárias as condições para apropriação e possibilidades para análise crítica desses conhecimentos frente ao contexto. A apropriação dos conhecimentos sistematizados, a formação de habilidades e práticas, permitirá ao aluno uma visão mais adequada do mundo em que vive com uma interpretação dos fenômenos sociais e científicos mais condizentes com o seu momento de vida. Permite, ainda, a ampliação da compreensão da natureza e da sociedade, a aquisição de atitudes e convicções que o levem a posicionar-se frente aos problemas e desafios da vida prática e, por último, a expressão elaborada dos acontecimentos que correspondem aos interesses da maioria da sociedade, inserindo-se ativamente nos movimentos de transformação. A escola que queremos é democrática, organizada e acessível a todos, facilitando aos seus usuários a aquisição de conhecimentos sistematizados já construídos no decorrer do tempo. A posse destes conhecimentos permitirá todos os benefícios sociais acumulados, sendo preciso que haja uma preocupação maior com o aumento da escolarização, possibilitando o acesso e permanência desses educandos na escola. INTRODUÇÃO Compreender o aluno como sujeito social é o grande desafio da escola, visto que a concepção sobre quem é o sujeito-aluno, direciona uma prática intencional e comprometida com uma formação humanística. Sabe-se que a sociedade, historicamente, sofre grandes alterações em seus aspectos econômicos, culturais e políticos e, conseqüentemente, a educação sofre alterações decorrentes dessas mudanças sociais mais amplas. Este projeto político pedagógico apresenta as intencionalidades, esperanças e concretizações sobre uma educação básica refletida nesta proposta de qualidade. Acredita-se que sem uma educação básica de qualidade e sem instituições de ensino comprometidas com a consciência crítica de pessoas, nenhum país pode assegurar um desenvolvimento próprio, genuíno e sustentável, e particularmente os países pobres e em desenvolvimento. O projeto apresenta uma análise do ensino em seus aspectos filosóficos, políticos, metodológicos e curriculares que o compõem. Para tanto, busca-se a abordagem crítica do conhecimento, visto que contempla toda a prática pedagógica de maneira intencionada e emancipatória. Em resposta à sociedade atual do conhecimento, pretende-se que a educação escolar possa atuar como componente essencial do desenvolvimento cultural e socioeconômico dos indivíduos, comunidades e sociedade global; superando o déficit de conhecimentos e enriquecendo o diálogo entre os povos. Para que a referida perspectiva seja atendida, compete às Instituições proponentes da Educação Básica, o cumprimento às determinações legais, que considerem, inicialmente, a Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96. Nesse sentido, justifica-se a renovação do projeto político pedagógico como expressão do diálogo, da interação entre profissionais de diversas áreas do conhecimento, a fim de que a educação crítica e transformadora se concretize, definida pelo movimento dos professores com domínio e compreensão da realidade social de seu tempo, com a consciência crítica que lhe permita colaborar com a transformações das condições da escola, da educação e da sociedade. Ao nos respaldarmos na idéia de transformação, acreditamos que a mudança se constitui pela reflexão e a ação, garantida pela estrutura curricular necessária para a formação profissional e humana pretendida. Nesse sentido, o PPP da escola Ciro Pimenta trabalha na perspectiva de relação entre teoria e prática do conhecimento, de modo a superar a dicotomia entre a reflexão e a ação pedagógica. Para que essa relação se manifeste metodologicamente na formação dos alunos, pensa-se na veiculação de uma proposta pedagógica curricular, visando à comunicação teoria-prática. MISSÃO Oferecer ensino formal, qualificado, gratuito e democrático nos níveis de ensino infantil e fundamental servindo de campo de experimentação pedagógica, destinado à crianças, jovens e adultos, moradores do conjunto Eduardo Angelim e entorno, visando a preparação de pessoas para o exercício da cidadania. OBJETIVOS Promover o desenvolvimento da educação democrática; Promover uma parceria entre os alunos, pais e professores para realização de um trabalho responsável e compartilhado no processo educacional; Levar os alunos a respeitar sua cultura e ambiente; Observar o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases, Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente e Regimento Escolar; Oferecer ensino de qualidade, possibilitando ao aluno sucesso em sua vida escolar e social. Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e dos projetos pedagógicos gerados na Instituição; PRINCÍPIOS A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios da liberdade e dos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação profissional. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III. pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV. respeito à liberdade e apreço à tolerância; V. coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII. valorização do profissional da educação escolar; VIII. gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX. garantia de padrão de qualidade; X. valorização da experiência extra escolar; XI. vinculação entre a educação escolar e as práticas sociais. FILOSOFIA DA ESCOLA Tem-se como filosofia de trabalho, a formação emancipada do aluno a fim que este enquanto sujeito histórico e social desenvolva ações comprometidas com a cidadania e o conhecimento elaborado. Nesse sentido, o objetivo está em formar o aluno com visão da totalidade humana, desenvolvendo ainda o compromisso com os valores estéticos, políticos e éticos nos quais se fundam a sociedade brasileira. Ainda, desenvolver a compreensão crítica dos conteúdos socializados nos diferentes níveis de ensino, sendo estes articulados com o contexto social e político vigente. A escola se preocupa ainda com o desenvolvimento do conhecimento com vista ao processo de investigação e ampliação dos conceitos de senso comum para os conceitos científicos; através do pensamento crítico reflexivo e criativo. Para isso, a apreensão dos conteúdos de forma contextualizada, interdisciplinar e sem a fragmentação, consiste num dos caminhos para se alcançar os propósitos de ensino. Desse modo, priorizamos a participação democrática da comunidade, o que acontece formalmente nos Conselhos de Classe, nas relações do dia-a-dia entre professores, alunos e equipe técnico pedagógica. Com o objetivo de educar o indivíduo e inseri-lo na sociedade onde todos possam lutar pelos seus direitos, cumprindo os seus deveres, mas exigindo que os outros também o façam, que sejam livres para expor suas ideias, que dialoguem, que busquem soluções, que debatam, que não aceitem imposições infundadas, nem corrupções e que não sejam alienados. Diante disso, a escola está adequado aos objetivos gerais e específicos da LDB e das Diretrizes Curriculares Nacional que nos orientam quanto aos objetivos filosóficos, políticos e pedagógicos. 5. OFERTA DA INSTITUIÇÃO O Estabelecimento de Ensino oferta: O regime da oferta é de forma presencial, com a seguinte organização: I. Ensino Infantil: Jardim I e Jardim II; I. Ensino Fundamental (anos iniciais) – Ciclo I-1º ao 3º Ano e Ciclo II- 4º e 5º Ano; III. Educação de Jovens e Adultos 1ª a 4ª Totalidade. IV. Atendimento Especializado Complementar para pessoas com deficiência. Organização Interna da Escola A escola Ciro Pimenta das Chagas tem organização anual, com critério de distribuição de turmas conforme preconiza a SEMEC, no Ensino Infantil, Ensino Fundamental e EJA, atendendo os alunos nas demandas ofertadas nos seguintes turnos e horários no ano letivo 2019: ENSINO INFANTIL 2ª A 6ª feira Periodos: Manhã- 7h30min às 11h30min Tarde- 13h30min às 17h30min ENSINO FUNDAMENTAL 2ª a 6ª feira Períodos: Manhã –7h30min às 11h30min Tarde –13h30min às 17h30min EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 2ª a 6ª feira Período: Noite:-19h00 ás 22h20 OCUPAÇÃO DO TEMPO E DOS ESPAÇOS PEDAGÓGICOS Laboratório de Informática: O laboratório, tem 06 computadores, é destinado ao uso dos alunos (sob a supervisão dos professores), para pesquisas, trabalhos e atividades planejadas para enriquecimento das aulas, com e sem acesso à internet, sendo esse espaço de responsabilidade do professor, concursado, com domínio básico da ferramenta, lotado especificamente no laboratório. O professor lotado no laboratório de informática apresenta anualmente um projeto ao Núcleo de Informática Educativa-NIED, onde justifica o uso do espaço. Este professor também colabora com os projetos de intervenção pedagógica sugeridos pela SEMEC Quadra Poliesportiva: Utilizadas para a realização das aulas de Educação Física, atividades recreativas e culturais. Biblioteca: É um espaço pedagógico democrático com acervo bibliográfico à disposição de toda a comunidade escolar, atualizado e adequado para o atendimento dos objetivos de todas as etapas e modalidades ofertadas pela instituição de ensino. É utilizada para leitura e pesquisas dos alunos e demais atividades didático-pedagógicas direcionadas pelo professores. O professor lotado neste ambiente, apresenta anualmente ao Sismub um projeto com as atividades a serem executadas pelo professor responsável pela biblioteca dentro e/ou fora desse espaço. Este professor também colabora com os projetos de intervenção pedagógica sugeridos pela SEMEC. Sala de Recursos Multifuncionais: Inaugurada em 23 de março 2018, oferece apoio especializado aos alunos com deficiência, atualmente são 33 alunos atendidos no contraturno de suas aulas - AEE, com 1h de atendimento, em um espaço para esta finalidade, com professor especialista em Educação especial. Sendo um acompanhamento fundamental para a inclusão destes estudantes ao ensino regular. Dependências físicas e materiais Instalações Físicas O Prédio escolar é constituído de 4 blocos onde constam: 15 salas de aula 01 Sala para Direção 01 Sala para Equipe Pedagógica 01 Sala para Secretaria 01 Sala para Professores 01 Laboratório de Informática 01 Biblioteca 01 Sala de Recursos Multifuncionais 01 Cozinha 01 Despensa para mantimentos 01 Almoxarifado 03 Banheiros para Professores e Funcionários 03 Banheiros para Alunos, com 02 vasos sanitários cada 03 Banheiro com acessibilidade 01 Quadra Poliesportiva coberta Condições de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais A Escola Municipal Ciro Pimenta realizou uma adequação da parte física do prédio, como rampa de acessibilidade, banheiros com instalações adequadas, porém as salas de aula ainda não foram adaptadas, apesar de que consta nas dependências da escola mesas específicas para cadeirantes, de acordo com a demanda da época em que foram solicitadas (02), . Em relação ao atendimento pedagógico, a escola tem 01 professor lotado na Sala de recursos Multifuncionais, com 200H, atendendo a demanda de AEE de todos os turnos. Este profissional, especialista em Educação especial, atende aos alunos com deficiência, individualmente, dentro das suas especificidades no contraturno das aulas dos mesmos. Realiza diversas ações de promoção à inclusão com a comunidade escolar, trabalhando em constante parceria com a coordenação pedagógica. Resultados Educacionais e projeções para os próximos anos. A escola conta com diversos esforços para alcançar os resultados mais adequados possíveis, dentro das limitações da rede pública de ensino. Elaborando projetos de intervenção pedagógica, orientados pelo Centro de Formação de Professores e Núcleo de Informática Educativa, para atender os alunos com mais dificuldades de aprendizagem, dando continuidade aos projetos passados de correção da distorção idade-série, como o Projeto Correção de Fluxo encerrado em meados de 2016, E o projeto Todos Alfabetizados, encerrado em 2017. Com isso, recentemente, conforme os dados das avaliações realizadas pela rede, como a Provinha Belém e Prova Belém, tal como com o crescimento, ainda que discreto, do Ideb, podemos afirmar, que se obteve avanços, com a significativa redução da retenção somada a efetivação da aprendizagem. O quadro de evasão tem ênfase no turno noturno, devido as dificuldades sociais dos estudantes. A realidade dos jovens e adultos estudantes é diferenciada dos demais quadro da escola, pois conta com uma vulnerabilidade maior, devido a condição , em muitos casos do aluno trabalhador, que vencido pela exaustão vai deixando de frequentar as aulas e/ou permanecem com muitas dificuldades de aprendizagem, além das questões de segurança da escola e seu entorno e das condiçõesde ensino. Nos demais turnos, por se tratar de crianças e adolescentes, a evasão é bem menor, pois está mais relacionada a questões familiares, como mudança de endereço. É de conhecimento geral que, fatores internos de dificuldades rotineiras ao cotidiano escolar, de recursos materiais e humanos, bem como os fatores alheios, como a realidade social da comunidade e seus desafios, como a desestrutura familiar, baixa escolaridade dos responsáveis, tal como a pouca rede de apoio de assistência social, influenciam os resultados gerais da escola, mas não se pode negar os esforços para superação e os notáveis resultados positivos, uns mais discretos e outros não, pois este é o objetivo de uma instituição de ensino, avançar. Abaixo, o quadro de observação do ideb com a projeção de expectativa para os próximos anos, onde se pretende alcançar a média nacional de 6.0. Ideb observado e expectativa dos próximos anos 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2017 2019 2021 2.7 2.8 3.6 4.4 4.0 4.5 4.6 4.7 5.0 Plano de Ação da Escola O Plano de Ação da escola consiste em um instrumento de trabalho dinâmico com o intuito de propiciar ações que contemplem as dimensões Gestão Escolar Democrática, Prática Pedagógica, Avaliação, Acesso, permanência e sucesso na escola, Ambiente Educativo e Formação dos Profissionais da Escola, ressaltando seus principais problemas e os objetivos a partir de metas a serem alcançadas, com critérios de acompanhamento e avaliação pelo trabalho desenvolvido. Temos observado avanços significativos na prática do dia a dia da escola, pois ao propor ações bem direcionadas, possíveis de serem realizadas, os resultados positivos vão acontecendo aos poucos, melhorando as relações e o processo ensino-aprendizagem. Concepção de Educação Ao considerarmos uma sociedade de classes, vemos que a educação tem uma função política de criar as condições necessárias à hegemonia da classe trabalhadora. O seu projeto histórico é explícito e traduz-se na criação de uma nova hegemonia, ou seja, a da classe trabalhadora. O ato educativo, cotidiano, não pode ser um ato isolado, mas integrado num projeto social e global de luta da classe trabalhadora. A educação dialética é processo de formação e capacitação: apropriação das capacidades de organização e direção, fortalecimento da consciência de classe para intervir de modo criativo e organizado na transformação estrutural da sociedade. De acordo com Paulo Freire, só é libertadora na medida em que tiver como educar. Em síntese, Educação é uma necessidade humana, uma prática social específica dos homens, fenômeno próprio dos seres humanos, um processo histórico. É intencional, libertadora, que transforma a realidade. Ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho. Ancorando-se nesses conceitos, o Projeto Político Pedagógico busca organizar um trabalho pedagógico numa perspectiva histórico-crítica, evitando o esvaziamento da função precípua da escola, que é a socialização do saber elaborado, trabalhando no sentido de tornar realidade a escola pública de qualidade, com a formação de um cidadão crítico. Concepção de Homem O homem é um ser natural e social que produz conhecimentos e acumula experiências, transformando a natureza através do trabalho. É um agente de transformação a partir do momento que participa ativamente da construção da história coletiva, agindo intencionalmente. A educação dialética considera a construção do homem histórico, compromissado com as tarefas do seu tempo, numa perspectiva transformadora, participando efetivamente do projeto de construção de uma nova realidade social. Nesta escola a concepção de homem vai de encontro ao sujeito histórico que o mesmo representa, constituindo-se ao longo do tempo como o produtor das relações econômicas, sociais, culturais e políticas que o transformam no processo educativo, conscientizador, transformador,de luta, na busca constante de uma sociedade justa e igualitária. Concepção de Mundo O mundo é o espaço físico que o homem ocupa e transforma para satisfazer suas necessidades. Para se organizar, formam grupos conforme seu modo de pensar e agir. A concepção de mundo proporcionada pela escola deve considerar o desenvolvimento da consciência de que somos produtos do processo histórico até hoje desenvolvido e que a necessidade humana de vivenciar valores que assegurem o crescimento pessoal e a integração com o social vão delinear essa concepção de mundo. É importante que todos falem sobre sua visão de mundo, porém sem impor suas opiniões, e sim dialogar sobre as mais variadas concepções. É função da escola analisar e refletir sobre as diversidades e a integração das mesmas. Portanto, a escola precisa ser espaço estratégico, onde se possa desenvolver o compromisso com a construção da cidadania Concepção de Sociedade A educação deve ser democraticamente oferecida a todos os alunos, indistintamente, para que não sejam prejudicados ou marginalizados pelos mais favorecidos. Logo, o centro das preocupações são as necessidades do aluno. Para desenvolvê-lo é mister conhecê-lo, e assim possibilitar-lhe mais oportunidades para a satisfação de suas necessidades e interesses, a fim de que se ajuste à vida contemporânea. Sociedade pressupõe agrupamento, acúmulo de experiências individuais e coletivas, transmissão de conhecimentos, exercendo portanto uma forte influência no interior da escola. A sociedade é uma organização em constantes transformações. E para compreendê-la e poder transformá-la, é fundamental conhecer as correntes de pensamento, as concepções que vêm tentando explicar como ocorrem os fatos, como se dá o conhecimento humano, para então conceber a sociedade como um misto de forças emancipadoras, com ideal de libertação, da qual a escola deve fazer parte, e não como forças conservadoras, interessadas em manter o sistema social vigente. Concepção de Cultura Entende-se por cultura o conjunto de conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes e quaisquer outras capacidades ou hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade. É o desenvolvimento intelectual do ser humano, são os costumes e valores de uma sociedade. O homem não apenas sente, faz e age em relação à cultura, mas também pensa e reflete sobre o sentido de tudo no mundo. Os homens são seres culturais por natureza. Concepção de Tecnologia As novas tecnologias parecem ter “rendido” toda a humanidade, e o campo da educação não é uma exceção. Entretanto, quando se fala em educação, o foco precisa estar não somente nos avanços e desenvolvimento de objetos técnicos, mas no entendimento da própria transformação do papel desses objetos no pensamento e na cognição humana, bem como o questionamento de como essas mudanças podem afetar radicalmente os critérios epistemológicos da seleção do conhecimento escolar e de suas práticas pedagógicas. O uso das tecnologias trará resultados satisfatórios na educação caso atendam prioritariamente as necessidades da área pedagógica. Concepção de Cidadania Cidadania pressupõe vida em sociedade, abrangendo todas as classes sociais. São direitos e deveres do cidadão para com a sociedade e da sociedade para com o cidadão, embora na prática ainda há muito o que fazer para que esses direitos e deveres sejam iguais para todos. Para tanto, é necessário um esforço coletivo da escola, considerando que a mesma constitui-se num espaço privilegiado de busca desse ideal, ou seja, a qualidade de vida merecida por todos os seres humanos. Princípios Norteadores da Educação Os Princípios Norteadores de Educação, previstos legalmente, embasam a organização do trabalho escolar e norteiam a escola democrática, pública e gratuita. Sendo a escola uma instituição histórica e socialmente determinada, organizar-se-á como local de desenvolvimento de consciência crítica da realidade e local de produção e apropriação do saber buscando garantir, na sua dinâmicainterna, a operacionalização dos princípios norteadores de forma concreta. Conforme prescreve a Constituição da República Federativa do Brasil em seu artigo 206 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96, em seu artigo 3º, são considerados os seguintes Princípios Norteadores da Educação: I. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV. Respeito à liberdade e apreço à tolerância; V. Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI. Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII. Valorização do profissional de educação escolar; VIII. Gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX. Garantia do padrão de qualidade; X. Valorização da experiência extra-escolar; XI. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. XII. Consideração com a diversidade étnico-racial. Concepção de Ensino e Aprendizagem A metodologia da escola está ancorada na Pedagogia Histórico-Crítica, partindo da prática social inicial para a prática social final transformadora. O objetivo é proporcionar ao aluno um ambiente de aprendizagem devidamente contextualizado no seu cotidiano, em que possa ser sujeito no seu processo de transformação da informação e da experiência em conhecimento. Para tal, o professor deve ter uma visão crítica do seu trabalho, equalizado com o estágio de desenvolvimento da nossa sociedade e do mundo do trabalho, bem como deve estar atualizado com os avanços tecnológicos. Concepção de Avaliação Vários aspectos devem ser considerados quando o assunto é avaliação. Primeiramente é preciso ter clareza do que se quer avaliar, em cada momento específico do processo ensino e aprendizagem. A avaliação deve ser diagnóstica, contínua, processual, de forma a poder rever e intervir na prática pedagógica. Muito mais importante que pensar em instrumentos de medidas, números para representar uma média mínima exigida, é fundamental priorizar os critérios de avaliação para os conteúdos trabalhados, contribuindo assim para a formação de pessoas autônomas, críticas e conscientes. A avaliação deverá ser a favor da aprendizagem, e não a favor da seleção. O aluno não é a tradução de uma média mínima exigida, pois a avaliação é um ato de aprendizagem, nunca de punição. Na medida em que ocorre o reconhecimento do limite e da amplitude de onde se está, descortina-se uma motivação para o prosseguimento no percurso de vida ou de estudo que se esteja realizando. A avaliação é parte integrante do ato pedagógico e impulsionador da aprendizagem, a escola e o professor devem conhecer o aluno real, abandonando o paradigma de que a avaliação serve só para medir a aprendizagem do aluno tendo o cuidado de não deixar que o aluno construa uma visão distorcida sobre seu processo de aquisição de conhecimento, mostrando que ele também está inserido neste processo. A escola deve entender que todo processo educativo deve subsidiar na participação do aluno e não mais na destruição da sua auto-estima pelo professor. Assim a escola não pode mais pensar em elaborar uma avaliação baseada num tipo de aluno ideal. É preciso criar uma avaliação que vise a educação do aluno, mostrando qual é a perspectiva histórica e cognitiva que se deseja atingir. Com isso, o professor poderá ver se o que está ensinando contribuirá para modificar o aluno dentro desta perspectiva. Assim, a avaliação escolar deixa de ter uma exigência autoritária e formal, passando a ter uma exigência muito maior que é o compromisso com a construção da aprendizagem e da responsabilidade social do aluno. Com essa mudança, o aluno entenderá que a avaliação faz parte de um processo que tem como objetivo final uma busca de qualidade no seu processo de aquisição de conhecimento. Acredita-se que o desafio de buscar novos caminhos para se avaliar com prazer, pesquisar e descobrir de novos conhecimentos, está nas mãos dos professores educadores. Somente eles poderão direcionar o aluno na construção de novas aprendizagens, proporcionando com isso um ensino de qualidade e visando sua formação. Enfim, a arte de ensinar e aprender está nas mãos do educador que busca inovar e acredita que o conhecimento universal possa ser compartilhado, incluindo o aluno cidadão na sociedade, tendo como meta à formação integral do educando e trazendo para sala de aula prazer em ser avaliado com qualidade e profissionalismo. Concepção de Gestão Escolar Democrática A escola Ciro Pimenta entende Gestão Democrática como a participação consciente do coletivo escolar na busca de uma identidade para a instituição, que responda aos anseios da comunidade, garantindo condições de igualdade no acesso e permanência de todos na escola. Considerando a função social da escola, a gestão escolar deve garantir a qualidade, o acesso e a permanência de forma gratuita para todos os alunos, independente da raça, ideologia, cor, etnia, religião ou grupo social, e para os alunos portadores de qualquer tipo de deficiência seja ela física, mental ou comportamental, respeitando dessa forma, o princípio da gestão democrática de igualdade de condições de acesso e de permanência na escola, de gratuidade para a rede pública, de uma Educação Básica com qualidade em seus diferentes níveis e modalidades de ensino, vedada qualquer forma de discriminação e segregação. O trabalho pedagógico deve orientar as questões administrativas para que o aspecto pedagógico seja sempre o elemento norteador do ensino. Para que isso se realize é necessário que primeiramente seja definida a metodologia de gestão, que deve ser participativa, ressaltando-se o papel das instâncias colegiadas na definição de políticas, diretrizes e ações. As tomadas de decisões devem acontecer em conjunto com todo o colegiado da escola e os recursos financeiros devem ser gerenciados de forma transparente e de acordo com o que foi decidido pela comunidade escolar, buscando dessa forma a melhoria do ensino e a qualidade pretendida. Concepção de Currículo O currículo compreende os conhecimentos produzidos, acumulados e sistematizados pela humanidade, transmitindo assim uma cultura. É uma construção social do conhecimento, pressupõe a sistematização dos meios para que esta construção se efetive. Na organização curricular é preciso considerar alguns pontos básicos. O primeiro é o de que o currículo não é um instrumento neutro, ele passa uma cultura. O segundo ponto é que o currículo não pode ser separado do contexto social, uma vez que ele é historicamente situado e culturalmente determinado. O terceiro ponto diz respeito ao tipo de organização curricular que a escola deve adotar. O estudo mais sistemático do currículo geralmente ocorre na semana pedagógica e observa as mudanças da sociedade atual, sempre sendo construído dentro de uma perspectiva Histórico-Crítica. As atividades em contraturno, como salas de apoio à aprendizagem,atividades complementares, também compõem o currículo escolar, coerentes com as concepções que norteiam o trabalho pedagógico. Concepção de Infância e Adolescência articulada à concepção de Ensino e Aprendizagem. A ampliação do Ensino Fundamental, de oito para nove anos de duração, incluiu a criança de seis anos no Sistema Educacional Brasileiro. Este ingresso não pode se limitar a uma medida meramente administrativa, mas sobretudo voltando uma atenção especial ao processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, o que implica conhecimento e respeito às suas características etárias, sociais, psicológicas e cognitivas, tanto nos cinco anos iniciais quanto nos quatro anos finais, já que é uma mudança para se repensar todo o ensino fundamental. Faz-se necessário, portanto, conhecer a criança e o adolescente, pois a construção da proposta pedagógica deve ser coerente com as especificidadesda segunda infância, atendendo também às necessidades de desenvolvimento da adolescência. A infância pode ser entendida como categoria social e como categoria da história humana, englobando aspectos que afetam também o que temos chamado de adolescência ou juventude, sendo a infância entendida como o período da história de cada um, que se estende, na nossa sociedade, do nascimento até aproximadamente dez anos de idade. Numa sociedade desigual, as crianças desempenham, nos diversos contextos, papéis diferentes. A ideia de infância moderna foi universalizada com base em um padrão de crianças das classes médias, a partir de critérios de idade e dependência do adulto, característicos de sua inserção no interior dessas classes. No entanto, é preciso considerar a diversidade de aspectos sociais, culturais e políticos. A criança não se resume a ser alguém que não é, mas o adulto que se tornará. É específico da infância seu poder de imaginação, a fantasia, a criação, a brincadeira entendida como experiência de cultura. Crianças são cidadãs, pessoas detentoras de direitos, que produzem cultura e são nela produzidas. Por isso é importante entender o modo de ver das crianças, para poder ver o mundo a partir do seu ponto de vista. Embora o conceito de infância varie muito, de acordo com o contexto histórico-social vivido, foram construídos padrões relativos à concepção burguesa de infância, e a desmistificação de um conceito único, possibilitará ver as crianças pelo que são no presente, sem se valer de estereótipos, ideias pré-concebidas ou de práticas educativas que visam moldá-las em função de visões ideológicas e rígidas de desenvolvimento e aprendizagem. As crianças possuem modos próprios de compreender e interagir com o mundo. Cabe à escola como um todo, favorecer a criação de um ambiente onde a infância possa ser vivida em toda a sua plenitude, um espaço e um tempo de encontro entre os seus próprios espaços e tempos de ser criança dentro e fora da escola. A concepção de adolescência, de acordo com a Psicologia, desde Stanley Hall, está fortemente ligada a estereótipos e estigmas, abordando uma concepção naturalista universal sobre o adolescente. Aberastury considera a adolescência como “um momento crucial na vida do homem e constitui a etapa decisiva de um processo de desprendimento”, destacando esse período como de “contradições, confuso, doloroso”. Knobel parte de pressupostos de que “o adolescente passa por desequilíbrios e instabilidades extremas” e que “o adolescente apresenta uma vulnerabilidade especial para assimilar os impactos projetivos de pais, irmãos, amigos e de toda a sociedade”. Esses desequilíbrios e instabilidades extremas e essa vulnerabilidade especial são colocadas como inerentes ao jovem, pressupondo uma crise preexistente no adolescente, devendo portanto essa concepção ser refletida. Muitas teorias têm uma visão naturalista, na medida em que a infância e a adolescência são vistas como um estado, e não como uma condição social, sendo assim deficientes pelo fato de desprezarem o contexto social e cultural, o processo construído historicamente, tendendo a identificar bases universais em suas proposições. Herrán considera que haja alguma concordância entre autores e linhas teóricas sobre o fato de a adolescência ser um período de transição marcado por mudanças físicas e cognitivas, bem como um prolongamento do período de aprendizagem que permitirá sua inserção no mundo adulto. As concepções presentes nas vertentes teóricas da psicologia, apesar de considerarem a adolescência como um fenômeno biopsicossocial, ora enfatizam os aspectos biológicos, ora os aspectos ambientais e sociais, não conseguindo superar visões dicotomizantes ou fragmentadas. Dessa forma, os fatores sociais são encarados de forma abstrata e genérica, e a influência do meio torna-se difusa e descaracterizada contextualmente, agindo apenas como um pano de fundo no processo de desenvolvimento já previsto no adolescente. Tem-se buscado uma saída teórica que supere a visão naturalizante e patologizante da adolescência presente na Psicologia. Uma saída que supere a visão de homem, baseada na ideologia liberal, que vê o homem como autônomo, livre e capaz de se autodeterminar. Que, resumidamente, vê a adolescência como uma fase natural do desenvolvimento, apontando nela características naturais como rebeldia, desequilíbrios e instabilidades, lutos e crises de identidade, instabilidade de afetos, busca de si mesmos, tendência grupal, necessidade de fantasiar, crises religiosas, flutuações de humor e contradições sucessivas. A adolescência não é um período natural do desenvolvimento; é um momento significado e interpretado pelo homem. O jovem não é algo por natureza, são características que surgem nas relações sociais, em um processo no qual o jovem se coloca inteiro, com suas características pessoais e seu corpo. A adolescência foi construída historicamente de acordo com as exigências da sociedade moderna, ou seja, a necessidade de retardar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho, a extensão do período escolar, e até a necessidade de justificativa da burguesia para manter seus filhos longe do trabalho, dentre outros. A adolescência refere-se, assim, a esse período de latência social constituída a partir da sociedade capitalista, e essas questões sociais e históricas vão constituindo uma fase de afastamento do trabalho e de preparo para a vida adulta. As marcas do corpo e as possibilidades na relação com os adultos vão sendo pinçadas para a construção das significações, para a qual é básica a contradição que se configuram nesta vivência entre as necessidades dos jovens, as condições pessoais e as possibilidades sociais de satisfação delas. Dessa relação e de sua vivência, enquanto contradição, que se retirará grande parte das significações que compõem a adolescência: a rebeldia, a moratória, a instabilidade, a busca da identidade e os conflitos. Essas características, tão bem anotadas pela Psicologia, ao contrário da naturalidade que se lhes atribui, são históricas, isto é, foram geradas como características dessa adolescência que aí está. Entende-se, assim, a adolescência como constituída socialmente a partir de necessidades sociais e econômicas e de características que vão se constituindo no processo. A educação escolar, para grande parte da população, produz um conjunto de relações marcadas pela tensão, descontinuidade e desvalorização das crianças e dos adolescentes que nela ingressam, devido a um desencontro entre as esperanças construídas pelas famílias em torno do valor da escola e as aspirações dos jovens –ascensão social, melhoria das condições de vida. Para o jovem, o desencontro das expectativas iniciais gestadas na família e a experiência cotidiana vivida na escola, que muitas vezes nega essas aspirações, pode gerar desinteresse, indisciplina e violência, na medida em que a trajetória na escolarização gera insucesso e exclusão. Dependendo do seu modo de funcionamento, a escola pode ou não vir a contribuir para a estruturação efetiva de referências e a questão está na sua capacidade de propiciar arranjos que asseguram um conjunto de relações sociais significativas para os adolescentes e suas famílias. Mesmo que a organização do trabalho pedagógico nos anos iniciais do Ensino Fundamental diferencie-se da organização dos anos finais, deve-se procurar a ruptura dessa fragmentação, propondo unicidade entre instituições de ensino, com a adequação dos conteúdos no tempo escolar de forma que as disciplinas não sejam hierarquizadas, pois para a criança e adolescente não há separação entre os conhecimentos em campos específicos, e suas experiências de apropriação do mundo ocorrem por meio de diferentes linguagens, expressando-se por meio do movimento, da oralidade, do desenho e da escrita. É fundamental, então, que o processo de ensino-aprendizagem considere singularidades da aprendizagem por meio do desenvolvimento de atividades encadeadas que possibilitem a ampliaçãodos conhecimentos de forma prazerosa e cheia de significação social, num movimento de articulação entre os anos iniciais e finais, pois embora o Ensino Fundamental esteja administrativamente dividido em duas etapas, essa é uma etapa única que exige articulação, assegurando assim a continuidade do processo educacional. Concepção de Alfabetização e Letramento A apropriação do Sistema de Escrita Alfabética por nossas crianças e jovens não se dá apenas nos anos iniciais, mas ao longo de todo os níveis da Educação Básica. Desde muito cedo as crianças convivem com a língua oral e participam de diferentes situações de interação social, aprendendo sobre elas próprias, sobre a natureza e sobre a sociedade, chegando à escola já conseguindo interagir com autonomia. Entretanto,na escola, aprendem a produzir textos orais mais formais e ampliam suas capacidades de compreensão. Isso também ocorre com a escrita, onde as crianças e adolescentes observam palavras escritas em diferentes suportes, escutam histórias lidas por outras pessoas, e nessas experiências culturais com práticas de leitura e escrita, vão se constituindo como sujeitos letrados. Sabendo que as crianças que vivem em ambientes ricos em experiências de leitura e escrita, não só se motivam para ler e escrever, mas começam, desde cedo, a refletir sobre as características dos diferentes textos que circulam ao seu redor, sobre seus estilos, usos e finalidades, é fundamental que a escola assegure aos estudantes, diariamente, a vivência de práticas reais de leitura e produção de textos diversificados. Cabe, então, à instituição escolar, responsável pelo ensino da leitura e da escrita, ampliar as experiências das crianças e dos adolescentes de modo que eles possam ler e produzir diferentes textos com autonomia, se preocupando também com o desenvolvimento dos conhecimentos relativos à aprendizagem da escrita alfabética, assim como daqueles ligados ao uso e à produção da linguagem escrita. E o papel dos professores, em relação ao contato dos estudantes com diferentes textos, em atividades de leitura e escrita realizadas dentro e fora da escola, deve se refletido e entendido que esse contato precisa ser mediado, caso contrário não há garantias que nossas crianças e jovens se alfabetizem. É relevante, portanto, distinguirmos alfabetização de letramento, sendo que alfabetização corresponde ao processo pelo qual se adquire uma tecnologia –a escrita alfabética e as habilidades de utilizá-la para ler e escrever, sendo que o domínio de tal tecnologia envolve conhecimentos e destreza variados, como compreender o funcionamento do alfabeto, memorizar as convenções letra-som e dominar seu traçado, e letramento relaciona-se ao exercício efetivo e competente daquela tecnologia da escrita, nas situações em que precisamos ler e produzir textos reais. Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis. Ao contrário, o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, o que se constitui num desafio. Implica refletir sobre as práticas e as concepções adotadas para a inserção das crianças e adolescentes no mundo da escrita, analisar e recriar metodologias de ensino, a fim de garantir, o mais cedo e da forma mais eficaz possível, o duplo direito de não apenas ler e registrar autonomamente palavras numa escrita alfabética, mas de poder ler, compreender e produzir os textos que compartilhamos socialmente como cidadãos. Articulação dos anos iniciais e anos finais do Ensino Fundamental A articulação entre os anos iniciais e anos finais do ensino fundamental deve acontecer de forma a promover a integração entre os envolvidos, assegurando as aprendizagens necessárias tanto dos educandos que cursam os anos iniciais quanto dos que cursam os anos finais. A ampliação do ensino fundamental para nove anos implica em capacitar primeiramente todos os profissionais da educação através da formação continuada: Semana Pedagógica, Grupo de Estudos, Reuniões Pedagógicas, Oficinas Disciplinares, etc., bem como reformular o Projeto Político-Pedagógico e a Proposta Pedagógica Curricular. Além disso, os espaços educativos, os materiais didáticos e os equipamentos necessários precisam ser repensados para atender esta demanda. Este é o momento de rever os conteúdos e as concepções e práticas pedagógicas de avaliação do ensino e aprendizagem, diante do desafio de uma formação voltada para a cidadania, a autonomia e a liberdade responsável de aprender e transformar a realidade de maneira positiva. Cabe ao estabelecimento de ensino assegurar a flexibilização dos tempos e dos espaços com vistas a uma efetiva aprendizagem em todas as dimensões do currículo, através da prática de uma avaliação ética e democrática, garantindo o acesso, a permanência e a aprendizagem com qualidade. MARCO OPERACIONAL: Todas as ações a serem desenvolvidas têm o compromisso de levar o aluno ao conhecimento, objetivando a compreensão do mundo que o cerca de forma crítica, com o intuito de instigá-lo a buscar a mudança necessária. Essas ações devem estar em consonância com as Diretrizes Curriculares, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9394/96, explicitadas no Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico de cada instituição, coerentes com a filosofia da escola. Por meio do Projeto Político Pedagógico da Escola Ciro Pimenta, buscaremos redimensionar e organizar o trabalho pedagógico de cada segmento da escola, imprescindível para se alcançar sua função máxima, que é promover o acesso aos conhecimentos historicamente produzidos. Ações definidas pelo coletivo escolar: Melhoria da prática administrativo-pedagógica para garantia da qualidade do ensino; Momentos específicos para discussões pedagógicas, utilização de materiais para pesquisa e outras atividades correlatas; Ampliação e conservação do acervo e serviços bibliográficos prestados à comunidade escolar e a integração desse acervo, sempre que possível, ao acervo da multimídia; Envolvimento dos diversos segmentos no acompanhamento do Projeto Político Pedagógico, para que ocorra sua efetivação na prática; Incentivo à uma maior participação dos docentes em reuniões pertinentes às questões que envolvem o colégio, sejam reuniões de pais, pedagógicas, comunitárias, conselhos de classe, etc.; Execução do Plano de Trabalho Docente, de acordo com a Proposta Pedagógica Curricular integrada ao PPP da escola; Organização de hora atividade, dentro das possibilidades; Incentivo e valorização do trabalho docente, com acompanhamento junto aos alunos e pais; Cumprimento das reuniões pedagógicas de acordo com o calendário ou quando se fizerem necessárias; Participação efetiva nos conselhos de classe de todos os envolvidos no processo ensino e aprendizagem, focando sempre no que pode ser feito para melhorar e não apenas nos problemas apresentados; Reuniões periódicas com pais, obedecendo cronograma por segmentos e/ou quando ocorrerem situações que exijam reuniões extraordinárias, com o objetivo de envolvê-los na participação do processo ensino e aprendizagem dos filhos; Atuação efetiva do Conselho Escolar nas tomadas de decisões pertinentes ao contexto escolar, em todas as instâncias; Estudo e divulgação das atribuições e normas de conduta contidas no Regimento Escolar, em relação à equipe diretiva, pedagógica, administrativa, corpo docente, discente e pais, a toda a comunidade escolar, no início e ao longo do ano letivo; Definição de critérios avaliativos mais coerentes, de acordo com as especificidades de cada turma, eliminando as práticas classificatórias; Busca da qualidade pretendida sempre de forma coletiva, com o envolvimento de todos; Incentivo às atividades lúdicas, artísticas, recreativas e esportivas, através da aquisição de materiais e promoção de eventos; Passeios e excursões educativas/ecológicas com o intuito de ampliar e enriquecer os conhecimentos adquiridos em sala de aula; Palestras sobre assuntos de interesse dos alunos, da comunidade em geral,que venham complementar conteúdos de sala de aula, proferidas por pessoas que tenham conhecimento de causa sobre o assunto em questão ou que sejam profissionais da área; Viabilização de espaço físico para recuperação de alunos com dificuldades de aprendizagem, seja através da sala de apoio ou reforço nas horas atividade do professor; Incentivo à participação dos professores nas formações continuadas. Organização Curricular Na escola Ciro Pimenta–o ensino é de forma presencial, com organização curricular no Ensino Infantil, Ensino Fundamental –Anos iniciais, com 5 (cinco) anos de duração (CI 1º, 2º e 3º, CII 1º e 2º - 4º e 5º Ano) e EJA com as totalidades de 1ª a 4ª. Os conteúdos curriculares observam a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, respeito ao bem comum e à ordem democrática, e o respeito à diversidade. Os conteúdos e componentes curriculares são organizados na Proposta Pedagógica Curricular, inclusa no Projeto Político Pedagógico do estabelecimento de ensino, em conformidade com as Diretrizes Nacionais. Processo de Avaliação: avaliação da aprendizagem, formas de registro, de estudos, promoção: A avaliação é uma prática pedagógica intrínseca ao processo ensino e aprendizagem, com a função de diagnosticar o nível de apropriação do conhecimento pelo aluno. É contínua, cumulativa e processual devendo refletir o desenvolvimento global do aluno e considerar as características individuais deste no conjunto dos componentes curriculares cursados, com preponderância dos aspectos qualitativos. Dar-se-á relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração pessoal, sobre a memorização. A avaliação é realizada em função dos conteúdos, utilizando métodos e instrumentos diversificados, coerentes com as concepções e finalidades educativas expressas no Projeto Político Pedagógico da escola. É vedado submeter o aluno a uma única oportunidade e a um único instrumento de avaliação. Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar são elaborados em consonância com a organização curricular e descritos no Projeto Político Pedagógico. A avaliação deverá utilizar procedimentos que assegurem o acompanhamento do pleno desenvolvimento do aluno, evitando-se a comparação dos alunos entre si. O resultado da avaliação se dará com o preenchimento do registro síntese que proporcionar dados que permitam a reflexão sobre a ação pedagógica, contribuindo para que a escola possa reorganizar conteúdos/instrumentos/métodos de ensino. Na avaliação do aluno devem ser considerados os resultados obtidos durante todo o período letivo, num processo contínuo, expressando o seu desenvolvimento escolar, tomado na sua melhor forma. Os resultados das atividades avaliativas são analisados durante o período letivo, pelo aluno e pelo professor, observando os avanços e as necessidades detectadas, de novas ações pedagógicas, para o Estabelecimento de Ensino. Os resultados das avaliações dos alunos serão registrados em documentos próprios (Registro Síntese), a fim de que sejam asseguradas a regularidade e autenticidade de sua vida escolar. A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno, aliada à apuração da sua frequência. Na promoção ou certificação de conclusão, para os anos finais do Ensino Fundamental, observando a frequência mínima exigida por lei. Os resultados obtidos pelo aluno no decorrer do ano letivo serão devidamente inseridos no sistema informatizado, para fins de registro e expedição de documentação escolar. Instrumentos utilizados nas horas não presenciais da EJA. Os instrumentos pedagógicos utilizados nas horas não presenciais dos alunos da Eja para complementação de carga horária são projetos pedagógicos, que devem ocorrer um a cada semestre no período diferente do período de aula e devem de preferência ter sua culminância acordada democraticamente entre docentes e discentes . Ações realizadas no projeto extraclasse, destacando: Atividades realizadas (pesquisas, visitas, palestras, dentre outras). Pequisa direcionada ao cumprimento de tarefas com temáticas relacionadas ao contexto da literatura paraense e práticas cotidianas dos alunos da EJA, suas relações com a formação da oralidade, das práticas de leitura e da produção textual. Estratégias e recursos utilizados: Contato com as obras escolhidas, leituras, uso da oralidade para sistematização do entendimento de cada educando; acesso às técnicas de utilização das imagens, personagens e diálogos presentes em cada construção artística. O uso do laboratório de informática e biblioteca foram subsidiários para a composição das histórias apresentadas, com foco a partir do recontar de “A lenda da chuva vespertina de Belém”, de Anderson Medeiros; “ O sapinho guloso”, de Rufino Almeida e “Quem viu o meu soninho”, de Alfredo Garcia. Práticas de escrita, produção textual e diálogos construídos a partir dos grupos de estudos e da pesquisa extraclasse para evidência de velhas/novas posturas diante de conteúdos mínimos do currículo escolar. O ressignificar de conhecimentos pertinentes às áreas da Totalidade de Conhecimentos da EJA. A contextualização de conteúdos entre as áreas do conhecimento de maneira sistematizada que tornaram o ensino interdisciplinar. Contextos históricos que foram reelaborados com destaque para habilidades artísticas inerentes aos educandos. Consideramos positiva a ajuda mútua nas atividades em grupo; a troca de informações acerca de características peculiares aos personagens envolvidos e eleição das produções que mais se aproximavam das técnicas utilizadas para o gênero estudado, com destaque para a criatividade em uso de cores, nuances fisionômicas e falas significativas dos personagens. Além de termos a oprtunidade de confirmamos a existência de múltiplas inteligências em cada participante, confirmamos a necessidade de continuidade do trabalho pedagógico com uso da leitura literária em variados gêneros literários para que possamos reescrever histórias lidas e associá-las às vivências cotidianas de cada cidadão inserido no espaço escolar. Temáticas como: água, corpo humano, jogos coletivos, populações indígenas, jogos Indígenas, rituais religiosos, Brasil Colônia, Metrópoles Brasileiras, sujeito e predicado na relação de construção das frases suscitaram novos estudos e pesquisas para culminância do projeto e efetivação da avaliação continuada. Destacamos que a escola Ciro Pimenta em conjunto com todos os seus integrantes viabiliza por meio deste evento a efetivação do cumprimento de dias letivos e da carga horária exigida para as atividades extraclasse. Neste sentido é que consultamos os alunos para direcionarmos ações que contemplassem as expectativas de aprendizagem quanto às áreas do conhecimento, temáticas e campos de pesquisas que foram encaminhados em grupos de trabalho com acompanhamento dos(as) professores(as) orientadore(as). Adaptação de alunos oriundos de outros regimes (seriado) A adaptação de estudos de disciplinas é atividade didático-pedagógica desenvolvida sem prejuízo das atividades previstas na Proposta Pedagógica curricular, para que o aluno possa seguir o novo currículo. Será feita pela Base Nacional Comum. A efetivação do processo de adaptação será de responsabilidade da equipe pedagógica e docente, que deve especificar as adaptações a que o aluno está sujeito, elaborando um plano próprio, flexível e adequado ao mesmo. Ao final do processo de adaptação, será elaborada uma ata de resultados, os quais serão registrados no Histórico Escolar do aluno e no Relatório Final. Formação Continuada A LDB, em consonância com as exigências da demanda atual do mundo do trabalho, afirma que os sistemas de ensino deverão promover a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes “aperfeiçoamento profissional continuado” e “período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga horária de trabalho”. A educação, assim como todas as atividades sociais, necessita de umconstante aperfeiçoamento e atualização. Por isso, continuar aprendendo durante toda a vida é uma condição para acompanhar as mudanças necessárias à transformação da sociedade. É preciso desenvolver políticas de valorização dos professores, visando a melhoria das condições de trabalho e de salário, assim como é igualmente importante investir na sua qualificação, capacitando-os para que possam oferecer um ensino de qualidade, ou seja, um ensino relevante e significativo para os alunos. Para isso, é necessário criar mecanismos de formação inicial e continuada que correspondam às expectativas da sociedade em relação ao processo de aprendizagem, estabelecendo metas a curto e longo prazos, com objetivos claros, que permitam avaliar, inclusive, os investimentos. É preciso criar uma cultura em todo o país que favoreça e estimule o acesso dos professores a atividades culturais, como exposições, cinemas, espetáculos, congressos, como meio de interação social. A escola também é um local privilegiado para a formação continuada. Estudos sobre o tema contribuíram para a abertura de formações continuadas no interior da escola, como reuniões pedagógicas e grupos de estudos, dentre outros. Por tudo isto, podemos afirmar que a formação continuada deve ser parte constitutiva do Projeto Político Pedagógico da escola, cujo objetivo é promover a reflexão dos profissionais sobre sua prática. Os profissionais da escola Ciro Pimenta têm participado das capacitações centralizadas e descentralizadas promovidas pela SEMEC, como encontros, seminários, capacitações, Semana Pedagógica, Formação em Ação, Equipe Multidisciplinar, Brigada Escolar,grupos de estudos. Procurando promover em seu contexto, momentos de formação de acordo com as necessidades dos profissionais, o que implicará em formas e conteúdos variados. Dentre elas podemos citar algumas já elaboradas: -Realização da formação continuada prevista pela SEMEC. -Elaboração e/ou reelaboração do PPP do estabelecimento. -Discussão, nas horas pedagógicas, de temas referentes ao dia a dia da sala de aula, sobre o processo ensino/aprendizagem, aperfeiçoamento pessoal em relação às especificidades de sua área através leitura de materiais didáticos da biblioteca, correção e preparação das atividades, pesquisa no laboratório de informática, dentre outros. -Oficinas em parceria com outras instituições educacionais. As mudanças exigidas pelas reformas educacionais incidem também não só na formação dos professores, como de todos os profissionais da educação (diretores, equipe pedagógica, demais funcionários). Articulação da escola com a família e comunidade É fundamental a participação de toda a comunidade escolar, ou seja, funcionários, professores, pais, alunos, instâncias colegiadas e segmentos da sociedade organizada, nas atividades desenvolvidas pela escola. Sempre que necessário são realizadas reuniões ordinárias e/ou extraordinárias para discussões e tomadas de decisões (reuniões de pais, reuniões pedagógicas, das instâncias colegiadas), sendo estabelecidos contatos mais frequentes com os pais para ficarem cientes da vida escolar de seus filhos, embora nem sempre o retorno seja satisfatório, já que não comparecem como deveriam. Mesmo assim a instituição não deixa de convocar o pai ou responsável, seja por telefone, bilhete ou recado, para comparecer na escola e tomar ciência e providências em relação ao ocorrido com o filho. Normalmente as reuniões pontuais acontecem no início do ano e ao final de cada bimestre, e quando necessário, são realizadas reuniões extraordinárias com os pais, Conselho Escolar, para tratar de assuntos que se fizerem necessários para o momento, dentre eles problemas de aprendizagem, de disciplina, aplicação de recursos financeiros, desenvolvimento de programas e projetos, festas, etc., a fim de conhecer, analisar e controlar o que se passa dentro da escola e direcionar as inovações necessárias ao bom desempenho de suas funções, com a participação efetiva dos pais e de toda a comunidade escolar. Reuniões de acompanhamento A escola realiza reuniões mensais com os professores para discussões e efetivação do trabalho pedagógico, reuniões bimestrais de Conselho de Ciclo e reuniões mensais com os pais, além de reuniões extraordinárias, quando necessário. O trabalho das Leis 10.639/03 e 11.645/08. Para atender a diversidade cultural da comunidade escolar, o professor deve incluir no seu Plano de trabalho Docente diferentes temas em relação aos Desafios Educacionais Contemporâneos, sobretudo a História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena-Leis 10.639/03 e 11.645/08, e trabalhar na prática do dia a dia. Com o objetivo de conhecer a história do povo negro e indígena, valorizar sua cultura, suas contribuições, combater a discriminação e preconceito, foram criados projetos pedagógicos para tratar dessa temática, será aplicado conforme o Plano de Ação elaborado. As ações pensadas estão articuladas aos fatos históricos e atuais solidificando os conteúdos curriculares na tarefa de levar aos alunos, os conhecimentos científicos. Cabe aos professores e coordenadores.orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à Educação das Relações Étnico-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, ao longo de período letivo” contribuindo para que o aluno negro e indígena volte sua atenção para os aspectos positivos da história e da cultura de seu povo, da contribuição para o país e para a humanidade. Educação Especial A instituição de ensino oferta a modalidade regular, no entanto, a Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis e modalidades de ensino e, o aluno com necessidades educacionais especiais (NEE) que efetuar a matrícula na instituição deverá ter assegurado o seu direito ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). O AEE acontece em Salas de Recursos Multifuncionais em contraturno. Calendário Escolar O calendário escolar será elaborado anualmente, conforme normas emanadas da Secretaria de Educação Municipal, adaptado pelo estabelecimento de ensino, apreciado e aprovado pelo Conselho Escolar e, após enviado ao órgão competente para análise e homologação, ao final de cada ano letivo anterior à sua vigência. O calendário escolar atenderá o disposto na legislação vigente, garantindo o mínimo de 200 dias (800 horas) anuais de efetivo trabalho escolar, com complementação de carga horária quando necessário, de forma a garantir o previsto para cada nível e modalidade. Proposta de Inclusão Educacional A inclusão educacional ainda é um desafio nos dias atuais, devido à dificuldade das escolas regulares na promoção de uma inclusão satisfatória e de qualidade para os alunos com necessidades educacionais especiais, para oferecer suporte material, físico e humano. Para que a inclusão aconteça assegurando os direitos dos alunos, previstos nas políticas públicas da educação inclusiva e na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 3º inciso IV, vem "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação", não basta apenas inserir o aluno no espaço escolar, para que o mesmo de “adapte” à escola e, não a escola a ele, isso é integração escolar. Os alunos com NEE são aqueles que por apresentarem algumas condições específicas, necessitam de apoio e serviços especializadas que ofereçam condições e suporte como forma de acesso ao processo de ensino e aprendizagem. Os alunos com NEE são: alunos com deficiência: física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla, alunos com altas habilidades (superdotação), transtornos globais do desenvolvimento (TGD) e transtornos específicos do desenvolvimento. Portanto, ao receber um aluno com necessidades educacionais especiais, essa instituição buscará recursos junto à SEMEC, para assegurar as adaptações curriculares, de avaliação, adaptações físicas, os recursos materiais e humanos necessários ao desenvolvimento e à aprendizagem proposta pelas políticaspúblicas em relação à educação inclusiva. Ações de combate para o enfrentamento à violência e uso indevido de drogas As ações de combate ao enfrentamento da violência e uso indevido de drogas são trabalhadas em todas as disciplinas e também por meio de parcerias com Conselho Tutelar, Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público e outros órgãos do município que, através de palestras e atendimento individual dão suporte à instituição de ensino, em proposições pedagógicas preventivas no combate aos diferentes tipos de violência, bem como ao uso indevido de drogas lícitas e ilícitas. Hoje a escola conta com o PROERD, Programa Educacional de Resistência às drogas e a violência, da Polícia Militar, como colaborador. Ações preventivas em parceria Muitas ações para prevenir situações de risco ao ser humano, que comprometem a saúde pública, são realizadas também em parceria com instituições de ensino superior e Secretaria da Saúde Municipal, com o objetivo de evitar doenças como a dengue, gripe A, DSTs, AIDS, atendimento a gestantes, vacinas, atendimento oftalmológico e etc. São realizadas palestras , teatros, oficinas, distribuição de panfletos explicativos, e assim ocorre uma mobilização em prol da melhoria da qualidade de vida. A escola está inserida, atualmente, no Programa saúde na Escola do governo federal, que realiza diversas ações de prevenção e promoção à saúde no decorrer do ano. Conselho Escolar O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora sobre a organização e a realização do trabalho pedagógico e administrativo do Estabelecimento de Ensino, em conformidade com a legislação educacional vigente e orientações da Secretaria de Educação. O Conselho Escolar é composto por representantes da comunidade escolar e representantes de movimentos sociais organizados e comprometidos com a educação pública, presentes na comunidade, sendo presidido por seu membro nato, o (a) Diretor (a) Escolar. A comunidade escolar é compreendida como o conjunto dos profissionais da educação atuantes no Estabelecimento de Ensino, alunos devidamente matriculados e frequentando regularmente, pais e/ou responsáveis pelos alunos. A participação dos representantes dos movimentos sociais organizados, presentes na comunidade, não ultrapassará um quinto (1/5) do colegiado. O Conselho Escolar poderá eleger seu Vice-Presidente dentre os membros que o compõem, maiores de 18 (dezoito) anos. O Conselho Escolar tem como principais atribuições: I. dar anuência ao Regimento Escolar; II. discutir, aprovar e acompanhar a efetivação do Projeto Político-Pedagógico/Proposta Pedagógica; III. atuar no âmbito da instituição de ensino, conforme atribuições definidas em Estatuto próprio; Os representantes do Conselho Escolar são escolhidos entre seus pares, mediante processo eletivo, de cada segmento escolar, garantindo-se a representatividade dos níveis e modalidades de ensino, onde as eleições dos membros titulares e suplentes realizar-se-ão em reunião de cada segmento convocada para este fim, para um mandato de 02 anos, admitindo-se uma única reeleição consecutiva. O Conselho Escolar da Escola Ciro Pimenta de acordo com o princípio da representatividade e da proporcionalidade, de acordo com o princípio da representatividade e da proporcionalidade, é constituído pelos seguintes conselheiros na gestão 2019/2021: COMPOSIÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR Categoria representativa Titular Suplente Pais/responsáveis 04 titulares 04 suplentes Fátima Cristina Lima Souza Jéssica Madeiros da Silva Cristina Araújo do Nascimento Suelem dos Anjos Rodrigues Maria de Nazare Costa Maria Benedita da Silva Fonseca Raimunda Afonso Risuenho Amaral Poliana de Aquino Apilies Alunos 01 Titular 01 Suplente Jonas Monteiro de Souza Odinamar Cuimar Docentes 02 Titulares 02 Suplentes Antonio Martins Brito Junior Raimundo Nonato Marçal Alexandre Lauzirene de Souza Alves Leonice de Oliveira Leão Téc. Administrativo 01 Titular 01 Suplente Amanda Nazaré de Souza Maria Emilia Santa Maria Moraes Apoio Administrativo 01 Titular 01 Suplente Elias Marcos Tavares de Amorim Ana Lucia da Silva Membro Nato Diretor Cibele de Nazré Melo dos Santos xxxxxxxxxx COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA E CONSELHO FISCAL Comissão Executiva Conselho Fiscal Presidente: Elias Marcos Tavares de Amorim Roseane Cardias Pinheiro Campos Tesoureiro: Antonio Martins Brito Junior Sebastião Rones Costa da Costa Secretária: Cibele de Nazaré Melo dos Santos Liliane da Silva Souza Diretrizes Curriculares que norteiam a Proposta Pedagógica Curricular A Proposta Pedagógica Curricular das escolas públicas são norteadas pelas Diretrizes Curriculares Orientadoras da Educação Básica, um documento oficial que traz em si o chão da escola e traça estratégias que visam nortear o trabalho do professor e garantir a apropriação do conhecimento pelos estudantes da rede pública. As Diretrizes constituem-se num material que é fruto de um trabalho coordenado pelo Departamento de Educação Básica da Secretaria de Educação do Município. Nele estão os fundamentos teóricos e metodológicos que orientam o ensino de cada disciplina. Os mesmos princípios democráticos que fundamentam a construção destas Diretrizes solicitam, dos professores, o engajamento na contínua reflexão sobre este documento, para que sua participação crítica, constante e transformadora efetive, nas escolas, um currículo dinâmico e democrático. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR Ao pensarmos que tipo de formação queremos oferecer aos nossos alunos, é preciso levar em conta a concepção de educação entendida pela escola. Se levarmos a efeito o ensino pretendido pela escola Ciro Pimenta, ou seja, um ensino pautado na pedagogia histórico-crítica, é fundamental que as propostas curriculares elaboradas pelo corpo docente possibilitem aos educandos condições de se apropriarem de instrumentos de comunicação e de conteúdos culturais básicos que os levem a entender a sociedade em que vivem e a partir daí possam transformá-la. É de responsabilidade do coletivo da escola assumir o papel de elaborar uma proposta curricular que cada vez mais se aproxime daquilo que acredita ser fundamental no processo de escolarização dos alunos, na realidade de sua comunidade e também em relação a todas as incertezas postas na contemporaneidade. O currículo não deve ser visto como simples organização formal das disciplinas, dos conteúdos e dos tempos pedagógicos. Ele é um instrumento norteador do trabalho docente, sempre provisório e inacabado, aberto à produção de sentidos, um processo dinâmico que incorpora os saberes e os elementos culturais de seus agentes, numa compreensão do contextualizada do mundo e da cultura que valoriza e fortalece as identidades, não excludente e politicamente posicionada. Partindo da concepção de que a Escola é a instituição que tem como função a transmissão do conhecimento produzido e acumulado historicamente, o processo ensino-aprendizagem deve ser encaminhado possibilitando aos alunos a compreensão das formas de produção que o homem desenvolveu. E ainda, propiciar a construção de saberes que possibilitem o entendimento das teias de relações econômicas, sociais e culturais que definem sua própria vida, enquanto sujeito e autor do momento histórico-social em que está inserido. Enfim, além dos conteúdos, as concepções, as compreensões e o entendimento de como o processo ensino e aprendizagem deve ser norteado, estará retratado nas Propostas Curriculares elaboradas pelos professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos, de acordo com as Diretrizes Curriculares. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO O Projeto Político Pedagógico explicita fundamentos teórico-metodológicos, os objetivos, o tipo de organização e as formas de implementação e avaliação da escola. As modificações que se fizerem necessárias resultarão de um processo de discussão, avaliação e ajustes permanentes,onde a escola estará sempre junto e à disposição dos pais e da comunidade, prestando conta dos resultados e das ações que ela promove. Reuniões serão organizadas sempre que necessário para informar sobre o andamento do que foi proposto, e o que está sendo implementado. A avaliação interna e sistemática é essencial para definição, correção e aprimoramento de rumos. É também por meio dela que toda extensão do ato educativo e não apenas a dimensão pedagógica, é considerada. Os movimentos avaliativos partem da necessidade de se conhecer a realidade escolar para explicar e compreender criticamente as causas da existência dos problemas, bem como suas relações e mudanças, esforçando-se para propor ações alternativas. Levando em conta todas as questões trabalhadas e avaliadas pela direção, professores, funcionários, alunos e pais e sociedade em geral, o esforço analítico da realidade constatada possibilitará a identificação de quais finalidades estão relegadas e precisam ser reforçadas e priorizadas, e como elas poderão ser detalhadas e retrabalhadas. Na operacionalização do projeto, o que se faz é verificar se as decisões foram acertadas ou erradas, e o que é preciso revisar e reformular. Tendo em vista as diferentes circunstâncias, pode haver necessidade tanto de alterações de determinadas decisões, como introdução de ações completamente novas. A escola utilizará mecanismos institucionalizados e atuantes como, Conselho Escolar, juntamente com a direção, para propiciar a captação e os gasto transparente dos recursos financeiros, bem como outras parcerias (entidades, empresas, etc.) que venham a colaborar na superação de suas limitações de ordem física, administrativa e pedagógica. A educação é um processo a longo prazo, e por isso o Projeto Político Pedagógico está sempre em construção. A conquista dos objetivos propostos depende de uma prática educativa que tenha como eixo a formação de um cidadão autônomo e participativo. Belém, 08 de Março de 2021. REFERÊNCIAL TEÓRICO: BRITO, Regina Helena Pires de. VASCONCELOS, Maria Lucia M. Carvalho. Conceitos de Educação em Paulo Freire. Fundo Mackenzie de pesquisa, 2006. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011. Projeto Político Pedagógico da escola: Uma construção possível./ Ilma Passos Alencastro Veiga (org.). Campinas, SP: Papirus, 1995. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho ciêntífico. São Paulo: Cortez, 2013.